domingo, 12 de julho de 2015

Hingis volta a vencer em Wimbledon após 17 anos

Londres (Inglaterra) - Em parceria perfeita com a indiana Sania Mirza, a suíça Martina Hingis voltou a erguer um troféu de campeã em Wimbledon 17 anos depois de sua última conquista na Quadra Central, ao conquistar na tarde deste sábado as duplas femininas. A vitória foi duríssima sobre as russas Ekaterina Makarova e Elena Vesnina, com placar de 5/7, 7/6 (7-4) e 7/5, tendo vencido todos os últimos cinco games da partida.

Hingis venceu Wimbledon em simples na temporada de 1997 e no ano seguinte conquistou o título de duplas. Depois disso, passou por duas aposentadorias, a última deles em 2007, quando se revelou um teste positivo por uso de cocaína justamente durante o torneio de Wimbledon daquela temporada, o que lhe gerou suspensão de dois anos. Sua volta aconteceu em 2013, apenas para duplas. Já Mirza conquistou seu primeiro Slam de duplas femininas e o segundo da carreira, tendo vencido as mistas do US Open de 2014 ao lado do mineiro Bruno Soares. A indiana é a atual líder do ranking na especialidade, seguida pela própria Hingis.

Agora 34 anos, Hingis tem cinco títulos individuais de Slam e ganhou seu primeiro de duplas em Wimbledon de 1996, quando tinha apenas 15 anos, ao lado da tcheca Helena Sukoa. Dois anos depois, sua parceira na conquista foi a também tcheca Jana Novotna. A primeira aposentadoria aconteceu em 2003, ainda muito jovem, devido a uma série de contusões no tornozelo. Voltou em 2006 e tentou até a suspensão de 2007.

A final deste sábado foi incrivelmente bem disputada e emocionante. As russas pareciam caminhar para o título quando abriram 5/2 no terceiro set e tiveram o saque no nono game. Hingis e Mirza lutaram e, após empate por 5/5, o teto precisou ser fechado para que o jogo terminasse sob luz artificial.

Hingis vai tentar mais um título neste domingo. Ao lado de outro indiano, o experiente Leander Paes, ela decide as duplas mistas contra a húngara Timea Babos e o austríaco Alexander Peya. A partida acontecerá depois da final de simples masculina na Central.

Muguruza sai 'cheia de vontade' de treinar

Londres (Inglaterra) - Mesmo tendo perdido a final de Wimbledon, a espanhola Garbiñe Muguruza deu seu show particular na final contra Serena Williams. Chegou a ter 3/1 no começo da partida, depois reagiu após a adversária chegar a 5/1 e ergueu o público com uma corajosa reação. Aos 21 anos e mais nova integrante do top 10, ela saiu satisfeita com a campanha.

"Lutei o máximo que pude, consegui devolver bem, mas não sei dizer o que deu errado. Contra Serena, perder dois pontos às vezes custa o jogo", tentou avaliar. "É difícil se concentrar numa final se você tem Serena na sua frente. Tem que tentar não perder cada ponto. Tentei alongar as trocas, porque estava melhor nelas do que Serena, mas era uma tarefa difícil".

Perguntada sobre as lições de disputar a primeira final de Grand Slam, Muguruza destacou a parte mental. "Você vê que todo mundo fica nervoso, até Serena. Aprendi principalmente como é duro um Grand Slam. São duas semanas com diferentes emoções. No começo, você está tensa nas duas primeiras rodadas, aí você fica mentalmente mais forte. Tentei mudar minha atitude do ano passado e me convencer a gostar mais da quadra de grama (risos). Todo dia tentei pensar que gostava dela, e funcionou".

Longamente aplaudida pelo público e elogiada por Williams na cerimônia oficial, a espanhola várias vezes não conteve as lágrimas. "Não conseguia parar de chorar. Havia tanta gente aplaudindo... Será que consegui fazer tanta gente feliz? Senti algo especial. O público entendeu que eu queria ganhar, que estava dando tudo. A torcida gosta de ver o tenista lutando até o fim".

Muguruza derrotou várias tenistas de qualidade na sua trajetória - tirou Kerber, Wozniacki, Baczinksky e Radwanska - e acredita estar na direção certa. "Mostrei um bom nível de jogo e tenho que acreditar que posso chegar lá. Provei neste Wimbledon que estou realmente perto (das melhores). Saio daqui muito confiante e motivada. Estou cheia de vontade de treinar e evoluir. Estou jogando bem, vamos ver o que acontece nas quadras duras".

sábado, 11 de julho de 2015

Pan (F)

22h00


CanadáCAN
Equador (F)E

Brasileirão

21h00




Ponte PretaPON
Atlético-MGCAM

Série B

21h00


BahiaBAH
OesteOES

Série C

19h00




América-RNARN
Cuiabá-MTCUI

Série C

19h00



Vila Nova-GOVNO
Botafogo-PBBPB

Pan (F)

19h00


Costa RicaCOS
Brasil (F)BRA

Brasileirão

18h30



GrêmioGRE
VascoVAS


Brasileirão

18h30


SantosSAN
FigueirenseFIG

Série B

16h30


Paraná ClubePAR
VitóriaVIT

Série B

16h30


CRBCRB
LuverdenseLUV

Série B

16;30


NáuticoNAU
Santa Cruz-PESAN



Série B

16h30


Sampaio Correa-MASAC
Boa Esporte ClubeBOA

Série B

16h30



América-MGAMG
ABCABC

Série C

16h00



IcasaICA
Águia de MarabáAGM

Série C

16h00


SalgueiroSAG
ASAASA

Série C

16h00



ConfiançaADC
FortalezaFOR


Pan (F)

15h00


ArgentinaARG
T. e TobagoTTO


'Serena Slam' se completa com o 6º Wimbledon

Londres (Inglaterra) - Depois de um início nervoso, em que chegou a estar atrás do placar por 1/3, e de um final incrivelmente tenso, a norte-americana Serena Williams se recompôs contra a debutante espanhola Garbiñe Muguruza e, com placar de 6/4 e 6/4, ergueu o troféu de Wimbledon pela sexta vez. Ao mesmo tempo, completa o segundo 'Serena Slam' da carreira, repetindo o feito de 2002 quando também deteve simultaneamente todos os troféus de Grand Slam em vigor, ainda que não na mesma temporada. A atual série começou no US Open do ano passado.

Serena atinge assim o 21º troféu de nível Grand Slam e fica apenas um atrás da recordista da Era Profissional, a alemã Steffi Graf. No geral, a australiana Margaret Court Smith chegou a 24 somando-se as fases amadora e profissional do tênis. De todas as suas 25 finais, Williams perdeu apenas as de Wimbledon de 2004 (Sharapova) e 2008 (Venus) e as do US Open de 2001 (Venus) e 2011 (Stosur).

Além de tudo, aos 33 anos e 289 dias, Serena é agora a tenista mais idosa a conquistar um titulo de Grand Slam na Era Profissional, quebrando a marca anterior que pertencia a Martina Navratilova, com 33 anos e 263 dias. Mais do que isso, Serena detém essa marca também em todos os outros três Slam.

Ao atingir o 68º título profissional, Serena embolsa mais US$ 2,9 milhões e com isso atinge nada menos que US$ 9 milhões somente nesta temporada e vai a US$ 72,6 mi em sua carreira. Ao mesmo tempo, sobe sua marca em Slam para 280 vitórias e apenas 39 derrotas, sendo 80 triunfos em 90 partidas em Wimbledon. Na temporada 2015, perdeu apenas uma partida em 40 disputadas, tendo vencido todos os 14 jogos que chegaram ao terceiro set.

A final deste sábado teve dois momentos bem distintos. Muguruza, disputando apenas a terceira final da curta carreira, impôs seu estilo de golpes agressivos e se aproveitou da tensão da adversária para quebrar logo o primeiro serviço e saltar depois a 3/1. Mas Williams foi calibrando seus golpes pouco a pouco e, no sexto game, acertou enfim devoluções mais consistentes, chegando ao empate e assumindo a liderança do placar. A espanhola ainda lutou muito, mas uma nova quebra determinou não apenas o fim do set mas também um domínio acentuado da multicampeã no fundo de quadra.

Serena se soltou e então a diferença de currículo ficou evidente. Saltou rapidamente para 5/1 e poderia ter fechado a partida não fosse certa precipitação em concluir os pontos. Perdeu o saque, Muguruza ganhou força e bravamente reduziu a diferença, apoiada pelo público. Com 5/3, Serena chegou a ter um match-point e a espanhola não se acorvadou, brigando por longo game até recuperar outra quebra. No entanto, com saque a favor, jogou muito mal.
Primeira espanhola a chegar numa final de Slam desde 1996, Muguruza terá duas recompensas: o prêmio de US$ 880 mil e entrará no top 10 pela primeira vez na carreira, saltando do atual 20º lugar para o 9º. Sua campanha em Wimbledon foi excepcional com vitória sobre quatro cabeças de chave: Angelique Kerber, Caroline Wozniacki, Timea Bacsinzsky e Agnieszka Radwanska.

Pan (F)

12h00


MéxicoMEX
ColômbiaCOL

Amistosos


11h00

Stuttgarter KickersSKI
InternazionaleINT

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Série B

21h50



BragantinoBRG
BotafogoBOT

Série B

19h30





Atlético-GOACG
Mogi MirimMOG

Série B

19h30




CearáCEA
CriciúmaCRI

Série B

19h30



MacaéMAC
PaysanduPAY

Federer faz 10ª final em Wimbledon e 26ª de Slam

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Londres (Inglaterra) - Com uma atuação impecável no serviço, muita agressividade e boa presença na rede, o suíço Roger Federer garantiu vaga na 10ª final de Wimbledon nesta sexta-feira. Em um grande jogo contra o britânico Andy Murray, o ex-número 1 foi melhor nos momentos decisivos, marcou 7/5, 7/5 e 6/4, e buscará revanche diante do sérvio Novak Djokovic no domingo.
Há um ano, Federer ficou com o vice no All England Club, superado pelo atual número 1 em cinco sets. Desde então, o suíço venceu dois duelos e perdeu os dois mais recentes, nas finais dos Masters de Indian Wells e Roma. Federer lidera o retrospecto por 20 a 19, com empate por 1 a 1 na grama – ganhou na semi de Wimbledon-2012.
O tira-teima com Murray na grama (2 a 1) colocou o atleta da Basileia em sua 26ª final de Grand Slam. O recordista em títulos de torneios desse porte buscará o 18º troféu e o inédito octo em Wimbledon.
Maior vencedor na grama, Federer amplia o retrospecto no Grand Slam britânico para 79-9 e tentará o 16º título na superfície – o 87º no total. Aos 33 anos, ele se torna o jogador mais velho na decisão de Wimbledon desde Ken Rosewall, em 1974.
A agressividade e os pontos curtos, com muitas subidas à rede por parte do suíço, foram a tônica do primeiro set. Depois de salvar um break point no game inicial, Federer se mostrou cada vez mais seguro com o serviço, disparando 11 aces e contando com 85% de aproveitamento de primeiro saque em 37 minutos.
Quando a definição caminhava para o tiebreak, Murray foi ameaçado pela primeira vez e não conseguiu escapar de um 15-40 em 5/6. Ele salvou um set point com uma das muitas passadas da parcial, mas sucumbiu no ponto seguinte, quando variou e buscou a rede.
O confronto seguiu no mesmo ritmo na segunda parcial. Apesar de diminuir o aproveitamento de primeiro serviço, Federer não foi ameaçado e conseguiu pressionar no final do set. Em um game com sete igualdades e pontos espetaculares dos dois lados, Murray saiu de 0-40, salvou cinco set points e manteve o saque em 5/5. O esforço, porém, foi em vão. O suíço confirmou seu game de zero e obteve a quebra em seguida, repetindo o placar da primeira parcial.
Aproveitando o bom momento e a vantagem, Federer seguiu sem dar chances de reação ao rival e o terceiro set viu o mesmo roteiro dos anteriores. Sem break points até o 10º game, foi Murray quem sucumbiu à pressão mais uma vez, diante de boas devoluções do rival, caindo após 2h06