sexta-feira, 11 de julho de 2014

Médico e comentarista Osmar de Oliveira morre em São Paulo

GAZETA PRESS
Dr. Osmar de Oliveira morreu nesta sexta-feira, em São Paulo
Dr. Osmar de Oliveira morreu nesta sexta-feira, em São Paulo
Faleceu na noite desta sexta-feira o médico, narrador e comentarista esportivo Osmar de Oliveira, aos 71 anos. Ele estava internado no hospital AC Camargo, em São Paulo, e morreu após uma parada cardíaca. Ele se recuperava de uma cirurgia para a retirada de um tumor na próstata. Osmar de Oliveira ainda sofria com problemas no pulmão.
"Infelizmente, o Osmar de Oliveira faleceu hoje, às 18h15, vítima de uma parada cardíaca", disse ao Portal da Band César de Oliveira, irmão de Osmar e também médico.
"A parada cardíaca aconteceu depois de uma complicação de uma hemorragia. Há um mês, ele estava no quarto e tentou se levantar. Com esse acidente, a sonda se prendeu e afetou a bexiga", explicou.
Além da carreira como comentarista e narrador, Osmar também atuou como médico ortopedista. Ele se formou em Jornalismo e Medicina, e dá nome ao Instituto Osmar de Oliveira, que fica em São Paulo, voltado ao atendimento em ortopedia, fisioterapia e medicina esportiva.
Fanático pelo Corinthians, Osmar de Oliveira foi homenageado pelo clube do coração. "Descanse em paz, Dr. Osmar de Oliveira! Obrigado por sempre levar o Corinthians contigo. Nossas condolências e respeito à família".
Osmar de Oliveira chegou a trabalhar no departamento médico do Corinthians, e também teve passagem pelo São Bento. Na televisão, Osmar atuou na Rede Globo no início dos anos 80, e também passou pela Record e pelo SBT. Na Rede Bandeirantes, exercia a função de comentarista desde 2007.


A família de Osmar de Oliveira ainda não informou o local do velório e do sepultamento.

Puxado por Fred, valor da seleção brasileira cai quase R$ 62 milhões após vexame

TTY
Fred viu seu valor de mercado cair quase 16%, segundo a 'Pluri Consultoria'
Fred viu seu valor de mercado cair quase 16%, segundo a 'Pluri Consultoria'
O vexame da derrota por 7 a 1 diante da Alemanha na semifinal da Copa do Mundo derrubou o valor de mercado de quase toda a seleção brasileira, segundo a consultoria especializada Pluri. Percentualmente, a maior desvalorização foi do atacante Fred, enquanto Neymar foi o único a se salvar.
Pelos cálculos da ‘Pluri', o time verde e amarelo sai do Mundial em casa avaliado em 449,8 milhões de euros (R$ 1,36 bilhão), quase R$ 62 milhões (20,4 milhões de euros) a menos em relação ao que a consultoria apontou ser o valor dos 23 convocados antes do início da Copa do Mundo.
Em termos percentuais, a maior desvalorização foi a do atacante Fred, de apenas um gol na Copa e um dos jogadores mais criticados pelos torcedores durante todo Mundial. Já com 30 anos, o atleta do Fluminense agora vale R$ 17,4 milhões (5,7 milhões de euros), uma queda de 15,9%.
Outro a ter grande desvalorização foi o goleiro Júlio César, ainda que não tenha um Mundial de todo ruim. Como já está com 42 anos e tem poucas perspectivas de seguir na seleção, o arqueiro do Toronto, do Canadá, viu seu valor cair 15,6%, de R$ 10,3 milhões (€ 3,4 mi), para R$ 8,7 mi (€ 2,9 mi).
Segundo explica a consultoria, a queda no valor dos jogadores de mais idade é normal, "já que passam a ter poucas condições de retornar à seleção brasileira, o que impacta diretamente em seu valor, através do que chamamos de ‘efeito vitrine'". Já com os jovens, como Neymar, o efeito é inverso.
Com apenas 22 anos e fora do vexame diante da Alemanha, Neymar saiu dos R$ 206 milhões (€ 68,1 milhões) que valia antes da Copa para R$ 212 milhões (€ 70,1 milhões), valorização de quase 3%, para ser o terceiro jogador mais valioso do Mundial, atrás apenas de Messi e Cristiano Ronaldo.
Veja abaixo a variação no valor de mercado dos jogadores da seleção brasileira:

Autora de carta para Felipão, Dona Lúcia pediu para ficar em segredo, diz CBF

COMM
Marin e Felipão conversaram durante cinco minutos antes do treino da seleção
Marin e Felipão conversaram durante cinco minutos antes do treino da seleção
Grande personagem do dia seguinte da eliminação do Brasil na Copa do Mundo, "Dona Lúcia" ainda não foi encontrada. Autora de um e-mail de motivação e consolo para Luiz Felipe Scolari, ela ganhou destaque depois de ter sua mensagem lida ao vivo por Carlos Albero Parreira em entrevista coletiva para o mundo inteiro. O assunto ganhou páginas de jornais, virou piada na internet e gerou curiosidade em jornalistas e fãs da seleção: afinal, quem é essa mulher que enviou bonitas palavras a Felipão no momento mais difícil de sua carreira? Dificilmente ela será encontrada, no entanto.
Segundo a assessoria de imprensa da Confederação Brasileira de Futebol, a dona do texto encaminhado virtualmente ao treinador pediu para ser preservada e não ter seus contatos divulgados para a imprensa. A justificativa é simples: ela não queria virar uma celebridade, mas, sim, apenas expressar seu apoio ao comandante da equipe depois da dolorosa derrota para a Alemanha, por 7 a 1, no Mineirão.
A repercussão e as brincadeiras foram tantas que também teve o lado negativo. A situação causou dúvida nos bastidores, assim como para torcedores, por todo o contexto que envolvia a leitura do e-mail: dia seguinte após o vexame, pressão sobre a comissão técnica, falta de explicações para o resultado, ausência de dirigentes, etc. Diante da desconfiança, a equipe de comunicação da entidade garantiu a existência da carta.
O caminho das palavras de Dona Lúcia para Felipão foi o seguinte: ela enviou sua mensagem para o correio eletrônico do Comitê Organizador Local da Copa, que lhe respondeu com o endereço de e-mail do chefe da comunicação da CBF, Rodrigo Paiva, que então repassou para o treinador da seleção.
A entidade, aliás, tem feito questão de divulgar o apoio que tem recebido mesmo após a vergonhosa e histórica eliminação do Mundial. No final da noite desta quinta-feira, o zagueiro David Luiz postou uma foto em sua conta no Instagram com uma cartinha carinhosa de uma torcedora mirim, que dizia para ele não ficar triste.
Leia o email de Dona Lúcia na íntegra.
"Professor Felipão, acabo de ver a coletiva dada pelo senhor. Mais uma vez vi diante da câmera um homem íntegro e corajoso. Fiquei muito triste ao constatar que o ser humano muitas vezes é de uma crueldade sem limites.
Tive esse sentimento ao ouvir os jornalistas lhe perguntarem sobre a dívida do senhor com a nação brasileira. E o senhor mesmo sofrendo mais do que qualquer um ali com toda humildade que lhe é peculiar, deu uma resposta muito coerente. Parabéns.
O senhor é um grande homem e um ser humano ímpar. É claro professor que eu como os demais brasileiros gostaríamos de estar comemorando outro resultado, porém sei que ninguém perde por vontade própria. Meu e-mail é só para agradecer a grande felicidade que o senhor e seu grupo proporcionaram para a nossa nação. Bom trabalho nos próximos anos.
Tenho certeza que o senhor comandará com extrema competência. Dizem que as mulheres não entendem de futebol, porém entende de seres humanos. Portanto, envio um abraço com todo carinho para o senhor e toda sua equipe. Fique com Deus. Lembre-se que o sonho pode durar uma noite, mas alegria vem ao amanhecer.
Quero dizer com essa citação que tudo vai passar e ficará bem. Saiba que como eu, há várias pessoas que estão acompanhando essa seleção que tem o privilégio de ser comandada pelo senhor. Receba um abraço de uma brasileira anônima, que não conhece muito de futebol, mas que o admira muito o trabalho do senhor".

Agora é oficial: Luis Suárez reforça o Barcelona

VULGAÇÃO - BARCELONA
Luis Suárez posa com a camisa do Barcelona, seu novo clube
Luis Suárez posa com a camisa do Barcelona, seu novo clube
Agora é oficial: Luis Suárez reforça o Barcelona pelas próximas cinco temporadas. O uruguaio de 27 anos, que estava no Liverpool desde 2011, vai usar a camisa 9 do time catalão e será o 15º representante do país no clube.
O atacante era o grande alvo do clube espanhol para a atual janela de transferências. Após a saída de Alexis Sánchez para o Arsenal, confirmada na última quinta-feira, faltavam apenas questões burocráticas para que a contratação fosse concretizada.
Conforme antecipado pelo ESPN.com.br, o Barcelona esperava fechar a venda do atacante chileno para ter o dinheiro suficiente para pagar o Liverpool à vista, uma das condições demandadas pelo clube inglês.
Os números da transferência não vazaram, embora os meios de comunicação apontem para um valor entre 70 e 80 milhões de libras. Trata-se da quarta contratação do Barcelona para a próxima temporada: até o momento, contratou os goleiros Marc André Ter Stegen e Claudio Bravo, assim como o meia croata Ivan Rakitic.
Ele desembarca em Barcelona na próxima semana (sem dia definido) para passar por exames médicos, assinar o contrato e ser apresentado à torcida no Camp Nou.
Na emocionada carta de despedida aos torcedores do Liverpool, Suárez citou como motivo da saída a ascendência espanhola de sua esposa.
Artilheiro do último Campeonato Inglês com 31 gols, 'Luisito' participou da Copa do Mundo no Brasil e marcou dois gols, ambos na vitória sobre a Inglaterra em São Paulo. No entanto, ficou marcado pela mordida dada em Chiellini na última rodada da fase de grupos, o que lhe rendeu uma suspensão de nove jogos com a seleção uruguaia e quatro meses para qualquer competição.
Suárez iguala melhor ano de Cristiano Ronaldo no Inglês; veja todos 31 gols do artilheiro
Ele entrou com recurso para tentar reverter tal decisão, mas não conseguiu: nesta semana, a Fifa manteve a punição, e o atleta deve recorrer à Corte Arbitral do Esporte (CAS), máxima estância jurídica esportiva e que dará o veredicto final.
Veja abaixo o vídeo feito pelo Barça sobre o número da camisa de Suárez:


"Pane geral" e "apagão" são novas muletas para tentar disfarçar os 7 a 1. Basta de Felipão

Primeiro foi o tal "emocional". Frágil argumento que ganhou força graças a aliados da comissão técnica cebeefiana, que bateram insistentemente em tal tecla. Como abordamos aqui, funcionou como uma cortina-de-fumaça para esconder os nítidos problemas táticos do time brasileiro. Funcionou por algum tempo apenas.
Esses problemas eram claros desde a Copa das Confederações, como o meio-campo "oco" e as ligações diretas entre defesa e ataque. Já em 2013 a dependência das bolas longas fazia dos zagueiros os principais lançadores da equipe. O velho 4-2-3-bola-no-Neymarnão seria o bastante para a Copa do Mundo, evidentemente.
Para dar certo jogando de maneira tão rudimentar, o Brasil dependeria demais de sua camisa. Ela teria que pesar tanto na Copa do Mundo a ponto de envergar um varal feito de aço. Mas mesmo os fardamentos mais densos precisam de gente que o vista e pratique um futebol minimamente competitivo.
Tal desafio se mostrou quase impossível diante dos métodos arcaicos de uma comissão técnica parada no tempo, com discursos e fórmulas antiquadas. O material humano não era ruim, mas sem um bom cozinheiro os melhores ingredientes e uma cozinha equipada nada produzirão além de gororoba.
O cheiro de comida ruim vem da estréia, quando o árbitro japonês Yuichi Nishimura operou os croatas sem anestesia ao assinalar um dos pênaltis mas bizarros das Copas. Como o marcado contra a Turquia, para o Brasil (de Felipão), em 2002. Luizão despencou fora da área e foi presenteado pelo juiz sul-coreano Kim Young Yoo.
Aparentemente os 7 a 1 da Alemanha seriam mais do que suficientes para dar um basta em desculpas cretinas e tentativas de iludir a opinião pública. Que nada. Depois do vexame o próprio treinador falou em "pane geral", como se o time que escalou fosse capaz de encarar o rival. O blog de Mário Magalhães pode ajudá-lo a entender que não.
Pois não demorou a pipocar outro termo comum em nosso país: "apagão". Até parece que estamos falando de um técnico que comandava um time "iluminado". Ora, antes do primeiro gol já se percebia a facilidade alemã para chegar à área brasileira. Os de amarelo eram meros "sparrings". Pisaram a cancha "sem luz".
E quando o time de Scolari goleia, é porque o adversário sofreu um apagão? Não vão reconhecer a abissal diferença entre os times, a superioridade alemã e a nítida incapacidade demonstrada pelo time brasileiro? A quem esses senhores querem enganar? O que ele pensam que os torcedores são, amebas teleguiadas?
É admirável que, mesmo no fundo do poço mais uma vez (como quando encaminhou o Palmeiras ao rebaixamento), ainda tenha apoio de quem se dispõe a procurar explicações para minimizar seus erros crassos. Scolari tem que sair. Seria ridícula, uma afronta sua permanência no cargo para o qual sequer deveria ter sido recontratado em 2012.
Mas um dia outro técnico virá. E sempre haverá alguém pronto para bajular e dar apoio incondicional ao "professor" da vez, ajudando a maquiar os problemas numa estranha aliança de conveniência e vaidade. E eles ainda querem apontar soluções para o futebol brasileiro. Um misto de pretensão e cara-de-pau. Patético!
MOWA PRESS
Felipão em coletiva após derrota por 7 a 1 do Brasil para a Alemanha:
Felipão em coletiva após derrota: números para explicar o número de gols da Alemanha?

Com semblante fechado e pouco apoio, Holanda chega a Brasília

A baixa motivação do técnico Louis Van Gaal em disputar o terceiro lugar de uma Copa do Mundo se propagou por todos atletas da Holanda. Na noite desta quinta-feira, a delegação da Laranja Mecânica desembarcou em Brasília-DF e rapidamente seguiu para o hotel, com o semblante fechado.
Nos arredores do prédio, poucos torcedores europeus esperavam seus conterrâneos e não conseguiram sequer um autógrafo.
Neste contexto de desmotivação, o defensor De Vrij ressaltou a importância da vitória no compromisso para voltar de cabeça erguida para os Países Baixos. Este será o primeiro duelo holandês na capital federal, uma vez que os anteriores ocorreram em São Paulo-SP (duas vezes), Salvador-BA (também em duas oportunidades), Porto Alegre-RS e Fortaleza-CE.
O duelo também encerra a caminhada de Van Gaal à frente da Holanda. O comandante está acertado com o Manchester United-ING, onde terá a difícil missão de seguir o bom trabalho construído por Alex Ferguson. Primeiro convocado para tal função, David Moyes não agradou e acabou demitido.
A partida contra a Seleção ocorre neste sábado, às 17 horas (de Brasília), no Estádio Mané Garrincha. Um dia depois, a Alemanha decide com a Argentina o troféu do Mundial, às 16 horas, no Maracanã.

Apaixonado pelo Brasil, Podolski põe nome na camisa do Fla com Schweinsteiger

O atacante Lukas Podolski está apaixonado pelo Brasil: come churrasco, escreve textos em português nas redes sociais, assiste a novela e volta e meia, vira flamenguista.
O jogador do Arsenal já divulgou uma foto com a camisa do Rubro-Negro e o fez novamente nesta quinta-feira, a três dias da final da Copa do Mundo, domingo que vem, contra a Argentina, no Maracanã.
Ele e o companheiro Bastian Schweinsteiger colocaram seus nomes em camisas do Flamengo e posaram para fotos admirando o mar do Rio de Janeiro, cidade aonde jogaram contra a França, nas quartas de final do Mundial e aonde voltarão para a grande decisão. 
Seria uma estratégia para atrair a torcida local?
Parece mais que isso. Podolski, 29 anos, gostou tanto do Brasil que já há quem diga que em breve ele pode vestir o uniforme do Mengão dentro de campo.
REPRODUÇÃO
Alemães Podolsli e Schweinsteiger tiram fotos com a camisa do Flamengo no Rio
Alemães Podolsli e Schweinsteiger tiram fotos com a camisa do Flamengo no Rio

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Governo do RN dá calote e secretário diz que não deve satisfação sobre dinheiro público

ESPN.COM.BR
Arena das Dunas
Arena das Dunas foi um dos 12 palcos da Copa do Mundo
O governo do Rio Grande do Norte ainda não terminou de pagar as estruturas temporárias que foram usadas na Arena das Dunas durante a Copa do Mundo. O total do serviço passa de R$ 26 milhões, mas até agora apenas metade desse valor foi depositado, já com atraso, para a empresa que fez as obras - a escolha se deu por meio de uma licitação. 
Com a demora no pagamento, a companhia pensa em paralisar a desmontagem se novos acertos não forem realizados. O próximo jogo no estádio, marcado para o dia 15 de julho, entre América-RN e Bragantino, válido pela 11ª rodada da Série B.
Perguntado sobre a dívida, o secretário da Secopa do estado, que é também diretor do Departamento de Estradas e Rodagens, Demétrio Torres, afirmou para a reportagem que não deve satisfação sobre o caso, no seguinte diálogo.
ESPN - Recebemos a informação de que o governo ainda não quitou o pagamento das estruturas temporárias, gostaria de confirmar isso com o senhor.
Demétrio Torres (DT) - A ESPN agora é do departamento de cobranças?
ESPN - Não, senhor. Como te falei, vamos dar uma matéria sobre isso e era importante ouvir o lado de vocês.
DT - Mas isso é um abuso. Você me ligar para saber se estou devendo para alguém. Se eu estou ou não estou devendo não é um problema seu.
ESPN - O dinheiro é público e a informação que temos é que vocês não cumpriram o combinado dos prazos dos pagamentos.
DT -
 É dinheiro público mas não devo satisfação para a sua televisão, nem para ninguém. Ou você é do departamento de cobrança? Ou trabalha na empresa das estruturas temporárias? Não sei nem que empresa é essa. 
ESPN - Então, você não nega que tenha a dívida, certo?
DT - 
É um abuso você me ligar e querer saber sobre isso. Que absurdo. Não vou te responder nada sobre isso. 
Segundo o edital de licitação do governo do Rio Grande do Norte, os pagamentos estavam programados da seguinte forma: 20% no dia 30 de abril, mais 30% no dia 30 de maio, 20% no dia 30 de junho e 20% no mesmo dia em julho. Como nenhum foi cumprido, ficou combinado que pelo menos 80% fossem depositados até o fim da Copa na Arena das Dunas e os outros 20% na primeira quinzena de agosto.
A empresa é responsável por gerenciar todo o processo de locação, instalação, montagem, manutenção, conservação e desmontagem das estruturas complementares da Arena das Dunas, com planejamento, coordenação, monitoramento e fornecimento de infraestrutura e apoio logístico para realização do evento da Copa. Toda parte de tecnologia também é de sua responsabilidade, como a de segurança.
Licitação
O edital de licitação foi lançado no final do mês de março, tendo um ganhador em 17 de abril, segundo o Diário Oficial do Rio Grande do Norte. Logo as obras começaram, mesmo sem a Ordem de Serviço, pois não haveria tempo suficiente para terminar se fosse preciso esperar. Com atraso de 40 dias, a OS foi assinada, mas os prazos não foram cumpridos.


O valor inicial era de R$ 22,9 milhões, mas com alguns ajustes já chega em R$ 26 milhões.

CBF pensa em convidar comissão técnica atual para dirigir seleção nos amistosos do segundo semestre

A tendência da cúpula da CBF é manter Felipão e Parreira nos amistosos do segundo semestre. Reuniões a partir do final da Copa do Mundo entre José Maria Marin e Marco Polo Del Nero podem sacramentar essa decisão, dependendo de duas circunstâncias: 1. a pressão da opinião pública contra; 2. Felipão e Parreira podem recusar o convite.
Depois do Mundial, o Brasil voltará a campo em setembro contra a Colômbia, em Miami. Também tem amistosos agendados contra adversários ainda indefinidos em outubro e novembro.
O diagnóstico interno é de que houve um erro tático grave e isso levou ao desastre do 7 x 1. A idéia de seguir o mesmo que se fez contra a Espanha, há um ano, foi responsável por esse equívoco. Era preciso bloquear as ações do meio-de-campo da Alemanha e o Brasil tentou explorar o lado direito do ataque, em cima do lateral esquerdo Höwedes. Os três gols sofridos pela Alemanha na Copa haviam sido feitos naquele setor.
O erro é agravado pelo fato de os relatórios feitos pelos observadores Alexandre Gallo e Roque Júnior indicarem outra decisão. Os dois espiões sugeriam bloquear o meio-de-campo, povoar o setor vital do jogo para diminuir o risco de derrota. O controle do jogo na faixa central do campo poderia arrastar a decisão para o segundo tempo, 
Apesar disso, a cúpula julga que a vitória da Alemanha seria normal, mas o marcador dilatado foi provocado por esse erro. Não se pensa ainda em Felipão e Parreira como mandatários para o próximo ciclo inteiro até a Copa do Mundo da Rússia. Mas esperar esfriar a decepção e manter os dois nos amistosos do segundo semestre.


Esta é a tendência. Também é possível que Alexandre Gallo seja o técnico da seleção olímpica. Respeita-se muito o trabalho feito pelo observador da CBF buscando talentos de idade olímpica na Europa, entre os que saíram muito cedo do Brasil.

Do Maracanazo à maior humilhação da história: filha de Barbosa, enfim, enterra maldição de 1950

GAZETA PRESS
Barbosa, em entrevista cinco dias antes de morrer, em abril de 2000: injustiçado por quase 50 anos
Barbosa, em entrevista cinco dias antes de morrer, em abril de 2000: injustiçado por 50 anos
"Como brasileira eu gostaria que ganhasse. Depois que eu vi a repercussão, gostei. Perder foi bom pela memória do meu pai. Em 50 foi derrotado, mas não foi de 7 a 1. Eles foram vice, agora nem isso. E meu pai tinha muito orgulho de ser vice-campeão do mundo. Em 50 não tínhamos televisão e mesmo assim a vergonha foi mundial. A Copa de 50 não foi nada perto disso. Foi fichinha. Fomos vice. E agora, fomos o quê? Pois agora eles vão colocar o Barbosa em seu devido lugar".
O relato acima é de Tereza Borba, 53 anos, filha de Moacir Barbosa Nascimento. Hexacampeão carioca com o Vasco. Vencedor do Campeonato Sul-Americano de Campeões. Faturou ainda um Rio-São Paulo. Pela seleção brasileira, mais vitórias. Uma Copa Roca. Duas Copas Rio Branco. Uma Copa América. Tudo isso esquecido por um lance: o gol de Ghiggia. O que calou 200 mil vozes no Maracanã. Aos 34 minutos do segundo tempo daquele 16 de julho de 1950. Do Maracanazo.
"Meu pai dizia que não viu a bola passar. Só ouviu o barulho do silêncio que ficou no Maracanã. Veja bem, ele ouviu o silêncio", relembra Tereza, em conversa com o ESPN.com.br na noite desta terça-feira. Horas depois de a seleção sofrer a mais humilhante derrota de sua história: 7 a 1 da Alemanha, pela semifinal do Mundial de 2014. No Brasil, 64 anos depois de seu pai levar a fama eterna pela queda contra o Uruguai.
GAZETA PRESS
Barbosa, o primeiro do lado esquerdo: injustiçado
Barbosa, o primeiro da esquerda à direita
Barbosa é um dos maiores ídolos da história do Vasco. Mas sua vida ficou marcada por causa daquela fatídica jogada do gol uruguaio que decretou o fim do sonho do título em casa na Copa de 50. Um movimento em falso, um chute surpresa de Ghiggia e pronto. O bastante para um dos mais talentosos goleiros de seu tempo ser lembrado para sempre por um único lance. Morreu quase 50 anos depois, no dia 7 de abril de 2000, em Praia Grande, onde vivia com a filha. Injustiçado por quase um século.
O goleiro saiu do mundo dos vivos sem pompa, sem maiores homenagens, sem dinheiro. Mesmo tendo alcançado um inédito vice-campeonato mundial, em uma época que o Brasil tinha pouca ou nenhuma tradição no futebol. Títulos de relevância até então, por exemplo, eram só três Copas Américas. Contra nove da Argentina, oito do Uruguai, uma do Peru e ainda duas medalhas de ouro olímpicas celestes.
"Prometeram mundos e fundos para a seleção de 50. Quando perdeu, não ganhou nada. Meu pai foi crucificado. Não ganhou dinheiro, foi jogado na fogueira. Veja, em 50 não tinha só o Barbosa dentro de campo, eram mais dez jogadores", explica a filha adotiva, que não pôde ir a nenhuma partida da Copa de 2014. "Eu queria muito ir em um jogo, mas não tenho dinheiro. Mesmo assim, sou muito feliz da forma que sou hoje. Tenho uma casa simples, mas muito gostosa. Um marido maravilhoso. Uma família maravilhosa".
GETTY
Julio Cesar vê a bola passar após chute de Muller
Filha de Barbosa não quer que Júlio vire vilão
Apesar de aliviada pela memória do pai, Tereza faz uma ressalva. "Penso que ele está triste onde está. Ele era um ser humano muito bom. Um homem incrível. E com certeza hoje ele estaria muito triste pelos meninos que perderam. Estava sempre sorrindo. Seria o primeiro torcedor a gritar fervorosamente para que o time ganhasse. Ele era um homem muito, mas muito bom", contou.
Hoje, Tereza não está trabalhando em sua ocupação antiga, que era de cuidadora de idosos. Atualmente, ela dedica a vida à memória do pai, como historiadora do ex-goleiro. "Faço exposição com recursos do meu próprio bolso, que não é cheio. Meu marido me ajuda como pode. A família sempre ajudando. A CBF nunca quis ajudar em nada. Nunca me ofereceram e nem pedi. Se pudessem, que ajudassem, não vou pedir".
No Mineirão, quase 60 mil pessoas acompanharam a pior derrota da seleção brasileira em todos os tempos. Eram 140 mil a mais vendo os 2 a 1 do Uruguai em 1950. Mas quem será o vilão desta vez? "Escreve, por favor, que estou com o Júlio César. Ele não teve culpa. Adoro ele como profissional. Já chega o que foi feito com o Barbosa. Não quero que ninguém sinta o que meu pai sentiu", pediu Tereza.
"Não quero que falem que por causa de o Neymar não ter jogado, perdemos por isso. Gente, então uma Copa é só o Neymar? Uma Copa é só o Barbosa? Não é isso. Tem mais 22 no elenco. Uma andorinha só não faz verão, como um Neymar sozinho não faz. Um Barbosa também não. Ninguém tem que ser servir de desculpa", adicionou a ex-cuidadora de idosos. "E, olha, meu neto ainda quer ser goleiro. Eu só digo a ele: pelo amor de Deus, menino...", confessou, preocupada.
Segundo o falecido cronista Armando Nogueira, Barbosa foi "certamente, a criatura mais injustiçada na história do futebol brasileiro. Era um goleiro magistral. Fazia milagres, desviando de mão trocada bolas envenenadas. O gol de Ghiggia, na final da Copa de 50, caiu-lhe como uma maldição. E quanto mais vejo o lance, mais o absolvo". Pois agora, tanto Tereza quanto seu pai, onde quer que esteja, podem ficar tranquilos: a 'maldição' foi enterrada nesta terça. A sete palmos abaixo da terra. Em cada um dos sete gols alemães. Descanse em paz, Barbosa.


GAZETA PRESS
Barbosa, contra o Uruguai, na Copa de 1950: 64 anos depois, falecido goleiro vê fim de maldição
Barbosa, contra o Uruguai, na Copa de 1950: 64 anos depois, falecido goleiro vê fim de maldição