| 17h00 Flamengo 1x1 Palmeiras |
| 17h00 Fluminense 0x2 Cruzeiro |
| 17h00 São Paulo 2x1 Náutico |
| 17h00 Atlético-MG 2x2 Atlético-GO |
| 17h00 Bahia 1x0 Ponte Preta |
| 19h30 Internacional 0x2 Corinthians |
| 19h30 Portuguesa 2x2 Grêmio |
| 19h30 Sport 2x0 Botafogo |
Falamos campeonatos das séries A B C D campeonatos internacionais todos Português todos os resultados do Paulista da segunda divisão e ainda Futebol Internacional como Futebol Inglês Espanhol Italiano Portugal e o Argentino e campeonatos Importantes falaremos do Regional do Rio Grande do Norte do Cearense do Pernambucano e do Carioca e falamos da copa do nordeste
domingo, 18 de novembro de 2012
Brasileirão Série A
Argentino
| 20h30 Vélez Sarsfield 0x1 Boca Juniors |
| 18h00 Arsenal Sarandí 3x0 Godoy Cruz |
| 18h00 San Martín 2x2 Tigre |
| 18h00 Colón 2x0 Unión |
| 20h15 Newells Old Boys 1x2 All Boys |
Neto e Falcão decidem, e Brasil conquista hepta sofrido na prorrogação contra a Espanha
Getty
Brasil comemora gol sobre Espanha na final do Mundial de Futsal
Como não poderia deixar de ser, a decisão entre Brasil e Espanha na Copa do Mundo de Futsal, reedição da final de 2008, rendeu fortes emoções. Bem disputado do início ao fim, o jogo entre as duas melhores seleções do mundo só foi acabar mesmo na prorrogação com um 3 a 2 sofrido que deu o sétimo título do Mundial à seleção brasileira.
Pelas contagens da Fifa, no entanto, o Brasil chegou neste domingo ao pentacampeonato desde que a competição passou a ser organizada pela entidade máxima do futebol, em 1989. No total, foram sete conquistas desde a primeira edição do torneio: 1982, 1985, 1989, 1992, 1996, 2008 e 2012.
Se quatro anos atrás, foi a Espanha que saiu na frente para o Brasil virar e tomar o empate depois, desta vez a história se repetiu do lado inverso. Foi a seleção brasileira quem abriu o placar com Neto no segundo tempo, para depois Torras e Aicardo virarem o jogo a favor dos espanhóis. Mas, de novo, ele ainda estava lá. Falcão entrou em quadra para, mais uma vez, ser decisivo e, com um chute no ângulo, empatou a partida e levou a decisão para a prorrogação. O camisa 12 encerrou seu último mundial com quatro gols: um contra o Panamá, nas oitavas de final, dois contra a Argentina, nas quartas e um agora contra a Espanha na decisão.
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Neto fez duas vezes e garantiu o título do Brasil
Nos dois tempos adicionais, as duas seleções se mantiveram bem ofensivas e buscavam o gol a todo o momento. Até que quem fez a diferença foi aquele indicado a ser o melhor desse Mundial. Neto, que já havia feito o primeiro gol, acertou belíssimo chute nos segundo finais da prorrogação e garantiu o sétimo título da seleção brasileira no Mundial de Futsal - o quinto desde que a competição passou a ser organizada pela Fifa.
E, para Neto, os gols decisivos ainda tiveram um significado especial. Em 2004, justamente quando o Brasil foi eliminado para a Espanha nas semifinais do Mundial, o jogador, que ainda tinha apenas 20 anos, errou um dos pênaltis na disputa que selou a vitória dos espanhóis e, neste domingo, ele se redimiu garantindo a conquista brasileira.
O jogo - O Brasil não começou bem na partida e viu a Espanha ameaçar mais nos primeiros minutos de jogo. Sem conseguir furar a defesa adversária, a seleção chutou pouco a gol (oito vezes apenas) e não levou muito perigo, enquanto os espanhóis achavam espaços principalmente com Lozano. O jogador espanhol, no entanto, acabou sentindo uma pancada no tornozelo após o carrinho de Jé e teve que deixar a partida - o árbitro não marcou a falta.
As boas defesas de Tiago salvaram o Brasil de levar o gol no primeiro tempo e, na segunda etapa, a seleção finalmente reagiu na partida e passou a pressionar mais os adversários. A entrada de Falcão também deu mais mobilidade á seleção, que passou a driblar melhor a defesa espanhola e ameaçar o gol. Até que, finalmente, o time canarinho abriu o placar na Tailândia, com Neto aproveitando cobrança de escanteio e batendo cruzado pro fundo das redes.
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Espanha chegou a virar o jogo contra o Brasil
O Brasil ainda pressionou mais depois do primeiro gol e quase ampliou com um chute forte de Simi. Mas foi a Espanha quem conseguiu chegar ao empate com Torras aproveitando o rebote do goleiro Tiago. Poucvo depois, os espanhóis ainda garantiram a virada, em um chute de Aicardo que desviou e enganou o goleiro brasileiro.
O jogo ficou tenso e quem resolveu mais uma vez foi ele, Falcão. Entrando no jogo de novo no momento decisivo, o craque da camisa 12 acertou um belíssimo chute no ângulo para levar o jogo para a prorrogação.
Nos dois tempos adicionais, a decisão não perdeu a emoção. O Brasil partiu para o ataque, mas parou na defesa muito bem posicionada da Espanha, que saía nos contra-ataques e também dava trabalho ao goleiro Tiago. No minuto final antes dos pênaltis, Rodrigo ainda teve a chance de garantir o título em um tiro livre direto, mas o goleiro espanhol fez a defesa e estragou a comemoração brasileira.
Mas, nos últimos segundo, Neto apareceu para ser decisivo novamente e acertou belo chute cruzado para assegurar o sétimo título da seleção brasileira na Copa do Mundo de futsal.
Brasil bate Espanha com gol no fim da prorrogação e conquista o hepta do Mundial de futsal
Com muito sofrimento, o Brasil comprovou neste domingo que ainda é dono do melhor futsal do planeta. Em mais um confronto dramático contra a arquirrival Espanha, o time verde-amarelo contou com um gol a 19s para o fim da prorrogação para vencer de virada por 3 a 2, neste domingo, em Bangcoc, e conquistar o heptacampeonato da Copa do Mundo (dois em torneios organizados pela Fifusa e cinco em competições da Fifa).
Foi a quinta decisão de Mundial entre as duas seleções, sendo quatro delas nas últimas cinco edições do torneio. O resultado deste domingo amplia o retrospecto positivo do Brasil ante seu principal rival em finais, com quatro vitórias (1985, 1996, 2008 e 2012) contra apenas um triunfo dos europeus (2000).
Em seu último Mundial, Falcão voltou a ser decisivo para o Brasil. Com 35 anos e sofrendo com os efeitos de uma paralisia facial sofrida durante a recuperação de uma lesão muscular na panturrilha esquerda, o ala jogou poucos minutos, mas marcou o gol de empate do time verde-amarelo no tempo normal, logo após a virada da Espanha no placar.
“Maior prêmio é poder participar de um momento como esse. Eu estava fora, achei que não estaria mais aqui. [A chance de] Título era 50% para cada um e ele veio para nós. Foi o maior prêmio”, disse Falcão, em entrevista ao Sportv.
O herói do título, porém, foi Neto. Marcou dois gols na final, sendo um deles a 19s para o fim da prorrogação, e garantiu o título para o Brasil.
O jogo
O primeiro tempo foi truncado e de poucas chances de gol para ambos os times. Com maior posse de bola, a Espanha acuou o Brasil em seu campo e criou as melhores chances. A melhor oportunidade, porém, veio no minuto final, quando Miguelín bateu falta e Fernandão desviou de letra. A bola passou próxima à trave de Tiago, mas foi para fora.
O Brasil iniciou a etapa final com Falcão em quadra e uma nova postura. Melhorou seu volume de jogo e obrigou o goleiro Juanjo a fazer suas primeiras boas defesas. Aos 5 minutos, porém, a pressão brasileira surtiu efeito. Após cobrança de escanteio, Neto chutou forte e abriu o placar.
O time verde-amarelo, porém, voltou a se encolher após o gol e a sofrer pressão espanhola. Aos 10 minutos, uma falta fora do lance de bola de Ari terminou com o empate dos europeus. Em cobrança ensaiada, Miguelín chutou forte, Tiago fez grande defesa, mas Torras mandou para as redes no rebote.
No ataque seguinte, os espanhóis chegaram à virada em um lance de sorte. Aicardo chutou de longe, a bola desviou em Fernandinho e entrou no canto direito de Tiago. Os europeus ainda acertaram uma bola no travessão em nova cobrança de falta ensaiada.
Restando quatro minutos para o fim, brilhou a estrela de Falcão. Com o Brasil atuando com goleiro-linha, o astro apareceu livre de marcação e acertou chute forte de longa distância para empatar o placar. O time verde-amarelo ainda teve a chance de garantir a vitória no tempo normal, mas Rafael desperdiçou cara a cara com o goleiro.
A igualdade no placar levou a partida para a prorrogação, marcada por muito equilíbrio e boas chances para as duas equipes. Restando 1 minuto para o fim, a Espanha estourou seu limite de faltas e deu ao Brasil a oportunidade do tiro livre. Rodrigo, porém, chutou mal e o goleiro Juanjo fez a defesa. Mas Neto garantiu o título brasileiro em bela jogada individual, que terminou com um chute cruzado certeiro a 19s para o fim.
O Brasil iniciou a etapa final com Falcão em quadra e uma nova postura. Melhorou seu volume de jogo e obrigou o goleiro Juanjo a fazer suas primeiras boas defesas. Aos 5 minutos, porém, a pressão brasileira surtiu efeito. Após cobrança de escanteio, Neto chutou forte e abriu o placar.
O time verde-amarelo, porém, voltou a se encolher após o gol e a sofrer pressão espanhola. Aos 10 minutos, uma falta fora do lance de bola de Ari terminou com o empate dos europeus. Em cobrança ensaiada, Miguelín chutou forte, Tiago fez grande defesa, mas Torras mandou para as redes no rebote.
No ataque seguinte, os espanhóis chegaram à virada em um lance de sorte. Aicardo chutou de longe, a bola desviou em Fernandinho e entrou no canto direito de Tiago. Os europeus ainda acertaram uma bola no travessão em nova cobrança de falta ensaiada.
Restando quatro minutos para o fim, brilhou a estrela de Falcão. Com o Brasil atuando com goleiro-linha, o astro apareceu livre de marcação e acertou chute forte de longa distância para empatar o placar. O time verde-amarelo ainda teve a chance de garantir a vitória no tempo normal, mas Rafael desperdiçou cara a cara com o goleiro.
A igualdade no placar levou a partida para a prorrogação, marcada por muito equilíbrio e boas chances para as duas equipes. Restando 1 minuto para o fim, a Espanha estourou seu limite de faltas e deu ao Brasil a oportunidade do tiro livre. Rodrigo, porém, chutou mal e o goleiro Juanjo fez a defesa. Mas Neto garantiu o título brasileiro em bela jogada individual, que terminou com um chute cruzado certeiro a 19s para o fim.
Italiano
| 12h00 Bologna 3x0 Palermo |
| 12h00 Catania 2x1 Chievo Verona |
| 12h00 Fiorentina 4x1 Atalanta |
| 12h00 Internazionale 2x2 Cagliari |
| 12h00 Siena 1x0 Pescara |
| 12h00 Udinese 2x2 Parma |
| 17h45 Sampdoria 3x1 Genoa |
Espanhol
| 09h00 La Coruña 0x2 Levante |
| 13h00 Celta 1x1 Mallorca |
| 14h50 Getafe 2x1 Valladolid |
| 16h45 Granada-ESP 0x1 Atlético de Madri |
| 18h30 Sevilla 5x1 Betis |
sábado, 17 de novembro de 2012
Brasileirão Série B
| 16h20 Joinville 1x1 Vitória |
| 16h20 Criciúma 0x0 Atlético-PR |
| 16h20 São Caetano 1x1 Goiás |
| 16h20 Grêmio Barueri 2x0 Avaí |
| 16h20 Ipatinga-MG 2x3 Guaratinguetá |
| 16h20 Ceará x Bragantino |
| 16h20 América-RN 1x1 América-MG |
| 16h20 Boa Esporte Clube x ABC |
| 16h20 CRB 2x1 Guarani |
Francês
| 14h00 PSG 1x2 Rennes |
| 17h00 Ajaccio 0x1 Sochaux |
| 17h00 Brest 3x0 Bastia |
| 17h00 Evian x Saint-Etienne |
| 17h00 Troyes 3x3 Nancy |
| 17h00 Valenciennes 1x1 Montpellier |
Espanhol
| 13h00 Osasuna 0x0 Málaga |
| 15h00 Valencia 2x1 Espanyol |
| 17h00 Barcelona 3x1 Zaragoza |
| 19h00 Real Madrid 5x1 Athletic Bilbao |
Alemão
| 12h30 Borussia Dortmund 3x1 Greuther Fürth |
| 12h30 Borussia Mgladbach 1x2 Stuttgart |
| 12h30 Hannover 96 1x2 Freiburg |
| 12h30 Nuremberg 1x1 Bayern de Munique |
| 12h30 Hamburgo 1x0 Mainz 05 |
| 12h30 Eintracht Frankfurt 4x2 Augsburg |
| 15h30 Bayer Leverkusen 2x0 Schalke 04 |
Inglês
| 10h45 Arsenal 5x2 Tottenham |
| 13h00 Liverpool 3x0 Wigan |
| 13h00 Manchester City 5x0 Aston Villa |
| 13h00 Newcastle United 1x2 Swansea City |
| 13h00 QPR 1x3 Southampton |
| 13h00 Reading 2x1 Everton |
| 13h00 West Bromwich Albion 2x1 Chelsea |
| 15h30 Norwich 1x0 Manchester Unite |
Estrela Vermelha x Partizan Belgrado, um dos maiores clássicos do mundo
Rivalidade criada ao longo de guerras
Os dois principais clubes sérvios surgiram em 1945. A explicação para ambos sobre a data é a mesma: a maior parte das equipes do país foi dissolvida após a II Guerra Mundial, já que o Marechal Tito as acusou de colaboração com o Eixo, liderado pelos nazistas. O Estrela Vermelha surgiu em março do antigo Jugoslavija, clube que era o mais popular do país. Já o Partizan, cujo nome se refere ao termo usado para se referir ao movimentos populares na Iugoslávia que lutaram contra os alemães, foi fundado como o clube do exército.
Com o passar dos anos, os dois times criaram a maior rivalidade do Leste Europeu - incluindo em outras modalidades esportivas, como o basquete. Até hoje, no futebol, já foram 231 confrontos, com 103 vitórias do Estrela Vermelha e 358 gols marcados, 56 empates e 72 vitórias do Partizan, além de 308 gols anotados pelos crno-beli. Em termos de títulos, a vantagem também é vermelha e branca, com um Mundial Interclubes, uma Liga dos Campeões, um Campeonato Sérvio, cinco da Sérvia e Montenegro, 19 Campeonatos Iugoslavos, três Copas da Sérvia, nove Copas da Sérvia e Montenegro e 12 Copas da Iugoslávia. O Partizan acumula cinco Campeonatos Sérvios, oito da Sérvia e Montenegro, 11 Campeonatos Iugoslavos, três Copas da Sérvia, quatro da Sérvia e Montenegro e cinco Copas Iugoslavas.
Desde o fim da Iugoslávia, houve 20 campeonatos nacionais. Somente em três oportunidades Estrela Vermelha e Partizan Belgrado não ocuparam as duas primeiras posições: 1997/98, Obilic campeão; 1998/99, Obilic vice; e 2008/09, Vojvodina campeão.
Ainda sobre os títulos conquistados, o Partizan Belgrado é o atual clube hegemônico do país, sendo o atual pentacampeão. No entanto, a maior glória de um time sérvio em toda história foi alcançada pelo Estrela Vermelha, campeão europeu em 1991 com um time inesquecível, que na final bateu o Olympique de Marselha nos pênaltis por 5 a 3, após empatar em 0 a 0. Entre outros, contava com Stevan Stojanovic, Sinisa Mihajlovic, Robert Prosinecki, Vladimir Jugovic e Dejan Savicevic. Seu maior rival teve, antes, a chance de conquistar a Europa também, mas acabou derrotado na final de 1966 pelo Real Madrid - curiosidade: Predrag Mijatovic, autor do gol do título europeu dos merengues em 1998, foi revelado pelo Partizan.
Já que citamos alguns dos grandes jogadores da história desses dois clubes, vale lembrar outros que ainda estão em atividade, espalhados pelo Velho Continente. Que começaram a carreira no Estrela Vermelha: Nemanja Vidic (Manchester United), Dejan Stankovic (Internazionale), Nikola Zigic (Birmingham) e Marko Pantelic (Olympiacos); Partizan: Stefan Jovetic (Fiorentina), Miralem Sulejmani (Ajax), Adem Ljajic (Fiorentina) e Simon Vukcevic (Blackburn).
O atual momento dos rivais é bem distinto. O alvinegro da capital sérvia passa por uma época vitoriosa, apesar de muitos problmas financeiros. No entanto, suas dificuldades são menores do que as enfrentadas pelos crveno-beli. Nesta semana, o presidente Vladan Lukic renunciou ao cargo, sendo substituído por um grupo de administradores, liderado por Dragan Dzajic, ex-ídolo em campo. O Governo, preocupado com a situação da equipe mais popular do país, já garantiu que vai ajudá-la a sair do buraco financeiro e administrativo.
Essa diferença tem sido vista nos últimos anos e nesta temporada, mais uma vez, o Partizan está bem à frente. No Campeonato Sérvio, após 12 rodadas, a vantagem já é de 12 pontos. Nas competições europeias o time não tem mais chances de avançar na Liga Europa (para onde foi após cair nas preliminares da Champions), onde divide a lanterna do Grupo H com o Neftçi, atrás dos classificados Internazionale e Rubin Kazan. Já o Estrela Vermelha caiu nos playoffs, diante do Bordeaxu.
Brasileiros? Atualmente cada clube conta com um: o Estrela Vermelha tem o meia Cadu, ex-Ponte Preta e Porto Alegre, clube gaúcho que pertence à família de Ronaldinho Gaúcho, e o Partizan conta com o centroavante Eduardo, ex-Atlético Mineiro, Sport, Atlético Paranaense e São Caetano. Ainda nas referências ao Brasil, dois outros fatos: o clássico deste final de semana será jogado na casa do Crvena Zvezda, o Marakana, que foi construído no início dos anos 1960 e levou o apelido pelo seu tamanho; há um único jogador brasileiro que defendeu os dois rivais, o atacante Cléo, atualmente no Guangzhou Evergrande, da China.
Nos atuais elencos, poucos jogadores conhecidos. Entre eles, os dois artilheiros do Campeonato Sérvio: Stefan Scepovic (Partizan, 8 gols) e Ognjen Mudrinski (Estrela Vermelha, 7 gols). Do lado preto e branco há ainda um ídolo, o meia Sasa Ilic, que carrega no currículo um feito para poucos: defendeu três seleções - Iugoslávia, Sérvia e Montenegro e Sérvia.
Mas independentemente da parte técnica, o Dérbi Eterno, como é conhecido, sempre foi marcado pelas participações das torcidas - algumas vezes para o mal. Recuperando um pouco o passado, grupos organizados dos dois lados participaram ativamente dos conflitos nos Balcãs nos anos 1990, como grupos paramilitares. Aliás, para entender melhor a organização desses torcedores a leitura de "Como o futebol explica o mundo", de Franklin Foer, é fundamental. E tudo isso é perceptível na convivência com as pessoas de Belgrado.
Portanto, neste sábado, a partir de 15h30, reserve um espaço na sua agenda para acompanhar mais um capítulo dessa história ser escrito. Ao vivo na ESPN Brasil.
Pet convida fã do esporte para assistir ao clássico do Leste Europeu na ESPN
sexta-feira, 16 de novembro de 2012
Rentería desmancha sonho sul-americano do Grêmio
O colombiano Rentería deu trabalho ao Grêmio quando jogava no Internacional. Ele saiu do Sul, rodou por aí (teve passagem até pelo Santos), voltou para casa e… mais uma vez atravessou o caminho do velho rival. Com os dois gols que marcou nos minutos finais, garantiu a vitória por 3 a 1, despachou a equipe de Vanderlei Luxemburgo e colocou o Millonarios na semifinal da Copa Sul-Americana. O próximo adversário é o Tigre, da Argentina.
O estádio El Campin, nos 2640 metros de altitude de Bogotá, viveu noite memorável, inesquecível para os torcedores do Millonarios e tormentosa para os fãs do Grêmio. O time da casa precisa ganhar por dois gols de diferença, se quisesse seguir adiante na competição, pois havia perdido por 1 a 0 em Porto Alegre. Ou devolver o placar e definir nos pênaltis.
Tarefa complicada, que ficou ainda mais delicada, depois de Werley abrir o marcador no primeiro tempo. Era tudo que o Grêmio queria, uma vantagem folgada, que lhe permitisse esvaziar o ânimo dos anfitriões. O Millonarios, então, partiu pra cima, pressionou, jogou na base do tudo ou nada. À espera de uma noite milagrosa.
Caramba, e não é que a graça aconteceu?!?! A casa do Grêmio começou a ruir aos 15 da etapa final, com o gol de empate marcado por Cosme. Impressionante como o Millonarios passou a acreditar na possibilidade da virada. Que veio e na medida exata, com os gols de Rentería aos 35 e aos 48, em cobrança de pênalti contestado pelo tricolor gaúcho. E, na minha opinião, contestado com razão.
O Grêmio fica, assim, de mão abanando, e precisa se desdobrar para terminar o Brasileiro em segundo lugar e garantir vaga direta para a Libertadores. O São Paulo pega a Universidad Catolica, na outra semifinal. E aqui faço um mea-culpa: esculhambei o Millonarios, quando derrotou o Palmeiras. Pode não ser uma maravilha, mas o time colombiano se mostrou competente e atropelou dois brasileiros. Merece estar na briga pelo título.
VÍDEOS: O gol de bicicleta de fora da área tão ou mais incrível do que o de Ibrahimovic
Mauro Bressan defendeu 13 clubes durantes seus 21 anos de carreira. E em 2 de novembro de 1999, quando vestia a camisa da Fiorentina, pela qual atuou entre 1999 e 2001, marcou um gol espetacular. De bicicleta, de fora da área, e com o goleiro debaixo das traves!
O adversário? O Barcelona. A peleja terminou 3 a 3. Um dos tentos mais espetaculares da história. Veja, abaixo, depois reveja o de Ibrahimovic contra a Inglaterra, na quarta-feira. Depois diga, qual deles foi mais difícil, sensacional, espetacular?
O tento de Bressan...
...ou o gol de Ibra?
O adversário? O Barcelona. A peleja terminou 3 a 3. Um dos tentos mais espetaculares da história. Veja, abaixo, depois reveja o de Ibrahimovic contra a Inglaterra, na quarta-feira. Depois diga, qual deles foi mais difícil, sensacional, espetacular?
O tento de Bressan...
...ou o gol de Ibra?
Atuação infeliz de Thiago Neves relativiza análise da seleção brasileira em New Jersey
Com algum esforço, é possível compreender a convocação de Thiago Neves - campeão brasileiro, ainda que longe da melhor fase da carreira. Mais um pouco de tolerância permite a leitura da titularidade do meia-atacante no amistoso em New Jersey: canhoto e incisivo, na teoria, como Hulk para completar o quarteto ofensivo.
Impossível de entender foi Mano Menezes manter o camisa 20 por exatos 73 minutos e ainda segurar a troca após o belo gol de Neymar em jogada individual que empatou o jogo, milésimo da seleção cinco vezes campeã mundial pelas contas da CBF.
Porque Thiago Neves simplesmente errou tudo que tentou. Todas as decisões nas jogadas. Passes, desarmes, posicionamento, deslocamentos, lançamentos. Tudo. Sem exageros. E nenhuma perseguição ao jogador, que tentou ao menos se dedicar taticamente. Menos ainda ao treinador.
Mas foi uma escolha infeliz que relativiza a análise da atuação da seleção brasileira no 1 a 1 com a boa Colômbia do ótimo James Rodríguez, de Valencia, também do Fluminense, improvisado na lateral-direita, do Falcao bem marcado por Thiago Silva...e Cuadrado.
Impossível de entender foi Mano Menezes manter o camisa 20 por exatos 73 minutos e ainda segurar a troca após o belo gol de Neymar em jogada individual que empatou o jogo, milésimo da seleção cinco vezes campeã mundial pelas contas da CBF.
Porque Thiago Neves simplesmente errou tudo que tentou. Todas as decisões nas jogadas. Passes, desarmes, posicionamento, deslocamentos, lançamentos. Tudo. Sem exageros. E nenhuma perseguição ao jogador, que tentou ao menos se dedicar taticamente. Menos ainda ao treinador.
Mas foi uma escolha infeliz que relativiza a análise da atuação da seleção brasileira no 1 a 1 com a boa Colômbia do ótimo James Rodríguez, de Valencia, também do Fluminense, improvisado na lateral-direita, do Falcao bem marcado por Thiago Silva...e Cuadrado.
O meia pela direita no 4-1-4-1 armado por Pekerman para encaixar a marcação sobre o 4-2-3-1 brasileiro aproveitou a lentidão do improvisado Leandro Castán e a noite trágica de Thiago Neves, que alternou com Kaká pela esquerda, para se impor no setor. O jogador da Fiorentina venceu a maioria dos duelos e foi às redes em chute cruzado no primeiro tempo.
Kaká, Oscar e Neymar ficaram sobrecarregados pela boa marcação colombiana, mas também por conta do desempenho constrangedor do companheiro de ataque. Kaká confirmou a evolução, ao menos no primeiro tempo, com boas arrancadas, sintonia com os companheiros e um chute no travessão.
Kaká, Oscar e Neymar ficaram sobrecarregados pela boa marcação colombiana, mas também por conta do desempenho constrangedor do companheiro de ataque. Kaká confirmou a evolução, ao menos no primeiro tempo, com boas arrancadas, sintonia com os companheiros e um chute no travessão.
Paulinho marcou e saiu para o jogo com a correção habitual. Melhor que Ramires, condutor de bola, mas ainda com problemas no passe.
Daniel Alves, em tese o lateral apoiador, teve problemas no confronto com James Rodríguez e só apareceu no centro preciso para Neymar cabecear em cima do goleiro Ospina e no pênalti que o árbitro viu no desarme limpo de Armero e a Joia santista isolou.
Lucas novamente pouco produziu e foi disperso taticamente nos poucos minutos em campo. Brilha no São Paulo e deve evoluir no PSG. Mas por ora é difícil imaginá-lo como titular no time de Mano Menezes. Ainda assim, podia ter entrado ao menos após o intervalo.
Na lateral-esquerda, a improvisação deixa claro que Marcelo é titular absoluto. Falta, porém, um reserva da confiança do treinador. Coordenando o trabalho de volantes e laterais, além da cobertura dos zagueiros, é possível investir em qualidade atrás sem comprometer a retaguarda.
Mesmo com todas as ressalvas e o gramado prejudicado, o amistoso foi de bom nível, competitivo. Marcações adiantadas, pressionando a saída de bola. Intensidade e técnica. A dinâmica sem centroavante de ofício e Neymar solto na frente pode ser mais testada. A Colômbia seguirá forte nas Eliminatórias e deve vir ao Brasil em 2014.
Valeu como teste, mais forte que o Japão. Mas é melhor esperar por Hulk ou um fato novo no ataque – Fred, Willian (Shakhtar Donestk), Wellington Nem, Bernard... Quem sabe Thiago Neves, mas em outro momento ou contexto?
Daniel Alves, em tese o lateral apoiador, teve problemas no confronto com James Rodríguez e só apareceu no centro preciso para Neymar cabecear em cima do goleiro Ospina e no pênalti que o árbitro viu no desarme limpo de Armero e a Joia santista isolou.
Lucas novamente pouco produziu e foi disperso taticamente nos poucos minutos em campo. Brilha no São Paulo e deve evoluir no PSG. Mas por ora é difícil imaginá-lo como titular no time de Mano Menezes. Ainda assim, podia ter entrado ao menos após o intervalo.
Na lateral-esquerda, a improvisação deixa claro que Marcelo é titular absoluto. Falta, porém, um reserva da confiança do treinador. Coordenando o trabalho de volantes e laterais, além da cobertura dos zagueiros, é possível investir em qualidade atrás sem comprometer a retaguarda.
Mesmo com todas as ressalvas e o gramado prejudicado, o amistoso foi de bom nível, competitivo. Marcações adiantadas, pressionando a saída de bola. Intensidade e técnica. A dinâmica sem centroavante de ofício e Neymar solto na frente pode ser mais testada. A Colômbia seguirá forte nas Eliminatórias e deve vir ao Brasil em 2014.
Valeu como teste, mais forte que o Japão. Mas é melhor esperar por Hulk ou um fato novo no ataque – Fred, Willian (Shakhtar Donestk), Wellington Nem, Bernard... Quem sabe Thiago Neves, mas em outro momento ou contexto?
Olho Tático
Seleção de Mano penou pela esquerda e a Colômbia se impôs com Cuadrado e o improvisado Valencia.
Desde Van Basten, ninguém fazia três gols na Inglaterra. Ibra fez quatro!
a história da seleção inglesa, nenhum jogador adversário jamais havia marcado quatro gols. NINGUÉM antes de Ibrahimovic. O show do craque sueco e seu poker (como os italianos chamam quatro tentos numa só partida) serviram para vingar a derrota por 3 x 2, de virada, na primeira fase da Eurocopa, resultado que terminou por causar a eliminação da seleção de Ibra na primeira fase do torneio disputado em junho na Ucrânia e na Polônia.
Se Ibra foi o primeiro a fazer quatro, vale dizer que há muito tempo nenhum adversário do English Team marcava três vezes. Marco Van Basten era o último a marcar um hat-trick contra os ingleses. Aconteceu na Eurocopa de 1988, vitória da Holanda por 3 x 1, que confirmou a eliminação precoce da equipe à época treinada por Bobby Robson. A Holanda havia perdido na estreia contra a União Soviética e se classificaria para a segunda fase graças, também, a um gol de Kieft, na terceira partida cotnra a Irlanda.
Abaixo, você assiste ao hat-trick histórico de Van Basten. Comparável ao gênio da grande área holandesa, só mesmo Zlatan Ibrahimovic.
quinta-feira, 15 de novembro de 2012
Argentino
| 18h00 Godoy Cruz 0x1 Racing Club |
| 20h15 Lanús 2x1 San Martín |
| 22h30 Tigre 0x1 Arsenal Sarandí |
| 22h30 Boca Juniors 0x0 Newells Old Boys |
As transmissões da semana 11 da NFL
A semana 11 da NFL terá mais cinco transmissões ao vivo nos canais ESPN e no WatchESPN. Anote e programe-se:
quinta, 15
23h15 - BUFFALO BILLS X MIAMI DOLPHINS - ESPN/ESPN+/WATCHESPN ao vivo
domingo, 18
16h - DETROIT LIONS X GREEN BAY PACKERS - ESPN+/WATCHESPN ao vivo (na ESPN em andamento a partir de 16h30)
19h25 - DENVER BRONCOS X SAN DIEGO CHARGERS - ESPN/ESPN+/WATCHESPN ao vivo
23h15 - PITTSBURGH STEELERS X BALTIMORE RAVENS - ESPN/ESPN+/WATCHESPN ao vivo
segunda, 19
23h - SEMANA NFL
23h30 - SAN FRANCISCO 49ERS X CHICAGO BEARS - ESPN/ESPN+/WATCHESPN ao vivo
Mártir pra quê?*
Está cheio de torcedor miolo mole à solta pelo mundo. Em nome da paixão pelo futebol, esse tipo acha que vale qualquer atitude exagerada. Por isso, a cada semana elege vilões ou heróis para sua equipe. E inverte os papéis dos personagens de uma rodada para outra, ao sabor do vento, ou das vitórias e derrotas. Na maioria das vezes, não passa de folclore. Há situações, porém, em que o amor cego a leva a ameaças, tragédias. Mortes.
Muita gente no Palmeiras anda com medo. A vida de pessoas comuns, mas ligadas ao clube, mudou por causa de intimidações, na maior parte anônimas, que recebem nestes dias duros que antecedem o quase inevitável rebaixamento. Há quem tenha jurado infernizar a rotina de cartolas, e têm o presidente Arnaldo Tirone como alvo principal. Os avisos de guerra estariam nas pichações e no ataque à loja oficial na sede social.
O cartola se sente acuado – e não é para menos. A administração que encabeça tem responsabilidade pelos tropeços da equipe, como teve méritos na conquista da Copa do Brasil. Se foi exaltada naquele episódio feliz, não surpreende enfrentar cobranças nesta hora angustiosa. Mas, assim como Tirone e turma não eram deuses meses atrás, não se justifica a demonização de agora. São executivos, que tinham objetivos a alcançar. Falharam? Então, assumam e sumam. Sair de cena será atitude generosa, para que reflitam e se reciclem.
Inadmissível é considerar a pressão violenta como mera bravata de desocupados. Nunca se sabe do que é capaz alguém que aposta na impunidade para extravasar frustração. Há os que entendam só a linguagem da violência; para esses, não resta forma de cobrar a não ser com brutalidade. Começam com palavrões, provocações, emboscadas, invasões e não se sabe onde vão terminar.
Vi uma entrevista, após a derrota para o Fluminense, em que Tirone trata de mostrar naturalidade diante da intimação bandida. O presidente se saiu com a constatação de que morrer “é destino inevitável de todo mundo” e se disse disposto a virar mártir palmeirense.
Epa, que conversa é essa?! A Humanidade tem mártires de sobra, homens que deram a vida por causas religiosas, políticas, filosóficas, e assim alteraram a história. Os gestos de coragem e caráter deles se eternizaram, são exaltados até hoje. Embora em muitos casos tenham virado só motivo para feriado…
O futebol não precisa de mártires, está recheado de figuras clássicas e perenes, como os craques, os carrascos, os pernas de pau, os juízes “ladrões”, os técnicos “burros”, os cartolas. Apesar de alguns serem polêmicos, sempre remetem a vida e sentimento. Nada de morte, sobretudo como consequência de postura de torcedor covarde. Não se admite isso, nem em sonho.
Há decepção com o descaminho palestrino – justa e compreensível. A torcida tem direito de demonstrar descontentamento, com protesto, com vaia, até com o abandono do time. Pode pedir, à maneira de Raul Gil, para o dirigente pegar o banquinho e sair de fininho. Jamais agir com violência.
Fred na amarelinha. Treinador tem cismas – e com Mano Menezes não é diferente. O regente da seleção deixou Fred na geladeira por um ano. Mas enfim reconheceu a fase excepcional do artilheiro do Brasileiro. Por isso, o incluiu na lista de convocados para o jogo com a Argentina, na semana que vem, em Buenos Aires. Gesto sensato do técnico, ao olhar para quem decide. Tomara que Fred tenha voltado para ficar de vez, assim como Kaká, que hoje enfrenta a Colômbia.
Carta a um jovem amigo palmeirense
Matheus,
A gente ainda não se conhece, mas é questão de tempo. Seu pai é um dos bons amigos que fiz nesse mundo moderno, onde a gente não se encontra muito com os amigos, mas sabe do que eles gostam, sabe pelo que eles sofrem, sabe qual o prato preferido de gente que a gente preferia ver mais vezes.
A gente ainda não se conhece, mas eu sei que você está numa fase complicada, rapaz. No domingo, seu pai me contou que teve uma conversa séria com você, explicando que os próximos dias, talvez meses ou anos, seriam difíceis. Ele não te deu alternativas, né?, e você acabou se tornando um palmeirense; ou um palestrino, como dizem os antigos. Mas seu pai não é tão antigo assim.
Os próximos dias serão difíceis, mesmo, Matheus. Mas serão importantes. Você ainda não sabe disso, mas o futebol é uma coisa que, para gente como eu, seu pai e você, vai muito além daquele jogo de quarta, domingo, do treino e da crise que derruba um técnico e faz gente chorar, sorrir, enfartar e pichar muros. Pichar muro é errado, hein, não caia nessa.
Para gente como eu, seu pai e você, o futebol é uma escola. Eu não nasci aqui em São Paulo, nasci numa cidade chamada Goiânia, um dia a gente pode ir passear por lá. E eu resolvi que torceria por um time da minha cidade, que é uma cidade bonita, de gente boa, trabalhadora. Mas que talvez nunca terá um time campeão brasileiro. Da Série A, porque da B a gente consegue se virar de vez em quando.
Mas eu não vou falar de Série B com você agora, no quinto parágrafo desta carta que você só vai ler daqui a uns cinco anos e só vai entender direitinho, palavra por palavra, uns anos depois, quando estiver na escola, aprendendo as letras, números e sonhos que nos fazem crescer e conhecer mais na infância do que em qualquer outra época da vida. E na infância, a gente acha que essa escola onde a gente aprende matemática, português e ciências é a única. Mas eu vou te avisar uma coisa: não é.
O futebol também é uma escola, Matheus, e seu pai sabe bem disso; não conte a ele que eu te disse, mas ele está te ensinando uma série de lições desde que você nasceu. No futebol, existem dois lados: os dos que vencem e o dos que aprendem a viver. Quem vence faz festa, comemora, grita, vibra, enche o saco do colega de trabalho no dia seguinte, sente-se o herói do mundo por uma, duas, três semanas. Tem gente que é mais chato e sente-se o herói por toda a eternidade, mas você vai saber se afastar desse tipo de gente.
Quem perde, sofre. Claro que sofre. Seu pai me contou que, no fim do jogo do Palmeiras com o Fluminense, no domingo, ele ficou abraçado com você, de pé, na sala de casa. Ele me disse que queria estar junto com você, é claro que ele tinha de fazer isso, ele é seu pai e precisa te proteger. Mas ele não vai conseguir te proteger sempre, e isso também é bom.
Talvez, quando você for para a escola, daqui a uns dois ou três anos, o Palmeiras já tenha voltado para a Série A e ganhado títulos, o Palmeiras é grande, é imponente, é um monte de outras palavras que você vai aprender a colocar antes ou depois do nome do seu time, naquele caderno de Geografia, durante as aula de relevos, tipos de clima e vegetação.
Mas o mais importante, Matheus, é que, qualquer que seja a divisão em que seu time jogar, qualquer que seja o resultado do jogo, você estará bem - seja comemorando as vitórias, seja aprendendo com as derrotas. Só que, na hora das derrotas, você nunca vai perceber isso; você só vai perceber quando seu time vencer de novo, quando você notar o quanto valeu a pena cada lágrima de choro, cada piada que você vai ouvir, cada falha daquele jogador que seu pai vai xingar mil vezes - e, por favor, aprenda os palavrões com seu pai, é mais legal que aprender na rua.
Os próximos dias serão difíceis, Matheus. Desde que você nasceu, há pouco mais de dois meses, os dias para seu time têm sido difíceis. O Palmeiras deve cair para a Série B, mas não é o fim do mundo. É como se fosse assim: imagina que você fez muita bagunça, daí seu pai te colocou de castigo. Você fica no castigo, para de fazer bagunça e depois volta, sabendo que não vai poder bagunçar de novo.
Se você for esperto, vai saber fazer suas bagunças de um jeito diferente, vai ser feliz e continuar aprontando de vez em quando. Um castigo bem dado vale muito mais que um presente caro.
Mas isso, você não precisa entender agora.
A gente ainda não se conhece, mas é questão de tempo. Seu pai é um dos bons amigos que fiz nesse mundo moderno, onde a gente não se encontra muito com os amigos, mas sabe do que eles gostam, sabe pelo que eles sofrem, sabe qual o prato preferido de gente que a gente preferia ver mais vezes.
A gente ainda não se conhece, mas eu sei que você está numa fase complicada, rapaz. No domingo, seu pai me contou que teve uma conversa séria com você, explicando que os próximos dias, talvez meses ou anos, seriam difíceis. Ele não te deu alternativas, né?, e você acabou se tornando um palmeirense; ou um palestrino, como dizem os antigos. Mas seu pai não é tão antigo assim.
Os próximos dias serão difíceis, mesmo, Matheus. Mas serão importantes. Você ainda não sabe disso, mas o futebol é uma coisa que, para gente como eu, seu pai e você, vai muito além daquele jogo de quarta, domingo, do treino e da crise que derruba um técnico e faz gente chorar, sorrir, enfartar e pichar muros. Pichar muro é errado, hein, não caia nessa.
Para gente como eu, seu pai e você, o futebol é uma escola. Eu não nasci aqui em São Paulo, nasci numa cidade chamada Goiânia, um dia a gente pode ir passear por lá. E eu resolvi que torceria por um time da minha cidade, que é uma cidade bonita, de gente boa, trabalhadora. Mas que talvez nunca terá um time campeão brasileiro. Da Série A, porque da B a gente consegue se virar de vez em quando.
Mas eu não vou falar de Série B com você agora, no quinto parágrafo desta carta que você só vai ler daqui a uns cinco anos e só vai entender direitinho, palavra por palavra, uns anos depois, quando estiver na escola, aprendendo as letras, números e sonhos que nos fazem crescer e conhecer mais na infância do que em qualquer outra época da vida. E na infância, a gente acha que essa escola onde a gente aprende matemática, português e ciências é a única. Mas eu vou te avisar uma coisa: não é.
O futebol também é uma escola, Matheus, e seu pai sabe bem disso; não conte a ele que eu te disse, mas ele está te ensinando uma série de lições desde que você nasceu. No futebol, existem dois lados: os dos que vencem e o dos que aprendem a viver. Quem vence faz festa, comemora, grita, vibra, enche o saco do colega de trabalho no dia seguinte, sente-se o herói do mundo por uma, duas, três semanas. Tem gente que é mais chato e sente-se o herói por toda a eternidade, mas você vai saber se afastar desse tipo de gente.
Quem perde, sofre. Claro que sofre. Seu pai me contou que, no fim do jogo do Palmeiras com o Fluminense, no domingo, ele ficou abraçado com você, de pé, na sala de casa. Ele me disse que queria estar junto com você, é claro que ele tinha de fazer isso, ele é seu pai e precisa te proteger. Mas ele não vai conseguir te proteger sempre, e isso também é bom.
Talvez, quando você for para a escola, daqui a uns dois ou três anos, o Palmeiras já tenha voltado para a Série A e ganhado títulos, o Palmeiras é grande, é imponente, é um monte de outras palavras que você vai aprender a colocar antes ou depois do nome do seu time, naquele caderno de Geografia, durante as aula de relevos, tipos de clima e vegetação.
Mas o mais importante, Matheus, é que, qualquer que seja a divisão em que seu time jogar, qualquer que seja o resultado do jogo, você estará bem - seja comemorando as vitórias, seja aprendendo com as derrotas. Só que, na hora das derrotas, você nunca vai perceber isso; você só vai perceber quando seu time vencer de novo, quando você notar o quanto valeu a pena cada lágrima de choro, cada piada que você vai ouvir, cada falha daquele jogador que seu pai vai xingar mil vezes - e, por favor, aprenda os palavrões com seu pai, é mais legal que aprender na rua.
Os próximos dias serão difíceis, Matheus. Desde que você nasceu, há pouco mais de dois meses, os dias para seu time têm sido difíceis. O Palmeiras deve cair para a Série B, mas não é o fim do mundo. É como se fosse assim: imagina que você fez muita bagunça, daí seu pai te colocou de castigo. Você fica no castigo, para de fazer bagunça e depois volta, sabendo que não vai poder bagunçar de novo.
Se você for esperto, vai saber fazer suas bagunças de um jeito diferente, vai ser feliz e continuar aprontando de vez em quando. Um castigo bem dado vale muito mais que um presente caro.
Mas isso, você não precisa entender agora.
A Colômbia de Nestor José Pekerman e a história dos argentinos por lá
São quatro vitórias seguidas, desde a derrota para o Equador, em junho. Desde que Nestor José Pekerman assumiu a seleção da Colômbia, em janeiro, tornou-se um novo time. Toque de bola, característica do futebol colombiano desde os anos 40, quando uma invasão de argentinos ensinou como jogar com o misto de malícia e habilidade típicas no sul do continentel.
Hoje a Colômbia tem dois volantes marcadores e um defeito grave na defesa: lentidão. Contra o Paraguai, jogaram Valdezm do Philadelphia, e Yepes, do Milan. Hoje, contra o Brasil, devem atuar Perea, do Cruz Azul, e Yepes, o primeiro de 33 anos, ex-Atlético de Madrid, o segundo de 36 anos, semifinalista da Libertadores de 1999 pelo River Plate -- quanto tempo.
Mas do meio para a frente há a velocidade de Teófilo Gutiérrez, ex-Racing da Argentina, hoje no Junior de Barranquilla, a armação de Macnelly Torres, semifinalista da Libertadores de 2007 pelo Cúcuta, hoje no Atlético Nacional. Pela esquerda, James Rodriguez, sensação do Porto, e no ataque Radamel Falcão Garcia, de atuações espetaculares pelo Atlético de Madrid.
O 4-2-3-1 você vê abaixo na imagem capturada do site impedimento.org, do jornalista Eduardo Cecconi, que fez ótima análise sobre a equipe de Pekerman.
A história dos argentinos no futebol colombiano começa em 1948, na greve que interrompeu o Campeonato Argentino. Quando o torneio recomeçou, o Independiente foi campeão com os juvenis. Ao mesmo tempo, na Colômbia, o presidente da Liga, Alfonso Senior, comprava o sonho do governo de dar circo ao povo com um grande torneio de futebol. Mas como contratar craques para fazer isso?
Rompida com a Fifa, Alfonso Senior solucionou a questão viajando à Argentina e oferecendo aos jogadores grevistas contratos milionários. Em vez de pagar aos clubes, levava os jogadores para a Colômbia na mão grande. Assim foram para o Millonarios de Bogotá craques como Pedernera, Nestor Rossi, Di Stéfano.
O campeonato foi um sucesso e os colombianos aprenderam a jogar à base de toque de bola. O sonho chamado de Eldorado, ou de Liga Pirata (os jogadores eram pirateados), durou até 1954, dois anos depois do congresso da Fifa em Lima que selou a paz com os colombianos e deu o prazo de dois anos para deixar de contar com os craques. Em 1954, Di Stéfano foi vendido pelo Millonarios ao Real Madrid, numa polêmica disputa com o Barcelona, que chegou a comprá-lo do River Plate, proprietário do passe.
Anos mais tarde, nos anos 70, Carlos Bilardo foi técnico do Deportivo Cáli. E Nestor José Pekerman foi volante do Independiente de Medellín. Pekerman conhece bem o futebol colombiano. Conhece a ponto de recuperar o futebol da seleção nacional, rival desta noite do Brasil.
Hoje a Colômbia tem dois volantes marcadores e um defeito grave na defesa: lentidão. Contra o Paraguai, jogaram Valdezm do Philadelphia, e Yepes, do Milan. Hoje, contra o Brasil, devem atuar Perea, do Cruz Azul, e Yepes, o primeiro de 33 anos, ex-Atlético de Madrid, o segundo de 36 anos, semifinalista da Libertadores de 1999 pelo River Plate -- quanto tempo.
Mas do meio para a frente há a velocidade de Teófilo Gutiérrez, ex-Racing da Argentina, hoje no Junior de Barranquilla, a armação de Macnelly Torres, semifinalista da Libertadores de 2007 pelo Cúcuta, hoje no Atlético Nacional. Pela esquerda, James Rodriguez, sensação do Porto, e no ataque Radamel Falcão Garcia, de atuações espetaculares pelo Atlético de Madrid.
O 4-2-3-1 você vê abaixo na imagem capturada do site impedimento.org, do jornalista Eduardo Cecconi, que fez ótima análise sobre a equipe de Pekerman.
Impedimento.org
Imagem da Colômbia do site impedimento.org: 4-2-3-1
A história dos argentinos no futebol colombiano começa em 1948, na greve que interrompeu o Campeonato Argentino. Quando o torneio recomeçou, o Independiente foi campeão com os juvenis. Ao mesmo tempo, na Colômbia, o presidente da Liga, Alfonso Senior, comprava o sonho do governo de dar circo ao povo com um grande torneio de futebol. Mas como contratar craques para fazer isso?
Rompida com a Fifa, Alfonso Senior solucionou a questão viajando à Argentina e oferecendo aos jogadores grevistas contratos milionários. Em vez de pagar aos clubes, levava os jogadores para a Colômbia na mão grande. Assim foram para o Millonarios de Bogotá craques como Pedernera, Nestor Rossi, Di Stéfano.
O campeonato foi um sucesso e os colombianos aprenderam a jogar à base de toque de bola. O sonho chamado de Eldorado, ou de Liga Pirata (os jogadores eram pirateados), durou até 1954, dois anos depois do congresso da Fifa em Lima que selou a paz com os colombianos e deu o prazo de dois anos para deixar de contar com os craques. Em 1954, Di Stéfano foi vendido pelo Millonarios ao Real Madrid, numa polêmica disputa com o Barcelona, que chegou a comprá-lo do River Plate, proprietário do passe.
Anos mais tarde, nos anos 70, Carlos Bilardo foi técnico do Deportivo Cáli. E Nestor José Pekerman foi volante do Independiente de Medellín. Pekerman conhece bem o futebol colombiano. Conhece a ponto de recuperar o futebol da seleção nacional, rival desta noite do Brasil.
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
Argentino
| 18h00 All Boys 1x1 Colón |
| 20h15 Independiente 0x1 Belgrano |
| 22h30 Atlético Rafaela 0x0 River Plate |
Amistosos
| 15h00 Arábia Saudita 0x0 Argentina |
| 17h30 Holanda 0x0 Alemanha |
| 17h30 Suécia 4x2 Inglaterra |
| 17h30 Gabão 2x2 Portugal |
| 17h45 Polônia 1x3 Uruguai |
| 17h50 Itália 1x2 França |
| 19h30 Panamá 1x5 Espanha |
| 22h30 Brasil 1x1 Colômbia |
Eliminatórias Asiáticas
| 14h30 Irã 0x1 Uzbequistão |
| 09h00 Qatar 1x0 Líbano |
| 09h00 Iraque 1x0 Jordânia |
| 09h00 Omã 1x2 Japão |
Copa do Mundo de futsal
| 07h00 Argentina 2x3 Brasil |
| 09h30 Colômbia 3x1 Ucrânia |
| 09h30 Portugal 3x4 Itália |
| 12h00 Espanha 3x2 Rússia |
Zico reitera apoio a chapa de oposição, mas recusa cargo remunerado no Fla
Zico hoje é técnico da seleção do Iraque
As eleições presidenciais seguem sendo o principal assunto no Flamengo. E com elas, o ídolo Zico.Apontado pelos novos candidatos de oposição, Eduardo Bandeira de Mello e Walter D’Agostino, como o principal nome para assumir o comando do futebol rubro-negro, o Galinho de Quintino veio a público nesta terça-feira (13) para deixar claro que segue apoiando a Chapa Azul, mas não tem interesse em assumir qualquer cargo remunerado no clube que defendeu durante dezoito anos.
"Eu acredito e apoio o projeto da Chapa Azul, mas acho eticamente incorreto ligar minha legítima colaboração como ídolo do clube, torcedor, a uma possibilidade de receber um cargo remunerado caso a presidência mude. Não gostaria que o torcedor e o sócio do Flamengo entendessem meu posicionamento desta forma, por isso faço questão de deixar bem claro que esta hipótese está descartada. Não posso – pelo contrato firmado com o Iraque – e não vou – pela minha visão de como deve ser encarada a gestão – aceitar a oferta de cargo remunerado em caso de vitória da Chapa Azul", escreveu o atual técnico da seleção iraquiana em seu site oficial.
"Eu acredito e apoio o projeto da Chapa Azul, mas acho eticamente incorreto ligar minha legítima colaboração como ídolo do clube, torcedor, a uma possibilidade de receber um cargo remunerado caso a presidência mude. Não gostaria que o torcedor e o sócio do Flamengo entendessem meu posicionamento desta forma, por isso faço questão de deixar bem claro que esta hipótese está descartada. Não posso – pelo contrato firmado com o Iraque – e não vou – pela minha visão de como deve ser encarada a gestão – aceitar a oferta de cargo remunerado em caso de vitória da Chapa Azul", escreveu o atual técnico da seleção iraquiana em seu site oficial.
Deu Djokovic
A final de ontem no Master da ATP foi um espetáculo.
De um lado o todo poderoso Federer e sua classe absurda. Começou o jogo perfeito e passando por cima de um Djokovic irreconhecível, assustado e jogando totalmente errado. Do outro um Djokovic lutador, inteligente e com uma intensidade de menino de 18 anos.
O jogo não poderia ter sido mais emocionante e interessante. Quando começou o massacre do Federer e ele abriu 3/0 parecia que seria fácil pro suíço. Isso mesmo. Seria. Só que do outro lado da quadra estava o Djokovic. Quando mudou um pouco a maneira de jogar o jogo endureceu e ao mudar os ataques por lado esquerdo do suíço tudo ficou mais simples pra ele.
Fico pensando os motivos para ele ter entrado com a tática de atacar e jogar muitas bolas na direita do Federer. Numa quadra rápida como aquela dar essa confiança ao gênio das quadras poderia ter sido fatal.
Quando o Djoko entrou em jogo e acertou sua tática o jogo ficou muito interessante. Começou a correr, atacar na hora certa e errar muito pouco na hora do aperto. Nos detalhes, no coração e errando pouco nos pontos importantes ele levou o primeiro set.
O segundo foi bem parecido. O Federer mais uma vez teve suas chances, fez 5/3 mas na hora de definir falhou. Mentalmente o Djokovic foi melhor e mais forte. Aguentou o tranco e mostrou ao suíço que está mais preparado fisicamente e mentalmente que ele.
# Coisas que eu percebi
A intensidade do Djokovic está destruindo os adversários.
Eles jogam bem por muito tempo, mas não o jogo inteiro.
Uma chance e pronto. O Djokovic pega.
O Federer está jogando muito bem, mas falta aquela raiva, necessidade a mais. Isso faz dele um jogador mais ganhável aos seus adversários de ponta
Foi um grande evento. Grandes jogos e uma final maravilhosa.
De um lado o todo poderoso Federer e sua classe absurda. Começou o jogo perfeito e passando por cima de um Djokovic irreconhecível, assustado e jogando totalmente errado. Do outro um Djokovic lutador, inteligente e com uma intensidade de menino de 18 anos.
O jogo não poderia ter sido mais emocionante e interessante. Quando começou o massacre do Federer e ele abriu 3/0 parecia que seria fácil pro suíço. Isso mesmo. Seria. Só que do outro lado da quadra estava o Djokovic. Quando mudou um pouco a maneira de jogar o jogo endureceu e ao mudar os ataques por lado esquerdo do suíço tudo ficou mais simples pra ele.
Fico pensando os motivos para ele ter entrado com a tática de atacar e jogar muitas bolas na direita do Federer. Numa quadra rápida como aquela dar essa confiança ao gênio das quadras poderia ter sido fatal.
Quando o Djoko entrou em jogo e acertou sua tática o jogo ficou muito interessante. Começou a correr, atacar na hora certa e errar muito pouco na hora do aperto. Nos detalhes, no coração e errando pouco nos pontos importantes ele levou o primeiro set.
O segundo foi bem parecido. O Federer mais uma vez teve suas chances, fez 5/3 mas na hora de definir falhou. Mentalmente o Djokovic foi melhor e mais forte. Aguentou o tranco e mostrou ao suíço que está mais preparado fisicamente e mentalmente que ele.
# Coisas que eu percebi
A intensidade do Djokovic está destruindo os adversários.
Eles jogam bem por muito tempo, mas não o jogo inteiro.
Uma chance e pronto. O Djokovic pega.
O Federer está jogando muito bem, mas falta aquela raiva, necessidade a mais. Isso faz dele um jogador mais ganhável aos seus adversários de ponta
Foi um grande evento. Grandes jogos e uma final maravilhosa.
A falta que Abel Braga faria
Ao que parece, em meio à sua justificada alegria, o torcedor do Fluminense chega ao fim do ano com apenas uma preocupação: fica Abel ou sai Abel? Portanto, em situação bem mais confortável do que a de torcedores de outros clubes cariocas. Os do Flamengo, por exemplo, prevêem um 2013 nublado, independentemente de quem vença as próximas eleições. Os do Vasco rezam para que a crise atual não se estenda por mais tempo. E os do Botafogo torcem para que alguns reforços venham a tornar seu time mais competitivo. Ou, em outras palavras, menos irregular e mais confiável.
Nenhum desses problema ronda a sede da Rua Álvaro Chaves, motivo pelo qual o torcedor do Fluminense, sonhando em repetir ou mesmo superar o desempenho deste ano – acrescentando a Libertadores aos títulos de campeão carioca e campeão brasileiro – se preocupa em não mexer num time que está ganhando. O que inclui Abel Braga.
Num ponto, e apenas num ponto, a preocupação tricolor se justifica. Abel conseguiu fazer do elenco tricolor (estelar segundo alguns, apenas bom segundo outros) um grupo em todos os sentidos: harmonioso, unido, integrado, comprometido. É o seu grande mérito. Quem vê os reservas tricolores vibrando com os gols que os titulares marcam, ou quem viu o goleiro Ricardo Berna carregar Abel nos ombros, o Ricardo Berna que Abel barrou para que Diego Cavalieri subisse, entende o que eu falo. Reservas do Fluminense, em condições de serem titulares em outros times, aceitam o banco, com paciência, sem queixas, sem invejas, porque aceitá-lo significava ajudar o Fluminense a vencer. Penso ter sido esta a maior contribuição de Abel Braga ao sucesso tricolor. Se ele sair, que outro treinador terá a mesma habilidade? Quem, no atual futebol brasileiro, sabe tão bem fazer do elenco um time? Ou, para usar as palavras do próprio Abel, fazer do time “uma família”?
Já do Abel Braga técnico, tático, estratégico, o homem que move as peças no complicado xadrez do futebol, este talvez não seja perda tão séria nas ambições tricolores para 2013. O estilo que chamam de pragmático, ou cirúrgico, ou cauteloso, ou pouco corajoso, do treinador do tetra tricolor, não é motivo para maiores preocupações. O Abel que transformou o elenco numa família é insubstituível. O outro, nem tanto.
Nenhum desses problema ronda a sede da Rua Álvaro Chaves, motivo pelo qual o torcedor do Fluminense, sonhando em repetir ou mesmo superar o desempenho deste ano – acrescentando a Libertadores aos títulos de campeão carioca e campeão brasileiro – se preocupa em não mexer num time que está ganhando. O que inclui Abel Braga.
Num ponto, e apenas num ponto, a preocupação tricolor se justifica. Abel conseguiu fazer do elenco tricolor (estelar segundo alguns, apenas bom segundo outros) um grupo em todos os sentidos: harmonioso, unido, integrado, comprometido. É o seu grande mérito. Quem vê os reservas tricolores vibrando com os gols que os titulares marcam, ou quem viu o goleiro Ricardo Berna carregar Abel nos ombros, o Ricardo Berna que Abel barrou para que Diego Cavalieri subisse, entende o que eu falo. Reservas do Fluminense, em condições de serem titulares em outros times, aceitam o banco, com paciência, sem queixas, sem invejas, porque aceitá-lo significava ajudar o Fluminense a vencer. Penso ter sido esta a maior contribuição de Abel Braga ao sucesso tricolor. Se ele sair, que outro treinador terá a mesma habilidade? Quem, no atual futebol brasileiro, sabe tão bem fazer do elenco um time? Ou, para usar as palavras do próprio Abel, fazer do time “uma família”?
Já do Abel Braga técnico, tático, estratégico, o homem que move as peças no complicado xadrez do futebol, este talvez não seja perda tão séria nas ambições tricolores para 2013. O estilo que chamam de pragmático, ou cirúrgico, ou cauteloso, ou pouco corajoso, do treinador do tetra tricolor, não é motivo para maiores preocupações. O Abel que transformou o elenco numa família é insubstituível. O outro, nem tanto.
Jogo de 7 erros do Palmeiras
Sociedade Esportiva Palmeiras, um nome com uma linda história, um clube vitorioso mas que atualmente vive dias de agonia. O rebaixamento para a série B parece ser o caminho depois de uma fraca campanha no atual campeonato brasileiro. A torcida sofre e cada um tem sua explicação para o momento ruim. Acompanho o Palmeiras pela ESPN e Rádio Estadão/ESPN desde o início do ano passado. Depois da derrota para o Fluminense, fiquei pensando onde estão os problemas do Palmeiras e cheguei aos 7 erros da temporada. Não sou o dono da verdade, o blog é um espaço para troca de idéias mas vamos as minhas observações:
Erro-1- Diretoria: O presidente Arnaldo Tirone e o vice de futebol Roberto Frizzo já viraram figurinhas carimbadas quando o assunto é critica no Palmeiras. Desde o ano passado, eles estão no foco quando ocorre uma polêmica. Em alguns casos, foram omissos como na situação de Kleber Gladiador no ano passado, os problemas de Valdivia e as contratações duvidosas. Não é dificil você escutar que falta "pulso firme" aos dois para controlar o ambiente do clube. Agora, o momento é de tentar segurar a bola de neve que se transformou a gestão do time.
Erro- 2- Copa do Brasil: Não gosto de escutar que o título da Copa do Brasil fez mal ao Palmeiras. Conquistas sempre são bem vindas, ainda mais para o Palmeiras que estava precisando de um grande título. Agora, os efeitos da conquista podem te levar ao céu ou ao inferno. Depende de como cada um encara as coisas. Alguns jogadores no elenco, acreditaram que o ano terminava após a conquista e que a recuperação no campeonato brasileiro aconteceria rapidamente, assim que o elenco determinasse. A festa durou muito tempo...
Erro-3- Luiz Felipe Scolari: Os números mostram um técnico vitorioso, um treinador que conquistou a Copa do Brasil mas que estava desgastado com o elenco, principalmente, neste segundo semestre. O time melhorou com a chegada de Gilson Kleina, o ambiente é outro. Felipão trabalhou muito tempo com este elenco, o desgaste é natural. A indecisão sobre sua saída atrasou a recuperação. Ninguém demitiria um técnico campeão logo após a conquista mas se a diretoria observasse o dia-a-dia, teria concluido que a tal "quimica" com os jogadores já tinha acabado. E fazia tempo...
Erro- 4- Omissão: Enquanto alguns jogadores estão em campo na tentativa de tirar o time da zona de rebaixamento do campeonato brasileiro, outros atletas estão longe da "sintonia" da lista de objetivos na temporada. O tempo no departamento médico foi maior do que em campo. A todo momento alguém levanta a questão do "custo-benefício". Valdivia é o maior exemplo disso
Erro- 5- Política: Dos grandes clubes de São Paulo, o Palmeiras é o que tem a política mais complicada. A oposição não fica tranquila. O fato da eleição acontecer em dezembro, sem segurança para quem está no elenco agora também prejudica. Os jogadores, a comissão técnica não sabem o que vai acontecer. As contratações e o planejamento ficam atrasados. Uma reforma no estatuto é urgente e uma tentativa de união na direção do clube podem ajudar. Além disso, o tal "dedo duro" continua na ativa. Todo mundo tenta mas ninguém consegue achar quem vaza as informações para a imprensa.
Erro- 6- Elenco: O elenco do Palmeiras não é o melhor do Brasil. Foi campeão da Copa do Brasil com uma união em campo e dedicação mais do que o talento. Os próprios jogadores assumem isso. O problema é que neste momento de crise, de complicação, o elenco está nervoso e afobado e um erro em campo pode ser fatal. Outro ponto é que muitos vieram de clubes de menor expressão e estão sentindo a pressão pela falta de resultados. Violência não resolve, protesto sim mas dentro de um limite
Erro- 7- Punições: Os objetos atirados em campo, no Pacaembu, no jogo contra o Corinthians colocaram o Palmeiras longe da capital paulista. Jogos em Araraquara e Presidente Prudente desgastam o elenco. Concentrações, tempo fora de casa, tudo isso atrapalha a recuperação. O torcedor da capital é crítico mas o apoio e incentivo acontecem quase que na mesma medida. Jogar perto da torcida sempre ajuda, foi assim que o Palmeiras ensaiou uma recuperação.
Espero que tenham gostado, me sinto honrado de poder trocar idéias com vocês através do blog. Se quiser acompanhar, estou no twitter: www.twitter.com/dumeneses
Erro-1- Diretoria: O presidente Arnaldo Tirone e o vice de futebol Roberto Frizzo já viraram figurinhas carimbadas quando o assunto é critica no Palmeiras. Desde o ano passado, eles estão no foco quando ocorre uma polêmica. Em alguns casos, foram omissos como na situação de Kleber Gladiador no ano passado, os problemas de Valdivia e as contratações duvidosas. Não é dificil você escutar que falta "pulso firme" aos dois para controlar o ambiente do clube. Agora, o momento é de tentar segurar a bola de neve que se transformou a gestão do time.
Erro- 2- Copa do Brasil: Não gosto de escutar que o título da Copa do Brasil fez mal ao Palmeiras. Conquistas sempre são bem vindas, ainda mais para o Palmeiras que estava precisando de um grande título. Agora, os efeitos da conquista podem te levar ao céu ou ao inferno. Depende de como cada um encara as coisas. Alguns jogadores no elenco, acreditaram que o ano terminava após a conquista e que a recuperação no campeonato brasileiro aconteceria rapidamente, assim que o elenco determinasse. A festa durou muito tempo...
Erro-3- Luiz Felipe Scolari: Os números mostram um técnico vitorioso, um treinador que conquistou a Copa do Brasil mas que estava desgastado com o elenco, principalmente, neste segundo semestre. O time melhorou com a chegada de Gilson Kleina, o ambiente é outro. Felipão trabalhou muito tempo com este elenco, o desgaste é natural. A indecisão sobre sua saída atrasou a recuperação. Ninguém demitiria um técnico campeão logo após a conquista mas se a diretoria observasse o dia-a-dia, teria concluido que a tal "quimica" com os jogadores já tinha acabado. E fazia tempo...
Erro- 4- Omissão: Enquanto alguns jogadores estão em campo na tentativa de tirar o time da zona de rebaixamento do campeonato brasileiro, outros atletas estão longe da "sintonia" da lista de objetivos na temporada. O tempo no departamento médico foi maior do que em campo. A todo momento alguém levanta a questão do "custo-benefício". Valdivia é o maior exemplo disso
Erro- 5- Política: Dos grandes clubes de São Paulo, o Palmeiras é o que tem a política mais complicada. A oposição não fica tranquila. O fato da eleição acontecer em dezembro, sem segurança para quem está no elenco agora também prejudica. Os jogadores, a comissão técnica não sabem o que vai acontecer. As contratações e o planejamento ficam atrasados. Uma reforma no estatuto é urgente e uma tentativa de união na direção do clube podem ajudar. Além disso, o tal "dedo duro" continua na ativa. Todo mundo tenta mas ninguém consegue achar quem vaza as informações para a imprensa.
Erro- 6- Elenco: O elenco do Palmeiras não é o melhor do Brasil. Foi campeão da Copa do Brasil com uma união em campo e dedicação mais do que o talento. Os próprios jogadores assumem isso. O problema é que neste momento de crise, de complicação, o elenco está nervoso e afobado e um erro em campo pode ser fatal. Outro ponto é que muitos vieram de clubes de menor expressão e estão sentindo a pressão pela falta de resultados. Violência não resolve, protesto sim mas dentro de um limite
Erro- 7- Punições: Os objetos atirados em campo, no Pacaembu, no jogo contra o Corinthians colocaram o Palmeiras longe da capital paulista. Jogos em Araraquara e Presidente Prudente desgastam o elenco. Concentrações, tempo fora de casa, tudo isso atrapalha a recuperação. O torcedor da capital é crítico mas o apoio e incentivo acontecem quase que na mesma medida. Jogar perto da torcida sempre ajuda, foi assim que o Palmeiras ensaiou uma recuperação.
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Marcelo dos Santos
Vidro estilhaçado, manequins jogados no chão e pichações: 'Fora Tirone'
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