quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Brasileiro Sub 20

16h00 America  2x1 Palmeiras 
21h00 Flamengo 0x0 Coritiba 

Liga Europa

14h00 Young Boys 3x1 Anzhi Makhachkala
14h00 Udinese 0x1 Liverpool
14h00 Hapoel Tel Aviv 2x0 Acadêmica
14h00 Viktoria Plzen 1x0 Atlético de Madri
14h00 Limassol 3x0 Olympique
14h00 Fenerbahce 0x3 Borussia Mgladbach
14h00 Dnipro 4x0 AIK
14h00 Marítimo 2x1 Club Brugge
14h00 Bordeaux 2x0 Newcastle United
14h00 Stuttgart 0x1 Molde
14h00 Copenhague 1x1 Steaua Bucareste
14h00 Napoli 1x3 PSV
16h05 Genk 0x0 Basel
16h05 Sporting x Videoton
16h05 Internazionale 2x2 Neftchi
16h05 Partizan Belgrado 1x1 Rubin Kazan
16h05 Lyon 2x0 Hapoel Kiryat Shmona
16h05 Athletic Bilbao 0x0 Sparta Praga
16h05 Maribor 1x4 Lazio
16h05 Tottenham 3x1 Panathinaikos
16h05 Rapid Viena 1x0 Metalist
16h05 Bayer Leverkusen 1x0 Rosenborg
16h05 Levante 2x2 Hannover 96
16h05 Twente 1x3 Helsingborgs

Mundial de Clubes da Fifa

08h45 Sanfrecce Hiroshima 1x0 Auckland City

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Copa Sul-Americana


21h50 Tigre 0x0 São Paulo

Copa do Brasil sub-20

20h30 - Grêmio 2x1 Vitória

Liga dos Campeões

16h45 Shakhtar Donetsk 0x1 Juventus
16h45 Chelsea 6x1 Nordsjælland
16h45 Lille 0x1 Valencia
16h45 Bayern de Munique 4x1 BATE Borisov
16h45 Barcelona 0x0 Benfica
16h45 Celtic 2x1 Spartak Moscow
16h45 Manchester United 0x1 Cluj
16h45 Braga 1x2 Galatasara

Brasileiro sub-17,

16h00 (3) Cruzeiro 2x2 Figueirense (4)
18h30 - Internacional 3x0 Ponte Preta

Participantes da Copa do Nordeste receberão cota de R$ 300 mil, revela dirigente do Fortaleza

Ceará e Fortaleza serão os representantes cearenses na Copa do Nordeste (Foto: Banco de Dados do O POVO )Ceará e Fortaleza serão os representantes cearenses na Copa do Nordeste (Foto: Banco de Dados do O POVO )
Uma tarde de definições sobre a Copa do Nordeste 2013. Nesta terça-feira (4), em Recife-PE, dirigentes dos clubes que participarão do campeonato estiveram reunidos e definiram os valores das cotas e premiações que os times vão receber por disputar o torneio.
Representante do Fortaleza na reunião, o diretor de publicidade e relações públicas, Fábio Mota, participou de entrevista no programa Trem Bala, da Rádio Globo / O POVO, e falou sobre os detalhes conversados: “A reunião foi muito proveitosa, pois conseguimos definir todos os assuntos abordados: cotas, premiação, transmissão. O futebol nordestino está cada vez mais forte”, disse.
Em seguida, o dirigente falou dos valores de cotas e premiação: “Cada clube receberá R$ 300 mil por participação na competição. O campeão da Copa do Nordeste receberá R$ 800 mil. Algumas equipes já receberam sua cota adiantada”, revelou.
Fabio Mota disse ainda que as partidas serão televisionadas e que os primeiros jogos em casa de Fortaleza e Ceará vão acontecer no estádio Presidente Vargas: “A TV Esporte Interativo fará a transmissão dos jogos e arca com valores de hospedagens e viagens das equipes. Já as partidas cogitadas para a inauguração do Arena Castelão, entre Fortaleza x Sport e Ceará x Bahia acontecerão no PV. O Arena Castelão deverá receber um clássico-rei em sua partida de abertura”, encerrou.

Fla muda de mãos. O desejo da torcida foi uma ordem. "Abramovichs'" não compram a paixão

Patrícia Amorim recebeu o Flamengo campeão brasileiro e com um bom time. Deixa a presidência após três tenebrosos anos que tiveram o pior momento quando Zico, maior ídolo do clube, foi embora, e da maneira que tudo aconteceu. Não sei se o novo presidente Eduardo Bandeira de Mello e aqueles que o apóiam serão melhores. Ao mesmo tempo sei que será difícil serem piores. Esse pessoal ao chegar terá que "caprichar" muito para "superar" seus antecessores.

Claro que alguns pontos positivos existem na administração que se encerra. Os avanços no Centro de Treinamentos, por exemplo. Mas com apoio de uma empresa privada, diga-se de passagem. O Fluminense não tem um mecenas personificado como o Chelsea e o seu Roman Abramovich, mas conta com um patrocínio que vai além do convencional. O Palmeiras foi mais ou menos assim com a Parmalat. E o campeão brasileiro alcança resultados indiscutíveis. Já o seu maior rival...

Muitos criticam o modelo do campeão brasileiro, que realmente é questionável ao extremo e cria uma dependência perigosíssima. Mas nada é pior do que uma administração ruim que não explora o potencial de um clube poderoso e apenas o afunda. Os rubro-negros sentem o que é isso na pele. Se você conversa com torcedores do Chelsea aqui em Londres, eles em geral não reclamam de Abramovich, tampouco apóiam todas as decisões do russo.

A contração de Rafael Benítez é o maior exemplo disso. O espanhol que foi algoz dos Blues quando treinava o Liverpool é detestado pela torcida do campeão europeu, que exige sua saída. E então, dane-se o que pensa o russo endinheirado. Fica claro que o milionário que veio de Moscou é o detentor das ações, mas não é nem jamais será dono do Chelsea. Se ele for embora, o clube e seus torcedores continuarão aqui, em Stamford Bridge.

Segundo as casas de apostas, Rafa Benítez é o segundo mais cotado a ser demitido no futebol inglês

O mesmo vale para o Fluminense e para qualquer outro time de futebol que receba enormes injeções financeiras, mas que tenham suas histórias e fiéis seguidores. O Milan de Silvio Berlusconi confirma a tese. O magnata italiano diminui os aportes de euros, mas nem por isso os rossoneros vão acabar. E nem se ele sair fora o time sete vezes campeão da Europa sumirá do mapa, pois tem história, torcida, títulos, peso. Pode passar por dificuldades, mas seguirá.

O Flamengo ainda não acabou pelos mesmos motivos. Apesar de dirigentes comprovadamente incapazes de corresponder às expectativas da torcida. Como resistiu, ou melhor, renasceu o pequeno Wimbledon, daqui de Londres, cuja história, belíssima, foi manchete dos jornais da segunda-feira e está em nosso blog - clique aqui para ler. O dinheiro permite a alguém obter o direito de administrar um clube, mas não consegue comprar a paixão de seus torcedores, sua história. E sem isso o futebol nada seria.

A torcida do Fla em sua maioria não votou. Mas desta vez ficou claro que seu desejo foi uma ordem.

Veja a reportagem EXCLUSIVA sobre a presidenta Patrícia Amorim que fo

Com gol histórico de Kaká, 'mistão' do Real Madrid goleia 'freguês' Ajax


Kaká comemora após marcar diante do Ajax
Kaká comemora após marcar diante do Ajax
Mesmo com uma equipe repleta de reservas, o Real Madrid não teve problemas para golear o Ajax por 4 a 1, nesta terça-feira, no Santiago Bernabéu, pela última rodada do grupo C da Champions League. Cristiano Ronaldo, Callejón, duas vezes, e Kaká marcaram os gols dos vencedores. Boerrigter descontou. 

A partida ficou marcada por um feito histórico de Kaká. Afinal, com o gol que fez, o meia-atacante chegou a 28 bolas na rede pela Champions League, ultrapassando Rivaldo, que tem 27, e se tornou o brasileiro com o maior número de gols na principal competição de clubes do Velho Continente.

Com o resultado, o time espanhol, que já tinha assegurada a segunda posição,ficou com 11 pontos. O clube holandês encerrou com quatro pontos e, na terceira posição, disputará a segunda principal competição de clubes do continente.

No outro jogo do grupo, o Borussia Dortmund, que já havia garantido a liderança, venceu o Manchester City por 1 a 0 e terminou com 14 pontos. Já os ingleses, sem vitórias nos seis jogos da fase de grupos, estacionou nos três pontos e ficou na vexatória lanterna.

O triunfo ainda manteve o status de “freguês” do Ajax diante do Real Madrid. Isso porque nas últimas três temporadas os dois clubes se enfrentaram na fase de grupos, e os espanhóis triunfaram nos seis confrontos. A última vez que os holandeses bateram o adversário na Champions ocorreu na fase de grupos da edição 1995/1996,quando, inclusive, ganhou as duas partidas naquela ocasião.
EFE
Atletas do Real Madrid comemoram durante goleada sobre o Ajax
Atletas do Real comemoram durante goleada sobre o Ajax


A freguesia da equipe de Amsterdã não se limita ao Real Madrid, mas também envolve Cristiano Ronaldo. Isto porque, o português, autor do primeiro gol da partida, chegou a sete diante do Ajax e se tornou o jogador que marcou mais vezes contra um mesmo time pela Champions League.

Já garantido na próxima fase da competição, mas sem chances de conseguir a liderança da chave, o Real Madrid entrou com um time bastante modificado, só contando com quatro titulares absolutos (Pepe, Khedira, Cristiano Ronaldo). Modric, que atua com frequência entre os 11 iniciais, também começou o duelo. O restante do time foi formado por reservas (Adán, Varane, Ricardo Carvalho, Nacho e José Callejón). O brasileiro Kaká também foi titular e, de quebra, foi capitão da equipe.

O Ajax, por sua vez, ainda lutava por uma vaga na Europa League e entrou com força máxima em campo. Mesmo assim, a equipe holandesa não impediu mais uma derrota diante dos madrilenhos.

Aos 13 minutos do primeiro tempo, o Real Madrid se aproveitou de um contra-ataque para abrir o marcador. Modric roubou a bola, fez ótimo lançamento longo, e Benzema dominou na área, com liberdade. O francês só rolou para Cristiano Ronaldo concluir para o fundo da rede. O segundo gol dos mandantes também sairia após bela assistência do meio-campista croata. Modric acionou Callejón, que dominou com categoria e concluiu na saída do goleiro Vermeer, aos 27.

Na volta do intervalo, o Real Madrid ampliou com um gol de Kaká. O meia recebeu passe de Cristiano Ronaldo na entrada da área, chutou com categoria no canto direito e viu a bola acertar a trave antes de entrar, aos três minutos.

Os holandeses ainda marcaram seu gol de honra aos 14, quando Boerrigter aproveitou saída ruim do gol de Adán, que socou a bola de maneira estranha e concluiu para o gol vazio. Aos 43, o time da casa ainda transformou a vitória em goleada, quando Callejón aproveitou boa jogada de Morata e concluiu de cabeça no contrapé após cruzamento vindo da direita.

O Real Madrid voltará a campo no sábado, quando visitará o Valladolid, no sábado, às 17h (de Brasília), pelo Campeonato Espanhol. No mesmo dia, o Ajax receberá o Groningen, às 17h45, pelo Campeonato Holandês. Em relação à Champions, o sorteio dos confrontos das oitavas de final ocorrerá no dia 20 de dezembro.

Em nome de Zico

“Sob Fogo Cerrado” é um empolgante filme de amor, ação, política, ótimas discussões sobre o jornalismo, tudo ao mesmo tempo agora. Na Nicarágua do final da década de 70, os sandinistas estão para tomar o poder depois de anos da sangrenta ditadura de Anastácio Somoza. Uma das cenas mais significativas que já vi sobre um processo de transição e mudança de poder talvez seja secundária no enredo. Mas quem já viu cena dessas tantas vezes na vida, seja no mundo corporativo, na cidade ou até no prédio não se esquece de enxergar o paralelo: um assassino sujo, escroque, mercenário pró-Somoza, passa a vida boicotando a Frente Sandinista, matando com requinte de crueldade e sabotando. Quando a Revolução vira uma realidade sem volta, um fato consumado, e os revolucionários adentram a capital Manágua na marcha para o poder, quem está com a bandeira sandinista na mão? Ele, claro!

Quem nunca viu isso? Aquele puxa-saco, geralmente os mais fieis aos chefes, que quando muda o poder desandam a falar mal do chefe antigo pra agradar o poder que se constitui, quem nunca viu?! O oportunista de plantão! Pois muito bem: na última semana, quando a vitória da oposição do Flamengo se desenhava com tons azuis mais fortes, um monte como aquele sujeito de “Sob Fogo Cerrado” foram vistos com a bandeira azul na mão. Especialistas em perpetuação no poder, entra administração e sai administração. Estiveram em todas as administrações do clube nos últimos 20 anos pelo menos. Cada uma pior do que a outra. E já viravam a casaca, desfraldando a bandeirinha.

A cena é definitiva quanto ao futuro do Flamengo. A capacidade de identificar os oportunismos definirá os rumos da nova gestão. Muito mais do que isso: a vontade política de recontar a história do Flamengo nessas duas últimas décadas é a coisa mais importante e o maior desafio da nova gestão. Entenda-se como recontar a história principalmente rever culpados pelos malfeitos. Tenho escutado muita coisa nos últimos tempos. Algumas preocupantes. A última delas provavelmente a mais preocupante. Na última sexta-feira, em entrevista no jornal O Globo, o então candidato Eduardo Bandeira de Mello afirmou que o mandato teria o “retrovisor quebrado, que não olharia para trás e sim para frente”. 

Se verdade for, esqueçam toda a modernidade prometida. Será a condenação do Flamengo a seguir sendo o triste retrato que foi ao longo das últimas décadas: uma instituição carcomida por dentro, com gente sem o menor compromisso e ligação com as cores, apenas com interesses pessoais.

Muito se fala em gestão, planejamento. Aumentar a receita. Tudo isso é normal e desejável, como diz a bula. E óbvio. Mas o xis da questão, o drama do Flamengo no momento nem é esse. Afinal, o volume de dinheiro do futebol cresce a cada dia. O alto valor do contrato de direitos de transmissão somado a receitas de patrocínio garantem por eles mesmo voos ousados (claro, pode ser muito mais, ninguém precisa lembrar. Afinal, o potencial da marca Flamengo até hoje foi trabalhado por amadores). Vale a ressalva: o valor do contrato de direitos de transmissão nada teve a ver com Patrícia Amorim, que chegou ao limite de se arvorar por ter conquistado esses valores dos novos contratos. (é algo como um prefeito do Rio querer os louros pela beleza da cidade!). 

A questão do Flamengo mais urgente, a maior, acima de qualquer outra, é a transparência. Criar mecanismos para uma gestão transparente. Acima dos homens porque eles são falíveis, independente do nome. O império da lei está acima dos nomes. Prestação de contas abertas para o torcedor. Fiscalização interna eficiente e não aparelhada. E acima de tudo, passar a limpo a história recente do Flamengo. (Numa eleição onde as redes sociais e a tal da webcam foram muito importantes, que elas sigam e façam esse papel também. Tenho imensa admiração por essa galera. Da militância por paixão, o amor incondional por uma camisa. Serão muito mais relevantes se estiverem atentos do que se optarem pela adesão fácil. Até porque o papel de adesão incondicional já é preenchido por alguns na grande imprensa. E adesão incondicional se faz nos 90 minutos de um jogo, na arquibancada. Antes e depois o torcedor deve virar cidadão e cobrar, fiscalizar). 

Sem esse absurdo e furado discurso de “quebrar o retrovisor”. Olhar para frente é conhecer o passado. Expurgar todos os aventureiros sim, mostrar o que houve para que nunca mais aconteça. A comparação é óbvia: a do país que não consegue recontar sua história, a história da barbárie dos anos da ditadura, e vê a impunidade explodindo a cada esquina, a tortura seguindo em cada delegacia. Sempre com o discurso do olhar pra frente. “Quebrar o retrovisor” é alimentar a impunidade. E isso não é negociável.

Na série de documentários que vai ao ar entre os dias 18 e 21 próximos sobre as relações ditaduras x futebol no continente (Memórias do Chumbo- O Futebol Nos Tempos do Condor), tive a honra de mais uma vez estar com mestre Eduardo Galeano, que fala no episódio sobre o Uruguai. O que ele fala abaixo está no documentário. Poderia ser sobre a necessidade de contar essa história recente do Flamengo, combater a impunidade. (Obviamente, nem é preciso dizer, no caso de lá muito mais grave, estamos falando de vidas humanas).Poderá sempre ser para qualquer caso onde se quer “quebrar o retrovisor”. Fala, Mestre:


“ Esse silêncio é o preço da impunidade do poder, que calando consegue repetir a história. Porque se você não aprende com o que aconteceu, está condenado a repetir. E aí então o problema do medo. O poder militar daqueles anos conseguiu impor uma cultura do medo. A ideia de que a denúncia do que aconteceu é um convite para retornar ao passado, para que o passado volte. A ideia de que só calando se evita o retorno a esses tempos duros, ruins, essa longa noite dos nossos países. Isso é uma infame mentira, porque na verdade só encarando a coisa como foi, recuperando a memória, você pode evitar a repetição da história. “

Vejam isso a seguir. Fala mais, Mestre: “Quer dizer, a impunidade estimula o delinquente, seja um delinquente militar, civil, seja individual, seja coletivo, a impunidade é o motor maior para a repetição dos crimes”. 

“A única maneira de você evitar que a criminalidade do sistema dominante possa seguir atuando é a recuperação da memória. Não numa homenagem ao passado, ao contrário, para evitar que o passado volte. Porque quando volta, volta repetido, de maneira muito ruim. É muito terrível, eu não quero isso de volta não.” 

O clima é de euforia entre os rubro-negros. Faz sentido. Mas entender que críticas e fiscalização são partes fundamentais do processo abreviam o caminho. 
Nenhum rubro-negro certamente quer de volta a noite sombria onde um torcedor de outro time comandou o clube. Onde a truculência deu o tom. O cinismo, as calúnias. Onde ninguém sabe das contas. Onde o Flamengo foi usado para aventuras pessoais, aparelhado para uso pessoal, interesses políticos. E acima de tudo, reflexo disso tudo, onde o ídolo maior, símbolo, história e memória, foi destratado pelo poder, diante da omissão cúmplice dos mandatários. Por interesses menores. Impunemente.

Zico deve voltar. E para que nunca mais seja desrespeitado em sua grandeza, é preciso, no mínimo em nome dele, de que tudo seja passado a limpo. Exposto. Assim o malfeito não volta. Já disse Eduardo Galeano, um Zico das palavras.

O primeiro ato da nova gestão deveria ser simbólico desses novos tempos: finalmente botar a estátua de Zico na Gávea. Inaugurar no primeiro dia. Gávea lotada, campo aberto. E o segundo ato, passar a limpo centavo por centavo que por ali entrou nesses anos. E como saiu. Isso é uma obrigação moral. O contrário disso é ser mais um a compactuar com o malfeito. Criar mecanismos para que nunca mais aventureiros tomem de assalto o clube como nas últimas décadas, mandato atrás de mandato.

 Para que a estátua viva em paz, cultuada com o devido respeito através dos séculos.



Ps- No texto sobre a relação Caixa/Corinthians, publicarei a resposta da Caixa ao recurso. Em breve voltarei ao assunto com outras questões da Lei de Acesso e outros pedidos. Curioso é saber de alguns questionamentos e cobranças sobre pedidos para outros clubes, manias de perseguições. Sem saber se o pedido já foi feito ou não...Mas só voltarei ao assunto possivelmente depois de "Memórias do Chumbo - O Futebol nos Tempos do Condor". Nos próximos dias, será prioridade aqui. Existem várias reportagens novas e reveladoras sobre o assunto que não entraram nos documentários e serão vistas aqui.  

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Copa do Brasil Sub 20

Bahia   1x1  Atletico-MG

Brasileiro sub 17

16:00 Palmeira 1x2 Atletico MG
22:30 Flamengo  1x3  Grêmio 

Liga dos Campeões

16h45 PSG 2x1 Porto
16h45 Dinamo Zagreb 1x1 Dynamo de Kiev
16h45 Montpellier 1x1 Schalke 04
16h45 Olympiacos 2x1 Arsenal
16h45 Málaga 2x2 Anderlecht
16h45 Borussia Dortmund 1x0 Manchester City
16h45 Real Madrid 4x1 Ajax
16h45 Milan 0x1 Zenit

O Gaúcho e Felipão


O pênalti perdido por Ronaldinho Gaúcho atrapalhou, mas sua assistência levou o Atlético ao vice-campeonato brasileiro e à classificação direta para a fase de grupos da Libertadores. Ronaldinho jogou um Brasileirão impecável e ajudou a levar seu clube ao torneio continental pela primeira vez em 13 anos.
Esse Ronaldinho pode voltar à seleção em fevereiro, principalmente porque Felipão quer colocar experiência em seu novo time. O técnico ainda não falou no gaúcho. Mas pensa em gente com história... Isso serve para Ronaldinho, Maicon, Luís Fabiano...
O Ronaldinho de hoje, terceiro colocado no Brasileirão, é diferente do campeão mundial de 2002. Quando chegou ao Atlético, o técnico Cuca avisou que o utilizaria como meia centralizado. E assim foi.
No passado, Ronaldinho era atacante, tanto no Barcelona campeão da Europa em 2006 como no Brasil de 2002. Jogava ao lado de Rivaldo, atrás de Ronaldo. Ajudavam na organização, mas ele e Rivaldo chegavam à grande área para finalizar, como no passe de Ronaldinho para Rivaldo marcar contra a Inglaterra. 

Quando era técnico da seleção, Mano deu boa definição: "Ronaldinho deve ser comparado com seus concorrentes da posição, não com ele mesmo de anos atrás.". Essa segunda comparação é covarde. Ronaldinho nunca se igualará ao que já foi. Tem de ser melhor que Oscar, do Chelsea. Hoje não é, mas pode voltar à seleção se entender seu papel, em campo ou fora dele. É difícil medir quanto cada veterano pode ajudar. Mas Ronaldinho, classificado entre os três melhores clubes do campeonato, pode ajudar!

Pra frente, Brasil!


Encontrei casualmente um treinador de um dos maiores clubes do País. Para iniciar a conversa, perguntei a ele como estavam as coisas, as perspectivas para 2013. Foi o suficiente para que ouvisse um desabafo. "Meu time não acerta um passe, é só correria". Correria, anote essa palavra.
Ele não tem culpa, fez o possível, só faltou entrar em campo para jogar. Mais importante, entretanto, foi um pedido de ajuda. "Precisamos nos unir, todos nós que trabalhamos no futebol brasileiro, para fazer alguma coisa", disse o comandante, sem pistas sobre 2013.
No momento em que as contratações para a próxima temporada deveriam estar mais ou menos alinhavadas, os cartolas de seu time ainda batem cabeça, pouco inspirados pela asfixia financeira produzida por eles mesmos. Gente sem noção de bom futebol. Sabem apenas distinguir vitórias de derrotas.
O ponto final da conversa foi uma frase que dificilmente surge nas entrevistas coletivas. "No meio de campo só tem carregador de bola no Brasil". Faz sentido, muita gente já se acostumou à correria. Não vale a pena discutir em público sobre um defeito que está próximo de ser definido como a virtude de um estilo. Boa palavra para anotar também, estilo.
Um dia antes, no Rio, Paul Breitner usou as palavras corretas para explicar como o nosso futebol parou no tempo. "Vocês estão jogando como há 20 anos. Hoje é preciso mais velocidade", disse o alemão, campeão mundial em 1974.
Não existe contradição entre o excesso de correria detectado por um e a falta de velocidade observada pelo outro. Só para quem ainda não aprendeu a ver as diferenças. Uma coisa é a correria do jogador, outra a velocidade do jogo inteligente.
Breitner falava justamente disso, de inteligência, de um País que "precisa de uma nova mentalidade, não de um novo treinador". Usou o Barcelona e a seleção espanhola como parâmetros desse modelo, que para muitos parece uma ode ao jogo lento. E avisou que é preciso olhar com mais carinho para as futuras gerações.
Para quem já assimilou os problemas, o passe bem feito, a transição defesa-ataque sem chutões e a posse de bola provavelmente constituam o conjunto de banalidades de um jogo que há tempos perdeu o sentido.
Não é por aí. Com o encerramento de mais um Campeonato Brasileiro, a décima temporada dos pontos corridos, talvez este seja o momento correto para tratarmos dessa questão, principalmente depois de 38 rodadas e muitos jogos emocionantes. Também não existe contradição aqui, emoção é diferente de qualidade técnica. O ideal é juntarmos esses dois valores.
Infelizmente não se trata de tarefa para Felipão ou Parreira. Por crença ou falta de tempo, a seleção brasileira dificilmente levantará essa bandeira. Ouviremos muito sobre um novo ciclo de vitórias e pouco sobre os meios para chegarmos a ele. Vai ser na base do "Pra frente, Brasil!"

Faltas viram ‘kriptonita’, e Orlando vence Howard


O reencontro de Dwight Howard com o Orlando Magic na noite de domingo foi amargo. E o pivô, apelidado de Superman, saiu de quadra sem cumprimentar ninguém. Motivo: ele foi o responsável direto pela derrota do Los Angeles Lakers por 113 a 103.
Você está louco? Como pode um jogador que anotou 21 pontos e pegou 15 rebotes ser o culpado? A resposta está na avaliação do quarto e último período da partida.
Em desvantagem no placar, os jogadores do Orlando, que conhecem muito bem Howard, adotaram como tática colocá-lo na linha de lance livre. As faltas foram igual ‘kriptonita’. O Superman perdeu seu poderes e converteu apenas sete de 14 – foram nove acertos de 21 no total.
O aproveitamento de 42,8% minou o jogo do Lakers, que viu o Magic anotar impressionantes 40 pontos contra 26 dos donos da casa apenas no quarto período e saiu vitorioso.
“Se ele quer sair da quadra, tudo bem. Ele perdeu. Eu me sentiria mal também e não gostaria de apertar a mão de ninguém”, afirmou Glen Davis, ex-companheiro de Howard no Orlando e que anotou 23 pontos, além de amealhar rebotes.
O Orlando teve outros dois jogadores que conseguiram somar um “duplo-duplo”. Jameer Nelson anotou 19 pontos e deu 13 assistências, enquanto Nikola Vucevic conseguiu 17 pontos e 12 rebotes. O cestinha do Magic foi Arron Afflalo, que chegou ao time na troca com Howard, anotou 30 pontos.
Pelo lado dos Lakers, além de Howard, Kobe Bryant se destacou, com 34 pontos, mas um desempenho não muito positivo nos arremessos: 12 de 27 tentativas.
A tática adotada pelos ex-companheiros, além do resultado, claro, vão deixar o pivô do Los Angeles algum tempo com dor de cabeça.
Confira os melhores momentos da partida entre Lakers e Magic:

Derrota instrutiva


Veja você como é o futebol. O Corinthians embarca para o Japão na madrugada de amanhã, em busca do segundo título mundial, e quem fez a festa na saideira foi o São Paulo. Na rodada de encerramento do Brasileiro, parecia que era a turma tricolor quem se preparava para a aventura no Oriente, onde já faturou a taça três vezes, e não o pessoal alvinegro. Ney Franco escalou um monte de reservas e se deu melhor do que o colega Tite, que optou por força máxima e viu o time levar de 3 a 1, com direito a olé! nos minutos finais. Uma equipe se dedicou ao clássico como se ele contasse como decisão; a outra puxou o freio de mão.
O resultado faz alguma diferença para a competição no Japão, na qual o Corinthians estreia no dia 12? Sim. E atrevo-me a dizer que não prejudica nada, ou surtirá efeito positivo no campeão da Libertadores, se técnico e jogadores souberem aproveitar lições. A principal, e óbvia: o sinal de alerta deve ficar ligado do começo ao fim. No jogo de bola, vacilos e displicência são fatais.
O Corinthians foi desatento diante de um rival que deu descanso aos titulares porque tem duelo pela Sul-Americana no meio da semana. Na teoria, o São Paulo estava enfraquecido, pois as estrelas da companhia assistiam do banco de reservas ou das numeradas. Por isso, seria bom sparring para o ensaio geral derradeiro dos campeões continentais antes de encararem japoneses, africanos, o Chelsea ou quem vier pela frente.
Na prática, ocorreu o contrário. O Corinthians limitou o repertório convincente aos minutos iniciais, em que mostrou bom toque de bola, deslocamentos ágeis e chegou ao gol de vantagem, marcado por Paolo Guerrero. Ilusão fugaz, que não durou três minutos, tempo suficiente para levar o empate, no gol de Douglas. E ainda tomou a virada, com golaço de Maicon. Até dava para ir para o intervalo com novo empate, se o juiz não anulasse gol normal de Jorge Henrique. No segundo tempo, Maicon outra vez se encarregou de selar o placar.
Os corintianos juraram que não, mas vários encararam o clássico como se fosse um recreativo, na base dos dois toques. Gente eficiente, como Paulinho e Danilo, atuou muito abaixo do habitual. Douglas também entra na lista. A impressão era a de que houve medo de contusão, num momento que antecede desafio tão particular como o Mundial de Clubes. A sensação de resguardo se acentuou ainda na metade da etapa inicial, com o peruano Guerrero a sair de campo machucado. Normal que, num ocasião dessas, os demais pensem na hipótese de sofrer algo semelhante. Daí a encolher a perna é um passo...
Tite terá horas e horas de voo para resolver algumas questões. Wallace, por exemplo, não esteve bem na zaga. Enroscou-se em lances dos gols são-paulinos. Jorge Henrique é outro. Manhoso e barraqueiro, com frequência deixa os marcadores em maus lençóis. A catimba dessa vez o pegou em cheio, ao levar vermelho por desferir pontapé em Casemiro, numa jogada em que ambos estavam caídos. Pra mim, o árbitro foi rigoroso; bastava amarelo. Mas vale o aviso, para que não apronte no Japão.
Enfim, o até logo aos fiéis não seguiu o roteiro imaginado. Mas, melhor levar olé! agora, em casa, e reagir, do que entrar na roda do outro lado do mundo. Como aconteceu no ano passado com o Santos. Isola!!!
Resgate e queda. Lusa e Bahia conseguiram pontos salvadores e permanecem na elite. O Sport reagiu no segundo turno, mas volta para a Série B. Não houve surpresas na rodada final.

domingo, 2 de dezembro de 2012

Argentino



21h15 River Plate 1x0 Lanús 
18h00 Belgrano  1x0  Tigre AR
18h00 River Plaete  1x0  Lanuis 
21h15 Arsenal de Sarandi   1x0  Boca Juniors 
20h15  San Lorenzo  2x1  Independiete -AR

Brasileirão Série A

17h00 Fluminense 1x2 Vasco
17h00 São Paulo 3x1 Corinthians
17h00 Grêmio 0x0 Internacional
17h00 Atlético-MG 3x2 Cruzeiro
17h00 Portuguesa 0x0 Ponte Preta
17h00 Coritiba 3x0 Figueirense
17h00 Náutico 1x0 Sport
17h00 Atlético-GO 0x1 Bahia

Inglês

14h00 Norwich 2x1 Sunderland

Alemão

12h30 Hoffenheim 1x4 Werder Bremen
14h30 Wolfsburg 1x1 Hamburgo

Francês

11h00 Brest 1x2 Olympique
14h00 Troyes 2x1 Rennes
18h00 Lorient x Toulouse

Italiano

09h30 Napoli 5x1 Pescara
12h00 Bologna 2x1 Atalanta
12h00 Genoa 2x4 Chievo Verona
12h00 Internazionale 1x0 Palermo
12h00 Lazio 2x1 Parma
12h00 Siena 1x3 Roma
12h00 Udinese 4x1 Cagliari
17h45 Fiorentina 2x2 Sampdoria

Espanhol

09h00 Granada-ESP 0x0 Espanyol

15h00 La Coruña 2x3 Betis
17h00 Celta 1x1 Levante
19h00 Mallorca 1x1 Zaragoza

sábado, 1 de dezembro de 2012

Brasileirão Série A

19h30 Flamengo 2x2 Botafogo
19h30 Santos 3x1 Palmeiras

Argentino


20h15 Colón 3x1 Argentinos Juniors 
18h00 Godoy Cruz 0x0 Quimes 
22h30 Rancing  3x1  All Boys 

Italiano

17h45 Juventus 3x0 Torino

Brasileirão Série C

17h00 Oeste 2x0 Icasa

Francês

14h00 Lyon 1x0 Montpellier
17h00 Bordeaux 2x2 Sochaux
17h00 Evian 1x1 Nancy
17h00 Lille 0x0 Bastia
17h00 Nice 2x1 PSG
17h00 Valenciennes 1x0 Reim

Espanhol

13h00 Getafe 1x0 Málaga
15h00 Valencia 2x5 Real Sociedad
17h00 Barcelona 5x1 Athletic Bilbao
19h00 Real Madrid 2x0 Atlético de Madri

Alemão

12h30 Schalke 04 1x1 Borussia Mgladbach
12h30 Bayer Leverkusen 1x0 Nuremberg
12h30 Mainz 05 2x1 Hannover 96
12h30 Augsburg 1x1 Freiburg
12h30 Greuther Fürth 0x1 Stuttgart
15h30 Bayern de Munique 1x1 Borussia Dortmund

Inglês

10h45 West Ham 3x1 Chelsea
13h00 Arsenal 0x2 Swansea City
13h00 Fulham  0x3 Tottenham
13h00 Liverpool 1x0 Southampton
13h00 Manchester City 1x1 Everton
13h00 QPR 1x1 Aston Villa
13h00 West Bromwich Albion 0x1 Stoke City
15h30 Reading 3x4 Manchester United

Pés no chão*


eleve o ufanismo obsoleto de José Maria Marin, na apresentação da dupla Felipão-Parreira que terá a partir de agora a missão de preparar a seleção para a Copa de 2014. Ao se referir a “patriotas” e ao exortar o povo a ter sentimentos nacionalistas, sem se dar conta o presidente da CBF apenas fez uso dos recursos retóricos que marcaram a carreira política dele décadas atrás. Para quem já dobrou a esquina dos 50 anos de idade, é inevitável (embora não necessariamente correto) associar esse discurso ao período do “Brasil, ame-o ou deixe-o” do início da década de 1970. Isso dá até arrepios.
Ao mesmo tempo tome a fala como parâmetro do modo dele pensar e ficará fácil entender por que recorreu a dois experientes treinadores numa situação de emergência. Marin não quis arriscar nem se propôs a fazer voo cego. Nem de longe lhe passou pela cabeça um mergulho no desconhecido. Para tanto, lhe pareceu lógico e seguro apostar em gente com currículo importante na “amarelinha” para uma missão que tem de se mostrar vitoriosa em curto prazo.
A postura conservadora na escolha se revelou na abertura da cerimônia de ontem, no Rio, ao listar os motivos, frágeis, que o levaram a desconsiderar Tite, Abel, Muricy e Luxemburgo na corrida sucessória de cargo tão relevante. Ficou implícito que, na avaliação dele, o quarteto tinha qualidades como as de Mano e provavelmente os mesmos defeitos. O maior de todos: a falta de lastro na competição. E isso pesou demais em favor de Felipão e Parreira. Na cabeça do cartola, problema resolvido. Fim de papo.
Marin, portanto, não espera uma revolução na seleção. Revolução que, convenhamos, não estava em andamento na gestão Mano Menezes. O treinador anterior aplicava ao time conceitos que considera eficientes, sem nada de extraordinários. Desenvolvia um projeto comum, que poderia se mostrar correto e vencedor adiante. Não conseguiu completar o ciclo, ao contrário de Dunga ou da dobradinha que volta ao comando. Resta-lhe o consolo dessa dúvida.
Também não espero uma reviravolta na equipe, nem para a Copa das Confederações nem para o Mundial. Não vislumbro transformação profunda, pois botar tudo de ponta-cabeça contraria a índole de Felipão e Parreira, notoriamente dois treinadores pés no chão. Evidentemente ambos farão mudanças; caso contrário, seria tolice tê-los chamado. Mas elas virão sem atropelos.
A confirmação do retorno de Felipão, antecipada pelo companheiro Luiz Antônio Prósperi, provocou reações extremadas. Houve quem festejasse como a salvação da lavoura e a cura de todos os males, ou como conquista do hexa já garantida. Da mesma forma, não faltaram manifestações de desconfiança a respeito da capacidade dos novos parceiros na empreitada.
Não me agradam nem euforia nem preconceito. Felipão e Parreira não são paraquedistas na profissão, não surgiram do nada, não foram campeões por acaso. Têm estofo e rodagem. Da mesma forma que não são magos com fórmulas milagrosas. Registre-se, ainda, o fato de que Felipão vem de fase dúbia no Palmeiras (com elenco medíocre, ganhou a Copa do Brasil e afundou no Brasileiro) e Parreira não dirige times há tempos.
Como não são novatos, Felipão e Parreira jogarão com bom senso e inteligência. Por justiça, lhes deve ser concedido crédito. Daí, como se dizia no meu Bom Retiro velho de guerra, “é bola pra frente e seja o que Deus quiser”. Mas, por amor a Ele, sem volta aos tempos do “Brasil grande”.

Tigre na final da Sul-Americana: melhor para o São Paulo, mas nem tanto...

O São Paulo se livrou de perder seu estádio para Madonna, da altitude de Bogotá e do time de Rentería e Cosme na decisão da Sul-Americana.

É favorito ao título continental, mas o surpreendente Tigre mostrou ao longo do torneio virtudes que podem complicar o tricolor paulista. Em Buenos Aires e, sim, na tão desejada decisão no Morumbi.

O time argentino, nas fases anteriores à semifinal, arrasou Argentinos Jrs, Deportivo Quito e Cerro Porteño em casa com quatro gols por jogo e foi derrotado fora duas vezes. Já diante do Millonarios sofreu no Monumental Victoria no empate sem gols, mas soube jogar com concentração atrás e esperar a jogada aérea na Colômbia.

Na melhor arma ofensiva da equipe, o gol “qualificado” do zagueiro Echeverria. O empate com gols inócuo para o oponente só foi cedido quando o time colombiano não tinha mais tempo para ir além do chute de Perlaza que o goleiro Albil aceitou.

No El Campín, o time do técnico Néstor Gorosito fechou com Leone e Orban o forte lado direito do Millonarios e o volante Ferreiro negou espaços ao cerebral meia Candelo. Ainda assim, o veterano camisa dez apareceu livre na área, mas a conclusão foi displicente. 

Como a atuação dos colombianos - confirmando a fama, às vezes injusta, de desleixados - até se transformar em desespero depois do gol do Tigre. Mais uma vez, o favoritismo atrapalhou.
Olho Tático
Campinho Millonários Tigre 1
No 3-4-1-2 habitual, o Tigre fechou o lado esquerdo com Leone, bloqueou Candelo e contra-atacou com Botta e Maggiolo
O time argentino alinhou cinco homens na defesa com o recuo dos alas Galmarini e Orban como laterais e isolou Maggiolo à frente. Congestionou a própria área e defendeu o resultado favorável. 
Menos mal para o São Paulo que o critério de gols marcado como visitante não vale para a decisão.

Olho Tático
Campinho Millonários Tigre 2
Na pressão final do Millonarios, o time argentino se entrincheirou com cinco na última linha defensiva
A equipe de Ney Franco, porém, tem com o que se preocupar: apesar da penúltima colocação no Torneio Inicial na Argentina com apenas uma vitória em 16 jogos, na Sul-Americana o Tigre joga com intensidade em casa marcando à frente e abusando da bola aérea.

Fora, antes um problema, se compactou bem defensivamente e foi organizado. Também é humilde para jogar por um contragolpe ou chuveirinho e marca melhor no um contra um que a Universidad Católica. Porém terá problemas para encaixar o 3-4-1-2 habitual no 4-2-3-1 são-paulino.

Com bola no chão, as armas ofensivas são poucas: as infiltrações em diagonal de Galmarini pela direita e as jogadas de Botta, “enganche” mais vertical que Perez García.

O time brasileiro é infinitamente superior. Mas se os argentinos voltarem a encaixar uma boa atuação em seus domínios e repetirem a postura e a concentração sem a bola da semifinal no Morumbi...

Na prática, é uma final sul-americana contra argentinos. Convém não arriscar e dobrar atenção e seriedade.

Felipão consegue voltar a ser Luiz Felipe?

Repito o que disse no momento da escolha do nome de Felipão para dirigir a seleção brasileira: 'retrocesso'. Não existe melhor palavra, até porque, com ele, chega também Carlos Alberto Parreira. 

A menos de dois anos da Copa do Mundo, a CBF dá um passo atrás e aposta num novo-velho projeto, que começará praticamente a partir do zero. A 'chancela' são os títulos mundiais, e a experiência dos dois comandantes.  

Felipão há tempos não realiza um grande trabalho. Parreira, idem. Se apostasse numa 'continuidade' do que foi plantado por Mano Menezes, a CBF possivelmente apostaria em Tite.

A base deixada por Mano deve ser modificada. Um goleiro mais experiente, um lateral mais marcador e cruzador, um zagueiro mais firme e menos técnico, um volante pegador daqueles, um centroavante referência, um jogador especialista em bola parada. Essa é a fórmula conhecida, batida do novo-velho técnico da seleção.

Não tenho birra ou empatia em relação a Felipão, mas nunca o considerei um treinador excepcional. Tem carisma, comando, mas seus conceitos estão nitidamente obsoletos. O futebol-força, a bola parada, o comando-família, o inimigo imaginário.

O futebol evoluiu. Ficou mais complexo. Felipão, como quase todos os técnicos brasileiros, não se reciclou. Foi bem no comando da seleção portuguesa (embora tenha perdido uma Euro em casa para a Grécia!), mas fracassou completamente no Chelsea e titubeou no seu Palmeiras neste ano.

Felipão ainda tem o dom para missões emergenciais e campeonatos mata-mata? Talvez até tenha, mas isso não me parece suficiente para transformar a instável seleção brasileira num favorito à conquista da Copa do Mundo.

Felipão terá de ter o apetite de um iniciante para completar a missão. O apetite de quando surgiu como Luiz Felipe. O cara que garimpou jogadores na América do Sul para o Grêmio, que ensaiou jogadas, que decifrou os pontos fortes dos adversários, que trabalhou bem com os garotos.

Felipão terá de despertar o seu lado Luiz Felipe, se é que ele ainda existe... 

Destaque do Auckland, ex-companheiro de Messi elogia Corinthians

Estádio do Dragão, 16 de novembro de 2003. Entre os jovens que estreavam pelo time principal do Barcelona em um amistoso contra o Porto, estavam Lionel Messi e Manel Expósito. Um deles se transformou no melhor jogador do mundo. O outro disputará seu segundo Mundial de Clubes pelo Auckland City, da Nova Zelândia. 

Manel, 31 anos recém-completados, rodou por vários clubes menores do futebol espanhol antes de aceitar o desafio de atuar na Oceania, a convite do técnico Ramón Tribulietx, seu compatriota. Conquistou dois títulos continentais pelo Auckland, marcando em ambas as finais, e é o principal nome da equipe que estreia na quinta-feira contra o Sanfreece Hiroshima, campeão japonês.

Para o Auckland, vencer o primeiro jogo significa no mínimo dobrar a cota inicial de participação, de US$ 500 mil. Caso consiga uma improvável segunda vitória contra o Al Ahly, do Egito, será o adversário do Corinthians na semifinal.

Em entrevista ao blog, Expósito falou sobre sua história no futebol, a realidade de quem atua na Nova Zelândia e mostrou conhecimento sobre o Corinthians, apesar de não acreditar muito em um possível confronto.

Você fez aniversário ontem. Como foi a comemoração?

Pouca festa, evidentemente, um aniversário mais "light". Festejamos em Hong Kong, na sala do aeroporto, com um bolo, pouca coisa.

Como está a preparação do Auckland para o Mundial?
Amanhã jogamos um amistoso a portas fechadas (contra o Matsumoto Yagama, da segunda divisão japonesa), é mais um treinamento. Hoje treinamos em dois períodos, estamos trabalhando forte para estarmos prontos para o grande jogo.

O que sabem do Sanfreece Hiroshima? Já viram jogos?
Ainda não começamos a ver jogos deles, o treinador não quer que tenhamos obsessão com o adversário. Sabemos que é um time muito defensivo, mas que na frente têm bons jogadores, um ponteiro croata de muita qualidade (Mikic). Será um jogo complicadíssimo, mas por enquanto estamos trabalhando para chegar bem. Nos próximos dias devemos nos concentrar mais no rival e em como devemos atacá-los.

Messi foi mais uma vez indicado à Bola de Ouro. Naquele novembro de 2003, você imaginava que estava estreando com um futuro multivencedor do prêmio?
A verdade é que não. Sabíamos que Messi tinha expectativas especiais, tinha subido três categorias consecutivas na base, tinha grandes qualidades, mas não podíamos imaginar que ali estava um futuro Bola de Ouro. Para mim é um privilégio hoje poder dizer que estreei com ele.

Imagino que sejam boas lembranças daquele jogo no estádio do Dragão.
Evidentemente é um dia gravado na minha mente. Estrear no time principal, a primeira vez em um estádio tão grande... Nem todos conseguem estrear no time principal do Barcelona, eu me lembro de cada segundo.

Que outros jogadores do atual Barcelona estavam naquele time?
Havia Victor Valdés, Xavi, Iniesta, Puyol... Hoje restam poucos. Na época o time tinha muitos brasileiros, como Ronaldinho e Edmílson, e muitos holandeses.

Você teve lesões que impediram seu progresso no Barcelona.
Tive a má sorte de fraturar um dedo do pé. A princípio não era nada complicado e em três meses eu devia estar jogando. Decidiram me operar e colocar um parafuso no dedo. Parece que não foi o procedimento correto, a fratura não fechava, e em vez de três meses fiquei um ano e meio parado. Creio que tenha influenciado, mas assim é a vida, você não pode olhar para trás. Nunca se sabe o que teria acontecido se não tivesse me machucado.

Ouça a primeira parte da entrevista com Manel Expósito, do AucklandOuça a primeira parte da entrevista
E como apareceu a chance de jogar na Nova Zelândia?

A oportunidade veio com um convite do Ramón, que foi meu técnico na segunda divisão espanhola. Foi ele quem me procurou, me falou da possibilidade de cruzar o mundo e conhecer uma nova liga. Não pensei duas vezes. É claro que a possibilidade de jogar a Champions League da Oceania e chegar a um Mundial me interessou muito.

O que se pode dizer do futebol na Nova Zelândia? Como vive um jogador por aí? As pessoas te reconhecem?
É um pouco mais curioso, é diferente. Aqui o esporte-rei é o rugby, é como o futebol na Europa, na América do Sul. Vivem por isso. O futebol fica em segundo plano. Nosso clube é semiprofissional, alguns jogadores têm de trabalhar. A vida é muito tranquila. Não existe assédio de fãs ou coisas assim. Com relação ao futebol, nosso clube é um dos melhores da liga, que é muito mais física se comparada à da Espanha, por exemplo. Aos poucos, com os títulos que conseguimos, vamos representando a Oceania e a Nova Zelândia no Mundial e vamos crescendo. A Nova Zelândia foi à Copa do Mundo, saiu invicta. O futebol vai ganhando espaço, mas é muito difícil porque a cultura é do rugby.

Você pode dizer que já fez um gol em final de Champions.
Em duas! Nas duas finais que disputamos pude marcar. Para um atacante, é o melhor que pode acontecer. Marcar em uma decisão e levar seu time ao Mundial.

Ouça a segunda parte da entrevista com Manel Expósito, do AucklandOuça a segunda parte da entrevista
O que você pode dizer sobre o Corinthians, possível adversário em uma semifinal?

Temos de reconhecer que não pensamos no Corinthians, precisamos ser realistas. Nosso jogo é com o campeão da J-League, e se ganhamos ainda temos de enfrentar o Al Ahly, campeão africano. Mas acompanho o futebol mundial, sei que o Corinthians tem um grande time, joga no 4-2-3-1, tem grandes jogadores como Romarinho, Douglas e Emerson. São muito bons tecnicamente, como se define o futebol brasileiro. Vi alguns jogos, é um time rapidíssimo, e para ganhar a Libertadores precisa ser um timaço. Seria um sonho enfrentá-los, mas precisamos ser realistas e encarar jogo a jogo.

Em uma final entre Corinthians e Chelsea, vê boas chances para o time brasileiro?
Claro! O time brasileiro é um timaço, salvo surpresas fará a final com o Chelsea. O Chelsea não vive seu melhor momento e vejo no Corinthians a chance de fazer frente.

Há muito dinheiro em jogo. São 500 mil dólares a mais se ganham o primeiro jogo. Como é a divisão do dinheiro?
É um pouco estranha. A metade do prêmio vai para a liga da Nova Zelândia, e é dividida entre os outros clubes, para desenvolvimento do campeonato. A outra parte cabe ao clube, é dividida entre todos, incluindo os jogadores. Não sei exatamente como será repartido. mas naturalmente a parte é pequena porque há essa exigência de dividir com a liga.

Você acredita que o Mundial pode ser uma vitrine para que te vejam outros times?
Não tenho planos agora. Estou feliz no Auckland, é um clube muito familiar, onde nos tratam bem e tenho muitos amigos. Naturalmente, se você joga bem e recebe ofertas, tem de considerá-las. Também não estou fechado a nada, seja um retorno à Europa ou uma ida a outras partes do mundo. Mas estou mais centrado e quero pensar apenas no Auckland.

O Barcelona tem jogadores que saíram da base e retornaram para jogar no time principal, como Fàbregas, Piqué e Alba. Quando você saiu, pensou que poderia voltar um dia?
É muito complicado voltar. Uma vez que você sai, é difícil imaginar um retorno. No meu caso, tendo ficado um ano e meio parado, fica ainda mais complicado. Naturalmente você pensa nisso, mas quando eu saí só queria me sentir um jogador de novo, sem dores no pé, e desfrutar do futebol.

Você teve contato com as pessoas do Barcelona ano passado, no Mundial?
Infelizmente, fomos embora antes que eles chegassem, já que fomos eliminados no primeiro jogo.

Ouça a terceira parte da entrevista com Manel Expósito, do AucklandOuça a terceira parte da entrevista