20h00 Salgueiro 1x1 Petrolina
Falamos campeonatos das séries A B C D campeonatos internacionais todos Português todos os resultados do Paulista da segunda divisão e ainda Futebol Internacional como Futebol Inglês Espanhol Italiano Portugal e o Argentino e campeonatos Importantes falaremos do Regional do Rio Grande do Norte do Cearense do Pernambucano e do Carioca e falamos da copa do nordeste
sábado, 16 de março de 2013
Paulista
| 16h00 Santos 2x1 Guarani |
| 16h00 Mirassol 3x4 São Bernardo |
| 16h00 Bragantino 3x2 Penapolense |
| 18h30 Corinthians 3x0 União Barbarense |
Gaúcho
| 16h00 Caxias 3x2 Cerâmica |
| 16h00 Cruzeiro-RS 0x1 Passo Fundo |
| 18h30 Grêmio 2x0 Lajeadense |
| 20h30 Esportivo-RS 1x2 Juventude |
Francês
| 13h00 Bastia 4x1 Lyon |
| 16h00 Lorient 4x0 Brest |
| 16h00 Montpellier 1x1 Troyes |
| 16h00 Reims 1x0 Rennes |
| 16h00 Toulouse 1x1 Bordeaux |
| 16h20 Lille 1x2 Evian |
Carioca
| 16h00 Olaria 1x0 Madureira |
| 16h00 Friburguense 2x0 Nova Iguaçu |
| 16h00 Bangu 2x2 Duque de Caxias |
| 16h00 Macaé 3x2 Boavista |
| 18h30 Botafogo 4x0 Quissamã |
Paraense
| 15h30 Santa Cruz-PA 1x0 Paragominas-PA |
| 19h00 Águia de Marabá 2x1 São Francisco-PA |
| 20h00 Cametá 2x1 Tuna Luso |
Espanhol
12k00 Real Sociedad 4x1 Valladolid
| 14h00 Getafe 1x0 Athletic Bilbao |
| 16h00 Real Madrid 5x2 Mallorca |
| 18h00 Valencia 3x0 Betis |
Alemão
| 10h30 Bayer Leverkusen x Bayern de Munique |
| 10h30 Nuremberg 3x0 Schalke 04 |
| 10h30 Eintracht Frankfurt x Stuttgart |
| 10h30 Borussia Mgladbach x Hannover 96 |
| 10h30 Borussia Dortmund 5x1 Freiburg |
| 10h30 Hoffenheim 0x0 Mainz 05 |
| 10h30 Hamburgo 0x1 Augsburg |
| 10h30 Werder Bremen 2x2 Greuther Fürth |
Inglês
| 12h00 Aston Villa 3x2 QPR |
| 09h45 Everton 2x0 Manchester City |
| 12h00 Manchester United 1x0 Reading |
| 12h00 Southampton 3x1 Liverpool |
| 12h00 Stoke City 0x0 West Bromwich Albion |
| 12h00 Swansea City 0x2 Arsenal |
Fabíola dita o ritmo, Osasco elimina Campinas e chega à 12ª final seguida
Diziam que a missão de todos os outros era impedir um déjà vu. Um novato, então, tentou assumir a responsabilidade. Em sua primeira Superliga, Campinas surgiu como um dos candidatos a se infiltrar na soberania de Osasco e Rio de Janeiro no vôlei feminino. Mas, nesta sexta-feira, a experiência teve um peso maior. Com um elenco de estrelas, o Osasco se impôs diante de um ginásio lotado pela torcida rival e fez sua parte. Com atuações impecáveis de Fabíola, Fernanda Garay e Adenízia, as atuais campeãs venceram por 3 sets a 0, parciais 25/19, 25/16 e 25/20, fecharam a série em 2 a 0 e garantiram o lugar em mais uma decisão. É a 12ª vez seguida que o time paulista chega à final da competição nacional.
Agora, o Osasco aguarda para conhecer seu rival na decisão do dia 7 de abril, no ginásio do Ibirapuera, em São Paulo. Na outra semifinal, será a vez do Sesi-SP tentar impedir que o Rio de Janeiro confirme as previsões e avance a mais um duelo pelo título. As cariocas, no entanto, têm a vantagem: venceram o primeiro confronto e podem fechar a série neste sábado, às 10h, no Maracanãzinho.
Em 11 finais até aqui, o Osasco tem cinco títulos na Superliga. Após a partida, Fabíola, que foi cortada da seleção que conquistaria o bicampeonato olímpico em Londres, disse que a atuação não foi uma resposta a José Roberto Guimarães.
- Não tenho que provar, ele conhece meu trabalho, sempre trabalhou comigo. Eu tenho que provar a mim mesma que sou capaz e tenho condições. Estou muito feliz - afirmou a levantadora, eleita melhor em quadra, em entrevista ao SporTV.
O jogo
O mar azul nas arquibancadas incentivava um início empolgado do time da casa. Não foi bem assim. Surdas ao barulho da torcida do Campinas, as jogadoras do Osasco dispararam na frente nos primeiros pontos. Fernanda Garay, em belo ataque, e Adenízia, no bloqueio sobre Vasileva, abriram a contagem. A equipe de Zé Roberto até equilibrou em um primeiro momento, mas as visitantes voltaram a abrir uma boa vantagem: 10/4.
Zé Roberto pedia às jogadoras uma leitura melhor do jogo. Nervosas pela necessidade da vitória, as donas da casa facilitavam a vida das rivais com erros em sequência e problemas no ataque. Mas o Osasco, que chegou a ter 20/12 no placar, também falhava. Tanto que permitiu uma breve reação do Campinas. Com Vasileva e Ramirez, o time da casa fez a diferença cair para apenas quatro pontos. Mas Um erro de recepção de Ramirez e Suelen, porém, impediu qualquer virada: 25/19.
O Campinas tentava reagir, mas esbarrava no nervosismo. Tenso no primeiro set, Zé Roberto se acalmou para pedir menos precipitação às jogadoras. As donas da casa cresceram e passaram a pressionar as rivais. Osasco passou a errar mais e a ceder alguns pontos bobos. Mas, ainda assim, as meninas de Luizomar de Moura tinham folga suficiente para seguirem tranquilas. E mesmo quando as coisas não funcionavam tão bem, as visitantes mostravam contar com a sorte. Depois, na pancada, Thaísa fechou o set: 25/16.
Durante toda a parcial, o Campinas lutou. Tentou até o fim segurar o Osasco e forçar ao menos o quarto set. Mas as paulistas nem precisaram fazer muito esforço. Apesar da luta, as donas da casa se perderam em erros. No fim, Jaqueline aproveitou mais um ataque e fechou a tampa: 25/20, e mais uma final garantida.
sexta-feira, 15 de março de 2013
São Paulo jogando mal
São Paulo está jogando mal de mais e tem que troca o goleiro coloca mais novo no gol e Rogério
Cine tem que treina mas um pouco pra da menos falhas no gol do são Paulo e o sagüeiro
Lucio procura ser mais humilde e trena mas pra deixa de ser lento e mostra que não
está ultrapassado como ta parecendo e deixando a saga do são Paulo lenta de mas
os gol que o time lavou ontem ele não tava mais em campo.
quinta-feira, 14 de março de 2013
Cearense
| 20h15 Ferroviário-CE 1x4 Horizonte-CE |
| 20h15 Guarani de Juazeiro 1x2 Tiradentes-CE |
| 20h30 Fortaleza 2x1 Guarany de Sobral |
Libertadores
| 19h15 Nacional (URU) 0x1 Boca Juniors |
| 21h30 Arsenal Sarandí 2x1 São Paulo |
| 21h30 San José 2x0 Millonarios |
Pernambucano
| 16h00 Belo Jardim 2x1 Ypiranga-PE |
| 20h00 Santa Cruz-PE 0x1 Chã Grande |
| 20h00 Central 2x1 Serra Talhada |
Liga Europa
| 14h00 Rubin Kazan 2x0 Levante |
| 14h00 Zenit 1x0 Basel |
| 15h00 Internazionale 4x1 Tottenham |
| 17h05 Chelsea 3x1 Steaua Bucareste |
| 17h05 Fenerbahce 1x1 Viktoria Plzen |
| 17h05 Bordeaux 2x3 Benfica |
| 17h05 Newcastle United 1x0 Anzhi Makhachkala |
| 17h05 Lazio 3x1 Stuttgart |
O Flamengo dorme em campo no segundo tempo contra Resende
Time do flamengo dorme em
capo no segundo tempo de jogo será que da que a dez dias vai dormi de novo em
capo se for a sim levara outra virada e não chegara a final do segundo turno do
carioca.
quarta-feira, 13 de março de 2013
Potiguar
| 20h30 ABC 6x1 Coríntians-RN |
| 20h30 Alecrim 3x2 Baraúnas-RN |
| 20h30 Santa Cruz-RN 0x1 Assu |
| 20h30 Potiguar de Mossoró 1x2 América-RN |
Pernambucano
| 20h00 Belo Jardim 0x0 Ypiranga-PE |
| 20h00 Pesqueira 0x1 Salgueiro |
| 20h00 Náutico 3x0 Porto-PE |
| 22h00 Petrolina 0x0 Sport |
Libertadores
| 19h45 Barcelona-EQU 0x0 Toluca |
| 19h45 Deportivo Lara 1x5 Olimpia-PAR |
| 22h00 The Strongest 1x2 Atlético-MG |
| 22h00 Corinthians 3x0 Tijuana |
Paranaense
| 19h30 Paraná Clube 1x1 Toledo-PR |
| 20h30 Londrina-PR 1x0 Rio Branco-PR |
| 20h30 Operário 2x1 Arapongas |
| 20h30 Cianorte 0x1 J.Malucelli |
| 22h00 Paranavaí 2x2 Coritiba |
Paraense
| 15h30 Tuna Luso 3x1 Santa Cruz-PA |
| 20h30 Paragominas-PA 5x3 São Francisco-PA |
| 20h30 Remo 3x1 Cametá |
A volta do Barcelona "de raiz" no Camp Nou
Reuters
Marcação avançada com pressão no homem da bola, toque envolvente e sempre em busca do gol, movimentação e troca de posições e funções dentro do tradicional 4-3-3 para confundir o adversário.
Jogadores do Barça pulam em Messi para comemora o segundo gol.
O Barcelona entrou com fibra para provar que o ciclo de um dos melhores e maiores times da história do futebol não tinha acabado. Mas foi o resgate na prática dos próprios princípios de jogo dos tempos de Guardiola que construiu o massacre sobre o Milan no Camp Nou.
O time rossonero até tentou repetir as duas linhas de quatro muito próximas com Ambrosini entre elas. Mas como compactar na recomposição tendo a bola roubada no próprio campo? E como garantir a vaga nas quartas de final da Liga dos Campeões tendo a bola no jogo nos pés de Niang após falha de Mascherano e acertar a trave, um minuto antes de sofrer o segundo gol?
O 4-1-4-1 de Allegri foi desmontado também pela movimentação do time catalão. Com Messi saindo da zona de ação do “falso nove” e procurando os flancos, especialmente o direito, Ambrosini perdeu a função. Não tinha a quem marcar.
O avanço de Daniel Alves e a inexistência de um ponteiro à direita – Villa no centro do ataque e Pedro pela esquerda – induziram El Shaarawy a abandonar Constanti e avançar como atacante, se juntando a Niang contra Piqué, Mascherano e Jordi Alba mais contido, emulando a função de Abidal pela esquerda. Mais um resgate.
Domínio estratégico, técnico e controle da bola - média de 68% de posse de bola. Faltavam os gols. Messi começou a resolver o problema no primeiro tempo com duas conclusões precisas, mesmo cercado por adversários. O 58º na UCL, superando Van Nistelrooy e a apenas treze gols do recordista Raúl. Questão de tempo.
Solução óbvia: se um time conta com um dos atacantes mais letais de todos os tempos, é dever utilizá-lo. Se há Xavi e Iniesta para municiá-lo, torna-se obrigação.
Villa também mostrou seu poder de finalização entrando em diagonal, como nos bons tempos da temporada 2010/11 e encaminhando a classificação. No final, para compensar tanto esforço para uma remontada improvável antes da bola rolar, entrou em campo um Barcelona mais pragmático.
Adriano foi ajudar Jordi Alba pela esquerda e as linhas antes avançadas se entrincheiraram para conter um Milan ofensivo com Bojan, Muntari e Robinho se juntando a El Shaarawy e Boateng na frente. Em alguns momentos era possível ver o Barça com cinco jogadores na última linha defensiva.
Mas houve tempo, fôlego e espaços para contragolpes com Sánchez, que entrou na vaga do exausto Villa, Messi e Alba, que em rara aparição à frente marcou o quarto gol e definiu a vaga e a redenção do melhor time do mundo.
A dúvida que fica é se a equipe catalã só jogará o seu melhor se provocada, “mordida”. Por ora, cabe a quem ama o futebol bem jogado celebrar a volta do Barcelona essencial, “de raiz” que assombrou e ainda pode encantar o planeta bola.
Olho Tático
Barça desmontou o 4-1-4-1 rossonero com marcação adiantada, Daniel Alves avançado, Messi fugindo de Ambrosini pelos lados e Villa enfiado.
Villa também mostrou seu poder de finalização entrando em diagonal, como nos bons tempos da temporada 2010/11 e encaminhando a classificação. No final, para compensar tanto esforço para uma remontada improvável antes da bola rolar, entrou em campo um Barcelona mais pragmático.
Adriano foi ajudar Jordi Alba pela esquerda e as linhas antes avançadas se entrincheiraram para conter um Milan ofensivo com Bojan, Muntari e Robinho se juntando a El Shaarawy e Boateng na frente. Em alguns momentos era possível ver o Barça com cinco jogadores na última linha defensiva.
Olho Tático
No final, Barcelona pragmático com cinco na última linha defensiva em vários momentos para conter um Milan ofensivo após as mudanças de Allegri.
Mas houve tempo, fôlego e espaços para contragolpes com Sánchez, que entrou na vaga do exausto Villa, Messi e Alba, que em rara aparição à frente marcou o quarto gol e definiu a vaga e a redenção do melhor time do mundo.
A dúvida que fica é se a equipe catalã só jogará o seu melhor se provocada, “mordida”. Por ora, cabe a quem ama o futebol bem jogado celebrar a volta do Barcelona essencial, “de raiz” que assombrou e ainda pode encantar o planeta bola.
A "liga dos sonhos" que pode desafiar os donos do jogo
Não basta ter levado a Copa do Mundo de 2022 para o Qatar em circunstâncias para lá de suspeitas. Os bilionários do petróleo querem balançar as estruturas do futebol mundial com a criação de uma "liga dos sonhos" com os principais clubes do planeta. O projeto, que será apresentado em abril, é de um torneio de verão com atrativos financeiros que superam competições oficiais como a Champions League e o Mundial de Clubes.
O plano da "Dream Football League" é reunir 24 das principais equipes do futebol mundial nos anos ímpares, para evitar coincidência com a Copa do Mundo e a Eurocopa. Destas equipes, 16 seriam participantes fixas e as outras oito poderiam mudar a cada edição. O orçamento previsto é de cerca de 2 bilhões de euros por clube, entre bônus e gastos com estrutura de hospedagem, treinamentos, etc. Um clube de ponta da Premier League, apenas para participar, receberia em torno de 200 milhões de euros. Para efeito de comparação, o Chelsea acumulou cerca de 60 milhões pela conquista da Champions.

O projeto é ambicioso. Fala até em transmitir as partidas nos estádios "locais" dos clubes participantes através de holografia, e uma tecnologia que faria o barulho do torcedor em Old Trafford, por exemplo, ser reproduzido imediatamente nos campos de jogo.
O torneio seria disputado no Qatar, nos estádios climatizados que devem ser usados no Mundial, e em outros países do Oriente Médio. Os tentáculos do petróleo já estão em pontos estratégicos do futebol europeu: são donos do Paris Saint-Germain e patrocinadores do Barcelona.
O que entidades como Fifa, Uefa e ligas nacionais pensariam a respeito? Ainda não houve manifestações oficiais, mas naturalmente a iniciativa qatari será vista como uma provocação, um desafio aos "donos do futebol". E a resposta poderia vir com ameaças de desfiliação, por exemplo. A não ser que os interesses pessoais de determinados dirigentes sejam colocados à frente, é claro.
Em tempos de corte de gastos e tentativa de implantação do fair-play financeiro, a ida dos grandes clubes a um torneio do gênero causaria um abismo ainda maior nas receitas em relação aos seus rivais domésticos e até mesmo continentais. O tamanho da recompensa faria com que os clubes pouco se importassem com o número de jogos "pesados" antes da temporada para valer.
Uma "superliga" de clubes já foi discutida no passado, especialmente na época do G14, que reunia um número limitado de potências europeias. A expansão do grupo (para dar-lhe voz ativa nas discussões com a Uefa) o transformou na Associação dos Clubes Europeus e diminuiu um pouco desta conversa.
Porém, os cifrões devem brilhar nos olhos daqueles que dirigem os times mais fortes da Europa. E uma nova queda de braço pode se estabelecer a qualquer momento. A liga "dos sonhos" do Oriente Médio pode se transformar em dor de cabeça para muita gente.
O plano da "Dream Football League" é reunir 24 das principais equipes do futebol mundial nos anos ímpares, para evitar coincidência com a Copa do Mundo e a Eurocopa. Destas equipes, 16 seriam participantes fixas e as outras oito poderiam mudar a cada edição. O orçamento previsto é de cerca de 2 bilhões de euros por clube, entre bônus e gastos com estrutura de hospedagem, treinamentos, etc. Um clube de ponta da Premier League, apenas para participar, receberia em torno de 200 milhões de euros. Para efeito de comparação, o Chelsea acumulou cerca de 60 milhões pela conquista da Champions.
O projeto é ambicioso. Fala até em transmitir as partidas nos estádios "locais" dos clubes participantes através de holografia, e uma tecnologia que faria o barulho do torcedor em Old Trafford, por exemplo, ser reproduzido imediatamente nos campos de jogo.
O torneio seria disputado no Qatar, nos estádios climatizados que devem ser usados no Mundial, e em outros países do Oriente Médio. Os tentáculos do petróleo já estão em pontos estratégicos do futebol europeu: são donos do Paris Saint-Germain e patrocinadores do Barcelona.
O que entidades como Fifa, Uefa e ligas nacionais pensariam a respeito? Ainda não houve manifestações oficiais, mas naturalmente a iniciativa qatari será vista como uma provocação, um desafio aos "donos do futebol". E a resposta poderia vir com ameaças de desfiliação, por exemplo. A não ser que os interesses pessoais de determinados dirigentes sejam colocados à frente, é claro.
Em tempos de corte de gastos e tentativa de implantação do fair-play financeiro, a ida dos grandes clubes a um torneio do gênero causaria um abismo ainda maior nas receitas em relação aos seus rivais domésticos e até mesmo continentais. O tamanho da recompensa faria com que os clubes pouco se importassem com o número de jogos "pesados" antes da temporada para valer.
Uma "superliga" de clubes já foi discutida no passado, especialmente na época do G14, que reunia um número limitado de potências europeias. A expansão do grupo (para dar-lhe voz ativa nas discussões com a Uefa) o transformou na Associação dos Clubes Europeus e diminuiu um pouco desta conversa.
Porém, os cifrões devem brilhar nos olhos daqueles que dirigem os times mais fortes da Europa. E uma nova queda de braço pode se estabelecer a qualquer momento. A liga "dos sonhos" do Oriente Médio pode se transformar em dor de cabeça para muita gente.
Diferenças do Barcelona nos 4 a 0 sobre Santos e Milan. Messi, "alguém foi melhor?"
Há maneiras e maneiras de se derrotar um adversário. Acostumado a golear, o Barcelona fez 4 a 0 no Santos no final de 2011 e agora repetiu o placar diante do Milan. O escore foi o mesmo, mas atuações do esquadrão da Catalunha, bem diferentes. Se na final do Mundial da Fifa há 15 meses o Barça nem precisou se esforçar, contra a equipe italiana mostrou todas as suas armas. Provocado, o timaço catalão fez uma de suas maiores atuações em muito tempo, mostrando que ainda é muito poderoso e deve ser temido por qualquer rival.
O Barça venceu o Santos jogando como se estivesse jogando contra o Osasuna. E goleou o Milan lutando como se o adversário fosse o Real Madrid. Quem vê apenas o placar talvez nem note que o time italiano teve a chance de empatar um minuto antes de levar o segundo gol — Niang acertou a trave. Uma das dez finalizações dos visitantes no Camp Nou, mais do que os sete arremates feitos pelo Barcelona em San Siro no primeiro confronto. Na peleja de volta, o líder do campeonato espanhol chegou à mesma marca em 34 minutos. Ao final, acumulava a 14 tiros.
Três dos quatro gols saíram a partir de bolas roubadas, duas no campo de ataque. O Milan ficou acuado, como ficaria qualquer adversário diante de uma equipe tão forte e motivada, estimulada, provocada, mordida. Nessas horas, recuar não é uma opção, mas uma imposição do inimigo. Ao time italiano resta a lembrança de uma histórica — e inesperada para a maioria — vitória em Milão, além da perspectiva de uma próxima temporada melhor. Mesmo sem Ibrahimovic e Thiago Silva, os "rossoneros" dificultaram os catalães mais do que em 2012.
O Barça venceu o Santos jogando como se estivesse jogando contra o Osasuna. E goleou o Milan lutando como se o adversário fosse o Real Madrid. Quem vê apenas o placar talvez nem note que o time italiano teve a chance de empatar um minuto antes de levar o segundo gol — Niang acertou a trave. Uma das dez finalizações dos visitantes no Camp Nou, mais do que os sete arremates feitos pelo Barcelona em San Siro no primeiro confronto. Na peleja de volta, o líder do campeonato espanhol chegou à mesma marca em 34 minutos. Ao final, acumulava a 14 tiros.
Três dos quatro gols saíram a partir de bolas roubadas, duas no campo de ataque. O Milan ficou acuado, como ficaria qualquer adversário diante de uma equipe tão forte e motivada, estimulada, provocada, mordida. Nessas horas, recuar não é uma opção, mas uma imposição do inimigo. Ao time italiano resta a lembrança de uma histórica — e inesperada para a maioria — vitória em Milão, além da perspectiva de uma próxima temporada melhor. Mesmo sem Ibrahimovic e Thiago Silva, os "rossoneros" dificultaram os catalães mais do que em 2012.
Clique abaixo e ouça o comentário da partida:
Mas a grande vitória do Barcelona tem um capítulo à parte. Sim, o time é espetacular, desnecessário repetir as qualidades da equipe catalã. Mas qual seria o desfecho desse e de tantos jogos se Lionel Messi não vestisse a camisa "blaugraná" número 10? Nos 4 a 0 sobre o Milan que levaram seu time a avançar em mais uma Liga dos Campeões, o argentino escreveu nova página de uma história que repercutirá depois de ele pendurar as chuteiras. Quando isso acontecer, não serão poucos os que irão se perguntar: "Alguém foi melhor do que Messi?".
Mas a grande vitória do Barcelona tem um capítulo à parte. Sim, o time é espetacular, desnecessário repetir as qualidades da equipe catalã. Mas qual seria o desfecho desse e de tantos jogos se Lionel Messi não vestisse a camisa "blaugraná" número 10? Nos 4 a 0 sobre o Milan que levaram seu time a avançar em mais uma Liga dos Campeões, o argentino escreveu nova página de uma história que repercutirá depois de ele pendurar as chuteiras. Quando isso acontecer, não serão poucos os que irão se perguntar: "Alguém foi melhor do que Messi?".
Getty
Defesa do Milan tenta evitar chute de Messi: não deu, e foi mais um gol do argentino, que abriu a goleada
Getty
Messi vibra com segundo gol marcado na partida entre Barça e Milan: escrevendo mais um capítulo da história
Reformulação das divisões de base do Palmeiras não indica mudança no profissional
As demissões nas divisões de base do Palmeiras não indicam nenhuma mudança a curto prazo na gestão do futebol profissional. A reformulação foi traçada depois de um período de 40 dias diagnosticando todos os problemas do departamento de futebol amador. O processo foi conduzido por Erasmo Damiani, ex-gerente das divisões de base do Figueirense e que agora assume a gerência da base do Palmeiras.
Entre os problemas apontados, há o fato de 37% dos jogadores no processo de formação terem fatias muito grandes sob controle de empresários. Sobre quatro jogadores, o Palmeiras não tem nem sequer 1% e apenas 30% de participação em mais de um terço dos atletas.
Outro problema antigo é geográfico. O Centro de Treinamento das Divisões de Base fica na rodovia Ayrton Senna, a aproximadamente 30 quilômetros do Palmeiras. O CT não tem alojamento nem refeitório e os jogadores precisam voltar de ônibus à região do clube, na zona oeste de São Paulo, para fazer suas refeições. A ideia é melhorar as instalações ou procurar outro terreno para a construção de outro CT. A curto prazo, a exigência é de um refeitório e de um lugar para repouso.
O plano de ação prevê a criação de um projeto para formação de jogadores, como José Carlos Brunoro sonhava fazer na época em que era diretor de esportes da Parmalat. Naquela época, a diretoria não permitiu que Brunoro interferisse: "O projeto que a Parmalat tinha para as divisões de base do Palmeiras era o mesmo aplicado no Audax", disse Brunoro em janeiro, referindo-se ao clube do grupo Pão de Açúcar, que dirigia até voltar ao Palmeiras, em janeiro passado.
O Audax-RJ disputa a Primeira Divisão do Rio de Janeiro. O Audax-SP é líder da Série A-2 e revelou jogadores como Paulinho, volante do Corinthians, Juninho, lateral-esquerdo do Palmeiras, e Bruno Peres, lateral-direito do Santos. Na campanha do título da Copa do Brasil de 2012, o Palmeiras não tinha nenhum titular formado em casa, mas tinha Juninho na lateral esquerda.
Ontem, após o anúncio da reformulação das divisões de base, houve quem afirmasse que a comissão técnica profissional também corre risco. Não corre.
O processo de estruturação do time profissional não tem nada a ver com as divisões de base. Gílson Kleina é e será o técnico do Palmeiras nos próximos meses, com sua avaliação condicionada aos resultados tanto quanto acontece com Ney Franco, do São Paulo, por exemplo.
Ou seja, a classificação para as fases mata-mata do Paulistão e da Libertadores devem garantir a estabilidade de Kleina. A eventual eliminação na primeira fase do Estadual ou na fase de grupos da Libertadores pode pressioná-lo. O cenário no São Paulo não é muito diferente disso.
Entre os problemas apontados, há o fato de 37% dos jogadores no processo de formação terem fatias muito grandes sob controle de empresários. Sobre quatro jogadores, o Palmeiras não tem nem sequer 1% e apenas 30% de participação em mais de um terço dos atletas.
Outro problema antigo é geográfico. O Centro de Treinamento das Divisões de Base fica na rodovia Ayrton Senna, a aproximadamente 30 quilômetros do Palmeiras. O CT não tem alojamento nem refeitório e os jogadores precisam voltar de ônibus à região do clube, na zona oeste de São Paulo, para fazer suas refeições. A ideia é melhorar as instalações ou procurar outro terreno para a construção de outro CT. A curto prazo, a exigência é de um refeitório e de um lugar para repouso.
O plano de ação prevê a criação de um projeto para formação de jogadores, como José Carlos Brunoro sonhava fazer na época em que era diretor de esportes da Parmalat. Naquela época, a diretoria não permitiu que Brunoro interferisse: "O projeto que a Parmalat tinha para as divisões de base do Palmeiras era o mesmo aplicado no Audax", disse Brunoro em janeiro, referindo-se ao clube do grupo Pão de Açúcar, que dirigia até voltar ao Palmeiras, em janeiro passado.
O Audax-RJ disputa a Primeira Divisão do Rio de Janeiro. O Audax-SP é líder da Série A-2 e revelou jogadores como Paulinho, volante do Corinthians, Juninho, lateral-esquerdo do Palmeiras, e Bruno Peres, lateral-direito do Santos. Na campanha do título da Copa do Brasil de 2012, o Palmeiras não tinha nenhum titular formado em casa, mas tinha Juninho na lateral esquerda.
Ontem, após o anúncio da reformulação das divisões de base, houve quem afirmasse que a comissão técnica profissional também corre risco. Não corre.
O processo de estruturação do time profissional não tem nada a ver com as divisões de base. Gílson Kleina é e será o técnico do Palmeiras nos próximos meses, com sua avaliação condicionada aos resultados tanto quanto acontece com Ney Franco, do São Paulo, por exemplo.
Ou seja, a classificação para as fases mata-mata do Paulistão e da Libertadores devem garantir a estabilidade de Kleina. A eventual eliminação na primeira fase do Estadual ou na fase de grupos da Libertadores pode pressioná-lo. O cenário no São Paulo não é muito diferente disso.
terça-feira, 12 de março de 2013
Libertadores
| 19h15 Sporting Cristal 1x1 Libertad |
| 19h15 Vélez Sarsfield 3x1 Peñarol |
| 21h30 Universidad de Chile 0x2 Newells Old Boys |
| 21h30 Caracas 2x1 Grêmio |
segunda-feira, 11 de março de 2013
Ganso, o enigma
Ganso desembarcou no Morumbi, no segundo semestre de 2012, com a perspectiva de esquecer a relação conflituosa com o Santos e de superar seguidas lesões. Mas chegou na nova casa contundido, participou de parte de alguns jogos no final do ano e deixou para 2013 a expectativa de recuperar a condição de protagonista. Dois meses da temporada se passaram, o maestro de antes não é nem solista no tricolor atual, o aproveitamento continua intermitente, as substituições constantes e há sinais, por enquanto tênues, de desgaste com Ney Franco.
O descontentamento recíproco aflorou na segunda etapa do jogo de ontem com o Palmeiras. Tão logo Lúcio recebeu vermelho por cotovelada em Valdivia (vacilo enorme para um campeão do mundo), o treinador resolveu mexer no time. A primeira providência foi tirar Ganso, que até havia feito primeiro tempo razoável. Entrou Jadson, em princípio poupado, mas cada vez mais titular. Daquela maneira, Ney mostrava desaprovação com o desempenho de Ganso, que saiu calado e com cara amarrada.
A questão se concentra na esperança criada com a contratação de Ganso. À parte os problemas que teve na Vila Belmiro, ninguém colocou em dúvida a qualidade do rapaz. O grau de exigência foi ele mesmo quem criou, com o futebol exuberante como referência (ao lado de Neymar) na geração 3 dos Meninos da Vila. Mas até agora Ganso tem sido comum, correto, normal. E isso é pouco para quem anteriormente jorrou categoria pelo ladrão. Os passes certos, a movimentação discreta não satisfazem.
Ney deixa evidente a preferência por um meia mais vibrante como Jadson. Daí a insistência por Ganso como opção de banco ou para começar determinadas partidas. O técnico dribla polêmicas ao afirmar que o aproveitamento de Ganso segue planejamento. Será? Nessa escala progressiva não caberia a permanência dele, até com Jadson ao lado, mesmo com um a menos no time? Essa história promete ter muitos capítulos, com desfecho incerto. Para quem gosta de futebol, fica a torcida para que Ganso se firme, sem rusgas com o técnico, e que não carregue o estigma da indolência. A realidade às vezes é atroz...
A prática foi implacável no duelo. Numa tarde abafada, os rivais deram espetáculo morno na primeira metade. Nenhum entrou com formação atrevida - no lado do Palmeiras, não foi surpresa, pois Gilson Kleina tem se preocupado em trancar o time. No caso do São Paulo, chamou a atenção, porque Ney tem recorrido com regularidade ao trio Aloisio, Luis Fabiano, Osvaldo. O último ficou na reserva, entrou no lugar do Fabuloso e deu velocidade ao ataque.
O ritmo melhorou no segundo tempo, quando Kleina também abandonou pudores defensivos, trocou Charles por Patrik Vieira (o moço deveria ser titular), pôs Leandro na vaga do apagado Vinicius e Wesley na de Vilson. Oportunidades de gol surgiram, o jogo melhorou, mas longe de entrar na galeria das melhores edições do Choque Rei, pois São Paulo e Palmeiras custaram a mostrar que lutavam por vitória. Foi Choque Plebeu.
Holandês campeão. Quando Seedorf se apresentou no Botafogo, no ano passado, teve gente (pouca) que o imaginou como estrangeiro em fim de carreira a fazer turismo no Rio. Pois o veterano meio-campista joga com a vontade de menino e teve desempenho importante na conquista do primeiro turno do Estadual do Rio. Já o Vasco, que precisava do empate, amargou a derrota por 1 a 0 e reforça a vocação para ser vice.
O descontentamento recíproco aflorou na segunda etapa do jogo de ontem com o Palmeiras. Tão logo Lúcio recebeu vermelho por cotovelada em Valdivia (vacilo enorme para um campeão do mundo), o treinador resolveu mexer no time. A primeira providência foi tirar Ganso, que até havia feito primeiro tempo razoável. Entrou Jadson, em princípio poupado, mas cada vez mais titular. Daquela maneira, Ney mostrava desaprovação com o desempenho de Ganso, que saiu calado e com cara amarrada.
A questão se concentra na esperança criada com a contratação de Ganso. À parte os problemas que teve na Vila Belmiro, ninguém colocou em dúvida a qualidade do rapaz. O grau de exigência foi ele mesmo quem criou, com o futebol exuberante como referência (ao lado de Neymar) na geração 3 dos Meninos da Vila. Mas até agora Ganso tem sido comum, correto, normal. E isso é pouco para quem anteriormente jorrou categoria pelo ladrão. Os passes certos, a movimentação discreta não satisfazem.
Ney deixa evidente a preferência por um meia mais vibrante como Jadson. Daí a insistência por Ganso como opção de banco ou para começar determinadas partidas. O técnico dribla polêmicas ao afirmar que o aproveitamento de Ganso segue planejamento. Será? Nessa escala progressiva não caberia a permanência dele, até com Jadson ao lado, mesmo com um a menos no time? Essa história promete ter muitos capítulos, com desfecho incerto. Para quem gosta de futebol, fica a torcida para que Ganso se firme, sem rusgas com o técnico, e que não carregue o estigma da indolência. A realidade às vezes é atroz...
A prática foi implacável no duelo. Numa tarde abafada, os rivais deram espetáculo morno na primeira metade. Nenhum entrou com formação atrevida - no lado do Palmeiras, não foi surpresa, pois Gilson Kleina tem se preocupado em trancar o time. No caso do São Paulo, chamou a atenção, porque Ney tem recorrido com regularidade ao trio Aloisio, Luis Fabiano, Osvaldo. O último ficou na reserva, entrou no lugar do Fabuloso e deu velocidade ao ataque.
O ritmo melhorou no segundo tempo, quando Kleina também abandonou pudores defensivos, trocou Charles por Patrik Vieira (o moço deveria ser titular), pôs Leandro na vaga do apagado Vinicius e Wesley na de Vilson. Oportunidades de gol surgiram, o jogo melhorou, mas longe de entrar na galeria das melhores edições do Choque Rei, pois São Paulo e Palmeiras custaram a mostrar que lutavam por vitória. Foi Choque Plebeu.
Holandês campeão. Quando Seedorf se apresentou no Botafogo, no ano passado, teve gente (pouca) que o imaginou como estrangeiro em fim de carreira a fazer turismo no Rio. Pois o veterano meio-campista joga com a vontade de menino e teve desempenho importante na conquista do primeiro turno do Estadual do Rio. Já o Vasco, que precisava do empate, amargou a derrota por 1 a 0 e reforça a vocação para ser vice.
Alguém na lojinha
O futebol não é a maravilha que muitos imaginam. Mas não pode e não deve assumir todas as aberrações como se fossem fatos normais do cotidiano do País, que se prepara para receber a Copa do Mundo.
Luciano Bivar, ex-presidente do Sport, ex-deputado federal e ex-candidato à Presidência da República, em 2006, afirma ter comprado a convocação do jogador Leomar para a seleção de Émerson Leão, em 2001.
É provável que esse tipo de notícia não surpreenda mais o cidadão brasileiro, diariamente bombardeado com coisas muito piores.
A declaração de Bivar, entretanto, exige apuração cuidadosa. Alguns dias se passaram e nada aconteceu.
O silêncio, infelizmente, contém muito mais informação que a ação das ditas autoridades do esporte. Essa indiferença é perigosa, arranha a CBF e o futebol brasileiro. Pode levar muita gente a crer que a seleção não seja o único artigo à venda no balcão da entidade.
A Confederação tem o dever de agir para esclarecer quem é quem, ou quem foi quem, mesmo depois de tanto tempo. O que os comandantes atuais têm a ver com os erros do passado? Por enquanto, apenas a missão de trabalhar pela verdade.
A gestão do futebol é dramática. Os exemplos de ausência de poder são inúmeros. Barcelona e Milan decidem amanhã uma das vagas para as quartas de final da Liga dos Campeões. Em vantagem no confronto, os italianos jogaram na sexta-feira pelo campeonato nacional. Ganharam um dia a mais de folga para o jogo decisivo. Privilégio que os espanhóis não tiveram, pois foram a campo no sábado.
Se até o calendário europeu está amontoado de partidas, se até o mais importante torneio do planeta é um problema na agenda dos clubes, a reclamação de Tite parece exagerada.
Mas não é bem assim, Barcelona e Milan não viajaram 34 horas, ida e volta, entre um e outro compromisso. O treinador está correto em apontar incoerências e também em poupar vários jogadores contra o Ituano, poucas horas depois de uma partida em gramado sintético, disputada na fronteira do México com os Estados Unidos. Amadorismo tem limite.
Dívida. O segundo tempo foi do Palmeiras, o primeiro não existiu. A fase inicial do clássico, pelo bem do futebol, deve ser ignorada, como se não tivesse acontecido. Com Oswaldo e Jadson no banco, o São Paulo enfrentou o calor com Ganso e sem nenhum traço de velocidade.
Com Vilson, Márcio Araújo e Charles no meio de campo, faltou imaginação à resposta palmeirense, além de transferir toda a responsabilidade a Valdivia.
Mesmo quando ficou com um jogador a mais devido o cartão vermelho de Lúcio, o time teimou em se concentrar diante da meia lua da grande área de Rogério Ceni.
O Palmeiras ainda está longe de alcançar densidade tática e inteligência para espantar a crise. Por enquanto vai precisar contar com a paciência de todos os seus torcedores. Todos. E com a boa vontade da polícia para prender os mais exaltados e perigosos.
Luciano Bivar, ex-presidente do Sport, ex-deputado federal e ex-candidato à Presidência da República, em 2006, afirma ter comprado a convocação do jogador Leomar para a seleção de Émerson Leão, em 2001.
É provável que esse tipo de notícia não surpreenda mais o cidadão brasileiro, diariamente bombardeado com coisas muito piores.
A declaração de Bivar, entretanto, exige apuração cuidadosa. Alguns dias se passaram e nada aconteceu.
O silêncio, infelizmente, contém muito mais informação que a ação das ditas autoridades do esporte. Essa indiferença é perigosa, arranha a CBF e o futebol brasileiro. Pode levar muita gente a crer que a seleção não seja o único artigo à venda no balcão da entidade.
A Confederação tem o dever de agir para esclarecer quem é quem, ou quem foi quem, mesmo depois de tanto tempo. O que os comandantes atuais têm a ver com os erros do passado? Por enquanto, apenas a missão de trabalhar pela verdade.
A gestão do futebol é dramática. Os exemplos de ausência de poder são inúmeros. Barcelona e Milan decidem amanhã uma das vagas para as quartas de final da Liga dos Campeões. Em vantagem no confronto, os italianos jogaram na sexta-feira pelo campeonato nacional. Ganharam um dia a mais de folga para o jogo decisivo. Privilégio que os espanhóis não tiveram, pois foram a campo no sábado.
Se até o calendário europeu está amontoado de partidas, se até o mais importante torneio do planeta é um problema na agenda dos clubes, a reclamação de Tite parece exagerada.
Mas não é bem assim, Barcelona e Milan não viajaram 34 horas, ida e volta, entre um e outro compromisso. O treinador está correto em apontar incoerências e também em poupar vários jogadores contra o Ituano, poucas horas depois de uma partida em gramado sintético, disputada na fronteira do México com os Estados Unidos. Amadorismo tem limite.
Dívida. O segundo tempo foi do Palmeiras, o primeiro não existiu. A fase inicial do clássico, pelo bem do futebol, deve ser ignorada, como se não tivesse acontecido. Com Oswaldo e Jadson no banco, o São Paulo enfrentou o calor com Ganso e sem nenhum traço de velocidade.
Com Vilson, Márcio Araújo e Charles no meio de campo, faltou imaginação à resposta palmeirense, além de transferir toda a responsabilidade a Valdivia.
Mesmo quando ficou com um jogador a mais devido o cartão vermelho de Lúcio, o time teimou em se concentrar diante da meia lua da grande área de Rogério Ceni.
O Palmeiras ainda está longe de alcançar densidade tática e inteligência para espantar a crise. Por enquanto vai precisar contar com a paciência de todos os seus torcedores. Todos. E com a boa vontade da polícia para prender os mais exaltados e perigosos.
Feliz no Maranhão, Iziane revela futuro incerto na WNBA e diz sobre Sul-Americano com a seleção: 'Se eu estiver disponível...'
Iziane vê futuro incerto nos Estados Unidos
A ala foi a brasileira mais jovem a jogar pela WNBA (Liga Nacional de Basquete dos Estados Unidos), com 21 anos. Hoje, aos 30, ela, que nasceu em São Luís-MA, divide seu tempo entre atuar pelo clube de sua cidade-natal com a competição do país norte-americano, no qual o basquete está em outro patamar.
O curto período das competições permite a disputa dos dois torneios e, segundo ela, esse é o único fator que pode ser comparado entre as duas ligas, já que por enquanto elas estão em níveis totalmente diferentes.
Em 2012, Iziane defendeu o Washington Mystics, clube que ela tem contrato para este ano, mas não sabe se o defenderá por causa de mudanças no comando técnico da equipe. No Brasil, apenas no segundo ano do Maranhão, o projeto do novo grupo é baseado na brasileira, que ficou mais confortável nesta temporada com a chegada de outras atletas de alto nível.
A atleta tem um histórico de polêmicas na seleção brasileira, a mais recente delas o corte da delegação pouco antes da Olimpíada de Londres, no último ano. Ela não fecha as portas para o time nacional, mas também afirma que, por enquanto, evita pensar no assunto. “Sobre a seleção brasileira, eu só posso falar quando acontecer”, declarou à reportagem. A ala ainda falou sobre a carreira, tanto no Maranhão como na WNBA, do crescimento da LBF e do basquete no Brasil.
Leia abaixo a entrevista com a ala Iziane
Divulgação
Iziane: 'Seleção não faz parte da minha programação'
GE – A LBF é um campeonato rápido e que ainda está em evolução. Quais são as maiores diferenças que você aponta entre esse campeonato brasileiro e a WNBA?
Iziane - É muito diferente. Eu acho que o formato de três ou quatro meses é a única coisa igual por enquanto, já que lá é um campeonato curto também. Mas são diferentes em várias coisas, incluindo a parte burocrática, a parte de atletas, nível da competição, etc. Realmente não tem nem o que comparar.
GE – Essa duração permite que você jogue os dois. Você pretende voltar à WNBA?
Iziane - Pretendo, sim. Desde o ano passado eu estou na equipe do Washington Mystics, mas como houve uma mudança de técnico, a minha volta ainda está um pouco indefinida, porque teria que ver as condições que eles oferecerão. Então a gente precisaria ver se essa é a melhor opção para mim. Quando eu assinei o contrato, foi com uma técnica que estava contando comigo dentro do planejamento dela. Tudo deve ser revisto. Meu contrato com eles era para ser de três anos. Com a mudança de técnico, isso também muda.
Iziane - É muito diferente. Eu acho que o formato de três ou quatro meses é a única coisa igual por enquanto, já que lá é um campeonato curto também. Mas são diferentes em várias coisas, incluindo a parte burocrática, a parte de atletas, nível da competição, etc. Realmente não tem nem o que comparar.
GE – Essa duração permite que você jogue os dois. Você pretende voltar à WNBA?
Iziane - Pretendo, sim. Desde o ano passado eu estou na equipe do Washington Mystics, mas como houve uma mudança de técnico, a minha volta ainda está um pouco indefinida, porque teria que ver as condições que eles oferecerão. Então a gente precisaria ver se essa é a melhor opção para mim. Quando eu assinei o contrato, foi com uma técnica que estava contando comigo dentro do planejamento dela. Tudo deve ser revisto. Meu contrato com eles era para ser de três anos. Com a mudança de técnico, isso também muda.
GE – Mas caso você não continue no Washington Mystics, existem propostas de outros times?
Iziane - Tem o interesse ainda do Seattle Storm e do Los Angeles Sparks, que tem a assistente técnica da época em que eu jogava no Atlanta Dream.
GE – O Maranhão Basquete terminou bem a primeira fase da LBF (em terceiro lugar). Como você vê sua equipe hoje comparando com as outras da competição? Estão todas no mesmo nível?
Iziane - Eu acho que as cinco primeiras equipes têm um nível mais forte. Já o Ourinhos perdeu muito o seu elenco e acabou ficando com um nível inferior, já que a equipe se formou em cima da hora. Tirando isso, as outras equipes têm um nível muito bom. Em um jogo, qualquer uma pode ganhar. Não tem franco favorito. É na quadra que se resolve. O Sport acabou terminando como invicto porque tem um elenco muito bom, mas também não acho que é um time imbatível. Se jogar bem e jogar duro, é possível vencê-lo.
GE – Como esse projeto do Maranhão é novo, no ano passado você tinha um papel mais importante e era o maior destaque. Para essa temporada, o clube contratou mais algumas atletas e se reforçou. Você se sente mais confortável e percebeu que o nível do time aumentou?
Iziane - Sim. Ficou muito mais fácil jogar agora porque eu tenho, realmente, quem me apoia dentro da equipe. No ano passado, acabava me sobrecarregando porque, infelizmente, umas das nossas apostas não deram certo e a equipe era muito nova, mas neste ano o elenco é muito experiente, com jogadoras de seleção brasileira, o que deixou muito mais fácil, já que a gente divide a responsabilidade no momento do jogo.
Iziane - Tem o interesse ainda do Seattle Storm e do Los Angeles Sparks, que tem a assistente técnica da época em que eu jogava no Atlanta Dream.
GE – O Maranhão Basquete terminou bem a primeira fase da LBF (em terceiro lugar). Como você vê sua equipe hoje comparando com as outras da competição? Estão todas no mesmo nível?
Iziane - Eu acho que as cinco primeiras equipes têm um nível mais forte. Já o Ourinhos perdeu muito o seu elenco e acabou ficando com um nível inferior, já que a equipe se formou em cima da hora. Tirando isso, as outras equipes têm um nível muito bom. Em um jogo, qualquer uma pode ganhar. Não tem franco favorito. É na quadra que se resolve. O Sport acabou terminando como invicto porque tem um elenco muito bom, mas também não acho que é um time imbatível. Se jogar bem e jogar duro, é possível vencê-lo.
GE – Como esse projeto do Maranhão é novo, no ano passado você tinha um papel mais importante e era o maior destaque. Para essa temporada, o clube contratou mais algumas atletas e se reforçou. Você se sente mais confortável e percebeu que o nível do time aumentou?
Iziane - Sim. Ficou muito mais fácil jogar agora porque eu tenho, realmente, quem me apoia dentro da equipe. No ano passado, acabava me sobrecarregando porque, infelizmente, umas das nossas apostas não deram certo e a equipe era muito nova, mas neste ano o elenco é muito experiente, com jogadoras de seleção brasileira, o que deixou muito mais fácil, já que a gente divide a responsabilidade no momento do jogo.
GE – Enquanto o NBB está crescendo, a LBF perdeu dois times de 2012 para 2013. Como você vê essa diferença entre os campeonatos?
Iziane - A gente sabe dessa diferença. No mundo inteiro, o masculino é muito viável economicamente, então acho que esse é o principal fator. Precisamos incentivar as meninas a jogarem basquete. Os meninos já jogam porque gostam e porque é um esporte legal. Por isso, tem uma galera jogando. Então, realmente tem que ter um incentivo maior para a gente poder ter atletas no Brasil inteiro e ter mais equipes. Acho que esse investimento é o que falta, e isso tem que começar na base, precisa criar um vínculo com a criançada, de gostar do esporte para que elas queiram se tornar jogadoras.
GE – Duas das três equipes que terminaram a primeira fase como melhores colocadas são nordestinas (Sport e Maranhão). Você enxerga uma mudança na dinâmica da competição, que antes tinha como polo do esporte o interior de São Paulo?
Iziane - Com certeza. Logicamente, a gente tem que agradecer às equipes de São Paulo que sempre mantiveram o nível do basquete brasileiro, mas o Brasil é muito maior do que isso, e os investimentos precisam ocorrer no país inteiro. Tem que ser feito investimento Brasil afora, para procurar novos talentos, buscar novos ídolos. Essas duas equipes do Nordeste foram ótimas, porque criaram novas opções. Todo mundo está vendo que é possível e vai despertando o interesse. Mas está faltando esse primeiro investimento. Às vezes, uma equipe fecha, mas nasce outra e assim vai. O Brasil está na era do esporte, com Copa do Mundo, Olimpíada, então a gente tem que aproveitar tudo isso em prol do esporte.
GE – Você dizia que sofria preconceito por ser nordestina. Isso ainda acontece?
Iziane - Acho que o preconceito sempre existe, em qualquer lugar. Antes, por eu ser a única, existia um pouco de preconceito porque só tinha eu. Quando você mostra que tem outras e que essas outras também podem jogar, isso muda um pouco.
GE – Como é o apoio e a influência da torcida do Maranhão jogando em São Luís?
Iziane - Influencia muito. Para mim foi uma surpresa muito grande, principalmente no ano passado, quando na primeira partida a gente conseguiu lotar o ginásio e ainda 2 mil pessoas ficaram do lado de fora. É bom saber que o nosso povo nos apoiou no projeto e continua nos apoiando. Toda vez que eu entro em quadra, logicamente eu sou profissional e vou sempre dar o meu melhor, mas tem aquele amor maior por estar jogando pelo seu Estado e pelo seu povo, com eles jogando junto com você.
GE – Você pretende permanecer na equipe?
Iziane - A gente fecha o contrato anualmente, mas a minha intenção é ficar. A equipe também tem a intenção de me manter e a minha ideia, como jogadora, é jogar pelo meu povo e pelo meu Estado.
Iziane - A gente sabe dessa diferença. No mundo inteiro, o masculino é muito viável economicamente, então acho que esse é o principal fator. Precisamos incentivar as meninas a jogarem basquete. Os meninos já jogam porque gostam e porque é um esporte legal. Por isso, tem uma galera jogando. Então, realmente tem que ter um incentivo maior para a gente poder ter atletas no Brasil inteiro e ter mais equipes. Acho que esse investimento é o que falta, e isso tem que começar na base, precisa criar um vínculo com a criançada, de gostar do esporte para que elas queiram se tornar jogadoras.
GE – Duas das três equipes que terminaram a primeira fase como melhores colocadas são nordestinas (Sport e Maranhão). Você enxerga uma mudança na dinâmica da competição, que antes tinha como polo do esporte o interior de São Paulo?
Iziane - Com certeza. Logicamente, a gente tem que agradecer às equipes de São Paulo que sempre mantiveram o nível do basquete brasileiro, mas o Brasil é muito maior do que isso, e os investimentos precisam ocorrer no país inteiro. Tem que ser feito investimento Brasil afora, para procurar novos talentos, buscar novos ídolos. Essas duas equipes do Nordeste foram ótimas, porque criaram novas opções. Todo mundo está vendo que é possível e vai despertando o interesse. Mas está faltando esse primeiro investimento. Às vezes, uma equipe fecha, mas nasce outra e assim vai. O Brasil está na era do esporte, com Copa do Mundo, Olimpíada, então a gente tem que aproveitar tudo isso em prol do esporte.
GE – Você dizia que sofria preconceito por ser nordestina. Isso ainda acontece?
Iziane - Acho que o preconceito sempre existe, em qualquer lugar. Antes, por eu ser a única, existia um pouco de preconceito porque só tinha eu. Quando você mostra que tem outras e que essas outras também podem jogar, isso muda um pouco.
GE – Como é o apoio e a influência da torcida do Maranhão jogando em São Luís?
Iziane - Influencia muito. Para mim foi uma surpresa muito grande, principalmente no ano passado, quando na primeira partida a gente conseguiu lotar o ginásio e ainda 2 mil pessoas ficaram do lado de fora. É bom saber que o nosso povo nos apoiou no projeto e continua nos apoiando. Toda vez que eu entro em quadra, logicamente eu sou profissional e vou sempre dar o meu melhor, mas tem aquele amor maior por estar jogando pelo seu Estado e pelo seu povo, com eles jogando junto com você.
GE – Você pretende permanecer na equipe?
Iziane - A gente fecha o contrato anualmente, mas a minha intenção é ficar. A equipe também tem a intenção de me manter e a minha ideia, como jogadora, é jogar pelo meu povo e pelo meu Estado.
GE – E sobre a Damiris, que vem se destacando e chamando a atenção? O que você tem para falar dela? Dá para perceber que ela tem um potencial diferenciado mesmo?
Iziane - Com certeza. Acho que ela é uma menina muito talentosa e dedicada. A Damiris tem tudo para puxar essa nova geração. Ela se destaca, realmente dá para perceber isso. O nível dela é superior e ela conta com as características físicas necessárias para ser uma grande jogadora. Acredito que tem tudo para se tornar uma das principais estrelas do Brasil.
GE – Ainda tem como meta defender a seleção brasileira?
Iziane - Sobre a seleção brasileira, eu só posso falar quando acontecer. O dia em que me convocarem, vou poder falar. Até lá, sigo levando minha carreira, e a seleção, por enquanto, não faz parte da minha programação. Ainda não me aposentei. Se me convocarem, tenho o dever de servir, até mesmo por regra. Até lá, a gente vê as possibilidades e pensa a respeito.
GE – Você já havia comentado que achou um pouco exagerada a decisão da Confederação e que se arrependia, mas guarda algum tipo de ressentimento pelo corte dos jogos Olímpicos?
Iziane - Não guardo ressentimento nenhum. Acho que o que passou, passou.
GE – Você chegou a falar com a Hortência (diretora de basquete feminino da CBB) depois das Olimpíadas?
Iziane - Não, não cheguei a falar com ninguém. Nem com ela nem com a CBB, até mesmo porque não teve mais jogos, não teve convocação, não teve nada.
GE – Em junho, será realizado o Sul-Americano de basquete. Você estaria disposta a defender a seleção?
Iziane - Se eu estiver disponível, sim, porque eu pretendo jogar a WNBA.
GE – No ano passado, você optou por ficar no Brasil para poder disputar as Olimpíadas. Você se arrepende da decisão?
Iziane - Acho que a gente tem que tomar nossas decisões e ir com elas. Eu tomei uma decisão que eu achei boa e que foi em prol do meu país. Infelizmente, aconteceu o que aconteceu e eu, logicamente, ao tomar aquela decisão, perdi outras oportunidades, mas a vida é assim. A gente acaba tomando decisões e eliminando outras. Faz parte.
Iziane - Com certeza. Acho que ela é uma menina muito talentosa e dedicada. A Damiris tem tudo para puxar essa nova geração. Ela se destaca, realmente dá para perceber isso. O nível dela é superior e ela conta com as características físicas necessárias para ser uma grande jogadora. Acredito que tem tudo para se tornar uma das principais estrelas do Brasil.
GE – Ainda tem como meta defender a seleção brasileira?
Iziane - Sobre a seleção brasileira, eu só posso falar quando acontecer. O dia em que me convocarem, vou poder falar. Até lá, sigo levando minha carreira, e a seleção, por enquanto, não faz parte da minha programação. Ainda não me aposentei. Se me convocarem, tenho o dever de servir, até mesmo por regra. Até lá, a gente vê as possibilidades e pensa a respeito.
GE – Você já havia comentado que achou um pouco exagerada a decisão da Confederação e que se arrependia, mas guarda algum tipo de ressentimento pelo corte dos jogos Olímpicos?
Iziane - Não guardo ressentimento nenhum. Acho que o que passou, passou.
GE – Você chegou a falar com a Hortência (diretora de basquete feminino da CBB) depois das Olimpíadas?
Iziane - Não, não cheguei a falar com ninguém. Nem com ela nem com a CBB, até mesmo porque não teve mais jogos, não teve convocação, não teve nada.
GE – Em junho, será realizado o Sul-Americano de basquete. Você estaria disposta a defender a seleção?
Iziane - Se eu estiver disponível, sim, porque eu pretendo jogar a WNBA.
GE – No ano passado, você optou por ficar no Brasil para poder disputar as Olimpíadas. Você se arrepende da decisão?
Iziane - Acho que a gente tem que tomar nossas decisões e ir com elas. Eu tomei uma decisão que eu achei boa e que foi em prol do meu país. Infelizmente, aconteceu o que aconteceu e eu, logicamente, ao tomar aquela decisão, perdi outras oportunidades, mas a vida é assim. A gente acaba tomando decisões e eliminando outras. Faz parte.
No ritmo de Seedorf, Botafogo pode mais que uma Taça Guanabara
Gazeta Press
Dezesseis finalizações contra seis, 58% de posse de bola - chegou a 63% no primeiro tempo – e seis jogadores dentro da área adversária, sem contar os dois que criaram a jogada pela esquerda, no lance do gol único da partida.
Lucas celebra com os companheiros o gol que deu o título ao Botafogo
A necessidade de vitória induziu a postura ofensiva do Botafogo no Engenhão. Ocupar o campo de ataque não foi o mérito alvinegro na conquista da Taça Guanabara. O time de Oswaldo de Oliveira venceu porque teve inteligência e paciência para trabalhar a bola, no ritmo de Seedorf.
O meia holandês não cumpriu atuação espetacular, mas abusou da experiência jogando mais avançado e centralizado, quase como um centroavante. Rafael Marques pelos flancos e Seedorf retendo a bola e fazendo o pivô para a chegada de Fellype Gabriel e Lodeiro. Um 4-2-3-1 novamente executado com muita rotação na frente.
Com a entrada de Bruno Mendes no centro do ataque, o camisa dez veterano voltou para articular e começou com belo toque de calcanhar para Julio César a jogada que chegou a Bolívar e do zagueiro para o chute preciso de Lucas que superou Alessandro. No lance, Vitinho, impedido, atrapalhou o goleiro cruzmaltino. A arbitragem ignorou.
O Botafogo foi ainda mais efetivo na frente no segundo tempo com Vitinho na vaga de Marcelo Mattos. Aberto pela esquerda, a jovem revelação alvinegra foi dar trabalho a Nei e Fellype Gabriel recuou para ser mais um armador e aumentar o volume de jogo alvinegro. Sempre com bola no chão, sem o desespero de jogar a esmo na área do oponente.
A proposta do Vasco contribuiu. Como esperado, a equipe de Gaúcho marcou a partir da própria intermediária com Eder Luís e Wendel acompanhando os laterais do Bota e Carlos Alberto e Bernardo combatendo os volantes. Estratégia legítima pela vantagem do empate.
Olho Tático
Com Seedorf centralizado à frente, Bota tentou atacar um Vasco que marcava a partir da própria intermediária.
O problema foi não ter um contra-ataque planejado, especialmente no segundo tempo, quando o adversário avançou ainda mais as linhas. E, principalmente, não ter aproveitado a chance cristalina no início da primeira etapa com Carlos Alberto.
A troca de Feltri, que podia ter sido expulso ainda no primeiro tempo por faltas seguidas e um cartão amarelo, por Fellipe Bastos não foi feliz. O setor esquerdo perdeu combatividade e Bastos só apareceu em bolas paradas e no gol do Bota, deixando Lucas livre para a finalização.
Olho Tático
Com Vitinho e Bruno Mendes, Seedorf foi mais articulador; Vasco perdeu força pela esquerda com Fellipe Bastos.
A pressão no final com Dakson e Romário e o time dando trabalho a Jefferson deixou claro que era possível atacar mais e melhor. A boa campanha aponta um norte, mas é preciso voltar a vencer no torneio regional. O vice é o quarto seguido em um turno de estadual - derrotas para o Flamengo na Taça Rio 2011, Fluminense e Botafogo no ano passado e novamente o alvinegro em 2013.
A sétima Taça Guanabara do Botafogo é da superação. Do contestado Oswaldo de Oliveira a um time que sempre tem sua força questionada e conseguiu reverter as vantagens dos rivais Flamengo e Vasco.
Com a liderança e experiência de Seedorf transferindo confiança, o Botafogo pode mais que um título de turno na temporada.
Vasco é vice da Taça Guanabara e Botafogo ainda sonha com a Copa do Brasil... A boa inveja de cada um
O Twitter, às vezes, parece a versão moderna do para-choque de caminhão. Era o caso ontem à tarde, quando me diverti com a filosofia do caminhoneiro, digo twitteiro: "Ser campeão de turno é igual a comer miojo: não é refeição completa, mas é melhor do que passar fome!"
Bem melhor.
O Inter festeja o título do primeiro turno do Gauchão, mas quer mesmo voltar a ser campeão brasileiro depois de 34 anos.
O Vasco passa fome em turnos de Campeonato Carioca desde que venceu a Taça Rio, em 2004. Taça Guanabara, então, não vence desde 2003, ano também de seu último trofeu estadual. Mas, nesse período, o Vasco pareceu mais perto de dar sua grande virada do que o Botafogo, ao conquistar a Copa do Brasil de 2011. Só não chegou às semifinais da Libertadores ano passado, porque Cássio, o goleiro dos jogos grandes, não tinha cortado as unhas naquela quarta-feira de Pacaembu lotado.
O Botafogo, há alguns anos, precisa subir o maior degrau de sua história recente. Entender a razão dos tropeços na hora de definir jogos importantes de Copa do Brasil, reta final de Campeonato Brasileiro, torneios que classificariam para voos internacionais.
Seedorf pode indicar o caminho.
É claro que o Botafogo tem motivos de sobra para festejar a Taça Guanabara, para sonhar com o título estadual. O holandês entendeu o ambiente onde vive, apontou para a festa no Engenhão, mandou mesmo comemorar por ter vencido um jogo contra adversário difícil.
Único jogador campeão da Liga dos Campeões por três clubes diferentes, Seedorf sabe que só valorizar conquistas traz confiança suficiente para tentar voar mais alto. Quem não é campeão da Taça Guanabara não confia poder vencer o Estadual, se não estiver acostumado aos trofeus. Quem não ganha o Estadual, não parece candidato à Copa do Brasil -- ainda que o Vasco desminta essa teoria. Ganhar faz bem ao ego, ao coração, faz bem à torcida e ao elenco.
Por tudo isso, parabéns ao Botafogo, campeão da Taça Guanabara pela sétima vez.
E que se prepare para subir o degrau definitivo. O Botafogo já tem estrutura para projetar vitórias em nível nacional.
Mais do que os rivais que não têm um pacotinho de miojo na despensa.
Bem melhor.
O Inter festeja o título do primeiro turno do Gauchão, mas quer mesmo voltar a ser campeão brasileiro depois de 34 anos.
O Vasco passa fome em turnos de Campeonato Carioca desde que venceu a Taça Rio, em 2004. Taça Guanabara, então, não vence desde 2003, ano também de seu último trofeu estadual. Mas, nesse período, o Vasco pareceu mais perto de dar sua grande virada do que o Botafogo, ao conquistar a Copa do Brasil de 2011. Só não chegou às semifinais da Libertadores ano passado, porque Cássio, o goleiro dos jogos grandes, não tinha cortado as unhas naquela quarta-feira de Pacaembu lotado.
O Botafogo, há alguns anos, precisa subir o maior degrau de sua história recente. Entender a razão dos tropeços na hora de definir jogos importantes de Copa do Brasil, reta final de Campeonato Brasileiro, torneios que classificariam para voos internacionais.
Seedorf pode indicar o caminho.
É claro que o Botafogo tem motivos de sobra para festejar a Taça Guanabara, para sonhar com o título estadual. O holandês entendeu o ambiente onde vive, apontou para a festa no Engenhão, mandou mesmo comemorar por ter vencido um jogo contra adversário difícil.
Único jogador campeão da Liga dos Campeões por três clubes diferentes, Seedorf sabe que só valorizar conquistas traz confiança suficiente para tentar voar mais alto. Quem não é campeão da Taça Guanabara não confia poder vencer o Estadual, se não estiver acostumado aos trofeus. Quem não ganha o Estadual, não parece candidato à Copa do Brasil -- ainda que o Vasco desminta essa teoria. Ganhar faz bem ao ego, ao coração, faz bem à torcida e ao elenco.
Por tudo isso, parabéns ao Botafogo, campeão da Taça Guanabara pela sétima vez.
E que se prepare para subir o degrau definitivo. O Botafogo já tem estrutura para projetar vitórias em nível nacional.
Mais do que os rivais que não têm um pacotinho de miojo na despensa.
Apito erra a favor do Bota (de novo), que foi melhor. Quase 70 mil não pagaram na Taça GB
Na Taça Guanabara não há muito o que discutir sobre o merecimento técnico do título ganho pelo Botafogo. Sim, título, o troféu tem tradição, surgiu em 1965 com vida própria e só em 1972 passou a valer o primeiro turno do campeonato carioca. Feita a ressalva histórica, é claro que o Vasco pode se queixar do impedimento de Vitinho no gol de Lucas. O garoto estava em posição ilegal e sua presença ali atrapalhou o goleiro Alessandro. Mera constatação.
Isso não tira o brilho dos botafoguenses, que buscaram o gol o tempo todo. Mas não há como negar que se diante do Flamengo um pênalti não foi marcado contra o time da estrela solitária, houve um erro da arbitragem no lance que decidiu o jogo e o destino da taça, que se encaminhava para os vascaínos. Aqueles torcedores do Botafogo que sempre consideram seu time prejudicado pelo apito deveriam aproveitar o momento para deixar de lado velhos queixumes.
Também precisa ser revista a situação do futebol carioca, com lei estadual que dá acesso gratuito aos que tem até 12 anos ou pelo menos 60 de idade. Políticos fizeram um agrado ao povão com dinheiro que deveria ser dos clubes. Depois do jogo, o presidente do Botafogo, Maurício Assumpção, disse ao repórter Cícero Mello, da ESPN, que pretende lutar contra essa gratuidade. E precisa mesmo, unindo forças com os demais clubes do Rio de Janeiro.
Na decisão da Taça GB foram 6.630 que não pagaram ingresso — 32.770 pagantes dos 39.400 presentes. Isso significa que quase 17% dos que foram ao Engenhão entraram de graça. O ótimo site FutDados.com — clique aqui e acesse — fez o levantamento dos "caronas" oficiais desse primeiro turno do campeonato carioca. Foram 68.753 gratuidades em 67 jogos, média de 1.026 por partida. Em Vasco x Bangu, de um total de 4.287 presentes, 2.181 nada pagaram, ou seja 50,9%!!!!
Se todos esses que entraram de graça pagassem, em média, R$ 30 por ingresso, mais R$ 2.062.590 teriam sido arrecadados. Um paralelo: a renda bruta da decisão desta Taça Guanabara foi de R$ 1.617.180. Apenas nos sete clássicos disputados foram 29.090 gratuidades, 4.155 por peleja. Fora dos duelos entre os quatro grandes, Flamengo x Quissamã foi o encontro com maior presença nas arquibancadas, 9.839 que desembolsaram algum dinheiro para entrar no estádio.
O levantamento do FutDados vai mais longe. Mostra que 28 jogos foram vistos por menos de 500 pagantes e somente seis cotejos da primeira metade do Cariocão-2013 quebraram a marca de 10 mil torcedores. Um certame que não é prestigiado pela galera, com ingressos que chegam a custar R$ 80, disputado por agremiações endividadas, tem condições de ser tão "generoso" como determinaram os criadores da lei da gratuidade? Não parece.
Isso não tira o brilho dos botafoguenses, que buscaram o gol o tempo todo. Mas não há como negar que se diante do Flamengo um pênalti não foi marcado contra o time da estrela solitária, houve um erro da arbitragem no lance que decidiu o jogo e o destino da taça, que se encaminhava para os vascaínos. Aqueles torcedores do Botafogo que sempre consideram seu time prejudicado pelo apito deveriam aproveitar o momento para deixar de lado velhos queixumes.
Também precisa ser revista a situação do futebol carioca, com lei estadual que dá acesso gratuito aos que tem até 12 anos ou pelo menos 60 de idade. Políticos fizeram um agrado ao povão com dinheiro que deveria ser dos clubes. Depois do jogo, o presidente do Botafogo, Maurício Assumpção, disse ao repórter Cícero Mello, da ESPN, que pretende lutar contra essa gratuidade. E precisa mesmo, unindo forças com os demais clubes do Rio de Janeiro.
Na decisão da Taça GB foram 6.630 que não pagaram ingresso — 32.770 pagantes dos 39.400 presentes. Isso significa que quase 17% dos que foram ao Engenhão entraram de graça. O ótimo site FutDados.com — clique aqui e acesse — fez o levantamento dos "caronas" oficiais desse primeiro turno do campeonato carioca. Foram 68.753 gratuidades em 67 jogos, média de 1.026 por partida. Em Vasco x Bangu, de um total de 4.287 presentes, 2.181 nada pagaram, ou seja 50,9%!!!!
Se todos esses que entraram de graça pagassem, em média, R$ 30 por ingresso, mais R$ 2.062.590 teriam sido arrecadados. Um paralelo: a renda bruta da decisão desta Taça Guanabara foi de R$ 1.617.180. Apenas nos sete clássicos disputados foram 29.090 gratuidades, 4.155 por peleja. Fora dos duelos entre os quatro grandes, Flamengo x Quissamã foi o encontro com maior presença nas arquibancadas, 9.839 que desembolsaram algum dinheiro para entrar no estádio.
O levantamento do FutDados vai mais longe. Mostra que 28 jogos foram vistos por menos de 500 pagantes e somente seis cotejos da primeira metade do Cariocão-2013 quebraram a marca de 10 mil torcedores. Um certame que não é prestigiado pela galera, com ingressos que chegam a custar R$ 80, disputado por agremiações endividadas, tem condições de ser tão "generoso" como determinaram os criadores da lei da gratuidade? Não parece.
Gazeta Press
Lucas celebra com os companheiros o gol que deu o título ao Botafogo
Em defesa própria
A razão de Ney Franco preservar três de seus titulares no clássico contra o Palmeiras é óbvia. Antes do jogo, já se perguntava o que poderá acontecer em caso de eliminação na fase de grupos da Libertadores. Quinta-feira, Arsenal x São Paulo é decisão. Razão justa para dar descanso a Jadson, Osvaldo e Fabrício.
Também havia motivos, bem mais questionáveis, para Gilson Kleina rechear seu time de volantes no primeiro tempo contra o São Paulo.
O mais importante deles era proteger Valdivia.
Não é um erro proteger o talento. José Mourinho escala Di Maria pela direita para fechar um lado do campo e liberar Cristiano Ronaldo do outro.
Alex Ferguson deixa Wayne Rooney no banco para aumentar a marcação e deixar Van Persie livre --opções estúpidas há em qualquer lugar do mundo.
Proteger o talento é justo.
E proteger Valdivia, é?
A interrogação permanecerá durante algum tempo, mas é necessário dizer que Valdivia está reagindo. Protegido, deu um lindo passe para Vinícius no primeiro tempo.
E, então, Gilson Kleina tirou um volante e escalou Patrick Vieira pela direita. Trocou seu 4-4-2 com duas linhas por um 4-2-3-1, quatro homens criativos.
Com mais talento do que apenas Valdivia, o time melhorou!
Quanto mais se diz que os técnicos brasileiros estão desatualizados, mais se copia o que se pratica na Europa. Duas linhas de quatro, com um volante aberto de um lado, um atacante de outro, era sistema pouco usual no Brasil. Pois foi assim que o Palmeiras jogou o primeiro tempo de ontem.
E assim o São Paulo se defendeu quando perdeu Lúcio. Só que Ney Franco não usou o sistema para se defender. Tirou um volante bom no desarme e preferiu Maicon a Wellington, porque o camisa 5 tinha cartão amarelo.
Tanto Kleina quanto Ney Franco assistem ao que se faz na Europa, reproduzem uma parte disso nos campos do Brasil.
Mas a adaptação dos sistemas de lá deve privilegiar a busca pelo gol, não a tentativa de evitá-lo. A cópia mais desejável é a do segundo tempo, com os jogadores mais criativos também fazendo funções de marcação. Melhor do que ter marcadores tentando também criar.
No clássico de ontem, o segundo tempo teve mais tentativa de criar do que de marcar.
Tirando a parte tática de lado, para que o São Paulo deveria se expor numa fase do Paulistão em que lidera e pode ficar em oitavo lugar?
E se você fosse técnico do Palmeiras, sabendo que o empate leva à zona de classificação e a derrota cria a ideia de que a eliminação é provável, você preferiria correr o risco e vencer ou defender-se e empatar?
Uma parte da insossa estratégia do primeiro tempo de ontem se deve aos técnicos da fórmula de disputa do Campeonato Paulista.
DUNGA CAMPEÃO
Dunga conquistou seu primeiro título como treinado de clube em sua cidade natal, Ijuí. Ele tem conseguido mostrar que seus principais jogadores confiam em seu trabalho. D'Alessandro tem jogado bem, Forlán está recuperando sua melhor forma e Leandro Damião vem fazendo gols.
NO CAMINHO
O jogo da semana é Barcelona x Milan. Pela primeira vez, após 13 jogos, o Barça não sofreu gol neste fim de semana, na vitória sobre o La Coruña. O treinador do Milan, Massimiliano Allegri, engana seu presidente, Berlusconi. O cartola quer três atacantes. Allegri escala os avantes para marcar.
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