quarta-feira, 10 de abril de 2013

Cearense

22h00 Guarany de Sobral 1x3 Horizonte-CE

Copa do Brasil

20h30 Santa Cruz-PE 2x0 Guarani de Juazeiro
20h30 Águia de Marabá 1x2 Nacional-AM
20h30 Luziânia 0x0 Fortaleza
20h30 Confiança-SE 1x0 Guarani
20h30 Tupi 1x0 Luverdense
20h30 Aracruz 1x1 Joinville
20h30 Cametá 0x7 Atlético-GO
20h30 Arapongas 1x0 São Caetano
20h30 Desportiva-ES 1x4 Figueirense
20h30 Salgueiro 2x0 Boa Esporte Clube
20h30 Oratório 1x3 Goiás
20h30 Gurupi 2x3 América-MG
20h30 Santa Cruz-RN 0x0 ASA
20h30 Campinense-PB 0x1 Sampaio Correa-MA
20h30 Volta Redonda 1x0 Avaí
21h00 São Raimundo-RR 0x2 Paysandu-PA
21h00 Ji-Paraná 0x1 América-RN
21h30 Fast 1x1 CRB
22h00 Ceará 4x3 Ceilândia
22h00 CRAC-GO 3x1 Náutico
22h00 Flamengo-PI 2x2 Santos
22h00 CSA 0x3 Cruzeiro
22h00 Águia Negra-MS 0x1 Bragantino
22h00 Mixto 2x1 Vitória

Libertadores

19h45 Real Atlético 5x1 Cerro Porteño
22h00 Corinthians 3x0 San José
22h00 Tijuana 1x0 Millonarios
22h00 Grêmio 0x0 Fluminense

Paulista

19h30 União Barbarense 1x2 São Paulo

Capixaba

Vitória-ES  2x0  Linhares 

Carioca

16h00 Botafogo 3x1 Friburguense

Liga dos Campeões

15h45 Barcelona 1x1 PSG
15h45 Juventus 0x2 Bayern de Munique

Para Marin, quem o ataca tem 'mente doentia' e 'não pode impunemente me caluniar ou difamar'



José Maria Marin em coletiva do COL, no Rio de Janeiro
José Maria Marin voltou a se pronunciar sobre os discursos feitos à época da ditadura militar
Em artigo publicado no jornal Folha de S.Paulo desta quarta-feira, o presidente da CBF e do COL-2014, José Maria Marin, atacou as “mentes doentias e perversas” que o criticam por causa de seus discursos à época como deputado estadual, nos anos 1970, que insinuam uma suposta ligação com a morte do jornalista Vladimir Herzog, em 25 de outubro de 1975, durante a ditadura militar.

Em 9 de outubro de 1975, o dirigente fez um adendo a um discurso de Wadih Welu no qual pede uma “atenção especial não só desta Casa, mas principalmente, por parte do sr. secretário de Estado da Cultura (José Mindlin) e por parte do sr. governador do Estado (Paulo Egydio)” à TV Cultura, que tinha como diretor de jornalismo no período Vladimir Herzog. Em 24 do mesmo mês, o jornalista foi detido pelo DOI-CODI por sua ligação com o PCB; no dia seguinte, foi assassinado.

“Pedi providências (...) para esclarecer o sucateamento que ocorria em uma das poucas emissoras em que, à época, havia programas voltados à boa informação educacional e cultural para o povo paulista. Nada mais. Nesse aparte não pronunciei o nome de ninguém e me limitei apenas ao que a mídia comentava”, afirmou Marin no artigo desta quarta.

“Os lamentáveis fatos que aconteceram depois nada têm a ver comigo, como insistem alguns. Só mentes doentias e perversas, ou cegas pela paixão, podem ver nessa simples recomendação qualquer acusação nesse ou naquele sentido”, completou.

José Maria Marin cita seu passado como governador e presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF), admite ter sido filiado à ARENA (partido de situação na época da ditadura militar) “tanto quanto muitos outros políticos que hoje apoiam o governo federal” e ameaçou: “Quem faz de conta ignorar a história do Brasil não pode impunemente me caluniar ou difamar.”

Abaixo ao artigo do presidente da CBF no jornal, o filho de Vladimir Hergoz, Ivo, citou o elogio de Marin ao ex-delegado Sergio Paranhos Fleury, considerado o principal executor das prisões na ditadura, em discurso do dia 7 de outubro de 1976, quase um ano depois da morte de seu pai.

“É aceitável uma entidade privada ter na sua liderança uma pessoa de princípios que, suas próprias palavras o confessam, seguem na direção oposta à democracia e à defesa dos direitos humanos? Eu acho que não”, afirmou Ivo Herzog, que na semana retrasada protocolou na CBF uma petição com mais de 53 mil assinaturas pedindo a saída de Marin do comando da entidade.

Ele entregou os discursos e a petição também às 27 federações estaduais e aos 20 clube da Série A do Campeonato Brasileiro – esses têm o poder de voto na eleição da CBF.

Em Dortmund, o lado mais bonito e o mais cruel do futebol ao mesmo tempo

Houve um momento de Borussia Dortmund x Málaga em que ficou claro que a desclassificação seria cruel para qualquer um dos times. A superação do Málaga contra um time tecnicamente superior, o duelo particular entre o paredão Caballero e os jogadores do Dortmund, tudo era ingrediente para um confronto épico da Champions League.

Histórias assim normalmente têm heróis improváveis como o zagueiro Felipe Santana, que se transformou em centroavante nos minutos finais. O Dortmund, tão justamente elogiado pelo futebol bonito e pela capacidade de alternar entre o jogo de posse de bola e o de contragolpes, apelou ao chuveirinho quando tudo parecia perdido.

Reserva de Hummels, que só não começou a partida por ainda estar voltando de contusão, Santana participou do gol de empate e marcou o gol da vitória - este em posição de impedimento. Como impedido também estava Eliseu no segundo gol do Málaga, em erro que se tornou lamentavelmente rotineiro nesta fase da competição. Só Platini parece achar que aumentar o número de árbitros nos jogos é melhor que adotar o recurso tecnológico.

Foi importante para o Borussia Dortmund mostrar que este time, no dia em que está difícil ganhar na bola, é capaz de achar brios para vencer de qualquer maneira. À força. Porque o Málaga valorizou demais a classificação alemã. No primeiro tempo transformou sua área em zona praticamente impenetrável, e foi necessário o talento de Reus para encontrar o espaço num toque de letra para Lewandowski.

Não adianta imaginar o que teria sido se o gol de Eliseu fosse, como deveria ser, anulado. Talvez o Borussia conseguisse tranquilamente o segundo gol e a classificação. Talvez o 1 a 1 permanecesse até o final e o Málaga estaria celebrando até agora. O fato é que, na vida e no futebol, pensar o que poderia ter sido não resolve muita coisa.

A frustração do Málaga é compreensível, e no calor do momento era normal que saíssem declarações ligando a arbitragem à punição imposta pela Uefa, que suspendeu o clube de competições europeias na próxima temporada por causa das finanças. Mas quando a poeira baixar, verão que só há motivos para se orgulharem da caminhada que fizeram.

No fim das contas, os homens de Jürgen Klopp estão nas semifinais pela primeira vez em 15 anos e não deixarão ninguém feliz por enfrentá-los. Até porque ir a Dortmund significa enfrentar onze em campo e mais esta multidão nas arquibancadas.

Borussia Dortmund

Real passa susto na Turquia, mas evita 'milagre' e avança na Champions


Veja os gols da partida
Entrando em campo já praticamente classificado, o Real Madrid foi até a Turquia, sofreu no fim do jogo, mas não deu espaço para “zebra” na tarde desta terça-feira. Após vencer por 3 a 0 no Santiago Bernabéu, o Real cedeu a virada ao Galatasaray por 3 a 2 no duelo de volta das quartas de final da Uefa Champions League. 

Mesmo assim, o placar agregado ficou em 5 a 3 a favor do time espanhol, que avançou na principal competição de clubes do mundo.
LEIA MAIS

O gol do Real Madrid foi marcado logo aos 7 minutos de jogo. Cristiano Ronaldo completou um cruzamento de Khedira e já parecia ter praticamente eliminado o confronto ao balançar as redes. Este foi o décimo gol do português nesta edição da Champions, artilheiro absoluto da competição.
Reuters
Drogba cumprimenta Eboue, autor do primeiro gol do Galatasaray contra o Real Madrid
Drogba cumprimenta Eboue, autor do 1º gol do Galatasaray 

Aos 12 minutos da etapa final, o Galatasaray chegou ao empate. O marfinense Emmanuel Eboue acertou um lindo chute de fora da área no ângulo de Diego López. A equipe turca marcou dois gols em sequência, aos 26 e 27 minutos da etapa final, com Sneijder e Drogba – este último de “letra” -, respectivamente.
O gol de Drogba colocou fogo na partida, já que restavam mais de 20 minutos para o fim e bastava ao Galatasaray mais dois gols. No entanto, os turcos não conseguiram o “milagre”.

Já nos acréscimos, Cristiano Ronaldo ainda balançou as redes novamente e fechou o placar para o Real Madrid.
Na história da Champions League, apenas uma vez um time perdeu o jogo de ida no mata-mata por pelo menos 3 gols conseguiu se classificar. Em 2004, o Deportivo La Coruña perdeu por 4 a 1 para o Milan na Itália e goleou por 4 a 0 na Espanha, passando à semifinal da Champions.
Com este resultado, o Real Madrid está na semifinal da Uefa Champions League pelo terceiro ano consecutivo. O adversário do time merengue será definido no sorteio desta sexta-feira, às 7h (Brasília), com transmissão ao vivo da ESPN Brasil.
Além do Real, o Borussia Dortmund é o outro time garantido na semifinal da Champions. Barcelona x Paris Saint-Germain e Juventus x Bayern de Munique acontecem nesta quarta-feira e definem os último classificados à próxima fase.

Getty
Cristiano Ronaldo lamenta gol perdido do Real Madrid
Cristiano Ronaldo lamenta gol perdido do Real Madrid
O jogo: Apesar de atuar fora de casa e com importantes desfalques, como Sergio Ramos e Xabi Alonso, o Real Madrid fez prevalecer seu domínio no início da partida em Istambul. 
Escalado pelo técnico José Mourinho em seu habitual esquema 4-2-3-1, o time espanhol pressionou os adversários na marcação nos primeiros minutos e dificultou a saída de bola dos zagueiros da equipe turca.
Melhor no jogo, o clube branco quase abriu o placar aos três minutos, quando Cristiano Ronaldo desceu em velocidade no contra-ataque e lançou Higuaín. Muslera saiu do gol e faz o corte parcial. Na sequência da jogada, Di María chutou e a zaga do Galatasaray, quase em cima da linha, tocou para escanteio.
A pressão do time visitante continuou e deu resultado aos oito minutos. O volante Khedira apareceu em progressão pelo lado direito da área e cruzou rasteiro para Cristiano Ronaldo. Bem posicionado, o atacante português se antecipou na jogada e desviou para o fundo das redes do gol defendido pelo uruguaio. Este foi o décimo gol do camisa 7 nesta edição da Liga dos Campeões, aumentando ainda mais seu domínio na lista de artilheiros.
A partir daquele instante, o Real Madrid recuou seus jogadores para o campo defensivo e passou a explorar uma de suas principais características: o contra-ataque. O Galatasaray mantinha a bola em seus pés, mas em momento pouco criativo de atletas como Felipe Melo, Altintop, Sneijder e Drogba, não conseguia ter grandes oportunidades de igualar o marcador.
A equipe comandada por Mourinho passou perto de aumentar sua vantagem em novo arremate de Di María, aos 24 minutos, mas Muslera apareceu bem e tocou a bola para escanteio. Aliás, foi depois de cobrança de um tiro de canto que Sneijder, aos 38 minutos, desperdiçou a melhor chance para seu clube, esbarrando no goleiro Diego López.
O time da casa seguiu com seu estilo de toque até o término da primeira etapa, sem arriscar lances individuais e mais agudos. O Real Madrid, por sua vez, permaneceu adotando estratégia de sair em velocidade para o ataque e viu o adversário ir para os vestiários com 53% de posse de bola.
Na volta para a etapa complementar, o treinador Faith Terim promoveu a entrada de Amrabat na vaga de Altintop, mas a tentativa de aumentar a capacidade criação no meio-campo não surtiu efeito imediato. A equipe turca continuou trocando passes laterais e foi dominada pelo sistema defensivo do time visitante. O lateral-esquerdo Riera, meio-campista de origem, era mal aproveitado por seus companheiros.
Entretanto, a mudança tática mostrou ser acertada a partir dos dez minutos. Após Cristiano Ronaldo, quase na pequena área, desperdiçar chance de marcar o segundo gol, o Galatasaray foi para cima do adversário e chegou ao empate com Eboué, em belo arremate de fora da área que parou no ângulo do gol adversário.
O time turco passou a dominar a região do meio-campo no Ali Sami Yen e não permitiu que os visitantes saíssem com tranquilidade do setor defensivo. Sneijder, aos 25 minutos, invadiu a área pelo lado esquerdo e virou o placar para o Galatasaray. A esperança da torcida turca em obter uma vaga na semifinal ficou ainda maior dois minutos mais tarde, quando Didier Drogba aumentou a vantagem com belo gol de calcanhar.
Insatisfeito com o desempenho de seu time, José Mourinho realizou mudança no setor ofensivo e optou por Benzema no lugar de Higuaín, aos 29 minutos. Temendo sofrer mais gols e acabar desclassificado, o português colocou o zagueiro Albiol na vaga do principal armador da equipe, Ozil. Drogba ainda anotou gol aos 35 minutos, mas foi assinalado impedimento.

Pressionado até os momentos finais da partida, o Real Madrid conseguiu suportar as investidas do adversário e, mesmo com Arbeloa expulso aos 44 minutos, ainda voltou a balançar as redes com Cristiano Ronaldo, aos 48 minutos, encerrando a contagem. Esta é a terceira vez consecutiva que o time espanhol garante vaga entre os quatro melhores clubes da Liga dos Campeões.

FICHA TÉCNICA
GALATASARAY 3x2 REAL MADRID 


Local: estádio Ali Sami Yen, em Istambul, Turquia
Data: 9 de março de 2013, terça-feira
Horário: 15h45 (de Brasília)
Árbitro: Stéphane Lannoy (França)
Assistentes: Frédéric Cano e Michael Annonier (ambos da França)
Gols: Cristiano Ronaldo, aos oito minutos do primeiro e 46 minutos do segundo tempo (Real Madrid); Eboué, aos 11 minutos do segundo tempo, Sneijder, aos 25 minutos do segundo tempo, e Drogba, aos 27 minutos do segundo tempo.
Cartões amarelos: Arbeloa (Real Madrid); Eboué, Sneijder e Amrabat (Galatasaray).
Cartões vermelhos: Arbeloa (Real Madrid)
GALATASARAY: Muslera; Eboué (Elmander), Zan, Semih e Riera; Altintop (Amrabat), Felipe Melo, Selçuk Inan e Sneijder; Drogba e Bulut (Sarioglu)
Técnico: Fatih Terin
REAL MADRID: Diego Lopez; Essien (Arbeloa), Varane, Pepe e Fabio Coentrão; Khedira, Modric, Di Maria, Ozil (Albiol) e Cristiano Ronaldo; Higuaín (Benzema)
Técnico: José Mourinho
Veja os lances da partida

Dortmund faz dois gols nos acréscimos, elimina Málaga e se classifica às semis de forma épica


Veja os gols da partida
Parecia cinema, mas foi real. Da forma mais emocionante possível o Borussia Dortmund se classificou para a semifinal da Champions League. Perdendo por 2 a 1 até os 46 minutos do segundo tempo, o time alemão precisava de dois gols para conseguir a vaga, e conseguiu. O brasileiro Felipe Santana ainda foi o responsável por fazer o gol da vitória épica.

A partida contou com grande atuação do brasileiro Júlio Baptista, que atuou os 90 minutos do confronto pela primeira vez em um ano e meio. O meia-atacante participou dos dois gols da partida e teve atuação decisiva. Porém, seria Felipe Santana quem se sobressairia com um gol aos 48 minutos do segundo tempo.

Joaquín abriu o placar no primeiro tempo, e Lewandowski empatou ainda antes do intervalo. Aos 37 da etapa final, Eliseu, em impedimento, marcou o gol que parecia dar a classificação ao estreante time na competição continental. Porém, aos 46, Reus deixou tudo igual, e Felipe Santana, dois minutos depois, definiu o triunfo, também em posição irregular.

O Málaga, que atuava com a vantagem de um empate com gols após o 0 a 0 em sua casa, deixa a competição de cabeça erguida, apesar da eliminação que se desenhava como algo improvável. Afinal, em sua primeira participação na competição, havia passado em primeiro no grupo e eliminado o Porto nas oitavas.
Getty
Jogadores se abraçam após classificação no último minuto
Jogadores se abraçam após classificação no último minuto
O resultado ainda mantém o Dortmund como o único time invicto desta edição da Champions League. Com uma campanha de seis vitórias e quatro empates, somente o clube alemão ainda não perdeu na competição. Os comandados de Jürgen Klopp ainda seguem com uma campanha perfeita em casa, com cinco vitórias em cinco jogos.

Os alemães entraram em campo apenas com um desfalque. Hummels, com uma lesão no tornozelo e que já não havia atuado no duelo de ida, ficou no banco e entrou apenas nos minutos finais. Assim, o brasileiro Felipe Santana foi titular mais uma vez. Já o Málaga não contou com os suspensos Weligton e Iturra.

O sorteio das semifinais da Champions League – e também da Europa League – ocorrerá às 7h (de Brasília), com transmissão da ESPN Brasil e ESPN Brasil HD.

1º tempo: Marcação eficiente do Málaga e gols na base do talento individual 

Cautelosos, os dois times procuraram evitar vacilos defensivos e começaram o duelo marcando forte no campo de defensivo. O Málaga ainda conseguia trocar mais passes no ataque, mas não assustava. Após os primeiros dez minutos, os mandantes se organizaram em campo e impuseram seu estilo de jogo veloz. Porém, quando passava da primeira linha de marcação, errava nos passes.

Com o tempo, o Dortmund encontrou mais espaço e criou a primeira chance aos 15 minutos, quando Lewandowski chutou por cobertura e mandou por cima do alvo. Apesar da oportunidade, a equipe da casa tinha dificuldade em entrar na área por conta da eficiente defesa adversária.

Assim, o Málaga, em sua primeira chegada com o perigo, abriu o placar devido a uma grande jogada de Joaquín. Aos 25, o meia, que atuou como espécie de segundo atacante, foi acionado após passe de cabeça de Júlio Baptista e tabela com Isco, escapou da marcação, deixou Schmelzer no chão e concluiu rasteiro no canto esquerdo de Weidenfeller para abrir o placar.

O Dortmund passou a ficar mais bom a bola, mas mostrou ter sentido o gol e trocava passes sem perigo. Quando ia ao ataque, errava. Muito marcados, os talentosos meias Götze e Reus e o volante Gündogan, responsável por começar as jogadas de ataque, não conseguiam criar.

Assim, os mandantes se arriscavam e se movimentavam mais, enquanto os visitantes insistiam na forte marcação e assustavam nos contra-ataques. Mesmo neste cenário, o confronto tinha poucas chances de gol.

Porém, os alemães conseguiriam o empate sairia em um lance de genialidade de Reus. Aos 40, Bender roubou a bola no meio de campo, e acionou Götze. O meia logo buscou Reus, que, de primeira, deu ótimo passe de calcanhar para Lewandowski O atacante driblou o goleiro Caballero e concluiu para o gol vazio.

A bola na rede animou a equipe aurinegra, que trouxe o seu torcedor de volta para o jogo e ainda esboçou uma pressão nos minutos finais da primeira etapa, mas o seria o Málaga quem assustaria em um cabeceio de Joaquín após cobrança de falta na área que Weidenfeller defendeu. No entanto, o placar não seria mais alterado.

2º tempo: Málaga encaminha vaga, mas Dortmund consegue o inacreditável

Na volta do intervalo, o duelo ficou mais agitado e aberto. O Málaga esperava o Dortmund e epostava na marcação forte. Em três minutos, cada uma das equipes já havia criado uma boa ocasião de gol. Lewandowski chutou da entrada da área, e Caballero segurou. Logo depois, Joaquín cabeceou no contrapé e obrigou Weidenfeller fazer uma grande defesa.

Porém, logo os mandantes passaram a pressionar em busca da virada. Afinal. O empate com gols classificava o Málaga. Os espanhóis, por sua vez, tinham mais dificuldade em ficar com a bola.Assim, os mandantes tinham a bola por mais tempo e tentavam atacar, mas paravam na grande atuação da defesa dos espanhóis. Lewandowski ainda marcou aos 23, mas o atacante estava impedido, e o lance foi anulado.

Se o Dortmund tinha mais volume de jogo, os comandados de Manuel Pellegrini criavam as oportunidades mais perigosas. Aos 24, Toulalan arrematou forte de fora da área, e Weindefeller fez nova boa intervenção.

Precisando da vitória, o treinador Jürgen Klopp deixou o time mais ofensivo aos 27, colocando Schieber e Sahin nas vagas de Blaszczykowski e Bender.

Reuters
Eliseu comemora ao fazer o segundo gol do Málaga na classificação heróica sobre o Dortmund na Alemanha
Eliseu parecia ter deixado o Málaga classificado, mas...
Aos 30, o clube aurinegro criou sua melhor ocasião de gol até então. Piszczek cruzou da direita, Reus chutou forte, e Caballero fez ótima defesa no reflexo.

Porém, no momento em que os mandantes se lançavam em busca do gol da vitória, o Málaga se aproveitou de um contra-ataque para definir a classificação. Júlio Baptista foi acionado por Isco, chutou cruzado para vencer Weidenfeller, e Eliseu, em posição de impedimento, mandou à rede para colocar os visitantes novamente em vantagem.

Tudo indicava para um cenário trágico para o Dortmund, que era eliminado em casa e ainda perdendo a invencibilidade. Porém, o improvável sonho começou a se tornar realidade aos 46 minutos. Subotic rolou na área para Felipe Santana concluir travado. No rebote, Reus mandou para a rede.

Dois minutos mais tarde, o Signal Iduna Park foi ao delírio. Após levantamento da Lewandowski, Reus desviou, e o impedido Felipe Santana concluiu prensado. Na sequência, Schieber desviou na pequena área, e Felipe Santana, ainda em posição irregular, completou para o fundo do alvo, encerrando uma noite surreal em Dortmund. 
Veja os lances da partida

Na "roda viva" dos gastos da Copa e do Rio 2016, tudo lindo para o ministro. Veja os vídeos!

O Ministro do Esporte, Aldo Rebelo, esteve nas segunda-feira no programa Roda Viva, da TV Cultura. Participei da bancada de entrevistadores. Na maioria das vezes suas respostas foram superficiais. Ficou ainda mais claro que não existe no Ministério o objetivo de arrumar a casa, combater a cartolagem, os gastos públicos elevadíssimos nos estádios para a Copa de 2014 e Rio 2016. Abaixo, o programa Roda Viva, da TV Cultura, dividido em seus quatro blocos e trecho do Bate-Bola da ESPN Brasil no qual abordamos o assunto.




Abaixo, os quatro blocos do Roda Viva:














Mauro Cezar Pereira: 'Ainda não existe no Ministério do Esporte alguém disposto a arrumar a casa'

terça-feira, 9 de abril de 2013

Libertadores

19h15 Peñarol 3x0 Deportes Iquique
19h15 Vélez Sarsfield 0x0 Emelec
21h30 Tigre 3x1 Sporting Cristal
21h30 Deportes Tolima 1x2 Independiente Santa Fe

Liga dos Campeões

15h45 Borussia Dortmund 3x2 Málaga
15h45 Galatasaray 3x2 Real Madrid

Bernardinho anuncia que continuará na Unilever e na seleção brasileira


  • Alexandre Arruda/CBV
    Bernardinho anunciou que continuará dividindo seu tempo entre a seleção brasileira e a Unilever
    Bernardinho anunciou que continuará dividindo seu tempo entre a seleção brasileira e a Unilever

VEJA TAMBÉM

Apesar de insinuar nas últimas semanas que poderia deixar o comando da Unilever, o técnico Bernardinho anunciou nesta terça-feira que permanecerá à frente da equipe carioca. Durante evento em São Paulo, o treinador afirmou que continuará conciliando seu trabalho no time do Rio de Janeiro com a seleção brasileira.
"Tenho conversado com o Paulo Márcio (Superintendente da CBV) e a ideia e tenho feito meu planejamento para os quatro anos. Vamos começar, até certo ponto, de trás para frente. Penso que, em 2016, nós temos que ter mais tempo de preparação do que tivemos em 2008 e em 2004, em que a Superliga terminou e não nos deu tanto tempo para uma pré-temporada", declarou.
Em agosto do ano passado, o UOL Esporte revelou com exclusividade que a permanência do comandante à frente da seleção já estava acertada. Ary Graça, presidente da CBV, declarou à reportagem que o acerto já estava 'conversado, acertado e sacramentado'.
O oitavo título de Superliga feminina conquistado no último domingo, após virada emocionante contra o Sollys/Nestlé no Ibirapuera, deu um novo ânimo ao treinador.  "Não preciso nem renovar com a Unilever, já sou parte da Unilever. Sou como móveis e utensílios já", disse.
Além disso, Bernardinho revelou que teve ontem uma conversa com o presidente licenciado da CBV (Confederação Brasileira de Vôlei), a primeira oficial desde os Jogos Olímpicos de Londres-2012, para acertar as bases de sua renovação no combinado nacional.
"A família continua cobrando, mas eu vou enrolando e enrolando", brincou Bernardinho sobre a pressão dos parentes para diminuir o ritmo de trabalho e encerrar a 'jornada dupla'.
O técnico terá poucos dias de folga. Na semana que vem, ele volta a se reunir com o elenco da Unilever para a disputa do Sul-Americano de clubes. Depois, Bernardinho terá rápidas férias até assumir os treinos da seleção brasileira para a Liga Mundial, que começa em maio.
Ampliar

Bernardinho141 fotos

1 / 141
07.abr.2013 - Bernadinho levanta bexiga durante comemoração do título, que aconteceu em uma churrascaria na cidade de São Paulo Luiz Doro/adorofot

O medo da aposentadoria: até quando jogar?

Aproveitando o tema do Segredos do Esporte desta terça-feira (às 20h30, na ESPN) o post vai ser sobre um assunto bem debatido entre atletas. Até quando jogar?

Todo tenista sonha em ser um bom jogador, jogar os grandes torneios, ser top 100, ganhar Roland Garros e, para os mais sonhadores, em ser o número 1 do mundo. Isso só para ficar nos sonhos mais normais

Chegar ao profissionalismo é o primeiro passo. Quando chegamos, nos sentimos grandes, poderosos. Pra todo mundo que pergunta, dizemos que somos profissionais.

O segundo passo é conquistar um torneio, mesmo que seja menor. Pode ser um future, um challenger ou até um bom resultado no circuito. Todos sabemos que o circuito respeita os que conseguem coisas grandes. 

Daí vamos ao primeiro grande sonho. Ser top 100. Não me perguntem porque, mas a marca de 100 do mundo muda muita coisa. Falar que você foi 100 do mundo é bem diferente de dizer que você foi 99. Ser um top 100 é algo grande.

A partir daí o céu é o limite. Cada jogador consegue seus objetivos ou até mais do que sonhava.

A carreira é longa, mas acaba muito rápido para o tenista. Perto dos 30, o jogador começa a sentir que cansa mais fácil, que as viagens são mais longas, os dias de treinos mais doloridos. Começam a te chamar de veterano do circuito e a cada segundo te perguntam se você tem planos para a aposentadoria. Parece que os jovens do circuito querem teu lugar e não aguentam mais te ver por lá. É bem verdade que alguns diferentes conseguem chegar mais longe e aos 32, 35 anos conseguem se manter no circuito. Mas como? Até quando?

Aqui no Brasil eu virei uma central de consulta sobre o momento da aposentadoria e sobre o que fazer. Já conversei com vários tenistas e até atletas de outros esportes. A grande pergunta é se vale a pena ficar jogando em um nível abaixo do que estava acostumado e perdendo de caras que ele não quer perder e nem perdia antes.

Quando isso acontece sempre começo a responder com uma pergunta. Por que você está jogando? Precisa do dinheiro? Pela fama? Porque não tem outra coisa pra fazer? Porque está com medo da vida fora do esporte competitivo?

Tenho que admitir que não é uma decisão fácil, mas não podemos ficar com medo dos desafios que estão por vir. A vida fora das quadras é muito legal e interessante. Da mesma maneira que temos que abdicar de coisas e lutar todos os dias dentro da quadra, as futuras obrigações serão igualmente difíceis.

Acho que atleta e principalmente tenista não pode ficar no circuito perdendo de todo mundo e fazendo feio. Mais ainda quando o cara tem um nome e fez grandes resultados. Tudo chega ao fim e se chegou a sua hora.. TENHA CORAGEM DE ACEITAR QUE CHEGOU A SUA HORA.

Hoje, às 20h30 na ESPN vamos debates sobre isso e muito mais com uma incrível atleta que ainda joga e joga muito. Fofão tem mais de 40 anos e não para de ganhar. Quero muito saber os motivos que a motivam a jogar a ganhar e o que ela pensa do futuro...

Pergunto pra você. Até quando vale a pena jogar? 

O inexplicado hospital do tricolor carioca

Um amigo que, tempos atrás, num rasgo de exagero, definiu o Fluminense como “o maior hospital da América do Sul”, telefona para recomendar que eu não deixe de ler a matéria de Marcos Penido no “Globo” de terça-feira, 9 de abril. Se não a matéria toda, ao menos o trecho que começa com esta informação: “O médico teve muito trabalho ontem. O departamento médico do clube estava cheio”. E segue a lista de jogadores entregues ao atarefado doutor: Thiago Neves, Wellington Nem, Bruno, Diguinho, Fred, Valencia, Rhayner e Carlinhos. Ao todo, oito, sem contar com Deco, que deixou o treino queixando-se de dores na coxa direita, e Marco Júnior, outro que vem desfalcando o combalido elenco de Abel Braga.

Realmente é impressionante o trabalho que tem o departamento médico do Fluminense. Isso desde os tempos da campanha pelo título brasileiro de 2012. Naquela ocasião, Deco e Fred eram os mais assíduos freqüentadores do hospital de que fala o amigo. Hoje, outros “habitués” tem se juntado a eles. Há veteranos, como Deco, mas há também garotos dos quais é justo esperar músculos e nervos mais saudáveis. Nem, por exemplo. E o mesmo Marco Júnior.

Como explicar que o Fluminense raramente mande a campo o seu time titular, isso, pelo menos, nos três últimos anos? Abel já recorreu a diferentes formações nas duas competições em disputa, o Estadual e a Libertadores. E chega à fase decisiva de ambas não só sem seu principal jogador, Fred, mas sem outros titulares. Fato que torna bastante improvável que o Fluminense se saia bem nas duas ou mesmo em uma delas. E como estará para a maratona do Brasileiro?

Outro amigo, este menos inconformado com a má saúde tricolor, lembra que as contusões são um problema crônico do futebol brasileiro. Segundo ele, em parte pelo mau calendário que nossos times tem de cumprir, em parte porque o preparo físico dos jogadores, alem de não estar em dia com os mais modernos métodos de treinamento, não é adequado à sequência de jogos a que estão obrigados.

Nessa não me meto. Nada entendo de preparo físico. Também não fiz um levantamento de quantas baixas cada clube brasileiro tem sofrido, a ponto de considerar que o problema, como sugere o segundo amigo, seja mesmo crônico,. Mas não há dúvida de que o Fluminense é o recordista em matéria de desfalques. Pode não ser o maior hospital da América do Sul, mas certamente, por ter seu departamento médico quase sempre cheio, seria de se esperar, de seus doutores e preparadores físicos, ao menos uma explicação. 

Imprensa italiana chama clássico de Roma de Faroeste. Violência também perturba na Europa


Uma batalha campal nos arredores do estádio Olímpico de Roma aconteceu minutos antes do dérbi de segunda-feira, empate por 1 x 1, com gols de Hernanes e Totti. O resultado deixou a Roma em sétimo lugar, a Lazio em quinto, distante da briga pela vaga na Champions League.

O dérbi preocupa cada vez mais os policiais italianos. O prefeito de Roma, Gianni Alemanno, fez um apelo: "Sou muito preocupado com os incidentes. Peço às duas torcidas que vivam um dérbi tranquilo."

A imagem mostra que não foi.
Oito feridos, quatro presos: saldo do clássido de Roma
Oito feridos, quatro presos: saldo do clássido de Roma

Destaque da final, Natália se livra de nuvem negra: ‘Uma vitória pessoal’


Os dias de angústia e dúvidas ficaram para trás. Depois de sofrer por conta de um tumor na canela esquerda, depois de um retorno às quadras ainda inconsistente, a ponteira Natália está radiante. Cresceu no momento decisivo da Superliga feminina de vôlei e liderou o Rio de Janeiro à conquista do título, sendo a maior pontuadora da decisão contra o Osasco, igualando os 22 pontos de Sarah Pavan. No histórico das nove finais entre os dois times, ela agora lidera o ranking de pontuação, cravando 106 bolas. Natália considera a atuação do último domingo um ponto final na “nuvem negra” que a atormentou.
- Só quem estava do meu lado sabe o quanto sofri. Essa decisão foi o reflexo da minha temporada. Lutei, tive momentos difíceis, mas fui feliz no final. Foi uma vitória pessoal também - disse a jogadora.
Volei - Natália Fabi Rio de Janeiro Campeão Medalha (Foto: Ivo Gonzalez/Agência O Globo)Com o Cristo Redentor ao fundo, Fabi e Natália exibem medalha da Superliga (Foto: Ivo Gonzalez/O Globo)
Foi de Natália o último ponto da partida. Não à toa. Depois que o Rio abriu vantagem no tie-break, a levantadora Fofão procurou a ponteira para presenteá-la com a missão de encerrar o confronto. Uma coroação por toda superação de Natália na temporada.
- Eu dei a bola para ela. Procurei e queria ter dado uma bola perfeita, mas não consegui. De todo jeito, ela virou. A Natália merecia isso. Cada vez que ela rever esse jogo, vai lembrar que ela decidiu. A Natália voltou a ter segurança na hora certa. Quero que ela lembre essa final, que ela saiba que é capaz de fazer tudo - disse Fofão.
Natália chegou a duvidar se conseguiria atuar no mesmo nível de antes do tumor na canela. A família, as amigas e o técnico Bernardinho foram fundamentais para fazê-la erguer a cabeça e voltar a acreditar em si.
- Parar de fazer uma das coisas que mais amo foi muito difícil. Ficava em dúvida se poderia voltar a ser a Natália de sempre. Não comecei bem a Superliga, chegava para o Bernardo e chorava. Ele falava: “Você vai jogar e vai ser campeã disso”. Acreditei na minha recuperação, do mesmo modo que acreditar que poderíamos vencer o Osasco - disse Natália.
Agora, a única dúvida de Natália é como aproveitar as férias, se é que terá tempo para isso. A ponteira não sabe exatamente qual será a sua programação, que pode contar com a disputa do Sul-Americano de clubes e com o início da preparação da seleção brasileira para o Grand Prix, principal competição entre seleções em 2013.

Libertem a alegria!*


Leandro, do Palmeiras, e Luan, do Atlético-MG, têm algumas particularidades em comum. Ambos são jovens promessas do futebol brasileiro, marcaram gols importantes pelas respectivas equipes no domingo, festejaram o momento de alegria intensa e… levaram cartões amarelos. Em ambos os casos, por “conduta antidesportiva”, seja lá o que isso for.
Essa atitude vaga, de larga interpretação e contornos pouco precisos, permite às Suas Senhorias dos gramados advertir os atletas, se considerarem que exageraram na euforia. E, claro, com devido respaldo de seus superiores e da casta especial de analistas de arbitragem, composta de ex-colegas que em geral comungam dos mesmos critérios.
As faltas dos moços? Leandro, 19 anos, fez o gol da vitória palestrina por 2 a 1 sobre a Ponte, resultado que derrubou longa invencibilidade da brava adversária, até então insuperável no Campeonato Paulista. Assim que mandou a bola para as redes, colocou a mão no ouvido direito, como se dissesse para o público: “E agora, ninguém vai dizer nada?” Gesto quase tão antigo quanto o esporte, repetido por tantas gerações de boleiros.
Céus! Isso configura afronta e pode incitar à violência, na avaliação de quem faz as regras do jogo. O profissional não tem direito de comportar-se de maneira tão indigna! Então, os zelosos juízes não vacilam em mostrar-lhe, por meio daquele cartãozinho, o quanto desaprovam a indelicadeza. Foi o que fez Luís Vanderlei Martinucho, todo garboso. É para os saidinhos aprenderem que não se brinca com coisa séria como o futebol. Ora!
Reação semelhante teve Wanderson Alves de Souza, responsável pelo bom andamento dos trabalhos entre Atlético-MG e Boa, pelo Campeonato Mineiro. Luan, 22 anos, anotou golaço, o terceiro dos 4 a 0 finais e o segundo dele na partida, e ficou rodando, rodando, a imitar aviãozinho. Lembrou o técnico Zagallo lá por 1990 e tantos. Na interpretação do senhor do espetáculo, demorou muito para voltar ao meio do campo. Por isso, lascou-lhe a admoestação.
O curioso é que Luan levou algumas pancadas na partida e os agressores passaram incólumes. E ele mesmo, depois, também deu uma sapatada num marcador e o árbitro fechou os olhos. Se aplicasse outro amarelo, viria o vermelho de brinde. Como fica a critério do apitador definir o que vale ou não, vida que segue. Bater é do jogo; quebrar canelas, risco normal. Mas exaltar-se na hora do gol fere a moral e os bons costumes.
Coitado do César Maluco, que se pendurava nos alambrados nos anos 1970. Hoje, seria um pária. Coitado do Serginho Chulapa, do Romário, do Edmundo. Acho que até o Pelé iria se estrepar, porque socar o ar, após os gols, poderia soar ofensivo, agressivo…
Jogadores e formadores de opinião, quem tenha mínima influência, deveriam unir-se e fazer campanha para o basta à hipocrisia, à caretice e à cara de pau disseminadas no futebol. Punição para os brucutus, para técnicos que mandam bater, para dirigentes pilantras, para juízes desonestos, para arruaceiros de arquibancadas. E liberdade para a vibração intensa, exagerada na razão de existir o futebol: o gol. Gol sempre é farra, adrenalina, risos e lágrimas de alegria!
Verde renasce. Por falar em entusiasmo, o Palmeiras supera limitações com suor e raça. A moçada de Gilson Kleina não prima pela técnica, mas tem corrido mais do que equipes estreladas e encrencadas. Os 2 a 1 sobre a Ponte dão esperança de que pode avançar na Libertadores. Nesta semana, a decisão é com o Libertad.