segunda-feira, 10 de junho de 2013

Mais trabalho!

Neymar passou somente os quatro minutos iniciais do jogo como ponta-de-lança, pelo meio, um pouco atrás de Fred. No quinto minuto, já estava na ponta esquerda, setor em que o técnico da França, Didier Deschamps, julga ser mais difícil marcá-lo. Não foi tão difícil assim.
A observação de Deschamps sobre o melhor jogador do Brasil é imprecisa. Neymar era impossível de marcar em qualquer posição do campo, entre 2009 e 2012. O Neymar de 2013 é mais fácil de marcar.
Isso pode mudar rapidamente dependendo de duas circunstâncias. A primeira é a maior concentração do atacante do Barcelona em suas sessões de treino, combinada ao menor número de compromissos fora de campo. A segunda, o crescimento da seleção brasileira como equipe.
"Neste momento, Neymar precisa cumprir tudo o que se pede taticamente. O Brasil precisa parar de perder, começar a ganhar e então ele poderá se soltar mais", diz o pai do craque.
Em outro exemplo, a Argentina cobrava que Messi fosse a referência de uma equipe inexistente. Hoje, o time existe e Messi joga bem por sua seleção.
Contra a França, Neymar não jogou bem, mesmo atuando pela esquerda, o que desmente a teoria de Deschamps. Reforça a tese de Neymar, o pai. Isso porque a equipe também não brilhou, apesar de mostrar bons momentos.
Teve méritos, como fazer gols em jogadas treinadas durante a semana. O primeiro com uma bola roubada no ataque, estratégia em que Felipão insistiu nos trabalhos em Goiânia. Dos 15 gols da seleção em 2013, é apenas o segundo feito por causa da marcação por pressão --o primeiro com bola roubada no ataque aconteceu em Wembley, contra a Inglaterra.
O segundo da vitória sobre a França, num contra-ataque três contra dois, também nasceu de situação simulada por Felipão no treino de quinta.
Outro mérito é segurar a vantagem sem sofrer gols, diferente do que aconteceu contra Itália, Chile e Inglaterra, no Maracanã. Vencer dá confiança e é importante entrar na Copa das Confederações sem o peso dos três anos sem vitórias em clássicos.
Mas não é de se contentar com isso. A seleção precisa controlar mais as ações no meio de campo, encontrar espaços nas linhas espremidas dos adversários europeus.
Isso também vale para Neymar. Pela esquerda, o mais talentoso jogador do Brasil fica refém da linha lateral, que diminui seu espaço. Como ponta de lança, está mais perto do gol. É melhor.


Mas melhor ainda será quando Neymar voltar a jogar tudo o que pode. Mesmo sem ser neste momento o craque que o Brasil conheceu, Neymar já foi responsável por seis dos 15 gols da era Felipão --marcou três e deu três assistências. Imagine sua importância se voltar a jogar tudo o que sabe.

Mano já conhece projeto do Fla e garante que salário não será entrave

Nome mais forte para assumir o comando do Flamengo, o técnico Mano Menezes declarou, na tarde desta segunda-feira, a possibilidade de aceitar o cargo. Sem querer se aprofundar no assunto, até por um pedido da própria diretoria, o ex-técnico da seleção brasileira deixou claro que o que vai fazê-lo decidir seu futuro não será a parte financeira, mas sim o planejamento e as condições de trabalho que o clube irá oferecer para as próximas temporadas. 
- É isso que está na balança. Não se trata de gostar de dinheiro. Gosto de dinheiro, principalmente o meu, mas gosto de reconhecimento do meu trabalho. Acho que atingi um nível proporcional ao meu reconhecimento. Certamente, não vai ser isso que vai impedir o meu acerto. O que vai impedir o acerto são condições para o trabalho - disse Mano na gravação do programa Bola da Vez, da ESPN Brasil.
Um dos fatores que mais preocupam o comandante é ter as garantias necessárias de que contará com um elenco capaz de disputar os títulos das competições. Mano revelou que já tomou ciência do projeto e o considerou "simpático".  
- O Flamengo é um grande clube do Brasil, passa por uma fase de reestruturação e gosto do conceito que estão tentando implantar. É exatamente isso que acredito. Existe uma simpatia inicial pelo projeto. O que vai acontecer nos próximos dias depende da possibilidade de fazer um bom trabalho. Porque técnico não é um sujeito milagroso. Precisa ter material humano para fazer trabalho. Mesmo num projeto mais longo, você tem que estar preparado para produzir resultado. Porque não existe projeto longo que sobreviva sem resultado - explicou.
O treinador está em São Paulo e irá analisar o que lhe foi oferecido antes de dar seu parecer. Para tentar convencê-lo, o Flamengo "colocou em campo" sua cúpula de futebol com os vices de marketing, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, de relações externas, Flávio Godinho, e de finanças, Rodrigo Tostes.
As negociações avançadas com três nomes de peso, informada pelo diretor executivo, Paulo Pelaipe, após a vitória do último sábado diante do Criciúma ao repórter André Gallindo, da TV Globo, poderão ser preponderantes. De acordo com o dirigente rubro-negro, um zagueiro, um meia e um atacante estão próximos do Ninho do Urubu.

Em evento, Zico critica atitude de jogadores do Fla e torce por Mano

Game Zico (Foto: Divulgação)Zico lança novo game na sede do Flamengo
(Foto: Divulgação)
No início da tarde desta segunda-feira na sede do Flamengo, o maior ídolo do clube, Zico, lançou seu game oficial "Zico - The Official Game" para aparelhos celulares com sistemas operacionais Android e iOS. No evento, o eterno camisa 10 opinou sobre a atual fase do Rubro-Negro que conseguiu sua primeira vitória apenas na quinta rodada do Brasileirão, após a demissão do técnico Jorginho.
Zico não poupou críticas ao desempenho da equipe, principalmente na derrota para o Náutico, por 1 a 0, na noite da última quarta-feira, em Florianópolis. O Galinho revelou uma conversa que teve com o técnico interino, Jaime de Almeida, ao afirmar que os jogadores não entraram em campo com o espírito e o entendimento do que é jogar pelo Flamengo.
- O que eu falei para o Jaime é que os jogadores precisavam entrar em campo sabendo que estão vestindo a camisa do Flamengo. Fizemos de tudo para perder um jogo onde a outra equipe não queria jogar. Foi assim contra o Náutico. O que vimos foi muito feio. Isso não pode acontecer. Contra o Criciúma, sim, vimos um time demonstrando raça, vontade e garra. A torcida aceita quando o clube perde lutando. Esses jogadores têm de justificar o que a diretoria tem feito para deixar as contas em dia - declarou Zico.
Ao ser questionado sobre a possibilidade de Mano Menezes ser o novo técnico, Zico não escondeu o desejo de que o interesse da diretoria seja concretizado.
- Essa parada pode ser benéfica para o treinador que chegar, como o Mano Menezes, que seria bem-vindo de minha parte. Ele fez ótimos trabalhos, tem os pés no chão e respeita muito os profisisonais. Torceria muito para ele dar certo no Flamengo, caso isso se concretize - revelou o Galinho

Zico revela conversa com Jaime de Almeida e cutuca diretoria antiga do Fla: 'Não querem o bem do clube'

Apoiador declarado da diretoria que assumiu no final de 2012, o ídolo Zico segue sendo uma figura bastante presente no Flamengo. Em entrevista coletiva após o lançamento de um game oficial para Android e iOS retratando a sua carreira, o Galinho revelou o teor de uma conversa que teve com o técnico interino Jaime de Almeida antes da vitória sobre o Criciúma, por 3 a 0, no último sábado. Vale lembrar que a dupla atuou junta no Fla entre 1974 e 1976.
"Falei para ele que estava faltando os cara saberem que está defendendo o Flamengo, que é diferente. Não pode perder para quem não quer ganhar, que foi o que aconteceu contra o Náutico [derrota por 1 a 0, na quarta-feira anterior, que culminou com a demissão do então técnico Jorginho]. Hoje não tem nenhum bicho-papão no futebol brasileiro, ganha quem corre mais, se esforça mais. Ou então quem tem um jogador que resolve, que é o caso de quem está lá em cima no Brasileiro. O Coritiba tem o Alex, o Botafogo tem o Seedorf, o Fluminense tem o Fred... Então eu falei para o Jaime falar isso para os caras", explicou.
Cristóvão Brito / ESPN
Zico concedeu entrevista coletiva após o lançamento do seu game oficial, na Gávea
Zico concedeu entrevista coletiva após o lançamento do seu game oficial, na Gávea
Zico elogiou a atuação do Fla diante do Criciúma a despeito da expulsão do atacante Fabinho, que abriu caminho para a vitória logo aos 16 minutos de jogo, e lembrou que os jogadores têm de fazer valer os investimentos extracampo. Ainda sobrou uma "alfinetada" na diretoria da ex-presidente Patricia Amorim, que comandou o Rubro-Negro entre 2010 e 2012 e, segundo o Galinho, segue querendo prejudicar o clube.
"Contra o Criciúma teve vibração, não foi só porque ficou com um a mais. A diretoria se esforça, mas se os caras não fizerem a bola entrar não adianta ter patrocínio master, nada. Dá margem para pichar muro, essas campanhas orquestradas que a gente sabe quem faz. São pessoas que estão destruindo o Flamengo, que não querem o bem do Flamengo, querem se aproveitar do clube", encerrou.

Argentino



16h00 Estudiantes 2x0 Lanús
18h10 Newells Old Boys 5x0 Unión
20h15 San Lorenzo 1x1 Argentinos Juniors

Amistosos

14h30 Croácia 0x1 Portugal

Fred não pode ficar aprisionado na área inimiga. Quando saiu dela, veio o gol. Neymar anda um tanto "fominha"

O jogo ficou mais fácil para o Brasil depois que Oscar tirou o zero do placar. E isso aconteceu graças à roubada de bola de Luiz Gustavo no meio-campo (não achei falta do volante do Bayern Munique) seguida do passe de Fred para o jogador do Chelsea. Ali veio o 1 a 0, que chegou antes das esperadas vaias de impaciência, comuns quando o Brasil não consegue marcar.
Reprodução
Luiz Gustavo rouba a bola e Fred está ali, próximo do lance, fora da área...
No começo do segundo tempo Luiz Gustavo rouba a bola e Fred está ali, próximo do lance, na intermediária...
O posicionamento de Fred foi vital naquele lance. Depois de passar a maior parte dos 45 minutos iniciais quase estático entre os zagueiros franceses, o camisa 9 saiu da área e foi participar do jogo. Isso é necessário. Fred no primeiro tempo fez uma falta, duas finalizações erradas, ficou uma vez em impedimento, deu cinco passes (três errados) e perdeu a bola três vezes.
Reprodução
...buscando o jogo depois de um primeiro tempo no qual participou pouco.
...buscando o jogo depois de um primeiro tempo no qual participou muito pouco, mais preso entre os zagueiros.
Se o time vai com um centroavante de referência, tem que fazer com que a bola chegue (bem) até ele, caso contrário, é quase como jogar com 10. Exceto se este não se limitar a ficar quase plantado na área adversaria. Fred tem recursos para jogar fora dela, como teria Luís Fabiano, por exemplo. E quando fez isso deu uma assistência, mais do que apresentou em todo tempo antes do intervalo.
Reprodução
O atacante brasileiro conduz a bola até as imediações da área da França...
O centroavante brasileiro conduz a bola até as imediações da área da França e já observa os companheiros...
É possível jogar bem com um centroavante típico e sem ele. Mas fica mais complicado conseguir bons resultados se o comandante de ataque se mexe pouco e facilita o trabalho da marcação adversaria. Ainda mais num time que ainda não se mostra capaz de "alimentar" o "9" com muitos passes que a ele permitam finalizar no meio da defesa rival.
Reprodução
...e faz o passe para o meia Oscar, dentro da área, numa inversão de...
...e Fred faz o passe para o meia Oscar, que já está dentro da área francesa, numa inversão de...
Na primeira etapa Fred praticamente só tocou na pelota na área ou perto dela. Foram apenas 12 segundos com a bola, menos de um terço do décimo pior colocado no ranking, Paulinho, que teve 37 segundos de contato com ela nos 45 minutos iniciais.  Thiago Silva teve a posse por 2 minutos e 16 segundos! O centroavante não pode se ausentar tanto da disputa.
Reprodução
...posições naquele instante, resultando no primeiro gol do Brasil
...posições naquele instante, resultando no primeiro gol do Brasil: bom momento, ataque com movimentação
O curioso é que no Fluminense Fred até sai mas da "zona do agrião". Resta saber se no time de Luiz Felipe Scolari ele passa períodos inteiros mais paradão por orientação do treinador. E se após o intervalo em Porto Alegre foi lá fora buscar a bola roubada por Luiz Gustavo seguindo ordens do técnico ou por iniciativa própria.
arte
Observe onde Fred tocou na bola durante o jogo: primeiro tempo quase que só na área francesa
Observe onde Fred tocou na bola durante o jogo: primeiro tempo quase que só na área francesa













Outro aspecto na atual seleção cebeefiana, ainda em formação: Neymar ainda não se livrou de alguns "vícios" dos seus últimos tempos de Santos. Tenta resolver sozinho lances que "pedem" participação dos companheiros, como se ainda estivesse no clube, onde, nitidamente, tinha que levar tudo nas costas em muitas ocasiões. Na seleção não deve ser assim. Nem no Santos deveria.
'Copa das Confederações é muito mais importante para o Brasil do que para as outras seleções'
Ajustes, que poderão acontecer na Copa das Confederações, competição absolutamente secundária que, no atual momento, servirá principalmente para arrumar o time brasileiro, aquele que levará o certame mais a sério (veja o vídeo acima). Afinal de contas, quando o certame se encerrar faltará menos de um ano para o que realmente importa: o Mundial 2014.

A seleção não brilhou. Mas os treinos de Goiânia se tornaram gols em Porto Alegre



O primeiro tempo do Brasil foi ruim. O segundo, seguro. É importante saber vencer e não correr riscos num dia em que a inspiração não aparece. Principalmente num período em que todos sabem que o time tenta se formar, trabalhar, crescer jogo a jogo, treino a treino.
Treino a treino.
O jogo meio sem inspiração ficou um pouco mais fácil quando Luiz Gustavo roubou a bola no campo de ataque e iniciou a jogada concluída com passe de Fred para gol de Oscar.
Bola roubada no campo de ataque, como a seleção treinou exaustivamente em Goiânia, nesta semana.
Ficou decidido quando Paulinho puxou contra-ataque, com Lucas pela direita, Neymar à esquerda. Três do Brasil contra dois defensores franceses.
Ops! A cena foi vista quinta-feira em Goiânia. Um treino aparentemente estúpido serviu para muita coisa. A jogada trabalhada no treino repetiu-se de maneira incrivelmente semelhante no jogo. O Brasil quase desperdiçou o contra-ataque, mas ele terminou com passe de Neymar para o gol de Hernanes.
O que o Brasil treinou em Goiânia aconteceu em Porto Alegre. Isso é bom.
Não, o time não está pronto e Neymar...
Neymar não jogou bem.
Mesmo assim, dos 15 gols da seleção em 2013, seis saíram de seus pés. Três gols, três assistências.

Em busca da felicidade*

A felicidade, ou o mais próximo que se puder chegar dela, é busca permanente do homem. Mesmo quando as coisas vão mal, um leve sinal de melhora já anima e, em geral, nos agarramos a ele para retomar o caminho da bem-aventurança. É assim também no futebol. Um time, por exemplo, tropeça na bola, não se acerta, desanda, faz bobagem atrás da outra. Mas basta o menor indício de reação para que o torcedor passe a acreditar que, enfim, tudo vai se endireitar. Às vezes, a corrente positiva dá certo.
O desejo de alegria aumenta ao se tratar de seleção. Se a turma da amarelinha decepciona, a gente xinga, esperneia, jura por Deus que jamais voltará a torcer por um bando de mercenários dirigidos por técnico estulto e a serviço de dirigentes incompetentes. Em geral, isso é da boca pra fora, porque no fundo se deseja que ela engrene.
As análises feitas após o empate por 2 a 2 com a Inglaterra, na semana passada, e a expectativa que se criou para o amistoso de hoje com a França são manifestações de esperança de progresso da equipe nacional. O Brasil esteve perto de perder o encontro no Maracanã e foi salvo por belo gol de Paulinho.
A pontaria do volante do Corinthians teve o poder de conter as críticas prontas a serem despejadas e liberou observações carregadas de confiança. Mesmo com uma apresentação instável e sem brilho, prevaleceu a sensação de que finalmente começava a despontar um conjunto para fazer bonito na Copa das Confederações.
A equipe de Felipão não foi um horror, assim como não foi modelo de eficiência nem teve a harmonia que o treinador enxergou. Deu para o gasto – e daí se abriu a perspectiva de dias melhores. Que podem começar no campo do Grêmio e diante de um rival que tem sido espinha de peixe na garganta na história recente. Ganhar dos franceses dará aval para o grupo de eleitos para a competição e deixará escancaradas comportas de elogios. Podem conferir – quem sabe até neste espaço.
A questão é: como bater a rapaziada de Didier Deschamps, hoje técnico e em 1998 capitão que levantou a copa do mundo após a França nos lascar 3 a 0 na decisão? Ou mais do que isso: como ganhar de um adversário de renome, o que não ocorre desde 2009? Felipão acredita que o segredo esteja na repetição da escalação do primeiro tempo da partida com os ingleses. Naqueles 45 minutos, ele vislumbrou a luz para consolidar uma ideia.
Isso significa apostar nas defesas de Julio Cesar, nas descidas constantes dos laterais (Daniel Alves e Marcelo), na postura de Thiago Silva e David Luiz), na marcação de Luiz Gustavo e Paulinho, no poder de criação de Oscar, nos deslocamentos de Neymar e Hulk e no oportunismo de Fred. E sobretudo na capacidade de impedir que os franceses respirem, se coordenem.
Formação ruim? Não, mesmo porque não há material de qualidade indiscutível dando sopa. Mais do que em 2002, Felipão terá de jogar as fichas na força do conjunto e nos lampejos de algumas estrelas, como Neymar. No mais, seja o que Deus quiser. E que a felicidade seja alcançada.
Pelada na água. Não tem como chamar de futebol o que Sport e Palmeiras praticaram, na tarde de ontem, no Recife. A chuva forte deixou o gramado alagado e expôs jogadores a contusões e ao ridículo. Mais deplorável, porém, é quem confirmou a realização do jogo, transmitido pela televisão. Como desgraça pouca é bobagem, o Palmeiras ainda perdeu em cima da hora, com gol irregular de Nunes. Noves fora o lance polêmico, o time de Gilson Kleina continua horroroso, sem equilíbrio, sem criatividade, sem força para reagir, Não adianta transferir culpa para arbitragem e esquecer que, nessa toada, haverá sofrimento na Série B.
Pato em branco. A ausência da lista de convocados para amistosos e Copa das Confederações parece que ainda mexe com Pato. O rapaz voltou a ter desempenho opaco, agora no empate do Corinthians com a Lusa.

Franciela supera favorita nos 200m e obtém índice para Mundial

A velocista Franciela Krasucki surpreendeu neste domingo no Troféu Brasil, disputado no Ibirapuera, em São Paulo, ao superar a favorita Ana Cláudia Lemos e faturar o índice para disputar a prova dos 200 metros no Mundial de Moscou, em agosto.
Franciela registrou 22s85 no Parque do Ibirapuera - Wagner Carmo/CBA
Wagner Carmo/CBA
Franciela registrou 22s85 no Parque do Ibirapuera
Franciela marcou o tempo de 22s76, enquanto Ana Cláudia registrou 22s85. "Queria um dia correr a prova em 22s99 e assim quebrar a barreira dos 23 segundos. Estou surpresa e feliz. As lágrimas são de felicidade porque os treinos estão dando muito certo", afirmou Franciela, que é especialista nos 100 metros.
Ana Cláudia, medalhista de prata, já estava garantida no Mundial, tanto nos 100 quanto nos 200 metros. O bronze na prova deste domingo ficou com Rosângela Santos, com 23s13.
Na versão masculina da prova, Bruno Lins faturou o ouro, com 20s33, e confirmou o favoritismo. Ele já está garantido no Mundial. "Não adiantava nada ter conseguido a marca exigida e não voltar a repeti-la", disse o velocista, que correu abaixo do índice novamente. "É importante manter os resultados na casa dos 20s30". Jorge Henrique da Costa ficou em segundo, com 20s62, e Jefferson Liberato terminou em terceiro, com 20s63.
Fabiana Murer, que já tinha índice, também se destacou na competição. Com sua melhor marca do ano - 4,73 metros -, ela faturou seu oitavo título na competição, após ficar dois anos sem disputar o Troféu Brasil.
"Senti ainda um pouco de falta de ritmo de competição, mas estou contente com a marca", comemorou Murer. Karla da Silva faturou a prata, com 4,23 metros, e Joana Costa, o bronze, com 4,03 metros.
No salto triplo, Keila Costa confirmou o favoritismo ao vencer com 6,51 metros, mas ficou aquém do índice estabelecido pela Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt), de 6,65 metros. Jéssica dos Reis, com 6,34 metros, e Vanessa Seles, 6,29 metros, completaram o pódio.
Na prova masculina, Jefferson Sabino conquistou a medalha de ouro e o índice para o Mundial, ao saltar 16,94 metros. Jonathan Henrique Silva ficou com a prata, com 16,84 metros. E Jean Cassimiro Rosa faturou o bronze, com 16,82 metros.
"Há dois meses não sabia nem se ia competir, mas fiz tudo o que podia para voltar. Por isso gritei e comemorei como nunca", festejou Sabino, que passou por uma cirurgia no pé há seis meses. "Vou para o meu sétimo Mundial, entre indoor e ao ar livre."
Outro destaque do dia, que encerrou o Troféu Brasil, foi Ederson Vilela Pereira. Ele surpreendeu ao bater o favorito Marilson Gomes dos Santos na prova dos 5.000 metros. A vitória veio com o tempo de 13min54s16, abaixo dos 13min55s88 de Marilson. "Para ganhar minha primeira medalha de ouro no Troféu Brasil tive de vencer o ''grande'' Marilson". 

domingo, 9 de junho de 2013

Brasileirão Série D


18h30 Maranhão 2x2 Salgueiro
18h30 Metropolitano-SC 0x0 Lajeadense
19h30 Nacional-AM 2x0 Plácido de Castro

Brasileirão Séria A

18h30 Atlético-MG 2x0 Grêmio
18h30 Fluminense 2x1 Goiás
18h30 Vitória 3x2 Atlético-PR
18h30 Coritiba 1x0 Náutico

Amistosos da seleção brasileira

16h00 Brasil 3x0 França

Argentino

14h15 River Plate 2x1 Independiente
16h10 Colón 2x2 Atlético Rafaela
21h30 Racing Club 2x0 Boca Juniors

Remendo

A quinta rodada do Brasileirão acontece hoje desfalcada de 22 jogadores de seleções nacionais (*).
Onze estão com Felipão em Porto Alegre, para o amistoso contra a França. Outros 11 espalhados por seleções envolvidas nas eliminatórias.
O Brasileirão tem 20 clubes, cada um com 11 titulares, 220 escalados por rodada. Os 22 desfalques são 10%!
No mundo inteiro, quando seleção joga, clube não entra em campo e vice-versa. No Brasil, não. É grave, mas não é o único problema.
Marco Polo Del Nero é hoje mais do que presidente da Federação Paulista. É vice-presidente e candidato à presidência da CBF. Nos últimos meses, há diversos relatos de quem se aproximou dele com conversas sobre calendário.
Del Nero é sempre receptivo. Lê emails, ouve sugestões, responde...
É pouco!
Na quinta-feira, Del Nero contou que os estaduais terão duas datas a menos no ano que vem. Em vez de 23 jogos para ser campeão, serão 21. Trata-se de um remendo para acomodar o congestionamento ampliado pela Copa do Mundo. O paliativo vai piorar os já insípidos estaduais sem resolver a questão.
O Paulistão-2014 terá 20 clubes em um turno só, de pontos corridos. Depois, semifinal e final em jogo único. Uma maratona sem graça no começo e uma corrida de cem metros para decidir o campeão em 9 segundos.
"Antigamente, havia 38 datas nos estaduais, mais de 30 no Brasileirão e era possível fazer. Hoje, cresceram a Libertadores e a Copa Sul-Americana. Precisamos estudar como e se é possível melhorar o calendário", diz Del Nero.
O diagnóstico está errado. Há 30 anos, o Corinthians disputou 48 partidas para ser campeão paulista, o Flamengo jogou 26 vezes para ganhar o Brasileiro e o Grêmio precisou de dez jogos para vencer a Libertadores. Se alguém quisesse ganhar os três torneios, jogaria 84 vezes. O número hoje é de 75 jogos.
Naquele ano de 1983, o São Paulo jogou terça, sexta e domingo na mesma semana para compartilhar Paulistão e Libertadores. A solução passa longe de olhar para o passado e pensar que dava certo. Não dava.
"Calendário do futebol é assunto que pode dar até homicídio", afirma um especialista da CBF. Ou se mete a faca nos interesses das federações estaduais ou o Brasil perde o bonde da história.
Duro é precisar dessa solução com os presidenciáveis conciliando os calendários do futebol e das eleições da CBF.


(*) Bernard, Rever, Jô (Atlético-MG), Jefferson, Lodeiro (Botafogo), Paulinho, Guerrero (Corinthians), Marcos González, Marcelo Moreno (Flamengo), Diego Cavalieri, Fred, Jean, Valencia (Fluminense), Fernando, Vargas (Grêmio), Leandro Damião, Forlán (Inter), Ramírez (Ponte Preta), Montillo (Santos), Jádson (São Paulo), Yotún (Vasco) e Viscarra (Vitória).

Eliminatórias Africanas



10h00 Zimbábue 2x4 Egito
12h00 Níger 0x1 Burkina Fasso
12h00 Benin 1x3 Argélia
12h30 Togo 2x0 Camarões
14h00 Guiné 6x1 Moçambique
15h00 Mali 1x1 Ruanda

Brasileirão Série C

10h00 Grêmio Barueri 1x0 CRAC-GO
10h00 Duque de Caxias 1x1 Vila Nova-GO
18h30 Guarani 1x0 Mogi Mirim
19h00 CRB 2x1 Santa Cruz-PE

Didier Deschamps tem o pior início como técnico da França em 44 anos



Didier Deschamps não tem uma carreira sem vitórias em sua curta carreira como técnico. Foi vice-campeão da  Champions League pelo Monaco, em 2004, subiu com a Juventus para a Série A da Itália, em 2007, conquistou o título francês pelo Olympique de Marselha. Esse currículo provocou sua contratação pela seleção francesa, depois da queda nas quartas-de-final da Eurocopa, em 2012. Substituiu a Laurent Blanc.
Mas o início de Deschamps como treinador dos Bleus  não é promissor. Em dez partidas, quatro vitórias, dois empates e quatro derrotas.
O último treinador a ter quatro derrotas nos primeiros dez jogos pela seleção da França foi Georges Boulognes, em 1969. A estreia desastrosa com derrota por 5 x 0 para a Inglaterra, em Wembley, seguiu-se de outras três derrotas, 5 vitórias e um empate, nos primeiros dez jogos.
Desde então, quatro derrotas em 10 partidas era fato inédito entre os técnicos franceses.
Há uma razão para os números ruins de Deschamps: jogos fortes. As derrotas aconteceram contra Alemanha, Espanha, Uruguai em Montevideu e Japão. De qualquer jeito, o índice obriga a França a conquistar pelo menos um empate em Porto Alegre.
Veja abaixo o resumo dos primeiros dez jogos dos últimos doze treinadores da França:
Georges Boulognes (1969 a 1973) - 5 vitórias, 1 empate, 4 derrotas
Stefan Kovacs (1973 a 1975) - 5 vitórias, 2 empates, 3 derrotas
Michel Hidalgo (1976 a 1984) - 4 vitórias, 4 empates, 2 derrotas
Henri Michel (1984 a 1988) - 6 vitórias, 2 empates, 2 derrotas
Michel Platini (1988 a 1992) - 5 vitórias, 3 empates, 2 derrotas
Gérard Houiller (1992 a 1993) - 7 vitórias, 1 empate, 2 derrotas
Aimé Jacquet (1993 a 1998) - 6 vitórias, 4 empates, 0 derrota
Roger Lemerre (1998 a 2002) - 6 vitórias, 3 empates, 1 derrota
Jacques Santini (2002 a 2004) - 8 vitórias, 1 empate, 1 derrota
Raymond Domenech (2004 a 2010) - 7 vitórias, 3 empates, 0 derrota
Laurent Blanc (2010 a 2012) - 6 vitórias, 2 empates, 2 derrotas
Didier Deschamps (2012/2013) - 4 vitórias, 2 empates, 4 derrotas

CBF enxuga estaduais em duas datas e Paulistão pode ter finais em jogo único

O presidente da Federação Paulista e vice-presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, afirmou ontem, por telefone, que os campeonatos estaduais terão apenas 21 datas em 2014. São duas datas a menos do que possuem atualmente.

As duas datas ajudarão a equacionar o calendário em função da Copa do Mundo. Mas as duas datas a menos podem tornar alguns campeonatos piores do que são hoje.
O Campeonato Paulista deve ter as fases semifinal e final disputadas em jogo único. Ou seja, pode haver dezenove rodadas para classificar quatro clubes para a fase decisiva. E apenas dois jogos para definir o campeão na reta de chegada.
A novidade ainda não é oficial. Em abril, o presidente da Federação Paulista de Futebol já havia deixado nas entrelinhas sua intenção de acabar com as quartas-de-final. Não estava claro que a diminuição de datas farias as semifinais e finais serem disputadas em jogo único.
Pela CBF, Marco Polo Del Nero tem sido receptivo às ideias de mudanças no calendário. Leia mais em minha coluna na Folha de S. Paulo deste domingo.

sábado, 8 de junho de 2013

Amistosos

17h00 Espanha 2x1 Haiti

Brasileirão Série B

16h20 Paraná Clube 1x0 Figueirense
16h20 Sport 1x0 Palmeiras
21h00 Ceará 2x2 Boa Esporte Clube
21h00 Bragantino 1x0 São Caetano

Brasileirão Série A

16h20 Criciúma 0x3 Flamengo
16h20 Cruzeiro 2x2 Internacional
18h30 Vasco 1x1 Bahia
18h30 Corinthians 0x0 Portuguesa
21h00 Ponte Preta 0x2 Botafogo

Brasileirão Série C

16h00 Fortaleza 2x2 Águia de Marabá
16h00 Betim-MG 0x1 Caxias
17h00 Luverdense 1x1 Cuiabá-MT
17h00 Brasiliense-DF 0x0 Baraúnas-RN
19h00 Treze-PB 1x1 Sampaio Correa-MA

Argentino

16h00 Belgrano 0x2 San Martín
18h10 Godoy Cruz 0x1 Tigre
18h10 Arsenal Sarandí 1x2 Quilmes
20h30 Vélez Sarsfield 0x0 All Boys

Brasileirão Série D

15h00 Nova Iguaçu 1x0 Resende
15h00 Santo André 2x1 Villa Nova-MG
19h00 Paragominas-PA 4x1 Vilhena
16h00 Central 3x0 Potiguar de Mossoró
16h00 Guarany de Sobral 0x0 Tiradentes-CE
16h00 Vitória da Conquista 2x0 CSA
16h00 Botafogo-PB 1x1 Sergipe
16h00 Aparecidense 3x0 Brasília
20h00 Águia Negra-MS 2x1 Mixto
16h00 Tupi 3x0 Araxá
16h00 J.Malucelli 1x2 Londrina-PR
18h00 Parnahyba 4x2 Ypiranga-AP

Eliminatórias Européias



12h30 Suíça 1x0 Chipre

Eliminatórias Africanas

10h00 Botsuana 1x2 Etiópia
10h00 Zâmbia 4x0 Lesoto
10h00 Uganda 1x0 Libéria
11h00 República Centro-Africana 0x3 África do Sul
11h30 Gabão 0x0 Congo
12h00 Angola 1x1 Senegal
13h30 Serra Leoa 2x2 Tunísia
13h30 Gâmbia 0x3 Costa do Marfim
14h30 Cabo Verde 2x1 Guiné Equatorial
17h00 Marrocos 2x1 Tanzânia