terça-feira, 27 de novembro de 2012

Marco Polo sob fogo cruzado da Polícia Federal. Andrés Sanchez pede demissão hoje

A CBF está acéfala e é provável que continue assim até a Copa do Mundo.
Marco Polo Del Nero foi detido em ação da Polícia Federal, que apreendeu computadores em sua residência. O caso pode trazer à luz muitas coisas do comando da CBF e da Federação Paulista nos últimos anos. Junto a isso, Andrés Sanchez deve oficializar ainda nesta segunda-feira seu pedido de demissão como diretor de seleções da CBF.
A decisão está tomada. 

Antes de ter seus computadores confiscados pela Polícia Federal, Marco Polo tomou junto com José Maria Marin a decisão que pode ser anunciada nos próximos dias: Felipão é o técnico. 
O ex-treinador do Palmeiras só não será o treinador nos próximos meses se decidir roer a corda, levando em conta a bagunça em que se torna a CBF a cada dia.

Sair do Palmeiras acéfalo e assumir a CBF acéfala é dar um tiro no próprio pé.
Mas Felipão é o nome de Marco Polo Del Nero, com o que concorda José Maria Marin.

No meio disso tudo, há Josep Guardiola.
O ex-treinador do Barcelona não vai assumir a seleção, porque não será convidado. Na sexta-feira, minutos depois da demissão de Mano Menezes, o diário LANCE! conversou com o ex-técnico do Barça por meio de um amigo comum de Guardiola e do editor do diário.

O técnico diz que assume a seleção brasileira.
O ponto contrário é que Marco Polo já está alinhavado para ter Felipão no comando.
Ou estava, antes de a Polícia Federal bater à sua porta.

Bomba-relógio Andrés está prestes a explodir. Muita coisa acontece quando pino da granada sair

Andrés Sanchez transformou-se em uma bomba-relógio. Fora das decisões de Marin e Marco Polo Del Nero, pode explodir a qualquer momento. A Soccerex a partir dessa segunda-feira pode ser um dia apropriado para soltar o pino. Sem dar sua opinião nos contatos dos chefes na CBF com Felipão, está contrariado. Sorte de quem providenciou o credenciamento. A chutada de balde é programada. Virá em breve. Ainda que venha a gritar, desmentir... Sai e começa a pavimentar seu caminho para tomar o poder na entidade. Ao lado de um aliado de peso.

Andrés Sanchez engoliu um sapo e tanto. Mano foi demitido e ele teve que aturar. Ia sair junto, mas esperou. Sua disposição para a solidariedade não chega a tanto. Já para o poder é proporcionalmente inversa. Esperou mas não muito. Vai sair em breve. Articula seus passos com precisão rumo ao poder da CBF. Sair com Mano era tornar sua saída pé de página nos jornais do dia seguinte. Quer um ato grande, com holofotes. Só para ele.

Não da Federação Paulista. Desse momento em diante, a corrida sucessória estará desenhada. É Andrés contra Del Nero. Mas não é só: um aliado de peso está nessa parada com Andrés. Carne e unha. Presidente e vice. Ainda não se tem certeza em que ordem. Pode ser vice e presidente. Andrés e Ronaldo. Ronaldo e Andrés. Com Ronaldo a tiracolo, o poder fica mais próximo. O beija-mão com presidentes de federações que tomou os hoteis de Londres nas Olimpíadas fica muito mais fácil com a visita do Fenômeno nas sedes de federações, almoço dele com mulher, filho, enteados, cachorro, papagaio, fotos.

O cenário está pronto. Com o Fenômeno, será mais do mesmo. Frutos diferentes só na roupagem, vindos de uma mesma árvore que pensa o futebol brasileiro como uma madrasta generosa.

PS- Não sei se esta notícia já foi publicada. Se é primeira mão, furo, nada ou o nome que quiserem. Também não sei se alguém sabia e não publicou. Se já tiver saído ou se alguém sabia e não publicou, avisem. Dou o crédito aqui sem formar junta médica, sem dramas. Com imenso prazer. E se acontecer o contrário, como já aconteceu tantas vezes em minha vida em que sentei na notícia e ela espetou dada em primeira mão por alguém, irei fazer como sempre: dar maravilhosas risadas, rir da própria sorte que é sempre divertido. Tampouco fará a menor diferença na minha carreira ou breve história. Sou um contador de histórias, e a minha pessoal é feita delas, de grandes personagens, investigações e sola do sapato. Rua. (bom, ser da rua não quer dizer nada, tem um monte que está há anos nela e nada acontece). Meu foco nem é esse tipo de notícia. Mas vez por outra elas aparecem. E são dadas com algo que jamais poderá ser questionada nessa trajetória: RESPONSABILIDADE.

A bem da verdade, esse blog foi ressuscitado por conta do “Memórias do Chumbo- o Futebol nos Tempos do Condor”. Como disse, para falar da série, publicar histórias, documentos que não estarão na série, etc. Aqui foi só um desvio para a notícia não espetar. Voltaremos essa semana apenas ao “Memórias”. Abraços!!!

Ps2- Por falar nisso, clique aqui (e tuitem por favor! Isso aqui ao lado é muito mais importante do que Andrés, CBF, clubes, etc) em: 'Memórias do Chumbo- O Futebol nos Tempos do Condor'. Chamadas: Argentina, Chile, Uruguai e Brasil

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Argentino

20h15 Quilmes 1x2 Arsenal Sarandí
22h30 Atlético Rafaela 2x0 Colón

Português

18h15 Moreirense 2x2 Sporting

Espanhol

18h00 Zaragoza 0x1 Celta

Italiano

16h00 Cagliari 0x1 Napoli
18h00 Parma 1x0 Internazionale

O impressionista


Por que tanta gente se encanta com a ideia de Pep Guardiola treinar a seleção brasileira? A resposta mais óbvia é que em tese aumenta a probabilidade de o time nacional voltar a vencer e a disputar uma Copa do Mundo com chances reais de vitória.
Simples assim? Mas desta vez os meios podem justificar os fins. Esse encantamento todo é fruto do reconhecimento de um estilo, de uma maneira de jogar que pode ser recuperada pelo nosso futebol.
Nem todo mundo está disposto a ganhar de qualquer jeito, na base do custe o que custar. Tem muito brasileiro a fim de ver seu time praticando um futebol com mais qualidade, juntando a efetividade da seleção de Parreira, campeã mundial em 94, com a arte da equipe de Telê Santana, em 82, que não ganhou nada, mas entrou para a história.
Sem o fracasso espetacular nem o triunfo indigesto. Aí é que entra Guardiola. No comando do Barcelona ele conseguiu as duas coisas, graças a jogadores geniais como Messi, Xavi e Iniesta e ao lançamento de quase duas dezenas de meninos fabricados em La Masia, a agora mítica divisão de base do clube catalão.
É quando começam as diferenças. Guardiola traria com ele um jogo ideológico, um modelo impossível de ser reproduzido por aqui em todos os seus detalhes a um ano e meio da Copa do Mundo só porque o treinador mais desejado do planeta assim deseja.
No Barça, por mais competente que seja o clube, e é, Pep tinha uma estrutura muito bem afinada, funcional, dos times da base à condução do grupo principal. E com cartolas que sabem o que estão fazendo.
Não se trata de uma forma de minimizar a importância do comandante catalão. Mas é preciso contextualizá-lo na CBF, imaginar como ele poderia funcionar num terreno, do ponto de vista das ideias, absolutamente desértico.
Afinal estamos falando de um jogo conceitual, no qual finalmente pode-se usar, sem medo de jogá-la ao vento, a palavra filosofia. Era o que o Barça tinha com Pep e continua mantendo com Tito Vilanova, mesmo com algumas diferenças no que diz respeito a Lionel Messi, mas essa é outra conversa.
O jogo ideológico de Guardiola exibe alguns pilares fundamentais, e ninguém é capaz de garantir que possam ser reproduzidos fora do Barcelona. Mas não custa tentar. Quem acompanha a coluna já sabe: posse de bola, passe, movimentação e infiltração até se chegar à finalização, nessa ordem.
Seleção é diferente de clube, a falta de tempo é um ativo importante. Por isso a queda de Mano Menezes pode significar avanço ou retrocesso. Justamente quando o treinador conseguia encontrar algumas luzes, como Paulinho e Ramires juntos, e a volta de Kaká para formar um time sem centroavante, o nome a ser escolhido preocupa. Pode ficar pior.
Dependendo da escolha, o debate sobre o estilo de jogo torna-se banal. Pois se tem uma coisa que não encanta Felipão, por exemplo, é esse joguinho "chato" do Barcelona.
Percebeu o perigo? Por que Guardiola? Porque é o mais impressionista dos treinadores de futebol. Trouxe cores e ideias para um futebol.

CBF modifica data para partida de Icasa x Oeste-SP


A partida do Icasa contra o Oeste-SP pelo titulo do Campeonato Brasileiro da Série C foi modificada. o primeiro jogo foi marcado para a próxma quarta (28), em Juazeiro do Norte. Já o segundo confronto ocorre no próximo sábado (1º), em Itáopolis, São Paulo.

Icasa derrotou Paysandu e garantiu vaga na final. Foto: Normando Soracles/Miseria
Segundo informações da Federação Cearense de Futebol (FCF), a data foi modificada em decorrência da Festa dos Destaques do Brasileirão, que ocorre na próxima segunda-feira (3), em São Paulo, onde o campeão recberá o troféu.
O Oeste foi o time que acabou com as esperanças do Fortaleza subir à Série B, nas quartas de final e empatou sem gols na partida contra o Chapecoense-SC, em Itáopolis.
Já o Icasa, mostrou garra e determinação vencendo o Paysandu por 2 a 1, em casa. O elenco alviverde enfrentou problemas de salários atrasados, e momentos antes do jogo, recebeu um mês de salário atrasado. Apesar dos conflitos, o Verdão do Cariri segue em busca do título.
Na próxima quarta-feira (28), a disputa ocorre no Estádio Romeirão, em Juazeiro do Norte, ás 21h30min. O duelo de volta, será realizado no Estádio Municipal dos Amaros,  em Itáopolis, ás 17  


Gringo no samba*


A temporada de especulação em torno do sucessor de Mano Menezes está aberta, pelo menos por mais alguns dias. A lista de candidatos domésticos é vasta – os nomes o torcedor conhece de cor e salteado e vão de Tite a Abel, de Muricy a Felipão. Até Luxemburgo retornou à berlinda. Opções boas, de gente conhecida, pratas da casa. Todos com conquistas relevantes nas respectivas carreiras.
No meio dos torpedos e da cravação de eleitos ao cargo, ressurgiu a sugestão de convidar um estrangeiro, mais precisamente o espanhol (ou catalão, à escolha do freguês) Pep Guardiola para a missão de levar o Brasil ao hexa em 2014. Ilustre representante da novíssima geração de treinadores, fez fama e fortuna na construção da exuberante armada do Barcelona. Sob o comando dele, Messi e fiéis escudeiros conquistaram nos últimos anos tudo o que se possa imaginar, de Campeonato Espanhol ao Mundial de Clubes. Com futebol requintado, de alta qualidade, irretocável.
Guardiola não se faz de rogado e avisou, de acordo com o Lance! deste sábado, que não pensaria duas vezes para aceitar eventual convite. O desafio de guiar a turma da amarelinha seria motivo suficiente para tirá-lo das férias que se autoconcedeu desde que largou o Barça, no meio do ano. Com atrevimento, teria acrescentado que ganharia a Copa.
Não duvido. Guardiola esbanjou competência na terra dele, com o mérito de harmonizar talentos no Barcelona e obter o melhor do grupo sob sua guarda. O mais interessante, com um estilo à brasileira, como ele mesmo sublinhou, um ano atrás, após a surra aplicada sobre o Santos, na final do torneio de clubes no Japão. Na época, candidamente admitiu que ainda garoto aprendera a amar o estilo canarinho. Ou seja, apenas copiou um método de atuar que nos era tão característico e que, no entanto, abandonamos. Viramos europeus, até que um europeu revelou que virara… brasileiro.
Um tempo atrás, a hipótese de um gringo orientar a seleção pentacampeã do mundo me faria corar de raiva. Reconheço que era atitude de nacionalismo extremado, autossuficiência provocada por história rica de craques e taças. Reação que não teria hoje. As fronteiras andam tão escancaradas no mundo da bola que nada mais surpreende. Alguém que esteja na Ucrânia pode sentir-se íntimo do Brasil, diante das facilidades tecnológicas para acompanhar o que rola por aqui. E vice-versa. Sem contar a peregrinação de jogadores para todo canto.
Guardiola não cairia de paraquedas, assim como Felipão não era nenhum ET quando aceitou a proposta para treinar Portugal. Lembra? Encontrou resistência entre colegas e jornalistas lusos. Com o tempo, e com os resultados, vingou na terrinha e por lá permaneceu por uma Eurocopa e um Mundial. Com bom retrospecto.
Por que não arriscar?

Marco do fracasso


Sempre houve tensão entre Andrés Sanchez e Marco Polo Del Nero. Sempre! Um é corintiano, outro palmeirense. Não que o Palmeiras para Marco Polo bata tão fortemente em seu coração quanto o Corinthians para Andrés Sanchez. Nem que Marco Polo, candidato à presidência do Palmeiras em 1989, tenha feito bem algum dia a seu clube.
Agora, faz mal à seleção! Inacreditável a história da demissão de Mano Menezes. Na quinta-feira, surgiu a história de que a guilhotina estava em curso. Recebi telefonema da redação da ESPN falando sobre o caso. Conversei com Mano na manhã seguinte. Ele não sabia de nada.
A irritação de Andrés Sanchez na entrevista coletiva da tarde de sexta também evidencia que a demissão partiu de Marin. E este é ordenado por Del Nero.
Ou por que razão a reunião aconteceria na Federação Paulista, não na CBF? Quando Ricardo Teixeira saiu, deixou a CBF loteada. As relações políticas eram atribuição de Marco Polo. As seleções ficavam com Andrés.
Os dois nunca se toleraram, mas se Marco Polo avançasse em direção às seleções, Andrés poderia revidar.
O jogo político dos clubes ele dominou, poderia propor a criação da liga, o avanço em direção à organização do campeonato.
E se Andrés fizesse isso, Marco Polo avançaria em direção às seleções. Por que Marco Polo rompeu a corda primeiro? Talvez por perceber que Andrés Sanchez está fragilizado no Corinthians e seu clube não lhe dá mais condições de comandar nada com os clubes. Talvez...
Quem paga o pato é a seleção. Das 19 campeãs do mundo, só cinco tiveram técnicos com menos de três anos de trabalho. Felipão é o nome de Marco Polo e foi um dos que conseguiram superar a adversidade da falta de tempo. Mas hoje, dois meses depois de ser demitido do Palmeiras por levá-lo à zona de rebaixamento, a situação é diferente.
O descaso de Marco Polo é tão grande com seu clube que nem sequer a cogitação de culpa de Felipão ele é capaz de fazer! Mas o descaso com a seleção é pior. Um fiasco em 2014 pode causar crise jamais vista no futebol brasileiro. Jamais! Nem depois da derrota de 1950.
A seleção não brilhava com Mano Menezes, é fato. Mas se ajeitava.
Reveja o jogo contra a Colômbia. Nem uma bola saiu da defesa com chute longo. Tudo pelo chão, todas as jogadas trabalhadas. A distância entre as linhas diminuiu. O Brasil jogava o futebol que se pratica entre as principais seleções. Os resultados oscilavam, em parte pela juventude excessiva, em parte porque é assim no mundo todo.
A Suécia venceu a Inglaterra e o Brasil ganhou da Suécia lá dentro. A Bélgica ganhou da Holanda, que ganhou da Romênia, que venceu a Bélgica. Diferente, só a Espanha.
Ou o Brasil. Porque aqui, quando o time ganha demais, o presidente da CBF muda.
Ou melhor, quem muda é o presidente da Federação Paulista.
Hoje, pelo menos você já sabe que a seleção brasileira subverterá a ordem. Quando um país perde a Copa do Mundo em casa, a culpa sempre é do técnico.
No Brasil, se ganhar, pode-se dividir o mérito, inclusive para o próximo técnico - talvez Felipão. Se perder, a culpa é do presidente da Federação Paulista de Futebol.

Parabéns óbvios a Vettel pelo tri. E parabéns sinceros a Alonso pelo muito que fez


Todos os elogios possíveis já estão sendo feitos ao fantástico Sebastian Vettel pelo tricampeonato mundial. O mais jovem em todos os tempos e apenas o terceiro piloto a alcançar três títulos consecutivos na história da Fórmula 1, repetindo mitos como Juan Manuel Fangio e Michael Schumacher. Qualquer linha a mais sobre o alemão de 25 anos será redundante em meios aos merecidíssimos elogios que chovem para ele.

Então vamos elogiar quem nem todo mundo reconhecerá nesse momento: Fernando Alonso. Em momento algum em toda a temporada o espanhol teve o melhor carro. Pelo contrário, havia, sempre, pelo menos dois, às vezes quatros, em alguns momentos seis superiores à sua Ferrari. Mesmo assim o asturiano liderou o campeonato por um bom tempo e lutou pelo título até a última volta. Em determinados momentos do GP Brasil levava a melhor. E perdeu por três pontinhos. 

Quantos pilotos em toda a história da F1 seriam capazes de tal feito? Seguir lutando, com chances reais, mesmo diante de tamanha desvantagem? Alonso conseguiu. Não me parece absurdo afirmar que para chegar ao tri basta a Ferrari lhe oferecer um carro capaz de pelo menos se igualar à concorrência. Não fosse por Fernando Alonso, o final da temporada não teria sido tão sensacional.

Todo respeito a esse campeão!


Fernando Alonso é festejado pela equipe após o vice: Ferrari lhe deve um carro
Alonso é festejado pela equipe após o vice: Ferrari lhe deve um carro

Tri mais jovem da história, Vettel comemora e diz que 2012 foi o ano mais difícil


Bernie Ecclestone, chefão da F-1, imita o gesto característico do tricampeão Sebastian Vettel
Bernie Ecclestone, chefão da F-1, imita o gesto característico do tricampeão Sebastian Vettel
Foi um domingo histórico na Fórmula 1, em especial para Sebastian Vettel. O alemão, em uma corrida tensa por conta das recorrentes intervenções da chuva, ficou na sexta posição e isso foi o suficiente para ele garantir o terceiro título da sua jovem carreira na categoria.

“Não imaginava isso passando por minha cabeça. Foi uma corrida incrível. Parece que aconteceu de tudo para ser mais difícil. Foi a temporada mais difícil. Vi as coisas ruins passando o tempo todo, então tive que me concentrar muito”, afirmou o alemão.
Logo após descer do carro como campeão, Sebastian Vettel foi comemorar o título com a equipe Red Bull perto da reta dos boxes. “Fomos ficando lentos em diversos momentos. Todo o fim de semana as pessoas, como vou dizer, disseram que a chuva nos tiraria do caminho certo. Provamos que a chuva não faz tanta diferença, podemos correr como seco. Agradeço todos da equipe, não sou mais importante do que ninguém, somos um time”, disse Vettel.
Reuters
Sebastian Vettel comemora a conquista do tricampeonato mundial de F-1 em Interlagos
Sebastian Vettel comemora a conquista do tricampeonato 
Com a taça garantida pela terceira vez na carreira (2010, 2011 e 2012), Sebastian Vettel iguala ninguém menos do que seu compatriota Michael Schumacher, que fez sua última corrida na categoria neste domingo, e o argentino Juan Manuel Fangio como os únicos da história da Fórmula 1 a vencerem três ou mais títulos em sequência. Fangio ganhou quatro consecutivos (1954, 55, 56, 57), enquanto Schumacher foi campeão em (2000, 2001, 2002, 2003 e 2004).
O tricampeonato também significa que Vettel igualou o número de títulos das lendas do automobilismo Jackie Stewart, Jack Brabham, Niki Lauda e os brasileiros Ayrton Senna e Nelson Piquet. No entanto, o alemão é o mais jovem tri da história da Fórmula um (25 anos), status que pertencia antes a Senna (31 anos quando conquistou o mundial pela terceira vez).

domingo, 25 de novembro de 2012

Brasileirão Série A

17h00 Botafogo 2x3 Atlético-MG
17h00 Palmeiras 1x2 Atlético-GO
17h00 Internacional 0x2 Portuguesa
17h00 Cruzeiro 2x1 Coritiba
17h00 Ponte Preta 0x0 São Paulo
17h00 Figueirense 2x4 Grêmio
17h00 Sport 1x1 Fluminense
17h00 Bahia 1x1 Náutico

Argentino


16h00 Lanús 0x0 Estudiantes

16h00 Tigre 2x0 Godoy Cruz

20h15 Boca Juniors 3x1 Racing Club
16h00 All Boys 0x2 Vélez Sarsfield


Português

14h00 Nacional da Madeira 1x0 Estoril
16h00 Acadêmica 2x2 Gil Vicente
18h15 Braga 0x2 Porto 
14h00 Vitoria de Setubel  3x5  Rio Ave 

Alemão

12h30 Freiburg 3x0 Stuttgart
14h30 Hoffenheim 1x2 Bayer Leverkusen
14h30 Augsburg 1x1 Borussia Mgladbach

Italiano

12h00 Atalanta 0x1 Genoa
12h00 Chievo Verona 0x0 Siena
12h00 Pescara 0x1 Roma
12h00 Sampdoria 1x0 Bologna
12h00 Torino 2x2 Fiorentina
17h45 Milan 1x0 Juventus

Inglês

11h30 Swansea City 0x0 Liverpool
13h00 Southampton 2x0 Newcastle United
14h00 Chelsea 0x0 Manchester City
14h00 Tottenham 3x1 West Ham

Francês

11h00 Montpellier 1x0 Bordeaux
14h00 Toulouse 3x0 Lyon
18h00 Olympique 1x0 Lille

Espanhol

09h00 Espanyol 0x2 Getafe
14h00 Athletic Bilbao 1x1 La Coruña
16h00 Atlético de Madri 4x0 Sevilla
18h00 Levante 0x4 Barcelona

sábado, 24 de novembro de 2012

Argentino

18h00 Independiente 2 x 2 River Plate
 18h00 Unión 2 x 2 Newells Old Boys 
20h15  San Martin - Sj  1x1 Belgrano 
22h30 Agentino Junior  1x2  san Lorenzo   

Brasileirão Série A

19h30 Vasco 1x1 Flamengo
19h30 Corinthians 1x1 Santos

Português


18h30 Benfica 2x0 Olhanense

Italiano

17h45 Palermo3x1 Catania

Francês

17h00 Bastia 2x1 Lorient
17h00 Nancy 1x1 Ajaccio
17h00 PSG 4x0 Troyes
17h00 Reims 0x0 Brest
17h00 Rennes 0x1 Evian
17h00 Sochaux 0x1 Nice

Brasileirão Série B

16h20 Goiás 2x1 Joinville
16h20 Avaí 1x1 Criciúma
16h20 Guarani 1x2 São Caetano
16h20 Guaratinguetá 2x1 Grêmio Barueri
16h20 Vitória 1x1 Ceará
16h20 Atlético-PR 1x1 Paraná Clube
16h20 ABC 2x2 América-RN
16h20 Bragantino 3x0 Boa Esporte Clube
16h20 ASA 2x4 CRB

Espanhol

13h00 Rayo Vallecano 2x0 Mallorca
15h00 Valladolid 1x0 Granada-ESP
17h00 Málaga 4x0 Valencia
19h00 Betis 1x0 Real Madrid

Alemão

12h30 Bayern de Munique 5x0 Hannover 96
12h30 Schalke 04 1x1 Eintracht Frankfurt
12h30 Wolfsburg 1x1 Werder Bremen
12h30 Mainz 05 1x2 Borussia Dortmund
12h30 Greuther Fürth 0x0 Nuremberg

Inglês

10h30 Sunderland 2x4 West Bromwich Albion
13h00 Everton 1x1 Norwich
13h00 Manchester United 3x1 QPR
13h00 Stoke City 1x0 Fulham
13h00 Wigan 3x2 Reading
15h30 Aston Villa 0x0 Arsenal

Superliga masculina começa equilibrada e com seis candidatos a título; veja as novidades


A Superliga masculina de vôlei começa neste sábado promete uma disputa acirrada pelo título. Pelo menos seis das 12 equipes que participarão do torneio começam o campeonato com chances de chegar às finais. Por isso, o Sada Cruzeiro, atual campeão, não terá vida fácil se quiser conquistar o bicampeonato em 2013.

Mas, no time mineiro, pelo menos a fórmula que levou ao título da Superliga 2011/2012 foi mantida, e o clube chega com a mesma força para disputar a competição nesta temporada. O oposto Wallace e o levantador William, principais nomes do Sada Cruzeiro, foram mantidos e a reformulação na equipe foi bem pequena.

Para fazer frente ao time celeste, pelo menos outras cinco equipes aparecem com bastante força para a competição nacional. A principal delas é o Sesi, campeão paulista, que conta com o técnico Giovane Gávio, com o ponteiro Murilo e agora com o oposto Lorena, ex-Vôlei Futuro, como principal contratação após a última Superliga.

O RJX, time patrocinado por Eike Batista, trouxe o reforço de Bruninho nesta temporada e também promete dar trabalho na Superliga. O Medley/Campinas, que surgiu como potência no vôlei paulista e foi vice-campeão nos últimos dois estaduais, terá a experiência de André Heller e do oposto Rivaldo, que veio da Cimed, para buscar uma melhor colocação no nacional neste ano.

O tradicional Minas é outro que sempre está chegando nas semifinais da Superliga e conta com a habilidade e experiência do levantador Marcelinho para ir mais longe nesta temporada. Por último, outro candidato a título é o Vôlei Futuro, que bateu na trave em 2011/2012, e tem o levantador Ricardinho como principal destaque. Ainda assim, o time de Araçatuba perdeu a força de Lorena e precisará encaixar novamente o time com os reforços contratados. 



smithFundação: 2006
Títulos da Superliga: 1 (2011/2012)
Ginásio: Maestro Silvério Faustino
Técnico: Marcelo Rodolfo Mendez
Reforços de peso: Yonady Leal Hidalgo (ponteiro, Cuba); Tulio (ponteiro, ex-São Bernardo)
Deixará saudades: Lucas Loh (ponteiro, foi para o Minas)
O cara: Wallace (oposto)
Histórico em 2012: Campeão da Superliga, vice-campeão do Mundial de Clubes, campeão mineiro




smithFundação: 2009
Títulos da Superliga: 1 (2010/2011)
Ginásio: Sesi Vila Leopoldina
Técnico: Giovane Gávio
Reforços de peso: Lorena (oposto, ex-Vôlei Futuro), Éder (meio-de-rede, ex-Cimed), Mão (ponteiro, ex-Medley Campinas)
Deixará saudades: Juninho (ponteiro, foi para o UFJF)
Destaque: Murilo (ponteiro)
Histórico em 2012: 5° lugar na Superliga, campeão paulista




smithFundação: 2002
Títulos da Superliga: Nenhum (melhor colocação foi o vice-campeonato em 2011/2012)
Ginásio: Plácido Rocha
Técnico: Cézar Douglas
Reforços de peso: Polaco (ex-Minas), Bruno Temponi(ex-Minas), Guilherme Hage(ex-UFJF)
Deixará saudades: Lorena (oposto, foi para o Sesi)
O cara: Ricardinho (levantador)
Histórico em 2012: Vice-campeão da Superliga, 3° lugar no Paulista




smithFundação: 2005
Títulos da Superliga: 4 (2005/2006, 2007/2008, 2008/2009 e 2009/2010)
Ginásio: Saul Oliveira (Capoeirão)
Técnico: Douglas Chiarotti
Reforço de peso: Dirceu (ponteiro, ex-Volley Amriswil, da Suíça), Thiago Gelinski (levantador, ex-BOLIVAR), Renato Felizardo (meio-de-rede, ex-Sada Cruzeiro)
Deixará saudades: Bruninho (levantador, foi para o RJX)
O cara: Renato Felizardo (meio-de-rede)
Histórico em 2012: 6° lugar na Superliga,  campeão catarinense



smithFundação: 1937
Títulos da Superliga: 4 (1999/2000, 2000/2001, 2001/2002 e 2006/2007)
Ginásio: Arena Vivo
Técnico: Marcelo Ricardo
Reforços de peso: Lucas Loh (ex-Sada Cruzeiro), Rodrigo Quiroga (ex-Fenerbahce)
Deixará saudades: Polaco (líbero, foi para o Vôlei Futuro)
O cara: Marcelinho (levantador)
Histórico em 2012: 3°lugar na Superliga, vice-campeão mineiro




smithFundação: 2010
Títulos da Superliga: Nenhum (melhor colocação - 6° lugar em 2011/2012)
Ginásio: Taquaral
Técnico: Marcos Pacheco
Reforços de peso: Rivaldo (oposto, ex-Cimed), Renato (ponteiro, ex-Cimed), Alan (líbero, ex-Medley Campinas)
Deixará saudades: Mão (ponteiro, foi para o Sesi)
O cara: André Heller (meio-de-rede)
Histórico em 2012: 6° lugar na Superliga, vice-campeão paulista




smithFundação: 2011
Títulos da Superliga: Nenhum (ficou em 4° na única edição que participou)
Ginásio: Maracanãzinho
Técnico: Marcos Miranda
Reforços de peso: Bruninho (levantador, ex-Cimed), Mario Jr (líbero, ex-Vôlei Futuro)
Deixará saudades: Alan (líbero, foi para o Medley Campinas)
O cara: Bruninho (levantador)
Histórico em 2012: 4° lugar na Superliga, campeão carioca




smithFundação: 2009
Títulos da Superliga: Nenhum (melhor colocação foi 7° lugar em 2011/2012)
Ginásio: Adib Moisés Dib
Técnico: Rubinho
Reforços de peso: Joel (oposto, ex-Sarmiento), Ricardo Alexandre(ponteiro, ex-Climed/Atibaia)
Deixará saudades: Tulio (ponteiro, ex-São Bernardo)
O cara: Renan (oposto)
Histórico em 2012: 8° lugar na Superliga, 4° lugar no Paulista




smithFundação: 2009
Títulos da Superliga: Nenhum
Ginásio: Ginásio Poliesportivo Gal. Euclydes Figueiredo
Técnico: Alessandro Fadul
Reforço de peso: Vinícius (ponteiro, ex-RJX), Leozão (oposto, ex-Vôlei Futuro)
Deixará saudades: Sérgio (ponteiro, ex-Volta Redonda)
O cara: Ezinho (ponteiro)
Histórico em 2012: 9° lugar da Superliga, vice-campeão do Carioca




smithFundação: 2008
Títulos da Superliga: Nenhum (ficou em penúltimo em 2011/2012)
Ginásio: UFJF
Técnico: MauríCaporal(líbero, ex-UFJF)cio Gattás Bara Filho
Reforços de peso: Lucão (meio-de-rede, ex-Sada Cruzeiro), Aureliano (ponteiro, ex-Volta Redonda), Robinho (meio-de-rede, ex-Medley Campinas)
Deixará saudades: Caporal(líbero, ex-UFJF)
O cara: Aureliano (meio-de-rede)
Histórico em 2012: 11° lugar na Superliga




smithFundação: 2011
Títulos da Superliga: Nenhum (conquistou a Superliga B em 2011/2012)
Ginásio: TD Garden
Técnico: La Salle
Reforços de peso: Gustavo (meio-de-rede, ex-Cimed), Rafinha (levantador, ex-São Bernardo), Dentinho (ponteiro, ex-Vôlei Futuro)
Deixará saudades: Quaresma (levantador, foi para o Super Imperatriz Vôlei)
O cara: Gustavo (meio-de-rede)
Histórico em 2012: Campeão da Superliga B, campeão gaúcho




smithFundação: 2011
Títulos da Superliga: Nenhum (estreará na competição em 2012/2013)
Ginásio: Juca Moreira (Pindamonhangaba)
Técnico: João Marcondes
Reforço de peso: Digão (ponteiro, ex-UFJF), Serginho (ponteiro, ex-Volta Redonda), Tiago Brendle (líbero, ex-Vôlei Futuro)
O cara: Digão (ponteiro)
Histórico em 2012: vice-campeão da Superliga B, 5° lugar no Paulista

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Brasileirão Série B

21h00 América-MG 3x1 Ipatinga-MG

Brasileirão Série C

19h00 Oeste 0x0 Chapecoense

Espanhol

18h30 Real Sociedad 0x0 Osasuna

Português

18h15 Beira-Mar 2x2 Vitória de Guimarães

Francês

17h45 Saint-Etienne 1x0 Valenciennes

Alemão

17h30 Fortuna Düsseldorf 2x0 Hamburgo

A incrível e inacreditável história da demissão de Mano Menezes

Toca o celular às 16h, mais ou menos, na quinta-feira. André Plihal informa que o boato na Argentina era forte. Que Mano Menezes poderia ser demitido a qualquer momento. Era preciso checar e eu poderia ajudar. Tento o telefone do Mano, que a esta altura já estava no Brasil. E... Nada! Telefono então para seu procurador, que não sabe de nada, também.

Sexta-feira pela manhã, tento de novo. Perto das 11h, ele telefona. Falo do boato...
Mano diz que não há nada. A Folha de S. Paulo publicou hoje que a saída repentina do estádio do presidente da CBF, José Maria Marin, teria causado mal estar. "Eu lá vou me meter na agenda do presidente? Houve boato de que briguei com o Andrés e não é verdade."

O boato da quinta dava conta de que Mano Menezes já teria recebido a informação de que o gato havia subido no telhado. Essa parte,ao menos, estava desmentida. Mano não sabia de nada.

O que aumenta o tamanho da sacanagem!
Não sou do tipo que acha que onde há fumaça há fogo. Às vezes não há. Vários boatos já foram desmentidos. Tite seria demitido do Corinthians ano passado. Ficou e foi campeão da Libertadores.
Mas quando o boato existe, o alvo do boato não sabe de nada e o boato se confirma, então há sacanagem da grossa. É fogo!

Daqui para a frente, é opinião. Nenhum técnico brasileiro, hoje, fará a seleção jogar um futebol tão brasileiro quanto Mano vinha conseguindo fazer. Bola saindo pelo chão, chegando à frente com toque, as linhas se afinando, aproximando-se, o time compacto. Era um time brasileiro e atual ao mesmo tempo.
Como Mano fez, só Tite é capaz.
Nem Felipão, nem Muricy.

E isso mosstra o absurdo da decisão, da demissão.
Quando o time começa a se afinar, vem a guilhotina.
Amadorismo total de Marin, Andrés e Marco Polo Del Nero. Os três juntos, por mais que seja possível, em breve, definir o papel de cada um dos vilões.

Se Andrés continua na seleção, o técnico é o atual do Corinthians. Acho eu. Aqui não há informação.
No fundo, nem na hora do almoço havia.
Porque nem Mano Menezes tinha condição de dizer que estava caindo.
E estava!

Mano era, disparado, o melhor técnico para a seleção


Mano Menezes caiu. Ou melhor: foi derrubado - e isso no melhor momento dele como técnico da seleção brasileira. A questão, claro, extrapola o campo, o resultado, o trabalho.

A nova cúpula da CBF (e nisso incluo também Marco Polo Del Nero, presidente da Federação Paulista) nunca foi simpática ao staff deixado pelo antecessor Ricardo Teixeira. Andrés Sanchez, como diretor de seleções, e, consequentemente, seu 'homem de confiança', Mano Menezes.

O trabalho de Mano à frente da seleção não foi fácil. Encarou uma entressafra das bravas, apostou tudo na única referência técnica do futebol brasileiro hoje, o garoto (e bota garoto nisso) Neymar.

No primeiro ano de trabalho, Mano enfrentou e apanhou das principais seleções do mundo. No segundo ano, contra adversários mais frágeis, saiu-se beeeem melhor. Mas perdeu, de forma vexatória, a inédita medalha de ouro na Olimpíada de Londres.

Mano não caiu depois da Olimpíada. E foi justamente depois da medalha de prata que ele encontrou uma formação mais confiável, com Kaká ao lado de Neymar e Oscar, sem um centroavante de referência. Era a semente de um time promissor.

Mas derrubaram Mano, no momento mais impróprio para isso. Não sou exatamente um fã de Mano Menezes. Suas palavras medidas, sua postura, suas convocações por vezes estranhas, sua ligação com o empresário Carlos Leite.

Só que uma coisa é fato: nenhum técnico brasileiro tem mais condições de dirigir a seleção do que Mano Menezes. Pelos dois anos de trabalho, pelo time-base enfim encontrado, pelo repertório tático, pelos estudos...

Os demais técnicos de ponta do país não chegam aos pés de Mano Menezes hoje. Luiz Felipe Scolari, principal favorito agora, não faz um bom trabalho há anos. Vanderlei Luxemburgo esboça uma reação no Grêmio. Muricy Ramalho vive momento de estagnação no Santos. E Tite, que vive ótimo momento, não me parece pronto ainda.

E para você? Existe alguém mais capacitado do que Mano Menezes para dirigir a seleção?

Com Zé Roberto de volta, Superliga feminina tem 'novatos' desafiando supremacia de Osasco e Rio de Janeiro


A Superliga feminina começa nesta sexta-feira prometendo grandes emoções. Se nos últimos oito anos, todas as finais da maior competição de vôlei do país repetiram o mesmo clássico duelo entre Osasco (Sollys/Nestlé) e Rio de Janeiro (Unilever), nesta temporada pelo menos outros dois gigantes farão de tudo para impedir outra decisão entre as duas equipes mais vitoriosas do torneio. Os recém-formados Sesi (que surgiu em 2011) e Campinas (Vôlei Amil, que surgiu em 2012) são as forças que 'correm por fora' nesta Superliga e podem até mesmo surpreender os maiores campeões.

Em seu segundo ano de existência, o Sesi contratou grandes reforços e, depois de ter tido uma certa decepção no Paulista - perdeu a semifinal para o Vôlei Amil -, promete não fazer feio no torneio nacional. A bicampeã olímpica Fabiana, que estava no Fenerbahce é o principal reforço da equipe, que também contratou a oposta Tandara, ex-Sollys/Nestlé. As duas, junto com Sassá e Dani Lins, outros grandes nomes do clube, deverão dar trabalho na Superliga 2012/2013.

O Vôlei Amil é a grande promessa que, pelas estrelas que tem, já pode ser considerado uma real potência no vôlei brasileiro. Formado em 2012 também com a iniciativa do técnico tricampeão olímpico, José Roberto Guimarães, a equipe de Campinas já conquistou a torcida local e mostrou grande força jogando em casa no Campeonato Paulista. Vice-campeão do estadual - o clube perdeu o título justamente para o Sollys/Nestlé, atual campeão também da Superliga -, o Amil ainda conta com a habilidade da levantadora Fernandinha, a experiência da central Walewska, e a potência de ataque da ponteira Priscila Daroit e da oposta cubana Daymi Ramirez, para fazer frente aos gigantes desta Superliga.

Como um dos grandes favoritos ao título, como sempre, aparece a Unilever, maior campeã da competição nacional com sete títulos até agora. E se a equipe do técnico Bernardinho 'aposentou' a levantadora Fernanda Venturini na última temporada, para esta o time conseguiu substituí-la com um nome do mesmo nível. Aos 42 anos, Fofão será responsável por distribuir o jogo da Unilever e, como opções para o ataque, também estará bem servida. A ponteira americana Logan Tom, medalha de prata em Londres é uma delas, junto com outra estrangeira: Sarah Pavan, a oposta canadense que terá a difícil missão de substituir Sheilla. Para tornar o time do Rio de Janeiro ainda mais 'atrativo', a meio-de-rede Luciane Escouto, a miss do Vôlei, também foi contratada para compor a equipe na temporada. Com tudo isso, o atual vice-campeão chega com força para 'se vingar' do rival de Osasco na Superliga e ficar com o título em 2013.

Mas não há como negar que o grande favorito nesta Superliga é o atual campeão, Sollys/Nestlé. Com nada menos do que cinco campeãs olímpicas em quadra, a equipe de Osasco chega para esta temporada motivada com uma série invicta que dura desde janeiro e com as recentes conquistas do Mundial de Clubes e do Paulista. Se perdeu sua melhor atacante de 2011/2012, com a saída da oposta Destinee Hooker, o Osasco ainda soube achar uma substituta que não deixa nada a desejar para a americana. Sheilla Castro foi a principal contratação do Sollys/Nestlé e já liderou a equipe nos dois últimos títulos disputados, juntamente com a ponteira Fernanda Garay, outra 'estrela' do time paulista. Além delas, as 'tradicionais' Jaqueline, Thaísa, Adenízia e Camila Brait completam o elenco que tem sido imbatível no vôlei nacional e mundial e que promete brigar com unhas e dentes para se manter no topo também na Superliga.

Assim, a maior competição nacional de vôlei do Brasil está para começar mais forte do que nunca. Apesar de ter duas equipes a menos com relação a temporada passada, a Superliga 2012/2013 tem os principais nomes do vôlei mundial e promete grandes jogos a partir desta sexta-feira.




smithFundação: 1993
Títulos da Superliga: 5 (2002/2003, 2003/2004, 2004/2005, 2009/2010, 2011/2012)
Ginásio: José Liberatti, em Osasco
Técnico: Luizomar de Moura
Reforços de peso: Fernanda Garay (ponteira, ex-Vôlei Futuro) e Sheilla (oposta, ex-Unilever)
Deixará saudades: Destiny Hooker (oposta, foi para o Dínamo Krasnodar)
Destaque: Sheilla (oposta)
Histórico da Sollys/Nestlé em 2012: Campeão da Superliga, campeão sul-americano, campeão do Mundial de Clubes e campeão paulista




smithFundação: 2003 (com este nome)
Títulos da Superliga: 7 (97/98, 99/00, 05/06, 06/07, 07/08, 08/09 e 10/11)
Ginásio: Maracanãzinho
Técnico: Bernardinho
Reforços de peso: Fofão (levantadora, estava aposentada), Logan Tom (ponteira, ex-Fenerbahce), Sarah Pavan (oposta, ex-Villa Cortese, da Itália)
Deixará saudades: Sheilla (oposta, foi para o Sollys/Nestlé)
Destaque: Fofão (levantadora)
Histórico da Unilever em 2012: Vice-campeão da Superliga, campeão carioca



smithFundação: 1937
Títulos da Superliga: 1 (2001/2002)
Ginásio: Arena Vivo
Técnico: Jarbas Soares
Reforços de peso: Lia (oposta, ex-São Bernardo) Thaisinha (ponteira, ex-Mackenzie)
Deixará saudades: Daymi Ramírez (oposta, foi para o Vôlei Amil)
Destaque: Lia (oposta)
Histórico do Minas em 2012: 3° lugar na Superliga



smithFundação: 2011
Títulos da Superliga: Só disputou uma edição e ficou em quinto
Ginásio: General Marcelo de Castro Leite (Sesi Vila Leopoldina)
Técnico: Talmo de Oliveira
Reforços de peso: Fabiana (meio-de-rede, ex-Fenerbahce); Tandara (oposta, ex-Sollys); Bia (meio-de-rede, ex-Sollys)
Deixará saudades: Soninha (ponteira, foi para o Vôlei Amil)
Destaque: Fabiana (meio-de-rede)
Histórico em 2012: 5° lugar na Superliga, e 4° lugar no Paulista



smithFundação: 1935
Títulos da Superliga: Nenhum em cinco participações
Ginásio: Praia Clube
Técnico: Spence Lee
Reforços de peso: Herrera (ponteira, ex-Minas); Danielle Scott (meio-de-rede, ex-São Bernardo)
Deixará saudades: Suelle (ponteira, foi para o Sesi)
Destaque: Herrera (ponteira)
Histórico em 2012: 6° lugar na Superliga



smithFundação: 1998
Títulos da Superliga: Nenhum em cinco participações
Ginásio: TD Garden
Técnico: Ginásio Paulo Cheidde ("Baetão")
Reforços de peso: Renatinha (oposta, ex-Baki Baku, do Azerbaijão); Viviane Dias (ponteira, ex-Vôlei Futuro); Ana Cristina (levantadora, ex-Vôlei Futuro)
Deixará saudades: Lia (oposta, foi para o Minas)
Destaque: Renatinha (oposta)
Histórico em 2012: 8° lugar na Superliga e 6° lugar no Paulista


smithFundação: 1899
Títulos da NBA: Nenhum, em 19 participações
Ginásio: Ginásio Poliesportivo Henrique Villaboim
Técnico: Wagão
Reforços de peso: Ciça (oposta, ex-São Bernardo); Lara (ex-Mackenzie); Carol (meio-de-rede, ex-Unilever)
Deixará saudades: Edneia (meio-de-rede, foi para o São Bernardo)
Destaque: Andreia (ponteira)
Histórico em 2012: 9° lugar na Superliga; 3° lugar no Paulista



smithFundação: 1960
Títulos da Superliga: Nenhum, em duas participações
Ginásio: Artenir Werner
Técnico: Rogério Portela
Reforços de peso: Camila Paracatú (meio-de-rede, ex-Praia Clube); Ju Odilon (ponteira, ex-Vôlei Futuro)
Destaque: Elis (ponteira)
Histórico em 2012: 10° lugar na Superliga


smithFundação: 1914
Títulos da Superliga: Nenhum, em 19 participações
Ginásio: Milton Feijão
Técnico: Hairton Cabral
Reforços de peso: Carol Leite (levantadora, ex-Pinheiros), Aline Santos (meio-de-rede, ex-São Bernardo); Natiele (ponteira, ex-Macaé)
Deixará saudades: Macris (levantadora, foi para o Pinheiros)
Destaque: Carol Leite (levantadora)
Histórico em 2012: 12° lugar na Superliga e 7° lugar no Paulista



smithFundação: 2012
Títulos da Superliga: Nenhum, será a primeira participação da equipe
Ginásio: Arena Amil
Técnico: José Roberto Guimarães
Reforços de peso: Priscila Daroit (ponteira, ex-Mackenzie), Fernandinha (levantadora, ex-Igtisadchi Baku, do Azerbaijão), Walewska (meio-de-rede, ex-Vôlei Futuro), Daymi Ramirez(oposta, ex-Minas)
Destaque: Fernandinha (levantadora)