22h00 3 Argentina 2x1 Brasil 4
Falamos campeonatos das séries A B C D campeonatos internacionais todos Português todos os resultados do Paulista da segunda divisão e ainda Futebol Internacional como Futebol Inglês Espanhol Italiano Portugal e o Argentino e campeonatos Importantes falaremos do Regional do Rio Grande do Norte do Cearense do Pernambucano e do Carioca e falamos da copa do nordeste
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
Sete transmissões ao vivo na semana 12 da NFL
A maratona da bola oval nos canais ESPN nesta semana terá nada mais nada menos que sete transmissões ao vivo a partir de amanhã. Anote e programe-se!
quinta, 22
15:30 - DETROIT LIONS X HOUSTON TEXANS - ESPN+/WatchESPN ao vivo
19:00 - DALLAS COWBOYS X WASHINGTON REDSKINS - ESPN+/WatchESPN ao vivo
23:00 - NEW YORK JETS X NEW ENGLAND PATRIOTS - ESPN/ESPN+/WatchESPN ao vivo
domingo, 25
16:00 - TAMPA BAY BUCCANEERS X ATLANTA FALCONS - ESPN+/WatchESPN ao vivo (em andamento na ESPN às 18:00)
19:25 - NEW ORLEANS SAINTS X SAN FRANCISCO 49ERS - ESPN/ESPN+/WatchESPN ao vivo
23:15 - NEW YORK GIANTS X GREEN BAY PACKERS - ESPN/ESPN+/WatchESPN ao vivo
segunda, 26
23:00 - SEMANA NFL
23:30 - PHILADELPHIA EAGLES X CAROLINA PANTHERS - ESPN/ESPN+/WatchESPN ao vivo
Liga dos Campeões
| 14h00 Zenit 2x2 Málaga |
| 16h45 Porto 3x0 Dinamo Zagreb |
| 16h45 Dynamo de Kiev 0x2 PSG |
| 16h45 Arsenal 2x0 Montpellier |
| 16h45 Schalke 04 1x0 Olympiacos |
| 16h45 Anderlecht 1x3 Milan |
| 16h45 Ajax 1x4 Borussia Dortmund |
| 16h45 Manchester City 1x1 Real Madrid |
terça-feira, 20 de novembro de 2012
Liga dos Campeões
| 15h00 Spartak Moscow 0x3 Barcelona |
| 16h45 Nordsjælland 2x5 Shakhtar Donetsk |
| 16h45 Juventus 3x0 Chelsea |
| 15h00 BATE Borisov 0x2 Lille |
| 16h45 Valencia 1x1 Bayern de Munique |
| 16h45 Benfica 2x1 Celtic |
| 16h45 Galatasaray 1x0 Manchester United |
| 16h45 Cluj 3x1 Braga |
Diego, 9 anos, com o fardamento palestrino no pior dos dias. Uma lição para muitos adultos
Não, um cotejo como o de domingo entre Flamengo e Palmeiras não pode ser definido como "apenas" um jogo de futebol. E sendo muito sincero, não me conformo quando alguém utiliza tal advérbio para definir o 11 contra 11. Confronto que tem entre aqueles que controlam e chutam a pelota a paixão das pessoas, o interesse, a dedicação, a emoção, a alegria, o sofrimento de quem ama um clube. Jogo de futebol nunca será "apenas" um jogo de futebol.
Jogo de futebol está mais para uma "guerra santa" que coloca em disputa muito mais do que os incapazes de amar uma camisa podem imaginar. O nosso esporte é, antes de tudo, paixão visceral, maluca, inconsciente, avassaladora, intensa. Uma sensação maravilhosa, verdadeira. É amor incondicional, puro, limpo, desinteressado. Nem todos entendem isso. Nem todos já sentiram isso.
Lamento por quem jamais teve o coração apertado enquanto a bola rola e acho graça quando se atrevem a analisar o que está acima de sua fria compreensão. Como se a relação torcedor-clube fosse algo parecido com o que acontece entre acionistas e uma empresa, políticos e um partido, um produto e seus consumidores. Não, o torcedor não consome o que é, em tese, melhor. Ele só quer consumir o motivo de sua paixão.
Há quem tire proveito dessa relação ilógica. Sim, existem aqueles que exploram a paixão aguda do torcedor por uma camisa. São os cretinos que vendem a ilusão. E quando iludem só o conseguem graças à cegueira provocada pelo amor do torcedor por seu time, paixão que leva ao otimismo demasiado, algo que beira, ou atinge, o desvairo. Então vêm a amargura, o sofrimento a angustia.
Sensações ruins, que machucam, ferem profundamente. Mas nunca a ponto de aniquilar o sentimento verdadeiro do torcedor pelo clube. Ele jamais mudará. Esse cara sequer cogitará tal possibilidade. Pessoas assim reagem de diferentes maneiras à dor profunda diante das grandes derrotas. Mas reagem, sempre. E continuarão apaixonadas pela mesma camisa, pelas mesmas cores, com a mesma fé. Talvez com fé ainda maior.
O dia da forra, da glória, da redenção, sempre existirá. Mesmo que demore, ele virá. E nisso que essa gente acredita. Gente como Diego, de "apenas" 9 anos e que na manhã de 19 de novembro de 2012, pouco mais de 12 horas após o segundo rebaixamento do Palmeiras à segunda divisão, jogava bola no parque exibindo, com orgulho, o fardamento palestrino. Perguntei à tia do menino o que o fez sair de casa vestindo a camisa verde. "Ele fez questão", respondeu. Parabenizei o garoto. Creio que ele não entendeu o porquê de meu entusiasmo. Um dia entenderá.
Danem-se os panacas que o ironizaram. Sua paixão, pura e desinteressada, é muito maior. O menino que não viu o rebaixamento de 2002, afinal, sequer havia nascido, já sabe muito bem que o uniforme do seu clube deve ser vestido em quaisquer cirscunstâncias. E jamais haverá jogo bonito de um Barcelona qualquer que o fará sentir algo diferente. Obrigado, Diego. Crianças como você jamais deixarão o futebol morrer. E boa sorte, Palmeiras.
Jogo de futebol está mais para uma "guerra santa" que coloca em disputa muito mais do que os incapazes de amar uma camisa podem imaginar. O nosso esporte é, antes de tudo, paixão visceral, maluca, inconsciente, avassaladora, intensa. Uma sensação maravilhosa, verdadeira. É amor incondicional, puro, limpo, desinteressado. Nem todos entendem isso. Nem todos já sentiram isso.
Lamento por quem jamais teve o coração apertado enquanto a bola rola e acho graça quando se atrevem a analisar o que está acima de sua fria compreensão. Como se a relação torcedor-clube fosse algo parecido com o que acontece entre acionistas e uma empresa, políticos e um partido, um produto e seus consumidores. Não, o torcedor não consome o que é, em tese, melhor. Ele só quer consumir o motivo de sua paixão.
Há quem tire proveito dessa relação ilógica. Sim, existem aqueles que exploram a paixão aguda do torcedor por uma camisa. São os cretinos que vendem a ilusão. E quando iludem só o conseguem graças à cegueira provocada pelo amor do torcedor por seu time, paixão que leva ao otimismo demasiado, algo que beira, ou atinge, o desvairo. Então vêm a amargura, o sofrimento a angustia.
Sensações ruins, que machucam, ferem profundamente. Mas nunca a ponto de aniquilar o sentimento verdadeiro do torcedor pelo clube. Ele jamais mudará. Esse cara sequer cogitará tal possibilidade. Pessoas assim reagem de diferentes maneiras à dor profunda diante das grandes derrotas. Mas reagem, sempre. E continuarão apaixonadas pela mesma camisa, pelas mesmas cores, com a mesma fé. Talvez com fé ainda maior.
O dia da forra, da glória, da redenção, sempre existirá. Mesmo que demore, ele virá. E nisso que essa gente acredita. Gente como Diego, de "apenas" 9 anos e que na manhã de 19 de novembro de 2012, pouco mais de 12 horas após o segundo rebaixamento do Palmeiras à segunda divisão, jogava bola no parque exibindo, com orgulho, o fardamento palestrino. Perguntei à tia do menino o que o fez sair de casa vestindo a camisa verde. "Ele fez questão", respondeu. Parabenizei o garoto. Creio que ele não entendeu o porquê de meu entusiasmo. Um dia entenderá.
Danem-se os panacas que o ironizaram. Sua paixão, pura e desinteressada, é muito maior. O menino que não viu o rebaixamento de 2002, afinal, sequer havia nascido, já sabe muito bem que o uniforme do seu clube deve ser vestido em quaisquer cirscunstâncias. E jamais haverá jogo bonito de um Barcelona qualquer que o fará sentir algo diferente. Obrigado, Diego. Crianças como você jamais deixarão o futebol morrer. E boa sorte, Palmeiras.
Fotos de Mauro Cezar Pereira
Diego, torcedor do Palmeiras, 9 anos de idade, vestiu a...
...camisa alviverde na manhã seguinte ao rebaixamento...
...pouco se importando com as prováveis gozações...
..de torcedores dos clubes rivais daquele que escolheu.
Lição do menino para adultos que desejam abandonar o clube
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
Argentino
| 18h10 Belgrano 0x2 Lanús |
| 20h15 Racing Club 4x0 Quilmes |
| 22h30 River Plate 0x0 Argentinos Juniors |
Na alegria e na tristeza, na saúde e na doença..
Que me desculpem os traidores, mas guardo ainda na memória um canto dos torcedores da Mancha Verde, nos anos 80. Gritavam assim, a cada derrota: "E perde uma, e perde mil, sou palmeirense até na... " Bem, não convém completar a frase.
Há vários tipos de palmeirenses. Os italianos, pernambucanos, os portugueses, alagoanos, gaúchos, paulistanos... Há os que se tornaram torcedores vencendo, os que se sentaram nas arquibancadas chorando. E há os que conviveram com as duas fases.
Os que cantavam perde uma, perde mil nos anos 80, também ganharam uma, ganharam mil, nos anos 90. E nunca, jamais vestiram uma camisa de outra cor.
Um dos riscos que o Palmeiras corre está estampado no texto de Clóvis Rossi na Folha de S. Paulo desta segunda-feira.
Rossi é sempre genial. Mesmo quando não se concorda com o conteúdo de seu texto, como eu, no caso de hoje.
O risco estampado é o do futebol globalizado diminuir o tamanho dos clubes que não percebem a nova realidade. Não de um homem de 60 e poucos anos torcer pelo representante do futebol mais belo, mas o de garotos de 10, 12, 14 anos se apaixonarem à distância pelo Barça, Real Madrid, Milan, Manchester United em detrimento dos clubes brasileiros. Esse processo está em curso.
Exatamente por isso é que os clubes brasileiros em geral, e o Palmeiras em particular, precisa chamar para dentro de si as principais cabeças que possuem. Há anos, o Palmeiras é administrado dentro dos muros da rua Turiaçu. Algumas boas cabeças que não frequentam o clube passaram pela administração. Belluzzo foi presidente, Paulo Nobre foi vice. Os que raras vezes entram nos muros do clube costumam achar que lá dentro não há cabeças suficientes. Há.
Os italianos entendem o clube como um pedaço da Itália.
Os não italianos se incomodam algumas vezes com o excesso de referências ao país de origem.
Pois o Palmeiras tem uma saída. Uma só. Ser o clube de todos e de tudo. Ser administrado pela boas cabeças de dentro, chamar as melhores de fora, trazer 16 milhões de corações, os que foram felizes e os que sofreram na dor da derrota, os que aprenderam a ganhar e a perder, os que traíram e os que sempre foram absolutamente fieis -- sim, os palmeirenses também são assim.
Na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na Série B ou na Libertadores.
A soma das partes
Quando um clube como o Palmeiras afunda no vazio de ideias, levando com ele sua história e seus valores, por mais dolorosa que possa ser a situação, talvez o melhor a fazer seja inventariar as falhas e aproveitar a oportunidade (mais uma) para moldar, na lama da crise, a solidez duradoura, o sonho de todos os palmeirenses. O primeiro passo é admitir os erros, entender a raiz do conflito que colocou a instituição em colapso. O resultado do campo nem sempre corresponde ao que nele acontece.
É apenas a parte visível, identificável, o retrato falado do esfacelamento produzido nos gabinetes, numa espiral desprovida de conteúdo e de sentido.
Com os dirigentes e jogadores atemorizados, chega a ser simplório despejar tamanha responsabilidade no gestor do campo. Gilson Kleina, o treinador, aceitou substituir Felipão porque o desafio é da natureza humana, é assim que funciona. Mas não tem culpa, testou todas as possibilidades, só faltou escalar Barcos no gol.
A saída, porém, não passa por um encaixe tático espetacular, capaz de salvar o navio do naufrágio. Não no caso do Palmeiras. Pode ser solução para outros times, não para este.
Quando ainda faltavam 17 rodadas para o término do campeonato, quase três meses atrás, esta coluna classificou a situação como dramática. Pois era o que sugeria o comportamento do time, já com os pés na lama, afundado na mesma zona do rebaixamento.
Uma equipe de futebol necessita de sustentação emocional e moral, individual e coletiva. Do jeito que está, é impossível estabelecer como uma afeta a outra. Para que o jogo do campo produza resultado, é preciso perceber a dimensão e os contornos do enigma psicológico que se tornou cada partida.
Há décadas o filósofo português Manuel Sérgio alerta para esse outro lado do esporte. Criador da Ciência da Motricidade Humana, introjetou um pouco de filosofia nos desgastados pilares do futebol. Foi professor de José Mourinho, que definiu assim a importância do pensamento de seu mestre:
"Influenciado por Manuel Sérgio, percebi que teria de aprender e saber coisas que os outros não sabiam. Ele não me ensinou futebol (...) até porque não é um homem do futebol, embora, sublinhe-se, ensine os homens do futebol. O que ele me ensinou é que o futebol não se esgota no futebol que é praticado nas quatro linhas. O futebol é muito mais que isso. É físico, é tático e é técnico, mas, essencialmente, é o todo que não se resume à soma das partes, é o humano que nunca estará completamente inventado e terá sempre, todos os dias, de ser reinventado. E quando dizem que sou um treinador singular não me esqueço nunca que tive um professor que já me falava do conhecimento como emancipação da libertação."
É disso que o Palmeiras mais precisa agora: emancipar-se e libertar-se para seguir sua história em outra direção. Por enquanto, na soma das partes...
A vida segue
magino como o torcedor do Palmeiras tenha ido ontem pra cama, depois do empate com o Flamengo e dos demais resultados da rodada. Se é que dormiu, acordou com ressaca, ressabiado com outra etapa da longa agonia no Brasileiro. Provavelmente revoltado, sem disposição para conversa fiada. E com cara de poucos amigos. Muito justo. Mas, ao abrir os olhos nesta segunda-feira, constatou o óbvio: a vida segue, independentemente da divisão onde o time vai parar em 2013. Assim como não se altera o amor por ele.
O palestrino tem direito de curtir o momento de humilhação, de praguejar, de ruminar a mágoa. E sobretudo de chorar. Essas reações fazem parte do processo de perda, são necessárias para devolver-lhe o equilíbrio. É preciso expurgar a dor. Só quem torce da boca pra fora assumirá postura blasè, indiferente à sorte da equipe. Na verdade, nem podem ser considerados torcedores. No máximo, são simpatizantes. Nem falo dos que não ligam para o futebol. Ignoro-0s.
Superado o impacto inicial, hora de partir para a prática. A primeira sugestão que daria aos alviverdes seria a de que devam ir ao Pacaembu, no final de semana, para acompanhar o jogo com o Atlético-GO, no penúltimo ato desta tragédia esportiva. Lotar o estádio será prova de força, gesto de carinho e respeito pela tradição do clube, além de maneira lícita de pressão e de protesto.
Não contra os jogadores, a parte frágil do processo de esfacelamento. Mas contra os inábeis que levaram o Palmeiras, no giro de uma década, a nova incursão no purgatório da bola. Aqueles que ignoraram os sinais de decadência, que fizeram troça da possibilidade de rebaixamento, que trataram com desdém questões importantes - esses têm de suportar o ônus da culpa. Não podem esparramar desculpas sonsas, como se tem lido e ouvido nos últimos dias. Os incompetentes devem sair de cena, colocar pijama e pantufas e manter-se à distância. Será gesto de delicadeza com o clube.
A cobrança é direito do fã - e o dirigente tem consciência disso, não há como disfarçar. Mas cobrar significa agir com firmeza e, acima de tudo, com civilidade. A altivez do palmeirense deve manifestar-se em postura digna e implacavelmente elegante. Tenho certeza de que tal comportamento terá efeito mais devastador do que apelar para a grosseria. A violência é argumento de ignorantes, tolos e marginais - só incentiva reações conservadoras. E o Palmeiras necessita de renovação, de ousadia e de paz para tocar a reconstrução em 2013. Basta de mumificação de métodos e ideias.
O embotamento interno se estendeu para o campo. O Palmeiras que se apresentou em Volta Redonda esteve mais para catadão de fim de churrasco no sítio do que para time profissional com história rica. Ok, descontem-se os desfalques - se bem que, na verdade, fizeram falta mesmo Marcos Assunção e Henrique. Mas o futebol da turma de Gilson Kleina foi de uma pobreza franciscana. Um horror. De prever dificuldades na Segunda Divisão. A ruindade contaminou até Barcos.
O Palmeiras precisava vencer, a qualquer custo, e no primeiro tempo criou zero chance de gol. Isso mesmo: não teve uma oportunidade para marcar, para testar os reflexos de Paulo Vítor! Na etapa final, num dos dois únicos chutes certeiros, ficou em vantagem com Vinicius. O goleiro teve falha grotesca.
A incapacidade palmeirense foi maior do que a do Flamengo, indolente e limitado como poucas vezes se viu no Brasileiro. Maikon Leite teve nos pés o lance para definir o placar: sozinho, sem marcação na área, gol escancarado, Paulo Vítor apavorado e... mandou pra fora! O castigo veio no gol de Vagner Love, em cima da hora. E Love arrematou de jeito displicente, coerente com o desempenho dele até então. Como desgraça pouca é bobagem, a bola desviou na zaga e enganou Bruno. O ex-palmeirense ficou sem jeito para comemorar.
Cai o pano rapidamente.
Ganso de volta. Foi discreta a estreia de Paulo Henrique Ganso no São Paulo. O técnico Ney Franco o colocou no lugar de Jadson, aos 12 minutos do segundo tempo do duelo com o Náutico, mais para observá-lo e para dar satisfação ao público que ocupou o Morumbi. O meia movimentou-se ainda sem muita desenvoltura, à procura de um lugar no gramado e com evidente falta de ritmo e sintonia. Porém, em algumas jogadas revelou que não esqueceu a arte de tratar bem a bola. Reforço para 2013.
Caiu! E agora?
A carta aberta dos candidatos à presidência do Palmeiras, confirmando o comitê de transição para montar o time de 2013, abre o caminho para a permanência de Gilson Kleina. Ele teve méritos e defeitos na sua curta gestão de 13 jogos.
O defeito: não ter ainda acalmado o elenco. A calma dos presidenciáveis de manter o técnico, em vez de iniciar o primeiro debate pelo substituto, contrasta com o nervosismo apresentado pelo Palmeiras em Volta Redonda. Vinte minutos de bom toque de bola, envolvendo o Flamengo, transformaram-se em nervos à flor da pele a partir de uma cabeçada de Maurício Ramos para Juninho. O lateral deu mole, perdeu para Hernane e o contra-ataque quase deu o primeiro gol ao Fla.
O mérito de Kleina de fazer a equipe sair da defesa com bola no chão e adiantar a marcação, pressionar o adversário, apareceu nos primeiros 20 minutos. Havia duas grandes oportunidades para o Palmeiras: 1) Maikon Leite em cima do fraco lateral Ramon; 2) viradas de jogo da direita para a esquerda pegariam Juninho desmarcado, porque Ibson jamais o acompanhava (veja ilustração).
Melhorou no segundo tempo, com Vinícius. Ou com Maikon Leite, com a chance de matar o jogo aos 35, justamente às costas de Ramon. Chutou fora. Seria a chance de terminar a campanha pelo menos fazendo seu papel. À parte os nervos à flor da pele e a falta de futebol, o destino foi cruel. Não vencer o jogo e sair de campo com a Série B anunciada, mas ainda com o ouvido no radinho para saber da Portuguesa... E por causa de um gol de... Vágner Love.
Que pelo menos fora de campo a reunião dos presidenciáveis ajude a dar passos certos a partir da montagem de um novo time, mais afeito às tradições do Palmeiras.
Palmeiras e a queda anunciada
O palmeirense está triste – entendo e tem minha solidariedade. Hoje e sempre. Não é fácil aguentar a via-crúcis da Segunda Divisão mais uma vez, em uma década. Mas, depois que passar o impacto da queda, provavelmente vai concordar comigo: foi merecida. O time perdeu o rumo, antes mesmo da conquista da Copa do Brasil, não se encontrou mais e se arrastou durante meses em busca de uma reação que nunca ocorreu.
O empate com o Flamengo, na tarde deste domingo, em Volta Redonda, não foi determinante para o rebaixamento. Assim como não foram os resultados dos jogos de outros rivais nessa corrida maluca. O 1 a 1 foi apenas mais um capítulo desse esfacelamento que vem de longa data. O Palmeiras caiu por si só, e pelo acúmulo de erros, dentro e fora de campo. Principalmente, por incompetência administrativa.
O time que entrou no gramado do Estádio da Cidadania para pegar o Flamengo foi um arremedo, parecia um catadão de casados e solteiros. Tem jogador sem condições de vestir a camisa verde (tomara que seja aposentada a horrorosa amarelo marca-texto), sem contar aqueles que tremeram, o que é compreensível. Na verdade, o boleiro é a parte mais fraca nessa cadeia de presepadas em que o clube se meteu.
Quem pôde acompanhar o jogo constatou: a equipe precisava desesperadamente da vitória – que nem lhe dava garantia de salvação – e ainda assim passou o primeiro tempo todo sem uma chance de gol. Nem um lancezinho mais perigoso! Foi um espetáculo deprimente. E olha que o Flamengo mostrava apatia gigante. Vagner Love ainda perdeu gol em cima da hora.
Na primeira ocasião em que testou Paulo Vítor o Palmeiras se deu bem: Vinicius aos 17 minutos deixou o time paulista em vantagem, em falha do goleiro. Mais tarde, Maikon Leite teve a chance de liquidar com o placar, ao ficar sozinho na cara do gol e… chutou pra fora. Tanta incapacidade foi castigada aos 44 minutos, com o gol de Vagner Love. Que ficou até sem graça para comemorar.
O negócio agora é tocar a vida, levantar a cabeça, pedir mudanças para 2013 e tocar a vida.
domingo, 18 de novembro de 2012
Brasileirão Série A
| 17h00 Flamengo 1x1 Palmeiras |
| 17h00 Fluminense 0x2 Cruzeiro |
| 17h00 São Paulo 2x1 Náutico |
| 17h00 Atlético-MG 2x2 Atlético-GO |
| 17h00 Bahia 1x0 Ponte Preta |
| 19h30 Internacional 0x2 Corinthians |
| 19h30 Portuguesa 2x2 Grêmio |
| 19h30 Sport 2x0 Botafogo |
Argentino
| 20h30 Vélez Sarsfield 0x1 Boca Juniors |
| 18h00 Arsenal Sarandí 3x0 Godoy Cruz |
| 18h00 San Martín 2x2 Tigre |
| 18h00 Colón 2x0 Unión |
| 20h15 Newells Old Boys 1x2 All Boys |
Neto e Falcão decidem, e Brasil conquista hepta sofrido na prorrogação contra a Espanha
Getty
Brasil comemora gol sobre Espanha na final do Mundial de Futsal
Como não poderia deixar de ser, a decisão entre Brasil e Espanha na Copa do Mundo de Futsal, reedição da final de 2008, rendeu fortes emoções. Bem disputado do início ao fim, o jogo entre as duas melhores seleções do mundo só foi acabar mesmo na prorrogação com um 3 a 2 sofrido que deu o sétimo título do Mundial à seleção brasileira.
Pelas contagens da Fifa, no entanto, o Brasil chegou neste domingo ao pentacampeonato desde que a competição passou a ser organizada pela entidade máxima do futebol, em 1989. No total, foram sete conquistas desde a primeira edição do torneio: 1982, 1985, 1989, 1992, 1996, 2008 e 2012.
Se quatro anos atrás, foi a Espanha que saiu na frente para o Brasil virar e tomar o empate depois, desta vez a história se repetiu do lado inverso. Foi a seleção brasileira quem abriu o placar com Neto no segundo tempo, para depois Torras e Aicardo virarem o jogo a favor dos espanhóis. Mas, de novo, ele ainda estava lá. Falcão entrou em quadra para, mais uma vez, ser decisivo e, com um chute no ângulo, empatou a partida e levou a decisão para a prorrogação. O camisa 12 encerrou seu último mundial com quatro gols: um contra o Panamá, nas oitavas de final, dois contra a Argentina, nas quartas e um agora contra a Espanha na decisão.
Getty
Neto fez duas vezes e garantiu o título do Brasil
Nos dois tempos adicionais, as duas seleções se mantiveram bem ofensivas e buscavam o gol a todo o momento. Até que quem fez a diferença foi aquele indicado a ser o melhor desse Mundial. Neto, que já havia feito o primeiro gol, acertou belíssimo chute nos segundo finais da prorrogação e garantiu o sétimo título da seleção brasileira no Mundial de Futsal - o quinto desde que a competição passou a ser organizada pela Fifa.
E, para Neto, os gols decisivos ainda tiveram um significado especial. Em 2004, justamente quando o Brasil foi eliminado para a Espanha nas semifinais do Mundial, o jogador, que ainda tinha apenas 20 anos, errou um dos pênaltis na disputa que selou a vitória dos espanhóis e, neste domingo, ele se redimiu garantindo a conquista brasileira.
O jogo - O Brasil não começou bem na partida e viu a Espanha ameaçar mais nos primeiros minutos de jogo. Sem conseguir furar a defesa adversária, a seleção chutou pouco a gol (oito vezes apenas) e não levou muito perigo, enquanto os espanhóis achavam espaços principalmente com Lozano. O jogador espanhol, no entanto, acabou sentindo uma pancada no tornozelo após o carrinho de Jé e teve que deixar a partida - o árbitro não marcou a falta.
As boas defesas de Tiago salvaram o Brasil de levar o gol no primeiro tempo e, na segunda etapa, a seleção finalmente reagiu na partida e passou a pressionar mais os adversários. A entrada de Falcão também deu mais mobilidade á seleção, que passou a driblar melhor a defesa espanhola e ameaçar o gol. Até que, finalmente, o time canarinho abriu o placar na Tailândia, com Neto aproveitando cobrança de escanteio e batendo cruzado pro fundo das redes.
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Espanha chegou a virar o jogo contra o Brasil
O Brasil ainda pressionou mais depois do primeiro gol e quase ampliou com um chute forte de Simi. Mas foi a Espanha quem conseguiu chegar ao empate com Torras aproveitando o rebote do goleiro Tiago. Poucvo depois, os espanhóis ainda garantiram a virada, em um chute de Aicardo que desviou e enganou o goleiro brasileiro.
O jogo ficou tenso e quem resolveu mais uma vez foi ele, Falcão. Entrando no jogo de novo no momento decisivo, o craque da camisa 12 acertou um belíssimo chute no ângulo para levar o jogo para a prorrogação.
Nos dois tempos adicionais, a decisão não perdeu a emoção. O Brasil partiu para o ataque, mas parou na defesa muito bem posicionada da Espanha, que saía nos contra-ataques e também dava trabalho ao goleiro Tiago. No minuto final antes dos pênaltis, Rodrigo ainda teve a chance de garantir o título em um tiro livre direto, mas o goleiro espanhol fez a defesa e estragou a comemoração brasileira.
Mas, nos últimos segundo, Neto apareceu para ser decisivo novamente e acertou belo chute cruzado para assegurar o sétimo título da seleção brasileira na Copa do Mundo de futsal.
Brasil bate Espanha com gol no fim da prorrogação e conquista o hepta do Mundial de futsal
Com muito sofrimento, o Brasil comprovou neste domingo que ainda é dono do melhor futsal do planeta. Em mais um confronto dramático contra a arquirrival Espanha, o time verde-amarelo contou com um gol a 19s para o fim da prorrogação para vencer de virada por 3 a 2, neste domingo, em Bangcoc, e conquistar o heptacampeonato da Copa do Mundo (dois em torneios organizados pela Fifusa e cinco em competições da Fifa).
Foi a quinta decisão de Mundial entre as duas seleções, sendo quatro delas nas últimas cinco edições do torneio. O resultado deste domingo amplia o retrospecto positivo do Brasil ante seu principal rival em finais, com quatro vitórias (1985, 1996, 2008 e 2012) contra apenas um triunfo dos europeus (2000).
Em seu último Mundial, Falcão voltou a ser decisivo para o Brasil. Com 35 anos e sofrendo com os efeitos de uma paralisia facial sofrida durante a recuperação de uma lesão muscular na panturrilha esquerda, o ala jogou poucos minutos, mas marcou o gol de empate do time verde-amarelo no tempo normal, logo após a virada da Espanha no placar.
“Maior prêmio é poder participar de um momento como esse. Eu estava fora, achei que não estaria mais aqui. [A chance de] Título era 50% para cada um e ele veio para nós. Foi o maior prêmio”, disse Falcão, em entrevista ao Sportv.
O herói do título, porém, foi Neto. Marcou dois gols na final, sendo um deles a 19s para o fim da prorrogação, e garantiu o título para o Brasil.
O jogo
O primeiro tempo foi truncado e de poucas chances de gol para ambos os times. Com maior posse de bola, a Espanha acuou o Brasil em seu campo e criou as melhores chances. A melhor oportunidade, porém, veio no minuto final, quando Miguelín bateu falta e Fernandão desviou de letra. A bola passou próxima à trave de Tiago, mas foi para fora.
O Brasil iniciou a etapa final com Falcão em quadra e uma nova postura. Melhorou seu volume de jogo e obrigou o goleiro Juanjo a fazer suas primeiras boas defesas. Aos 5 minutos, porém, a pressão brasileira surtiu efeito. Após cobrança de escanteio, Neto chutou forte e abriu o placar.
O time verde-amarelo, porém, voltou a se encolher após o gol e a sofrer pressão espanhola. Aos 10 minutos, uma falta fora do lance de bola de Ari terminou com o empate dos europeus. Em cobrança ensaiada, Miguelín chutou forte, Tiago fez grande defesa, mas Torras mandou para as redes no rebote.
No ataque seguinte, os espanhóis chegaram à virada em um lance de sorte. Aicardo chutou de longe, a bola desviou em Fernandinho e entrou no canto direito de Tiago. Os europeus ainda acertaram uma bola no travessão em nova cobrança de falta ensaiada.
Restando quatro minutos para o fim, brilhou a estrela de Falcão. Com o Brasil atuando com goleiro-linha, o astro apareceu livre de marcação e acertou chute forte de longa distância para empatar o placar. O time verde-amarelo ainda teve a chance de garantir a vitória no tempo normal, mas Rafael desperdiçou cara a cara com o goleiro.
A igualdade no placar levou a partida para a prorrogação, marcada por muito equilíbrio e boas chances para as duas equipes. Restando 1 minuto para o fim, a Espanha estourou seu limite de faltas e deu ao Brasil a oportunidade do tiro livre. Rodrigo, porém, chutou mal e o goleiro Juanjo fez a defesa. Mas Neto garantiu o título brasileiro em bela jogada individual, que terminou com um chute cruzado certeiro a 19s para o fim.
O Brasil iniciou a etapa final com Falcão em quadra e uma nova postura. Melhorou seu volume de jogo e obrigou o goleiro Juanjo a fazer suas primeiras boas defesas. Aos 5 minutos, porém, a pressão brasileira surtiu efeito. Após cobrança de escanteio, Neto chutou forte e abriu o placar.
O time verde-amarelo, porém, voltou a se encolher após o gol e a sofrer pressão espanhola. Aos 10 minutos, uma falta fora do lance de bola de Ari terminou com o empate dos europeus. Em cobrança ensaiada, Miguelín chutou forte, Tiago fez grande defesa, mas Torras mandou para as redes no rebote.
No ataque seguinte, os espanhóis chegaram à virada em um lance de sorte. Aicardo chutou de longe, a bola desviou em Fernandinho e entrou no canto direito de Tiago. Os europeus ainda acertaram uma bola no travessão em nova cobrança de falta ensaiada.
Restando quatro minutos para o fim, brilhou a estrela de Falcão. Com o Brasil atuando com goleiro-linha, o astro apareceu livre de marcação e acertou chute forte de longa distância para empatar o placar. O time verde-amarelo ainda teve a chance de garantir a vitória no tempo normal, mas Rafael desperdiçou cara a cara com o goleiro.
A igualdade no placar levou a partida para a prorrogação, marcada por muito equilíbrio e boas chances para as duas equipes. Restando 1 minuto para o fim, a Espanha estourou seu limite de faltas e deu ao Brasil a oportunidade do tiro livre. Rodrigo, porém, chutou mal e o goleiro Juanjo fez a defesa. Mas Neto garantiu o título brasileiro em bela jogada individual, que terminou com um chute cruzado certeiro a 19s para o fim.
Italiano
| 12h00 Bologna 3x0 Palermo |
| 12h00 Catania 2x1 Chievo Verona |
| 12h00 Fiorentina 4x1 Atalanta |
| 12h00 Internazionale 2x2 Cagliari |
| 12h00 Siena 1x0 Pescara |
| 12h00 Udinese 2x2 Parma |
| 17h45 Sampdoria 3x1 Genoa |
Espanhol
| 09h00 La Coruña 0x2 Levante |
| 13h00 Celta 1x1 Mallorca |
| 14h50 Getafe 2x1 Valladolid |
| 16h45 Granada-ESP 0x1 Atlético de Madri |
| 18h30 Sevilla 5x1 Betis |
sábado, 17 de novembro de 2012
Brasileirão Série B
| 16h20 Joinville 1x1 Vitória |
| 16h20 Criciúma 0x0 Atlético-PR |
| 16h20 São Caetano 1x1 Goiás |
| 16h20 Grêmio Barueri 2x0 Avaí |
| 16h20 Ipatinga-MG 2x3 Guaratinguetá |
| 16h20 Ceará x Bragantino |
| 16h20 América-RN 1x1 América-MG |
| 16h20 Boa Esporte Clube x ABC |
| 16h20 CRB 2x1 Guarani |
Francês
| 14h00 PSG 1x2 Rennes |
| 17h00 Ajaccio 0x1 Sochaux |
| 17h00 Brest 3x0 Bastia |
| 17h00 Evian x Saint-Etienne |
| 17h00 Troyes 3x3 Nancy |
| 17h00 Valenciennes 1x1 Montpellier |
Espanhol
| 13h00 Osasuna 0x0 Málaga |
| 15h00 Valencia 2x1 Espanyol |
| 17h00 Barcelona 3x1 Zaragoza |
| 19h00 Real Madrid 5x1 Athletic Bilbao |
Alemão
| 12h30 Borussia Dortmund 3x1 Greuther Fürth |
| 12h30 Borussia Mgladbach 1x2 Stuttgart |
| 12h30 Hannover 96 1x2 Freiburg |
| 12h30 Nuremberg 1x1 Bayern de Munique |
| 12h30 Hamburgo 1x0 Mainz 05 |
| 12h30 Eintracht Frankfurt 4x2 Augsburg |
| 15h30 Bayer Leverkusen 2x0 Schalke 04 |
Inglês
| 10h45 Arsenal 5x2 Tottenham |
| 13h00 Liverpool 3x0 Wigan |
| 13h00 Manchester City 5x0 Aston Villa |
| 13h00 Newcastle United 1x2 Swansea City |
| 13h00 QPR 1x3 Southampton |
| 13h00 Reading 2x1 Everton |
| 13h00 West Bromwich Albion 2x1 Chelsea |
| 15h30 Norwich 1x0 Manchester Unite |
Estrela Vermelha x Partizan Belgrado, um dos maiores clássicos do mundo
Rivalidade criada ao longo de guerras
Os dois principais clubes sérvios surgiram em 1945. A explicação para ambos sobre a data é a mesma: a maior parte das equipes do país foi dissolvida após a II Guerra Mundial, já que o Marechal Tito as acusou de colaboração com o Eixo, liderado pelos nazistas. O Estrela Vermelha surgiu em março do antigo Jugoslavija, clube que era o mais popular do país. Já o Partizan, cujo nome se refere ao termo usado para se referir ao movimentos populares na Iugoslávia que lutaram contra os alemães, foi fundado como o clube do exército.
Com o passar dos anos, os dois times criaram a maior rivalidade do Leste Europeu - incluindo em outras modalidades esportivas, como o basquete. Até hoje, no futebol, já foram 231 confrontos, com 103 vitórias do Estrela Vermelha e 358 gols marcados, 56 empates e 72 vitórias do Partizan, além de 308 gols anotados pelos crno-beli. Em termos de títulos, a vantagem também é vermelha e branca, com um Mundial Interclubes, uma Liga dos Campeões, um Campeonato Sérvio, cinco da Sérvia e Montenegro, 19 Campeonatos Iugoslavos, três Copas da Sérvia, nove Copas da Sérvia e Montenegro e 12 Copas da Iugoslávia. O Partizan acumula cinco Campeonatos Sérvios, oito da Sérvia e Montenegro, 11 Campeonatos Iugoslavos, três Copas da Sérvia, quatro da Sérvia e Montenegro e cinco Copas Iugoslavas.
Desde o fim da Iugoslávia, houve 20 campeonatos nacionais. Somente em três oportunidades Estrela Vermelha e Partizan Belgrado não ocuparam as duas primeiras posições: 1997/98, Obilic campeão; 1998/99, Obilic vice; e 2008/09, Vojvodina campeão.
Ainda sobre os títulos conquistados, o Partizan Belgrado é o atual clube hegemônico do país, sendo o atual pentacampeão. No entanto, a maior glória de um time sérvio em toda história foi alcançada pelo Estrela Vermelha, campeão europeu em 1991 com um time inesquecível, que na final bateu o Olympique de Marselha nos pênaltis por 5 a 3, após empatar em 0 a 0. Entre outros, contava com Stevan Stojanovic, Sinisa Mihajlovic, Robert Prosinecki, Vladimir Jugovic e Dejan Savicevic. Seu maior rival teve, antes, a chance de conquistar a Europa também, mas acabou derrotado na final de 1966 pelo Real Madrid - curiosidade: Predrag Mijatovic, autor do gol do título europeu dos merengues em 1998, foi revelado pelo Partizan.
Já que citamos alguns dos grandes jogadores da história desses dois clubes, vale lembrar outros que ainda estão em atividade, espalhados pelo Velho Continente. Que começaram a carreira no Estrela Vermelha: Nemanja Vidic (Manchester United), Dejan Stankovic (Internazionale), Nikola Zigic (Birmingham) e Marko Pantelic (Olympiacos); Partizan: Stefan Jovetic (Fiorentina), Miralem Sulejmani (Ajax), Adem Ljajic (Fiorentina) e Simon Vukcevic (Blackburn).
O atual momento dos rivais é bem distinto. O alvinegro da capital sérvia passa por uma época vitoriosa, apesar de muitos problmas financeiros. No entanto, suas dificuldades são menores do que as enfrentadas pelos crveno-beli. Nesta semana, o presidente Vladan Lukic renunciou ao cargo, sendo substituído por um grupo de administradores, liderado por Dragan Dzajic, ex-ídolo em campo. O Governo, preocupado com a situação da equipe mais popular do país, já garantiu que vai ajudá-la a sair do buraco financeiro e administrativo.
Essa diferença tem sido vista nos últimos anos e nesta temporada, mais uma vez, o Partizan está bem à frente. No Campeonato Sérvio, após 12 rodadas, a vantagem já é de 12 pontos. Nas competições europeias o time não tem mais chances de avançar na Liga Europa (para onde foi após cair nas preliminares da Champions), onde divide a lanterna do Grupo H com o Neftçi, atrás dos classificados Internazionale e Rubin Kazan. Já o Estrela Vermelha caiu nos playoffs, diante do Bordeaxu.
Brasileiros? Atualmente cada clube conta com um: o Estrela Vermelha tem o meia Cadu, ex-Ponte Preta e Porto Alegre, clube gaúcho que pertence à família de Ronaldinho Gaúcho, e o Partizan conta com o centroavante Eduardo, ex-Atlético Mineiro, Sport, Atlético Paranaense e São Caetano. Ainda nas referências ao Brasil, dois outros fatos: o clássico deste final de semana será jogado na casa do Crvena Zvezda, o Marakana, que foi construído no início dos anos 1960 e levou o apelido pelo seu tamanho; há um único jogador brasileiro que defendeu os dois rivais, o atacante Cléo, atualmente no Guangzhou Evergrande, da China.
Nos atuais elencos, poucos jogadores conhecidos. Entre eles, os dois artilheiros do Campeonato Sérvio: Stefan Scepovic (Partizan, 8 gols) e Ognjen Mudrinski (Estrela Vermelha, 7 gols). Do lado preto e branco há ainda um ídolo, o meia Sasa Ilic, que carrega no currículo um feito para poucos: defendeu três seleções - Iugoslávia, Sérvia e Montenegro e Sérvia.
Mas independentemente da parte técnica, o Dérbi Eterno, como é conhecido, sempre foi marcado pelas participações das torcidas - algumas vezes para o mal. Recuperando um pouco o passado, grupos organizados dos dois lados participaram ativamente dos conflitos nos Balcãs nos anos 1990, como grupos paramilitares. Aliás, para entender melhor a organização desses torcedores a leitura de "Como o futebol explica o mundo", de Franklin Foer, é fundamental. E tudo isso é perceptível na convivência com as pessoas de Belgrado.
Portanto, neste sábado, a partir de 15h30, reserve um espaço na sua agenda para acompanhar mais um capítulo dessa história ser escrito. Ao vivo na ESPN Brasil.
Pet convida fã do esporte para assistir ao clássico do Leste Europeu na ESPN
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
Rentería desmancha sonho sul-americano do Grêmio
O colombiano Rentería deu trabalho ao Grêmio quando jogava no Internacional. Ele saiu do Sul, rodou por aí (teve passagem até pelo Santos), voltou para casa e… mais uma vez atravessou o caminho do velho rival. Com os dois gols que marcou nos minutos finais, garantiu a vitória por 3 a 1, despachou a equipe de Vanderlei Luxemburgo e colocou o Millonarios na semifinal da Copa Sul-Americana. O próximo adversário é o Tigre, da Argentina.
O estádio El Campin, nos 2640 metros de altitude de Bogotá, viveu noite memorável, inesquecível para os torcedores do Millonarios e tormentosa para os fãs do Grêmio. O time da casa precisa ganhar por dois gols de diferença, se quisesse seguir adiante na competição, pois havia perdido por 1 a 0 em Porto Alegre. Ou devolver o placar e definir nos pênaltis.
Tarefa complicada, que ficou ainda mais delicada, depois de Werley abrir o marcador no primeiro tempo. Era tudo que o Grêmio queria, uma vantagem folgada, que lhe permitisse esvaziar o ânimo dos anfitriões. O Millonarios, então, partiu pra cima, pressionou, jogou na base do tudo ou nada. À espera de uma noite milagrosa.
Caramba, e não é que a graça aconteceu?!?! A casa do Grêmio começou a ruir aos 15 da etapa final, com o gol de empate marcado por Cosme. Impressionante como o Millonarios passou a acreditar na possibilidade da virada. Que veio e na medida exata, com os gols de Rentería aos 35 e aos 48, em cobrança de pênalti contestado pelo tricolor gaúcho. E, na minha opinião, contestado com razão.
O Grêmio fica, assim, de mão abanando, e precisa se desdobrar para terminar o Brasileiro em segundo lugar e garantir vaga direta para a Libertadores. O São Paulo pega a Universidad Catolica, na outra semifinal. E aqui faço um mea-culpa: esculhambei o Millonarios, quando derrotou o Palmeiras. Pode não ser uma maravilha, mas o time colombiano se mostrou competente e atropelou dois brasileiros. Merece estar na briga pelo título.
VÍDEOS: O gol de bicicleta de fora da área tão ou mais incrível do que o de Ibrahimovic
Mauro Bressan defendeu 13 clubes durantes seus 21 anos de carreira. E em 2 de novembro de 1999, quando vestia a camisa da Fiorentina, pela qual atuou entre 1999 e 2001, marcou um gol espetacular. De bicicleta, de fora da área, e com o goleiro debaixo das traves!
O adversário? O Barcelona. A peleja terminou 3 a 3. Um dos tentos mais espetaculares da história. Veja, abaixo, depois reveja o de Ibrahimovic contra a Inglaterra, na quarta-feira. Depois diga, qual deles foi mais difícil, sensacional, espetacular?
O tento de Bressan...
...ou o gol de Ibra?
O adversário? O Barcelona. A peleja terminou 3 a 3. Um dos tentos mais espetaculares da história. Veja, abaixo, depois reveja o de Ibrahimovic contra a Inglaterra, na quarta-feira. Depois diga, qual deles foi mais difícil, sensacional, espetacular?
O tento de Bressan...
...ou o gol de Ibra?
Atuação infeliz de Thiago Neves relativiza análise da seleção brasileira em New Jersey
Com algum esforço, é possível compreender a convocação de Thiago Neves - campeão brasileiro, ainda que longe da melhor fase da carreira. Mais um pouco de tolerância permite a leitura da titularidade do meia-atacante no amistoso em New Jersey: canhoto e incisivo, na teoria, como Hulk para completar o quarteto ofensivo.
Impossível de entender foi Mano Menezes manter o camisa 20 por exatos 73 minutos e ainda segurar a troca após o belo gol de Neymar em jogada individual que empatou o jogo, milésimo da seleção cinco vezes campeã mundial pelas contas da CBF.
Porque Thiago Neves simplesmente errou tudo que tentou. Todas as decisões nas jogadas. Passes, desarmes, posicionamento, deslocamentos, lançamentos. Tudo. Sem exageros. E nenhuma perseguição ao jogador, que tentou ao menos se dedicar taticamente. Menos ainda ao treinador.
Mas foi uma escolha infeliz que relativiza a análise da atuação da seleção brasileira no 1 a 1 com a boa Colômbia do ótimo James Rodríguez, de Valencia, também do Fluminense, improvisado na lateral-direita, do Falcao bem marcado por Thiago Silva...e Cuadrado.
Impossível de entender foi Mano Menezes manter o camisa 20 por exatos 73 minutos e ainda segurar a troca após o belo gol de Neymar em jogada individual que empatou o jogo, milésimo da seleção cinco vezes campeã mundial pelas contas da CBF.
Porque Thiago Neves simplesmente errou tudo que tentou. Todas as decisões nas jogadas. Passes, desarmes, posicionamento, deslocamentos, lançamentos. Tudo. Sem exageros. E nenhuma perseguição ao jogador, que tentou ao menos se dedicar taticamente. Menos ainda ao treinador.
Mas foi uma escolha infeliz que relativiza a análise da atuação da seleção brasileira no 1 a 1 com a boa Colômbia do ótimo James Rodríguez, de Valencia, também do Fluminense, improvisado na lateral-direita, do Falcao bem marcado por Thiago Silva...e Cuadrado.
O meia pela direita no 4-1-4-1 armado por Pekerman para encaixar a marcação sobre o 4-2-3-1 brasileiro aproveitou a lentidão do improvisado Leandro Castán e a noite trágica de Thiago Neves, que alternou com Kaká pela esquerda, para se impor no setor. O jogador da Fiorentina venceu a maioria dos duelos e foi às redes em chute cruzado no primeiro tempo.
Kaká, Oscar e Neymar ficaram sobrecarregados pela boa marcação colombiana, mas também por conta do desempenho constrangedor do companheiro de ataque. Kaká confirmou a evolução, ao menos no primeiro tempo, com boas arrancadas, sintonia com os companheiros e um chute no travessão.
Kaká, Oscar e Neymar ficaram sobrecarregados pela boa marcação colombiana, mas também por conta do desempenho constrangedor do companheiro de ataque. Kaká confirmou a evolução, ao menos no primeiro tempo, com boas arrancadas, sintonia com os companheiros e um chute no travessão.
Paulinho marcou e saiu para o jogo com a correção habitual. Melhor que Ramires, condutor de bola, mas ainda com problemas no passe.
Daniel Alves, em tese o lateral apoiador, teve problemas no confronto com James Rodríguez e só apareceu no centro preciso para Neymar cabecear em cima do goleiro Ospina e no pênalti que o árbitro viu no desarme limpo de Armero e a Joia santista isolou.
Lucas novamente pouco produziu e foi disperso taticamente nos poucos minutos em campo. Brilha no São Paulo e deve evoluir no PSG. Mas por ora é difícil imaginá-lo como titular no time de Mano Menezes. Ainda assim, podia ter entrado ao menos após o intervalo.
Na lateral-esquerda, a improvisação deixa claro que Marcelo é titular absoluto. Falta, porém, um reserva da confiança do treinador. Coordenando o trabalho de volantes e laterais, além da cobertura dos zagueiros, é possível investir em qualidade atrás sem comprometer a retaguarda.
Mesmo com todas as ressalvas e o gramado prejudicado, o amistoso foi de bom nível, competitivo. Marcações adiantadas, pressionando a saída de bola. Intensidade e técnica. A dinâmica sem centroavante de ofício e Neymar solto na frente pode ser mais testada. A Colômbia seguirá forte nas Eliminatórias e deve vir ao Brasil em 2014.
Valeu como teste, mais forte que o Japão. Mas é melhor esperar por Hulk ou um fato novo no ataque – Fred, Willian (Shakhtar Donestk), Wellington Nem, Bernard... Quem sabe Thiago Neves, mas em outro momento ou contexto?
Daniel Alves, em tese o lateral apoiador, teve problemas no confronto com James Rodríguez e só apareceu no centro preciso para Neymar cabecear em cima do goleiro Ospina e no pênalti que o árbitro viu no desarme limpo de Armero e a Joia santista isolou.
Lucas novamente pouco produziu e foi disperso taticamente nos poucos minutos em campo. Brilha no São Paulo e deve evoluir no PSG. Mas por ora é difícil imaginá-lo como titular no time de Mano Menezes. Ainda assim, podia ter entrado ao menos após o intervalo.
Na lateral-esquerda, a improvisação deixa claro que Marcelo é titular absoluto. Falta, porém, um reserva da confiança do treinador. Coordenando o trabalho de volantes e laterais, além da cobertura dos zagueiros, é possível investir em qualidade atrás sem comprometer a retaguarda.
Mesmo com todas as ressalvas e o gramado prejudicado, o amistoso foi de bom nível, competitivo. Marcações adiantadas, pressionando a saída de bola. Intensidade e técnica. A dinâmica sem centroavante de ofício e Neymar solto na frente pode ser mais testada. A Colômbia seguirá forte nas Eliminatórias e deve vir ao Brasil em 2014.
Valeu como teste, mais forte que o Japão. Mas é melhor esperar por Hulk ou um fato novo no ataque – Fred, Willian (Shakhtar Donestk), Wellington Nem, Bernard... Quem sabe Thiago Neves, mas em outro momento ou contexto?
Olho Tático
Seleção de Mano penou pela esquerda e a Colômbia se impôs com Cuadrado e o improvisado Valencia.
Desde Van Basten, ninguém fazia três gols na Inglaterra. Ibra fez quatro!
a história da seleção inglesa, nenhum jogador adversário jamais havia marcado quatro gols. NINGUÉM antes de Ibrahimovic. O show do craque sueco e seu poker (como os italianos chamam quatro tentos numa só partida) serviram para vingar a derrota por 3 x 2, de virada, na primeira fase da Eurocopa, resultado que terminou por causar a eliminação da seleção de Ibra na primeira fase do torneio disputado em junho na Ucrânia e na Polônia.
Se Ibra foi o primeiro a fazer quatro, vale dizer que há muito tempo nenhum adversário do English Team marcava três vezes. Marco Van Basten era o último a marcar um hat-trick contra os ingleses. Aconteceu na Eurocopa de 1988, vitória da Holanda por 3 x 1, que confirmou a eliminação precoce da equipe à época treinada por Bobby Robson. A Holanda havia perdido na estreia contra a União Soviética e se classificaria para a segunda fase graças, também, a um gol de Kieft, na terceira partida cotnra a Irlanda.
Abaixo, você assiste ao hat-trick histórico de Van Basten. Comparável ao gênio da grande área holandesa, só mesmo Zlatan Ibrahimovic.
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
Argentino
| 18h00 Godoy Cruz 0x1 Racing Club |
| 20h15 Lanús 2x1 San Martín |
| 22h30 Tigre 0x1 Arsenal Sarandí |
| 22h30 Boca Juniors 0x0 Newells Old Boys |
As transmissões da semana 11 da NFL
A semana 11 da NFL terá mais cinco transmissões ao vivo nos canais ESPN e no WatchESPN. Anote e programe-se:
quinta, 15
23h15 - BUFFALO BILLS X MIAMI DOLPHINS - ESPN/ESPN+/WATCHESPN ao vivo
domingo, 18
16h - DETROIT LIONS X GREEN BAY PACKERS - ESPN+/WATCHESPN ao vivo (na ESPN em andamento a partir de 16h30)
19h25 - DENVER BRONCOS X SAN DIEGO CHARGERS - ESPN/ESPN+/WATCHESPN ao vivo
23h15 - PITTSBURGH STEELERS X BALTIMORE RAVENS - ESPN/ESPN+/WATCHESPN ao vivo
segunda, 19
23h - SEMANA NFL
23h30 - SAN FRANCISCO 49ERS X CHICAGO BEARS - ESPN/ESPN+/WATCHESPN ao vivo
Mártir pra quê?*
Está cheio de torcedor miolo mole à solta pelo mundo. Em nome da paixão pelo futebol, esse tipo acha que vale qualquer atitude exagerada. Por isso, a cada semana elege vilões ou heróis para sua equipe. E inverte os papéis dos personagens de uma rodada para outra, ao sabor do vento, ou das vitórias e derrotas. Na maioria das vezes, não passa de folclore. Há situações, porém, em que o amor cego a leva a ameaças, tragédias. Mortes.
Muita gente no Palmeiras anda com medo. A vida de pessoas comuns, mas ligadas ao clube, mudou por causa de intimidações, na maior parte anônimas, que recebem nestes dias duros que antecedem o quase inevitável rebaixamento. Há quem tenha jurado infernizar a rotina de cartolas, e têm o presidente Arnaldo Tirone como alvo principal. Os avisos de guerra estariam nas pichações e no ataque à loja oficial na sede social.
O cartola se sente acuado – e não é para menos. A administração que encabeça tem responsabilidade pelos tropeços da equipe, como teve méritos na conquista da Copa do Brasil. Se foi exaltada naquele episódio feliz, não surpreende enfrentar cobranças nesta hora angustiosa. Mas, assim como Tirone e turma não eram deuses meses atrás, não se justifica a demonização de agora. São executivos, que tinham objetivos a alcançar. Falharam? Então, assumam e sumam. Sair de cena será atitude generosa, para que reflitam e se reciclem.
Inadmissível é considerar a pressão violenta como mera bravata de desocupados. Nunca se sabe do que é capaz alguém que aposta na impunidade para extravasar frustração. Há os que entendam só a linguagem da violência; para esses, não resta forma de cobrar a não ser com brutalidade. Começam com palavrões, provocações, emboscadas, invasões e não se sabe onde vão terminar.
Vi uma entrevista, após a derrota para o Fluminense, em que Tirone trata de mostrar naturalidade diante da intimação bandida. O presidente se saiu com a constatação de que morrer “é destino inevitável de todo mundo” e se disse disposto a virar mártir palmeirense.
Epa, que conversa é essa?! A Humanidade tem mártires de sobra, homens que deram a vida por causas religiosas, políticas, filosóficas, e assim alteraram a história. Os gestos de coragem e caráter deles se eternizaram, são exaltados até hoje. Embora em muitos casos tenham virado só motivo para feriado…
O futebol não precisa de mártires, está recheado de figuras clássicas e perenes, como os craques, os carrascos, os pernas de pau, os juízes “ladrões”, os técnicos “burros”, os cartolas. Apesar de alguns serem polêmicos, sempre remetem a vida e sentimento. Nada de morte, sobretudo como consequência de postura de torcedor covarde. Não se admite isso, nem em sonho.
Há decepção com o descaminho palestrino – justa e compreensível. A torcida tem direito de demonstrar descontentamento, com protesto, com vaia, até com o abandono do time. Pode pedir, à maneira de Raul Gil, para o dirigente pegar o banquinho e sair de fininho. Jamais agir com violência.
Fred na amarelinha. Treinador tem cismas – e com Mano Menezes não é diferente. O regente da seleção deixou Fred na geladeira por um ano. Mas enfim reconheceu a fase excepcional do artilheiro do Brasileiro. Por isso, o incluiu na lista de convocados para o jogo com a Argentina, na semana que vem, em Buenos Aires. Gesto sensato do técnico, ao olhar para quem decide. Tomara que Fred tenha voltado para ficar de vez, assim como Kaká, que hoje enfrenta a Colômbia.
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