quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Ainda não é aqueeeeela Liga dos Campeões, mas já tem jogão

Estamos na terceira fase preliminar da Liga dos Campeões, que classifica para os playoffs preliminares. Barcelona, Bayern Munique, PSG e os outros grandes do continente entram apenas na competição apenas na fase de grupos, mas isso não impede de termos grandes jogos já agora.
Nesta terça-feira, o BATE Borisov, atual campeão bielorrusso, recebeu o Debrecen, primeiro colocado do último Campeonato Húngaro. Foi o jogo de volta, e na ida a equipe húngara venceu por 1 a 0. Pois bem.
Com vinte minutos, o Debrecen abriu o placar com Ibrahima Sidibe, cobrando pênalti. O empate saiu ainda na primeira etapa, aos 39 minutos, com o gol marcado por Aleksándr Valadzko. Aos 21 do segundo tempo, para delírio dos torcedores que lotaram a Arena Borisov, Vitali Rodionov, atacante da seleção de Belarus, virou para os donos da casa.
Ainda não era o suficiente. Com o golzinho marcado fora, o Debrecen estava com a classificação para os playoffs até 49 minutos da etapa final. Foi quando Sergey Krivets apareceu.
As imagens falam por si. A festa de um lado e a decepção do outro são do nível de Copa do Mundo.
Veja o gol da heroica classificação do BATE Borisov na 3ª fase preliminar da Champions League

Do bicho preguiça Romarinho à 'censura' do Peixe na telinha

Está tão motivado quanto um bicho preguiça máster numa maratona de 42 quilômetros. Tanto faz jogar ou colocar o bumbum no banco de reservas. O importante mesmo é o tilintar das moedas no final do mês, algo em torno de R$ 150 mil.

No primeiro semestre, mais precisamente no Paulistinha, Romarinho voltou a encantar a Fiel. Marcou oito dos 24 gols da equipe, eliminada na primeira fase. No Brasileirão assinalou dois, e na Copa do Brasil, um.

Aí entrou em parafuso. Teve uma recaída e lembrou os bons tempos de Brasileirão/13: um gol em 2.688 minutos de jogo, segundo o site ‘ogol.com.br'.

Os gols de Romarinho nesta temporada:

1- Portuguesa 1 x 2 Corinthians
1- Corinthians 1 x 1 Palmeiras
1- Oeste 1 x 2 Corinthians
2- Corinthians 3 x 2 Rio Claro
3 - Corinthians 3 x 0 Atlético Sorocaba
1 - Corinthians 3 x 0 Nacional/AM
2 - Sport 1 x 4 Corinthians

Do gavião para o aquário da Vila Belmiro... A bola do Peixe não anda nenhuma maravilha, é verdade, mas também não está rolando tão quadrada que mereça ser ignorada solenemente pela telinha nossa de cada dia.

O time santista é o único que ainda não teve um jogo do Brasileirão transmitido para a grande Pauliceia refém do tiroteio. Só pintou uma vez na plim-plim: no embate com o Flamengo, que foi apresentado apenas à Cidade Maravilhosa das balas uivantes.

Apesar do ibope nem sempre agradável (o confronto com o Coxa, por exemplo, cravou 13 pontos de audiência, recorde negativo do campeonato), o Corinthians continua sendo o queridinho da Vênus Platinada. Pintou sete vezes no ar.

O soberano São Paulo aparece em segundo, com cinco partidas, duas a mais que o Palmeiras. Domingo, os santistas certamente curtirão o controle remoto. O time receberá o... Corinthians.
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Bem, amiguinhos. O Peixe guarda a sete chaves e 75 cadeados o valor do salário que Robinho deverá receber em sua terceira passagem pelo clube. Há quem garanta que o atacante reforçará o caixa com R$ 600 mil mensais, livres como um passarinho na floresta. O rei das pedaladas enferrujadas ganhará ainda bônus por metas atingidas - título do Brasileirão, vaga na Libertadores... Também poderá beliscar um dindim com publicidade e porcentagem do lucro com a venda de camisas, além de mordomias como camarote no estádio e cota de bolas. Robinho disputou 213 jogos e marcou 94 gols em duas passagens pelo aquário da Vila.

Sugismundo Freud. Somente os idiotas têm certeza de tudo.

Bem, diabinhos. O espanhol Fernando Alonso já fez chegar aos ouvidos dos bambambãs da Ferrari o tamanho de seu amor pela escuderia italiana: deseja apenas 105 milhões de euros (R$ 320 milhões) para renovar contrato por mais três temporadas. A informação é da revista ‘Autosprint'. O acordo atual termina em dezembro de 2016. Há poucos dias, o inglês Lewis Hamilton pediu 90 milhões de euros (R$ 270 milhões) para permanecer na Mercedes.

Zé Corneta. E o Palmeiras do nobre presidente Paulo Nobre, hein? Willian José será o 35º reforço, mas o cartola ainda corre atrás de um time modestamente agradável.

Pica-Pau. O empresário Orlando da Hora não perdeu um segundo e já mandou um recado ao Saci colorado e Corinthians, clubes interessados em Nilmar, 30 anos: terão de abrir o cofre para contratar o atacante, que está de saída do El Jaish. Lembrou que o atleta não está deixando o Catar pela porta dos fundos, a preço de liquidação. Nas mil e uma noites do El Jaish, Nilmar vinha faturando R$ 1 milhão por mês.

Dona Fifi. A vida é doce: enquanto um admirador emprestou R$ 75 milhões ao Hamburgo, um torcedor deu uma ferradura ao ‘sargento' Felipão no Grêmio.

Muy amigo. O ‘vovô' Lúcio apimentou um pouco mais o macarrão da mama no ninho dos periquitos em revista. Após o sétimo jogo sem vitória no Brasileirão, o zagueiro lavou as chuteiras e culpou o ataque pelo resultado de 1 a 1 com os baianos: não mostrou competência para aproveitar as chances criadas. O Palmeiras não saboreia um triunfo desde 22 de maio, quando superou o Figueira por 1 a 0, gol de Henrique.

Gilete press. De Lauro Jardim, em ‘Veja'': "Eis o mais novo projeto de vida que surgirá para Adriano, o ex-jogador que um dia já foi Imperador. A Record quer colocá-lo na próxima edição de A Fazenda." É a glória.

Tititi d'Aline. Filha do novo coordenador da amarelinha desbotada, Gilmar Rinaldi, Giovana também é ligada no esporte bretão. Aos 19 anos, ela mora em Los Angeles e sempre dá pitacos em um blog. É fã do futebol europeu, principalmente do Real Madrid. Após a eliminação da Espanha, ela detonou o ‘professor' Vicente del Bosque, classificando o time de medíocre.

Você sabia que... o ingresso mais barato para a Rio-16 deve custar US$ 30?

Troféu Zé do Caixão. Proforte. De nada adiantou a pressão do ministro Aldo Rebelo, dos clubes e do Circo Brasileiro de Futebol para a aprovação do refinanciamento das dívidas: prevaleceu o bom senso e a Câmara adiou a votação para depois das eleições.

Bola de ouro. Xavi. Depois de 14 anos, o craque do Barcelona anunciou a aposentadoria da seleção espanhola. Ele participou de 133 jogos e marcou 12 gols. Disputou quatro Copas (ganhou em 2010) e foi bicampeão da Eurocopa (2008/12).

Bola de latão. Neymar. O moleque virou arroz de festa nas redes sociais, durante as férias, e levou uma dura do Barcelona. Badalação exagerada.

Bola de lixo. Rio/16. A dois anos da corrida para o pódio, apenas 5% das obras foram concluídas. Ou seja, apenas quatro de 83. Por enquanto, a conta está em R$ 37 bilhões. Qualquer semelhança com a Copa não é mera coincidência. É falta de planejamento mesmo.

Bola sete. "Na abertura da Copa, você leva dois times em dois ônibus e lota a arena de torcedores. Na Olimpíada, tem que levar 10.500 atletas Antes disso, ainda precisa promover treinamento para 40 modalidades. Nada, porém, que o Rio não possa dar conta" (de Gilbert Felli, diretor do COI - a conferir).

Dúvida pertinente. #naovaiterolimpiada?

Só os argentinos salvam: Allione empolga, Mouche marca e Palmeiras avança na Copa do Brasil

GAZETA PRESS
Mouche comemora gol do Palmeiras na vitória sobre o Avaí
Mouche comemora gol do Palmeiras na vitória sobre o Avaí
No primeiro tempo, um clima modorrento dentro de campo. No segundo, um pouco mais de empolgação e algumas jogadas perigosas. No fim, alegria só por causa dos argentinos. Em jogo que se encaminhava para um final sem emoções, Pablo Mouche marcou e garantiu a vitória do Palmeiras sobre o Avaí por 1 a 0, nesta quarta-feira, no Pacaembu. O jogo foi válido pela terceira fase da Copa do Brasil.

Se dentro de campo o espetáculo não foi exatamente empolgante, deixou alguns pontos positivos. O primeiro deles, o óbvio, com a equipe de Ricardo Gareca garantida nas oitavas de final do torneio nacional, após ter vencido por 2 a 0 o duelo em Florianópolis e feito 3 a 0 no placar agregado. O segundo, a segurança demonstrada pelo time em vários momentos, sem deixar o Avaí avançar ou ficar com a posse de bola.
O terceiro ponto - e aí entra a salvação 'argentina', ao lado do gol de Mouche - , a estreia de Agustín Allione. O jovem de apenas 19 anos fez seu primeiro jogo oficial pelo Palmeiras e foi um dos poucos atletas a empolgar a torcida. Com muita vontade, lances de habilidade e velocidade pelo lado direito do campo, ele agradou e arrancou aplausos e gritos de incentivos dos torcedores.

Se o argentino empolgou, o mesmo não pode se dizer de Leandro. Dono de uma desanimada entrevista para as TVs após o fim do primeiro tempo, o jovem atacante ainda não recuperou totalmente a confiança. Prova disso foram os gols perdidos, um em cada tempo, que poderiam ter dado a vantagem aos palmeirenses, e a manifestação ‘positiva' de alguns setores da torcida quando ele foi substituído na segunda etapa.
E foi na etapa final que, aos 29 minutos, o zero finalmente desapareceu do placar. Wendel cobrou lateral para área, a defesa do Avaí rebateu mal e Mouche - que havia entrado minutos antes justamente no lugar de Leandro -, na sobra, chutou bonito para garantir o triunfo. 
Agora, o clube paulista volta a campo no próximo domingo, quando enfrenta o Atlético-MG no Independência, em partida válida pela 14ª rodada da Série A. O Avaí, por outro lado, jogo no sábado contra o Oeste de Itápolis, no estádios dos Amaros, pela 15ª rodada da segunda divisão.
O jogo
Gareca armou o time da maneira que desejava contra o Bahia, quando não teve Allione por falta de regularização de seus documentos. Ajeitou a equipe no 4-2-3-1, confiando na presença de Renato na cabeça de área para suprir as subidas de Tobio, novidade nesta noite, e montando a linha com Allione, Felipe Menezes e Leandro para se aproximar de Henrique.
Os dez primeiros minutos, porém, foram de um Palmeiras jogando de azul e correndo atrás do Avaí, que adiantou sua marcação e passou a frequentar o campo dos anfitriões. O panorama só mudou porque Allione não se satisfazia em ficar no ataque e, ao lado de Wesley, passou a rodar o campo para fazer sua equipe jogar.
A disposição do argentino fez a torcida se levantar pela primeira vez, quando foi aplicando dribles curtos até finalizar perto do ângulo direito de Vagner, aos dez minutos. Mas faltava quem acompanhasse o camisa 20. Seus toques curtos viraram passes aos adversários porque Wendel, Felipe Menezes e Wesley erravam demais na devolução.
Até que Wendel, após toques de calcanhar errados, encaixou uma boa jogada em sua 200ª partida pelo clube. Aos 29 minutos, cruzou com precisão para Leandro, livre na entrada da pequena área, isolar diante do gol, para revolta da torcida. Piorou quando não dominou passe de Allione que o deixaria na cara do gol, minutos depois.
Se levava sustos nas investidas catarinenses, o time paulista não sabia aproveitar a posse de bola maior porque, além de Leandro, Henrique se escondia atrás da marcação. A torcida só pôde comemorar quando o árbitro Paulo Schleich Vollkopf escorregou e caiu no gramado, lance comemorado como se fosse um gol. Um raro momento de alegria.
Na volta do intervalo, Wilker, com um minuto, quase marcou para o Avaí. Mas a noite era de irritação com Leandro. Se Allione ganhou aplausos ao driblar até bater rente ao gol aos cinco, Henrique saiu da área para colocar Leandro na cara do goleiro e o camisa 38 justificou os xingamentos ao chutar em cima de Vagner.
A jogada, pelo menos, animou os anfitriões. Os comandados de Gareca tiveram mais disposição para acompanhar Allione e também qualidade, enfim acertando passes para tornar mais útil a presença fixa no campo adversário. Em um desses lances, Felipe Menezes chutou em cima da zaga e a bola sobrou para Henrique, que acordou no intervalo, finalizar perto da trave direita, aos 13.
Como o Avaí não tinha mais do que lançamentos em direção a Wilker, o Palmeiras jogava apenas contra seus próprios erros. E Leandro já não tinha mais perdão. Sua substituição foi comemorada como um gol, aos 22 minutos, e Mouche entrou forçando Vagner a fazer boa defesa em forte chute do atacante argentino em sua primeira jogada.
Com Mouche pela esquerda, Victor Luis passou mais e desafogou para Allione, que tinha dificuldade para fazer Wendel acertar pela direita. O ânimo maior foi mais eficiente também. Aos 29 minutos, Mouche aproveitou bola que sobrou após cobrança de lateral e bateu de primeira para balançar a rede.
Respirando aliviado por escapar do 0 a 0, o time paulista preencheu seu meio-campo com Marcelo Oliveira e Bruno César nos lugares de Wesley e Henrique e ainda quase fez mais um, em finalização de Marcelo Oliveira que Vagner rebateu. Mas não era mais preciso balançar as redes, até porque o Avaí desistiu do jogo. 
FICHA TÉCNICA:
PALMEIRAS 1 X 0 AVAÍ
Local: Pacaembu, em São Paulo (SP) 
Data: 6 de agosto de 2014, quarta-feira 
Horário: 19h30 (de Brasília) 
Árbitro: Paulo Schleich Vollkopf (MS) 
Assistentes: Marcio Eustaquio Santiago (Fifa-MG) e Eduardo Goncalves da Cruz (MS) 
Cartões Amarelos: Leandro (Palmeiras) e Pablo (Avaí) 
Gol: PALMEIRAS: Mouche, aos 30 minutos do segundo tempo
PALMEIRAS: Fábio; Wendel, Lúcio, Marcelo Oliveira e Victor Luis; Renato, Wesley (Marcelo Oliveira), Allione e Felipe Menezes; Leandro (Mouche) e Henrique (Bruno César) 
Técnico: Ricardo Gareca


AVAÍ: Vagner; Bocão, Antônio Carlos, Pablo e Marrone; Julio Cesar, Eduardo Neto, Cleber Santana (Diego Jardel) e Marquinhos (Diego Viana); Wilker (Willen) e Héber 
Técnico: Geninho

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Amistosos

22h30



2 MLS MLS All Stars X Bayern de Munique MUN 1

Copa do Brasil

22h00



0 ARN América-RN X Fluminense FLU 3

Copa do Brasil

22h00



3 RIT Santa Rita X Santa Cruz-PE STA 2

Copa do Brasil

22h00



1 BAH Bahia X Corinthians COR 0

Libertadores

21h15



1 NAP Nacional (PAR) X San Lorenzo SLO 1

Brasileirão

21h00



1 CHA Chapecoense X Atlético-MG CAM 1

Copa do Brasi

19h30



1 PAL Palmeiras X Avaí AVA 0

Amistosos

15h00


1 NAP Napoli X Barcelona BAR 0

Copa Suruga

07h00


2 KRE Kashiwa Reysol X Lanús LAN 1

Luxa garante que Flamengo não cai e esbanja sinceridade: 'Título é sair da zona de rebaixamento'

REPRODUÇÃO TV
Luxemburgo, após derrota do Flamengo neste domingo
Luxemburgo admitiu ser difícil caminhar bem no Brasileiro e na Copa do Brasil
A dificuldade do Flamengo nem precisa muito de explicação. Basta lembrar que o time é o lanterna do Brasileiro. Por isso, o técnico Vanderlei Luxemburgo tratou logo de cortar qualquer grande expectativa da torcida e informar a realidade para o Flamengo neste temporada: a conquista será permanecer na Primeira Divisão para 2015.
"O Flamengo não cai. Não vamos ter uma equipe para ser campeão, para brigar pela Libertadores. É uma equipe para não cair. Não podemos achar que é uma equipe que vai sair da zona de rebaixamento, vai arrancar, disputar o titulo como em 2009. Não. O título do Flamengo é sair da zona de rebaixamento. Temos de ter consciência", disse Luxemburgo em entrevista à Rádio Globo.
Na tabela ainda restam 25 jogos para o fim da competição e, talvez por isso, Vanderlei Luxemburgo demonstre tanta confiança em tirar o time, lanterna com dez pontos em 13 rodadas, da atual situação. Mas, para isso, talvez a defesa do título da Copa do Brasil tenha de ser sacrificada. Mais uma vez, Luxemburgo abusou da sinceridade.
"Vou caminhar nas duas frentes até onde der. Mas a minha prioridade é o Flamengo não cair. Não adianta enganar torcedores e imprensa. Mas o Flamengo hoje não tem um elenco com firmeza de caminhar nas duas (competições)", disse o técnico.
Luxemburgo ainda acrescentou que as situações de Elano, Felipe e André Santos estão sendo definidas com a diretoria rubro-negra e que ele não participa do processo.
"Em todo momento, uma equipe passa por uma má fase dentro do campeonato. Infelizmente, o Flamengo já passou por essa situação, de estar entre os últimos, mas saiu disso e vai usar essa experiência para tomar as decisões certas. O Flamengo teve em momentos mais delicados e conseguiu se manter na Série A. Tenho confiança no elenco e os jogadores estão trabalhando para melhorar as atuações ", comentou o diretor de futebol Felipe Ximenes.
Luiz Antônio diz já estar acostumado com altos e baixos que o Fla enfrenta

Reviravolta: Vasco anuncia que eleição é novamente adiada para 11 de novembro

FELIPE LYRA/ESPN
Policiais estiveram presentes durante reunião em São Januário, nesta segunda
São Januário receberia eleição vascaína nesta quarta-feira, com cinco chapas concorrentes
A tumultuada eleição do Vasco sofreu nova reviravolta na véspera da data marcada originalmente. A decisão foi tomada pelo desembargador Camilo Ruliére do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Agora, o pleito será realizado apenas no dia 11 de novembro, como havia determinado uma Junta da Assembleia do clube. Na decisão, o magistrado diz que compete ao Conselho Deliberativo do clube adotar medidas necessárias para normalizar a administração do Vasco desde o fim do mandato da gestão atual até que a nova diretoria assuma o clube. 
"Consequentemente, diante da conturbada situação fática demonstrada nas diversas demandas e recursos envolvendo o processo eleitoral e a fim de evitar maiores malefícios ao Clube e a seus associados, principalmente em virtude de um futuro pleito de anulação da eleição, por violação aos artigos do Estatuto Social, a remarcação se faz imprescindível, sendo mantida a eleição para 11/11/2014", diz o trecho da decisão. 
"A gente não tem confirmação física, mas visual. Uma pessoa do meu escritório viu a decisão e estamos aguardando a chegada do oficial de Justiça. A eleição será em 11 de novembro. A possibilidade de recurso existe, mas é quase impossível também pelo tempo", disse Marcello Macedo.A decisão de cassar a liminar que mantinha a eleição nesta quarta-feira foi confirmada pelo advogado do clube, Marcello Macedo. Agora, os Poderes do Vasco aguardam apenas a chegada de um oficial de Justiça em São Januário para ter o documento que oficializa o adiamento em mãos.
A eleição foi adiada pelas seguidas denúncias de irregularidades na lista de eleitores do clube. A Junta Deliberativa e o candidato da chapa Sempre Vasco, Júlio Brant, pediam a adiação do pleito para 11 de novembro, o que foi confirmado. Marcello Macedo acredita que a decisão será um marco para a vida eleitoral vascaína.
"É uma vitória da democracia. Isso vai ser um marco histórico do Vasco da Gama. Vai ter de fazer uma limpeza no cadastro e na listagem de sócios. Não pode ter mensalão, morto, quem não é sócio, nada disso. Temos de ter um número exato. O presidente vai ser aquele que democraticamente for eleito pelos associados aptos do clube", disse Macedo.
Presidente da Assembleia Geral do Vasco e responsável por protocolar o adiamento da eleição de acordo com o estauto do clube, Olavo Monteiro de Carvalho comemorou a decisão. 
"Já fomos informados que não vai ter eleição amanhã. Está confirmado. Foi adiada para o dia 11 de novembro, agora não existe mais chance de mudar até esta noite", disse Olavo.Mais cedo, o candidato da chapa Vira Vasco, Nelson Rocha, retirou a candidatura. Com isso, os sócios poderiam votar em cinco, e não seis, chapas de 9h às 22h desta quarta-feira, em São Januário. Concorrem ao pleito Júlio Brant, da chapa Sempre Vasco e que conta com apoio do ídolo Edmundo, Nelson Rocha, da Vira Vasco, Eurico Miranda, da Volta Vasco! Volta Eurico!, Roberto Monteiro, da Identidade Vasco, Tadeu Correira, da Vasco Passado a Limpo, e Eduardo Nery, da Vasco mais que um gigante.
A eleição fora marcada pelo presidente da Assembleia Geral do clube, Olavo Monteiro de Carvalho, inicialmente para 6 de agosto. Mas depois de uma ação na Justiça do candidato Nelson Rocha, em que ele tinha direito a impugnar sócios da lista original, a Junta Deliberativa do clube entendeu que a mudança seria necessária para dar tempo de uma verificação dos aptos a votar. Eurico Miranda e Roberto Monteiro eram contra o adiamento e saíram derrotados neste momento.
Nesta segundo-feira, a chapa do candidato Júlio Brant revelou ao ESPN.com.br a existência de até mortos na lista de eleitores do Vasco. Há também denúncias de sócios cadastrados sem CPF e até com endereço da sede de São Januário. Mas a Justiça decidiu manter o pleito. Na eleição vascaína, a chapa vencedora indica 120 nomes para o Conselho Deliberativo do clube. A segunda colocada tem direito a 30 nomes. Estes 150 se juntam a outros 150 conselheiros natos. A partir disso, o Conselho Deliberativo do clube elege o novo presidente para o próximo triênio. E, com respeito aos votos das urnas, o novo mandatário é o candidato da chapa vencedora. 


REPRODUÇÃO
Documento 1 cortado
Trecho da decisão que adiou a eleiçaõ do Vasco

G-4 do Brasileirão: quem joga e cria espaços leva vantagem - melhor para Cruzeiro e Flu, pior para o Corinthians

O Cruzeiro empatou com o Botafogo afundado na crise no Maracanã. Resultado aceitável fora de casa que mantém a liderança do Brasileiro. Nem tanto pelo domínio de 59% de posse de bola e 20 finalizações que fizeram de Jefferson o destaque adversário. Era a chance de alcançar a quinta vitória consecutiva e ampliar vantagem no topo.
Mas o time de Marcelo Oliveira fez o que se esperava do melhor do campeonato: propôs o jogo durante toda a partida, buscou soluções para dominar e envolver.
Inicialmente aproveitando a velocidade de Egidio pela esquerda. Quando o Botafogo fechou os flancos com Edílson e Rogério abertos acompanhando os laterais, passou a atacar pelo centro, com os volantes Henrique e Lucas Silva saindo, Everton Ribeiro cortando da direita para dentro e procurando Ricardo Goulart e Marcelo Moreno. Também roubou mais bolas no campo de ataque e criou oportunidades ainda no primeiro tempo que o Botafogo saiu vencendo com gol de Edílson.
OLHO TÁTICO
Quando o Botafogo fechou os lados com Edilson e Rogério voltando, o Cruzeiro adiantou a marcação e passou a atacar pelo centro.
Quando o Botafogo fechou os lados com Edilson e Rogério voltando, o Cruzeiro adiantou a marcação e passou a atacar pelo centro.
Na segunda etapa, avançou ainda mais com Willian e Dagoberto nas vagas de Henrique e Marquinhos. Ocupou o campo de ataque, rodou a bola, movimentou as peças com Everton Ribeiro e Ricardo Goulart articulando. E empatou na bola parada com os zagueiros na área do Bota: toque de Dedé, gol de Leo.
REPRODUÇÃO PFC
Flagrante do Cruzeiro no início do segundo tempo, com formação ofensiva e 8 jogadores no campo de ataque - uma das muitas soluções de Marcelo Oliveira
Flagrante do Cruzeiro no início do segundo tempo, com formação ofensiva e 8 jogadores no campo de ataque - uma das muitas soluções de Marcelo Oliveira
Marcelo Oliveira fez substituição, em tese, mais defensiva: Nilton no lugar de Moreno. O domínio, porém, aumentou com Ricardo Goulart avançado no ataque, Everton Ribeiro no centro e cabeçada de Nilton na trave de Jefferson.
O Cruzeiro não venceu. Mas continua sendo o que mais finaliza no campeonato. Teve boa atuação. E jogar bem é o melhor sinal de que a vitória pode voltar em breve. Eis o ponto. No país em que vigora o discurso "Se quer espetáculo vá ao teatro" ou que valoriza o "time de guerreiros", tentar jogar bom futebol ainda compensa.
Porque o vice-líder também tenta se impor, dentro ou fora de casa. Cristóvão Borges fez ajustes no Fluminense após os 3 a 0 do Criciúma na volta da Copa do Mundo. A formação com Jean e Cícero como volantes e Walter na frente não funcionou. Faltaram mobilidade na frente e solidez atrás.
Sem Diguinho, lesionado, o técnico trouxe Valencia de volta. Não como o terceiro zagueiro dos tempos de Renato Gaúcho, mas um volante que aumenta a combatividade, libera Jean para iniciar a construção das jogadas e protege a última linha defensiva. Que segue jogando avançada, acompanhando os outros setores na compactação.
O Flu continua com a mesma proposta. Sem a bola, jogadores próximos, coordenação no trabalho defensivo, participação de todos na recomposição e na pressão no campo de ataque. Bola roubada na frente, transição rápida e objetividade. Como no segundo gol sobre o Goiás que decidiu o jogo aos 19 minutos do primeiro tempo no mesmo Maracanã: pressão no zagueiro Pedro Henrique, linhas de passe para a saída de bola fechadas. Desarme de Rafael Sóbis, passe de Wagner e toque do volante David contra a própria meta antes da conclusão de Conca.
REPRODUÇÃO PFC
Flagrante do desarme de Sóbis que terminou no segundo gol: pressão no homem da bola e linhas de passe fechadas complicaram zagueiro do Goiás.
Flagrante do desarme de Sóbis que terminou no segundo gol: pressão no homem da bola e linhas de passe fechadas complicaram zagueiro do Goiás.
Argentino que joga como meia central na manutenção do 4-2-3-1 tricolor. Cícero retorna pela direita sem a bola. Mas no ataque a liberdade é total para o quarteto ofensivo. Sóbis fica na frente, mas circula e abre espaços. O Fred nada móvel e dinâmico da Copa do Mundo não tem vaga neste time, a menos que desande a fazer gols. Os meias se procuram para tabelas e triangulações. Ainda abrem os corredores para os laterais Bruno e Carlinhos, responsáveis pela profundidade das ações ofensivas.
Organização defensiva, saída de bola bem planejada. Mas da intermediária adversária para a frente apostando em "caos". Movimentação para bagunçar a retaguarda do rival. Toques rápidos, inversões. Passes certos - índice impressionante de 91,7% de acertos, o maior da competição. Criação de espaços. Assim Conca apareceu na direita para driblar e achar Cícero na área para abrir o placar. Futebol atual. Ou a essência de sempre no esporte.
OLHO TÁTICO
Flu de Cristóvão Borges com linhas compactas, defesa avançada e protegida por Valencia, muita movimentação do quarteto ofensivo.
Flu de Cristóvão Borges com linhas compactas, defesa avançada e protegida por Valencia, muita movimentação do quarteto ofensivo.
Problema para o Corinthians de Mano Menezes. Que espera o adversário ceder as brechas. Se este joga recuado até em casa, como o Coritiba no Couto Pereira, só resta reclamar após o empate sem gols. E mais dois pontos perdidos. Pouco ou quase nada vale a invencibilidade fora de São Paulo.
Se o time pós-Copa é montado para Elias articular e concluir como meia, Petros marcar e atacar e até Ralf aparecer na frente para surpreender a marcação, mas os volantes descem menos nos jogos fora, o que sobra? Time previsível, engessado. Em qualquer desenho tático. O elenco é forte, oferece opções. Falta criatividade em momentos importantes. Em Curitiba também faltou Guerrero como referência na frente.
TRUMEDIA
No clássico contra o Palmeiras na Arena Corinthians, Elias estave mais presente no campo de ataque e foi decisivo.
No clássico contra o Palmeiras na Arena Corinthians, Elias estave mais presente no campo de ataque e foi decisivo. 

TRUMEDIA
Contra o Coritiba no Couto Pereira, o volante corintiano saiu menos e o ataque ficou engessado e previsível.
Contra o Coritiba no Couto Pereira, o volante corintiano saiu pouco, tocou menos na bola e o ataque ficou engessado e previsível.
O pragmatismo de vencer em casa e empatar fora pode dar em título. Mas só se os concorrentes errarem mais. Por enquanto, não basta para superar Flu e Cruzeiro.
Até o inconstante Internacional. Que se ressente da ausência de Aránguiz, volante que é o quarto meia do 4-1-4-1 montado por Abel e, se não for negociado, deve voltar no Gre-nal. O substituto Wellington pode se apresentar no ataque com o chileno, porém não tem a qualidade para concluir ou servir os companheiros. Contra o Santos, apareceu na frente de Aranha, mas acertou a trave.
REPRODUÇÃO PFC
Momento do belo passe de D'Alessandro e a infiltração de Wellington, que não teve a qualidade de Aránguiz para concluir.
Momento do belo passe de D'Alessandro e a infiltração de Wellington, que não teve a qualidade de Aránguiz para concluir.
Apesar do dinamismo de Alex e Alan Patrick e das descidas pela esquerda de Fabrício, o time segue dependendo do talento de D'Alessandro. Partindo da direita para criar espaços. Não tão bem como Cruzeiro e Flu. Melhor que o Corinthians, por enquanto. Mas ainda uma equipe no meio do caminho.
O São Paulo de Muricy Ramalho é outro que tenta jogar. Bola no chão, valorização do talento. Segunda maior posse de bola, time que mais passa. No entanto, falta consistência. Assim como é difícil combinar as características dos principais jogadores - como encaixar Ganso, Kaká e Pato e aproveitar o melhor de cada um? Equação complicada para o treinador, que vê sua equipe se afastar das primeiras colocações.
O Atlético-MG, sem Ronaldinho e com Levir Culpi, é o candidato a "emergente". Com um jogo a menos, ainda buscando afirmação. Mas que aposta na intensidade dos tempos de Cuca com menos ligações diretas e mais organização defensiva. Se Guilherme se adaptar como o meia central do 4-2-3-1 as chances de ascensão aumentam. Com ou sem Jô.
As posições no G-4 do Brasileiro são temporárias. É bem provável que mudem já na próxima rodada. Mas indicam uma tendência; quem tem qualidade e se propõe a jogar leva vantagem. Não por acaso, os dois ataques mais eficientes estão na frente na tabela. Em um campeonato recheado de jogos fraquíssimos e ainda na "ressaca" da surra alemã na Copa do Mundo, não deixa de ser um alento.