terça-feira, 9 de abril de 2013

Libertadores

19h15 Peñarol 3x0 Deportes Iquique
19h15 Vélez Sarsfield 0x0 Emelec
21h30 Tigre 3x1 Sporting Cristal
21h30 Deportes Tolima 1x2 Independiente Santa Fe

Liga dos Campeões

15h45 Borussia Dortmund 3x2 Málaga
15h45 Galatasaray 3x2 Real Madrid

Bernardinho anuncia que continuará na Unilever e na seleção brasileira


  • Alexandre Arruda/CBV
    Bernardinho anunciou que continuará dividindo seu tempo entre a seleção brasileira e a Unilever
    Bernardinho anunciou que continuará dividindo seu tempo entre a seleção brasileira e a Unilever

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Apesar de insinuar nas últimas semanas que poderia deixar o comando da Unilever, o técnico Bernardinho anunciou nesta terça-feira que permanecerá à frente da equipe carioca. Durante evento em São Paulo, o treinador afirmou que continuará conciliando seu trabalho no time do Rio de Janeiro com a seleção brasileira.
"Tenho conversado com o Paulo Márcio (Superintendente da CBV) e a ideia e tenho feito meu planejamento para os quatro anos. Vamos começar, até certo ponto, de trás para frente. Penso que, em 2016, nós temos que ter mais tempo de preparação do que tivemos em 2008 e em 2004, em que a Superliga terminou e não nos deu tanto tempo para uma pré-temporada", declarou.
Em agosto do ano passado, o UOL Esporte revelou com exclusividade que a permanência do comandante à frente da seleção já estava acertada. Ary Graça, presidente da CBV, declarou à reportagem que o acerto já estava 'conversado, acertado e sacramentado'.
O oitavo título de Superliga feminina conquistado no último domingo, após virada emocionante contra o Sollys/Nestlé no Ibirapuera, deu um novo ânimo ao treinador.  "Não preciso nem renovar com a Unilever, já sou parte da Unilever. Sou como móveis e utensílios já", disse.
Além disso, Bernardinho revelou que teve ontem uma conversa com o presidente licenciado da CBV (Confederação Brasileira de Vôlei), a primeira oficial desde os Jogos Olímpicos de Londres-2012, para acertar as bases de sua renovação no combinado nacional.
"A família continua cobrando, mas eu vou enrolando e enrolando", brincou Bernardinho sobre a pressão dos parentes para diminuir o ritmo de trabalho e encerrar a 'jornada dupla'.
O técnico terá poucos dias de folga. Na semana que vem, ele volta a se reunir com o elenco da Unilever para a disputa do Sul-Americano de clubes. Depois, Bernardinho terá rápidas férias até assumir os treinos da seleção brasileira para a Liga Mundial, que começa em maio.
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07.abr.2013 - Bernadinho levanta bexiga durante comemoração do título, que aconteceu em uma churrascaria na cidade de São Paulo Luiz Doro/adorofot

O medo da aposentadoria: até quando jogar?

Aproveitando o tema do Segredos do Esporte desta terça-feira (às 20h30, na ESPN) o post vai ser sobre um assunto bem debatido entre atletas. Até quando jogar?

Todo tenista sonha em ser um bom jogador, jogar os grandes torneios, ser top 100, ganhar Roland Garros e, para os mais sonhadores, em ser o número 1 do mundo. Isso só para ficar nos sonhos mais normais

Chegar ao profissionalismo é o primeiro passo. Quando chegamos, nos sentimos grandes, poderosos. Pra todo mundo que pergunta, dizemos que somos profissionais.

O segundo passo é conquistar um torneio, mesmo que seja menor. Pode ser um future, um challenger ou até um bom resultado no circuito. Todos sabemos que o circuito respeita os que conseguem coisas grandes. 

Daí vamos ao primeiro grande sonho. Ser top 100. Não me perguntem porque, mas a marca de 100 do mundo muda muita coisa. Falar que você foi 100 do mundo é bem diferente de dizer que você foi 99. Ser um top 100 é algo grande.

A partir daí o céu é o limite. Cada jogador consegue seus objetivos ou até mais do que sonhava.

A carreira é longa, mas acaba muito rápido para o tenista. Perto dos 30, o jogador começa a sentir que cansa mais fácil, que as viagens são mais longas, os dias de treinos mais doloridos. Começam a te chamar de veterano do circuito e a cada segundo te perguntam se você tem planos para a aposentadoria. Parece que os jovens do circuito querem teu lugar e não aguentam mais te ver por lá. É bem verdade que alguns diferentes conseguem chegar mais longe e aos 32, 35 anos conseguem se manter no circuito. Mas como? Até quando?

Aqui no Brasil eu virei uma central de consulta sobre o momento da aposentadoria e sobre o que fazer. Já conversei com vários tenistas e até atletas de outros esportes. A grande pergunta é se vale a pena ficar jogando em um nível abaixo do que estava acostumado e perdendo de caras que ele não quer perder e nem perdia antes.

Quando isso acontece sempre começo a responder com uma pergunta. Por que você está jogando? Precisa do dinheiro? Pela fama? Porque não tem outra coisa pra fazer? Porque está com medo da vida fora do esporte competitivo?

Tenho que admitir que não é uma decisão fácil, mas não podemos ficar com medo dos desafios que estão por vir. A vida fora das quadras é muito legal e interessante. Da mesma maneira que temos que abdicar de coisas e lutar todos os dias dentro da quadra, as futuras obrigações serão igualmente difíceis.

Acho que atleta e principalmente tenista não pode ficar no circuito perdendo de todo mundo e fazendo feio. Mais ainda quando o cara tem um nome e fez grandes resultados. Tudo chega ao fim e se chegou a sua hora.. TENHA CORAGEM DE ACEITAR QUE CHEGOU A SUA HORA.

Hoje, às 20h30 na ESPN vamos debates sobre isso e muito mais com uma incrível atleta que ainda joga e joga muito. Fofão tem mais de 40 anos e não para de ganhar. Quero muito saber os motivos que a motivam a jogar a ganhar e o que ela pensa do futuro...

Pergunto pra você. Até quando vale a pena jogar? 

O inexplicado hospital do tricolor carioca

Um amigo que, tempos atrás, num rasgo de exagero, definiu o Fluminense como “o maior hospital da América do Sul”, telefona para recomendar que eu não deixe de ler a matéria de Marcos Penido no “Globo” de terça-feira, 9 de abril. Se não a matéria toda, ao menos o trecho que começa com esta informação: “O médico teve muito trabalho ontem. O departamento médico do clube estava cheio”. E segue a lista de jogadores entregues ao atarefado doutor: Thiago Neves, Wellington Nem, Bruno, Diguinho, Fred, Valencia, Rhayner e Carlinhos. Ao todo, oito, sem contar com Deco, que deixou o treino queixando-se de dores na coxa direita, e Marco Júnior, outro que vem desfalcando o combalido elenco de Abel Braga.

Realmente é impressionante o trabalho que tem o departamento médico do Fluminense. Isso desde os tempos da campanha pelo título brasileiro de 2012. Naquela ocasião, Deco e Fred eram os mais assíduos freqüentadores do hospital de que fala o amigo. Hoje, outros “habitués” tem se juntado a eles. Há veteranos, como Deco, mas há também garotos dos quais é justo esperar músculos e nervos mais saudáveis. Nem, por exemplo. E o mesmo Marco Júnior.

Como explicar que o Fluminense raramente mande a campo o seu time titular, isso, pelo menos, nos três últimos anos? Abel já recorreu a diferentes formações nas duas competições em disputa, o Estadual e a Libertadores. E chega à fase decisiva de ambas não só sem seu principal jogador, Fred, mas sem outros titulares. Fato que torna bastante improvável que o Fluminense se saia bem nas duas ou mesmo em uma delas. E como estará para a maratona do Brasileiro?

Outro amigo, este menos inconformado com a má saúde tricolor, lembra que as contusões são um problema crônico do futebol brasileiro. Segundo ele, em parte pelo mau calendário que nossos times tem de cumprir, em parte porque o preparo físico dos jogadores, alem de não estar em dia com os mais modernos métodos de treinamento, não é adequado à sequência de jogos a que estão obrigados.

Nessa não me meto. Nada entendo de preparo físico. Também não fiz um levantamento de quantas baixas cada clube brasileiro tem sofrido, a ponto de considerar que o problema, como sugere o segundo amigo, seja mesmo crônico,. Mas não há dúvida de que o Fluminense é o recordista em matéria de desfalques. Pode não ser o maior hospital da América do Sul, mas certamente, por ter seu departamento médico quase sempre cheio, seria de se esperar, de seus doutores e preparadores físicos, ao menos uma explicação. 

Imprensa italiana chama clássico de Roma de Faroeste. Violência também perturba na Europa


Uma batalha campal nos arredores do estádio Olímpico de Roma aconteceu minutos antes do dérbi de segunda-feira, empate por 1 x 1, com gols de Hernanes e Totti. O resultado deixou a Roma em sétimo lugar, a Lazio em quinto, distante da briga pela vaga na Champions League.

O dérbi preocupa cada vez mais os policiais italianos. O prefeito de Roma, Gianni Alemanno, fez um apelo: "Sou muito preocupado com os incidentes. Peço às duas torcidas que vivam um dérbi tranquilo."

A imagem mostra que não foi.
Oito feridos, quatro presos: saldo do clássido de Roma
Oito feridos, quatro presos: saldo do clássido de Roma

Destaque da final, Natália se livra de nuvem negra: ‘Uma vitória pessoal’


Os dias de angústia e dúvidas ficaram para trás. Depois de sofrer por conta de um tumor na canela esquerda, depois de um retorno às quadras ainda inconsistente, a ponteira Natália está radiante. Cresceu no momento decisivo da Superliga feminina de vôlei e liderou o Rio de Janeiro à conquista do título, sendo a maior pontuadora da decisão contra o Osasco, igualando os 22 pontos de Sarah Pavan. No histórico das nove finais entre os dois times, ela agora lidera o ranking de pontuação, cravando 106 bolas. Natália considera a atuação do último domingo um ponto final na “nuvem negra” que a atormentou.
- Só quem estava do meu lado sabe o quanto sofri. Essa decisão foi o reflexo da minha temporada. Lutei, tive momentos difíceis, mas fui feliz no final. Foi uma vitória pessoal também - disse a jogadora.
Volei - Natália Fabi Rio de Janeiro Campeão Medalha (Foto: Ivo Gonzalez/Agência O Globo)Com o Cristo Redentor ao fundo, Fabi e Natália exibem medalha da Superliga (Foto: Ivo Gonzalez/O Globo)
Foi de Natália o último ponto da partida. Não à toa. Depois que o Rio abriu vantagem no tie-break, a levantadora Fofão procurou a ponteira para presenteá-la com a missão de encerrar o confronto. Uma coroação por toda superação de Natália na temporada.
- Eu dei a bola para ela. Procurei e queria ter dado uma bola perfeita, mas não consegui. De todo jeito, ela virou. A Natália merecia isso. Cada vez que ela rever esse jogo, vai lembrar que ela decidiu. A Natália voltou a ter segurança na hora certa. Quero que ela lembre essa final, que ela saiba que é capaz de fazer tudo - disse Fofão.
Natália chegou a duvidar se conseguiria atuar no mesmo nível de antes do tumor na canela. A família, as amigas e o técnico Bernardinho foram fundamentais para fazê-la erguer a cabeça e voltar a acreditar em si.
- Parar de fazer uma das coisas que mais amo foi muito difícil. Ficava em dúvida se poderia voltar a ser a Natália de sempre. Não comecei bem a Superliga, chegava para o Bernardo e chorava. Ele falava: “Você vai jogar e vai ser campeã disso”. Acreditei na minha recuperação, do mesmo modo que acreditar que poderíamos vencer o Osasco - disse Natália.
Agora, a única dúvida de Natália é como aproveitar as férias, se é que terá tempo para isso. A ponteira não sabe exatamente qual será a sua programação, que pode contar com a disputa do Sul-Americano de clubes e com o início da preparação da seleção brasileira para o Grand Prix, principal competição entre seleções em 2013.

Libertem a alegria!*


Leandro, do Palmeiras, e Luan, do Atlético-MG, têm algumas particularidades em comum. Ambos são jovens promessas do futebol brasileiro, marcaram gols importantes pelas respectivas equipes no domingo, festejaram o momento de alegria intensa e… levaram cartões amarelos. Em ambos os casos, por “conduta antidesportiva”, seja lá o que isso for.
Essa atitude vaga, de larga interpretação e contornos pouco precisos, permite às Suas Senhorias dos gramados advertir os atletas, se considerarem que exageraram na euforia. E, claro, com devido respaldo de seus superiores e da casta especial de analistas de arbitragem, composta de ex-colegas que em geral comungam dos mesmos critérios.
As faltas dos moços? Leandro, 19 anos, fez o gol da vitória palestrina por 2 a 1 sobre a Ponte, resultado que derrubou longa invencibilidade da brava adversária, até então insuperável no Campeonato Paulista. Assim que mandou a bola para as redes, colocou a mão no ouvido direito, como se dissesse para o público: “E agora, ninguém vai dizer nada?” Gesto quase tão antigo quanto o esporte, repetido por tantas gerações de boleiros.
Céus! Isso configura afronta e pode incitar à violência, na avaliação de quem faz as regras do jogo. O profissional não tem direito de comportar-se de maneira tão indigna! Então, os zelosos juízes não vacilam em mostrar-lhe, por meio daquele cartãozinho, o quanto desaprovam a indelicadeza. Foi o que fez Luís Vanderlei Martinucho, todo garboso. É para os saidinhos aprenderem que não se brinca com coisa séria como o futebol. Ora!
Reação semelhante teve Wanderson Alves de Souza, responsável pelo bom andamento dos trabalhos entre Atlético-MG e Boa, pelo Campeonato Mineiro. Luan, 22 anos, anotou golaço, o terceiro dos 4 a 0 finais e o segundo dele na partida, e ficou rodando, rodando, a imitar aviãozinho. Lembrou o técnico Zagallo lá por 1990 e tantos. Na interpretação do senhor do espetáculo, demorou muito para voltar ao meio do campo. Por isso, lascou-lhe a admoestação.
O curioso é que Luan levou algumas pancadas na partida e os agressores passaram incólumes. E ele mesmo, depois, também deu uma sapatada num marcador e o árbitro fechou os olhos. Se aplicasse outro amarelo, viria o vermelho de brinde. Como fica a critério do apitador definir o que vale ou não, vida que segue. Bater é do jogo; quebrar canelas, risco normal. Mas exaltar-se na hora do gol fere a moral e os bons costumes.
Coitado do César Maluco, que se pendurava nos alambrados nos anos 1970. Hoje, seria um pária. Coitado do Serginho Chulapa, do Romário, do Edmundo. Acho que até o Pelé iria se estrepar, porque socar o ar, após os gols, poderia soar ofensivo, agressivo…
Jogadores e formadores de opinião, quem tenha mínima influência, deveriam unir-se e fazer campanha para o basta à hipocrisia, à caretice e à cara de pau disseminadas no futebol. Punição para os brucutus, para técnicos que mandam bater, para dirigentes pilantras, para juízes desonestos, para arruaceiros de arquibancadas. E liberdade para a vibração intensa, exagerada na razão de existir o futebol: o gol. Gol sempre é farra, adrenalina, risos e lágrimas de alegria!
Verde renasce. Por falar em entusiasmo, o Palmeiras supera limitações com suor e raça. A moçada de Gilson Kleina não prima pela técnica, mas tem corrido mais do que equipes estreladas e encrencadas. Os 2 a 1 sobre a Ponte dão esperança de que pode avançar na Libertadores. Nesta semana, a decisão é com o Libertad.

A Liga


O que faria o Botafogo pensar em devolver o Engenhão para a Prefeitura do Rio de Janeiro? Construído para os Jogos Pan-americanos de 2007, custou seis vezes mais para o bolso do contribuinte do que o previsto. Sob o controle do clube, significava a possibilidade de reabilitação de uma das mais tradicionais instituições do esporte nacional.
Os problemas estruturais detectados na cobertura do estádio pesam menos na avaliação do Botafogo do que o fracasso na administração da nova casa. São os velhos e intermitentes problemas de gestão do futebol brasileiro. A situação é tão grave que até quem chafurda na incompetência já percebeu que algo deve ser feito.
Mas sempre pode ficar pior. A repórter Gabriela Moreira, da ESPN, revelou na quinta-feira que o Maracanã, depois de consumir R$ 1 bilhão para a Copa do Mundo de 2014, precisará de uma nova reforma para atingir os padrões técnicos exigidos pelo Comitê Olímpico Internacional para os Jogos de 2016. Vem aí mais uma obra, acredite.
Seria muito melhor escrever apenas sobre futebol. Mas que futebol? Houve algo relevante nos últimos dias, além da derrota do São Paulo para o Strongest e o confronto entre a polícia mineira e os jogadores do Arsenal de Sarandi? Talvez o amistoso da seleção brasileira contra a Bolívia, mas pensando bem...
O futuro está nas mãos dos clubes, na constituição de uma liga responsável pela organização do negócio. Há muito tempo a Inglaterra, de onde escrevo esta coluna, deixou a federação de lado.
Estou na cidade de Manchester para comentar o clássico entre os times da cidade. Aqui a rivalidade não é para amadores, mas tem limites. Precisa ser boa para todos.
A partilha equilibrada da receita de televisão é um bom exemplo disso. Não existe santo em gramados ingleses, mas a indústria funciona porque até os espertalhões sabem que a missão de organizar o campeonato é de quem o disputa.
É óbvio que nem todos os modelos são replicáveis no Brasil, como o que possibilita a compra e a venda de um time. O Manchester United pertence à família Glazer, dos Estados Unidos, enquanto o City está nas mãos da família real de Abu Dhabi, dos Emirados Árabes.
Logo mais, a partir das 16 horas (de Brasília), no Old Trafford, a única certeza é que haverá uma multidão injetando dinheiro na conta do clube e se divertindo, na mais pura atmosfera do futebol. O torcedor investe pesado para comprar ingressos, mas a entidade também se esforça para fazer a sua parte.
E nós, o que estamos fazendo? Arquitetando planos para salvar os clubes da falência, tentando eliminar dívidas com mágicas parlamentares no Congresso Nacional. É a maneira da cartolagem vestir o retrocesso com a roupa do avanço. E de se manter no poder com um altíssimo custo político e social. Sabe quem vai pagar a conta? Enquanto a missão estiver a cargo dessa gente vai sair caro.

Marin prometeu a pais de Kevin renda já acertada em 2011


O presidente da CBF, José Maria Marin, prometeu o que não podia ao afirmar publicamente que o amistoso entre Brasil e Bolívia, realizado anteontem, teria renda integralmente revertida para a família de Kevin Espada.
A realização da partida foi acertada em novembro de 2011, entre o presidente da Federação Boliviana de Futebol (FBF), Carlos Chávez, e Marco Polo Del Nero, hoje vice da CBF, mas à época sem cargo na confederação.
No dia 12 de março, Marin afirmou no programa "Encontro de Craques" do canal BandSports: "A seleção irá jogar na Bolívia, graciosamente, com renda total para a família do menor".
Esta seria, segundo ele, "a melhor maneira de prestar solidariedade à família".

Isto é José Maria Marín

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1979/Folhapress
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O governador Paulo Maluf (ao centro) e o vice-governador José Maria Marin (à dir.) durante discursoLeia mais
A declaração de Marin teve repercussão imediata na Bolívia. A Folha apurou que o presidente da FBF, Carlos Chávez, foi cobrado e telefonou para o colega brasileiro pedindo esclarecimentos.
Em razão disso, no dia 13 de março, um dia após sua declaração pública, Marin encaminhou carta, a qual à Folha teve acesso, a Chávez na qual detalhou a divisão dos custos e deixou claro que "a renda da partida será em favor da Federação Boliviana de Futebol".
Conforme a data do jogo se aproximava, o assunto voltou a ganhar espaço. À Folha e a emissoras de TV da Bolívia o pai do garoto se disse "feliz com Marin" e "triste com a federação boliviana".
O jovem boliviano morreu em 20 de fevereiro, em Oruro, ao ser atingido por um sinalizador durante a partida entre Corinthians e San José.
Sem nenhuma posição pública de Marin sobre o destino da renda da partida, no último dia 3, três dias antes do confronto, Chávez enviou uma longa carta ao presidente da confederação.
O dirigente cobrou: "É preciso que o amigo deixe claramente estabelecido o verdadeiro motivo da honrosa visita de vossa seleção". E ameaçou: "Caso contrário, com muito pesar e a gratidão de sempre, nos veríamos obrigados a suspender o amistoso".
A réplica de Marin se deu no mesmo dia. "Reiteramos nosso ofício datado de 13 de março de 2013 [...] Qualquer outra notícia é inteiramente sem fundamento."
Anteontem, dia do jogo, o encontro entre Marin e Chávez foi tenso. Os dois posaram lado a lado quando o brasileiro entregou ao boliviano uma carta na qual pede ajuda para a situação dos 12 corintianos presos em Oruro.
Questionado por jornalistas brasileiros sobre a renda da partida, Chávez respondeu que este "é um assunto interno da federação".
Marin recuou em relação ao que havia dito no Brasil em março. "Não podemos fazer nada, somos convidados, os anfitriões são eles."
A renda bruta --de R$ 1,06 milhão-- ficará com a FBF.
Pelo acordo entre as federações, as duas seleções vão se enfrentar de novo, no Brasil, em partida ainda sem data e local definidos.
Editoria de Arte/Folhapress

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Argentino

20h15 Arsenal Sarandí 1x0 Estudiantes

Espanhol

17h00 Sevilla 2x1 Athletic Bilbao

Português

16h00 Porto 3x1 Braga

Inglês

16h00 Manchester United 1x2 Manchester City

Italiano

15h45 Roma 1x1 Lazio

Inquieto, Bernardinho leva a melhor sobre o sereno Luizomar na decisão


 Enquanto as meninas de Osasco e Rio de Janeiro se enfrentavam na final da Superliga feminina de vôlei, outro duelo se travava à beira da quadra do ginásio do Ibirapuera. O contraste entre a inquietude esbravejante do técnico Bernardo Rezende e a tranquilidade observadora de Luizomar de Moura foi um show à parte neste domingo. Dois estilos opostos, mas, cada um a seu jeito, bastante eficientes. Melhor para o agitado Bernardinho, que liderou o Rio de Janeiro numa virada incrível para chegar ao título.
Desde o início, os técnicos “dançavam” em ritmos diferentes. Bernardinho preferia ficar parado, mas não quieto. Com a mão no queixo, conversava pelo rádio e vociferava instruções para as meninas do Rio de Janeiro durante o primeiro set. Luizomar, por sua vez, passeava de um lado ao outro e só explodia a cada bela cortada de Fernanda Garay, a cada ponto de Jaqueline. Assim, com orientações serenas, porém firmes, o técnico liderou o Osasco ao triunfo no set inicial (25 a 22).
À medida que o segundo set passava, as características dos treinadores ficavam mais evidentes. Cada vez mais calmo, vendo o Osasco vencer novamente (dessa vez por 25 a 19), Luizomar apoiava as mãos na cintura, ou as unia atrás das costas. Para que usá-las, se apenas suas instruções já bastavam? Enquanto isso, a inquietude crescia em Bernardinho, que desistira de ficar parado e caminhava em frente ao banco de reservas, tendo de escutar provocações diretas da torcida do Osasco.
Bernardinho vôlei Rio de Janeiro (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Bernardinho: tensão do início ao fim da decisão no Ibirapuera  (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)
No entanto, os papéis se inverteram no meio da decisão. O Rio reagiu e amansou a fera Bernardinho nos dois sets seguintes. Ele quase não esbravejou na vitória do terceiro set por 25 a 20, muito menos no período seguinte, vencido com sobras (25 a 15). Luizomar, não perdeu a tranquilidade, mas passou a falar cada vez mais com suas jogadoras.
Era chegada a hora da decisão. Já não havia mais contraste entre calmo e agitado. Os nervos à flor da pele falavam mais alto. A cada ponto, os dois treinadores explodiam, ou em comemoração, ou em lamentos. Mais acostumadas a jogar sob o comando de um técnico inquieto, as meninas do Rio de Janeiro não fraquejaram, levaram o set decisivo (15 a 9) e o título. Só aí o esbravejante Bernardinho pôde relaxar e festejar mais uma conquista.
Luizomar vôlei Osasco (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Luizomar: da tranquilidade à decepção na final da Superliga (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)

Morta nesta segunda, Margaret Thatcher usou tragédia para moldar futebol inglês à sua imagem


O futebol inglês na 'mão de ferro' de Margaret Thatcher
O futebol inglês na 'mão de ferro' de Margaret Thatcher

Morreu nesta segunda-feira, aos 87 anos, a ex-ministra britânica Margaret Thatcher, vítima de um derrame. Primeira mulher a alcançar o mais alto posto político da Inglaterra, a “Dama de Ferro”, como ficou conhecida, teve papel fundamental na construção do futebol inglês como é conhecido atualmente. 

Um dos ícones da política neoliberal, Thatcher teve a mesma “mão de ferro” utilizada na economia, no futebol. Assim como fragilizou os sindicatos, enfraqueceu as “firms”. Contra os trabalhadores, se valeu de impostos e privatizações; já para atacar os hooligans criou uma mentira.

No último dia 12 de setembro, o atual primeiro-ministro britânico, David Cameron, se desculpou com as famílias das 96 pessoas mortas na tragédia no Estádio de Hillsborough, em abril de 1989, na partida entre Liverpool e Nottingham Forest. Durante 23 anos, o Reino Unido culpou “inocentes”.

Em uma “manipulação grosseira”, como o próprio Cameron definiu, os torcedores do Liverpool foram responsabilizados pela tragédia, com base no Relatório Taylor, chefiado e aprovado por Thatcher. Ali, a primeira ministra decidia por um ponto final na violência, que, de fato, por anos imperou no futebol inglês – mas não naquele 15 de abril de 1989.

Imediatamente após a tragédia, o governo britânico constituiu uma comissão, chefiada por Peter Taylor, para investigar o ocorrido dentro do estádio e sugerir providências para o fim do hooliganismo. No entanto, o jogo já estava decidido antes do apito inicial - fato comprovado pela informação de que 164 relatórios produzidos por policiais, 116 foram alterados.

Segundo Cameron revelou ao Parlamento em 2012, houve omissão de informações proposital, para que “comentários desfavoráveis sobre a atuação das autoridades” não vazassem. O objetivo da comissão era responsabilizar a torcida do Liverpool, para que a via para um “novo futebol” fosse pavimentada. 

O pacote de transformações, que incluía reformas profundas na estrutura dos estádios, na abertura para o marketing e consumo no futebol, e as formas de financiamento dos clubes, já era planejado, mas ainda não tinha encontrado espaço para ser posto em prática. Hillsborough veio, então, em momento estratégico.
Getty
Por 23 anos, torcedores do Liverpool foram responsabilizados por tragédia em Hillsborough
Durante 23 anos, torcedores do Liverpool foram responsabilizados
por tragédia em Hillsborough; relatórios sofreram manipulação 
Em janeiro de 1990, menos de um ano após a tragédia, a comissão de Lorde Taylor apresentou seu relatório final. Nele, a capacidade de público deveria ser reduzida, todos os torcedores deveriam ficar sentados nos estádios, e os clubes se tornariam responsáveis pelos atos de seus fãs nas arquibancadas.

No entanto, os clubes não tinham estrutura para atender às novas exigências com a mesma rapidez com que as investigações de Hillsborough avançaram. Muito menos as torcidas. Assim, abriu-se caminho para o capital estrangeiro, que financiou arenas e colocou milionários no comando de muitas equipes.

Ao mesmo tempo em que expurgaram os hooligans e sua paixão pela violência dos estádios, as mudanças propostas pelo Relatório Taylor impuseram uma série de restrições para os torcedores mais pobres, que já não tinham condições de acompanhar a alta no preço dos ingressos – visto que o desemprego e a pobreza na Inglaterra cresceram com Thatcher.
Nas mãos da “Dama de Ferro”, o objetivo do futebol não deveria mais ser superlotar os estádios, como em Hillsborough, e tornar os clubes dependentes da venda de ingressos. O “novo torcedor”, confortável e seguro na arena, deve consumir mais do que sua entrada, aproveitar cada possibilidade de um jogo.
Para consolidar o projeto de Thatcher no futebol, em 1992, nasceu a Premier League, transformando o Campeonato Inglês em um modelo para Europa, seja no que tange à publicidade, patrocínio, jogadores ou mesmo na comercialização dos direitos de transmissão na televisão.
Nesta segunda-feira, antes do clássico de Manchester, entre United e City, um minuto de silêncio deve ser respeitado em homenagem à morte de Thatcher. Um silêncio que tem se tornado normal em arquibancadas lotadas, na liga que tem a maior média de público do futebol mundial e estádios com taxa de ocupação quase máxima em quase todos os seus jogos. Não por acaso.
Margaret Thatcher transformou o futebol inglês.

Sessão de terapia e colo de mãe restauram campeã Natália

Um dos destaques do Rio de Janeiro na conquista do título da Superliga sobre o favorito Osasco, de virada, por 3 sets a 2, ontem pela manhã, Natália lançou mão de terapia e colo da mãe, Lucimar, para recuperar a confiança.
"Há quatro jogos, minha filha me ligou para contar que precisava de ajuda psicológica", diz Lucimar. "Ela estava abatida, não conseguia jogar. A cabeça falava uma coisa, só que seu corpo fazia outra."
Moradora de Santa Catarina, Lucimar, que conversa com a filha diariamente por telefone, se referia aos efeitos psicológicos de duas cirurgias na canela para a retirada de um tumor benigno.
As cirurgias foram bem-sucedidas, mas a ponteira de 1,84 m e 80 kg perdeu uma temporada e, ao retornar à quadra, suas performances foram alvo de críticas, e ela passou a ter dúvidas.
"Eu parava e ficava me perguntando se conseguiria voltar a ser a Natália de sempre.", relembra a jogadora.
A mãe agiu prontamente. "Ela fez seis, sete sessões com uma psicóloga, recomendei que lesse 'O Poder do Subconsciente', de Joseph Murphy, e também falei para ela orar. A cabeça manda no corpo", contou Lucimar.
Divulgação
Natália comemora ponto na vitória do Rio de Janeiro sobre o Osasco
Natália comemora ponto na vitória do Rio de Janeiro sobre o Osasco
"Hoje [domingo] eu tive a certeza de que minha filha está curada", comemorou.
O esforço pela superação não passou despercebido.
"Deixei que [a Natália] fizesse o último ponto. Ela merecia", disse a levantadora Fofão, que aos 43 anos é outro exemplo de superação.
Quem dá a fórmula da vitória do Rio sobre o Osasco, quase uma réplica da seleção feminina brasileira, é Fabi.
"Você viu que na cerimônia de encerramento só uma de nossas atletas foi eleita a melhor da Superliga em seu fundamento. O que ganhou esse jogo foi o grupo", diz.

O 9 de Felipão


Pato não entrou bem contra a Bolívia. Se aproveitasse a chance que recebeu no intervalo do amistoso, Felipão poderia esquentar a cabeça pensando mais em como mudar seu conceito de ataque, do que sobre como aproveitar Ronaldinho Gaúcho no meio de campo ou Jean na lateral direita.
Felipão gosta de time com centroavante. Tirando o Grêmio campeão brasileiro de 1996, com Paulo Nunes na frente e Zé Alcino abrindo espaço pelos lados, é difícil lembrar momentos em que o técnico optou por ataques móveis. Mesmo aquele Grêmio só escolheu essa formação porque perdeu Jardel, vendido.
A diferença daquela época é que as principais seleções do planeta indicam a tendência de escalar um homem a mais nas ações no meio do jogo, sem fixar um camisa 9. A Espanha tem Fàbregas, a Argentina, Gonzalo Higuaín, a Itália joga com Balotelli. Em abril, pelas lesões de Mario Gomez e Miroslav Klose, a Alemanha deixou de ser a única grande seleção com um ponto de referência dentro da área. Jogou com o meia Gotze nessa função.
Quando fez sua última convocação, Felipão sabia que Pato poderia ser um híbrido. Não é um centroavante tradicional, como Fred ou Leandro Damião, à espera da bola dentro da área por praticamente toda a partida (veja ilustração do primeiro gol contra a Bolívia).
Ter Pato como atacante mais avançado também não significa a renúncia completa ao centroavante, porque o avante do Corinthians sabe exercer a função, sem se fixar na marca do pênalti. Roda, circula, procura as tabelas.
Só que, para Pato fazer sucesso com Felipão, precisa cumprir o velho lema do treinador, segundo o qual jogador bom é jogador com fome. Pato não mastiga.
Para Felipão abrir mão do centroavantão, tipo Jardel, Fred, Leandro Damião, também é preciso que os jogos contra seleções fortes na Copa das Confederações mostrem que isso se tornou uma necessidade. Uma tendência criada pela dificuldade em controlar o meio de campo desperdiçando um homem só para disputar com zagueiros.
Felipão não fala, mas pensa que o acerto nos últimos jogos de Mano Menezes se deveu menos à escolha de Neymar como último atacante do que à fragilidade de adversários como Japão, México, Iraque e Colômbia. Contra França, Inglaterra, Itália, Espanha e Uruguai, na Copa das Confederações, a exigência será diferente. Para Felipão, em jogos assim é mais difícil fazer o pequenino Neymar brigar contra zagueiros gigantes.
Só o tempo vai responder se o estilo Felipão é ainda adequado à obrigação de ganhar a Copa de 2014. Se seu velho jeito de jogar, com volante marcador e centroavante rompedor, ainda tem espaço no futebol mundial. Se Felipão foi escolhido pela dupla Marin-Del Nero para a Copa do Mundo, só há agora um jeito de dar certo: permitir que Felipão seja Felipão.
BOM VALOR
Leandro fez gol no sábado pela seleção e no domingo pelo Palmeiras. O absurdo do calendário faz lembrar Juninho Paulista atuando em dois jogos no mesmo dia, em 1994, pelo São Paulo. No sábado, Leandro se tornou o primeiro jogador do Palmeiras a marcar pela seleção desde Alex, em 2000.
DESCOBERTAS
Telê Santana dizia que todo jogo tem uma descoberta a ser feita. Essas rodadas sem jogos empolgantes tiram o olhar de quem pode ser útil. O volante Carlos Alberto, do Mogi Mirim, o meia Bady, do São Bernardo, o lateral Daniel, do Botafogo. Quem precisa de jogador tem coisa a tirar dos Estaduais

Unilever tem reação incrível, dá o troco no Sollys/Nestlé e conquista octa de virada



Jogadores da Unilever celebram o título da Superliga feminina de 2013
Jogadores da Unilever celebram o título da Superliga feminina de 2013
Clássico é clássico e vice-versa. A ‘máxima’ é do futebol, mas, neste domingo, ela se encaixa perfeitamente também no vôlei. O maior clássico da modalidade, entre Sollys/Nestlé e Unilever, que definiria o campeão da Superliga 2012/2013 foi imprevisível e terminou como ninguém que via o começo do jogo no ginásio do Ibirapuera esperava. Reagindo de forma incrível, o Rio de Janeiro venceu o Osasco de virada por 3 sets a 2 e garantiu o octacampeonato sobre o maior rival.

Divulgação - Sollys
Ginásio do Ibirapuera estava lotado para a grande decisão
Ginásio do Ibirapuera estava lotado para a grande decisão
O resultado é o ‘troco’ da Unilever ao Sollys/Nestlé, que conquistou o título da Superliga no ano passado vencendo as cariocas em pleno Maracanãzinho por 3 sets a 0. Desta vez, quem jogava ‘em casa’, era o time de Osasco, que tinha mais torcida no ginásio e até chegou a dar mostras de que fecharia o jogo com o mesmo placar da última edição. Abrindo 2 sets a 0 no início, o Sollys viu a Unilever reagir comandada principalmente por Natália, ‘cria’ do próprio Osasco, e virar a partida, conquistando o título no tié-break.

O Rio de Janeiro agora tem oito título da Superliga e é o maior campeão do torneio, enquanto o Osasco vem logo atrás com cinco conquistas, sendo a última delas em 2012.

O jogo – A estratégia do técnico Bernardinho era evitar o ‘atropelamento’ e tentar prolongar o jogo, mas neste domingo, o Sollys não deu chances para as rivais cariocas. Desde o início do primeiro set sacando muito forte, a equipe de Osasco logo saiu na frente no placar e, desde então, manteve sempre uma vantagem de dois ou três pontos no marcador. Sheilla, sempre decisiva, era a responsável por comandar o ataque do time paulista, sempre muito potente e difícil de defender.

Divulgação - Sollys
Jogadores do Unilever celebram ponto durante a final
Jogadores do Unilever celebram ponto durante a final
Só que desta vez, o diferencial do Sollys/Nestlé não foi apenas a força ofensiva. Mais do que isso, o time também defendeu muito bem e chegou inteiro no bloqueio, anulando as principais jogadas da Unilever, que também não estava conseguindo passar o saque do Osasco e, assim, não esboçava reação no set. A diferença chegou a ser de seis pontos, quando o Sollys fez 16 a 10 e foi justamente aí que o Rio de Janeiro começou a acordar.

Com Fofão no saque, o time carioca conseguiu atrapalhar a recepção adversária e, assim, defendeu melhor. Os ataques de Sarah Pavan passaram a cair e o jogo voltou ao equilíbrio que é comum a esse clássico. Mas não demorou muito para a equipe de Osasco voltar a ficar à frente no placar contando com a força de Fê Garay no ataque e com as incríveis defesas de Camila Brait no fundo de quadra. Assim, a primeira parcial acabou em 25 a 22 para as paulistas.

No segundo set, a história foi a mesma. O Sollys forçando muito o saque, e o Rio de Janeiro sem conseguir converter seus ataques, dando chances para acontecer o tal ‘atropelamento’ de que Bernardinho tanto falou durante a semana. O bloqueio de Adenízia parou Sarah Pavan e a jovem Gabi que, quando optavam pela largada, viam Camila Brait recuperar as bolas e manter o Osasco vivo na jogada. Assim, novamente o Sollys/Nestlé abriu vantagem e foi apenas administrando os pontos até o fim.

O bloqueio de Juciely, que tem grande recurso nesse fundamento, não funcionava e, com Jaqueline, Garay e Sheilla inspiradas, o Osasco até nem teve tanto trabalho para fechar a segunda parcial em 25 a 18.
Divulgação - Sollys
Execução do hino nacional com as duas equipes perfiladas
Execução do hino nacional com as duas equipes perfiladas
No terceiro set, o Rio de Janeiro passou a render mais e chegou a ficar na frente no placar, abrindo dois pontos no início. E, usando a mesma tática do saque forçado que havia dado certo para o Sollys até então, a equipe de Bernardinho mostrou que ainda queria jogo e chegou ao segundo tempo técnico com uma vantagem de quatro pontos e obrigando o técnico Luizomar a mexer no time – ele fez a inversão do cinco um e colocou Karine e Ivna, tirando Fabíola e Sheilla. Gabi também entrou no lugar de Fê Garay, mas as mudanças não foram suficientes para reverter o placar, e a Unilever fechou a terceira parcial em 25 a 20.

O quarto set ainda era o do ‘tudo ou nada’ para o Rio de Janeiro, que precisava da vitória para não dar adeus ao título da Superliga mais uma vez. E, por isso, o time de Bernardinho entrou em quadra disposto a ser fatal. Sarah Pavan voltou a ser decisiva, Natália mostrou sua força e Fofão, sempre muito experiente, distribuía bem as jogadas e dava um trabalho enorme quando ia para o saque. Do lado do Osasco, um apagão, que refletiu no placar atípico: 13 a 3 para as cariocas.

No final, o Sollys/Nestlé até esboçou alguma reação com Gabi de novo no lugar de Garay, mas não chegou nem a encostar nas adversárias e viu o jogo se encaminhas para o tié-break: 25 a 16 para o Rio de Janeiro.

No set mais curto, a Unilever manteve o ritmo forte, com Natália comandando o time para a vitória. Enquanto isso, o Sollys/Nestlé parava no bloqueio das cariocas e não conseguia mais virar as bolas do início do jogo. Assim, a equipe do técnico Bernardinho se aproveitou do 'mau momento' das adversárias para fechar a última parcial e 16 a 9 e comemorar o octacampeonato da Superliga