domingo, 20 de abril de 2014

Teliana recebe prêmio Fed Cup Heart Awards

Foto: Cristiano Andujar/Divulgação
2014/teliana/0419_fedcup_premio_650_int.jpg
Catanduva (SP) - A número 1 do Brasil, a pernambucana Teliana Pereira, recebeu das mãos do árbitro italiano Roberto Ranieri o cheque simbólico no valor de US$ 1 mil e um bracelete do Fed Cup Heart Awards, vencido no reconhecimento pelo seu desempenho no Zonal Americano I da Fed Cup em fevereiro deste ano. O cheque será doado para a creche da Escola Municipal Salviano Gomes Leite, em Barra da Tapera, em Pernambuco, próximo ao local onde a tenista morou até os 7 anos de idade.

'Perdemos no emocional', avalia capitã brasileira

Foto: Cristiano Andujar/Divulgação
2014/fed_cup/paula_tiene_coletiva_650_int.jpg
Tanto Carla Tiene quanto Paula Gonçalves acreditam que o Brasil pode dar a volta por cima na série contra a Suíça
creditoPor Felipe Priante
Catanduva (SP) - O fator casa que deveria ser favorável à equipe brasileira no confronto com a Suíça pela repescagem do Grupo Mundial II da Fed Cup acabou se tornando uma faca de dois gumes. Se por um lado havia a boa aclimatação e escolha do piso, por outro surgiu uma pressão interna de quem não está acostumada a jogar com a torcida local.
"Sinto que perdemos no emocional, é uma tensão natural. Elas têm mais do que mostraram hoje em quadra, infelizmente não conseguimos", avaliou a capitã brasileira Carla Tiene, que viu tanto a pernambucana Teliana Pereira quanto a paulista Paula Gonçalves caírem em sets diretos neste sábado
Derrotada no segundo jogo do dia pela jovem suíça Belinda Bencic, Gonçalves lembrou que esta foi sua estreia na Fed em solo nacional. "Foi único porque nas outras duas vezes que joguei foi fora de casa", comentou a paulista, que acredita na volta por cima no segundo dia da série.
"Amanhã, tanto eu como a Teliana vamos tentar entrar mais soltas em quadra", afirmou Paula. Quem também ainda crê na virada é a capitã do Brasil. "O objetivo continua ser vencer o confronto, mas o principal é elas se sentirem bem em quadra", discorreu Tiene.
Sobre a derrota para Bencic, a paulista lamentou não ter forçado tanto nas devoluções. "Comecei bem e até me surpreendi porque estava jogando muito bem,  mas depois permiti que ela se soltasse. Como é uma boa sacadora, não tive muitas chances no seus serviços. Faltou colocar mais bolas do outro lado da quadra".
Tiene concordou com a pupila e acredita que a estratégia de forçar mais as devoluções contra Bencic deve ser usada na primeira partida do domingo por Teliana. "Ela precisa pressionar mais o segundo serviço. Hoje, ela (Belinda) jogou muito pouco pressionada", avaliou a comandante brasileira, que também destacou o apoio da torcida.
"A torcida fez o papel dela: compareceram e vibraram. Talvez se os jogos fossem mais para o nosso lado ela poderia se inflamar ainda mais. Só temos que agradecer à torcida", finalizou Carla Tiene.

América mostra força na estreia da série B e vence por 3 a 1

O América que começou o jogo de forma preocupante, se recuperou a tempo e conquistou uma grande vitória na estreia pela série B diante do Avaí. Sem tomar muito conhecimento do representante catarinense, que tem um elenco muito experiente, o alvirrubro deu uma prova de sua força ao fazer 3 a 1 e ter mostrado futebol para vencer por uma diferença bem maior. O atacante Max voltou a se destacar, marcando o seu quarto gol em dois jogos. O outro gol natalense foi assinalado por Rodrigo Pimpão, que assim com o de Max, no final da etapa inicial foram dignos de concorrer a qualquer eleição de gols mais bonitos da rodada. Roberto fez o gol avaiano.
Emanuel AmaralMax comemora segundo gol do AméricaMax comemora segundo gol do América

Para quem tinha um grupo pronto para disputar o Brasileiro, o time de Oliveira Canindé deixou a desejar no início de jogo. A equipe um tanto apática, praticamente assistia o experiente Avaí tocar a bola e chegar algumas vezes com chances de abrir o placar, que que só não ocorreu aos 16 minutos, porque o goleiro Fernando Henrique realizou uma grande defesa após o chute do atacante Roberto, que recebeu passe de letra de Kleber Santana, lance que caracterizava a facilidade que os visitantes vinham encontrando na partida.

O time natalense tentava acertar a marcação ao adversário, mas depois do susto também começou a utilizar melhor a velocidade dos seus homens de frente e foi depois de duas tentativas frustradas, que Rodrigo Pimpão recebeu uma bola na frente da área, se ajeitou e bateu no canto alto do goleiro avaiano, Diego até que tocou na bola, mas não conseguiu evitar que ela estufasse a sua rede, aos 23 minutos. Em vantagem, o alvirrubro repôs a ordem dentro de campo, passando a jogar mais no campo de ataque e dar mais trabalho à zaga adversária.

Além de sentir o gol, o Avaí também acusou o encaixe da melhora da marcação americana, o time simplesmente deixou de criar oportunidade, até que aos 39, Max tentou ajeitar uma bola de cabeça para um companheiro, mas entregou de bandeja para Kleber Santana. O jogador percebeu a entrada de Roberto livre pela direita de ataque e lançou o camisa nove, que teve o trabalho apenas de dominar e tocar a bola entre as pernas de Fernando Henrique para deixar tudo igual no placar.

Porém a tranquilidade dos catarinenses não durou por muito tempo, o mesmo Max que falhará e pediu desculpas a todos os companheiros pelo erro que resultou no empate, tratou de se redimir também com um golaço. Aos 44 minutos, o lateral-direita Marcelinho escapou pela direita e cruzou na medida para o “Homem de Pedra” bater de voleio e fazer América 2 a 1 e sair para o intervalo com uma vantagem importante no placar.

O América manteve a superioridade obtida assim que largou na frente no placar durante o início do segundo tempo, a equipe continuou chegando com perigo no ataque, mas nas oportunidades criadas, pecava sempre em algum ponto: as vezes no individualismo de Arthur Maia, as vezes na precipitação na hora do chute e outras errando o último passe. Quando a bola chegava até o goleiro Diego, ele realizava defesas relativamente simples. Apenas num chute de Fabinho, de fora da área que o camisa um deu rebote, mas conseguiu se recuperar e impedir que Max empurrasse a bola para o fundo da rede.

Quando Arthur Maia resolveu ser mais objetivo, quase marcou o terceiro gol americano com um forte chute, também de fora da área e que obrigou Diego a realizar sua maior defesa na partida. Mas, após a cobrança do escanteio, a dupla Marcelinho e Max voltou a funcionar, com o lateral cruzando e Max aparecendo novamente muito bem colocado para fazer 3 a 1, aos 31 minutos do segundo tempo. A pressão continuou, se aproveitando do cansaço dos catarinenses o América trocava passe aos gritos de “olé” das arquibancadas e Fabinho ainda desperdiçou excelente oportunidade de fazer o quarto gol, quando de frente para a trave, bateu cruzando e mandou a bola pela linha de fundo.

Pela postura das equipes em campo, a diferença dava para ser maior, porém não se pode reclamar de um vitória por 3 a 1 diante de um adversário com o tamanho do Avaí, na visão do treinador Oliveira Canindé, do América.

Ficha técnica

América 3x1 Avaí    

América: Fernando Henrique, Marcelinho, Cléber, Edson Rocha e Wanderson (Tiago Cristian); Jean Cleber, Fabinho, Val e Arthur Maia, Max (Isac) e Rodrigo Pimpão (Adriano Pardal). Técnico: Oliveira Canindé.

Avaí: Diego, Bocão, Antônio Carlos, Néris e Eduardo Neto; Abuda, Tinga, Kléber Santana e  Marquinhos (Eder); Roberto e Diego Jardel (Jean). Técnico: Pingo

Árbitro: Elmo Alves Resende Cunha – GO
Gols: Rodrigo Pimpão/AME (23’/1ºT), Roberto/AVA (39’/1ºT), Max/AME (44’/1ºT e 31’/2ºT)
Público: 4.224
Renda: R$ 70.610,00
Local: Arena das Dunas


ABC estreia na Série B com empate diante do Santa Cruz/PE

O ABC iniciou a Série B do Campeonato Brasileiro neste sábado (19) diante do Santa Cruz, no Estádio Arruda, em Recife-PE, com um empate por 1 a 1. Gols de Betinho, para o Santa, e do estreante Denis Marques, para o alvinegro. A equipe potiguar volta a campo no próximo sábado (26), às 21h, no Iberezão, contra o Boa Esporte.

A equipe alvinegra ainda não conseguiu mostrar o entrosamento ideal. O Santa Cruz começou melhor e abriu o placar aos 20 minutos da primeira etapa. Raul tocou para Luciano Sorriso arrematar, o goleiro Gilvan deu rebote e Betinho aproveitou. 

No segundo tempo, o ABC foi em busca do empate. O técnico Zé Teodoro sacou Octávio e deu opotunidade a João Henrique. Aos 8 minutos, o jogador cruzou na medida para Denis Marques igualar o marcador. 

Ao final da partida, o time do Santa saiu de campo vaiado por sua torcida, por não tem garantido a vitória no retorno da equipe a Segundona. 

América vence o Avaí de 3 a 1 e termina a rodada na liderança

 max2_091O América-RN larga muito bem na Série B do Campeonato Brasileiro. Na noite deste sábado, no encerramento da 1ª rodada, o time potiguar venceu a equipe qualificada do Avaí por 3 a 1, no estádio Arena das Dunas. E foi uma das melhores partidas dessa largada da competição.
Com o resultado, o América-RN saltou para a primeira posição, com três pontos, deixando Ceará e Paraná, que também venceram, para trás no número de gols marcados. O Avaí, por sua vez, terminará a primeira rodada entre os últimos.
A partida ainda marcou a manutenção da invencibilidade do treinador Oliveira Canindé, agora com 11 jogos sem derrota desde que assumiu a equipe ainda na Copa do Nordeste.
O jogo
Apesar de jogar em casa, o América-RN foi quem passou aperto no começo da partida. Sem conseguir se encontrar no jogo, o time potiguar viu o adversário ser superior desde o começo. O Avaí, no entanto, não conseguiu aproveitar suas oportunidades. Tinga tentou duas vezes, mas acabou errando o alvo.
Na chance mais clara, nos pés de Roberto, Fernando Henrique se aproveitou do chute fraco do atacante e fez a defesa. Depois de passar tanto sufoco, praticamente em sua primeira chegada, o América-RN abriu o placar aos 23 minutos. Rodrigo Pimpão aproveitou sobra e bateu colocado, de fora da área, no ângulo do goleiro Diego.
Os visitantes não deixaram barato e empataram antes do intervalo. Aos 39 minutos, Roberto recebeu em velocidade, desta vez não desperdiçou e tocou embaixo do goleiro. Os donos da casa, no entanto, seguiam mortais nos contra-ataques. Aos 44 minutos, Marcelinho fez jogada pela direita e cruzou para Max, que bateu com estilo para marcar.
No segundo tempo, a partida foi apenas do América-RN. Desde os primeiros minutos, o time potiguar levou perigo ao adversário. Arthur Maia tentou colocado, mas acabou errando o alvo por pouco.
O técnico Pingo tentou mexer no time para equilibrar as ações, mas os veteranos Cléber Santana e Marquinhos estavam pouco inspirados e quase não conseguiram criar. Sendo assim, o time potiguar aproveitou para ampliar. Aos 31 minutos, Max antecipou cobrança de escanteio e testou firme para marcar.
Próximos jogos
O Avaí volta a campo contra o Bragantino, na próxima terça-feira, ás 21h50, no Estádio da Ressacada, em Florianópolis. O América-RN, por sua vez, encara o Oeste, no sábado, às 16h20, no Estádio dos Amaros, em Itápolis.
Ficha Técnica
América 3 x 1 Avaí  
1ªRodada
Data:19/04/2014
Horário: 21h00
Local: Arena das Dunas, em Natal
Árbitro: Elmo Alves Resende Cunha-GO
Assistentes: Thiago Gomes Brigido-CE e Carolina Romanholi Melo-CE
Cartões Amarelos
Avaí:Cléber Santana
Gols
América: Max 31' 2T, Rodrigo Pimpão 23' 1T, Max 44' 1T
Avaí: Roberto 39' 1T
América: Fernando Henrique; Marcelinho, Edson Rocha, Cléber e Wanderson (Thiago Cristian); Jean Cléber, Val, Fabinho e Arthur Maia; Rodrigo Pimpão (Adriano Pardal) e Max (Isac).Técnico: Oliveira Canindé
Avaí: Diego; Bocão, Néris, Antônio Carlos e Eduardo Neto; Abuda, Tinga, Diego Jardel (Jean), Cléber Santana e Marquinhos (Héber); Roberto Técnico: Pingo.
*Foto: Frankie Marcone

NOSSO GURI

meumeninoSÃO PAULO – Nos idos de 1991, 1992, tínhamos nosso garoto. Hoje faz 20 anos que ele se foi. Dener, menino… Quantas noites frias no Canindé, quantos jogos que nada valiam apenas para ver você…
Sempre que ouço aquela música do Chico, “Meu guri”, lembro de você, Dener. Já lembrava, na época. Era tocar no rádio, Dener vir à cabeça. Tinha certeza que sua vida se encerraria de modo trágico e breve, nada de premonição, apenas uma certeza, porque a gente que sabia dele desde guri sabia que seria assim.
E por saber, seguíamos seus passos, dribles e gols com alegria e orgulho, orgulho que nunca acaba, porque demos ao nosso guri a chance de vencer, a gente sabia que isso seria longe do nosso Canindé, das nossas fronteiras, o mundo era maior que o Canindé, Dener era maior que o Canindé, sempre soubemos disso. Ele disse que chegava lá, e a gente esperava que chegasse. Só que a cada jogo, a cada gol, baixava uma enorme melancolia. A certeza de que aquilo era bom demais para durar. Seria curto.
Mas mesmo assim amamos nosso guri com todas as forças, de tudo fizemos para tê-lo conosco por alguns segundos a mais, e ele nos devolveu o esforço com sua arte, seu amor por aquela camisa, por aquele solo sagrado.
Dener, Dener. Morreste numa madrugada de segunda-feira sem que pudéssemos te defender, como sempre fizemos. Madrugada escura, dormindo. Soube quando cheguei de Aida, no Japão, no aeroporto. Morreu aquele menino, o Denis, me disse o motorista do amigo. Que Denis?, perguntei, O da Portuguesa, ele respondeu, e eu quase morri junto, e na Marginal passamos pelo ginásio de fachada amarela onde estava o corpo, meu Canindé, nosso campo, seu palco, templo universal. Chorei em silêncio para você não perceber, menino. Tu gostava mesmo era de fazer a gente rir.
20 anos, guri. Aquele gol contra a Inter de Limeira segue gravado na alma, não na retina, que o tempo apaga as imagens. A alma, não. Do outro lado do campo, levantei-me e bati palmas como se aplaudisse uma peça de Mozart executada por ele próprio. Ali o futebol poderia acabar, fechar suas portas e agradecer.
Dener, Dener. Fizeste o Gol Fundamental e comemoraste como sempre, gritando e enlouquecendo sua pequena plateia, seus seguidores, seus protetores. A camiseta sempre maior que os braços finos, o número quase escondido dentro do calção, a magreza, a beleza, nosso maior orgulho, nossa mais preciosa pedra.
Dener, Dener, somos muito gratos a você, guri.

A ficha caiu no ar: Luciano do Valle foi a voz do esporte na minha vida

Reprodução TV
Luciano do Valle
Luciano do Valle em ação: a voz do esporte no Brasil.
Foi tudo muito rápido e estranho: na redação da ESPN Brasil, assistindo ao jogo Vasco x América-MG, estreia na Série B, ao lado de dois narradores: Eduardo Monsanto e Everaldo Marques. Ouvindo Silvio Luiz e Juarez Soares na Rede TV.
Impossível não viajar no tempo. Inevitável lembrar de Luciano do Valle. "Show do Esporte", o domingo dos sonhos para quem amava esportes em tempos de TV aberta e olhe lá.
Enquanto falávamos, surge Eduardo Tironi como uma bala, já com celular no ouvido ligando sei lá pra quem: "Morreu mesmo?" Ele devia imaginar que estávamos falando do narrador já sabendo do ocorrido. Só aumentou o choque.
Não houve tempo para assimilar o golpe e refletir sobre a perda. Também não o conhecia pessoalmente como outros colegas. Em minutos, entraríamos no ar para o primeira edição do Bate-Bola. Alguns comentários no camarim, nos corredores...Mas sem dimensionar quem estava partindo.
Programa no ar e o resgate da apresentação do jornalista quando convidado para o programa "Bola da Vez". Gol de Falcão contra a Itália em 1982, Maguila, Rui Chapéu, Seleção de Masters, vôlei no Maracanã em 1983, Emerson Fittipaldi, tetra em 1994...A ficha foi caindo. Ainda lembrei de Oscar no Pan de 1987 em Indianápolis, Paula e Hortência, tantos outros gols, vitórias, derrotas. Quando a voz que mais me fez chorar por esportes grita e arrepia: "Não há palavras para descrever o gol de Zico!"
Eu não estava mais em um estúdio. Não era mais possível ouvir o Dudu ou o Tironi. O filme da minha vida passou em segundos. Onde estava em cada uma daquelas transmissões. Aos 9 anos, como em 1982. Aos 16, 21, 33...Principalmente, com quem estava. Muitos que não posso mais abraçar, beijar...nem lamentar a ausência de alguém tão presente no nosso cotidiano daquela época.
Quando ganhei a chance de falar, a voz que sobrava em Luciano me faltou. Saiu rouca, definhando. Talvez apenas transbordando o sentimento pela garganta. Não chorei no ar, pedi para "seguir o jogo" antes.
Ao vivo, a ficha enfim caíra: Assim como temos uma banda ou intérprete que cantou ou canta a nossa trilha sonora, há também uma voz na vida de quem ama esportes. 
Na minha, essa voz era do Luciano do Valle. Ou é. Forte, marcante, comovente. Vai ecoar para sempre. Vá em paz!

Morre aos 70 anos, o narrador e esportivo da Rede Bandeirantes, Luciano do Valle

U56U56U56U
O narrador Luciano do Valle, 70 anos, morreu neste sábado. Ele passou mal durante uma viagem de avião para Uberlândia, onde narraria Atlético-MG e Corinthians pela primeira rodada do Brasileirão. Ainda não se sabe as causas de sua morte.
Luciano marcou época na televisão brasileira desde a década de 70 e era o principal narrador da Band, onde teve duas passagens, de 1983 a 2003 e depois de 2006 até os dias de hoje. Transformou a emissora em Canal do Esporte. Além de se especializar na narração do futebol, foi um dos principais divulgadores dos esportes olímpicos. Narrou boxe, onde lançou Maguila. Também foi ícone da geração de prata do vôlei masculino na década de 80. Sua importância foi tão grande que ganhou o apelido de Luciano do Vôlei. No basquete, deu apelido de Magic Paula e Rainha Hortência, quando o time feminino conquistou o Mundial no início dos anos 90.
Apresentou ao Brasil a Fórmula Indy e também foi técnico e criador da Seleção Brasileira Masters de Futebol, que contava com ídolos e amigos como Rivelino, Edu e Dario.
Luciano se preparava para narrar a Copa do Mundo no Brasil e acreditava em mais um título da seleção brasileira. Otimista por natureza, também confiava na organização para o Mundial e acreditava em uma evolução do país depois de receber o maior evento do futebol.
Também não pensava em aposentadoria. Em 2012, chegou a se afastar das suas funções devido a um problema de saúde, mas se dizia entusiasmado com os próximos eventos esportivos do Brasil.
A carreira
Luciano começou a carreira em 1963, com apenas 16 anos, como locutor da Rádio Brasil, de Campinas. Mudou-se para São Paulo quatro anos depois para trabalhar na Rádio Gazeta.
Ganhou destaque nacional em 1971, quando passou a narrar na Globo onde ficou por 11 anos. Além do futebol, narrou as conquistar de Emerson Fittipaldi na Indy, cobriu os Jogos Olímpicos de Munique, em 1972. Dois anos mais tarde, com a saída de Geraldo José, tornou-se o principal locutor da Globo.
Deixou a emissora em 1982, teve passagem rápida pela Record e em 1983 começou sua trajetória na Band. Foi responsável pela criação do “Show do Esporte”.
Confira abaixo as palavras de Galvão Bueno sobre Luciano do Valle em entrevista à Band:
“Foi uma disputa sempre muito leal. Muito dura, mas leal. A luta pelos pontos de audiência nos tornou bons amigos. Quantas vezes falamos sobre dificuldades que a profissão nos traz. Aprendi muito com ele, trabalhamos juntos anos na Globo e a disputa leal continuou nos transformando em amigos. Digo uma coisa a você: para poder enfrentá-lo tive que me esforçar muito, me transformar em um melhor profissional, mais conhecedor de todos esportes que ele sempre transmitiu com competência, personalidade e emoção. É difícil. É raro na vida que a gente consegue reunir a família para passar a Páscoa, aí toca o telefone, a notícia chega, você liga a TV e escuta depoimentos de todos. Para dizer uma frase, digo a todos da Bandeirantes, que tenho carinho demais, onde comecei como narrador. Quantas vezes ia para a cabine dele antes dos jogos e quantas ele vinha na minha antes também? Quantas coisas boas falamos? Ele tentou ajudar outro quando um torcedor mais violento partia ao ataque pessoal. Só encontro uma frase: a televisão fica mais pobre a partir de hoje. Luciano do Valle é um marco, uma bandeira na transmissão esportiva brasileira e me orgulho em dizer que fui amigo dele por tantos anos. Aprendi com ele como acho que ele também aprendeu comigo umas vezes. Duro, difícil, ele morreu indo trabalhar. Indo abrir mais um Brasileiro. Lamento a morte de uma pessoa querida, muito próxima nesses quase 40 anos. Como será fazer a Copa sem ter ele passando a emoção aos milhões de telespectadores dele? Vai ser difícil e complicado, momento de muita emoção e difícil hoje. Como foi bom tê-lo como amigo, referência e concorrente nesses mais de 40 anos. Obrigado por me dar a oportunidade de falar na Bandeirantes e ter tempo para expressar a admiração que eu sentia por ele e poder dizer a falta que ele vai nos fazer. Insisto em repetir que a comunicação do País fica mais pobre a partir de hoje. Que ele lá de cima olhe por todos nós. Que Deus o receba e ficará sempre na memória de todos os esportistas”.


Em nova fase do tratamento, Lais Souza faz passeios fora do hospital

As paredes brancas repletas de equipamentos da unidade de reabilitação de lesões medulares do hospital Jackson Memorial, em Miami, ainda fazem parte da rotina de Lais Souza. No entanto, a ginasta e esquiadora ganhou motivos parar sorrir. Ela deu mais um passo no tratamento da lesão medular sofrida em um acidente de esqui quase fatal às vésperas das Olimpíadas de Inverno de Sochi. Na cadeira de rodas, Lais começou a ser reintegrada à sociedade e pôde aproveitar passeios nos Estados Unidos.
lais souza passeios (Foto: Arquivo Pessoal)Em jogo de basquete, Lais Souza encontra o tenista Roger Federer (Foto: Arquivo Pessoal)

Lais Souza foi a um show e até utilizou o metrô de Miami. Sempre acompanhada da fisioterapeuta e amiga Denise Lessio, ela também foi a um jogo de basquete. Na ocasião, a ginasta encontrou o suíço Roger Federer e aproveitou para tietar a estrela do tênis. A ginasta também viu as brasileiras Evelyn dos Santos e Rosângela Santos fazerem uma dobradinha na prova dos 100m rasos em uma competição de atletismo - Tamiris Liz também disputou a prova. As três velocistas moram, estudam e treinam em Miami e aderiram à campanha #EuApoioLais, que arrecada fundos para custear parte do tratamento da atleta e a adaptação da sua casa em Ribeirão Preto.
lais souza passeios (Foto: Arquivo Pessoal)Os passeios de Lais têm acompanhamento médico. A fisioterapeuta e amiga Denise está sempre por perto (Foto: Arquivo Pessoal)
A ginasta tem se locomovido em um carro adaptado ou em cadeira de rodas. Ela também começou a fazer exercícios na piscina do hospital. Os passeios fazem parte da terapia de ressocialização, para que Lais possa deixar o ambiente hospitalar no futuro. O médico brasileiro Antonio Marttos Júnior, que acompanha o tratamento da esquiadora a pedido do COB (Comitê Olímpico Brasileiro), ressaltou que o progresso e a vontade de Lais têm impressionado a equipe médica.
- Ela passou pela fase crítica de forma heroica e segue lutando para ter a melhor qualidade de vida possível de acordo com as limitações que tem. Lais luta pela recuperação da parte hemodinâmica e o mais importante nesse momento tem sido a reintegração dela com a sociedade. Já saiu do hospital para alguns passeios e fez questão de tomar um pouco de sol. Conseguimos levá-la a locais públicos, sempre acompanhada da equipe médica, é claro. Sorri, canta e está muito feliz por ver que consegue fazer isso. O grande passo é a segurança que ela está ganhando com essas ações. Ela tem uma força de vontade incrível - disse o médico brasileiro.
lais souza passeios (Foto: Arquivo Pessoal)Lais Souza faz tratamento em piscina e toma sol (Foto: Arquivo Pessoal)
Lais já havia demonstrado muita força durante uma entrevista exclusiva ao “Fantástico”. Ela recordou o acidente e até cantou como uma forma de melhorar a condição respiratória - um tratamento proposto pela fisioterapeuta Denise, “anjo da guarda” de Lais. A amiga da ginasta e esquiadora contou como é vê-la voltar às atividades cotidianas. 
- Ver a Laís se divertir e sorrir espontaneamente, após ter passado por coisas tão sérias e em tão pouco tempo, nos motiva a buscar cada vez mais alternativas que possam beneficiá-la de alguma forma. Sem dúvida, esse trabalho de reintegração à sociedade, que estamos fazendo com ela, nos ensina muito mais, pois é incrível a forma bem humorada e positiva com que ela enfrenta tudo isso - disse Denise.
lais souza passeios (Foto: Arquivo Pessoal)As velocistas Evelyn, Rosângela e Tamiris entraram na campanha #EuApoioLais (Foto: Arquivo Pessoal)


lais souza passeios (Foto: Arquivo Pessoal)Lais Souza também foi a show em Miami (Foto: Arquivo Pessoal)
O hospital Jakcon Memorial é referência mundial no tratamento de lesões medulares como a de Lais Souza. Os médicos estudam iniciar tratamentos com células tronco e com um exoesqueleto, controlado pelo cérebro. Por enquanto, o início da fase de ressocialização já é festejado pela equipe médica.
- Estas vitórias são muito importantes. Ela está ciente da gravidade da lesão, do duro caminho que tem pela frente e está trabalhando para conseguir a melhor condição possível. Não podemos prometer nada, além de muito trabalho, dedicação e, acesso a tudo de mais moderno que existe e existirá na medicina. O futuro vai dizer até onde ela poderá chegar - disse Antonio Marttos Júnior.

Irmã de Lais Souza reforça campanha para arrecadar fundos à atleta

A irmã da atleta Lais Souza, Marina Souza, reforçou a campanha “Força, Lais” com uma foto através de uma rede social. Marina mora em Ribeirão Preto, interior de São Paulo e cidade natal de Lais.
Marina Souza, irmã de Lais Souza adere à campanha do COB (Foto: Reprodução Facebook)Marina Souza (de branco), irmã de Lais Souza reforça a campanha do COB (Foto: Reprodução Facebook)

A campanha “Força, Lais” foi lançada pelo Comitê Olímpico Brasileiro com a intenção de arrecadar fundos à atleta, que sofreu um grave acidente durante um treino de esqui aéreo nos Estados Unidos.Atletas de várias modalidades aderiram à campanha promovida pela entidade, mas reclamaram da falta de apoio das instituições esportivas, o que gerou uma nota de esclarecimento do COB.

A bênção, Luciano do Valle! Todos os que o conheceram sabem o que isso significa



Confesso: meu sonho é ter 70 anos trabalhando! Trabalhando bem! Já pensou?
Estava no Soccer City, Johannesburg, África do Sul, no dia 11 de julho de 2010. Depois de achar meu lugar no estádio para a cobertura da final da Copa, Espanha x Holanda, desci alguns degraus para comprar um cachorro quente. Luciano do Valle vinha vindo, lá ao longe. Passos curtos, lentos. Nos últimos tempos, dizem os que o conheceram de verdade, andou tomando remédios, teve problemas de saúde. Alguns podem até ter atrapalhado o trabalho.
Aproximei-me:
"Luciano, é a sua décima final de Copa", perguntei.
"Décima primeira", ele respondeu.
Estiquei a mão e disse apenas:
"Parabéns!"
Se você não sabe quem foi Luciano do Valle, se é daqueles que perguntam por que agora ele parece ter um milhão de fãs, pesquise.
Eu gostaria de trabalhar bem todos os dias da minha vida. Impossível!
Não há palavras para descrever quem foi o narrador Luciano do Valle!

Morreu Luciano do Valle. Não há palavras...

Reprodução TV
Luciano do Valle
Luciano do Valle
Mauro Cezar Pereira, blogueiro do ESPN.com.br

Conversei com ele uma só vez. Ano passado, no estádio Pacaembu, antes de um jogo. Muito gentil, me chamou pelo nome, agradeceu o convite da ESPN para o programa Bola da Vez, que gravou posteriormente, e nos despedimos.
Esquisito quando alguém que você cresce vendo e ouvindo te chama pelo nome. Acho que não vou me acostumar jamais. Foi um dos poucos caras na imprensa esportiva que, quando apertei a mão, senti algo diferente. Algo como um respeito maior.
Não, ele já não era mais o mesmo. E nenhum de nós será porque é impossível derrotar o tempo. Só arrogantes, jactanciosos, mesquinhos não vêem isso. Mas quem ousaria dizer que não foi um dos grandes? Com o microfone, narrando, e fazendo, por exemplo, o vôlei virar esporte nacional.
O cara fez a TV esportiva fechada dentro da televisão aberta com o Show do Esporte. O futebol internacional começou a ser visto por nós dentro da programação que ele idealizou. E além disso Luciano do Valle narrou muito. Eu sei porque ouvi.
Ouvi, vibrei e sofri, como em 1982, quando o Brasil perdeu para a Itália e ficamos, todos, sem chão. Agora, não há palavras...
Uma missão do blogueiro é acompanhar a seleção inglesa até o final da Copa 2014. Acesse conteúdo sobre o time conhecido como "Three Lions" aqui no blog ou no Canal Inglaterra do site clicando aqui
A narração épica:
Os gols do Brasil em 1982 na voz "dele":

Procurador diz que Lusa será denunciada e pode até ser excluída da Série B

  • Daniel Marenco/Folhapress
    Procurador-geral do STJD, Paulo Schmitt (e) deixou claro que a Portuguesa pode até ser excluída da Série B
    Procurador-geral do STJD, Paulo Schmitt (e) deixou claro que a Portuguesa pode até ser excluída da Série B

VEJA TAMBÉM

Procurador do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva), Paulo Schmitt mostrou-se insatisfeito com a atitude da Portuguesa em abandonar a partida contra o Joinville, nesta sexta-feira, pela Série B do Campeonato Brasileiro. Baseada na liminar de um torcedor, a Lusa deixou o gramado e será denunciada no tribunal desportivo na próxima semana. O clube pode até ser excluído da competição.
"Pode acontecer. Abandono, W.O e interrupção. São três artigos distintos e ainda existem os códigos disciplinares da Fifa. As penas vão desde multa, perda de pontos da partida e até a exclusão da competição. Em tese funciona desse jeito. Pelas esferas internacionais podem ocorrer rebaixamento imediato ou até uma eliminação", explicou Paulo Schmitt em contato com a reportagem do UOL Esporte.
"A Portuguesa precisa definir se vai jogar a Série B ou se não vai entrar em campo no campeonato. Ela não vai atuar na primeira divisão, pois isso já foi definido na Justiça. Se eles não querem a Série B, não tem problema. Serão responsabilizados por isso. Não vamos transformar ninguém em vítima ou mártir da competição. A Portuguesa descumpriu normas disciplinares e regulamentos. O tribunal vai julgar isso", completou.
A Portuguesa ignorou liminar judicial e entrou em campo na primeira rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. No entanto, isso não foi suficiente para que o jogo contra o Joinville acontecesse. A decisão dos tribunais chegou às mãos do quarto árbitro e a partida desta sexta-feira foi interrompida aos 17min do primeiro tempo.
Com a situação, o árbitro Marcos André Gomes da Penha encerrou o confronto após mais de 30 minutos de paralisação. O juiz entregou a súmula em branco e afirmou que a CBF será responsável por decidir se o confronto será disputado novamente ou se a Lusa o perderá por W.O.
Ampliar

Torcedores da Portuguesa protestam contra STJD14 fotos

11 / 14
14.12.2013 - Torcedores da Portuguesa sentam e fecham a Av. Paulista contra possível perda de pontos Guilherme Palenzuela / UOL

O pai dos fãs do esporte



"Bandeirantes, o canal do esporte!"
Você conhece a frase. Talvez já tenha dito alguma vez quando alguém isolou a bola durante uma pelada.
Hoje existem múltiplos canais esportivos. A televisão por assinatura possibilita falar mais e melhor aos nichos.
Luciano do Valle fez isso na televisão aberta. Assistir ao Show do Esporte aos domingos era como ser assinante de uma TV esportiva nos dias de hoje.
O Campeonato Italiano, em sua era de ouro, abria as transmissões.
Depois dele, muitos outros esportes tomavam a tela. Não apenas os olímpicos, não apenas os mais familiares ao público brasileiro.
Muitos dos fãs de futebol americano, por exemplo, tiveram o primeiro contato com o esporte graças às transmissões de Luciano.
Luciano do Valle fez mais pelo esporte e pela cultura esportiva do brasileiro que muitas autoridades que tinham tal responsabilidade.
Como esquecer que "bateu Al Unser, bateu Al Unser"? Que "não há palavras para descrever o gol de Zico"? O "golaço desse menino que é ótimo"?
Luciano me apresentou à história das Copas do Mundo através da Copa Pelé.
Fez com que eu quisesse saber mais sobre aqueles veteranos que jogavam um torneio capaz de atrair públicos maiores que os jogos profissionais de hoje.
Aprendi, vendo e ouvindo Luciano, a amar o esporte.
O canal do esporte me ensinou a ser fã do esporte.

Laís inicia 2ª fase de tratamento, prioriza reintegração à sociedade e tira até foto com Federer



Na vida de Laís Souza, a partir de agora, cada estímulo é motivo para uma celebração. A ex-ginasta, que havia trocado a modalidade pelo esqui na neve e sofreu um acidente durante a preparação para os Jogos Olímpicos de Inverno, em Sochi, que resultou em uma grave lesão na coluna, dá uma lição de vida todos os dias. Ela permanece internada no hospital Jackson Memorial, em Miami, mas teve progressos significativos nesse período: já respira sem aparelhos, alimenta-se normalmente e diz ter sentido alguns estímulos. Porém, o que mais importa é que está voltando ao convívio com outras pessoas.
O médico brasileiro que trabalha no Hospital em Miami, Antônio Marttos Júnior, tem acompanhado o caso desde o início, a pedido do Comitê Olímpico Brasileiro. Ele tem coordenado o tratamento, ao lado de outros médicos da equipe do hospital, da fisioterapeuta e amiga de Laís, Denise Lessio. Juntamente com a família da atleta, todos têm ficado impressionados com o progresso e a vontade da paciente e, com isso, investem na terapia de ressocialização, para que ela deixe o ambiente hospitalar e perceba que tem cada vez mais razões para seguir adiante.
Esta é a segunda fase do tratamento, segundo o médico. "Ela passou pela fase crítica de forma heróica e segue lutando para ter a melhor qualidade de vida possível de acordo com as limitações que tem. Lais luta pela recuperação da parte hemodinâmica e o mais importante nesse momento tem sido a reintegração dela com a sociedade. Já saiu do hospital para alguns passeios e fez questão de tomar um pouco de sol. Conseguimos levá-la a locais públicos, sempre acompanhada da equipe médica, é claro. Sorri, canta e está muito feliz por ver que consegue fazer isso. O grande passo é a segurança que ela está ganhando com essas ações. Ela tem uma força de vontade incrível", explicou.
Na última semana, Laís foi a uma competição de atletismo, com a participação da seleção brasileira, que está em Miami, a um jogo de basquete do Heat - atual campeão da NBA -, fez exercícios na piscina, foi a um show e utilizou o metrô. Ela tem se locomovido em um carro adaptado ou em cadeira de rodas. Com isso, se sentiu viva e confiante. "Estas vitórias são muito importantes. Ela está ciente da gravidade da lesão, do duro caminho que tem pela frente e está trabalhando para conseguir a melhor condição possível. Não podemos prometer nada, alem de muito trabalho, dedicação e, acesso a tudo de mais moderno que existe e existirá na medicina. O futuro vai dizer até onde ela poderá chegar", explicou Marttos Júnior.
Divulgação - COB
Lais Souza foi a jogo do Miami Heat e tirou foto com Roger Federer
Lais Souza foi a jogo do Miami Heat e tirou foto com Roger Federer
Enquanto isso, a equipe médica não mede esforços e estuda vários métodos de tratamento até mesmo pouco comuns, pelo menos no Brasil, para que a atleta tenha progressos. Isso inclui tratamentos com células tronco e com um exoesqueleto, controlado pelo cérebro. Todos os dias, Laís passa por uma rotina árdua no setor de reabilitação de lesões medulares, com exercícios de fisioterapia motora, respiratória e terapia ocupacional.
A fisioterapia e amiga da ex-ginasta, Denise Lessio conta um pouco sobre a emoção de cada conquista. "Ver a Laís se divertir e sorrir espontaneamente, após ter passado por coisas tão sérias e em tão pouco tempo, nos motiva a buscar cada vez mais alternativas que possam beneficiá-la de alguma forma. Sem dúvida, esse trabalho de reintegração à sociedade, que estamos fazendo com ela, nos ensina muito mais, pois é incrível a forma bem humorada e positiva com que ela enfrenta tudo isso", encerrou.