| 21h15 River Plate 1x0 Lanús 18h00 Belgrano 1x0 Tigre AR 18h00 River Plaete 1x0 Lanuis 21h15 Arsenal de Sarandi 1x0 Boca Juniors 20h15 San Lorenzo 2x1 Independiete -AR |
Falamos campeonatos das séries A B C D campeonatos internacionais todos Português todos os resultados do Paulista da segunda divisão e ainda Futebol Internacional como Futebol Inglês Espanhol Italiano Portugal e o Argentino e campeonatos Importantes falaremos do Regional do Rio Grande do Norte do Cearense do Pernambucano e do Carioca e falamos da copa do nordeste
domingo, 2 de dezembro de 2012
Argentino
Brasileirão Série A
| 17h00 Fluminense 1x2 Vasco |
| 17h00 São Paulo 3x1 Corinthians |
| 17h00 Grêmio 0x0 Internacional |
| 17h00 Atlético-MG 3x2 Cruzeiro |
| 17h00 Portuguesa 0x0 Ponte Preta |
| 17h00 Coritiba 3x0 Figueirense |
| 17h00 Náutico 1x0 Sport |
| 17h00 Atlético-GO 0x1 Bahia |
Italiano
| 09h30 Napoli 5x1 Pescara |
| 12h00 Bologna 2x1 Atalanta |
| 12h00 Genoa 2x4 Chievo Verona |
| 12h00 Internazionale 1x0 Palermo |
| 12h00 Lazio 2x1 Parma |
| 12h00 Siena 1x3 Roma |
| 12h00 Udinese 4x1 Cagliari |
| 17h45 Fiorentina 2x2 Sampdoria |
Espanhol
| 09h00 Granada-ESP 0x0 Espanyol |
| 15h00 La Coruña 2x3 Betis |
| 17h00 Celta 1x1 Levante |
| 19h00 Mallorca 1x1 Zaragoza |
sábado, 1 de dezembro de 2012
Francês
| 14h00 Lyon 1x0 Montpellier |
| 17h00 Bordeaux 2x2 Sochaux |
| 17h00 Evian 1x1 Nancy |
| 17h00 Lille 0x0 Bastia |
| 17h00 Nice 2x1 PSG |
| 17h00 Valenciennes 1x0 Reim |
Espanhol
| 13h00 Getafe 1x0 Málaga |
| 15h00 Valencia 2x5 Real Sociedad |
| 17h00 Barcelona 5x1 Athletic Bilbao |
| 19h00 Real Madrid 2x0 Atlético de Madri |
Alemão
| 12h30 Schalke 04 1x1 Borussia Mgladbach |
| 12h30 Bayer Leverkusen 1x0 Nuremberg |
| 12h30 Mainz 05 2x1 Hannover 96 |
| 12h30 Augsburg 1x1 Freiburg |
| 12h30 Greuther Fürth 0x1 Stuttgart |
| 15h30 Bayern de Munique 1x1 Borussia Dortmund |
Inglês
| 10h45 West Ham 3x1 Chelsea |
| 13h00 Arsenal 0x2 Swansea City |
| 13h00 Fulham 0x3 Tottenham |
| 13h00 Liverpool 1x0 Southampton |
| 13h00 Manchester City 1x1 Everton |
| 13h00 QPR 1x1 Aston Villa |
| 13h00 West Bromwich Albion 0x1 Stoke City |
| 15h30 Reading 3x4 Manchester United |
Pés no chão*
eleve o ufanismo obsoleto de José Maria Marin, na apresentação da dupla Felipão-Parreira que terá a partir de agora a missão de preparar a seleção para a Copa de 2014. Ao se referir a “patriotas” e ao exortar o povo a ter sentimentos nacionalistas, sem se dar conta o presidente da CBF apenas fez uso dos recursos retóricos que marcaram a carreira política dele décadas atrás. Para quem já dobrou a esquina dos 50 anos de idade, é inevitável (embora não necessariamente correto) associar esse discurso ao período do “Brasil, ame-o ou deixe-o” do início da década de 1970. Isso dá até arrepios.
Ao mesmo tempo tome a fala como parâmetro do modo dele pensar e ficará fácil entender por que recorreu a dois experientes treinadores numa situação de emergência. Marin não quis arriscar nem se propôs a fazer voo cego. Nem de longe lhe passou pela cabeça um mergulho no desconhecido. Para tanto, lhe pareceu lógico e seguro apostar em gente com currículo importante na “amarelinha” para uma missão que tem de se mostrar vitoriosa em curto prazo.
A postura conservadora na escolha se revelou na abertura da cerimônia de ontem, no Rio, ao listar os motivos, frágeis, que o levaram a desconsiderar Tite, Abel, Muricy e Luxemburgo na corrida sucessória de cargo tão relevante. Ficou implícito que, na avaliação dele, o quarteto tinha qualidades como as de Mano e provavelmente os mesmos defeitos. O maior de todos: a falta de lastro na competição. E isso pesou demais em favor de Felipão e Parreira. Na cabeça do cartola, problema resolvido. Fim de papo.
Marin, portanto, não espera uma revolução na seleção. Revolução que, convenhamos, não estava em andamento na gestão Mano Menezes. O treinador anterior aplicava ao time conceitos que considera eficientes, sem nada de extraordinários. Desenvolvia um projeto comum, que poderia se mostrar correto e vencedor adiante. Não conseguiu completar o ciclo, ao contrário de Dunga ou da dobradinha que volta ao comando. Resta-lhe o consolo dessa dúvida.
Também não espero uma reviravolta na equipe, nem para a Copa das Confederações nem para o Mundial. Não vislumbro transformação profunda, pois botar tudo de ponta-cabeça contraria a índole de Felipão e Parreira, notoriamente dois treinadores pés no chão. Evidentemente ambos farão mudanças; caso contrário, seria tolice tê-los chamado. Mas elas virão sem atropelos.
A confirmação do retorno de Felipão, antecipada pelo companheiro Luiz Antônio Prósperi, provocou reações extremadas. Houve quem festejasse como a salvação da lavoura e a cura de todos os males, ou como conquista do hexa já garantida. Da mesma forma, não faltaram manifestações de desconfiança a respeito da capacidade dos novos parceiros na empreitada.
Não me agradam nem euforia nem preconceito. Felipão e Parreira não são paraquedistas na profissão, não surgiram do nada, não foram campeões por acaso. Têm estofo e rodagem. Da mesma forma que não são magos com fórmulas milagrosas. Registre-se, ainda, o fato de que Felipão vem de fase dúbia no Palmeiras (com elenco medíocre, ganhou a Copa do Brasil e afundou no Brasileiro) e Parreira não dirige times há tempos.
Como não são novatos, Felipão e Parreira jogarão com bom senso e inteligência. Por justiça, lhes deve ser concedido crédito. Daí, como se dizia no meu Bom Retiro velho de guerra, “é bola pra frente e seja o que Deus quiser”. Mas, por amor a Ele, sem volta aos tempos do “Brasil grande”.
Tigre na final da Sul-Americana: melhor para o São Paulo, mas nem tanto...
O São Paulo se livrou de perder seu estádio para Madonna, da altitude de Bogotá e do time de Rentería e Cosme na decisão da Sul-Americana.
É favorito ao título continental, mas o surpreendente Tigre mostrou ao longo do torneio virtudes que podem complicar o tricolor paulista. Em Buenos Aires e, sim, na tão desejada decisão no Morumbi.
O time argentino, nas fases anteriores à semifinal, arrasou Argentinos Jrs, Deportivo Quito e Cerro Porteño em casa com quatro gols por jogo e foi derrotado fora duas vezes. Já diante do Millonarios sofreu no Monumental Victoria no empate sem gols, mas soube jogar com concentração atrás e esperar a jogada aérea na Colômbia.
Na melhor arma ofensiva da equipe, o gol “qualificado” do zagueiro Echeverria. O empate com gols inócuo para o oponente só foi cedido quando o time colombiano não tinha mais tempo para ir além do chute de Perlaza que o goleiro Albil aceitou.
No El Campín, o time do técnico Néstor Gorosito fechou com Leone e Orban o forte lado direito do Millonarios e o volante Ferreiro negou espaços ao cerebral meia Candelo. Ainda assim, o veterano camisa dez apareceu livre na área, mas a conclusão foi displicente.
Como a atuação dos colombianos - confirmando a fama, às vezes injusta, de desleixados - até se transformar em desespero depois do gol do Tigre. Mais uma vez, o favoritismo atrapalhou.
Fora, antes um problema, se compactou bem defensivamente e foi organizado. Também é humilde para jogar por um contragolpe ou chuveirinho e marca melhor no um contra um que a Universidad Católica. Porém terá problemas para encaixar o 3-4-1-2 habitual no 4-2-3-1 são-paulino.
Com bola no chão, as armas ofensivas são poucas: as infiltrações em diagonal de Galmarini pela direita e as jogadas de Botta, “enganche” mais vertical que Perez García.
O time brasileiro é infinitamente superior. Mas se os argentinos voltarem a encaixar uma boa atuação em seus domínios e repetirem a postura e a concentração sem a bola da semifinal no Morumbi...
Na prática, é uma final sul-americana contra argentinos. Convém não arriscar e dobrar atenção e seriedade.
É favorito ao título continental, mas o surpreendente Tigre mostrou ao longo do torneio virtudes que podem complicar o tricolor paulista. Em Buenos Aires e, sim, na tão desejada decisão no Morumbi.
O time argentino, nas fases anteriores à semifinal, arrasou Argentinos Jrs, Deportivo Quito e Cerro Porteño em casa com quatro gols por jogo e foi derrotado fora duas vezes. Já diante do Millonarios sofreu no Monumental Victoria no empate sem gols, mas soube jogar com concentração atrás e esperar a jogada aérea na Colômbia.
Na melhor arma ofensiva da equipe, o gol “qualificado” do zagueiro Echeverria. O empate com gols inócuo para o oponente só foi cedido quando o time colombiano não tinha mais tempo para ir além do chute de Perlaza que o goleiro Albil aceitou.
No El Campín, o time do técnico Néstor Gorosito fechou com Leone e Orban o forte lado direito do Millonarios e o volante Ferreiro negou espaços ao cerebral meia Candelo. Ainda assim, o veterano camisa dez apareceu livre na área, mas a conclusão foi displicente.
Como a atuação dos colombianos - confirmando a fama, às vezes injusta, de desleixados - até se transformar em desespero depois do gol do Tigre. Mais uma vez, o favoritismo atrapalhou.
Olho Tático
No 3-4-1-2 habitual, o Tigre fechou o lado esquerdo com Leone, bloqueou Candelo e contra-atacou com Botta e Maggiolo
O time argentino alinhou cinco homens na defesa com o recuo dos alas Galmarini e Orban como laterais e isolou Maggiolo à frente. Congestionou a própria área e defendeu o resultado favorável.
Menos mal para o São Paulo que o critério de gols marcado como visitante não vale para a decisão.
Olho Tático
Na pressão final do Millonarios, o time argentino se entrincheirou com cinco na última linha defensiva
A equipe de Ney Franco, porém, tem com o que se preocupar: apesar da penúltima colocação no Torneio Inicial na Argentina com apenas uma vitória em 16 jogos, na Sul-Americana o Tigre joga com intensidade em casa marcando à frente e abusando da bola aérea.
Fora, antes um problema, se compactou bem defensivamente e foi organizado. Também é humilde para jogar por um contragolpe ou chuveirinho e marca melhor no um contra um que a Universidad Católica. Porém terá problemas para encaixar o 3-4-1-2 habitual no 4-2-3-1 são-paulino.
Com bola no chão, as armas ofensivas são poucas: as infiltrações em diagonal de Galmarini pela direita e as jogadas de Botta, “enganche” mais vertical que Perez García.
O time brasileiro é infinitamente superior. Mas se os argentinos voltarem a encaixar uma boa atuação em seus domínios e repetirem a postura e a concentração sem a bola da semifinal no Morumbi...
Na prática, é uma final sul-americana contra argentinos. Convém não arriscar e dobrar atenção e seriedade.
Felipão consegue voltar a ser Luiz Felipe?
Repito o que disse no momento da escolha do nome de Felipão para dirigir a seleção brasileira: 'retrocesso'. Não existe melhor palavra, até porque, com ele, chega também Carlos Alberto Parreira.
A menos de dois anos da Copa do Mundo, a CBF dá um passo atrás e aposta num novo-velho projeto, que começará praticamente a partir do zero. A 'chancela' são os títulos mundiais, e a experiência dos dois comandantes.
Felipão há tempos não realiza um grande trabalho. Parreira, idem. Se apostasse numa 'continuidade' do que foi plantado por Mano Menezes, a CBF possivelmente apostaria em Tite.
A base deixada por Mano deve ser modificada. Um goleiro mais experiente, um lateral mais marcador e cruzador, um zagueiro mais firme e menos técnico, um volante pegador daqueles, um centroavante referência, um jogador especialista em bola parada. Essa é a fórmula conhecida, batida do novo-velho técnico da seleção.
Não tenho birra ou empatia em relação a Felipão, mas nunca o considerei um treinador excepcional. Tem carisma, comando, mas seus conceitos estão nitidamente obsoletos. O futebol-força, a bola parada, o comando-família, o inimigo imaginário.
O futebol evoluiu. Ficou mais complexo. Felipão, como quase todos os técnicos brasileiros, não se reciclou. Foi bem no comando da seleção portuguesa (embora tenha perdido uma Euro em casa para a Grécia!), mas fracassou completamente no Chelsea e titubeou no seu Palmeiras neste ano.
Felipão ainda tem o dom para missões emergenciais e campeonatos mata-mata? Talvez até tenha, mas isso não me parece suficiente para transformar a instável seleção brasileira num favorito à conquista da Copa do Mundo.
Felipão terá de ter o apetite de um iniciante para completar a missão. O apetite de quando surgiu como Luiz Felipe. O cara que garimpou jogadores na América do Sul para o Grêmio, que ensaiou jogadas, que decifrou os pontos fortes dos adversários, que trabalhou bem com os garotos.
Felipão terá de despertar o seu lado Luiz Felipe, se é que ele ainda existe...
Destaque do Auckland, ex-companheiro de Messi elogia Corinthians
Estádio do Dragão, 16 de novembro de 2003. Entre os jovens que estreavam pelo time principal do Barcelona em um amistoso contra o Porto, estavam Lionel Messi e Manel Expósito. Um deles se transformou no melhor jogador do mundo. O outro disputará seu segundo Mundial de Clubes pelo Auckland City, da Nova Zelândia.
Manel, 31 anos recém-completados, rodou por vários clubes menores do futebol espanhol antes de aceitar o desafio de atuar na Oceania, a convite do técnico Ramón Tribulietx, seu compatriota. Conquistou dois títulos continentais pelo Auckland, marcando em ambas as finais, e é o principal nome da equipe que estreia na quinta-feira contra o Sanfreece Hiroshima, campeão japonês.
Para o Auckland, vencer o primeiro jogo significa no mínimo dobrar a cota inicial de participação, de US$ 500 mil. Caso consiga uma improvável segunda vitória contra o Al Ahly, do Egito, será o adversário do Corinthians na semifinal.
Em entrevista ao blog, Expósito falou sobre sua história no futebol, a realidade de quem atua na Nova Zelândia e mostrou conhecimento sobre o Corinthians, apesar de não acreditar muito em um possível confronto.
Você fez aniversário ontem. Como foi a comemoração?
Pouca festa, evidentemente, um aniversário mais "light". Festejamos em Hong Kong, na sala do aeroporto, com um bolo, pouca coisa.
Como está a preparação do Auckland para o Mundial?
Amanhã jogamos um amistoso a portas fechadas (contra o Matsumoto Yagama, da segunda divisão japonesa), é mais um treinamento. Hoje treinamos em dois períodos, estamos trabalhando forte para estarmos prontos para o grande jogo.
O que sabem do Sanfreece Hiroshima? Já viram jogos?
Ainda não começamos a ver jogos deles, o treinador não quer que tenhamos obsessão com o adversário. Sabemos que é um time muito defensivo, mas que na frente têm bons jogadores, um ponteiro croata de muita qualidade (Mikic). Será um jogo complicadíssimo, mas por enquanto estamos trabalhando para chegar bem. Nos próximos dias devemos nos concentrar mais no rival e em como devemos atacá-los.
Messi foi mais uma vez indicado à Bola de Ouro. Naquele novembro de 2003, você imaginava que estava estreando com um futuro multivencedor do prêmio?
A verdade é que não. Sabíamos que Messi tinha expectativas especiais, tinha subido três categorias consecutivas na base, tinha grandes qualidades, mas não podíamos imaginar que ali estava um futuro Bola de Ouro. Para mim é um privilégio hoje poder dizer que estreei com ele.
Imagino que sejam boas lembranças daquele jogo no estádio do Dragão.
Evidentemente é um dia gravado na minha mente. Estrear no time principal, a primeira vez em um estádio tão grande... Nem todos conseguem estrear no time principal do Barcelona, eu me lembro de cada segundo.
Que outros jogadores do atual Barcelona estavam naquele time?
Havia Victor Valdés, Xavi, Iniesta, Puyol... Hoje restam poucos. Na época o time tinha muitos brasileiros, como Ronaldinho e Edmílson, e muitos holandeses.
Você teve lesões que impediram seu progresso no Barcelona.
Tive a má sorte de fraturar um dedo do pé. A princípio não era nada complicado e em três meses eu devia estar jogando. Decidiram me operar e colocar um parafuso no dedo. Parece que não foi o procedimento correto, a fratura não fechava, e em vez de três meses fiquei um ano e meio parado. Creio que tenha influenciado, mas assim é a vida, você não pode olhar para trás. Nunca se sabe o que teria acontecido se não tivesse me machucado.
Ouça a primeira parte da entrevista
E como apareceu a chance de jogar na Nova Zelândia?
A oportunidade veio com um convite do Ramón, que foi meu técnico na segunda divisão espanhola. Foi ele quem me procurou, me falou da possibilidade de cruzar o mundo e conhecer uma nova liga. Não pensei duas vezes. É claro que a possibilidade de jogar a Champions League da Oceania e chegar a um Mundial me interessou muito.
O que se pode dizer do futebol na Nova Zelândia? Como vive um jogador por aí? As pessoas te reconhecem?
É um pouco mais curioso, é diferente. Aqui o esporte-rei é o rugby, é como o futebol na Europa, na América do Sul. Vivem por isso. O futebol fica em segundo plano. Nosso clube é semiprofissional, alguns jogadores têm de trabalhar. A vida é muito tranquila. Não existe assédio de fãs ou coisas assim. Com relação ao futebol, nosso clube é um dos melhores da liga, que é muito mais física se comparada à da Espanha, por exemplo. Aos poucos, com os títulos que conseguimos, vamos representando a Oceania e a Nova Zelândia no Mundial e vamos crescendo. A Nova Zelândia foi à Copa do Mundo, saiu invicta. O futebol vai ganhando espaço, mas é muito difícil porque a cultura é do rugby.
Você pode dizer que já fez um gol em final de Champions.
Em duas! Nas duas finais que disputamos pude marcar. Para um atacante, é o melhor que pode acontecer. Marcar em uma decisão e levar seu time ao Mundial.
Ouça a segunda parte da entrevista
O que você pode dizer sobre o Corinthians, possível adversário em uma semifinal?
Temos de reconhecer que não pensamos no Corinthians, precisamos ser realistas. Nosso jogo é com o campeão da J-League, e se ganhamos ainda temos de enfrentar o Al Ahly, campeão africano. Mas acompanho o futebol mundial, sei que o Corinthians tem um grande time, joga no 4-2-3-1, tem grandes jogadores como Romarinho, Douglas e Emerson. São muito bons tecnicamente, como se define o futebol brasileiro. Vi alguns jogos, é um time rapidíssimo, e para ganhar a Libertadores precisa ser um timaço. Seria um sonho enfrentá-los, mas precisamos ser realistas e encarar jogo a jogo.
Em uma final entre Corinthians e Chelsea, vê boas chances para o time brasileiro?
Claro! O time brasileiro é um timaço, salvo surpresas fará a final com o Chelsea. O Chelsea não vive seu melhor momento e vejo no Corinthians a chance de fazer frente.
Há muito dinheiro em jogo. São 500 mil dólares a mais se ganham o primeiro jogo. Como é a divisão do dinheiro?
É um pouco estranha. A metade do prêmio vai para a liga da Nova Zelândia, e é dividida entre os outros clubes, para desenvolvimento do campeonato. A outra parte cabe ao clube, é dividida entre todos, incluindo os jogadores. Não sei exatamente como será repartido. mas naturalmente a parte é pequena porque há essa exigência de dividir com a liga.
Você acredita que o Mundial pode ser uma vitrine para que te vejam outros times?
Não tenho planos agora. Estou feliz no Auckland, é um clube muito familiar, onde nos tratam bem e tenho muitos amigos. Naturalmente, se você joga bem e recebe ofertas, tem de considerá-las. Também não estou fechado a nada, seja um retorno à Europa ou uma ida a outras partes do mundo. Mas estou mais centrado e quero pensar apenas no Auckland.
O Barcelona tem jogadores que saíram da base e retornaram para jogar no time principal, como Fàbregas, Piqué e Alba. Quando você saiu, pensou que poderia voltar um dia?
É muito complicado voltar. Uma vez que você sai, é difícil imaginar um retorno. No meu caso, tendo ficado um ano e meio parado, fica ainda mais complicado. Naturalmente você pensa nisso, mas quando eu saí só queria me sentir um jogador de novo, sem dores no pé, e desfrutar do futebol.
Você teve contato com as pessoas do Barcelona ano passado, no Mundial?
Infelizmente, fomos embora antes que eles chegassem, já que fomos eliminados no primeiro jogo.
Ouça a terceira parte da entrevista
Manel, 31 anos recém-completados, rodou por vários clubes menores do futebol espanhol antes de aceitar o desafio de atuar na Oceania, a convite do técnico Ramón Tribulietx, seu compatriota. Conquistou dois títulos continentais pelo Auckland, marcando em ambas as finais, e é o principal nome da equipe que estreia na quinta-feira contra o Sanfreece Hiroshima, campeão japonês.
Para o Auckland, vencer o primeiro jogo significa no mínimo dobrar a cota inicial de participação, de US$ 500 mil. Caso consiga uma improvável segunda vitória contra o Al Ahly, do Egito, será o adversário do Corinthians na semifinal.
Em entrevista ao blog, Expósito falou sobre sua história no futebol, a realidade de quem atua na Nova Zelândia e mostrou conhecimento sobre o Corinthians, apesar de não acreditar muito em um possível confronto.
Você fez aniversário ontem. Como foi a comemoração?
Pouca festa, evidentemente, um aniversário mais "light". Festejamos em Hong Kong, na sala do aeroporto, com um bolo, pouca coisa.
Como está a preparação do Auckland para o Mundial?
Amanhã jogamos um amistoso a portas fechadas (contra o Matsumoto Yagama, da segunda divisão japonesa), é mais um treinamento. Hoje treinamos em dois períodos, estamos trabalhando forte para estarmos prontos para o grande jogo.
O que sabem do Sanfreece Hiroshima? Já viram jogos?
Ainda não começamos a ver jogos deles, o treinador não quer que tenhamos obsessão com o adversário. Sabemos que é um time muito defensivo, mas que na frente têm bons jogadores, um ponteiro croata de muita qualidade (Mikic). Será um jogo complicadíssimo, mas por enquanto estamos trabalhando para chegar bem. Nos próximos dias devemos nos concentrar mais no rival e em como devemos atacá-los.
Messi foi mais uma vez indicado à Bola de Ouro. Naquele novembro de 2003, você imaginava que estava estreando com um futuro multivencedor do prêmio?
A verdade é que não. Sabíamos que Messi tinha expectativas especiais, tinha subido três categorias consecutivas na base, tinha grandes qualidades, mas não podíamos imaginar que ali estava um futuro Bola de Ouro. Para mim é um privilégio hoje poder dizer que estreei com ele.
Imagino que sejam boas lembranças daquele jogo no estádio do Dragão.
Evidentemente é um dia gravado na minha mente. Estrear no time principal, a primeira vez em um estádio tão grande... Nem todos conseguem estrear no time principal do Barcelona, eu me lembro de cada segundo.
Que outros jogadores do atual Barcelona estavam naquele time?
Havia Victor Valdés, Xavi, Iniesta, Puyol... Hoje restam poucos. Na época o time tinha muitos brasileiros, como Ronaldinho e Edmílson, e muitos holandeses.
Você teve lesões que impediram seu progresso no Barcelona.
Tive a má sorte de fraturar um dedo do pé. A princípio não era nada complicado e em três meses eu devia estar jogando. Decidiram me operar e colocar um parafuso no dedo. Parece que não foi o procedimento correto, a fratura não fechava, e em vez de três meses fiquei um ano e meio parado. Creio que tenha influenciado, mas assim é a vida, você não pode olhar para trás. Nunca se sabe o que teria acontecido se não tivesse me machucado.
E como apareceu a chance de jogar na Nova Zelândia?
A oportunidade veio com um convite do Ramón, que foi meu técnico na segunda divisão espanhola. Foi ele quem me procurou, me falou da possibilidade de cruzar o mundo e conhecer uma nova liga. Não pensei duas vezes. É claro que a possibilidade de jogar a Champions League da Oceania e chegar a um Mundial me interessou muito.
O que se pode dizer do futebol na Nova Zelândia? Como vive um jogador por aí? As pessoas te reconhecem?
É um pouco mais curioso, é diferente. Aqui o esporte-rei é o rugby, é como o futebol na Europa, na América do Sul. Vivem por isso. O futebol fica em segundo plano. Nosso clube é semiprofissional, alguns jogadores têm de trabalhar. A vida é muito tranquila. Não existe assédio de fãs ou coisas assim. Com relação ao futebol, nosso clube é um dos melhores da liga, que é muito mais física se comparada à da Espanha, por exemplo. Aos poucos, com os títulos que conseguimos, vamos representando a Oceania e a Nova Zelândia no Mundial e vamos crescendo. A Nova Zelândia foi à Copa do Mundo, saiu invicta. O futebol vai ganhando espaço, mas é muito difícil porque a cultura é do rugby.
Você pode dizer que já fez um gol em final de Champions.
Em duas! Nas duas finais que disputamos pude marcar. Para um atacante, é o melhor que pode acontecer. Marcar em uma decisão e levar seu time ao Mundial.
O que você pode dizer sobre o Corinthians, possível adversário em uma semifinal?
Temos de reconhecer que não pensamos no Corinthians, precisamos ser realistas. Nosso jogo é com o campeão da J-League, e se ganhamos ainda temos de enfrentar o Al Ahly, campeão africano. Mas acompanho o futebol mundial, sei que o Corinthians tem um grande time, joga no 4-2-3-1, tem grandes jogadores como Romarinho, Douglas e Emerson. São muito bons tecnicamente, como se define o futebol brasileiro. Vi alguns jogos, é um time rapidíssimo, e para ganhar a Libertadores precisa ser um timaço. Seria um sonho enfrentá-los, mas precisamos ser realistas e encarar jogo a jogo.
Em uma final entre Corinthians e Chelsea, vê boas chances para o time brasileiro?
Claro! O time brasileiro é um timaço, salvo surpresas fará a final com o Chelsea. O Chelsea não vive seu melhor momento e vejo no Corinthians a chance de fazer frente.
Há muito dinheiro em jogo. São 500 mil dólares a mais se ganham o primeiro jogo. Como é a divisão do dinheiro?
É um pouco estranha. A metade do prêmio vai para a liga da Nova Zelândia, e é dividida entre os outros clubes, para desenvolvimento do campeonato. A outra parte cabe ao clube, é dividida entre todos, incluindo os jogadores. Não sei exatamente como será repartido. mas naturalmente a parte é pequena porque há essa exigência de dividir com a liga.
Você acredita que o Mundial pode ser uma vitrine para que te vejam outros times?
Não tenho planos agora. Estou feliz no Auckland, é um clube muito familiar, onde nos tratam bem e tenho muitos amigos. Naturalmente, se você joga bem e recebe ofertas, tem de considerá-las. Também não estou fechado a nada, seja um retorno à Europa ou uma ida a outras partes do mundo. Mas estou mais centrado e quero pensar apenas no Auckland.
O Barcelona tem jogadores que saíram da base e retornaram para jogar no time principal, como Fàbregas, Piqué e Alba. Quando você saiu, pensou que poderia voltar um dia?
É muito complicado voltar. Uma vez que você sai, é difícil imaginar um retorno. No meu caso, tendo ficado um ano e meio parado, fica ainda mais complicado. Naturalmente você pensa nisso, mas quando eu saí só queria me sentir um jogador de novo, sem dores no pé, e desfrutar do futebol.
Você teve contato com as pessoas do Barcelona ano passado, no Mundial?
Infelizmente, fomos embora antes que eles chegassem, já que fomos eliminados no primeiro jogo.
Brasil, ame-o ou deixe-o
Sempre que ouço Rolling Stones, Led Zeppelin, The Doors ou Pink Floyd vem a minha mente a ideia de ter nascido há algumas décadas. Nasci em 1981, mas sempre me pego pensando em como seria se tivesse crescido nos anos 1960 e 70. Curtiria ao máximo a efervescência do rock and roll e viveria a rebeldia de então. Mas sou brasileiro, com muito orgulho, e sei que nesse período houve uma das mais cruéis ditaduras do mundo no nosso país. Rapidamente fico contente por ter ido ao show dos Stones em Copacabana, ao do Roger Waters no Morumbi e a um do que restou dos Doors em Jaguariúna. Ainda preciso escutar Kashmir ao vivo. Raul Seixas, infelizmente, nunca terei a chance.
Não vivi a ditadura no Brasil. Quando nasci, esta já estava no fim, e quando comecei a compreender o mundo nosso país já esboçava uma democracia. Já fui bem mais ligado em política, admito. Valorizo demais a manifestação livre de ideias e ideais, o livre pensamento, a possibilidade de viver como quiser. O livre-arbítrio.
No entanto, nesta quinta-feira, me senti em uma máquina do tempo, só que sem o velho e bom rock and roll. Ao acompanhar pela televisão a apresentação de Luiz Felipe Scolari como novo técnico da Seleção Brasileira e Carlos Alberto Parreira como Coordenador, não voltei aos anos 1990 e 2000, quando os citados conquistaram Copas com o Brasil. Voltei a um período que não vivi, os anos de chumbo, quando não era permitido discordar.
Ao ouvir o discurso nacionalista do presidente da CBF, José Maria Marin, senti os pelos dos meus braços se arrepiarem de horror. Foi uma sensação terrível. Olhei para o meu filho de oito meses e fiquei feliz por saber que, quando ele tiver a minha idade, os resquícios da ditadura brasileira não estarão mais no poder.
Prestem atenção, abaixo no vídeo, na escolha das palavras e na linguagem corporal.
O tom patriota, seguindo o velho estilo "Brasil, ame-o ou deixe-o", impregna o discurso. Torna todos que criticam a decisão pela demissão em "traidores da pátria". Quer impossibilitar a discordância de ideias diante do massacre popular. Não está conosco? Então é contra nós! Pensa diferente? Seu anti! Velha tática dos políticos da Aliança Renovadora Nacional, a ARENA, da qual Marin fazia parte. E muita gente ainda compra esse nacionalismo em pleno 2012. Isso não é torcer.
Marin iniciou sua carreira política nos anos 1960 como vereador em São Paulo pelo Partido de Representação Popular (PRP) - partido de extrema-direita, fundado por Plínio Salgado e inspirado em princípios fascistas. Anos depois, mudou-se para a ARENA junto com diversos companheiros e se elegeu deputado estadual em 1971, cargo que exerceu até 1979, quando se tornou vice-governador do estado, na chapa de Paulo Maluf.
Notabilizou-se por discursos inflamados contra a esquerda, à essa época já massacrada e perseguida pelos agentes do Deops, perto da Estação da Luz na capital paulista. Uma de suas falas mais notórias pode ser lida neste documento hospedado pelo UOL Esporte. Página 62, do Diário Oficial do Estado de 9 de outubro de 1975.
Em sessão com outra figura notória do esporte paulista, o falecido Wadih Helu, surgem contestações sobre o trabalho da TV Cultura, então com Vladimir Herzog como diretor de jornalismo, na cobertura de inaugurações da Sabesp em Capão Bonito. "Acusações" comunistas.
Após as críticas de Heluh, Marin pede a palavra e cobra do governo estadual providências sobre o jornalista que "vem verificando os fatos negativos, pois não se vê nada de positivo, apresenta apenas misérias, apresenta problemas, mas não apresenta soluções".
No final, bem eloquente pelas palavras aí descritas, Marin reforça que "é preciso mais do que nunca uma providência, a fim de que a tranquilidade volte a reinar não só nesta Casa. Mas, principalmente, nos lares paulistanos". O fim dessa história todos já conhecem.
Não vivi a ditadura no Brasil. Quando nasci, esta já estava no fim, e quando comecei a compreender o mundo nosso país já esboçava uma democracia. Já fui bem mais ligado em política, admito. Valorizo demais a manifestação livre de ideias e ideais, o livre pensamento, a possibilidade de viver como quiser. O livre-arbítrio.
No entanto, nesta quinta-feira, me senti em uma máquina do tempo, só que sem o velho e bom rock and roll. Ao acompanhar pela televisão a apresentação de Luiz Felipe Scolari como novo técnico da Seleção Brasileira e Carlos Alberto Parreira como Coordenador, não voltei aos anos 1990 e 2000, quando os citados conquistaram Copas com o Brasil. Voltei a um período que não vivi, os anos de chumbo, quando não era permitido discordar.
Ao ouvir o discurso nacionalista do presidente da CBF, José Maria Marin, senti os pelos dos meus braços se arrepiarem de horror. Foi uma sensação terrível. Olhei para o meu filho de oito meses e fiquei feliz por saber que, quando ele tiver a minha idade, os resquícios da ditadura brasileira não estarão mais no poder.
Prestem atenção, abaixo no vídeo, na escolha das palavras e na linguagem corporal.
Veja o momento em que o presidente da CBF se irrita com pergunta de jornalistas
Marin iniciou sua carreira política nos anos 1960 como vereador em São Paulo pelo Partido de Representação Popular (PRP) - partido de extrema-direita, fundado por Plínio Salgado e inspirado em princípios fascistas. Anos depois, mudou-se para a ARENA junto com diversos companheiros e se elegeu deputado estadual em 1971, cargo que exerceu até 1979, quando se tornou vice-governador do estado, na chapa de Paulo Maluf.
Notabilizou-se por discursos inflamados contra a esquerda, à essa época já massacrada e perseguida pelos agentes do Deops, perto da Estação da Luz na capital paulista. Uma de suas falas mais notórias pode ser lida neste documento hospedado pelo UOL Esporte. Página 62, do Diário Oficial do Estado de 9 de outubro de 1975.
Em sessão com outra figura notória do esporte paulista, o falecido Wadih Helu, surgem contestações sobre o trabalho da TV Cultura, então com Vladimir Herzog como diretor de jornalismo, na cobertura de inaugurações da Sabesp em Capão Bonito. "Acusações" comunistas.
Após as críticas de Heluh, Marin pede a palavra e cobra do governo estadual providências sobre o jornalista que "vem verificando os fatos negativos, pois não se vê nada de positivo, apresenta apenas misérias, apresenta problemas, mas não apresenta soluções".
No final, bem eloquente pelas palavras aí descritas, Marin reforça que "é preciso mais do que nunca uma providência, a fim de que a tranquilidade volte a reinar não só nesta Casa. Mas, principalmente, nos lares paulistanos". O fim dessa história todos já conhecem.
Divulgação
Não se pode divergir...
sexta-feira, 30 de novembro de 2012
São Paulo a dois passos de título inédito
A torcida do São Paulo passou o ano a olhar o time meio de lado. Afinal, aguentou gozação dos rivais, porque o Santos conquistou o tri paulista, o Palmeiras faturou a Copa do Brasil, o Corinthians levantou a Libertadores e o Tricolor… nada. Essa angústia está a dois jogos de acabar: afinal, veio a classificação, na noite de quarta-feira, para a decisão da Sul-Americana, contra adversário a ser conhecido nesta quinta-feira (Millonarios ou Tigre/ARG).
A vaga foi confirmada no empate por 0 a 0 com a Universidad Catolica, num Morumbi lotado. Faltou gol, mas não faltaram oportunidades. Assim como havia ocorrido no primeiro duelo, em Santiago (1 a 1), o São Paulo criou diversas oportunidades para vencer, e com folga. Teve facilidade para chegar à área do rival, assim como foi fácil desperdiçar as chances.
Impressionante como a turma de Ney Franco desperdiçou ocasiões para massacrar os chilenos! Sem contar que, outra vez, o goleiro Toselli pegou muito! Foi o destaque da partida, ao lado de Lucas, que já limpa o armário no clube e se prepara para a aventura no Paris Saint-Germain. O rapaz novamente foi o motorzinho da equipe. Gostei também de Jadson, substituído por Ganso na metade do segundo tempo.
Ney Franco colocou força máxima e o São Paulo deu conta do recado. Ah, carece de mais pontaria, é verdade. O meio-campo às vezes vacila, assim como a defesa vez ou outra dá sustos. Não é um time perfeito. Mas se ajustou aos poucos, desde a chegada do treinador, e não é nenhum disparate pensar em título inédito e vaga direta para a Libertadores.
Corinthians lamenta morte de Joelmir Beting: 'Só tinha um defeito. Não torcia para nós'
A quinta-feira começou com uma triste notícia ao ser anunciada a morte de Joelmir Beting, que não resisitiu às complicações de um Acidente Vascular Encefálico Hemorrágico sofrido no domingo, que tornou seu quadro "irreversível". Torcedor fanático do Palmeiras, o jornalista recebeu uma homenagem do Corinthians, que lamentou o ocorrido com uma nota em seu site oficial, lembrando da rivalidade entre os dois times.
“Jornalista econômico de primeiríssimo time, Joelmir foi um dos pioneiros da arte de traduzir números em palavras certeiras ao falar de economia. Apaixonado por futebol e jornalismo, Joelmir só tinha um defeito. Não torcia para o Corinthians. Vá em paz”, diz o comunicado do clube de Parque São Jorge.
Joelmir Beting chegou a trabalhar na imprensa esportiva, mas passou a maior parte da carreira com economia, pela qual se tornou referência no país. Ele morreu às 0h55 (de Brasília) aos 75 anos.
“Jornalista econômico de primeiríssimo time, Joelmir foi um dos pioneiros da arte de traduzir números em palavras certeiras ao falar de economia. Apaixonado por futebol e jornalismo, Joelmir só tinha um defeito. Não torcia para o Corinthians. Vá em paz”, diz o comunicado do clube de Parque São Jorge.
Joelmir Beting chegou a trabalhar na imprensa esportiva, mas passou a maior parte da carreira com economia, pela qual se tornou referência no país. Ele morreu às 0h55 (de Brasília) aos 75 anos.
A era Felipão em 25 jogos e 59 convocados. Experiência conta na seleção?
s imagens de Luiz Felipe Scolari e Carlos Alberto Parreira juntos, estampadas durante boa parte da edição do Sportscenter de quarta-feira, têm certa força. Ver dois campeões mundiais juntos e ser contra a decisão da CBF de mudar o comando da seleção parece sacrilégio. Mas as ponderações são obrigatórias. Felipão foi campeão da Copa do Brasil, mas deixou o Palmeiras à beira do rebaixamento -- responsabilidade compartilhada com a diretoria, é certo. E Parreira, depois de fracassar com a seleção na Copa do Mundo da Alemanha, em 2006. E de fracassar com a África do Sul em 2010.
É certo escolher os dois?
Experiência é importante, carisma também, duas virtudes inegáveis a Felipão.
Mas experiência... O que é experiência para trabalhar na seleção brasileira.
Felipão tem 25 partidas como técnico da seleção brasileira. Mano Menezes dirigiu-a 33 vezes.
É claro que a experiência de Felipão é maior. Ganhou uma Copa e sabe o que foi necessário para chegar a essa façanha. Antes, precisou ser campeão da Libertadores duas vezes, uma pelo Grêmio, outra pelo Palmeiras, campeão gaúcho, brasileiro, três vezes da Copa do Brasil.
Dos cinco treinadores campeões mundiais, nem Vicente Feola, nem Aymoré Moreira -- e nem Zagallo, embora seu caso seja menos evidente -- tinham currículo tão extenso.
Nem Parreira, embora fosse campeão brasileiro pelo Fluminense em 1984, vice pelo Bragantino em 1991, houvesse dirigido Kuwait e Emirados Árabes em Copas do Mundo.
Aymoré não tinha nenhum título antes da Copa de 62. Feola tinha dois Paulistas pelo São Paulo, em 1948 e 1949.
Experiência conta, é claro, e é por isso que Felipão está de volta, junto com Parreira.
Experiência é um farol que ilumina para trás, escreveu Pedro Nava. No caso da CBF, experiência é um escudo repleto de dirigentes atrás.
Se fosse tão fundamental ter conhecimento de seleção, Zagallo não seria campeão em 70 nem Felipão em 2002.
Uma coisa conta mais do que a experiência. Imagem!
A imagem de Felipão ainda dá confiança de que o trabalho será bem sucedido.
Deve ser o fio do bigode.
ABAIXO TODOS OS 59 CONVOCADOS POR FELIPÃO PARA SEUS 25 JOGOS ENTRE 2001 E 2002
RESUMO - 25 JOGOS, 18 VITÓRIAS, 1 EMPATE, 6 DERROTAS
GOLEIROS
Marcos (Palmeiras), Dida (Corinthians/Milan), Júlio César (Flamengo), Rogério Ceni (São Paulo)
LATERAIS
Cafu (Roma), Belletti (São Paulo), Roberto Carlos (Real Madrid), Júnior (Parma), Serginho (Milan), Roger (Grêmio), Alessandro (Atlético Paranaense), Paulo César (Fluminense), Kléber (Corinthians)
ZAGUEIROS
Lúcio (Internacional), Antônio Carlos (Roma), Roque Júnior (Milan), Cris (Cruzeiro), Luisão (Cruzeiro), Juan (Bayer Leverkusen), Edmílson (Lyon), Émerson Carvalho (São Paulo), Ânderson Polga (Grêmio), Daniel (São Caetano)
MEIO-DE-CAMPO
Mauro Silva (Deportivo La Coruña), Fábio Rochemback (Internacional/Barcelona), Émerson (Roma), Juninho Paulista (Vasco/Flamengo), Alex (Palmeiras/Cruzeiro), Rivaldo (Barcelona), Eduardo Costa (Grêmio/Bordeaux), Fernando (Juventude), Juninho Pernambucano (Vasco), Tinga (Grêmio), Vampeta (Corinthians), Leonardo (Milan), Ronaldinho Gaúcho (Paris Saint-Germain), Zé Roberto (Bayer Leverkusen), Gilberto Silva (Atlético Mineiro), Kléberson (Atlético Paranaense), Kaká (São Paulo), Esquerdinha (Santos), Djalminha (La Coruña), Ricardinho (Corinthians)
ATACANTES
Romário (Vasco), Euller (Vasco), Ewerthon (Borussia Dortmund), Geovanni (Cruzeiro/Barcelona), Élber (Bayern), Jardel (Porto), Denílson (Betis), Guilherme (Atlético Mineiro), Edílson (Cruzeiro), Marcelinho Paraíba (Grêmio), Ronaldo (Internazionale), França (São Paulo), Luizão (Corinthians), Washington (Ponte Preta), Marques (Atlético MIneiro), Alex Mineiro (Atlético Paranaense)
Fofo Ronaldo, a medida certa no trono para dinamitar Zé da Medalha/Del Nero?
Depois de um ridículo corporativismo entrar em campo e chutar para escanteio a possibilidade de o espanhol Guardiola comandar o voo sem rumo da amarelinha desbotada, uma nova bola já começou a quicar no esporte bretão nacional.
De simples buxixo nos subterrâneos do Circo Brasileiro de Futebol, vai ganhando corpo a ideia de o fofo Ronaldo candidatar-se ao trono ocupado pelo carismático Zé da Medalha.
A eleição acontecerá em abril de 2014, antes da grande festa da mamãe Fifa na ‘Suíça sul-americana’.
O rei da cartolagem, o suíço Joseph Blatter, já aderiu à proposta. Tem certeza de que o Fenômeno, com ou sem medida certa, daria conta do recado.
Seria um gol de placa para o futebol nacional, uma jogada de mestre, pois o fofo Ronaldo tem trânsito livre até em sinal vermelho. No lugar da multa, um autógrafo.
Certamente não encontraria rejeição no Palácio do Planalto, como acontece hoje com José Maria Marin e Marco Polo Del Nero.
A presidenta Dilma Rousseff não quer nem saber de abrir as portas para a dupla dinâmica. Prefere vê-los a quilômetros de distância.
O Fenômeno poderia seguir os passos de Michel Platini, hoje o todo-poderoso da Uefa e com olhos de lince na direção do trono da Fifa.
Mas como sempre há o outro lado da moeda: é possível que o corintiano Andrés Sanchez, ex-diretor de seleções, convença Ronaldo a sair como vice em sua chapa contra o amigo de fé Del Nero. Por enquanto, o Fenômeno está na moita.
##########
Isto é Felipão 1. O primeiro dia a gente nunca esquece. Que o digam os bancários! O pessoal do Banco do Brasil ficou feliz da vida quando Felipão afirmou que, se jogador não quer pressão, deve trabalhar no BB, sentar no escritório e não fazer nada. O presidente da associação dos funcionários do banco, Antonio Sérgio Riede, agradeceu os elogios: a pressão é tanta no BB que nenhum gerente que contribua para rebaixar o nível de uma agência ganha como prêmio uma agência maior – depois de afundar os periquitos em revista, Felipão foi guindado à amarelinha desbotada.
Isto é Felipão 2. A turma do BB disse ainda esperar que as grandes conquistas do vôlei brasileiro, patrocinado pelo banco há mais de 20 anos, inspirem o trabalho de Felipão no comando da equipe. A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro também aplaudiu o pontapé inicial do treinador: espera que ele não esteja tão desatualizado sobre futebol quanto está sobre as relações de trabalho nos bancos. Depois dos protestos, Felipão telefonou ao presidente do BB e se retratou. Garantiu ser cliente do banco há mais de 30 anos e que não houve intenção de ofender a classe.
Isto é Felipão 3. O gajo Cristiano Ronaldo é melhor do que o hermano Messi, favorito disparado a ganhar pelo quarto ano seguido a Bola de Ouro da Fifa.
Mico. A competência do Circo Brasileiro de Futebol é exemplar. Apenas o ‘professor’ Felipão faltou ao workshop da mamãe Fifa para discutir a Copa das Confederações. De nada adiantou o rei da cocada queimada, José Maria Marin, colocar um jatinho à disposição. Quando aterrissou em São Paulo, o encontro com cartolas e treinadores das outras seleções já havia terminado.
Twitface. Felipão e Parreira em ação: blá-blá-blá, nhenhenhém, lesco-lesco... Brasil, ame-o ou deixe-o.
Pica-Pau. Ainda há esperança: corre nas redes sociais uma campanha para mudar o nome do tatu-bola, mascote da Copa de 2014. A meta é atingir um milhão de compartilhamentos no Facebook. Tem até imagem do pobre tatu-bola pedindo ajuda porque ‘Fuleco é sacanagem’. E como!
Sugismundo Freud. Crítica dura sem bom argumento não resolve nada.
Convite à bordoada. O salvo-conduto dado pela federação do Rio aos brucutus no próximo Carioquinha caiu como uma pena de 500 quilos no colo da mamãe Fifa. A genial ideia de trocar a suspensão do terceiro cartão amarelo por uma milionária multa de R$ 500 pode trazer graves consequências aos cartolas da Cidade Maravilhosa dos morros uivantes. A dona da bola prefere a suspensão automática, pois teme festival de pontapés, como na Libertadores.
Dona Fifi. A fase dos periquitos em revista está demais. O clube divulgou que os jogadores dispensados seriam anunciados às 19h20, mas o site oficial caiu antes e depois do horário estabelecido. Chama a Val!
Gilete press. Do pequeno grande Tostão, na ‘Folha’: “Guardiola foi um sonho. É lamentável a prepotência e o corporativismo dos técnicos brasileiros, antigos e novos, em relação aos estrangeiros, mesmo sendo Guardiola. Querem manter os empregos, o prestígio e ainda ficar próximos da CBF.” No queixo!
Tititi d’Aline. Jogadores do futebol americano descobriram novo doping. Eles estão usando o Viagra para aumentar o rendimento. No hora do agarra agarra...
Você sabia que... São Paulo x Universidad Católica rendeu 20 pontos no ibope global da grande Pauliceia entregue ao bangue-bangue?
‘Bola de ouro’. Marco Polo Del Nero. Estupenda a participação do primeiro-ministro das chuteiras furadas na apresentação de Felipão e Parreira: entrou mudo e saiu calado.
Bola de latão. São Paulo. Não está justificando o incrível apoio da torcida nas arquibancadas do Morumbi. Time precisa jogar uma bolinha bem mais afinada.
Bola de lixo. Carlos ‘Rolando Lero’ Nuzman. Deu cano no debate do Senado sobre mandato dos cartolas. Alegou estar viajando, mas não mandou nenhum representante do COB (caixinha, obrigado Brasil).
Bola sete. “Trazer Pep Guardiola não é para qualquer um. E Marin não quer ser grandioso assim. É arcaico” (de José Luiz Portela, no ‘Lance’ – no alvo).
Dúvida pertinente. Palmeiras dispensa 18 jogadores: Tirone vai apagar a luz?
De simples buxixo nos subterrâneos do Circo Brasileiro de Futebol, vai ganhando corpo a ideia de o fofo Ronaldo candidatar-se ao trono ocupado pelo carismático Zé da Medalha.
A eleição acontecerá em abril de 2014, antes da grande festa da mamãe Fifa na ‘Suíça sul-americana’.
O rei da cartolagem, o suíço Joseph Blatter, já aderiu à proposta. Tem certeza de que o Fenômeno, com ou sem medida certa, daria conta do recado.
Seria um gol de placa para o futebol nacional, uma jogada de mestre, pois o fofo Ronaldo tem trânsito livre até em sinal vermelho. No lugar da multa, um autógrafo.
Certamente não encontraria rejeição no Palácio do Planalto, como acontece hoje com José Maria Marin e Marco Polo Del Nero.
A presidenta Dilma Rousseff não quer nem saber de abrir as portas para a dupla dinâmica. Prefere vê-los a quilômetros de distância.
O Fenômeno poderia seguir os passos de Michel Platini, hoje o todo-poderoso da Uefa e com olhos de lince na direção do trono da Fifa.
Mas como sempre há o outro lado da moeda: é possível que o corintiano Andrés Sanchez, ex-diretor de seleções, convença Ronaldo a sair como vice em sua chapa contra o amigo de fé Del Nero. Por enquanto, o Fenômeno está na moita.
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Isto é Felipão 1. O primeiro dia a gente nunca esquece. Que o digam os bancários! O pessoal do Banco do Brasil ficou feliz da vida quando Felipão afirmou que, se jogador não quer pressão, deve trabalhar no BB, sentar no escritório e não fazer nada. O presidente da associação dos funcionários do banco, Antonio Sérgio Riede, agradeceu os elogios: a pressão é tanta no BB que nenhum gerente que contribua para rebaixar o nível de uma agência ganha como prêmio uma agência maior – depois de afundar os periquitos em revista, Felipão foi guindado à amarelinha desbotada.
Isto é Felipão 2. A turma do BB disse ainda esperar que as grandes conquistas do vôlei brasileiro, patrocinado pelo banco há mais de 20 anos, inspirem o trabalho de Felipão no comando da equipe. A Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro também aplaudiu o pontapé inicial do treinador: espera que ele não esteja tão desatualizado sobre futebol quanto está sobre as relações de trabalho nos bancos. Depois dos protestos, Felipão telefonou ao presidente do BB e se retratou. Garantiu ser cliente do banco há mais de 30 anos e que não houve intenção de ofender a classe.
Isto é Felipão 3. O gajo Cristiano Ronaldo é melhor do que o hermano Messi, favorito disparado a ganhar pelo quarto ano seguido a Bola de Ouro da Fifa.
Mico. A competência do Circo Brasileiro de Futebol é exemplar. Apenas o ‘professor’ Felipão faltou ao workshop da mamãe Fifa para discutir a Copa das Confederações. De nada adiantou o rei da cocada queimada, José Maria Marin, colocar um jatinho à disposição. Quando aterrissou em São Paulo, o encontro com cartolas e treinadores das outras seleções já havia terminado.
Twitface. Felipão e Parreira em ação: blá-blá-blá, nhenhenhém, lesco-lesco... Brasil, ame-o ou deixe-o.
Pica-Pau. Ainda há esperança: corre nas redes sociais uma campanha para mudar o nome do tatu-bola, mascote da Copa de 2014. A meta é atingir um milhão de compartilhamentos no Facebook. Tem até imagem do pobre tatu-bola pedindo ajuda porque ‘Fuleco é sacanagem’. E como!
Sugismundo Freud. Crítica dura sem bom argumento não resolve nada.
Convite à bordoada. O salvo-conduto dado pela federação do Rio aos brucutus no próximo Carioquinha caiu como uma pena de 500 quilos no colo da mamãe Fifa. A genial ideia de trocar a suspensão do terceiro cartão amarelo por uma milionária multa de R$ 500 pode trazer graves consequências aos cartolas da Cidade Maravilhosa dos morros uivantes. A dona da bola prefere a suspensão automática, pois teme festival de pontapés, como na Libertadores.
Dona Fifi. A fase dos periquitos em revista está demais. O clube divulgou que os jogadores dispensados seriam anunciados às 19h20, mas o site oficial caiu antes e depois do horário estabelecido. Chama a Val!
Gilete press. Do pequeno grande Tostão, na ‘Folha’: “Guardiola foi um sonho. É lamentável a prepotência e o corporativismo dos técnicos brasileiros, antigos e novos, em relação aos estrangeiros, mesmo sendo Guardiola. Querem manter os empregos, o prestígio e ainda ficar próximos da CBF.” No queixo!
Tititi d’Aline. Jogadores do futebol americano descobriram novo doping. Eles estão usando o Viagra para aumentar o rendimento. No hora do agarra agarra...
Você sabia que... São Paulo x Universidad Católica rendeu 20 pontos no ibope global da grande Pauliceia entregue ao bangue-bangue?
‘Bola de ouro’. Marco Polo Del Nero. Estupenda a participação do primeiro-ministro das chuteiras furadas na apresentação de Felipão e Parreira: entrou mudo e saiu calado.
Bola de latão. São Paulo. Não está justificando o incrível apoio da torcida nas arquibancadas do Morumbi. Time precisa jogar uma bolinha bem mais afinada.
Bola de lixo. Carlos ‘Rolando Lero’ Nuzman. Deu cano no debate do Senado sobre mandato dos cartolas. Alegou estar viajando, mas não mandou nenhum representante do COB (caixinha, obrigado Brasil).
Bola sete. “Trazer Pep Guardiola não é para qualquer um. E Marin não quer ser grandioso assim. É arcaico” (de José Luiz Portela, no ‘Lance’ – no alvo).
Dúvida pertinente. Palmeiras dispensa 18 jogadores: Tirone vai apagar a luz?
VÍDEO: Neve cobre o Bayern em Munique, mas é o futebol brasileiro que entra numa fria
Aqui em Munique, frio, temperatura sempre em torno de zero grau e neve. Muita neve. E assim será nesta sexta-feira, com o termômetro descendo ainda mais até o sábado do grande duelo entre Bayern Munique e Borussia Dortmund. O jogo obviamente será quente, mesmo com a previsão de -2 graus a -7 graus para o dia do cotejo. Os alemães estão acostumados com esse clima, como acostumados estão os brasileiros aos velhos conceitos que envolvem o nosso futebol.
Isso mesmo, velhos conceitos. Enquanto a Espanha domina a Europa e o Mundo com títulos nos últimos três grandes torneios que disputou, a Alemanha tenta se aproximar com receita que tem pontos em comum. Volantes que sabem jogar, meias hábeis e jovens talentos que reúnem técnica apurada e velocidade. Embora tradicionalmente a "fábrica" de talentos brasileira tenha uma "linha de produção" mais fértil, despejando gente talentosa em belas quantidades, isso já mudou muito.
Não podemos permitir que a tradição nos impeça de notar a estagnação. O esporte evolui física, técnica e taticamente. Novas ideias, conceitos renovadores, avanços em todos os campos são fundamentais num meio tão competitivo. E o Brasil parou no tempo. Mano Menezes não era exatamente um vanguardista no comando da seleção cebeefiana, mas capitaneou uma necessária renovação e vinha forçando ainda mais um jogo de bola no pé, técnico, hábil.
Com ele, o time "canarinho" tentava encontrar um caminho diferente daquele que se transformou em opção predileta de técnicos do país. Um jogo baseado em contra-ataque, velocidade, bola parada. Não são poucos os times brasileiros que fizeram sucesso nos últimos anos apoiados nesses conceitos. Com diferenças aqui ou ali, Muricy Ramalho e Luiz Felipe Scolari são dois autênticos representantes de tal escola. Vitoriosos treinadores, mas que não inovam.
Eles sequer tentam algo diferente do sistema com volantes ferozes protegendo até três zagueiros, jogadores velozes para puxar o contragolpe e um centroavante que pode ser grandalhão, trombador mesmo. Posse de bola, marcação pressão no campo inimigo, troca de passes, pelota no chão, menos chutões, menor dependência das faltas e escanteios... Essa receita não é a de Felipão, que volta à seleção após colecionar insucessos que nem a conquista da Copa do Brasil apagou.
Com todo respeito aos que pensam diferente, não concordo com o pragmatismo como fio condutor do trabalho de um técnico que comanda uma seleção que lhe disponibiliza bons jogadores para convocar. Se aquele que dirige a Bolívia, o Tarquijistão ou a Irlanda do Norte apela para armas um tanto quanto ortodoxas, é compreensível. Mas o treinador que pode chamar atletas nascidos em países como Brasil e Argentina deveria ter uma missão mais ampla.
O desafio de quem dirige uma seleção como a brasileira pode e deve ser o de montar boas equipes. Não basta colocar em campo um time duro, engessado, dependente de cruzamentos na área adversária. Mesmo que essa velha e obsoleta receita dê resultado momentâneo. Os conceitos aplicados por Felipão em 2002 o conduziram ao sucesso. Mas foi há longos 10 anos. Muita coisa mudou, menos sua forma de armar as equipes que dirige. Nem mesmo o período no exterior ampliou seu repertório.
E com Carlos Alberto (sim, é Carlos Alberto) Parreira de volta à seleção a CBF oficializa sua opção pelo que ficou para trás. A opção por conceitos superados que caracterizaram os mais recentes trabalhos de um profissional outrora vencedor e que na última Copa do Mundo entrou para a história como o primeiro técnico de um país anfitrião eliminado na primeira fase. O fraco trabalho de Parreira à frente dos sul-africanos o levou a decidir pela aposentadoria agora abortada.
Muitos avaliarão o trabalho de Scolari em função apenas de vitórias e derrotas. Não pretendo seguir esse caminho. Ele venceu a Copa do Brasil, um mata-mata como será na fase decisiva o Mundial de 2014. Mas não proporcionou uma boa equipe ao Palmeiras. O futebol anda de braços dados com o imponderável, a ponto de um time campeão ser rebaixado meses depois. Mas não foi por acaso. Formada por ele e com vários jogadores que pediu e aprovou o alviverde fez tudo para cair. E caiu.
E mesmo que ganhe o hexa a passagem do treinador pela CBF poderá ser questionada. De que adiantará mais uma estrela na camisa amarela se o time responsável por ela nada de novo apresentar? Terá valido a pena? Já não temos grandes meias e atacantes de primeira linha nascidos no Brasil. Jovens como Neymar, Oscar, Lucas tentam mudar isso, mas é fato que os boleiros "Made in Brazil" são, em sua maioria, coadjuvantes no cenário internacional.
Reflexo do futebol pobre que se tolera no país em troca de taças que escondem o problema maior, cortinas-de-fumaça como a do Palmeiras campeão que se viu rebaixado quando ela dissipou. Espero estar errado e em algum tempo escrever um texto totalmente diferente desse que vai chegando ao final. Que Felipão surpreenda, dê sequência aquilo que Mano tentava fazer e aprimore, avance, inove, arrisque, ouse!
Assim, poderá prestar serviço mais importante do que uma eventual conquista de Copa com um Marcos Assunção mais jovem a cruzar a bola após faltas cavadas por um Valdívia tupinquim. Faz frio e neva na Alemanha, que não ganhou, ainda, títulos com a atual geração. Mas após o anúncio feito pela CBF, sinto que é o futebol brasileiro que está entrando numa gelada. Mesmo que, pela parceria do futebol com o impoderável, os cebeefianos ganhem a sexta Copa.
Vencer em 2014 é importante, mas não o bastante.
Isso mesmo, velhos conceitos. Enquanto a Espanha domina a Europa e o Mundo com títulos nos últimos três grandes torneios que disputou, a Alemanha tenta se aproximar com receita que tem pontos em comum. Volantes que sabem jogar, meias hábeis e jovens talentos que reúnem técnica apurada e velocidade. Embora tradicionalmente a "fábrica" de talentos brasileira tenha uma "linha de produção" mais fértil, despejando gente talentosa em belas quantidades, isso já mudou muito.
Não podemos permitir que a tradição nos impeça de notar a estagnação. O esporte evolui física, técnica e taticamente. Novas ideias, conceitos renovadores, avanços em todos os campos são fundamentais num meio tão competitivo. E o Brasil parou no tempo. Mano Menezes não era exatamente um vanguardista no comando da seleção cebeefiana, mas capitaneou uma necessária renovação e vinha forçando ainda mais um jogo de bola no pé, técnico, hábil.
Com ele, o time "canarinho" tentava encontrar um caminho diferente daquele que se transformou em opção predileta de técnicos do país. Um jogo baseado em contra-ataque, velocidade, bola parada. Não são poucos os times brasileiros que fizeram sucesso nos últimos anos apoiados nesses conceitos. Com diferenças aqui ou ali, Muricy Ramalho e Luiz Felipe Scolari são dois autênticos representantes de tal escola. Vitoriosos treinadores, mas que não inovam.
Eles sequer tentam algo diferente do sistema com volantes ferozes protegendo até três zagueiros, jogadores velozes para puxar o contragolpe e um centroavante que pode ser grandalhão, trombador mesmo. Posse de bola, marcação pressão no campo inimigo, troca de passes, pelota no chão, menos chutões, menor dependência das faltas e escanteios... Essa receita não é a de Felipão, que volta à seleção após colecionar insucessos que nem a conquista da Copa do Brasil apagou.
Com todo respeito aos que pensam diferente, não concordo com o pragmatismo como fio condutor do trabalho de um técnico que comanda uma seleção que lhe disponibiliza bons jogadores para convocar. Se aquele que dirige a Bolívia, o Tarquijistão ou a Irlanda do Norte apela para armas um tanto quanto ortodoxas, é compreensível. Mas o treinador que pode chamar atletas nascidos em países como Brasil e Argentina deveria ter uma missão mais ampla.
O desafio de quem dirige uma seleção como a brasileira pode e deve ser o de montar boas equipes. Não basta colocar em campo um time duro, engessado, dependente de cruzamentos na área adversária. Mesmo que essa velha e obsoleta receita dê resultado momentâneo. Os conceitos aplicados por Felipão em 2002 o conduziram ao sucesso. Mas foi há longos 10 anos. Muita coisa mudou, menos sua forma de armar as equipes que dirige. Nem mesmo o período no exterior ampliou seu repertório.
E com Carlos Alberto (sim, é Carlos Alberto) Parreira de volta à seleção a CBF oficializa sua opção pelo que ficou para trás. A opção por conceitos superados que caracterizaram os mais recentes trabalhos de um profissional outrora vencedor e que na última Copa do Mundo entrou para a história como o primeiro técnico de um país anfitrião eliminado na primeira fase. O fraco trabalho de Parreira à frente dos sul-africanos o levou a decidir pela aposentadoria agora abortada.
Muitos avaliarão o trabalho de Scolari em função apenas de vitórias e derrotas. Não pretendo seguir esse caminho. Ele venceu a Copa do Brasil, um mata-mata como será na fase decisiva o Mundial de 2014. Mas não proporcionou uma boa equipe ao Palmeiras. O futebol anda de braços dados com o imponderável, a ponto de um time campeão ser rebaixado meses depois. Mas não foi por acaso. Formada por ele e com vários jogadores que pediu e aprovou o alviverde fez tudo para cair. E caiu.
E mesmo que ganhe o hexa a passagem do treinador pela CBF poderá ser questionada. De que adiantará mais uma estrela na camisa amarela se o time responsável por ela nada de novo apresentar? Terá valido a pena? Já não temos grandes meias e atacantes de primeira linha nascidos no Brasil. Jovens como Neymar, Oscar, Lucas tentam mudar isso, mas é fato que os boleiros "Made in Brazil" são, em sua maioria, coadjuvantes no cenário internacional.
Reflexo do futebol pobre que se tolera no país em troca de taças que escondem o problema maior, cortinas-de-fumaça como a do Palmeiras campeão que se viu rebaixado quando ela dissipou. Espero estar errado e em algum tempo escrever um texto totalmente diferente desse que vai chegando ao final. Que Felipão surpreenda, dê sequência aquilo que Mano tentava fazer e aprimore, avance, inove, arrisque, ouse!
Assim, poderá prestar serviço mais importante do que uma eventual conquista de Copa com um Marcos Assunção mais jovem a cruzar a bola após faltas cavadas por um Valdívia tupinquim. Faz frio e neva na Alemanha, que não ganhou, ainda, títulos com a atual geração. Mas após o anúncio feito pela CBF, sinto que é o futebol brasileiro que está entrando numa gelada. Mesmo que, pela parceria do futebol com o impoderável, os cebeefianos ganhem a sexta Copa.
Vencer em 2014 é importante, mas não o bastante.
Gramado do CT coberto pela neve em Munique. Frio. Mas é a seleção da CBF que entra numa gelada
Apresentação de Felipão tem brincadeiras, gafe de Marin e 'paz' à primeira vista
De volta à seleção brasileira após dez anos, Luiz Felipe Scolari demonstrou bom humor e um discurso ameno em sua apresentação, nesta quinta-feira, no hotel Windsor Barra, no Rio de Janeiro. O treinador respondeu a questionamentos sobre problemas e polêmicas na CBF, rebateu críticas sobre o seu trabalho nos últimos anos, explicou a parceira que terá com o coordenador Carlos Alberto Parreira e falou sobre a pressão que sofrerá para conquistar o hexacampeonato mundial em 2014. Pelo menos à primeira vista, o clima de paz deu o tom na entrevista coletiva inicial, sem qualquer indício da acidez que invariavelmente acompanha Felipão.
A apresentação de Scolari durou 1 hora e 10 minutos, e ele esteve ao seu lado na mesa José Maria Marin, presidente da CBF, o coordenador Carlos Alberto Parreira, Marco Polo Del Nero, vice da CBF e presidente da FPF (Federação Paulista de Futebol), e Rubens Lopes, presidente da Ferj (Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro), além do assessor de imprensa Rodrigo Paiva.
Depois do discurso de abertura do presidente Marin, que justificou não ter escolhido Guardiola, Tite, Muricy Ramalho, Abel Braga e Vanderlei Luxemburgo e rasgou elogios a Luiz Felipe Scolari, o novo técnico da seleção teve a palavra falou da satisfação de retornar à equipe nacional e da "obrigação" de ganhar a Copa em casa.
Na primeira pergunta mais polêmica de um jornalista, sobre um pedido de Marin de ver as listas de convocados 48 horas antes da divulgação, Felipão foi "light" e se saiu bem.
"Vamos fazer a escolha dos convocados 15, 17 dias antes dos jogos, porque precisamos mandar essa lista aos clubes. Por isso, é normal que o nosso presidente saiba não dois dias antes, mas até 15 dias antes", disse o treinador.
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Del Nero, Felipão, Parreira, Marin e Rubens Lopes durante a apresentação nesta quinta no Rio
Depois, a questão foi sobre como ele iria lidar com as polêmicas envolvendo a CBF, como a saída de Ricardo Teixeira no início deste ano e o depoimento prestado por Marco Polo Del Nero à Polícia Federal na última segunda. "Quanto à CBF, não vai ter interferência nenhuma. A não ser que o presidente e o Marco (Polo) falem que quererm esse ou aquele nome de jogador, e nunca houve esse tipo de inteferência. Não posso falar de quem saiu, de quem fez isso ou aquilo, minha situação é só no futebol. Cheguei ontem (quarta-feira) a São Paulo e defini minha situação, não tenho nada a ver com o que acontece extra campo", afirmou Scolari, sem qualquer exaltação em sua voz.
Outra curiosidade dos jornalistas era sobre como funcionará o trabalho conjunto entre Felipão e Parreira. Tanto o treinador como o coordenador mostraram afinidade nas explicações, garantindo que existirá sempre um diálogo entre os dois, mas deixando claro que a palavra final será de Scolari.
"Fiquei muito feliz quando o presidente me disse que convidou o Parreira. Eu disse 'muito obrigado' por poder ter o Parreira ao meu lado. O Parreira vai emitir opinião, vai sugerir nomes. Vou estar mais no campo, mas é assim que vamos trabalhar. Pelas equipes que nós formamos, muitas vezes temos algumas diferenças de posicionamento, de treinamento, mas vamos dicutir e adaptar isso. Acho que os dois estilos vão se fundir", explicou Felipão.
"Tudo é uma questão de adaptação, estamos aqui para colaborar, trocar ideias e até conceitos diferentes. Mas a decisão final sempre caberá ao treinador, que é a figura principal da comissão técnica", concordou Parreira.
Sem respostas atravessadas, irritação ou qualquer outra situação mais desconfortável nesta terça, sobrou espaço até para brincadeiras em uma sala lotada com cerca de 100 profissionais de imprensa no Rio de Janeiro.
"Vejo que o Parreira está mais bonito, mais elegante, eu que não consegui fazer plástica ainda"; "o pessoal diz que não, mas eu era bom quando jogava, há discordâncias, mas eu era bom"; "a cara do Felipão? É essa, mais ou menos. Se você me perguntar para minha esposa, ela vai dizer que é razoável, outros vão dizer que é feia". O bom humor de Felipão arrancou risadas dos presentes.
Aos 64 anos, Luiz Felipe Scolari é ainda mais maduro e experiente do que era quando foi pentacampeão mundial em 2002, na Copa da Coreia do Sul de do Japão. À primeira vista, Felipão demonstrou uma postura mais calma, resta saber se um novo "caso Romário" ou algum outro contratempo poderá tirar novamente o treinador do sério durante a trajetória para o tão sonhado hexa.
Gafe de Marin - O presidente da CBF, José Maria Marin, rasgou elogios a Luiz Felipe Scolari e a Carlos Alberto Parreira durante a apresentação dos dois membros principais da nova comissão técnica da CBF. Em uma de sua respostas, no entanto, o dirigente fez confusão, acabou errando o nome do coordenador técnico, campeão do mundo com o Brasil em 1994, e cometeu uma gafe, chamando ele de "Antônio Carlos".
"Pelo prestígio internacional do Antônio Carlos Parreira, do Carlos Alberto Parreira, e do Felipe...", disse Marin, que em outro momento da coletiva aidna soltou um "Carlos Albertos Parreiras".
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