sábado, 27 de dezembro de 2014

Fim de ano emocionante: Leandro Damião e Robinho colocam Peixe em xeque

A reta final de 2014 pode ser das mais emocionantes para a torcida do Peixe. Que viveu uma temporada de maré cheia. Nenhum título e muitas dívidas. Um salve-se quem puder. Sem boia ou pé de pato.
E o ano pode terminar com muitos foguetes. O agente de Leandro Damião colocou o clube na parede. Ou libera o jogador para a Raposa, por empréstimo de um ano, ou continua arcando com o bônus de pagar algo em torno de R$ 500 mil por mês a um atleta que só pensa em deixar o aquário da Vila Belmiro e curtir um belo pão de queijo na Toca mais famosa de BH.
O Cruzeiro já topou arcar com a maior parte do café no bule - no início das negociações, só admitia bancar 50%.
Vinicius Prates, o empresário de Leandro Damião, resolveu dar xeque-mate aos santistas. Quer uma resposta definitiva até terça-feira.
"Está tudo certo com o Cruzeiro. Só falta o Santos aceitar a proposta. Leandro Damião quer recuperar a carreira e o lugar ideal é o Cruzeiro. Um time pronto, bicampeão brasileiro", afirmou Prates à rádio ‘Transamérica'.
Contratado no final de 2013, pela bagatela de R$ 42 milhões, Leandro Damião marcou nove gols com a camisa do Peixe. Ou seja, cada um custou pouco menos de R$ 5 milhões. Um retorno para ninguém botar defeito.
Mais condescendente com o Santos, por 'amar o clube', Robinho pretende definir o futuro até a passagem do ano. Se possível, estourando um champanhe por permanecer na Baixada.
Ele foi emprestado pelo Milan até julho de 2015, mas uma cláusula no contrato permite ao time italiano negociar Robinho se pintar um clube disposto a comprar os direitos do atacante.
O mercado dos EUA e do Catar já teria aberto as portas para Robinho. Que fatura mais de R$ 600 mil mensais - quando recebe, pois o clube deve três meses de salários atrasados e três de imagem. O Peixe, sem dúvida, é uma ilha de emoções até a chegada do Ano Novo. 
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Veeeeeendido! A camisa que o moleque Neymar usou no fatídico jogo contra a Colômbia, em que levou uma bordoada de Zuñiga, irá a leilão em 5 de janeiro. O site Bazar Sports acredita que os lances ultrapassarão os R$ 20 mil, já que o enxoval utilizado por Neymar contra Camarões, pela primeira fase da Copa, atingiu mais de R$ 18 mil.
Sugismundo Freud. O horror está se banalizando.
Bem, amiguinhos. Exemplo de profissionalismo na pátria das chuteiras furadas, o imortal Grêmio saboreia ótimos dividendos. Está louquinho para se livrar do gladiador Kleber, mas se encontra na saudável condição de... se ficar o bicho come, se correr o bicho pega. O atacante ganha R$ 500 mil por mês e tem contrato até dezembro de 2016. Ou seja: se quiser rescindir o acordo, o clube gaúcho terá de bancar R$ 12 milhões. Kleber topa diminuir o acerto para R$ 6 milhões, só que o Grêmio está com o cofre zerado. Cairia do céu uma proposta de outro clube. Acontece, porém, que o jogador está em baixa e ninguém quer arriscar uma grana alta no escuro.
Zé da Medalha. Os confetes ao futuro ministro do Esporte, George Hilton (PRB/MG) são tratados em Brasília como mais mentirosos que elogios em lápides.
Bem, diabinhos. A 'Copa das Copas' ainda repercute positivamente na 'ilha da fantasia do mestre Tattoo': apenas o moleque Neymar foi escalado pelo conceituado 'L'Equipe' na seleção dos melhores da temporada. O time de bambambãs: Neuer (Bayern de Munique), Lahm (Bayern), Hummels (Borussia Dortmund), Sérgio Ramos (Real Madrid) e Alaba (Bayern); Xabi Alonso (Bayern), Kroos (Real) e Di Maria (Manchester United); Cristiano Ronaldo (Real), Messi (Barcelona) e Neymar (Barcelona). Chora Thiago Silva!
Caiu na rede. Imperador Adriano no Le Havre: indulto de Natal.
Na prancha. A Liga Mundial de Surfe (WSL) distribuirá US$ 5,7 milhões em prêmios ao longo do campeonato masculino de 2015. Em cada uma das 11 etapas, Gabriel Medina & Cia. lutarão por US$ 525 mil, US$ 25 mil a mais que no torneio deste ano. A disputa entre as mulheres também ganhou um reajuste. Passou de US$ 250 mil para US$ 262 mil por prova, num total de US$ 2,8 mi.
Dona Fifi (by ‘Olé do Brasil'). O Corinthians entrou em contato com a Fifa, para a entidade reconhecer o título de Medina como Mundial do clube.
Gilete press. De Jorge Nicola, no ‘Diário de S.Paulo': "Antes de entrar em recesso, a Federação Paulista de Futebol demitiu nove funcionários. Um dos dispensados foi o pai de Carolina Galan, ex-namorada de Marco Polo Del Nero, futuro presidente da CBF." Amor bandido?
Tititi d'Aline. Namorada do corintiano Guerrero, Bárbara Evans é a única brasileira na lista das 14 mulheres de boleiros mais bonitas de 2014. Elaborado pelo site ‘Pasion Libertadores', o ranking tem como destaques a russa Irina Shayk, noiva do gajo Cristiano Ronaldo, e Ludivine Sagna, mulher do lateral Sagna.
Você sabia que... Mari, ouro olímpico com a seleção de vôlei, é colecionadora de carros antigos?
Bola de ouro. Tevez. O hermano foi eleito o melhor jogador do Campeonato Italiano pelo jornal ‘Gazzetta Dello Sport'. O ex-corintiano é o artilheiro da atual temporada, com 10 gols em 17 jogos pela Juventus. O lateral Maicon, da Roma e desafeto do ‘professor' Dunga, é o único brasileiro na equipe.
Bola de latão. Palmeiras. No sufoco financeiro, o clube admite passar o chapéu e fechar o patrocínio master por apenas R$ 8 milhões, R$ 1,5 milhão a menos do que o rebaixado Botafogo conseguiu para a próxima temporada.
Bola de lixo. George Hilton. A indicação do deputado do PRB para ministro do Esporte agradou tanto que a presidenta Dilma vem recebendo incontáveis pedidos do PT, PCdoB e de setores ligados ao esporte para implodir a ideia.
Bola sete. "O pessoal da federação esteve aqui e avisei que o contrato não será renovado. O campeonato não dá retorno" (de Neville Proa, dono da Viton 44, que deixará de investir R$ 4 milhões no patrocínio do Carioquinha - bolinha de gude).
Dúvida pertinente. Até quando o Brasil vai surfar na onda do garoto de ouro Gabriel Medina?

Com sambadinha e reverência, Robinho comanda festa ao lado de Zico no Maracanã



GAZETA PRESS
Robinho finge lustrar a chuteira de Zico no Jogo das Estrelas no Maracanã
Robinho finge lustrar a chuteira de Zico no Jogo das Estrelas no Maracanã
Foi daquela tardes para matar saudade no Maracanã, possibilitar encontro de passado e presente. Zico, o anfitrião, chamado de Rei pela arquibancada. Robinho, o convidado ilustre, o Rei do Drible, que conversou com a torcida, fez graça. Sorrisos, dribles, mais de 50 mil torcedores, gols, golaços. Houve de tudo no Jogo das Estrelas no Rio de Janeiro.
No início teve, mesmo, homenagem a uma legião de craques estrageiros misturados nos times branco e vermelho, este dos Amigos de Zico. Seedorf, Petkovic, Hugo de León, Etcheverry, Rincón, Asprilla, Aristizábal. Todos recebera placas como reverência pelos serviços prestados.
Em campo, a festa ficou fácil de ver. O time de Zico era um deleite para o torcedor, especialmente, para o do Flamengo, maioria absoluta na arquibancada. Renato Gaúcho, Leonardo, Júnior tabelavam. O primeiro golaço foi inteiramente rubro-negro. Zico lançou Léo Moura na direita, de trivela. O atual camisa 2 rubro-negro completou cruzado para o gol. Sorrisos, festa, alegria.
No time de branco Seedorf se destacava. Número 10 Às costas, 38 anos e um fôlego ainda invejável para quem se aposentou no início deste ano. Correu, inverteu jogadas, mandou bola na trave, desfilou classe. Matou os botafoguenses de saudade. Ah, se ele tivesse jogado em 2014....
Mas havia muito craque. Aldair, Renato Gaúcho, Leonardo. Uma grande festa. Ainda no primeiro tempo, Zico recebeu cruzamento na área de Renato e bateu cruzado, mansinho. Belo gol. Na comemoração, uma sambadinha marota junto de Robinho. Depois, o craque do Santos abaixou e, reverenciando Zico, fingiu engraixar sua chuteira. Aplausos, festa. Uma tarde para celebrar o futebol.
No segundo tempo, entre trocas e vindas, Robinho continuou a comandar o espetáculo ao lado de Zico. Ele garantiu que aceleraria o jogo para cima "dos velhinhos" para fazer um gol. Dito e feito. Com a camisa 11, Robinho pedalou, riu, gargalhou, fez dois gols, brincou com Falcão, rival em campo e craque do futsal. A cada gol ia para a arquibancada, brincava com os torcedores, aplaudia e ouvia, em troca, o hino do Flamengo muitas vezes.
E no fim comemorou com Felipe, neto de Zico de apenas sete anos que entrou em campo nos minutos finais para participar da festa e a tempo de fazer um golzinho com passe do avô, com a benevolência de todos os adversários. Fim de jogo com sorrisos, alegria e um festa do futebol. O placar? 10 a 9 para o time branco, de Seedorf e companhia. Zico disse que pouco importava a derrota. Ganhou, de novo, o futebol.

Partida beneficente tem D'Ale juiz e ídolos sul-americanos com mais de 35 mil no Beira-Rio


Com show do 'árbitro' D'Alessandro, Esperança vence Solideriedade no Beira-Rio cheio
O meia argentino Andrés D’Alessandro, do Internacional, reuniu neste sábado grandes nomes do futebol sul-americano para um jogo solidário no Beira-Rio, em Porto Alegre, batizado como Lance de Craque - Um Gol Pelas Crianças. Com ex-jogadores e atletas na ativa, o duelo assistido por 35.449 espectadores serviu para arrecadar recursos para diversas instituições de caridade.
O jogo terminou com a vitória do Esperança sobre o Solidariedade pelo placar de 5 a 3. Pelo time vencedor marcaram D'Alessandro (2), Rubén Paz, Estebán Fuertes e Fernando Cavenaghi. Pelo lado derrotado anotaram Francescoli, Zé Roberto e Márcio Chagas da Silva.
Os times foram divididos em Esperança e Solidariedade. Ídolos do passado como Francescoli, Rubén Paz, Deco e Gamarra dividiram o gramado com atletas em atividade como Diego Milito, Dátolo, Alex e Lugano.
Além dos craques atuais e do passado, o jogo contou com quatro técnicos, sendo que três deles estarão dirigindo na próxima Copa América: Dunga (Brasil), Jorge Sampaoli (Chile) e Ramon Díaz (Paraguai). Celso Roth completou a relação de treinadores.
Em um dos momentos curiosos da partida, D’Alessandro trocou de posição com o ex-árbitro Márcio Chagas da Silva, que abandonou a profissão após ter sofrido ofensas racistas em um jogo do Campeonato Gaúcho, e passou a apitar o duelo, enquanto o juiz virou jogador.
D’Alessandro agradeceu a todos os que puderam estar presentes na partida: "Agradecer primeiramente, tanto atletas e treinadores, que conseguiram vir, é uma data difícil, conseguimos trazer figuras importantíssimas, pessoas que jogaram no Inter e Grêmio. Sinceramente muito obrigado por ajudar".
O duelo também promoveu reencontros como o de Roth e Gamarra, que estiveram no Internacional em 1997.
"É fantástico rever o Gamarra, meu capitão de 1997, são tantos jogadores, você fica até emocionado", relatou Roth, enquanto Gamarra fez questão de exaltar a importância do jogo: "É algo lindo e maravilhoso estar aqui, principalmente se for ajudar as crianças".
Um dos principais nomes do Inter nos últimos anos, o zagueiro Bolívar também demonstrou emoção no retorno ao estádio: "É bacana, primeiramente por estar em uma causa bacana, iniciativa do D´Alessandro. Voltar ao Beira-Rio é uma grande emoção, minhas alegrias foram aqui, muito bom poder relembrar."
As entidades beneficiadas pelo jogo beneficente foram: AACD, Casa Aberta, Educandário São João Batista, Centro Social Padre Leonardi e Pão dos Pobres.
GAZETA PRESS
D'Alessandro assumiu até o apito e deu show em amistoso no Beira-Rio
D'Alessandro assumiu até o apito e deu show em amistoso no Beira-Rio

Flamengo mira Jadson, do Corinthians, para reforçar o meio

GAZETA PRESS
Corinthians treino Jadson
Jadson tem contrato com o Corinthians até o fim de 2015
Em busca de reforços para a próxima temporada, a diretoria do Flamengo prioriza um homem de criação. E uma das possibilidades na mesa rubro-negra é o meia Jadson, atualmente no Corinthians. As conversas acontecem e o clube carioca considera o negócio ainda em um estágio inicial. O interesse rubro-negro em Jadson foi informado primeiramente pelo site Lancenet!.
A expectativa é de que as conversas evoluam já na primeira semana de janeiro e ocorram de maneira satisfatória. Jadson, de 31 anos, pertencia ao São Paulo e acabou envolvido na troca com o Corinthians pelo atacante Alexandre Pato. O vínculo dele com o Timão é válido até o fim de 2015.
Diante da falta de grandes opções de criação no setor, Vanderlei Luxemburgo indicou o meia, já sem tanto espaço no Corinthians. Lucas Mugni e Mattheus, por exemplo, não inspiram a confiança necessária.
Busca de informações por Conca

Na busca de reforços para 2015, a diretoria do Flamengo chegou a sondar a situação do meia argentino Conca, do arquirrival Fluminense.
As informações obtidas no mercado deram conta de que o pedido pelo argentino gira em torno de R$ 11 milhões. Além disso, a diretoria tricolor teria requisitado ao estafe de Conca e à Unimed, que detém grande parte dos direitos econômicos do jogador, que o atleta não se transfira para um rival carioca. A família de Conca, no entanto, dá preferência a uma permanência no Rio de Janeiro em caso de negociação.
Por enquanto, o Flamengo anunciou apenas o lateral-esquerdo Thallyson, do ASA. Pará, lateral-direito do Grêmio, está bem encaminhado e deve ser anunciado tão logo documentos sejam trocados entre os clubes, no início de janeiro. O zagueiro Bressan está na mesma situação. Já o meia Arthur Maia, que pertence ao Vitória e atuou na Série B pelo América-RN, aguarda a escolha de um jogador do Flamengo para ser emprestado ao clube baiano.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Só Thomas Jefferson pode salvar o esporte brasileiro

Quando se trata de poder, portanto, não vamos mais falar sobre a confiança nos homens, e sim impedir que eles se comportem mal pelas correntes da Constituição

Thomas Jefferson
Mais de dois séculos depois da fala de um dos principais Pais Fundadores da nação americana, chega a ser um pouco bizarro que, com tamanho inacreditável atraso, ainda invocarmos o aval dos “homens bons” ou falemos em consertar malfeitos através da confiança nos homens. Poderíamos estar, por este início, falando de uma série de temas. Mas os assuntos específicos aqui são os escândalos do vôlei nacional, as respostas da CBV/Banco do Brasil a partir do devastador relatório da CGU e por que não ir além, a gestão do esporte brasileiro, suas confederações e entidades.
Pois então vejamos algumas palavras da CBV e algumas exigências do BB para seguir com o milionário patrocínio, feitas a partir das recomendações da CGU.
De acordo com nota oficial da CBV, a entidade já estaria se adequando as recomendações da CGU para que o BB possa seguir com o patrocínio. Mas o que está em jogo obviamente não é apenas atender recomendações da CGU. Os limites das atribuições da Controladoria fazem com que ela possa apenas recomendar alguns atos. A questão então é acharmos que isso é suficiente. Pelo visto, CBV e BB acham, ao menos até que novos fatos, já em curso, ocorram, como a entrada em cena do Ministério Público e Polícia Federal.
Diz a tal nota que já estão se enquadrando nas recomendações, com:
- “auditoria externa”. Como se no tempo de Ary Graça não existisse.
- “Regulamento de contratações”. Como se não fosse estatutário antes.
- “Vetos de empresas suspeitas”. Ah, bom, então antes o estatuto permitia e agora passa a vetar. Não serão evitadas pelos mecanismos sugeridos por Thomas Jefferson em 1798 e sim porque agora a CBV se enquadrou e se adequou pela mão dos homens bons.
-“Criação de comitê de apoio”. Olha eles aí, os homens bons, aqueles que, como diz o poeta, irão “nos restituir a glória”! Agora vai!
- “Reaver judicialmente os valores de contratos apontados pela CGU como irregulares”. Incontestável. Porque não depende dos homens bons e sim das leis, da mão da justiça.
Há um trecho tão surpreendente quanto na nota da CBV, quando cita ainda que “de conhecimento de todas as ações desenvolvidas pela entidade, os técnicos José Roberto Guimarães e Bernardo Rezende manifestaram apoio incondicional aos dirigentes que tem a responsabilidade de administrar o atual momento do voleibol brasileiro”. Seria tão melhor ver os dois titãs do vôlei nacional juntos na trincheira de Thomas Jefferson e não na trincheira dessa cartolagem. Batendo o poderoso tambor de ambos em Brasília para que enfim alcancemos o dia em que as amarras do esporte brasileiro serão mais fortes do que o discurso de intenções de homens que se perpetuam no poder. Ainda há esperança. Como já falamos algumas vezes, a partilha de competências da Constituição Federal, 1988, deixou algumas lacunas no que diz respeito as responsabilidades na fiscalização de instituições ligadas ao esporte. A luta agora deve ser um freio de arrumação, em nome da máxima de Thomas Jefferson.
Na tentativa de se caracterizarem como os “homens bons” que irão mudar o curso da história e fazer essa travessia, os atuais mandatários da CBV botam em prática uma das modalidades mais em voga no Brasil atual: a tentativa de se descolar de quem é apontado por malfeito. O auge da excelência em tal modalidade de descolamento foi nas últimas eleições, quando o candidato Pezão passou uma candidatura inteira sem mencionar sua umbilical ligação com Sérgio Cabral, prejudicial para suas intenções naquele momento. No instante seguinte ao sufrágio das urnas, agradeceu ao mentor.
Algo semelhante faz a atual gestão da CBV. Por mais de duas décadas foram unha e carne com Ary Graça. Elegeram o mesmo. Participaram de sua administração. Sem grandes oposições seguiram mesmo durante a publicação das reportagens do “Dossiê Vôlei”, ao longo de 2014. Quando o barco foi naufragando e a navegação ficou insustentável, veio o descolamento. Foi no momento seguinte a publicação do relatório da CGU que se aprofundou o processo de descolamento. Apontado como “conflito” entre CBV x FIVB pelos ingênuos da imprensa de sempre.
Curioso agora reler algumas das reportagens do “Dossiê”. Voltando um pouco, chegamos em 24 de fevereiro, a primeira das reportagens. Questionados pela reportagem sobre as relações entre CBV e S4G, a empresa contratada que, de acordo com a CGU, não entregava os serviços acordados, além uma série de irregularidades, a CBV, em sua atual gestão, fez veemente defesa da empresa. Preste bem atenção: "A S4G é uma empresa reconhecida no mercado. Já trabalhou para outras modalidades e eventos esportivos, entre eles, os Jogos Mundiais Militares, quando foi vencedora de licitação, tanto para o vôlei como paraoutros esportes”.
Defesa também foi feita pelos atuais gestores, que agora se descolam do antigo gestor, a Marcos Pina, cartola que também tinha sua empresa prestadora de serviços para a CBV na intermediação de contratos, trabalho também não identificado pela CGU. “"Marcos Pina foi Superintendente Geral da CBV de 1997 a 1999, quando solicitou afastamento por iniciativa própria. Se manteve sem qualquer vínculo empregatício com a entidade até setembro de 2013, quando foi recontratado como Superintendente Geral pela nova gestão".
Ué?!!! Então uma rápida recuada nas reportagens e constatamos que os atuais gestores recontrataram Marcos Pina em setembro de 2013? E defenderam a S4G? E agora se descolam da gestão anterior! E nós aqui falando na confiança dos homens bons e em mecanismos que, em última análise, sempre dependerão de tal confiança. Quando na verdade, o dramático momento do esporte nacional implora que atletas, treinadores e cia exijam novos mecanismos de controle para entidades do esporte, principalmente as que recebem dinheiro público.
Verdade que o principal mandatário do esporte brasileiro não parece muito preocupado com tudo isso, tampouco pensa em mecanismos efetivos e constitucionais que coíbam aventureiros. Em recente entrevista, falou sobre o que preocupa de fato no momento. "Com relação aos contratos com o BB, espero que seja uma suspensão temporária porque o que preocupa é 2016. Estão em jogo quatro medalhas", afirmou Carlos Arthur Nuzman.
Seria bom também podermos ver esforços mais significativos e expressivos do BB no sentido da efetivação desses mecanismos de controle. Afinal, quem acaba de deixar-se ser enganado e ver milhões do dinheiro público por ele destinado tomar outros destinos, deveria estar mais incomodado. Para início de conversa, começar a cumprir efetivamente a Lei de Acesso à Informação, uma das melhores coisas que aconteceram nesse país mas que o BB insiste teimosamente em não cumprir, pisotear e ignorar. Este repórter fez três solicitações através da Lei de Acesso sobre documentos desta relação BB/CBV e foi ignorado pelo banco. Quando se sabe que por muitos anos o homem que cuidou da relação entre CBV e BB foi Henrique Pizzolato, atual hóspede do estado italiano, o BB deveria ser o primeiro a querer que seus atos fossem transparentes. Salvo, como eu disse em minha ida ao Congresso Nacional para tratar sobre o “Dossiê Vôlei”, salvo estarmos realmente em um país de Sargentos Rochas, aquele de Tropa de Elite (“quer rir? Tem que fazer rir”). Salvo tal fato, o BB deveria ser o primeiro a rever todos os seus mecanismos de controle e lutar para que eles se institucionalizem no esporte brasileiro de forma mais efetiva, acima dos homens. Para poder seguir patrocinando e despejando milhões de verba pública.
A imprensa obviamente não fica atrás nessa cadeia de omissões e descalabro. Por anos, botou tapetes vermelhos para malfeitores em seus estúdios e reportagens, apontando-os como gestores modelos. A promiscuidade dessas relações e suas razões e consequências serão em breve abordadas por mim. Mas toda a corrupção e sorte de malfeitos do esporte nacional é também um cadáver insepulto da imprensa brasileira. Que nem assim se refaz e segue com os mesmos tapetes vermelhos para cartolas que na verdade mereceriam estar no calor indoor do verão de Bangu. E quando de repente o jogo está 7 x 1, alguns oportunistas se apressam a apontar com veemência para os desmandos aos quais sempre foram cúmplices. E tome a pensar em soluções para o esporte brasileiro, tome a ir para a Alemanha fazer programas para ver como estão fazendo...Quando tão mais simples era cumprir o único papel que cabe para a imprensa nessa história. Qual? Ora, cumprir seu papel como imprensa e não como armazém de secos e molhados. Se a imprensa tivesse cumprido seu verdadeiro e único papel nesses anos todos, as coisas não estariam mais assim no esporte brasileiro.
Restam ainda os atletas. Aqui e ali vamos vendo gestos que eternizam homens em panteons muito maiores do que glórias olímpicas. A dignidade em combater o bom combate como o apóstolo ensinou é muito maior do que medalhas, como pensa Nuzman. Quando lá na frente olharmos para pessoas como os irmãos Endres, muito antes de suas inúmeras conquistas, estará a força dos atos dos dois, como de alguns outros. Assim como a omissão de alguns. O que virá pela frente é muito mais duro para os atletas. Verão a velha tentativa de cooptação. Cargos, propostas, o velho cala a boca. Assim como as velhas tentativas tão conhecidas de se denegrir o mensageiro para desqualificar a mensagem. Que sejam fortes para isso. Se não forem fortes agora, logo verão que alguns que acenam assustados agora estarão fechando a porta na cara deles quando estiverem recompostos. Já circula aqui e ali também a versão sobre a repreensão de técnicos e expoentes do esporte para os atos de protesto realizados pelos atletas. Que saibam que a história é assim mesmo. Repleta de homúnculos prestadores de serviços para o poder, ávidos a servir nestas horas.
NOTA: O blog segue destinado apenas para a expressão de opinião em artigos como este. Reportagens continuarão a ser publicadas no site.

Inglês

15h30

2 ARS Arsenal X QPR QPR 1

Inglês

13h00
1 LEI Leicester City X Tottenham TOT 2

Inglês

13h00

1 WBA West Bromwich Albion X Manchester City CIT 3

Inglês

13h00

1 SWA Swansea City X Aston Villa AST 0

Inglês

13h00


1 SUN Sunderland X Hull City HUL 3

Inglês

13h00

3 MAN Manchester United X Newcastle United NEW 1

Inglês

13h00
0 EVE Everton X Stoke City STO 1

Inglês

13h00

1 CRY Crystal Palace X Southampton SOU 3