sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Na estreia de Dorival Jr, Flu vence Náutico, encerra jejum e sai do Z-4



O calvário tricolor chegou ao fim. Na noite desta quinta-feira, na estreia do técnico Dorival Júnior, o Fluminense venceu o lanterna e já rebaixado Náutico por 2 a 0, no Maracanã, e deixou a zona do rebaixamento do Campeonato Brasileiro. De quebra, encerrou o jejum de nove partidas sem vitória e deu novo ânimo ao seu torcedor na luta contra a queda. Os gols foram marcados por Wagner e Samuel, um em cada tempo.
Diante disso, a expectativa é de estádio lotado no domingo, quando o Tricolor novamente atuará no Maracanã, no duelo contra o São Paulo, às 17h. Nesta noite, a torcida compareceu em bom número - 26.498 pagantes (30.844 presentes) e apoiou a equipe. Chegou a demonstrar irritação logo no início do jogo com longa troca de passes no campo na defesa, mas trocou as vaias pelo incentivo assim que Digão e Leandro Euzébio abriram os braços e pediram calma.
Wagner comemoração jogo Fluminense x Náutico (Foto: André Durão / Globoesporte.com)Wagner recebe o abraço de Gum logo após marcar um golaço (Foto: André Durão / Globoesporte.com)
Paciência é algo que Wagner, autor de um belo gol no jogo, sabe que jogadores e torcedores terão de ter no atual momento do Flu. Apesar da vitória, que levou o time aos 39 pontos, na 16ª colocação, o Tricolor está longe de estar livre do risco. Tem a mesma pontuação do Bahia, primeiro do Z-4.
- Nossa comemoração vai ser sair dessa zona desconfortável. Comemorar mesmo só quando estivermos lá longe – disse o meia Wagner, que pouco festejou seu gol e demonstrou enorme alívio ao marcá-lo.
O Náutico, por sua vez, apenas cumpre tabela na competição. Com somente 17 pontos, está rebaixado há três rodadas e, mesmo se vencer todas as quatro partidas que faltam, não deixará a última posição. São 25 derrotas e apenas quatro triunfos em todo o campeonato. No Maracanã, deu novamente provas de sua fragilidade, com erros em demasia, e destempero, com Alison sendo expulso no fim do jogo por entrada desleal em Rafinha.
- Não saio satisfeito pelo resultado que o Náutico teve. Queremos sair dos 17 pontos, mas está complicado. Ao menos fico feliz pelo reconhecimento da torcida do Fluminense, isso é gratificante para qualquer profissional - disse o goleiro do Náutico, Ricardo Berna, ex-atleta do Flu e que teve seu nome gritado pelos torcedores tricolores.
Golaço de Wagner abre o caminho
O Fluminense foi a campo com uma formação diferente em relação a quem vinha sendo adotada por Vanderlei Luxemburgo, demitido na última segunda-feira. Com apenas dois dias de treino, o comandante preferiu colocar o zagueiro Digão na lateral esquerda e o volante Willian à frente dos zagueiros, dando maior segurança ao setor defensivo. O time, de fato, não correu riscos no primeiro tempo. A única finalização do Náutico ocorreu aos 42 minutos, com Rogério, em chute defendido por Diego Cavalieri.
Na frente, o time demonstrou nervosismo, errando passes fáceis – foram 17 na etapa, mas ao menos a escalação com Rhayner e Marcos Júnior abertos pelas pontas deixaram o time mais veloz. Wagner apareceu bem no jogo, arriscando as jogadas e os chutes de fora da área. Foi premiado com lindo gol aos 16, ao acertar o ângulo direito de Ricardo Berna. O ex-goleiro do Tricolor ainda salvou o Timbu em cobrança de falta de Rafael Sobis, defendida em dois tempos.
Oportunismo de Samuel liquida o jogo
Porém, aos 5 do segundo tempo Ricardo Berna não conseguiu evitar. Samuel, que substituiu o lesionado Marcos Júnior no intervalo, aproveitou rebote do arqueiro e empurrou para o fundo da rede. O gol, embora no começo da etapa complementar, liquidou completamente o Náutico, que não esboçou reação. O técnico Marcelo Martelotte chegou a colocar o jovem Saulo, de apenas 16 anos, em campo, já visando um processo de renovação do elenco.
O Fluminense, ao contrário de outros jogos, não correu riscos. O goleiro Diego Cavalieri foi ameaçado somente aos 39, ao espalmar chute perigoso de Diego. Com autoridade e calma, o time tocou bem a bola e controlou a partida. Jean, de fora da área, quase ampliou, mas parou em Berna. No fim, o Flu ainda ficou com um a mais, após a expulsão de Alison em carrinho criminoso em Rafinha.

Após revés, elenco do Bahia pede união de forças contra o rebaixamento

Um derrota com um significado muito maior. Uma goleada de deixar o torcedor de cabeça quente. O revés de 3 a 0 diante do Santos, nesta quinta-feira, no Pacaembu, pode custar muito caro ao Bahia. A tendência é que o Bahia feche a rodada na zona de rebaixamento.

Sem vencer há sete partidas, o abatimento do elenco era evidente, após o apito final. Cientes da situação, os jogadores já começaram a se preparar psicologicamente para a próxima partida, contra o Náutico. Um dos poucos destaques do time, o goleiro Marcelo Lomba foi de poucas palavras e pediu união para a partida contra o lanterna, no próximo domingo.

- Temos que recuperar. Preciso unir forças para domingo vencer o Náutico. Temos que recuperar - disse.

Seguindo a mesma linha, o volante Hélder pediu um grupo unido e destacou que ainda considera que o Bahia depende das suas próprias forças para se livrar da degola.

- Temos que unir forças. Menos com o Fluminense vencendo hoje, nós só dependemos de nós mesmos. Temos que ganhar do Náutico e da Portuguesa, e depois contra Cruzeiro e Fluminense, acho que só vamos precisar de um ou dois pontos – disse.
- Durante o jogo, nós criamos e não marcamos. Eles criaram e marcaram. Isso aconteceu no primeiro tempo e a mesma coisa no segundo. Os caras fizeram e mataram o jogo - disse o volante.
Já o zagueiro Titi disse que o Bahia foi a campo já ciete de que o resultado era fundamentla para não terminar a rodada em uma situação complicada. Ele lamentou o momento, mas pediu foco no próximo adversário.
- Sabíamos que uma derrota nos colocaríamos em uma situação difícil na competição, agora temos que pensar no jogo de domingo contra o Náutico e temos que sair da situação - disse.

- Nossa situação é preocupante. Sabíamos que o resultado era importantíssimo. Infelizmente entramos em uma zona que não queríamos, agora é pensar no Náutico e tentar sair dessa situação - completou
O zagueiro Demerson lamentou a goleada e pediu tranquilidade. Para ele, é preciso manter o equilíbrio para se livrar da degola faltando apenas quatro jogos.

- É um resultado que não esperávamos. Começamos bem, criamos, e, ao meu ver, não tivemos sorte na conclusão. Eles fizeram os gols. Agora temos que ter tranquilidade, já que pela primeira vez entramos nessa zona. Não podemos culpar ninguém. Temos que nos fechar e fortalecer o grupo. Claro que o torcedor não está satisfeito, mas temos que ter cabeça no lugar, porque se não estivermos todos juntos não sairemos do lugar – alertou o defensor.

Já o atacante Wallyson admitiu que é o momento dos jogadores chamarem a responsabilidade. Ainda segundo ele, o Bahia precisa se precaver para enfrentar um Náutico reforçado por uma possível “mala-branca”, um incentivo financeiro.

- Temos que botar a cara para as consequências. Nossa equipe teve sempre no meio da tabela e no momento que não podia entrar, entrou na zona. Mas agora é esfriar a cabeça porque matar o Náutico. Sabemos que eles vão receber muito dinheiro para tirar pontos da gente e temos que estar mais preparado e nos falarmos mais durante o jogo. Se a gente não chama o companheiro, não conversa, fica mais difícil – disse o atacante.

Nesta sexta-feira, o Bahia embarca ao 12h (horário de Brasília) para Recife, onde no domingo, enfrenta o Náutico, na Arena Pernambuco.

Reunião semana que vem deve definir permanência de Cuca no Atlético Mineiro


Não é verdade que Cuca deixará o Atlético depois do Mundial de Clubes. Ou pelo menos esse não é o caminho definido pelos dois lados, time e técnico, neste momento. Há uma reunião agendada para a próxima semana entre o presidente do Galo, Alexandre Kalil, e o procurador de Cuca, Eduardo Uram. Os dois lados têm convicção de que a renovação de contrato é o melhor caminho para os dois lados.
A pergunta sobre qual a chance de Cuca deixar o Atlético em janeiro tem a resposta na ponta da língua de ambos os lados: "A chance é zero!"
Tudo indica que Cuca renovará o contrato com o Atlético. E a definição deve começar a acontecer na semana que vem. 

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Brasileirão Série A



19h30 Santos 3xo Bahia
21h00 Atlético-MG 2x1 Internacional
21h00 Fluminense 2x0 Náutico

O encontro das lendas Royce Gracie e GSP



Desembarquei nesta quarta-feira em Las Vegas e fui logo ao treino aberto do UFC 167. Quem abriu os trabalho foi Georges St Pierre, protagonista do evento que acontece neste sábado. Ele enfrentará Johnny Hendricks.
Assim que entrei no Teatro Hollywood, no MGM, palco daquela atividade do UFC, tive a mesma surpresa que os dezenas de jornalistas presentes: GSP treinava de kimono com Royce Gracie. Ah, vale ressaltar, eles entraram no tatame com um "trenzinho Gracie", a mesma forma que Royce entrava em suas lutas no show.
Claro que o treino foi apenas uma movimentação dos atletas para as fotos e vídeos, e uma das últimas atividades de GSP antes da pesagem desta sexta.
Mas, ao fim do treino, o canadense reverenciou várias vezes o filho do Grande Mestre Hélio Gracie e confessou que se tornou lutador de MMA graças a ele.
GSP relembrou ainda que a primeira vez que assistiu uma luta do UFC foi em um churrasco, em sua adolescência, através de uma fita VHS. Ele exaltou a bravura de Royce ao subir no octógono para fazer lutas contra adversários maiores, com poucas regras e em combates sem limite de tempo. "Eu não teria coragem para fazer isso", confessou o atual dono do cinturão dos meio-médios, fascinado com a presença do ídolo.
Veja no vídeo abaixo alguns momentos entre as duas lendas, uma do passado e outra do presente. Um momento emocionante onde uma das maiores estrelas do evento - maior vendedor de ppv, um dos maiores salários e dono do maior reinado da atualidade - reverencia um brasileiro que foi um dos principais responsáveis pela explosão do MMA, que influenciou muitos campeões e mudou a vida de muitas pessoas.
Veja as imagens do encontro entre as lendas do MMA George St.Pierre e Royce Gracie!

A hora de ir para o pau e a grande definição para o árbitro Alício Pena Júnior: babaca!

Há xingamentos para os quais você nem liga. Outros tocam fundo pela exatidão, pela escolha absolutamente precisa sobre aquilo que se pretende dizer. É o caso da definição do zagueiro Chicão sobre a atittude do árbitro Alício Pena Júnior. Ao saber que os 22 jogadores de São Paulo x Flamengo pretendiam cruzar os braços logo após o apito inicial, manifestação contra o descaso da CBF em relação às pretensões do movimento Bom Senso F. C., o que fez Alício Pena Júnior? Ameaçou os 22 com cartões amarelos.
E Chicão, em vez de xingar a mãe do árbitro, tão habituada a ouvir o palavrão das arquibancadas, definiu Alício em um palavra mais sutil: babaca! Não há adjetivo mais ofensivo, porque não há outro mais exato. Alício é parte de um futebol falido, que não leva mais de 14 mil torcedores em média às arquibancadas e que finalmente tem gente movendo-se para melhorar a situação. A dele, inclusive. Alício dá Pena!
Mas se Chicão decidisse xingar sua mãe, provavelmente o árbitro sorriria, sabedor que ela teve a vida mais digna que o destino lhe permitiu. Que o xingamento não faria o menor sentido.
Já quando alguém o chama de babaca e você sabe que acabou mesmo de executar uma imensa babaquice, então o adjetivo aparentemente inofensivo toca o fundo da alma -- dos que ainda a mantêm, é claro. Estes não precisam se intimidar. Se a punição for o cartão amarelo, que seja. E que os clubes ajudem os craques do movimento Bom Senso F.C., assumam os riscos juntos, que os dirigentes insatisfeitos com o modelo atual protestem juntos. E deem cartão vermelho para os tolos, os idiotas, os inocentes, os f.d.p e também para os babacas.
Que expressão bem dita pelo zagueiro Chicão! Alício dá Pena Júnior foi mesmo um babaca!


Noite dos braços cruzados mostra porque é tão difícil esperar bom senso dos árbitros de futebol

A manifestações dos jogadores foi legítima e pacífica. Realmente pacífica. Nada parecido com o arremesso de ovos por torcedores do Botafogo no time que desembarcava após a derrota para o Internacional. Atitude que, aliás, não deu em nada. No jogo seguinte o time passou perto de perder para a Portuguesa no Rio de Janeiro, pois a Lusa teve um gol mal anulado.
Os atletas de futebol, finalmente unidos de verdade em busca do objetivo comum, resolveram cruzar os braços após o apito inicial. A manifestação se repetiu nos jogos da noite de quarta-feira. Se alcançarem seus objetivos, esses jogadores darão enorme contribuição não só a eles mesmos como aos companheiros que ganham pouco e passam boa parte do ano sem emprego.
Caso suas reindicações sejam atendidas, além de vermos os poderosos cartolas não tão poderosos assim, o espetáculo deverá melhorar, o trabalho das comissões técnicas e dos treinadores poderá ser mais bem desenvolvido e o torcedor irá lucrar também. Nesse cenário que se desenha, todos os envolvidos com o futebol ganharão, até os árbitros e auxiliares. Isso mesmo, até os homens do apito.
Assim como os atletas são obrigados a viajar e jogar muito em curtos períodos, os juízes de futebol e seus bandeirinhas passam pela mesma situação. Há semanas nas quais alguns deles vão a campo sem a recuperação física adequada, sem o tempo ideal para treinamento e descanso. Como acontece com os jogadores. Assim, os árbitros em geral deveriam apoiar tal iniciativa de quem joga futebol.
Mas o que se viu foi uma ameaça de advertência coletiva. Um festival de cartões amarelos logo após o início de um cotejo — clique aqui e leia mais. Tão patética situação não ocorreu graças à criatividade dos atletas. Dá nojo tamanha subserviência aos chefetes do futebol, além do autoritarismo diante dos atletas, como se fossem meros bonecos manipuláveis.
Pois se um dia eles o foram, pelo jeito não são mais. Mas no apito tal postura resiste. Patéticos!
Gazeta Press
Jogadores do São Paulo e Flamengo entram em campo com faixa do protesto do Bom Senso
Jogadores do São Paulo e Flamengo entram em campo com faixa do protesto do Bom Senso: faltou isso ao apitador

Pigossi avança para as quartas no ITF de Rio Preto

São José do Rio Preto (SP) - A paulista Laura Pigossi, cabeça de chave 1, eliminou Juliana Cardoso, por 7/5 e 6/1, e avançou para as quartas de final da 2ª etapa do Circuito Feminino de Tênis do Estado de São Paulo, que é disputado nas quadras de saibro do Clube Monte Líbano. Ela tenta manrter agora seu favoritismo sobre a rio-pretense Ana Paula Saviole, que passou por Laura Cardone, por 6/1 e 7/6 (7-3).

A cabeça 2, Eduarda Piai, também teve primeiro set difícil antes de eliminar Ingrid Martins, por 7/5 e 6/1, enquanto a cabeça 3, Gabriela Cé, bateu Rafaela Francisquiny, por duplo 6/0. Eduarda vai enfrentar a paulistana Nathaly Kurata, quinta principal inscrita, que eliminou Alory Pereira, por 6/0 e 6/1. Em busca do segundo título consecutivo na cidade, Cé jogará com a argentina Guadalupe Rojas, que fez duplo 6/2 sobre Emily Chang.

Já Isabella Camargo, 17, também de Rio Preto, perdeu para Nathalia Rossi, por 6/4 e 6/0. Nathalia vai duelar nas quartas de final com a gaúcha Suellen Abel, que contou com a desistência da paulistana Giovana Tomita, que reclamou de dores no ombro direito, após ter perdido o primeiro set por 7/6 (7-3). O torneio vale pontos no ranking da WTA (Associação das Tenistas Profissionais) e distribui premiação de US$ 10 mil.

A segunda edição do Circuito Feminino de Tênis do Estado de São Paulo é apresentada pela Usina Colombo/Açúcar Caravelas por meio da Lei Paulista de Incentivo ao Esporte, através do Governo do Estado de São Paulo e da Secretaria de Esportes, Lazer e Juventude do Estado de São Paulo, e conta com o patrocínio das empresas Bebidas Poty, Inapel e Jaguar Utilidades. O apoio é da Confederação Brasileira de Tênis, Federação Paulista de Tênis e do Clube Monte Líbano de São José do Rio Preto.  A organização é do Núcleo de Desenvolvimento do Esporte e da Cultura.

Espanhola pega no antidoping não sabe se voltará

Madri (Espanha) - A espanhola Nuria Llagostera, que foi suspensa por dois anos por ter sido pega no antidoping, afirmou à EFE que não sabe se terá forças para lutar. "No momento eu não farei declarações sobre o assunto. A única coisa que posso dizer é que estou muito afetada pela situação", comentou a tenista.
"Não sei se ainda tenho forças para lutar. Em alguns dias tomarei uma decisão", complementou Llagostera, que levou uma pena de dois anos de suspensão por ter sido pega no antidoping usando metanfetamina. A substancia foi encontrada em uma amostra de urina da atleta de 33 anos durante o torneio de Stanford, em julho deste ano.
A ITF confirmou a sanção da espanhola, que não pode provar em um teste independente como a substância estimulante foi parar em seu organismo. Llagostera está afastada desde 8 de setembro, data em que foi suspensa provisoriamente, e só poderá voltar às quadras à meia noite do dia 7 de setembro.
Por causa da amostra positiva no antidoping, Nuria perdeu os pontos e a premiação conquistada no torneio de Stanford, enquanto o que foi conquistado nos torneios anteriores permanece intacto

Superquarta histórica: Raposa campeã e protesto contra cartolagem com juiz de 'bobinho'

A noite de 13 de novembro de 2013 entrará para a história do esporte bretão nacional. A pátria de chuteiras conheceu, oficialmente, mais um campeão brasileiro e também saboreou uma jornada de protesto inesquecível.
Pela primeira vez, os jogadores peitaram a cartolagem com bom senso e muita criatividade. Marcaram um gol de placa que repercutiu no planeta bola.
No Barradão, a Raposa devassa soltou o grito de campeã pela segunda vez na era dos pontos corridos do Brasileirão (ganhou em 2003). Cantado em prosa e verso, o pão de queijo simplesmente sobrou no campeonato.
Muito bem temperado pelo ‘chef' Marcelo Oliveira, chegou ao título com quatro rodadas de antecedência, acumulando 74 pontos, apenas 16 à frente do vice-líder Furacão.
Venceu 23 partidas, empatou cinco e perdeu seis. Marcou 72 gols (ataque mais positivo) e sofreu 30 (segunda defesa menos vazada, ao lado da do Galo). Aproveitamento de 72,5%. Um trovão azul.
De quase rebaixado em 2011, o Cruzeiro chegou ao título com um time homogêneo, sem grandes estrelas. Bom e barato. O clube investiu R$ 40 milhões na montagem do espetáculo, mesma quantia paga pelo Corinthians por 60% dos direitos de Pato.
O time mineiro colocou a faixa no peito após derrotar o Vitória (3 a 1). Mas nem precisava. A derrota de 2 a 1 do Furacão para o Criciúma garantiria a festa.
Antes de a bola rolar, outro feito histórico na superquarta: um protesto organizado pelo Bom Senso, movimento dos atletas que exige mudanças no esporte, contra a cartolagem do Circo Brasileiro de Futebol.
Eles cruzaram os braços. Literalmente. Os árbitros deram a saída, mas os jogadores ficaram parados por alguns segundos. Eles também entraram em campo com faixas de protesto (‘Amigos da CBF: e o bom senso?).
Houve apenas uma exceção: São Paulo x Flamengo. Ameaçados pelo árbitro Alicio Pena Júnior, que prometeu amarelar todos se cumprissem a determinação do Bom Senso, os atletas tocaram a bola de um lado para outro, enquanto sua senhoria desempenhava o papel de bobo da corte, sem saber o que fazer, correndo pra cá e pra lá. Após quase um minuto, o capitão Rogério Ceni fez final para começar o jogo.
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Pitacos da rodada 1. Depois de mais de três meses, Corinthians volta a vencer dois jogos seguidos por ‘goleada': 1 a 0 no Fluminense (domingo) e agora no Coxa - Guilherme garante o triunfo e a zona de conforto da equipe no campeonato; Tigre derruba Furacão (2 a 1) e sai da zona do agrião queimado após 12 jornadas, com direito ao 100º gol de Paulo Baier em Brasileiros; Botafogo fica no ‘oxo' com a Lusa e se complica na reta final do torneio - pela primeira vez desde a quinta rodada, time carioca deixa o seleto grupo da Libertadores (Goiás é o quarto colocado).
Sugismundo Freud. Se você quer, faça.
Pitacos da rodada 2. Na volta do rechonchudo Walter, Verdão do cerrado implode Ponte, com Sasha e Ramon, e segue na luta por vaga na Libertadores - Macaca cada vez mais próxima do inferno; depois de 653 minutos, imortal Grêmio reencontra o caminho do gol com o ‘artilheiro' Rhodolfo, continua no G4 e afunda a nau vascaína, novamente no subsolo do campeonato - Renato Gaúcho ganha vaias da torcida (14.884 presentes) ao substituir Zé Roberto, que joga a chuteira longe; Rogério Ceni desencanta após quatro pênaltis perdidos e comanda vitória do soberano São Paulo sobre o Urubu por 2 a 0 - Ademilson marcou o segundo.

Dona Fifi. Sabe-se agora por que o Palmeiras perdeu para o Paysandu e adiou a festa do bi na Série B: os jogadores ficaram os 90 minutos de braços cruzados a pedido do Bom Senso.

Gilete press. De Leonardo André, no ‘Extra': "Há dois anos no comando do Botafogo, o técnico Oswaldo de Oliveira está em contagem regressiva para trocar o Rio por Belo Horizonte na temporada do ano que vem. Oswaldo já foi procurado pelo presidente do Atlético/MG, Alexandre Kalil, para ocupar o lugar de Cuca, que comunicou ao cartola sua decisão de sair do Galo após a decisão do Mundial, no Marrocos. O técnico alvinegro fez questão de deixar a conversa para o final do Brasileiro." A conferir.

Twitface. ‘Calor entra rasgando (42 pontos) e ultrapassa Flu (36) e Vasco (37)' - manchete do jornal carioca ‘Meia Hora'. Pano rápido.

Tititi d'Aline. O fofo Ronaldo, que se encontra em Londres com a namorada Paula Morais, cresce os olhos para o mercado editorial. Ele pretende investir parte da poupança na compra dos direitos da ‘Playboy' no Brasil.

Você sabia que... o Galo e o Saci colorado já se enfrentaram 19 vezes na era dos pontos corridos do Brasileirão, com uma vitória do time mineiro e 10 triunfos da equipe gaúcha?

Bola de ouro 1. Fábio, Maye, Dedé, Léo, Egídio, Everton, Leandro Guerreiro, Lucas Silva, Ricardo Goulart, Dagoberto, Tinga, Borges, Júlio Baptista, Willian, Everton Ribeiro (na arquibancada) e Marcelo Oliveira. Uma Raposa que entrou para a história.
Bola de ouro 2. Celeste e México. Arrasaram a Jordânia (5 a 0) e a Nova Zelândia (5 a 1), no primeiro jogo da repescagem, e colocaram os pés, os braços, a cabeça, o papagaio, a milonga e a tequila na Copa de 2014. Só perdem a vaga se chover canivete na segunda partida.

Bola de latão. Mario Gobbi. Publicamente, o pródigo cartola corintiano jura que deseja renovar o contrato do ‘professor' Tite; nos bastidores, acerta os ponteiros para a volta de Mano Menezes.

Bola de lixo. Nissan. O diretor de marketing da montadora, Murilo Moreno, está vibrando com a possibilidade de o Vasco voltar para a Série B. Seria um gol de placa, ‘já que teria mais visibilidade do que ficar pelo meio da tabela' na elite. Pouco depois, a Nissan negou torcer contra. Mas o estrago já estava feito.

Bola sete. "É complicado encontrar um árbitro que chama o time do Flamengo de fraco, que manda nosso time chupar porque o São Paulo está ganhando. Ele não passa de um babaca e não pode apitar jogos do Brasileiro" (do zagueiro Chicão, sobre sua senhoria, Alicio Pena Júnior - que maravilha).
Dúvida pertinente. Por que o protesto do Bom Senso não atingiu a globalização da mídia?

Transmissão das Olimpíadas de Inverno na TV americana terá Sharapova

Reuters
Maria Sharapova passou parte de sua infância na cidade de Sochi, sede das Olimpíadas de Inverno do ano que vem
Maria Sharapova passou parte de sua infância na cidade de Sochi, sede das Olimpíadas de Inverno do ano que vem
A tenista russa Maria Sharapova é a convidada da rede de TV norte-americana NBC para comentar os Jogos Olímpicos de Inverno em 2014, que serão realizados na Rússia, na cidade de Sochi, entre os dias 7 e 23 de fevereiro.
"Como atleta olímpica, significa muito para mim os Jogos de Inverno serem disputados na minha terra. Sochi tem uma cultura e uma história muito ricas e estou ansiosa para fazer parte da família NBC e compartilhar isso com o mundo", declarou Sharapova.
A número 4 do ranking da WTA passou parte de sua infância na cidade de Sochi, mas agora vive nos Estados Unidos.
"Maria transcende o esporte como uma das estrelas mais conhecidas do mundo. Ela morou em Sochi até os seis anos de idade e ainda tem familiares e amigos lá. Ela vai nos oferecer uma perspectiva única e pessoal de um lugar que ela conhece tão bem", analisou o produtor executivo da NBC, Jim Bell.

Walewska chora em volta à seleção na Copa dos Campeões: 'Emoção nova'

 Aos 34 anos, a central Walewska voltou a se sentir como uma novata nesta quarta-feira. Sem defender a seleção brasileira de vôlei desde o fim das Olimpíadas de Pequim, em 2008, quando saiu com o ouro e anunciou sua aposentadoria da equipe para ficar mais perto da família, ela reestreou em quadra com o time nacional na vitória por 3 sets a 0 sobre a Tailândia, parciais de 25/18, 25/17 e 25/17), em duelo válido pela Copa dos Campeões, no Japão. E a lágrima que escorreu pelo seu rosto após o término do duelo evidenciou as forte emoções que a experiente atleta sentiu.

- Foi muito bacana. No início me senti fora do jogo, mas depois estava tudo normal. Passei muito tempo sem vestir essa camisa e hoje pareceu uma novidade. Estar sentindo essa emoção nova com 34 anos é legal. Sinto que as meninas estão contentes por eu estar aqui e isso me faz feliz - afirmou a atleta do Campinas, por meio de assessoria de imprensa.
Seleção brasileira feminina de vôlei, Walwska, Copa dos Campeões (Foto: Divulgação / FIVB)Walewska sente a emoção de voltar à seleção brasileira (Foto: Divulgação / FIVB)


O técnico José Roberto Guimarães já havia tentado persuadir Walewska a voltar à seleção brasileira em outras ocasiões. Desta vez, só conseguiu por se tratar de um competição curta e ter tido desfalques de última hora, como os pedidos de dispensa de Juciely, Thaísa e Gabi. Ele se mostrou bastante contente com a atuação da central.

- Tentei durante alguns anos essa volta da Walewska. É uma jogadora que ainda tem muito a oferecer para a seleção. Apesar da idade, ela sempre se cuidou. Ela é uma grande atleta e está jogando de igual para igual com qualquer jogadora no mundo. Foi importante ela ter vindo e mostrado para essa juventude o significado de vestir a camisa da seleção - comemorou.

Após vencer os Estados Unidos na estreia e a Tailândia na sequência, o Brasil encara agora a República Dominicana, equipe convidada pela organização do torneio, na sexta-feira, em Tóquio.

Cruzeiro é campeão, por 'goleada', do Campeonato Brasileiro

Clique no player e assista aos gols da partida!
Dez anos. Dez anos se passaram, e o cruzeirense, enfim, ecoou o grito de ‘é campeão!'. Desta vez, sem o Mineirão lotado daquela tarde de 30 de novembro, quando uma vitória por 2 a 1 sobre o Paysandu garantiu o segundo título nacional. O terceiro, por sua vez, veio até sem a necessidade do resultado, já que em meio ao jogo contra o Vitória, em Salvador, Marcelo Oliveira e companhia souberam da notícia mais esperada das últimas semanas: o Cruzeiro é oficialmente o campeão nacional de 2013.
Campeonato Brasileiro 2013. Campeonato Brasileiro 2003. Taça Brasil 1966. A galeria de três títulos nacionais acabou confirmada na noite desta quarta-feira por volta das 23h, mas não na capital baiana, e sim em Criciúma, com quase 3.000 quilômetros de distância. A vitória do clube catarinense sobre o Atlético-PR por 2 a 1, no Heriberto Hulse, assegurou a taça.
A notícia se confirmou no intervalo da partida no Barradão. Os últimos 45 minutos, então, foram mera formalidade. Contudo, já sacramentado como um dos campeões que menos desperdiçaram oportunidades na história dos pontos corridos, o Cruzeiro presenteou a torcida em Salvador com a 23ª vitória na Série A: 3 a 1 sobre o Vitória, gols de Willian, Júlio Baptista e Ricardo Goulart.
O Cruzeiro, na volta dos vestiários, já era o campeão brasileiro de 2013, independentemente do resultado fora de casa; encerrando um ano glorioso para Minas Gerais no futebol nacional - iniciado com o título da Libertadores do Atlético-MG e concluído com a Série A cruzeirense.
Gazeta Press
Willian abriu o placar para o Cruzeiro em Salvador
Willian abriu o placar para o Cruzeiro em Salvador
Assim como o arquirrival na competição sul-americana, que apresentou um jogo ofensivo com Ronaldinho, Bernard e Jô, o Cruzeiro se destacou no Campeonato Brasileiro pelo poderio ofensivo. O time será o primeiro desde o São Paulo de 2006 a se consagrar campeão com o melhor ataque da competição. Setenta e dois gols, ninguém balançou tanto as redes quanto o time de Marcelo Oliveira.
Enquanto se preparava para retornar dos vestiários, o elenco cruzeirense não escondia a ansiedade pelo término da partida no Heriberto Hulse. Palmas, abraços e sorrisos se espalhavam entre os jogadores. A comemoração, contudo, veio um minuto antes do reinício do segundo tempo. Confirmado o fim de jogo em Santa Catarina, a festa começou no gramado, enquanto os jogadores do Vitória esperavam o reinício da partida.
A campanha irreparável torna o Cruzeiro 2013, dono de como o campeão mais antecipado da história dos pontos ao lado do consistente São Paulo de 2007. Os dois clubes alcançaram a taça na 34ª rodada, com quatro partidas de antecipação. Marca que sentencia a eficiência da equipe de Marcelo Oliveira, agora merecidamente registrada nos livros sobre o futebol brasileiro.
Gazeta Press
Torcida do Cruzeiro comemorou o terceiro título nacional ainda no intervalo da partida no Barradão
Torcida do Cruzeiro comemorou o terceiro título nacional ainda no intervalo da partida no Barradão
Agora, o ex-jogador nascido no Atlético-MG coloca o antigo rival no topo, e ‘terá o direito' de assinar a sua própria grife de técnico; algo supervalorizado no Brasil. Enquanto Marcelo comemora o título, outros nomes consagradíssimos assistem pela televisão a efetivação de mais um nome no grupo dos inquestionáveis.Em um dos capítulos deste terceiro título nacional, o autor destacará Marcelo Oliveira. Mesmo sem a grife de muitos concorrentes, o treinador, que até chegar ao Cruzeiro se destacava por dois vices na Copa do Brasil pelo Coritiba, se colocou no grupo dos principais treinadores do país nesta quarta-feira.
O jogo
O Cruzeiro entrou em campo como (quase) tricampeão brasileiro. Ao menos esse era o ponto de vista da torcida visitante no Barradão, que recepcionou o time azul com uma festa digna de título. Como o Vitória também estava empolgado, os jogadores só puderam realmente cruzar os braços - em protesto orquestrado pelo Bom Senso FC - durante o minuto de silêncio concedido pelo árbitro Paulo Godoy Bezerra.
Quando a partida começou, o Vitória fez questão de estabelecer a correria. O time da casa aproveitou o fato de o Cruzeiro já se sentir campeão para pressionar o adversário nos primeiros minutos de partida. Para vazar o goleiro Fábio, contudo, restava Escudero, Marquinhos e Dinei ajustarem a pontaria em suas séries de finalizações.
O volante Leandro Guerreiro até colaborou para o Vitória abrir o placar. Aos 23 minutos, por exemplo, ele recuou mal uma bola, que foi parar nos pés de Marquinhos, livre de marcação. O Cruzeiro só não tomou o gol porque Fábio fez grande defesa na conclusão do atacante. Pouco depois, em nova falha de Leandro, Escudero arriscou de fora da área e mandou por cima da meta.
As inúmeras oportunidades criadas pelo Vitória não significavam que o Cruzeiro apenas assistia à partida. Nos momentos em que atacava, a equipe visitante mostrava que poderia ser letal. Como em um voleio do centroavante Borges, que passou rente à trave. O jogador chegou a se levantar do gramado com um sorriso no rosto, pronto para comemorar.
Mas o Vitória ainda era mais presente no setor ofensivo. Aos 30, Dinei teve a chance de estufar a rede da marca do pênalti. Depois da bela ajeitada de bola de Juan, o centroavante encheu o pé com gosto, porém acertou a placa de publicidade. Para os torcedores rubro-negros, o gol parecia questão de tempo.
E realmente foi. Só que contra o Vitória. Aos 36, Dagoberto fez bom domínio de bola após lançamento longo e acionou Willian, que invadiu a área e tocou na saída do goleiro Wilson para deixar o Cruzeiro ainda mais próximo da conquista do Campeonato Brasileiro.
Os jogadores do time mineiro nem precisariam esperar o jogo com o Vitória acabar, no entanto, para ratificar o título. No intervalo, eles se reuniram no vestiário para assistir aos minutos finais do triunfo do Criciúma sobre o Atlético-PR. Subiram (ou pularam, tamanha era a alegria) no gramado já como campeões. "Estou muito alegre, mas precisamos pensar no jogo, pois tomamos um sufoco no primeiro tempo", priorizou o comandante Marcelo Oliveira.
Seria difícil, contudo, fazer o Cruzeiro encarar o jogo com a mesma seriedade do Vitória. Apesar de ter voltado a campo com o jovem Everton no lugar de Egídio, vaiado no primeiro tempo por causa de sua passagem apagada pelo clube baiano. Do outro lado, Ney Franco reforçou o seu ataque com William Henrique na vaga de Renato Cajá.
Como era de se esperar, o Vitória tomou a iniciativa de tentar acuar o campeão brasileiro no segundo tempo. William Henrique criou uma oportunidade logo em sua primeira participação no confronto. Aos cinco minutos, o gol. Em uma nova saída de bola errada do Cruzeiro, Dinei recebeu do jogador que havia acabado de entrar, dividiu com Fábio e conferiu.
O gol do Vitória fez alguns torcedores do Cruzeiro, mesmo com o título, exibirem feições preocupadas no setor visitante do Barradão. A agonia com o desempenho da equipe campeã duraria pouco. Aos 25 minutos, quando os donos da casa reclamavam de impedimento, Dagoberto avançou sozinho pela esquerda e rolou para Júlio Baptista empurrar para a rede.
Ainda houve tempo para mais. Aos 35, Ricardo Goulart recebeu assistência de Willian e bateu colocado para sacramentar o resultado positivo sobre o Vitória. Àquela altura, a torcida rubro-negra já deixava as arquibancadas do Barradão, enquanto os cruzeirenses se sentiam donos da casa. Até mesmo Marcelo Oliveira e os seus reservas deixaram de ver a partida para comemorar nos minutos finais.
FICHA TÉCNICA:
VITÓRIA 1 X 3 CRUZEIRO
Local: Estádio Barradão, em Salvador (BA)
Data: 13 de novembro de 2013, quarta-feira
Horário: 21h50 (de Brasília)
Árbitro: Paulo Godoy Bezerra (SC)
Assistentes: Carlos Berkenbrock e Neuza Inês Back (ambos de SC)
Público: 27.168 pagantes
Renda: R$ 361.447
Cartões amarelos: Victor Ramos, Juan e William Henrique (Vitória); Borges (Cruzeiro)
Gols: VITÓRIA: Dinei, aos 5 minutos do segundo tempo; CRUZEIRO: Willian, aos 36 minutos do primeiro tempo, e Júlio Baptista, aos 25, e Ricardo Goulart, aos 35 minutos do segundo tempo
VITÓRIA: Wilson; Ayrton (Pedro Odoni), Kadú, Victor Ramos e Juan; Marcelo (Euller), Cáceres, Escudero e Renato Cajá (William Henrique); Marquinhos e Dinei
Técnico: Ney Franco
CRUZEIRO: Fábio; Mayke, Dedé, Léo e Egídio (Everton); Leandro Guerreiro, Lucas Silva e Ricardo Goulart; Dagoberto (Tinga), Borges (Júlio Baptista) e Willian
Técnico: Marcelo Oliveira

Jogadores do Flamengo acusam árbitro, e Chicão diz: 'É um babaca'

Se já havia sido criticado no início do jogo por ameaçar os jogadores com cartão amarelo caso cruzassem os braços em ação promovida pelo movimento Bom Senso FC, o árbitro Alício Pena Júnior caiu de vez em desgraça ao longo da vitória do São Paulo por 2 a 0 sobre o Flamengo. De acordo com o zagueiro Chicão, o juiz provocou e ofendeu os rubro-negros durante todo o jogo em Itu.
"É complicado encontrar um árbitro que chama o time do Flamengo de fraco, que manda nosso time chupar porque o São Paulo está ganhando. A gente sabe do histórico dele, é só procurar. Ele não passa de um babaca e não pode apitar jogos do Campeonato Brasileiro", atacou o defensor.

O volante Elias, que cometeu o pênalti convertido por Rogério Ceni, foi outro a criticar veementemente as atitudes do árbitro no estádio Novelli Júnior. Segundo o camisa 8 flamenguista, em entrevista à Rádio Tupi, Alício faz parte de geração ultrapassada no futebol brasileiro e acusou o juiz de ter se portado como um ditador dentro de campo.

"Ele é um ditador, isso não existe. Sem contar o linguajar que ele usou com o Chicão em campo. Escutei coisas que não imaginava escutar de um árbitro. Xingou nosso jogador de todos as formas. Não adianta, tem que colocar gente nova para apitar. Do jeito que está não existe a menor condição de continuar. É um pessoal ultrapassado, tem que tirar um cara desses do futebol", sentenciou.

Torcida protesta, grita nome de Cuca, e Oswaldo pede reação imediata por Libertadores



Gazeta Press
Oswaldo de Oliveira pediu reação imediata ao Botafogo
Oswaldo de Oliveira pediu reação imediata ao Botafogo
A torcida do Botafogo perdeu a paciência e protestou após ver o time sair do G-4 do Brasileirão depois de 29 rodadas, por causa do empate com a Portuguesa, por 0 a 0, nesta quarta-feira. Ao final do jogo no Maracanã, os torcedores alvinegros chamaram o time de "amarelão" e gritaram o nome do técnico Cuca, que comandou o clube entre 2007 e 2008 e atualmente está no Atlético-MG.
Apesar das vaias vindas das arquibancadas, o técnico Oswaldo de Oliveira garantiu que o time não vai se abater e pediu reação imediata ao time para não deixar a vaga na Libertadores escapar.

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"O momento é de reação. Não vamos esmorecer, vamos buscar. Quem sai, volta. Temos jogo sábado para voltar outra vez. Temos que nos motivar para reagir. Nós não temos esse tom de velório ainda. Temos tempo para reagir. Não admito essa sensação de perda. Temos tempo pela frente, não vou considerar nada injusto por enquanto, vamos esperar o fim do campeonato. Se considerar injusto agora, vou ter que admitir uma perda que ainda não ocorreu", disse o comandante botafoguense, que minimizou os protestou da torcida.
"Isso é normal e natural. Nenhuma torcida fica satisfeita com o time saindo do G-4. Gritem o que quiser, fiquem à vontade".
Com o empate, o Botafogo, que não vence há três jogos, agora soma 54 pontos e caiu para a quinta colocação. O Alvinegro carioca foi ultrapasado pelo Goiás, que nesta quarta ganhou da Ponte Preta, por 2 a 0, e chegou aos 56 pontos.
No sábado, novamente no Maracanã, o Botafogo vai receber o Atlético-PR em outro duelo decisivo na briga pela vaga na competição sul-americana.
"Claro que temos força para reagir. Temos o nosso objetivo e temos que continuar lutando por ele. Não vamos baixar a cabeça porque levamos um golpe. Vamos reagir. Quem sabe já não é neste sábado", afirmou Oswaldo.

Cruzeiro conquista o título brasileiro por antecipação

Jogadores do Cruzeiro comemoram um dos gols da equipe na partida contra o Vitória Foto: STRINGER/BRAZIL / REUTERS
Jogadores do Cruzeiro comemoram um dos gols da equipe na partida contra o VitóriaSTRINGER/BRAZIL / REUTERS
RIO - A torcida do Cruzeiro não precisa mais esperar para soltar o grito de 'tricampeão brasileiro'. O clube mineiro garantiu matematicamente o título, com quatro rodadas de antecedência, antes mesmo de terminar o seu jogo contra o Vitória, nesta quarta-feira. A derrota do vice-líder Atlético-PR para o Criciúma, por 2 a 1, deixou o time rubro-negro sem chances de alcançar a Raposa. Com 58 pontos, o Atlético-PR só pode chegar a 70, e o agora novo campeão brasileiro já iniciou a 34ª rodada com 71.
- A essência do nosso time é essa, um grupo muito coeso, firme, nós tínhamos que buscar em campo a nossa conquista, e foi o que fizemos - afirmou o atacante Dagoberto após a partida.
Para que não houvesse dúvidas, o Cruzeiro também fez sua parte: venceu por 3 a 1 no Barradão, chegou aos 74, e aumentou ainda mais a vantagem para 16 pontos. Como o jogo em Criciúma começou mais cedo, os jogadores do Cruzeiro tiveram a garantia da conquista no intervalo da sua partida em Salvador, quando já vencia por 1 a 0, gol de Willian. O Vitória igualou no início do segundo tempo, mas logo depois Júlio Baptista fez o segundo do time mineiro. Ricardo Goulart fez o terceiro aos 35 minutos.
Os outros dois títulos brasileiros foram conquistados em 1966, quando a equipe de Tostão e Dirceu Lopes derrotou o Santos de Pelé na decisão com uma goleada por 6 a 2 no primeiro jogo, no Mineirão, e 3 a 2, no Pacaembu. Em 2003, o Cruzeiro conquistou o primeiro Brasileiro disputado em pontos corridos.
Este ano, a equipe dirigida pelo técnico Marcelo Oliveira se sobressaiu desde o início da competição. Líder já na primeira rodada, graças à goleada por 5 a 0 sobre o Coritiba na estreia, o Cruzeiro nunca esteve abaixo do sétimo lugar, voltou à primeira colocação na nona rodada, se alternou na ponta com o Botafogo por algumas partidas, mas depois de voltar à liderança na 16ª rodada, não saiu mais, aumentando progressivamente a vantagem sobre os adversários.
VITÓRIA 1 x 3 CRUZEIRO
Local: Barradão, Salvador (BA)
Horário: 21h50 (horário de Brasília)
Árbitro: Paulo Henrique Godoy Bezerra (SC)
Auxiliares: Carlos Berkenbrock (SC) e Neuza Ines Back (SC)
GOLS: Willian, 36'/1ºT (0-1); Dinei, 5'/2ºT (1-1); Júlio Baptista, 25'/2ºT (1-2); Ricardo Goulart, 35'/2ºT (1-3)
Público/Renda: 27.168 pessoas/R$361.447,00
Cartões amarelos: Juan, Victor Ramos e Willian Henrique (VIT); Borges e Willian (CRU)
Vitória: Wilson; Ayrton (Pedro Oldoni - 37'/2ºT), Victor Ramos, Kadu e Juan; Marcelo (Euller - 18'/2ºT), Cáceres, Renato Cajá (Willian Henrique - intervalo) e Escudero; Marquinhos e Dinei - Técnico: Ney Franco
Cruzeiro: Fábio; Mayke, Dedé, Leo e Egídio (Everton - intervalo); Leandro Guerreiro e Lucas Silva; Willian, Ricardo Goulart e Dagoberto (Tinga - 26'/2ºT); Borges (Júlio Baptista - 19'/2ºT) - Técnico: Marcelo