| 04h00 Tailândia 1x7 Barcelona |
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quarta-feira, 7 de agosto de 2013
Cibulkova surpreende e é a primeira nas oitavas
Foto: Divulgação

Cibulkova venceu a primeira no torneio após 4 anos
Cibulkova venceu a primeira no torneio após 4 anos
Agora, a pequenina eslovaca aguarda pelo confronto entre a italiana Roberta Vinci, décima pré-classificada, e russa Ekaterina Makarova, que nesta terça-feira superou a quali australiana Anastasia Rodionova em sua estreia na competição, marcando placar final de 6/1 e 7/5, em 1h18 de partida.
Outra russa que bateu uma atleta vinda do classificatório foi Maria Kirilenko, algoz da croata Petra Martic em sets diretos, com parciais de 6/2 e 6/1, aos 1h12 de jogo. Ela agora mede forças com a francesa Alize Cornet, que eliminou a russa Elena Vesnina com um duplo 6/3.
As sérvias Jelena Jankovic e Ana Ivanovic fizeram valer o favoritismo e suplantaram suas primeiras rivais. Cabeça de chave 15, Jankovic teve mais trabalho e precisou de três sets para bater a quali georgiana Anna Tatishvili com placar final de 7/6 (6-8), 4/6 e 6/3, em batalha de 2h33.
Já a 16ª favorita Ivanovic arrasou a taiwanesa Su-Wei Hsieh com parciais de 6/1 e 6/2, em apenas 54 minutos, e agora tem pela frente a italiana Flavia Pennetta. Jankovic espera pela vencedora do embate 100% canadense envolvendo as convidadas Sharon Fichman e Stephanie Dubois.
Derrotada na última rodada do quali, a russa Svetlana Kuznetsova entrou na chave como lucky-loser e logo de cara se deparou com seu algoz no classificatório, a norte-americana Lauren Davis, que novamente levou a melhor e se garantiu na segunda fase ao triunfar de virada com placar de 3/6, 7/5 e 7/5.
Venus aplica 'pneu', mas leva virada em retorno
Foto: Divulgação

Venus sofre com lesão nas costas e tenta voltar
Venus sofre com lesão nas costas e tenta voltar
Montréal (Canadá) - Venus Williams voltou a jogar após dois meses no Premier de Toronto e venceu o primeiro set por 6/0 diante de Kirsten Flipkens. No entanto, a belga reagiu e marcou 6/4 e 6/2 para eliminar a norte-americana na primeira rodada no Canadá.
O último torneio de Venus havia sido Roland Garros, onde também caiu na estreia. A jogadora de 33 anos disputou apenas sete torneios em 2013. Seus melhores resultados foram semifinais em Florianópolis e Charleston. Além da doença de Sjogren, Venus tem lutado contra uma lesão nas costas.
Flipkens enfrenta na segunda rodada a holandesa Kiki Bertens. A belga vive o melhor momento de sua carreira e chegou até a semifinal de Wimbledon, perdendo para a campeã Marion Bartoli. Porém, é provável que Flipkens encare Serena Williams já nas oitavas de final.
Serena estreia contra a italiana Francesca Schiavone, que prevaleceu sobre a sul-africana Chanelle Scheepers, 3/6, 6/2 e 6/3. O confronto direto aponta quatro vitórias em seis jogos para Serena. Schiavone conseguiu superá-la apenas no saibro.
Em duelo de canadenses, Sharon Fichman virou contra Stephanie Dubois por 5/7, 6/2 e 6/2 e encontra a sérvia Jelena Jankovic.
STJD marca novo julgamento de doping de Natália para terça-feira
- Divulgação/CBVNatália ficou fora do Grand Prix de vôlei com a seleção devido ao julgamento por doping
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A ponteira Natália, da seleção brasileira feminina de vôlei, já tem data para ser novamente julgada por doping. O STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) do Vôlei marcou para terça-feira, dia 13 de agosto, às 18h, a audiência que decidirá se a atleta terá, ou não, punição.
Natália já foi julgada pela primeira vez no dia 9 de julho após um exame ter mostrado a presença da substância 16OH-Prednisolona, mas ela acabou absolvida. Na ocasião, o tribunal entendeu que o laudo do exame antidoping da jogadora não apresentava qualquer situação adversa e até pediu desculpas a ela, que saiu sem qualquer punição.
Após a absolvição, o procurador Fábio Lira, do STJD, entrou com recurso discordando do resultado. O recurso foi protocolado e o caso será julgado pelo pleno da entidade. Para isso, passou pelas mãos do procurador geral do STJD, Marcos Thompson Bandeira, que teria de dar um parecer sobre o caso e enviá-lo ao presidente Aloísio Costa, para que a data fosse marcada.
"A minha manifestação tem que ser imparcial. Dou parecer geral se deve ganhar o recurso ou perder. É uma opinião para o tribunal, eles aceitam ou não. Eu dei o meu parecer favorável ao recurso, acho que tem que haver punição. No meu modo de ver, os autos do processo têm provas suficientes para isso", afirmou Thompson, à reportagem.
No dia 17 de julho, uma reportagem do UOL Esporte, que teve acesso ao laudo, mostrou que o julgamento havia ignorado as provas presentes no documento ao absolver a jogadora. Os papéis enviados para a Wada (Agência Mundial Antidoping) e CBV (Confederação Brasileira de Vôlei) têm indicados duas substâncias proibidas: budesonida e prednisolona. Ambos são glucocorticosteroides, "proibidos quando administrados por via oral, retal ou por injeção intravenosa ou intramuscular" (de acordo com lista de substâncias e métodos proibidos pelo Código Mundial Antidoping e presente no site da CBV).
Especialistas convidados para analisarem o laudo confirmaram que houve violação da regra de doping em apenas uma das substâncias apontadas. A budesonida, presente em medicação para asma, tinha a concentração inferior a 30 nanogramas por mililitro. Essa quantidade indica que o medicamento foi usado por via inalatória, o que é permitido.
O teste positivo de Natália foi realizado no dia 16 de março, em meio à Superliga feminina. O exame foi feito após a vitória da Unilever, time de Natália, sobre o Sesi, na semifinal da competição. A reportagem apurou que a atleta usou medicamento contra asma durante a temporada sem consulta aos médicos de sua equipe – indicação disso seria a recusa em pedir a contraprova do exame.
No dia 9 de julho, Natália foi a julgamento após ter cumprido uma suspensão preventiva de 30 dias. O presidente da Comissão Disciplinar, Wanderley Rebello, pediu desculpas e inocentou a jogadora.
A substância presente no exame de Natália, apesar de ser considerada doping, não gera nenhum tipo de ganho de performance e não mascara qualquer outra substância proibida.
Antes de esquecer a goleada que o Santos sofreu
Eu sei que já passou - e que tudo que a brava torcida santista tem a fazer é esquecer - mas a dolorosa goleada sofrida pelo Santos no Camp Nou não me sai da cabeça. Nem a boa e motivadora última rodada do Campeonato Brasileiro afastou meu pensamento do que aconteceu no jogo que marcou a estreia de Neymar em seu novo clube.
No começo do ano passado, depois de o Santos ser derrotado pelo mesmo Barcelona, por metade da arrasadora diferença de gols, um intelectual que propõe um "ensaísmo de fundo" para compreender o futebol brasileiro, escreveu, escreveu, escreveu, gastou argumentos inteligentíssimos para explicar a derrota e chegou a esta acaciana conclusão: "... alguma coisa estranha está acontecendo ao futebol brasileiro".
Imagine o que diria agora, quando aqueles 4 a 0 multiplicaram por dois o fracasso santista diante de Messi e companhia. Bota estranho nisso. A verdade é que, se algo de bom pode se tirar do terremoto que abalou o Santos, é que, definitivamente, o futebol brasileiro já não é o mesmo. Há muito tempo. E não há nada de estranho nisso. Custamos a admitir, mas o futebol vive de fases. Uma mais longas que as outras, mas fases. Houve a época do Wunderteam austríaco, da Itália de Giuseppe Meazza, da Argentina dos anos 40, da Hungria de Ferenc Puskas, da Holanda de Johann Cruyff e assim por diante. O Barcelona é a bola da vez. Sorte a do Brasil que sua fase tenha durado mais de um quarto de século. Torçamos para que volte.
O algo de bom na derrota do Santos é que, aos mais atentos, ela diminui um pouco a euforia que nos tomou com a recente, e muito justa, vitória na Copa Confederações. Bastou aquela final com a Espanha para gritarmos que "o campeão voltou". Competiçãozinha enganadora, esta tal de Copa das Confederações. O Brasil ganhou duas e fracassou nas Copas de Mundo seguintes. Como será daqui a onze meses? Continuo pensando no Santos, certo de que nada de estranho acontece num futebol cuja melhor fase já ficou para trás.
Rogério Ceni: o mito, a panela, a aposentadoria, o legado, o futuro...
Devo ter escrito mais de uma dezena de textos sobre Rogério Ceni, desde que o conheci, como reserva de Zetti, cobrindo o São Paulo, em meados dos anos 90. Sou quase obrigado a voltar ao tema agora. As declarações de Ney Franco sobre ele, embora bombásticas e escancarando de forma cristalina a crise sem precedentes no São Paulo, não me surpreendem - e vou tentar explicar aqui os motivos nas próximas linhas.
Em primeiro lugar, as qualidades de Rogério Ceni... Um goleiro, sem igual. Nunca haverá outro como ele. Bom goleiro. Além disso, fez mais de 100 gols e mais de 1000 jogos por um mesmo time. Por isso mesmo incomparável.
Fora de campo, incomparável também. Nível intelectual acima da média, profundo conhecedor de tática e estratégia no futebol. Também vaidoso, um tanto quanto ciumento e péssimo perdedor. Não aceita derrota e não sabe reagir bem a ela. Assim, tornou-se alvo fácil e preferido de qualquer torcedor que não seja são-paulino e também da mídia.
Pois bem. Rogério, em tese, tem mais quatro meses de carreira...Vai se aposentar aos 40 anos, depois desta trajetória sem igual.
E esta trajetória está em risco. Seu clube pode cair para a segunda divisão e começam a pipocar opiniões desabonadoras sobre o seu comportamento - vide a entrevista de Ney Franco.
Ney não mentiu. Carregou um pouco nas tintas, ferido pelos últimos acontecimentos, mas não mentiu.
Rogério Ceni, talvez involuntariamente e pelo tempo de casa, faz parte da panela que governa o vestiário do São Paulo por décadas. Ele, o eterno auxiliar técnico Milton Cruz e companheiros da comissão fixa do São Paulo - um diferencial no passado, um problema no presente.
Para alguém de fora triunfar com essa panela é complicado... Técnicos de futebol, de quaisquer perfis, sofrem (Adilson, Ney Franco, Leão e outros tantos que o digam). Jogadores do tamanho ou 'maiores' que Ceni (com mais lastro internacional, como Lúcio e Luís Fabiano) e 'promessas das categorias' de base (como Casemiro) também.
A panela do CT - agora fortalecida, pela saída do dirigente Adalberto Baptista, pelo afastamento de Lúcio, pela presença de Paulo Autuori - governa e convive muito bem com treinadores com 'afinidades ideológicas' e jogadores experientes, mas subservientes também.
Juvenal Juvêncio, presidente do clube, que meteu os pés pelas mãos e se perdeu, tentou dissolver a panela (sob o escudo de Adalberto Batista) e encaminhar a aposentadoria de Ceni. Perdeu. Percebeu que, às vésperas de nova eleição, poderia ver seu time na série B.
E devolveu plenos poderes a Ceni e cia. Agora, o goleiro e capitão, com os escudeiros Autuori e Milton Cruz, herdam a missão de um final de ano digno para o clube e digno também para o maior jogador do São Paulo em todos os tempos. E só.
Se o legado de Ney Franco para Rogério Ceni e seus companheiros é "zero, zero e zero", eles têm de se preocupar em não deixar legado pior para quem vier em 2014.
Quando pendurar as chuteiras, Rogério Ceni pode se tornar treinador ou dirigente do São Paulo. Capacidade ele tem. Mas só será um técnico ou um dirigente bom se tiver aprendido lições de ambiente nos seus tempos de atleta.
Será que ele consegue?
Sharapova é a atleta mais bem paga segundo Forbes
Foto: Arquivo

Sharapova faturou US$ 29 milhões no último ano
Sharapova faturou US$ 29 milhões no último ano
Sharapova soma uma quantia de US$ 29 milhões faturados entre junho de 2012 e junho de 2013, sendo 23 milhões apenas por conta de patrocínios, que atualmente são: Nike, Head, Samsung, Tag Heuer e Evian. Além destes, a musa russa acrescentou a Porsche em abril deste ano, e tem a própria marca de doces "Sugarpova".
A segunda da lista é a norte-americana Serena Williams, que arrecadou US$ 20,5 milhões, dos quais 12 milhões se referem a seus patrocínios. A terceira é Na Li, que apesar dos US$ 15 milhões em patrocínios, tem a diferença descontada em relação a Serena pela premiação, que leva a chinesa a um montante de US$ 18,2 milhões.
Victoria Azarenka mantém o domínio do tênis ocupando a quarta colocação. Logo após a bielorrussa aparece a primeira "não-tenista", a piloto norte-americana Danica Patrick. Completam a lista a dinamarquesa Caroline Wozniacki (7ª), a polonesa Agnieszka Radwanska (8ª) e a sérvia Ana Ivanovic (9ª).
Veja quanto recebem as tenistas mais bem pagas:
Maria Sharapova (#1)
Ganhos totais: US$ 29 milhões
Premiação: US$ 6 milhões
Patrocínio: US$ 23 milhões
Serena Williams (#2)
Ganhos totais: US$ 20,5 milhões
Premiação: US$ 8,5 milhões
Patrocínio: US$ 12 milhões
Na Li (#3)
Ganhos totais: US$ 18,2 milhões
Premiação: US$ 3,2 milhões
Patrocínio: US$ 15 milhões
Victoria Azarenka (#4)
Ganhos totais: US$ 15,7 milhões
Premiação: US$ 6,7 milhões
Patrocínio: US$ 9 milhões
Caroline Wozniacki (#7)
Ganhos totais: US$ 13,6 milhões
Premiação: US$ 2,6 milhões
Patrocínio: US$ 11 milhões
Agnieszka Radwanska (#8)
Ganhos totais: US$ 7,4 milhões
Premiação: US$ 4,9 milhões
Patrocínio: US$ 2,5 milhões
Ana Ivanovic (#9)
Ganhos totais: US$ 7 milhões
Premiação: US$ 1 milhão
Patrocínio: US$ 6 milhões
Timea Babos confirma favoritismo em WTA chinês
Foto: Arquivo

Babos busca o seu primeiro título da temporada
Babos busca o seu primeiro título da temporada
Sua próxima adversária no evento chinês será a eslovaca Michaela Honcova, que saiu atrás da atleta da casa Yuxuan Zhang, mas triunfou de virada, com placar final de 3/6, 6/4 e 6/4, em batalha de 2h13. Esta será o primeiro duelo entre Babos e a atual 256 do mundo, 160 colocações atrás da húngara.
Outra cabeça de chave que passou pela estreia foi a japonesa Misaki Doi, segunda pré-classificada e responsável por suplantar a convidada local Yafan Wang com arrasadores 6/0 e 6/2, em 1h15 de partida. Ela terá pela frente outra chinesa, Yi-Fan Xu, que contou com o abandono da compatriota Xin Wen na vitória parcial de 6/1 e 3/0.
A japonesa Erika Sema não teve a mesma sorte de Doi e acabou eliminada na primeira rodada pela holandesa Michaella Krajicek, com placar final de 6/2 e 6/4. Também foi derrotada a irmã mais velha de Erika, Yurika Sema, que caiu diante da chinesa Yi-Miao Zhou, próxima rival de Krajicek, com parciais de 6/2 e 6/1.
Quinta favorita, a local Ying-Ying Duan abandonou depois de perder o primeiro set para a japonesa Eri Hozumi por 6/2. Na segunda rodada, a japonesa duela com mais uma chinesa, Yue-Yue Hu, que bateu a tailandesa Peangtarn Plipeuch em duelos de qualis com placar de 6/1 e 6/4.
'Não estou satisfeita com meu ano', afirma Serena
Foto: Divulgação

Serena já conquistou sete títulos na atual temporada
Serena já conquistou sete títulos na atual temporada
"Não estou satisfeita de como o meu ano tem andado, embora todos digam que a temporada está boa", declarou a campeã de Roland Garros. A norte-americana perdeu para a compatriota Sloane Stephens nas semifinais do Australian Open e em Wimbledon foi surpreendida pela alemã Sabine Lisicki ainda nas oitavas de final.
"Trabalho duro para conseguir o meu melhor, principalmente nos Grand Slam", disse a caçula dar irmãs Williams. Apesar de ter foco nos principais eventos, ela também mostrou valorizar os torneios menores. "O que faz o tênis bonito são os pequenos torneios, que te ajudam como atleta e fazem você ganhar os Slam", pontuou a norte-americana.
Serena também deixou claro todo o seu amor pelo tênis. "Estava conversando com Venus e disse que nunca vou parar. Eu amo este esporte e estávamos apenas treinando. Eu me divirto muito e nunca aproveitei tanto o tênis na minha vida", declarou a líder do ranking.
O retorno da suíça Martina Hingis, que está jogando duplas ao lado da eslovaca Daniela Hantuchova, foi outro assunto abordado por Serena. "Realmente acho isso muito legal. Ela é muito boa, tem uma ótima mão e sabe o que fazer com a bola. Espero que volte também às simples, mas não sei se vai fazer isso", comentou a norte-americana.
'Dívida' de Ricardo Teixeira deve render evento pré-Copa a Florianópolis
Reuters
O ex-presidente da CBF prometeu um evento do Mundial para os catarinenses
Deixada de fora da lista de cidades-sedes, Florianópolis deve receber o segundo maior evento pré-Copa do Mundo, em fevereiro do ano que vem, graças a uma ‘dívida' do ex-presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), Ricardo Teixeira, com a federação catarinense.
O seminário de preparação das seleções fica atrás em termos de importância somente do sorteio da competição, previsto para acontecer em Costa do Sauípe (Bahia), em dezembro, e conta com a participação de técnicos e presidentes das confederações de cada um dos 32 países classificados, além da arbitragem. Na pauta do evento, estão todos os detalhes que os envolvidos no torneio precisam ter conhecimento para o Mundial.
Na semana passada, uma comitiva da Fifa esteve na cidade para visitar hotéis e selecionar possíveis locais para o encontro. As negociações estão sendo feitas diretamente com o Governo do Estado.
Divulgação/Federação catarinense
Delfim Peixoto e sua família em encontro com Marin
"Ainda não está definido, mas quando Santa Catarina ficou de fora das sub-sedes, perdendo para Natal, como se sabe, o presidente Ricardo Teixeira prometeu que ganharíamos um dos eventos antes da Copa, o sorteio ou a reunião técnica", afirma o mandatário da federação catarinense, Delfim Pádua Peixoto Filho, ao ESPN.com.br.
"Como o sorteio foi para a Costa do Sauípe, ficou esse comprometimento", prossegue.
Mesmo com a saída de Ricardo Teixeira do comando da CBF, a relação entre a entidade e os catarinenses não mudou. Nos últimos Jogos Olímpicos, Delfim Peixoto foi o escolhido por José Maria Marin para chefiar a delegação da seleção masculina em Londres. Ele esteve também na última Copa das Confederações acompanhando a seleção.
Aliado antigo de Teixeira, o representante catarinense chegou a proibir protestos contra o ex-presidente da CBF nos estádios locais, em 2011.
"Muito antes de o Ricardo renunciar, ele falou dessa possibilidade e teve uma reunião com o governador e o secretário de esportes em que disse que poderia vir algo. Ficamos tristes, mas me parece que agora vai acontecer", diz Peixoto.
Em contato com a reportagem do ESPN.com.br, a assessoria de imprensa da Fifa negou a previsão de batida de martelo até o fim do mês e afirmou que as negociações ainda "devem se desenrolar pelos próximos meses".
A projeção põe um freio no otimismo catarinense, impulsionado não só pela ‘dívida' de Ricardo Teixeira, mas também pela presença do suíço Eric Lovey, braço-direito do secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, no Brasil e morador da cidade. Ele vem intermediando todas as conversas.
Retrospectiva 2012: As mudanças na CBF e o 'pé no traseiro' de Jerome Valcke
Edital do Maracanã tem cláusula que torna negócio ruim para consórcio após recuo do governador
Atenção a trechos do documento que na íntegra você acessa clicando aqui.
CONTRATO DE PARCERIA PÚBLICO-PRIVADA - PPP
ANEXO 1
EDITAL DE LICITAÇÃO
CONCORRÊNCIA CASA CIVIL Nº 03/2013
PARA CONTRATAÇÃO, EM REGIME DE PARCERIA PÚBLICO PRIVADA, MODALIDADE ADMINISTRATIVA DA GESTÃO, OPERAÇÃO E MANUTENÇÃO DO ESTÁDIO MÁRIO FILHO (MARACANÃ) E DO GINÁSIO GILBERTO CARDOSO (MARACANÃZINHO)
EDITAL DE LICITAÇÃO
CONCORRÊNCIA CASA CIVIL Nº 03/2013
PARA CONTRATAÇÃO, EM REGIME DE PARCERIA PÚBLICO PRIVADA, MODALIDADE ADMINISTRATIVA DA GESTÃO, OPERAÇÃO E MANUTENÇÃO DO ESTÁDIO MÁRIO FILHO (MARACANÃ) E DO GINÁSIO GILBERTO CARDOSO (MARACANÃZINHO)
Importante a definição a seguir:
"Complexo Maracanã" ou "Complexo"
Significa a área que compreende atualmente o Estádio Mário Filho (Maracanã), o Ginásio Gilberto Cardoso (Maracanãzinho), o Estádio de Atletismo Célio de Barros, o Parque Aquático Júlio Delamare e toda a área situada no perímetro delimitado no Anexo 3 deste Edital, conforme venha a ser modificada e revitalizada para melhor aproveitamento do Complexo, obedecidos os limites e as exigências do Contrato.
Significa a área que compreende atualmente o Estádio Mário Filho (Maracanã), o Ginásio Gilberto Cardoso (Maracanãzinho), o Estádio de Atletismo Célio de Barros, o Parque Aquático Júlio Delamare e toda a área situada no perímetro delimitado no Anexo 3 deste Edital, conforme venha a ser modificada e revitalizada para melhor aproveitamento do Complexo, obedecidos os limites e as exigências do Contrato.
Mais adiante você lê:
2.4.1 Dentre as Obras Incidentais, a Concessionária estará obrigada a demolir o Estádio de Atletismo Célio de Barros e o Parque Aquático Júlio Delamare de sua atual localização, os quais serão reconstruídos, às suas expensas, respectivamente, como centros de treinamento de atletismo e de esportes aquáticos conforme as especificações contidas no Anexo 3,
no local onde atualmente funciona o Presídio Evaristo de Moraes e no imóvel situado à Praça Professora Alice Brasil, n.º 01, Maracanã, Rio de Janeiro.
2.4.2 A Concessionária terá também o dever de demolir o Presídio Evaristo de Moraes e a Escola Municipal Friedenreich, os quais serão reconstruídos, respectivamente, em terreno no Complexo Penitenciário de Japeri, a ser indicado pelo Estado do Rio de Janeiro, e no terreno da E.M. Orsina da Fonseca, localizado à Rua São Francisco Xavier, n.º 95, Tijuca, bem como de recuperar a Edificação situada na rua Mata Machado, n.º 126,Maracanã, Rio de Janeiro.
no local onde atualmente funciona o Presídio Evaristo de Moraes e no imóvel situado à Praça Professora Alice Brasil, n.º 01, Maracanã, Rio de Janeiro.
2.4.2 A Concessionária terá também o dever de demolir o Presídio Evaristo de Moraes e a Escola Municipal Friedenreich, os quais serão reconstruídos, respectivamente, em terreno no Complexo Penitenciário de Japeri, a ser indicado pelo Estado do Rio de Janeiro, e no terreno da E.M. Orsina da Fonseca, localizado à Rua São Francisco Xavier, n.º 95, Tijuca, bem como de recuperar a Edificação situada na rua Mata Machado, n.º 126,Maracanã, Rio de Janeiro.
Como sabemos, o gorvenador do Estado do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, recuou e não mais serão demolidos parque aquático, estádio de atletismo e escola. E então vem a parte mais relevante:
CLÁUSULA DÉCIMA QUARTA - VALOR DO INVESTIMENTO
14.1 Valor do Investimento. O valor estimado do investimento, para fins de aplicação do percentual de Garantia de Performance, é de R$ 594.162.148,71 (quinhentos e noventa e quatro milhões, cento e sessenta e dois mil, cento e quarenta e oito reais e setenta e um centavos ("Valor do Investimento").
14.1 Valor do Investimento. O valor estimado do investimento, para fins de aplicação do percentual de Garantia de Performance, é de R$ 594.162.148,71 (quinhentos e noventa e quatro milhões, cento e sessenta e dois mil, cento e quarenta e oito reais e setenta e um centavos ("Valor do Investimento").
Como e onde fazer e justificar o investimento de R$ 594.162.148,71 sem que os espaços previamente especificados para tal e que se tornaram "imexíveis"? Então vem outro trecho muito importante do edital de licitação do complexo Maracanã:
14.1.1 Caso o valor total efetivo das Obras Incidentaisprevisto nos Projetos Executivos aprovados pelo Poder Concedente seja inferior ao valor estimado neste item, a diferença apurada reverterá em favor do Poder Concedente, mediante aumento do Valor da Outorga e pagamento proporcional nas parcelas vincendas.
14.1.2 Para fins de apuração da existência de diferença a ser revertida, o valor previsto no item 14.1 deverá ser reajustado conforme o IPCA até a data da entrega das Obras Incidentais.
14.1.2 Para fins de apuração da existência de diferença a ser revertida, o valor previsto no item 14.1 deverá ser reajustado conforme o IPCA até a data da entrega das Obras Incidentais.
Tradução: se não justificar investimentos que beiram os R$ 595 milhões, o consórcio tem que pagar a diferença ao Estado. Será que nesses termos o negócio vale a pena, é interessante para os executivos do mesmo e seus acionistas?
Tiago Leme/ESPN
O edital especifica que a concessão do Maracanã ao consórcio vale por 35 anos: mudança de rumo após recuo
Armas não letais, vagas de garagem e cursos de inglês para diretores: segurança da Copa já consumiu R$ 500 milhões
"Estádios versus hospitais e escolas". A discussão que tomou conta do Brasil desde que o país foi escolhido como sede de grandes eventos, e envolveu até Ronaldo Fenômeno, pode ganhar força e novos argumentos para os críticos dos gastos "Padrão Fifa". É o que revelam os contratos assinados pela Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos (SESGE), subordinada ao Ministério da Justiça, obtidos por esta reportagem. Os acordos mostram que os gastos federais com os grandes eventos vão muito além de estádios, passando por armamentos, cursos de inglês e vagas de garagem para seus diretores. O governo federal teve um gasto de quase quinhentos milhões de reais ( R$ 484.424.678,32 ) com a secretaria que cuida da segurança dos grandes eventos entre os anos de 2011 (quando foi criada) e 2013.
Mais de setenta milhões (R$ 71.254.343,10) foram comprometidos com a compra de artigos de repressão, tais como bombas de efeito moral, gás de pimenta e cartuchos de balas de borracha, amplamente utilizados nas manifestações recentes do país. Exatos R$ 120.890,40 para que funcionários e diretores da SESGE façam cursos de inglês e R$ 84.240,00 para locação de doze vagas de automóveis para diretores da SESGE também foram consumidos.
O contrato de quase cinquenta milhões de reais com a Condor S.A. Indústria Química inclui 449 kits não letais de curta distância com cartuchos de balas de borracha e cartuchos de impacto expansível - balas que se expandem em contato com a pele evitando a perfuração e 2,2 mil kits não letais de curta distância, com sprays de pimenta e espuma de pimenta e granadas lacrimogênea com chip de rastreamento.
Reprodução/Lúcio de Castro
No arsenal comprado pela SESGE, estão ainda 8,3 mil granadas de efeito moral, 8,3 mil granadas de luz e som, 8,3 mil granadas de gás lacrimogêneo fumígena tríplice e 50 mil sprays de pimenta e 1,8 mil armas elétricas para lançamentos dardos energizados - as pistolas taser. A empresa é a principal fornecedora deste tipo de equipamento no Brasil, além de fornecer para mais de 40 países. Seus armamentos foram amplamente utilizados na "Primavera Árabe"e na repressão das manifestações brasileiras durante a Copa das Confederações e são questionados por grupos de direitos humanos, como o "Tortura Nunca Mais".
A verba federal contempla o pagamento de curso de inglês para membros da secretaria, entre eles quatro diretores. Questionada por esta reportagem sobre a contratação de curso de inglês com a "Casa Thomas Jefferson", sobre a existência de licitação para tal e sobre quem eram os beneficiários, a SESGE respondeu que "...a contratação mostrou-se vantajosa...verificou-se que os valores praticados por essa instituição estavam compatíveis com o mercado". A SESGE explica ainda que os "servidores destacados para a realização do curso de inglês exercem cargos que exigem o conhecimento da língua...O contrato contempla a participação de 13 colaboradores (1 secretário, 4 diretores, 2 assessores, 2 coordenadores gerais e 4 servidores).
Quanto ao contrato para contratação de 12 vagas de garagem no Terminal Menezes Cortês, no centro do Rio de Janeiro, no valor de R$ 84.240,00, a SESGE esclarece que a necessidade se dá em função da "inexistência de vagas de garagem no prédio da Caixa Econômica Federal, onde a Diretoria de Operações fica localizada". O prédio da CEF fica no centro do Rio, em área amplamente coberta por transporte público. "Coube inexibilidade de licitação em decorrência da inviabilidade de competição, sob o fundamento de que não há outro local ou edifício garagem que seja capaz de atender o objetivo do contrato", respondeu ainda a SESGE aos questionamentos da reportagem.
Reprodução/Lúcio de Castro
Foram encaminhadas a SESGE também questões relativas aos contratos assinados com a ACECO TI, responsável por instalações de salas-cofres nos Centros de Comando e Controle Nacional nos estados-sede das competições. Foi questionada a a razão para o contrato 3 (2013), de número 08131.002421/2013-14, no valor de R$ 14.061.419,47, para fornecimento e instalação de duas soluções de sala-cofre (Manaus/RJ), ter valor semelhante ao contrato 7 de 2013 (08131.003837/2013-50), no valor de R$ 14.697.278,00, que, no entanto, tem como objeto "fornecimento para implantação de uma solução de sala-cofre (São Paulo)". Foi encaminhada a questão: Por que a implantação de uma sala-cofre do contrato 7 tem preço mais alto do que as duas instalações a que as duas instalações do contrato 3?
De acordo com a SESGE, "...cada sala-cofre foi idealizada de acordo com a infraestrutura física das edificações disponibilizadas pelo estado-sede. De acordo com a complexidade física de cada prédio e volume de informações e de equipamentos a serem protegifos, as salas-cofre foram definidas. Assim, cada sala-cofre tem dimensões diferentes e consequentes custos". A ACECO TI respondeu que o contrato 3 se refere a instalações de dois Centros Integrados de Comando e Controle - CICC (Manaus e Rio de Janeiro), sendo que a Sala Cofre do Rio de Janeiro foi de 42 m2 e a de Manaus de 29 m2, sendo seus escopos proporcionais a estas necessidades. Considerando que no caso do Rio de Janeiro a instalação foi feita em um edifício novo onde já tinha uma infraestrutura mais adequada, construída para ser um CICC . O contrato 7 se refere a instalação do CICC de São Paulo que tem uma Sala Cofre com 62 m2 que levou em consideração o volume de equipamentos a ser instalado e um volume de infra estrutura maior.
A consultoria de mais de nove milhões de reais da KPMG (R$ 9.944.000,00) também não foi licitada. "Trata-se de contratação por inexibilidade- singularidade do objeto-, para prestação de serviços de consultoria especializada com o objetivo de elaborar Projetos Básicos e Termos de Referência dos Centros Integrados de Comando e Controle - CICC, que estarão aptos a serem licitados, prestando apoio ao desenvolvimento de protocolos e processos operacionais...O serviço de consultoria está contribuindo significativamente para a implementação de uma inédita política de segurança pública, com a utilização das mais modernas metodologias operacionais...O processo foi submetido à Consultoria Jurídica da AGU para análise e orientação anteriormente à contratação", respondeu a SESGE, através da Coordenadoria Geral de Administração, Licitações e Contratos.
Reprodução/Lúcio de Castro
terça-feira, 6 de agosto de 2013
Renato nega rebeldia, diz não saber a razão da rescisão e chora em coletiva
entrevista coletiva (Foto: Richard Souza)
Renato Abreu disputou 271 partidas, marcou 73 gols e conquistou três títulos com a camisa do Flamengo. Agora, é adversário do clube na Justiça. Na última sexta-feira, ele e seu advogado, Paulo Reis, entraram com uma ação contra o Rubro-Negro em razão de sua demissão. Além de R$ 1,5 milhão referente aos seis últimos meses do seu vínculo, que era válido até dezembro de 2013, o jogador pede uma indenização por danos morais. O representante do ex-camisa 11 calcula que ele conseguirá receber pelo menos R$ 3 milhões do Flamengo.
Na tarde desta segunda-feira, Renato concedeu entrevista coletiva para falar sobre o assunto. O jogador recebeu os jornalistas no escritório do empresário dele, Cláudio Guadagno, na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio. Falou por uma hora e meia, emocionou-se várias vezes, principalmente ao falar das filhas, da mãe e da torcida rubro-negra. Ao entrar na sala, pediu a palavra e só depois de um longo pronunciamento começou a responder perguntas. O jogador negou qualquer tipo de problema de relacionamento com companheiros, dirigentes ou o técnico Jorginho, comandante na época de sua saída. Afirmou que por muitas vezes desde o desligamento chorou escondido da esposa (Karina) e das filhas (Karen, Rebeka e Renata) e repetiu o que seu advogado dissera há duas semanas: sente-se humilhado pelo Flamengo.
Nunca fiz panela em grupo nenhum. Nunca precisei disso. Não vou fazer. Com a diretoria, muito menos. Nunca fiz nada a não ser ajudar"
Renato
- Fui muito humilhado, exposto. Fiquei muito triste, jamais pensei que aconteceria comigo. São 15 anos como profissional, mas dez anos de futebol em times amadores, brigando pelo pão de cada dia. É a primeira vez que isso acontece comigo. Realmente fiquei muito chateado, chorei muito em casa, com minha família. Pelo carinho que tenho pelo Flamengo desde 2005, o respeito e gratidão pelo Flamengo são eternos. Isso jamais sairá da minha cabeça e do meu coração. A todo momento dei respeito e fui respeitado. Só nesse momento que aconteceu uma coisa dessa, uma forma desrespeitosa, poderia ser diferente. Até porque cheguei no Flamengo em 2005 e em nenhum momento deixei de me esforçar, fazer tudo que estava determinado pelo meu contrato. Ou até mais. Muitas vezes acabei abrindo mão de muita coisa para poder ajudar de alguma forma. Mas são coisas que fazem parte da vida, que aconteceram. Você ser mandado embora de um clube, de um trabalho, é normal. Mas até agora vocês não sabem e nem eu sei o que aconteceu.
Aos 35 anos, o jogador até falou em encerrar a carreira, mas logo depois afirmou que ainda tem condições de jogar em alto nível. A saída conturbada o pegou de surpresa, mas Renato pretende voltar ao Flamengo.
- Um dia, se tiver que voltar, espero que não demore muito, que eu volte ao clube. Um dia eu volto. Pode ser daqui a cinco anos, dez anos, com cabeça branca. Quero encerrar meu ciclo no Flamengo de alguma forma.
Renato foi demitido via site oficial do Rubro-Negro no dia 17 de junho. No início de julho, o departamento de futebol ordenou que o jogador voltasse a treinar separamente, mas ele se negou. Na primeira rodada de negociação entre as partes, logo que o clube anunciou a decisão, o Flamengo propôs um acordo: pagar R$ 500 mil a Renato, um terço do que ele tem direito a receber pelo restante do contrato. A oferta foi prontamente descartada pelo atleta. A partir dali, decidiu ir à Justiça.
Desde o início do Brasileirão, Renato se envolveu em algumas situações polêmicas. Vaiado contra a Ponte Preta, após perder um pênalti, não reagiu bem e questionou a posição da torcida. Na partida seguinte, diante do Atlético-PR, marcou o gol do empate por 2 a 2 e tirou a camisa durante a comemoração. A atitude gerou um puxão de orelhas por parte da diretoria por conta da obrigação da exposição dos patrocinadores. Por fim, na derrota para o Náutico, em Florianópolis, foi expulso após tentar concluir uma cobrança de escanteio com a mão.
Fiquei muito mal duas semanas seguidas. Minha esposa não percebia, mas fiquei. Não brincava com minhas filhas. Chorei no banheiro muitas vezes"
Renato
Internamente, a diretoria acredita que Renato Abreu boicotou o trabalho do ex-treinador Jorginho e o somatório de suas atitudes resultou na demissão. Ele nega.
- É só olhar para minha carreira aqui no Rio e ver se alguma vez eu fiz alguma coisa assim. Estão dizendo que briguei com o Jorginho quando fui substituído contra a Ponte Preta. Não é verdade. É normal o jogador não querer sair do jogo. Depois do ocorrido, pedi desculpas ao Jorginho e ao grupo. Isso vocês podem falar com ele. O que aconteceu ficou para trás. Não tive desgaste com ele. Ele jogou futebol e entende a cabeça do jogador. Aquilo aconteceu e acabou. Estão especulando. Podem perguntar se em algum clube tive problema com treinador.
- É só olhar para minha carreira aqui no Rio e ver se alguma vez eu fiz alguma coisa assim. Estão dizendo que briguei com o Jorginho quando fui substituído contra a Ponte Preta. Não é verdade. É normal o jogador não querer sair do jogo. Depois do ocorrido, pedi desculpas ao Jorginho e ao grupo. Isso vocês podem falar com ele. O que aconteceu ficou para trás. Não tive desgaste com ele. Ele jogou futebol e entende a cabeça do jogador. Aquilo aconteceu e acabou. Estão especulando. Podem perguntar se em algum clube tive problema com treinador.
Sobre o fato de ter tirado a camisa na comemoração, reconheceu o erro, mas disse que em nenhum momento foi advertido sobre o assunto.
Estava com muita vontade de entrar com minha outra filha no Maracanã, ter uma foto. Isso me tiraram"
Renato
- Falaram em tirar a camisa. Qual jogador nunca tirou a camisa na comemoração? Entrei no jogo e nem me dei conta naquela hora. Alegaram que me chamaram atenção. Tudo mentira. Ninguém falou comigo sobre isso.
Confira os principais trechos da entrevista:
Sonho de voltar ao Maracanã pelo Fla
- A última coisa que queria era acontecer isso. Estava com muita vontade de entrar com minha outra filha no Maracanã, ter uma foto. Isso me tiraram. Meu sonho era encerrar minha carreira no Flamengo. A vida segue. Isso não vai me impedir de levantar a minha cabeça, seguir em frente, mesmo com toda a decepção, com tudo que aconteceu. Vou procurar trabalhar da mesma forma, em todos os lugares. Vou ser profissional como sempre fui.
Processo da saída
Estão dizendo que briguei com o Jorginho quando fui substituído contra a Ponte Preta. Não é verdade. É normal o jogador não querer sair do jogo. Depois do ocorrido, pedi desculpas ao Jorginho e ao grupo. Isso vocês podem falar com ele. O que aconteceu ficou para trás. Não tive desgaste com ele. Ele jogou futebol e entende a cabeça do jogador. Aquilo aconteceu e acabou. Estão especulando "
Renato
- No começo do ano, tinha uma viagem para fazer e pediram para eu me apresentar. Estava com tudo certo para resolver alguns problemas pessoais. Já que era no tempo de folga, ia para resolver. Na época, pediram para eu me apresentar porque seria muito importante. Convenci a minha esposa e não fomos. Mas na pausa para a Copa das Confederações eu fui lá. Quando voltei, assim que botei o pé no aeroporto, meu empresário me ligou dizendo que eu estava demitido. E disse que tinha de esperar o grupo viajar para ir buscar minhas coisas. Chorei, pois a primeira coisa que pensei foi em entrar com minhas filhas no Maracanã. Queria saber do meu empresário o que tinha acontecido, mas ele disse que não tinham alegado. Sou um jogador de identificação com o clube, assim como o Leonardo Moura. Não esperaram eu me apresentar para falar olho no olho. Eu queria saber o que aconteceu, pelo menos isso. Para deitar minha cabeça no travesseiro e saber o que fiz. Essa resposta estou esperando até agora. Fiquei muito mal duas semanas seguidas. Minha esposa não percebia, mas fiquei. Não brincava com minhas filhas. Chorei no banheiro muitas vezes. Você vê a declaração do presidente do Flamengo dizendo que foi por parte técnica? Como pode isso se até momento eu era o vice-artilheiro do time? Como você pode ser escalado como titular. Uma pessoa fala uma coisa, que foi pela expulsão, pela camisa, por briga pelo treinador, outro fala por parte técnica. Na mesma entrevista o presidente disse que sou um dos melhores batedores de falta do país e depois disse que saí por deficiência técnica. É uma contradição.
Chegada do Mano influenciou?
- Eu acredito que não. Vi a declaração dele quando chegou, que só ia tirar base do que aconteceria com ele para definir o grupo de trabalho. Se ele tivesse tempo para ouvir, ele veria o meu lado. Foi ele que me deu a única oportunidade de vestir a camisa da Seleção. Isso sou grato pelo resto da vida. Não sei se ele teve alguma interferência no que aconteceu, não sei se falaram com ele alguma coisa, se alguém do Flamengo falou algo com ele ou algum outro treinador. Acredito que não. Eu quero acreditar que não foi ele.
Contato com a diretoria
a entrevista coletiva (Foto: Richard Souza)
- Procurei, liguei para algumas pessoas do clube. Disseram que só poderia ir quando o time saísse para ir a Pinheiral. Procurei saber o que tinha acontecido e ninguém soube dizer o que aconteceu. Todo mundo ficou assustado com o que aconteceu. Mas vocês vão sempre ao clube podem perguntar e nem eles sabem. Eu procurei saber e estou procurando saber até hoje. Podem perguntar ao meu procurador, para as pessoas que trabalharam lá. Eu não tenho nem como desconfiar, não sei o que fiz. Se tivesse feito alguma coisa dentro do grupo, ser mau caráter, algum tipo de panela, nunca fiz panela em grupo nenhum. Nunca precisei disso. Não vou fazer. Com a diretoria, muito menos. Nunca fiz nada a não ser ajudar. Duas semanas antes das férias (para a Copa das Confederações), conversei com o Wallim, ele me procurou dizendo que contava comigo, que o time precisava da minha ajuda para levantar a molecada. Conversei com ele numa boa. Disse que ajudaria conversando com os meninos dentro de campo. Ele falou “então está bom, conto com você até o fim do ano para sairmos dessa situação”. Aí aconteceu o que vocês sabem.
Problemas com Jorginho
Se foi um gol de mão, tirar a camisa, o futebol vai acabar. Lá dentro do futebol é calor, intensidade o tempo todo, você não planeja tirar a camisa, botar a mão na bola, para poder fazer o gol. Seria muito otário com toda a tecnologia que tem hoje. Isso não tem sentido"
Renato
- Nunca tive problema com treinador nenhum. Se quiserem entrevistar todos os técnicos que conversaram comigo. Isaías Tinoco, que foi gerente do clube, o Marcos Braz, tive um pequeno problema, mas pode perguntar se tive algum problema em relação a trabalho. O que aconteceu com o Jorginho foi algo normal de jogo. No outro dia, o Jorginho sempre teve o hábito de falar sobre o jogo, e diante do grupo pedi desculpa. Acabou ali. Ele era o comandante, disse que tinha errado até o momento. Mas a minha vontade era estar junto com o time para poder ajudar. O que aconteceu acontece com muitos jogadores e que não aconteceria mais. O Jorginho saiu, né? E logo em seguida eu saí. Não deu para entender. Um tinha que ter ficado pelo menos. Se o errado era eu, não poderiam demitir o Jorginho. Dentro das condições que ele poderia fazer, ele fez. Foi uma sequência de resultados, de três jogos seguidos, estávamos ele e eu nesses resultados. São coisas pequenas que aconteceram comigo dentro do clube. Com seis anos de clube, poderiam ter um pingo de respeito e chegar e falar. Mas isso não foi a gota d’água. Tanta gente fez muito mais e não aconteceu nada disso. Se foi um gol de mão, tirar a camisa, o futebol vai acabar. Lá dentro do futebol é calor, intensidade o tempo todo, você não planeja tirar a camisa, botar a mão na bola, para poder fazer o gol. Seria muito otário com toda a tecnologia que tem hoje. Isso não tem sentido. É uma coisa que estão querendo alegar, mas isso não cola. O que eu fiz pelo Flamengo, eu acho que merecia um pouquinho mais de respeito. Não quero ser mais respeitado que Adílio, Zico, Nunes. Mas quero ser respeitado como profissional. Se meu trabalho tivesse sido ruim, minha passagem teria sido interrompida na primeira passagem (em 2005). Mas foi o contrário. Cheguei em fevereiro de 2005, tinha um ano de contrato com o Flamengo e teria mais um ano de contrato com o Corinthians. Flamengo fez esforço para eu voltar, abri mão de três salários que eu tinha e não me importei. Me senti muito feliz e acolhido dentro do Flamengo naquela época. Tinha por respeito voltar ao clube que estava me dando esse carinho.
Contatos com a diretoria
- A primeira coisa que me disseram é que era demissão. Demissão? Nem afastado. O que aconteceu de lá para cá, recebi três telegramas do Flamengo para me reapresentar ao clube e treinar afastado. Isso depois de 20 dias. O último dizia que se eu não me apresentasse eu teria problema. Eu tinha me apresentar ou ia correr riscos. Foram as únicas coisas que tentaram me dizer. Mas nenhum diretor, ninguém do Flamengo, me ligou para me falar o que aconteceu, para bater um papo. Houve uma única vez que fui chamado para rescindir contrato. Estava tudo apalavrado, certinho, chegou na hora o Flamengo não aceitou acertar o que era meu. Eu não estava pedindo nada a mais. Tinha seis meses de contrato, não poderia abrir mão do meu salário até o fim do ano. Jamais vou abrir mão. Alguém abre mão do salário aqui? Em outras situações até abri, mas dessa forma? Ser demitido? Foi aí que a diretoria, parte jurídica do clube, disse que nada estava acertado. É isso até o momento.
Relação com Pelaipe
É o que meu advogado falou. Fui muito humilhado, exposto. Me colocaram como um filho da p..., como um cara que não respeita ninguém. Mas isso eu não sou."
Renato
- Sempre foi de profissionalismo puro. Nunca tive problema. Eu tinha projeto dentro do Flamengo. Sempre tive carinho pela base do Flamengo todinha. Sempre que podia batia uma bola, uma falta com os meninos, brincava com eles. O próprio Pelaipe disse que no fim do meu contrato me encaixaria para trabalhar dentro do clube. Minha relação sempre foi tranquila. Se fiz algo para ele, não estou sabendo. Não sei o que fiz para ele. Em todos os momentos que ele me pediu ajuda, a passar uma palavra para o time, sempre me coloquei à disposição. Sempre que fui à sala dele, foi para conversar. Não sei se ele teve algo com isso, mas poderia dizer quem eu era para o clube. A gente sabe que algumas coisas são inexplicáveis. Não sei se pediram a opinião de alguém. Em outras situações, que aconteceram com o próprio Pelaipe, da minha assessoria, fiz questão de apresentar quem eram. Houve um desentendimento com uma pessoa no saguão do hotel antes de um jogo, conversei com ele para dar um tempo. Estava ali para apartar, minimizar.
Relação da diretoria com os jogadores
- Sempre falei que a diretoria estava tentando fazer o melhor, de forma certa, leal, que eram sérios. Eu acreditava nisso aí. Até na clareza da forma que falavam com a gente, se pronunciaram em algumas reuniões, falavam que o salário ia sair. A única coisa que pedia era clareza para termos um planejamento de vida, a gente depende do salário. E sempre se mostraram claros. Muita coisa aconteceu e sempre acolhemos com respeito e carinho. Nunca cobrei salário na frente de vocês, talvez uma única vez, em 2006. Sempre foram transparentes, mas não vimos essa transparência agora. Poderiam dizer que tenho salário alto, que o clube não tem condições de cumprir. Mas nem isso. Só na primeira passagem tive aumento. Desde que voltei praticamente colocaram a mesma coisa.
Medidas judiciais
- É o que meu advogado falou. Fui muito humilhado, exposto. As pessoas sabem quem eu sou. Passou talvez para 40 milhões de torcedores do Flamengo e de outros times, uma imagem que eu não sou. Disseram que sou briguento, que arrumo confusão com jogadores, que sou mau caráter. Fui muito humilhado nessa situação. A imagem que vocês têm minha, é de ser briguento dentro do campo. Mas só quem está lá dentro pode dizer. O rosto não é dos mais bonitos, mas pela sua expressão na televisão acabam te julgando. Me colocaram como um filho da p..., como um cara que não respeita ninguém. Mas isso eu não sou. O que acontece no campo é lá dentro. Jamais eu levei para fora.
Futuro
- Até nisso respeitei o clube para esperar o momento, falei que não conversaria enquanto não resolvesse.
Tenho certeza de que um dia eu volto para o Flamengo. Pode ser daqui a cinco anos, dez anos, com cabeça branca. Quero encerrar meu ciclo no Flamengo de alguma forma. Não me julguem pelo que não sabem. Antes, procurem saber a minha história"
Renato
Contato do Atlético-MG
- Até agora não (Atlético-MG procurou). Mas olha aí, o Cuca foi meu treinador. Mais uma prova de que não tive nenhum problema. Estou esperando a rescisão do contrato para poder ouvir algum outro clube.
Vasco procurou?
- Houve especulação. Tem muita gente querendo que eu trabalhe num time no Rio, muitos querendo que trabalhasse no Vasco, torcedores de outros clubes. Quero resolver minha situação com o clube. Estou feliz pelo carinho de todos. A grande maioria da torcida do Flamengo sempre esteve do meu lado. É difícil falar um pouquinho, pois foi uma relação muito forte. Tenho um carinho enorme por eles. O que está acontecendo não tem nada com os torcedores. Em nenhum momento passou pela minha cabeça sair do Flamengo.
Volta ao Flamengo
- Tenho certeza de que um dia eu volto para o Flamengo.
Despedida do clube
- Foi muito emocionante ver a despedida do Pet, Júnior, Zico. Não sei se sou ídolo, mas estava construindo uma história legal no Flamengo. Na primeira entrevista, disse que não prometeria título, mas dedicação. E essa história eu construí um pouquinho. Quando saí depois da primeira passagem, tive 13 propostas, algumas melhores que a do Flamengo. Pelo carinho que tinha, pelo trabalho, fiz questão de voltar para o clube. Carinho muito grande pela torcida, pelas pessoas que me acolheram lá dentro. É emocionante ouvir muitos pedindo, é emocionante ver o carinho deles comigo. Fiz a operação no coração, foram carinhosos quando voltei em 2010. O que escrevi dentro do clube, podem interromper, mas ninguém apaga. Quando alguém for lembrar das faltas, das mascotes, será inevitável falar, mesmo que não gostem. São 15 anos como profissional, queria só mais um tempinho. Sofri muito para chegar aqui. Tenho que agradecer, principalmente minha mãe (pausa emocionado), meu pai. Mãe, estou bem. Não sei se vou parar, acho que tenho ainda muita coisa para queimar. Obrigado aos torcedores do Flamengo e aos dos outros clubes. Só escuto que os diretores do Flamengo fizeram uma sacanagem comigo. Que eles deveriam sair e não eu.
Ligou para Pelaipe ou Wallim?
- Ligar eu não liguei. Não tenho direito de ligar para tirar satisfação, mas sim me dar satisfação. Sou empregado do clube. Quando uma empresa demite alguém, você é chamado e te demitem. Isso não teve. Seria mais elegante chegar e falar para mim que fui mandado embora. Até porque não tenho nada contra ninguém. Não me senti no direito de ligar, quem tinha de dar uma satisfação para mim é a pessoa que me mandou embora. Pelo menos me chamar. Não sei se Pelaipe poderia fazer isso. Mas mesmo assim procurei saber, esperar se alguém ia me ligar. Mas em nenhum momento se manifestaram.
Relação com Wallim
desavenças com a diretoria (Foto: Richard Souza)
- Minha relação com ele nunca foi de muitas conversas porque quem era o capitão da equipe era o Léo Moura. Uma coisa que nunca tive questão de ter é faixa de capitão para ter autoridade com a diretoria e falar alguma coisa. Pelo meu trabalho, minha experiência, sempre que fui chamado pelo Wallim nunca tive problema. Até momento que ele perguntou para todos que precisava fazer para melhorar, ele perguntou para mim o que precisava fazer para melhorar. Única coisa que falei é que eles (dirigentes) precisavam nos apoiar, só assim iríamos longe. E foi a vez que ele pediu para poder falar alguma coisa para os mais jovens, outra vez me chamou para conversar e falar que contava comigo. Disse que se precisasse da minha pessoa para ajudar, ia procurar fazer. Ele falou que eu tinha importância grande, eu e mais uns dois jogadores. “Vou contar com você até o fim do ano, a gente vai batendo um papo, conversando, falando para poder acertar”. Foi o que ele disse. Nunca tive atrito com ele, o contato com ele era menor. Não participava todas as vezes do treinamento. Sempre cumprimentava, não tinha problema nenhum. Nunca tive problema com diretor ou presidente. Nem com Patricia Amorim, Márcio Braga, Kleber Leite.
Campanha da torcida pela saída dele
- São 40 milhões de torcedores, tirar 10%, sempre vai ser questionado. Se pegaram esse gancho, não sei. Acredito que não.
Jorginho disse que havia X-9 no grupo
- Eu peço para vocês ligarem agora para o Jorginho e perguntar se eu sou X-9. Nunca precisei boicotar trabalho de ninguém para ser titular da equipe, entregar alguém para me beneficiar. Nem na minha vida pessoal preciso disso. Não uso da minha imagem nem para pegar fila em banco. Tudo que tinha para falar com qualquer jogador, desde o Ronaldinho Gaúcho, que é um fenômeno, sempre cheguei nele e em outras pessoas e falei frente a frente. Não tenho motivo para chegar na sua frente e te elogiar e falar de você pelas costas. Eu tenho duas pernas e dois braços. Não preciso ficar dependendo de ninguém. Vou trabalhar.
Mensagem ao torcedor
Não estou fazendo contra o Flamengo. Se estou entrando na Justiça, procurando meus direitos, isso que está acontecendo não é minha culpa"
Renato
- Quero agradecer aos torcedores do Flamengo, apoiando na rede social, ajudando, me querendo em campo. Quero agradecer profundamente ao Flamengo pelo que fez por mim. Por ter me acolhido, cheguei desconhecido ao futebol carioca e me acolheram. Muitas coisas que aconteceram dentro do Flamengo, minha relação com a torcida foi mais por carinho, por afeto que eu tinha. Pelo que eu tenho. Você conseguir o respeito deles não é fácil, não. Vocês sabem. Onde fui com o Flamengo sempre fui respeitado. De Norte a Sul. Não teve um lugar que não fui com a torcida que ela não me ajudou. Não estou fazendo contra o Flamengo. Se estou entrando na Justiça, procurando meus direitos, isso que está acontecendo não é minha culpa. Eu queria chegar no fim do ano, agradecer ao presidente pelo carinho, queria muito encerrar a carreira no Flamengo. Só que não aconteceu. Foi a pessoa que tomou essa decisão contra mim. Não sei se tem alguma coisa pessoal, meu carinho por vocês (torcedores) é eterno. Os anos vão passar, vai ter momentos bons, vão ganhar títulos, outro jogador que bata faltas, com liderança, mas nada vai apagar o que eu fiz dentro do clube. Nos priores momentos do clube, sempre estive presente para ajudar. A máscara (do urubu) está lá em casa, minhas camisas de épocas difíceis e felizes. Está lá a camisa da Copa do Brasil. As taças e prêmios que conquistei com o Flamengo. Isso ninguém apaga. Tenho certeza de que o conselho do Flamengo inteiro sabe do que eu fiz pelo clube. Um dia, se tiver que voltar, espero que não demore muito, que eu volte ao clube. Um dia eu volto. Pode ser daqui a cinco anos, dez anos, com cabeça branca. Quero encerrar meu ciclo no Flamengo de alguma forma. Não me julguem pelo que não sabem. Antes, procurem saber a minha história (emocionado).
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