domingo, 24 de novembro de 2013

Ovacionado pela torcida, Valdivia sai do banco e arruma confusão

Mesmo no banco de reserva na maior parte do jogo, Valdivia conseguiu ser um dos protagonistas da vitória do Palmeiras por 4 a 1, sobre o Ceará, neste sábado, em Campo Grande (MS). Pedido pela torcida desde que a bola rolou no estádio Morenão, o chileno só foi entrar aos 40 minutos do segundo tempo. Falou alguma coisa com Vicente, que anteriormente tinha cometido falta em Felipe Menezes e discutido com um gandula, e em troca recebeu um tapa na cara. Foi o que bastou para começar uma confusão no gramado.
- Fico feliz pelo Palmeiras ter vencido, feliz pelo reconhecimento da torcida. Sobre a confusão... Aconteceu no final, não tenho o que falar, não tem nada a acrescentar - disse o camisa 10 alviverde.
O árbitro Márcio Chagas da Silva preferiu tratar da briga entre Valdivia e Vicente, que já tinha cartão amarelo, apenas na base da conversa e encerrou logo a partida. Logo após o apito final, o chileno estendeu a mão a João Marcos, do Ceará, que se recusou a cumprimentá-lo.
Com dores na coxa direita durante a semana, Valdivia foi poupado pela comissão técnica, e começou o jogo no banco de reservas. A ideia do Verdão era nem utilizar o jogador, apenas levá-lo a campo para que ele participasse da festa pela entrega da taça do título da Série B do Campeonato Brasileiro. Entretanto, os insistentes pedidos da torcida pelo jogador desde que a bola rolou fizeram Gilson Kleina mudar de ideia.

Vasco vence o Cruzeiro no Maracanã e mantém vivo o sonho da salvação



A missão, considerada quase impossível, ficou um pouco mais provável depois deste sábado. O Vasco venceu o já campeão Cruzeiro por 2 a 1 no Maracanã e, se ainda não saiu da zona de rebaixamento, conseguiu um resultado fundamental para seguir alimentando o sonho de se livrar da Série B em 2014. Com gols do jovem Thalles e de Edmílson (Paulão descontou), o Cruz-Maltino chegou aos 41 pontos, se igualou ao 17º colocado, o Coritiba, ficando apenas um ponto atrás do Bahia, primeira equipe fora da zona de degola. Os dois rivais entram em campo neste domingo. A Raposa segue tranquila na ponta, com 75 pontos.
A torcida, se não lotou o estádio como na partida contra o Santos, compareceu em bom número e apoiou o time durante todo o jogo (32.988 pagantes, com renda de R$ 667.340,00). Sofreu por 90 minutos, mas saiu satisfeita com o resultado e esperançosa para a reta final, cantando a plenos pulmões: "Eu acredito". Na próxima rodada, o Vasco enfrenta o Náutico, também no Maracanã, no domingo. No mesmo dia, o Cruzeiro recebe o Bahia no Mineirão, em resultado que também interessa muito ao time de São Januário. O time mineiro ainda persegue o recorde de pontos de um time no Brasileiro por pontos corridos desde que passou a ser disputado por 20 clubes, que pertence ao São Paulo de 2006, com 78.
Durante a semana, o zagueiro Dedé pediu para não enfrentar o Vasco, dizendo-se apreensivo com a possibilidade de rebaixamento de seu ex-clube, pelo qual disse nutrir enorme admiração e respeito. Indiretamente, acabou ajudando mesmo. Desentrosada, a zaga formada por Léo e Paulão deu espaços ao Cruz-Maltino, principalmente no primeiro tempo, quando foi construída a vantagem no Maracanã.
Comemoração do Vasco contra o Cruzeiro (Foto: Marcelo Carnaval / Agência O Globo)Thalles e Edmílson comemoram o gol contra o Cruzeiro (Foto: Marcelo Carnaval / Agência O Globo)
Boa vantagem vascaína
Diante das circunstâncias, o início de jogo prometia tensão para os jogadores e a torcida do Vasco. Mas o jovem Thalles tratou de desarmar a bomba-relógio da forma mais simples possível: com um gol. Logo aos dois minutos, depois de cobrança de escanteio, Luan escorou, e o jovem de 18 anos marcou pela terceira vez com a camisa cruz-maltina, a primeira no Brasileiro. Sensação geral de alívio.
A vantagem, no entanto, não funcionou exatamente como um incentivo para o Cruz-Maltino se impor ao adversário. Muitos passes errados e algumas más escolhas nas jogadas deram volume de jogo ao Cruzeiro, que equilibrou as ações a partir da metade da etapa inicial. Everton Ribeiro obrigou Alessandro a grande defesa e Fagner cortou cruzamento de Vinícius Araújo quase em cima da linha. A torcida vascaína, mesmo apreensiva, não perdeu o bom humor. Nilton, ex-jogador do clube, isolou cobrança de falta e teve seu nome gritado pelas arquibancadas. Só conseguiu sorrir.
Justamente quando a Raposa pressionava mais, saiu o segundo gol vascaíno. O técnico Marcelo Oliveira decidiu poupar alguns jogadores para a partida e lançou a zaga com os reservas Léo e Paulão. O desentrosamento pesou, e o sistema defensivo foi o ponto fraco no primeiro tempo. Um bom exemplo foi o gol de Edmílson. A jogada nasceu no lado direito da defesa mineira, onde Ceará dava espaços. A bola chegou à entrada da área sem que o atacante cruz-maltino fosse importunado. Ele ajeitou e soltou a bomba, que resvalou no travessão antes de morrer no gol de Rafael.
William e Fagner Vasco e Cruzeiro (Foto: Marcelo Carnaval / Agência O Globo)William disputa a bola com Fagner no Maracanã (Foto: Marcelo Carnaval / Agência O Globo)
Cruzeiro desconta
O título já está garantido, e o Cruzeiro não tinha maiores aspirações na partida, mas o técnico Marcelo Oliveira não gostou da postura de seus comandados no primeiro tempo. Lançou Julio Baptista no lugar de Vinícius Araújo e cobrou mais atitude dos jogadores no intervalo. A equipe voltou, de fato, mais ligada e chegou a marcar um gol logo aos dois minutos, mas foi anulado por impedimento de Willian. O Vasco tentou responder, e Edmílson poderia ter matado o jogo logo em seguida, mas finalizou mal na frente de Rafael.
Thalles foi escalado por sua capacidade de movimentação e velocidade, e essas caraterísticas por pouco não renderam o terceiro gol cruz-maltino. O jovem arrancou quase do meio-campo em contra-ataque, se livrou da marcação, mas Rafael salvou na finalização. Pouco depois, o Cruzeiro diminuiu. Éverton Ribeiro cobrou falta e Paulão desviou levemente de cabeça para vencer Alessandro. Apreensão nas arquibancadas. A cada ataque do Cruzeiro, um aperto. Nos minutos finais, Edmílson ainda teve a chance de marcar o terceiro  de cabeça, mas a bola saiu por pouco. A partir dali, o time segurou a bola até o suspiro aliviado do apito final do árbitro.

Ceni bate papo com Jefferson e agradece pedidos por renovação

Rogério Ceni foi muito homenageado naquele que pode ter sido seu último jogo oficial do Morumbi. Ao fim do empate por 1 a 1 com o Botafogo (veja os melhores momentos no vídeo ao lado), mais um foguetório em alusão ao recorde de partidas pela mesma equipe: com 1117 atuações pelo São Paulo, ele superou o santista Pelé. Muito cumprimentado, inclusive por adversários, ele teve bate papo mais longo com Jefferson.
Durante a última semana, o goleiro do Botafogo admitiu que recebeu sondagens para deixar o clube no ano que vem. Levantou-se a hipótese de que uma delas teria sido do Tricolor, já se preparando para uma possível despedida de Ceni. Jefferson negou, neste domingo, que tenha sido procurado pelo clube paulista. No fim do jogo, ele foi até Rogério e pareceu explicar algo.
Ceni ouviu, respondeu, deu risada, e abraçou o adversário com direito a tapas na cabeça. Na descida para o vestiário, perguntado sobre a conversa, despistou.
- Só batemos papo.
O camisa 01, que atuou com a 10 em homenagem ao recorde, também se esquivou de falar sobre o futuro. Seu contrato terminará no dia 31 de dezembro. Inicialmente, sua ideia era se aposentar em dezembro. Porém, nos últimos meses Rogério repensou a carreira, e hoje nem mesmo dirigentes do clube sabem qual será sua decisão. Eles tentam convencê-lo a ficar.
Como tem sido praxe nos últimos jogos, os torcedores gritaram "Fica, Rogério". Em vez de comentar o que vai fazer, o capitão tricolor apenas agradeceu.
- Eu agradeço. Era uma noite de chuva, difícil, num jogo de um campeonato em que o São Paulo não tem mais como chegar à Libertadores. Não sobe nem desce, é atípico para o torcedor que está acostumado a sempre ver o São Paulo brigar por alguma coisa - disse. Pouco mais de 12 mil pessoas foram ao Morumbi.
Caso o goleiro-artilheiro realmente se aposente, e o time não se classifique para a final da Copa Sul-Americana (precisa vencer a Ponte Preta por três gols de diferença na quarta-feira), este foi o último jogo oficial de Ceni no Morumbi. Na última rodada do Campeonato Brasileiro, o São Paulo terminará de cumprir a punição pela briga de seus torcedores com corintianos, e vai enfrentar o Coritiba fora de seu estádio.
O capitão ainda comentou sobre mais um protesto do Bom Senso F.C.. Antes da partida, os atletas se ajoelharam e ficaram de braços cruzados. Eles cobram da CBF uma posição sobre suas reivindicações por um calendário mais bem distribuído para equipes grandes e pequenas, e por maior responsabilidade financeira dos clubes.
- A CBF, às vezes, se faz de boba. Se quem manda não está pensando, nós estamos fazendo nossa parte. Se esse descaso continuar, não sei onde isso vai parar.
Rogerio Ceni jogo São Paulo e Botafogo (Foto: Rubens Chiri / saopaulofc.net)Rogério Ceni bateu recorde de Pelé e foi homenageado no Morumbi (Foto: Rubens Chiri / saopaulofc.net)

Saulo, goleiro do Sport, manda recado aos rivais: 'O papai voltou à Série A'

Criado na base do Sport e conhecido por se emocionar com facilidade, o goleiro Saulo teve a chance de participar do jogo do acesso à Série A. Após a vitória por 3 a 2 sobre o Boa Esporte, o jogador quase foi às lágrimas e falou sobre a volta dos rubro-negros à Série A.
- Essa torcida maravilhosa que sofreu muito e chorou no ano passado com o nosso rebaixamento, agora, enfim, pode comemorar porque o Sport está de volta.
Deixando a emoção tomar conta de si, o goleiro rubro-negro ainda mandou um recado aos que torceram contra o Sport.
- Meu recado aos 'secadores' é: o papai voltou - disse, referindo-se ao apelido que os torcedores do Sport colocaram no time: 'papai da cidade'.
saulo sport (Foto: Aldo Carneiro / Pernambuco Press)Saulo manda recado aos rivais do Sport: 'O papai voltou' (Foto: Aldo Carneiro / Pernambuco Press

Neto Baiano cumpre promessa pelo acesso e já sonha bem alto para 2014

Com um estilo falastrão fora de campo, o atacante Neto Baiano não demorou muito a cair nas graças do torcedor do Sport. É claro que os gols ajudaram para que a relação se fortalecesse em tão pouco tempo, mas as promessas feitas e cumpridas fizeram com que o camisa 39 fosse adquirindo a confiança das arquibancadas. Entre as várias promessas feitas por Neto, uma delas era de que o Sport subiria para a Série A do Campeonato Brasileiro. Afirmou não ter dúvidas. E de fato estava certo. O Leão venceu o Boa Esporte neste sábado e contou com a ajuda dos adversários diretos para garantir o acesso com uma rodada de antecedência. E o atacante não decepcionou: deixou sua marca.

Ao lado de Marcos Aurélio, Neto Baiano tem sido muito elogiado pela torcida nas últimas partidas. São sete gols em 12 jogos com a camisa do Sport sendo titular em oito deles. Para Neto, a boa fase se dá justamente pelo otimismo que tem. Ele fala aos companheiros tentando motivá-los e também nas entrevistas coletivas. Muitas vezes as declarações são interpretadas como soberba, mas ele garante que tudo é estrategicamente calculado.

- Sempre friso que temos que ter pensamento positivo como eu sempre tive de vencer e aqui pude conseguir ajudar a levar o Sport para a Série A. Quando pensamos assim as coisas acontecem. Sempre fui de falar e conseguir os títulos. Acho que tem sempre que pensar para a frente.
Boa x Sport (Foto: Elton de Castro)Neto Baiano cumpriu a promessa e deu acesso ao Sport (Foto: Elton de Castro)
Como não poderia ser diferente, o acesso encheu Neto Baiano de alegria e de orgulho por ter conseguido atingir o objetivo traçado, mas um outro sentimento se inflou também no atacante. Claro, a esperança. Já visando 2014, ele acredita que o Sport não pode pensar pequeno na temporada e nem na Série A. Mira os títulos da Copa do Brasil, Copa do Nordeste e Campeonato Pernambucano e sonha alto para o Brasileirão.

- Temos sempre que prometer que vamos brigar pelo título. O Sport é grande, já foi campeão da Copa do Brasil. Teremos a Copa do Brasil, a Copa do Nordeste e o Campeonato Pernambucano e no Brasileirão não podemos entrar pensando em fazer 45 pontos para não cair. É uma vergonha pensar em só fugir do rebaixamento. Temos que entrar pensando alto.
O Sport é grande, já foi campeão da Copa do Brasil. Não podemos entrar pensando em fazer 45 pontos para não cair. É uma vergonha pensar em só fugir do rebaixamento. Temos que entrar pensando alto"
Neto Baiano, sobre 2014
Apesar dos planos para 2014, Neto sequer sabe se permanecerá no Recife. Emprestado ao Sport pelo Goiás, o atacante tem o desejo de continuar e prometeu brigar para conseguir.

- Pretendo renovar aqui e ficar por muito tempo. Depende da diretoria do Sport, do Goiás e da minha vontade, que é de ficar. Vamos ver no que vai dar. Depende até mais de mim. Se a diretoria fizer uma proposta agradável que seja boa para mim e para a minha família eu renovarei.

Boa praça, Neto Baiano não precisou de muito tempo para se adaptar ao Recife e ao Sport. Teve a ajuda de dois amigos que já estavam há mais tempo no clube. O primeiro deles foi justamente o responsável pela sua ida para a Ilha do Retiro.

- Além da vontade que eu já tinha de jogar no Sport, vim porque o Geninho é um grande amigo meu e uma pessoa que me indica sempre aonde vai. Tenho um carinho muito grande por ele. Não tenho palavras para falar dele e do seu auxiliar Ridênio Borges. São amigos e estão marcados na minha vida.
Neto Baiano - Sport (Foto: Aldo Carneiro/Pernambuco Press)Neto Baiano quer seguir no Sport em 2014
(Foto: Aldo Carneiro/Pernambuco Press)
Além do aval do técnico, Neto Baiano teve também o aval do craque do time, o atacante Marcos Aurélio, com quem já jogou no Atlético-PR em 2006. A amizade dos dois é grande fora dos campos e dentro dele a parceria resultou em gols para o Sport.

- É como eu falei há um tempo: quem não souber jogar com ele (Marcos Aurélio) é melhor pegar a chuteirinha e ir embora. Ele é um cara que joga bem, finaliza bem e dá muitas assistências. E além disso é muito gente boa. É companheiro e não tem maldade nenhuma no coração. Marcos é muito especial para mim. Temos uma amizade que eu conservo - destaca o atacante rubro-negro na expectativa que a parceria volte a ocorrer no próximo ano na Ilha do Retiro.

B. Maia minimiza falha e quer melhora: 'É arrumar motivação não sei da onde'

A marca piorou. Agora são seis jogos do Avaí sem vitória na Série B. Neste sábado, o Leão da Ilha foi derrotado para o ABC por 1 a 0, fora de casa, e acumulou o jejum na competição. O resultado garantiu o time potiguar na Segundona e, agora, a equipe do técnico Hemerson Maria tem uma rodada para terminar com uma história diferente.
O gol da derrota nasceu de uma falha da defesa. Ao tentar sair jogando, o zagueiro Bruno Maia errou e a bola acabou ficando com Erick Flores, que atuou no Avaí na última temporada. O meia tirou de Tiago e definiu a partida.
- Meu jeito de jogar sempre foi assim, primeiro lance que erro assim em 30 jogos, que origina um gol, é levantar a cabeça, não dá para baixar a cabeça – disse, em entrevista à rádio CBN/Diário.
ABC x Avaí, no Estádio Frasqueirão, em Natal (Foto: Augusto Gomes)Bruno Maia falhou e Erick Flores marcou o gol da vitória do ABC diante do Avaí (Foto: Augusto Gomes)

 Apesar do revés, o Avaí teve chances durante a partida, mas não marcou. Segundo Maia, para acabar com a fase negativa, é preciso arrumar forças. O zagueiro só não sabe de onde.
- Tentamos, peço desculpas, o time buscou, tentamos buscar um bom futebol, não conseguimos, é levantar a cabeça e vencer no sábado. Não pode baixar a cabeça, é difícil, mas vamos arrumar motivação não sei da onde, mas vamos – garantiu o jogador
No próximo sábado, no estádio da Ressacada, o Avaí encara o Boa Esporte, outra equipe sem pretensões dentro da Série B. O duelo, último do ano, é a despedida da torcida em um 2013 de altos e baixos. 

Adeus à Arena Joinville na Série B foi com honra e dignidade, diz B. Costa

O último jogo na Arena Joinville na Série B ficou longe de ser brilhante. Mas ao menos o JEC fez sua parte e deu a vitória aos pouco mais de dois mil presentes no estádio. Na sexta-feira, bateu o América-MG por 2 a 1, com gols de Fernando Viana e Vitor Hugo, contra, eliminando os mineiros da competição.
Titular da zaga, Bruno Costa classificou a importância de terminar a competição vencendo. Mesmo sem mais chance de acesso, o Joinville foi honrado, afirmou o defensor.
- Nossas pretensões foram encerradas na rodada anterior, mas sabíamos que tínhamos que terminar com dignidade no mínimo, honrar a camisa do Joinville. Então a gente pode sair com a vitória superimportante aqui da Arena. Agora é trabalhar e pensar no próximo torneio (Copa Santa Catarina) – disse à rádio Cultura.
Joinville x América-MG (Foto: Divulgação/Joinville)Vitória do Joinville saiu no segundo tempo, com dois gols (Foto: Divulgação/Joinville)

Pela Série B, o Joinville volta a campo no próximo sábado, contra o Ceará. O duelo pode definir a classificação ou a eliminação dos atletas na competição. Antes, o Tricolor encara o Guarani de Palhoça na terça-feira, pelo quadrangular da Copa Santa Catarina.

Água no chope: Chapecoense cala torcida no Romeirão e complica Icasa

Icasa, Chapecoense, Série B, Romeirão (Foto: Normando Sóracles/Agência Miséria de Comunicação)Icasa não conseguiu vencer marcação da Chape
(Foto: Normando Sóracles/Ag. Miséria de Comunic.)
A torcida fez muita festa. Os jogadores tinham discurso cauteloso, mas firme. E toda a cidade de Juazeiro do Norte acrediava que o Icasa sairia do jogo deste sábado, contra a Chapecoense, pela 37ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro, dependendo de um mero empate para garantir o acesso no derradeiro jogo de 2013. Mas, em campo, a situação foi bem outra. Os catarinenses impuseram forte marcação e saíram com a vitória do Romeirão: 2 a 1.
Nem mesmo o clima de fé que rodeava todo o estádio foi suficiente. A ajuda dos céus não sustentou a ansiedade do Verdão do Cariri. À medida em que o relógio foi denotando o passar do tempo, os jogadores deixaram de lado o esquema tático e foram ao ataque de qualquer forma, mas sem resultado.
Os chapéus - símbolo dos romeiros em Juazeiro - erguidos pelos torcedores no início da partida foram guardados e o Icasa precisará de uma vitória fora de casa, na última rodada, e mais uma combinação de resultados para subir de divisão. Tudo porque o artilheiro Bruno Rangel e Paulinho Dias maracaram para a Chapecoense, que já está garantida na Série A. Chapinha fez o tento dos donos da casa.
Na última rodada, o Icasa vai a Curitiba encarar o Paraná, no sábado (30), às 17h20m (horário de Brasília). Já a Chape joga com o Palmeiras, em casa, no mesmo dia e horário.
Ataque sem objetividade
Nos primeiros 15 minutos, quem esperava um Icasa arrasador viu um time mais comedido e preocupado em não errar as jogadas. Mesmo assim, Chapinha e Juninho Potiguar arriscaram chutes de fora da área, sem muito perigo. A Chapecoense sentia dificuldades em chegar ao campo de ataque. Uma única vez, a bola quase sobra para Bruno Rangel.
Mas a partir do minuto 17, o panorama do jogo foi mudando aos poucos. O Verdão do Cariri foi aumentando a pressão em uma crescente. Pelas laterais, Neilson e Gustavo ameaçavam com cruzamentos precisos. Aos 16 minutos, Juninho Potiguar criou a melhor jogada do primeiro tempo. Ele avançou pela direita, driblou dois zagueiros e cruzou. Danilo espalmou e a bola ainda bateu na trave.
A Chape, por sua vez, resolveu ousar mais quando se sentiu ameaçada. Potita e Bruno Rangel se mostraram mais agudos a partir dos 20 minutos. Resolveram arriscar chutes e também cruzamentos. O técnico Gilmar Dal Pozzo usou de pura tática para dar poucos espaços à equipe alviverde e, ao mesmo tempo, sair em contra-ataques que levavam certo perigo à meta de João Ricardo.
No entanto, a pressão icasiana não resultou em muita coisa na primeira etapa. Mesmo com os gritos de incentivo dos torcedores com seus chapéus de palha em riste, o ataque do Icasa não produzia a contento. Enquanto isso, a Chape se aproveitava para ter mais força e continuar contra-atacando. Também sem objetividade, mas com raça debaixo de um calor de 37º. E esse foi o panorama inicial...
Icasa, Chapecoense, Série B, Romeirão (Foto: Normando Sóracles/Agência Miséria de Comunicação)Das arquibancadas, torcedores acompanharam derrota do Verdão, que não esperavam em sua fé
(Foto: Normando Sóracles/Agência Miséria de Comunicação)
Ninguém esperava
E como o ataque icasiano não rendia, a bola acabou entrando do outro lado. Bruno Rangel partiu em velocidade e chutou na saída de João Ricardo. A bola ainda desviou em Naylhor e parou no fundo das redes: 1 a 0 para os visitantes.
Ao Verdão do Cariri, só restava pressionar ainda mais. E na base do esforço de Chapinha, o empate veio seis minutos depois. Ele precisou chutar duas vezes para vencer a defesa catarinense.
A partir daí, o jogo ganhou uma emoção que não vinha apresentando até então. Icasa e Chape se revezavam em jogadas perigosas. E ao passo que o tempo corria, o Romeirão se tornava uma enorme panela de pressão: quente dentro e fora de campo.
Neste contexto, a bola parou no pés de Paulinho Dias. Ele, sem pensar duas vezes, arriscou chutaço de longe e venceu o goleiro João Ricardo: 2 a 1. Eram 23 minutos da etapa final e a torcida começava a ver a vantagem alviverde na tabela se esvair. Mesmo assim, embora tivesse episódios de silêncio, conseguia forças para gritar pelo Verdão.
Sem esquema tático e na raça, o Icasa atendia ao pedido da torcida. Chapinha, o mais ativo no setor ofensivo da equipe cearense, teve boa oportunidade quando chutou da pequena área, mas viu o zagueiro da Chapecoense salvar o empate.
Aos 40 minutos, os catarinenses administravam a vitória e se fechavam para impedir que o Icasa chegasse, pelo menos, ao 2 a 2. O estádio já era também mais silencioso. Os torcedores já não balançavam seus chapéus, que deveria ser o símbolo da raça e da fé sertaneja. Alguns arriscavam o coro de 'Eu acredito!', mas sem a mesma força do início da partida.
Igual ao Verdão do Cariri, que viu o árbitro indicar o centro do campo, onde a esperança começou a acabar. A Chape saiu de campo como a coadjuvante indigesta.

Após vitória, Rangel descarta 'ajuda' a rivais: 'Jogamos pela Chapecoense'



Artilheiro da Série B, Bruno Rangel não perdoa nenhum adversário. E desta vez, não poupou o time do Icasa, que luta pelo acesso à Série A. O atacante deixou a sua marca, pela 30ª vez, e, de quebra, com a vitória por 2 a 1, ajudou o Figueirense. Contudo, Rangel diz que atua para ajudar outras equipes, mas sim pelo seu clube.(Confira o gol de Rangel no vídeo ao lado)

A Chapecoense venceu e garantiu o segundo lugar na tabela da Série B do Brasileiro. O placar de 2 a 1 fez o time do Figueirense, rival catarinense, em uma situação confortável na luta pelo acesso. Com a derrota do Icasa, o time de Florianópolis ganha a posição da equipe cearense.

— Não. Nós jogamos pela Chapecoense, se vai ajudar ‘a’ ou ‘b’, não interessa, é nosso nome que está em campo, isso foi pelo torcedor, família, independente de quem ajudar. Hoje a Chapecoense ganhou, jogamos para nós mesmos, não jogamos para Figueirense, Sport ou Ceará — disse ao canal PFC.

Com a vitória, a Chapecoense chegou a marca dos 69 pontos na Série B. O time retorna para Chapecó, onde, no próximo sábado, encara o Palmeiras, pela última rodada da Segundona 2013.

Soares vê triunfo sobre o Icasa como 'vingança', após único revés em casa

Soares desabafou após a vitória por 2 a 1 sobre o Icasa, na tarde deste sábado. Apesar de já estar garantida na elite do futebol brasileiro, a Chapecoense queria vingar a única derrota que sofreu em casa, justamente para o Icasa, na 18ª rodada, pelo mesmo placar. Por isso, o triunfo em Juazeiro do Norte serviu como alívio e dever mais do que cumprido nesta Segundona do Campeonato Brasileiro.
– Estava engasgado. Eu particularmente fiquei p*, perdemos em casa para eles no único jogo que perdemos em casa – falou Soares à rádio Super Condá.
O atacante que entrou no segundo tempo, e deixou Bruno Rangel livre para fazer seu segundo gol na partida, mas mandar para fora, relata que vencer o Icasa no campo deles não foi nada tranquilo, ainda mais sob forte calor e o apoio da torcida local.
– Não é fácil jogar aqui, pressão deles, mas soubemos trabalhar a bola e sair daqui com uma vitória.

sábado, 23 de novembro de 2013

Brasileirão Série A

19h30 Criciúma 1x1 Vitória
19h30 Vasco 2x1 Cruzeiro
21h00 Atlético-MG 4x1 Goiás

Argentino

18h00 Argentinos Juniors 1x1 Quilmes
20h10 Olimpo 1x0 Rosario Central
21h20 Atlético Rafaela 2x2 San Lorenzo

Brasileirão Série B


16h20 Icasa 1x2 Chapecoense
17h20 Palmeiras 4x1 Ceará
17h20 Paysandu 0x1 Bragantino
17h20 ABC 1x0 Avaí
17h20 Guaratinguetá 3x4 Paraná Clube
17h20 Oeste 2x4 Atlético-GO
17h20 Boa Esporte Clube 2x3 Sport
21h00 São Caetano 2x2 América-RN

Português



16h15 Benfica 1x0 Braga
18h15 Porto 1x1 Nacional da Madeira

Italiano

15h00 Hellas Verona 0x1 Chievo Verona
17h45 Milan 1x1 Genoa
17h45 Napoli 0x1 Parma

Francês

14h00 Reims 0x1 PSG
17h00 Lyon 1x1 Valenciennes
17h00 Sochaux 1x1 Bastia
17h00 Rennes 1x1 Bordeaux
17h00 Evian 0x4 Lorient
17h00 Montpellier 1x1 Guingamp

Espanhol

13h00 Barcelona 4x0 Granada-ESP
15h00 Real Sociedad 4x3 Celta
17h00 Almería 0x5 Real Madrid
19h00 Atlético de Madri 7x0 Getafe