| 19h30 Vitória 0x1 São Caetano |
| 19h30 ABC 3x2 Goiás |
| 21h00 Grêmio Barueri 2x3 América-RN |
| 21h00 Boa Esporte Clube 1x0 Ceará |
| 21h50 Avaí 3x1 Paraná Clube |
Falamos campeonatos das séries A B C D campeonatos internacionais todos Português todos os resultados do Paulista da segunda divisão e ainda Futebol Internacional como Futebol Inglês Espanhol Italiano Portugal e o Argentino e campeonatos Importantes falaremos do Regional do Rio Grande do Norte do Cearense do Pernambucano e do Carioca e falamos da copa do nordeste
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
Brasilerão Série B
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
Brasileirão Série A
| 21h00 Fluminense 2x1 Coritiba |
| 21h00 Santos 0x0 Náutico |
| 21h00 Ponte Preta 1x0 Cruzeiro |
Copa Sul-Americana
| 22h45 Emelec 0x1 Universidad de Chile |
| 19h15 Liverpool-URU 1x2 Independiente |
| 22h45 Tigre 4x0 Deportivo Quito |
Liga Europa
| 14h00 Rubin Kazan 1x0 Neftchi |
| 15h00 Videoton 2x1 Basel |
| 15h00 Genk 2x1 Sporting |
| 15h00 Internazionale 1x0 Partizan Belgrado |
| 15h00 Sparta Praga 3x1 Hapoel Kiryat Shmona |
| 15h00 Lyon 2x1 Athletic Bilbao |
| 15h00 Panathinaikos 1x1 Lazio |
| 15h00 Maribor 1x1 Tottenham |
| 15h00 Rosenborg 1x2 Metalist |
| 15h00 Rapid Viena 0x4 Bayer Leverkusen |
| 15h00 Helsingborgs 1x2 Hannover 96 |
| 15h00 Levante 3x0 Twente |
| 17h05 Liverpool 1x0 Anzhi Makhachkala |
| 17h05 Young Boys 3x1 Udinese |
| 17h05 Atlético de Madri 2x1 Acadêmica |
| 17h05 Hapoel Tel Aviv 1x2 Viktoria Plzen |
| 17h05 Borussia Mgladbach 2x0 Olympique |
| 17h05 Limassol 0x1 Fenerbahce |
| 17h05 Newcastle United 1x0 Club Brugge |
| 17h05 Marítimo 1x1 Bordeaux |
| 17h05 Steaua Bucareste 2x0 Molde |
| 17h05 Stuttgart 0x0 Copenhague |
| 17h05 PSV 1x1 AIK |
| 17h05 Dnipro 3x1 Napoli |
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
Copa Sul-Americana
| 19h30 Atlético-GO 3x1 Universidad Católica |
| 22h00 São Paulo 0x0 Liga de Loja |
| 22h00 Grêmio 2x1 Barcelona-EQU |
Liga dos Campeões
| 14h00 Zenit 1x0 Anderlecht |
| 16h45 Porto 3x2 Dynamo de Kiev |
| 16h45 Dinamo Zagreb 0x2 PSG |
| 16h45 Arsenal 0x2 Schalke 04 |
| 16h45 Montpellier 1x2 Olympiacos |
| 16h45 Málaga 1x0 Milan |
| 16h45 Ajax 3x1 Manchester City |
| 16h45 Borussia Dortmund 2x1 Real Madrid |
terça-feira, 23 de outubro de 2012
Brasilerão Série B
| 15h00 Atlético-PR 1x1 Guarani |
| 19h30 Goiás 4x0 ASA |
| 19h30 Criciúma 3x4 Grêmio Barueri |
| 19h30 São Caetano 1x1 Ipatinga-MG |
| 19h30 América-RN 3x1 Joinville |
| 19h30 CRB 0x1 Vitória |
| 21h50 Guaratinguetá x ABC |
| 21h50 América-MG 3x2 Boa Esporte Clube |
| 21h50 Ceará 0x1 Paraná Clube |
| 21h50 Bragantino 1x0 Avaí |
Liga dos Campeões
| 14h00 Spartak Moscow 2x1 Benfica |
| 16h45 Nordsjælland 1x1 Juventus |
| 16h45 BATE Borisov 0x3 Valencia |
| 16h45 Shakhtar Donetsk 2x1 Chelsea |
| 16h45 Lille 0x1 Bayern de Munique |
| 16h45 Barcelona 2x1 Celtic |
| 16h45 Galatasaray 1x1 Cluj |
| 16h45 Manchester United 3x2 Braga |
Ronaldinho decide
Na quarta-feira Muricy Ramalho escalou o volante Adriano para acompanhar Ronaldinho Gaúcho. As marcações individuais se tornaram raras no futebol mundial, mas ainda aparecem de vez em quando em gramados brasileiros.
Mais do que uma homenagem ao passado de um craque, a decisão do treinador santista se deu pelo bom momento do jogador. E pela impossibilidade de detê-lo apenas com o posicionamento de seu meio de campo, mesmo escalado com três jogadores capazes de acompanhá-lo: Adriano, Henrique e Arouca.
Mas pode ser pouco. Se controlar o espaço, o meia ainda é capaz de fazer o time funcionar com passes precisos e decisivos. Depois de 32 rodadas, está claro que dificilmente Ronaldinho deixará de colocar seus parceiros duas ou três vezes em situação de marcar o gol.
Seus movimentos em campo são diferentes. Corre menos, ocupa setores específicos, mas enxerga demais. Se tiver uma equipe organizada, preparada para sustentá-lo, pode ser a saída para muitos problemas. Depende dele.
Faltou pouco para a disputa pelo título terminar ontem, no Estádio Independência. Mesmo quando andava em campo com a camisa do Flamengo, alternando bons e maus momentos, R49 sempre deixava claro poder jogar mais.
O cabelo continua o mesmo, mas com a camisa do Galo trata-se de outro jogador. As marcas de Ronaldinho estão nos três gols, mais diretamente no primeiro, de Jô, e no terceiro, de Leonardo Silva, com bolas que saíram de seus pés. Bolas que o Fluminense não conseguiu impedir.
Diferentemente de Adriano, do Santos, na quarta-feira, o meio de campo do Flu ofereceu mais espaço para ele. Fatal para quem ainda domina o passe e os lançamentos, que têm sido um drama na vida de muitas equipes. Ao contrário das "tijoladas" que vemos por aí, surge a bola no pé. Ou na cabeça. Perfeita.
E assim o Atlético de Cuca evitou o encerramento prematuro da competição. Ainda existe vida no Brasileirão, mas precisamos discutir mais sobre o estilo que tomou conta do nosso futebol. A exemplo de Ronaldinho, todos nós podemos trabalhar mais e melhor.
Basta observar o ambiente da partida em Belo Horizonte, lembrava a atmosfera competitiva do Campeonato Inglês, por exemplo: estádio lotado, torcedores bem próximos ao gramado e uma intensidade incomum na disputa de cada jogada. Sim, podemos sair da mesmice, podemos tornar o confronto entre dois grandes clubes brasileiros numa experiência inesquecível.
A diferença na tabela entre Fluminense e Atlético, que poderia ter ido a 12 pontos, agora está em seis. Foi apenas a terceira derrota do time de Abel Braga no campeonato. Para perder o título, ainda terá que se esforçar demais, mas nada tira o valor, a beleza e o encanto da vitória do Galo de Ronaldinho Gaúcho, hoje merecer de todos os elogios.
Quem não costuma enxergar final de campeonato nos pontos corridos perdeu uma grande oportunidade neste domingo.
Estrelas menores
Faltavam três minutos para terminar o clássico que Atlético-MG e Fluminense faziam em Belo Horizonte e eu começava a batucar a crônica desta segunda-feira. O tema estava na cabeça e girava em torno da importância de Diego Cavalieri e Fred para o empate que deixava o líder tricolor com a mão na taça de 2012. E reservava elogios para Ronaldinho, que teve desempenho impecável, mas insuficiente para garantir a vitória ao alvinegro mineiro, premissa imprescindível para manter o sonho do título.
Mal havia escrito a primeira frase e vejo que a bola levantada com doçura pelo gaúcho, quase aos 47 do segundo tempo, encontra a cabeça de Leonardo Silva. O zagueiro grandalhão saltou mais de um metro, escorou com vontade e mandou a manhosa no ângulo esquerdo, para desespero de Cavalieri: 3 a 2. Nem dava tempo para mais uma reação. Resultado apertado, suado, festejado, que recoloca o Galo na trilha de uma conquista que persegue desde 1971.
Com o gol, veio o estalo óbvio, e não o genial como o do padre Vieira: nem sempre os astros de primeira grandeza resolvem. Eles são a geleia real do futebol, representam o requinte, sintetizam a arte, chamam a atenção do público. Mas o joguinho de bola é feito também, e sobretudo, por coadjuvantes, as estrelas secundárias, aquelas de menor brilho, e que ainda assim resplandecem, oras!
O caminho do Atlético foi iluminado na tarde de ontem, no Estádio Independência, pelos personagens secundários Leonardo Silva e Jô. Ambos fizeram os gols, com participação inestimável de Ronaldinho e Bernard, por exemplo. Não foram os arquitetos, mas os peões que deram a estocada final nas jogadas, colocaram nos pés e na cabeça a esperança de milhões de torcedores mineiros.
E a dupla teve motivos para sair de campo cabisbaixa, assim como os fãs locais. Jô mandou uma bola no travessão, ainda no 0 a 0. Leonardo Silva cometeu falta pra cima da barreira do Fluminense, no início da partida, numa cobrança de falta a favor do time dele. É doido, mas foi isso mesmo. Por isso viu ser anulado o gol de Ronaldinho. (Lance polêmico, que deu bafafá danado e que eu teria deixado correr sem interferência. Mas como não sou juiz...) No entanto, sentiram o gosto de ir para casa como heróis. O futebol é assim, democrático.
O prognóstico indicava partida movimentada, tensa, com muita dramaticidade. Pois aconteceu tudo isso. Atlético e Fluminense foram protagonistas do melhor momento do campeonato até agora. Mais por mérito, necessidade e iniciativa dos mineiros. A turma de Cuca esteve melhor do que a rapaziada de Abel Braga, criou inúmeras chances, mandou três bolas na trave, emperrou em defesas de Cavalieri, irritou-se com a decisão do árbitro no famigerado lance de Ronaldinho.
O Atlético-MG sabia que era a oportunidade derradeira para deixar a competição aberta; daí, jogar-se nesse tira-teima com corpo e alma. O prêmio veio na forma de vitória e três pontos (agora são 63 contra 69). Mas, para não esnobar o rascunho deste artigo: como tem jogado o trio Cavalieri, Fred e Ronaldinho. Sem exagero, estão entre os melhores do ano.
Vacilo tricolor. O São Paulo apresentava ritmo demolidor nas últimas oito rodadas. Entrou no bloco principal e poderia ontem dar o bote para beliscar a terceira colocação, após o empate do Grêmio com o Coritiba no sábado (0 a 0). Mas se comportou de maneira dispersiva diante do Fla, cansou no segundo tempo, perdeu pênalti e a partida. Chato falhar na hora
Duelo dos craques
Cuca é o técnico do Brasileirão que mais muda jogos em alterações. Dos 54 gols do Atlético, ataque mais positivo, oito foram marcados por reservas que saíram do banco. A comparação com Abel é covarde. No Flu, 53 gols, três de quem saiu da suplência. Mas há jogos em que o craque precisa resolver. O papel do técnico na decisão de Belo Horizonte era mostrar aos principais jogadores a necessidade de vencer. Derrota para o Flu era sinônimo de vice-campeonato. Ronaldinho Gaúcho comprou a ideia.
Marcou o primeiro gol, de falta, pessimamente anulado por Jaílson de Freitas. No segundo, Abel ajudou o Fluminense a equilibrar. Trocou Thiago Neves de função. Saiu do meio, foi jogar pela esquerda, bloquear a subida de Marcos Rocha, principal válvula de escape dos mineiros.
Antes da mudança de posicionamento, Deco jogava mais recuado, mas era bem marcado por Pierre. Leandro Donizete cuidava bem de Thiago Neves e ninguém acompanhava o lateral-direito atleticano. A alteração tática do Flu transformou a supremacia atleticana da primeira etapa em equilíbrio.
Os times se espelharam no mesmo sistema 4-2-3-1. Em vez de um duelo tático, passou a haver um confronto de craques. Vitória parcial de Fred até os 35 do segundo tempo, por causa de um gol e uma assistência. Virada de Ronaldinho Gaúcho com dois passes decisivos para a virada do Atlético.
O Atlético virou também pelas opções pela velocidade de Neto Berola e por colocar mais um atacante, com Leonardo perto de Jô, na grande área. O sistema do Galo muda do 4-2-3-1 para o 3-4-3 no meio da partida. Confunde o rival. Por isso, porque teve Ronaldinho Gaúcho e Bernard também de atuação excelente, o Atlético mereceu vencer o jogo e reabrir o campeonato.
Seis pontos sobre o jogaço Atlético-MG 3x2 Fluminense, o melhor do campeonato
- Foram 28 finalizações contra cinco – 11 a 3 na direção da meta. Com posse de bola equilibrada. No primeiro tempo sem gols, foram 14 contra apenas uma (6 a 0), com apenas 44% de tempo de posse(Footstats). Impressiona a intensidade e a verticalidade do Atlético-MG de Cuca, especialmente dentro de casa;
- Também chama a atenção a “dependência” tricolor das defesas de Diego Cavalieri, disparado o melhor goleiro do Brasileiro. O Flu sofreu apenas 24 gols no campeonato, é a defesa menos vazada. Mas cruzando os dados com as 113 intervenções de Cavalieri - sem contar as bolas nas traves, que foram três no Estádio Independência – é impossível não questionar a solidez do sistema defensivo da equipe de Abel Braga. O Flu marca de forma organizada e compacta, mas cede oportunidades demais aos adversários;
- Jean fez falta ao Fluminense. Com Diguinho, perdeu a saída de bola qualificada, a boa chegada à frente e o entrosamento com Edinho. Quem mais sentiu a ausência foi Deco, bem marcado e sem o volante para desafogá-lo. Thiago Neves tentou auxiliá-lo na armação, mas Pierre e Leandro Donizete estavam atentos no combate;
- Com o Flu no 4-3-1-2 em vários momentos, Cuca prendeu Júnior César, abriu Leonardo Silva na cobertura e liberou Marcos Rocha como ala para bater com Carlinhos e fazer dupla com Guilherme, depois Neto Berola pela direita. Deu certo ofensivamente, o Galo criou muito.
Quando o time virou o jogo, porém, o lateral não soube compor a linha de quatro atrás e falhou no gol de Fred, 100º do artilheiro pelo Flu, permitindo a ultrapassagem e o centro de Carlinhos. Com tanta vocação ofensiva e intensidade, o time mineiro expõe demais a zaga. No gol de Wellington Nem que abriu o placar, retaguarda totalmente descoordenada e Pierre perdido na cobertura;
- Mas quando Ronaldinho e Bernard estão ligados e encontram Jô como referência na frente do 4-2-3-1, o futebol atleticano flui. O centroavante marcou dois gols e a dupla de meias-atacantes desequilibrou com movimentação, dribles e três assistências. A decisiva do camisa 49, sempre criticado por desaparecer em jogos importantes, para Leonardo Silva nos descontos, com times muito mexidos e a técnica e e a tática dando lugar à fibra e à alma;
- A grande notícia dos 3 a 2 em um jogaço eletrizante, o melhor do campeonato, é que o futebol voltou a ser o protagonista. A arbitragem mais uma vez tentou complicar e ser o centro das atenções, com a polêmica anulação do gol de falta de Ronaldinho no primeiro tempo e outras decisões para lá de questionáveis. Mas felizmente a disputa esportiva venceu. Melhor assim. Sempre.
- Também chama a atenção a “dependência” tricolor das defesas de Diego Cavalieri, disparado o melhor goleiro do Brasileiro. O Flu sofreu apenas 24 gols no campeonato, é a defesa menos vazada. Mas cruzando os dados com as 113 intervenções de Cavalieri - sem contar as bolas nas traves, que foram três no Estádio Independência – é impossível não questionar a solidez do sistema defensivo da equipe de Abel Braga. O Flu marca de forma organizada e compacta, mas cede oportunidades demais aos adversários;
- Jean fez falta ao Fluminense. Com Diguinho, perdeu a saída de bola qualificada, a boa chegada à frente e o entrosamento com Edinho. Quem mais sentiu a ausência foi Deco, bem marcado e sem o volante para desafogá-lo. Thiago Neves tentou auxiliá-lo na armação, mas Pierre e Leandro Donizete estavam atentos no combate;
- Com o Flu no 4-3-1-2 em vários momentos, Cuca prendeu Júnior César, abriu Leonardo Silva na cobertura e liberou Marcos Rocha como ala para bater com Carlinhos e fazer dupla com Guilherme, depois Neto Berola pela direita. Deu certo ofensivamente, o Galo criou muito.
Quando o time virou o jogo, porém, o lateral não soube compor a linha de quatro atrás e falhou no gol de Fred, 100º do artilheiro pelo Flu, permitindo a ultrapassagem e o centro de Carlinhos. Com tanta vocação ofensiva e intensidade, o time mineiro expõe demais a zaga. No gol de Wellington Nem que abriu o placar, retaguarda totalmente descoordenada e Pierre perdido na cobertura;
Olho Tático
Marcos Rocha liberado para apoiar no 4-2-3-1 atleticano e T.Neves mais centralizado no meio do Flu.
- Mas quando Ronaldinho e Bernard estão ligados e encontram Jô como referência na frente do 4-2-3-1, o futebol atleticano flui. O centroavante marcou dois gols e a dupla de meias-atacantes desequilibrou com movimentação, dribles e três assistências. A decisiva do camisa 49, sempre criticado por desaparecer em jogos importantes, para Leonardo Silva nos descontos, com times muito mexidos e a técnica e e a tática dando lugar à fibra e à alma;
- A grande notícia dos 3 a 2 em um jogaço eletrizante, o melhor do campeonato, é que o futebol voltou a ser o protagonista. A arbitragem mais uma vez tentou complicar e ser o centro das atenções, com a polêmica anulação do gol de falta de Ronaldinho no primeiro tempo e outras decisões para lá de questionáveis. Mas felizmente a disputa esportiva venceu. Melhor assim. Sempre.
Galo x Flu e a falta com a bola fora de jogo. Coisas do apito brasileiro
Marcar faltas é um vício dos árbitros brasileiros. Jaílson Macedo de Freitas até que não assinalou tantas no Atlético 3 x 2 Fluminense de Belo Horizonte. Foram 29, poucas se comparadas às 47 apitadas por Paulo Henrique Godoy Bezerra no sábado, no empate sem gols entre Grêmio e Coritiba. Mas foi o baiano que, no Estádio Independência, apontou a mais polêmica falta da rodada.
PS: no blog de Paulo Vinicius Coelho, o chefe da arbitragem defendeu o apitador do jogo disputado em Belo Horizonte — clique aqui para ler. Disse que marcar esse tipo de falta faz parte da lista de itens que recomenda desde o duelo entre Fluminense e Vasco. Para que todos possam acreditar nisso sem imaginar que tal discurso apenas protege Jailson, deveria Aristeu Tavares ter tornado de conhecimento geral tal recomendação há tempos. Não somos obrigados a engolir essa. Fica com jeito de chefe querendo defender os seus subordinados para não assumir sua parcela de culpa nos erros da equipe. Coisas do tal mundo corporativo?
Ele não validou o gol de falta cobrada por Ronaldinho Gaúcho. Mas a bola sequer havia entrado em jogo quando Leonardo Silva se embrenhou em meio aos homens da barreira tricolor. Um excesso do apitador, uma intervenção cruel no andamento da peleja. Um crime contra o futebol. Uma demonstração de absoluta falta de bom senso para interpretar o que se passa na cancha.
Reprodução TV
Ronaldinho nem colocou a bola em jogo e Leo Silva já se mete na barreira
Quando lance semelhante ocorreu na vitória do Fluminense sobre o Vasco por 2 a 1 considerei correta a interpretação de Marcelo de Lima Henrique, que na ocasião nada marcou. Jogadores se enroscando uns aos outros antes de faltas e escanteios fazem parte da rotina de um jogo. É como a bola que sobrevoa a área em meio a empurrões recíprocos. De vez em quando um árbitro "escolhe" dar pênalti.
Reprodução TV
Thiago Neves ainda não bateu a falta e Edinho já se embola com os vascaínos
Não acho que exista um complô contra o Atlético. Se fosse assim não teríamos erros que beneficiaram o time mineiro ao longo do campeonato, e eles aconteceram, inclusive no confronto com o Fluminense no primeiro turno, quando um gol de Fred foi mal anulado. Sim, o lance teve origem confusa, com uma falta cobrada enquanto o árbitro mostrava cartão amarelo a Pierre. Mas o impedimento mal assinalado aconteceu, é fato.
Áribtros ruins erram, quando cometem falhas sucessivas a favor de um determinado clube ou contra outro, cabe a todos nós admitir isso, observar, constatar o fato. Caso específico dos seguidos lances recentes nos quais o apito prejudicou adversários do Fluminense. Mas daí a afirmar que está "armado" para este ou aquele time vai boa distância. Seis pontos separam líder e vice-líder.
Temos um campeonato disputado e que poderá ser muito emocionante para acompanhar. Que o apito atrapalhe menos e deixe os jogadores decidirem.
Temos um campeonato disputado e que poderá ser muito emocionante para acompanhar. Que o apito atrapalhe menos e deixe os jogadores decidirem.
PS: no blog de Paulo Vinicius Coelho, o chefe da arbitragem defendeu o apitador do jogo disputado em Belo Horizonte — clique aqui para ler. Disse que marcar esse tipo de falta faz parte da lista de itens que recomenda desde o duelo entre Fluminense e Vasco. Para que todos possam acreditar nisso sem imaginar que tal discurso apenas protege Jailson, deveria Aristeu Tavares ter tornado de conhecimento geral tal recomendação há tempos. Não somos obrigados a engolir essa. Fica com jeito de chefe querendo defender os seus subordinados para não assumir sua parcela de culpa nos erros da equipe. Coisas do tal mundo corporativo?
Com números de Messi, Falcao voa alto e faz torcida sonhar
Falcao de nome, Tigre de apelido. Goleador de profissão. O colombiano Radamel Falcao García já é apontado por muitos como o maior centroavante puro em atividade. Na última semana, o diário Marca publicou em sua capa a manchete "Os três terrores", situando o atacante do Atlético de Madrid ao lado de Lionel Messi e Cristiano Ronaldo.
Na matéria, goleiros dos outros times da primeira divisão espanhola foram ouvidos sobre as qualidades do trio e a dificuldade em enfrentá-los. Toño, do Granada, declarou que Falcao "pode aguentar o ritmo dos outros dois craques". O ritmo de monstros como Messi e Ronaldo significa manter uma média superior a um gol por jogo.

Até aqui, o ex-portista tem conseguido, com os mesmos nove gols do português em oito rodadas. Apenas Messi, que foi a 11 com o hat-trick diante do Deportivo La Coruña, os supera.
O momento de Falcao, no entanto, o iguala a Messi em um número: são 16 gols nas últimas 10 partidas entre clube e seleção, marcando em todas elas. A sequência corresponde exatamente à melhor marca da carreira do argentino, alcançada entre outubro e novembro de 2010 (ver lista abaixo).
Há tempos reconhecido como letal dentro da área, Falcao tem melhorado em outras áreas de seu jogo. No jogo de domingo contra a Real Sociedad, marcou o gol da vitória cobrando falta aos 44 minutos do segundo tempo. Um resultado que permitiu ao Atlético manter-se ao lado do Barcelona na ponta da tabela, com 22 pontos.
As dez vitórias e um empate nos onze primeiros jogos oficiais superam os melhores inícios de temporada da história colchonera, incluindo 1995/96, quando o time conquistou a liga e a Copa do Rei. Considerando também a temporada passada, são 20 jogos de invencibilidade, igualando recorde do clube.
Falcao ajuda a exaltar um time cada vez mais confiante sob o comando de Diego Simeone. Com esta média digna dos dois maiores craques do campeonato, é permitido sonhar à beira do Manzanares.
Messi: 16 gols em 10 jogos
20/10/10 Barcelona 2x0 Copenhague - 2 gols
23/10/10 Zaragoza 0x2 Barcelona - 2 gols
30/10/10 Barcelona 5x0 Sevilla - 2 gols
2/11/10 Copenhague 1x1 Barcelona - 1 gol
7/11/10 Getafe 1x3 Barcelona - 1 gol
10/11/10 Barcelona 5x1 Ceuta - 1 gol
13/11/10 Barcelona 3x1 Villarreal - 2 gols
17/11/10 Argentina 1x0 Brasil - 1 gol
20/11/10 Almería 0x8 Barcelona - 3 gols
24/11/10 Panathinaikos 0x3 Barcelona - 1 gol
Falcao: 16 gols em 10 jogos
27/8/12 Atlético 4x0 Athletic Bilbao - 3 gols
31/8/12 Chelsea 1x4 Atlético - 3 gols
7/9/12 Colômbia 4x0 Uruguai - 1 gol
11/9/12 Chile 1x3 Colômbia - 1 gols
16/9/12 Atlético 4x3 Rayo Vallecano - 1 gol
23/9/12 Atlético 2x1 Valladolid - 1 gol
26/9/12 Betis 2x4 Atlético - 2 gols
7/10/12 Atlético 2x1 Málaga - 1 gol
12/10/12 Colômbia 2x0 Paraguai - 2 gols
21/10/12 Real Sociedad 0x1 Atlético - 1 gol
Na matéria, goleiros dos outros times da primeira divisão espanhola foram ouvidos sobre as qualidades do trio e a dificuldade em enfrentá-los. Toño, do Granada, declarou que Falcao "pode aguentar o ritmo dos outros dois craques". O ritmo de monstros como Messi e Ronaldo significa manter uma média superior a um gol por jogo.
Até aqui, o ex-portista tem conseguido, com os mesmos nove gols do português em oito rodadas. Apenas Messi, que foi a 11 com o hat-trick diante do Deportivo La Coruña, os supera.
O momento de Falcao, no entanto, o iguala a Messi em um número: são 16 gols nas últimas 10 partidas entre clube e seleção, marcando em todas elas. A sequência corresponde exatamente à melhor marca da carreira do argentino, alcançada entre outubro e novembro de 2010 (ver lista abaixo).
Há tempos reconhecido como letal dentro da área, Falcao tem melhorado em outras áreas de seu jogo. No jogo de domingo contra a Real Sociedad, marcou o gol da vitória cobrando falta aos 44 minutos do segundo tempo. Um resultado que permitiu ao Atlético manter-se ao lado do Barcelona na ponta da tabela, com 22 pontos.
As dez vitórias e um empate nos onze primeiros jogos oficiais superam os melhores inícios de temporada da história colchonera, incluindo 1995/96, quando o time conquistou a liga e a Copa do Rei. Considerando também a temporada passada, são 20 jogos de invencibilidade, igualando recorde do clube.
Falcao ajuda a exaltar um time cada vez mais confiante sob o comando de Diego Simeone. Com esta média digna dos dois maiores craques do campeonato, é permitido sonhar à beira do Manzanares.
Messi: 16 gols em 10 jogos
20/10/10 Barcelona 2x0 Copenhague - 2 gols
23/10/10 Zaragoza 0x2 Barcelona - 2 gols
30/10/10 Barcelona 5x0 Sevilla - 2 gols
2/11/10 Copenhague 1x1 Barcelona - 1 gol
7/11/10 Getafe 1x3 Barcelona - 1 gol
10/11/10 Barcelona 5x1 Ceuta - 1 gol
13/11/10 Barcelona 3x1 Villarreal - 2 gols
17/11/10 Argentina 1x0 Brasil - 1 gol
20/11/10 Almería 0x8 Barcelona - 3 gols
24/11/10 Panathinaikos 0x3 Barcelona - 1 gol
Falcao: 16 gols em 10 jogos
27/8/12 Atlético 4x0 Athletic Bilbao - 3 gols
31/8/12 Chelsea 1x4 Atlético - 3 gols
7/9/12 Colômbia 4x0 Uruguai - 1 gol
11/9/12 Chile 1x3 Colômbia - 1 gols
16/9/12 Atlético 4x3 Rayo Vallecano - 1 gol
23/9/12 Atlético 2x1 Valladolid - 1 gol
26/9/12 Betis 2x4 Atlético - 2 gols
7/10/12 Atlético 2x1 Málaga - 1 gol
12/10/12 Colômbia 2x0 Paraguai - 2 gols
21/10/12 Real Sociedad 0x1 Atlético - 1 gol
omissão de árbitros instruiu marcação de falta na barreira por causa de Vasco x Flu
A comissão de arbitragem da CBF entedeu como equívoco de Marcelo de Lima Henrique não marcar falta na barreira no gol de Thiago Neves, na última rodada do primeiro turno, entre Vasco e Fluminense. Aquele lance foi o estopim para que todos os árbitros recebessem a recomendação expressa de prestar atenção aos empurrões dos jogadores nas barreiras. A informação é do presidente da comissão de arbitragem, Aristeu Tavares: "Aquele lance de Vasco x Fluminense foi importante, sim, para pedirmos atenção especial nesses casos. A atuação de Jaílson de Freitas foi, de maneira global, muito boa", elogiou Aristeu.
Essa também foi a avaliação do delegado especial que acompanhou o jogo, o ex-árbitro Antônio Pereira da Silva.
No segundo turno, o delegado especial tem uma função extra. Antes de cada jogo, acompanha o árbitro do jogo no hotel onde ele se hospeda. Lá, faz uma palestra e apresenta vídeos com recomendações da Fifa.
Duas das recomendações feitas com mais cuidado no segundo turno dizem respeito às faltas na barreira e à invasão de área nas cobranças de pênaltis. Houve polêmica sobre a invasão da área na cobrança de pênalti de Borges, na partida Cruzeiro 0 x 0 Internacional, pela 27a rodada. O árbitro Paulo César de Oliveira mandou repetir a cobrança.
Certo ou errado, seguiu a recomendação da comissão de arbitragem.
OPINIÃO - Apesar de minha avaliação ser de que há rigor excessivo na marcação das faltas na barreira, é ótimo haver uma tentativa de padronização, ao menos. Ao saber que a CBF recomenda a marcação desse tipo de infração, sabe-se o que pensar desse tipo de jogada. Se o árbitro marca, segue a recomendação. Se não marca, erra, por não seguir o que a comissão de arbitragem deseja.
Eu não marcaria falta de Leonardo Silva na barreira. Hoje, se fosse árbitro, eu levaria um pito da comissão.
Essa também foi a avaliação do delegado especial que acompanhou o jogo, o ex-árbitro Antônio Pereira da Silva.
No segundo turno, o delegado especial tem uma função extra. Antes de cada jogo, acompanha o árbitro do jogo no hotel onde ele se hospeda. Lá, faz uma palestra e apresenta vídeos com recomendações da Fifa.
Duas das recomendações feitas com mais cuidado no segundo turno dizem respeito às faltas na barreira e à invasão de área nas cobranças de pênaltis. Houve polêmica sobre a invasão da área na cobrança de pênalti de Borges, na partida Cruzeiro 0 x 0 Internacional, pela 27a rodada. O árbitro Paulo César de Oliveira mandou repetir a cobrança.
Certo ou errado, seguiu a recomendação da comissão de arbitragem.
OPINIÃO - Apesar de minha avaliação ser de que há rigor excessivo na marcação das faltas na barreira, é ótimo haver uma tentativa de padronização, ao menos. Ao saber que a CBF recomenda a marcação desse tipo de infração, sabe-se o que pensar desse tipo de jogada. Se o árbitro marca, segue a recomendação. Se não marca, erra, por não seguir o que a comissão de arbitragem deseja.
Eu não marcaria falta de Leonardo Silva na barreira. Hoje, se fosse árbitro, eu levaria um pito da comissão.
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
Cruzeiro e Corinthians abriram seis pontos a seis rodadas. Foram campeões!
vitória do Atlético no grande jogo da rodada, contra o Fluminense (leia coluna sobre o jogo nas edições de O Estado de S. Paulo e Hoje em Dia desta segunda-feira) não deve aumentar muito a esperança da torcida do Atlético. Pelo menos, de acordo com o retrospecto. Na história dos pontos corridos, duas equipes tiveram exatos seis pontos de vantagem sobre o segundo colocado a seis rodadas do fim do torneio. O Cruzeiro de 2003 e o Corinthians de 2005. Ambos foram campeões.
Desses, quem mais sofreu foi o Corinthians, que terminou a campanha com uma distância menos segura sobre o Internacional: três pontos.
Em 2003, o Cruzeiro chegou a abrir doze pontos de vantagem sobre o Santos. Então, perdeu para o Juventude e para o Internacional e a distância caiu para seis pontos a oito rodadas do fim do primeiro Brasileirão por pontos corridos.
Não adiantou. Os seis pontos persistiram até a antepenúltima rodada, quando o Cruzeiro ganhou do Paysandu por 2 x 1 e, beneficiado pela derrota do Santos em Goiânia para o Goiás, comemorou o título com duas rodadas de antecipação.
A vitória do Galo dá esperança relativa, mas descarta a chance de o Fluminense ser o campeão com maior antecipação. Em 2007, o São Paulo levantou a taça a quatro rodadas do fim do torneio
Desses, quem mais sofreu foi o Corinthians, que terminou a campanha com uma distância menos segura sobre o Internacional: três pontos.
Em 2003, o Cruzeiro chegou a abrir doze pontos de vantagem sobre o Santos. Então, perdeu para o Juventude e para o Internacional e a distância caiu para seis pontos a oito rodadas do fim do primeiro Brasileirão por pontos corridos.
Não adiantou. Os seis pontos persistiram até a antepenúltima rodada, quando o Cruzeiro ganhou do Paysandu por 2 x 1 e, beneficiado pela derrota do Santos em Goiânia para o Goiás, comemorou o título com duas rodadas de antecipação.
A vitória do Galo dá esperança relativa, mas descarta a chance de o Fluminense ser o campeão com maior antecipação. Em 2007, o São Paulo levantou a taça a quatro rodadas do fim do torneio
Galo de Ronaldinho e Fla do solitário Vágner Love: vitórias com leve sabor de título
Atlético e Fluminense fizeram o mais emocionante jogo do Campeonato Brasileiro, com o triunfo justíssimo do time de Ronaldinho Gaúcho por 3 a 2. Foram 28 finalizações do Galo, 11 certas, contra cinco dos tricolores, sendo três no alvo. O time mineiro também fez mais desarmes corretos — 33 contra 27 — e cometeu menos da metade das 20 faltas do líder do campeonato — nove.
O título ainda não está decidido, mas estaria se a peleja terminasse com o triunfo tricolor. Tirar desvantagem de 12 pontos em seis rodadas seria tarefa possível apenas na teoria. A diferença agora é a metade do que poderia ser, meia dúzia de pontinhos, também difíceis de serem eliminados pelo Galo. O Fluminense mantém o controle da situação.
A taça está, ainda, muito próxima do time de Abel Braga, que jogou da forma fria e pragmática que o tem caracterizado. Não perder era o bastante. Quase deu certo mais uma vez. O Atlético venceu na insistência, na luta e no talento, com Jô, enfim, voltando a decidir. E mais uma partida digna de Ronaldinho, que se empenha para ser o protagonista.
Não concordo com a tese segundo a qual o gaúcho foi um fracasso no Flamengo. Ele teve ótimos momentos na primeira metade do Brasileirão 2011. Depois caiu de rendimento. Mesmo assim teve papel importante na classificação do time para a Libertadores. Passou longe de ser um fiasco. Em 2012, sim, afundou com atuações pálidas e parecia caso perdido.
Não era. No Galo tem sido melhor e constante por mais tempo. O time de Cuca, mais organizado do que o Fla de Luxemburgo, o ajuda. Mas ele é atuante, toma a iniciativa, procura decidir e... decide. Que bola na cabeça de Leonardo Silva no gol da vitória! Sua participação foi fundamental na estupenda tarde atleticana. Como uma semana antes diante do Sport.
Ronaldinho não tem se omitido. E parou de "homenagear" DJs nas comemorações dos gols. A "peitada" com Jô ao melhor estilo NBA após cada tento do centroavante tem sido a marca de um time que corre e luta. E o camisa 49 não fica devendo nesse quesito. No Flamengo ele foi bem e foi mal. No Galo tem sido melhor. Não precisa ser tão craque como no passado para brilhar por aqui.
Num campenato de ponto corridos, quando a segunda metade começa, ou até antes disso, já se sabe quais são os reais candidatos à taça. Cabe aos demais sonhar com uma vaguinha na Copa Libertadores ou ficar longe do rebaixamento. Parece pouco para torcidas numerosas e clubes tradicionais. Mas é preciso se habituar a tal situação.
Em temporadas nas quais não resta a uma equipe tradicional nada além da sobrevivência na divisão, vitórias sobre time fortes e grande rivais são o alimento, a motivação. Por isso a emoção da maioria dos mais de 21 mil presentes ao Engenhão no 1 a 0 do Flamengo sobre o São Paulo.
Nessa temporada arruinada por erros administrativos e técnicos que resultaram na formação de um time fraco, os rubro-negros podem alcançar pequenos "títulos" em triunfos como o deste domingo. Bater o São Paulo, que vinha de quatro vitórias seguidas, foi enorme feito no atual cenário.
E o Flamengo deve muito a Vágner Love. Mesmo sem marcar mais uma vez, foi ele quem sofreu a falta que gerou o único tento do cotejo. E sua luta, isolado entre os adversários, virou rotina. É um centroavante de ótimo nível perdido em uma equipe limitada, fraca, sem grandes perspectivas.
A vitória carioca teve muito de camisa, tradição e superação, com mais uma apresentação de luta. Não tem faltado empenho ao Flamengo. Faltam qualidades, sobra esforço, enquanto no São Paulo faltou capricho na decisão de designarem Luís Fabiano para cobrar o (mal marcado) pênalti.
É inacreditável que a penalidade máxima ainda seja batida por quem deseja a artilharia, mesmo que não seja o mais indicado para a missão. O camisa 9 explodiu a bola no travessão do Atlético Goianiense, numa noite em que também desperdiçou boas chance. Dias depois cobrou nas mãos de Felipe.
Mesmo com dois penais perdidos pelo grande artilheiro, o São Paulo dificilmente deixará de ir à Libertadores em 2013. E é mesmo um time para o ano que vem. Com jogadores decisivos, rápidos, precisa variar mais seu jogo, dependente de lances de velocidade, com espaços.
O título ainda não está decidido, mas estaria se a peleja terminasse com o triunfo tricolor. Tirar desvantagem de 12 pontos em seis rodadas seria tarefa possível apenas na teoria. A diferença agora é a metade do que poderia ser, meia dúzia de pontinhos, também difíceis de serem eliminados pelo Galo. O Fluminense mantém o controle da situação.
A taça está, ainda, muito próxima do time de Abel Braga, que jogou da forma fria e pragmática que o tem caracterizado. Não perder era o bastante. Quase deu certo mais uma vez. O Atlético venceu na insistência, na luta e no talento, com Jô, enfim, voltando a decidir. E mais uma partida digna de Ronaldinho, que se empenha para ser o protagonista.
Não concordo com a tese segundo a qual o gaúcho foi um fracasso no Flamengo. Ele teve ótimos momentos na primeira metade do Brasileirão 2011. Depois caiu de rendimento. Mesmo assim teve papel importante na classificação do time para a Libertadores. Passou longe de ser um fiasco. Em 2012, sim, afundou com atuações pálidas e parecia caso perdido.
Não era. No Galo tem sido melhor e constante por mais tempo. O time de Cuca, mais organizado do que o Fla de Luxemburgo, o ajuda. Mas ele é atuante, toma a iniciativa, procura decidir e... decide. Que bola na cabeça de Leonardo Silva no gol da vitória! Sua participação foi fundamental na estupenda tarde atleticana. Como uma semana antes diante do Sport.
Ronaldinho não tem se omitido. E parou de "homenagear" DJs nas comemorações dos gols. A "peitada" com Jô ao melhor estilo NBA após cada tento do centroavante tem sido a marca de um time que corre e luta. E o camisa 49 não fica devendo nesse quesito. No Flamengo ele foi bem e foi mal. No Galo tem sido melhor. Não precisa ser tão craque como no passado para brilhar por aqui.
Reprodução
Leonardo Silva garantiu a vitória do Atlético-MG no último minuto: passe de Ronadinho
Num campenato de ponto corridos, quando a segunda metade começa, ou até antes disso, já se sabe quais são os reais candidatos à taça. Cabe aos demais sonhar com uma vaguinha na Copa Libertadores ou ficar longe do rebaixamento. Parece pouco para torcidas numerosas e clubes tradicionais. Mas é preciso se habituar a tal situação.
Em temporadas nas quais não resta a uma equipe tradicional nada além da sobrevivência na divisão, vitórias sobre time fortes e grande rivais são o alimento, a motivação. Por isso a emoção da maioria dos mais de 21 mil presentes ao Engenhão no 1 a 0 do Flamengo sobre o São Paulo.
Nessa temporada arruinada por erros administrativos e técnicos que resultaram na formação de um time fraco, os rubro-negros podem alcançar pequenos "títulos" em triunfos como o deste domingo. Bater o São Paulo, que vinha de quatro vitórias seguidas, foi enorme feito no atual cenário.
E o Flamengo deve muito a Vágner Love. Mesmo sem marcar mais uma vez, foi ele quem sofreu a falta que gerou o único tento do cotejo. E sua luta, isolado entre os adversários, virou rotina. É um centroavante de ótimo nível perdido em uma equipe limitada, fraca, sem grandes perspectivas.
A vitória carioca teve muito de camisa, tradição e superação, com mais uma apresentação de luta. Não tem faltado empenho ao Flamengo. Faltam qualidades, sobra esforço, enquanto no São Paulo faltou capricho na decisão de designarem Luís Fabiano para cobrar o (mal marcado) pênalti.
É inacreditável que a penalidade máxima ainda seja batida por quem deseja a artilharia, mesmo que não seja o mais indicado para a missão. O camisa 9 explodiu a bola no travessão do Atlético Goianiense, numa noite em que também desperdiçou boas chance. Dias depois cobrou nas mãos de Felipe.
Mesmo com dois penais perdidos pelo grande artilheiro, o São Paulo dificilmente deixará de ir à Libertadores em 2013. E é mesmo um time para o ano que vem. Com jogadores decisivos, rápidos, precisa variar mais seu jogo, dependente de lances de velocidade, com espaços.
Espaços que até existiram no Engenhão. Mas individualmente os melhores jogadores tricolores não estavam bem contra o rival inferior tecnicamente e mais ligado, empenhado, incrivelmente superior nos 90 minutos. O São Paulo jogou mal como contra o Coritiba, cinco rodadas antes.
Nesse cenário do nosso futebol, por razões diferentes, em momentos nada parecidos dos dois times, as vitórias de Atlético e Flamengo tiveram um leve sabor de título.
Nesse cenário do nosso futebol, por razões diferentes, em momentos nada parecidos dos dois times, as vitórias de Atlético e Flamengo tiveram um leve sabor de título.
Vipcomm
Jogadores do Flamengo comemoram gol contra o São Paulo: como um pequeno título
domingo, 21 de outubro de 2012
Brasileiro Série C
| 16h00 Caxias 3x0 Brasiliense-DF |
| 17h00 Fortaleza 1x0 Icasa |
| 17h00 Paysandu-PA 4x0 Salgueiro |
| 17h00 Cuiabá-MT 2x1 Guarany de Sobral |
| 17h00 Treze-PB 4x0 Águia de Marabá |
Argentino
| 16h00 Quilmes 1x0 River Plate |
| 18h15 Atlético Rafaela 1x2 Lanús |
| 20h30 Boca Juniors 0x0 Estudiantes |
Brasileirão Série A
| 16h00 Flamengo 1x0 São Paulo |
| 16h00 Atlético-MG 3x2 Fluminense |
| 16h00 Náutico 0x0 Portuguesa |
| 18h30 Ponte Preta 1x0 Santos |
| 18h30 Atlético-GO 0x1 Sport |
Italiano
| 08h30 Cagliari 1x0 Bologna |
| 11h00 Atalanta 2x1 Siena |
| 11h00 Chievo Verona 1x1 Fiorentina |
| 11h00 Internazionale 2x0 Catania |
| 11h00 Palermo 0x0 Torino |
| 11h00 Parma 2x1 Sampdoria |
| 11h00 Udinese 1x0 Pescara |
| 16h45 Genoa 2x4 Roma |
Espanhol
| 08h00 Getafe 0x1 Levante |
| 12h00 Espanyol 3x2 Rayo Vallecano |
| 13h50 Granada-ESP 1x2 Zaragoza |
| 15h45 Osasuna 0x0 Betis |
| 17h30 Real Sociedad 0x1 Atlético de Madri |
sábado, 20 de outubro de 2012
Brasileirão Série A
| 18h30 Palmeiras 2x0 Cruzeiro |
| 18h30 Corinthians 1x1 Bahia |
| 18h30 Grêmio 0x0 Coritiba |
Brasilerão Série B
| 16h00 Joinville 3x1 CRB |
| 16h00 Guarani 0x3 América-MG |
| 16h00 Vitória 0x2 Atlético-PR |
| 16h00 Paraná Clube 1x1 Criciúma |
| 16h00 ABC 1x0 Bragantino |
| 21h00 Boa Esporte Clube 0x1 Guaratinguetá |
Brasilerão Série C
| 15h00 Madureira 2x1 Chapecoense |
| 16h00 Santa Cruz-PE 2x1 Luverdense |
| 16h00 Santo André 0x1 Duque de Caxias |
| 16h00 Tupi 0x1 Oeste |
| 16h00 Vila Nova-GO 1x0 Macaé |
Argentino
| 14h00 All Boys 1x0 Belgrano |
| 16h10 Unión 1x2 San Martín |
| 18h15 Tigre 0x0 Vélez Sarsfield |
| 20h20 Racing Club 0x0 Newells Old Boys |
Francês
| 12h00 PSG 1x0 Reims |
| 15h00 Evian 0x4 Toulouse |
| 15h00 Nancy 1x1 Sochaux |
| 15h00 Nice 1x1 Saint-Etienne |
| 15h00 Rennes 2x1 Montpellier |
| 15h00 Valenciennes 6x1 Lorient |
Espanhol
| 11h00 Málaga 2x1 Valladolid |
| 13h00 Real Madrid 2x0 Celta |
| 15h00 Valencia 3x2 Athletic Bilbao |
| 17h00 La Coruña 4x5 Barcelona |
Alemão
| 10h30 Borussia Dortmund 2x1 Schalke 04 |
| 10h30 Bayer Leverkusen 2x2 Mainz 05 |
| 10h30 Wolfsburg 0x2 Freiburg |
| 10h30 Eintracht Frankfurt 3x1 Hannover 96 |
| 10h30 Fortuna Düsseldorf 0x5 Bayern de Munique |
| 13h30 Werder Bremen 4x0 Borussia Mgladbach |
Inglês
| 08h45 Tottenham 2x4 Chelsea |
| 11h00 Fulham 1x0 Aston Villa |
| 11h00 Liverpool 1x0 Reading |
| 11h00 Manchester United 4x2 Stoke City |
| 11h00 Swansea City 2x1 Wigan |
| 11h00 West Bromwich Albion 1x2 Manchester City |
| 11h00 West Ham 4x1 Southampton |
| 13h30 Norwich 0x1 Arsenal |
COB tenta impedir que instituições de ensino usem a palavra 'olimpíada'
COB quer que o uso da palavra 'olimpíada' seja exclusivo
Desde que o Rio de Janeiro foi anunciado como cidade-sede dos Jogos Olímpicos de 2016, o Comitê Olímpico Brasileiro vem tentando transformar o uso da palavra ‘olimpíada’ uma exclusividade sua. A quatro anos do evento esportivo, a entidade presidida por Carlos Arthur Nuzman abriu guerra contra as já tradicionais competições científicas, que envolvem estudantes de todo o Brasil.
Entre os ‘alvos’ do Comitê figura a quarta edição da Olimpíada Nacional de História do Brasil (ONHB), que realizará sua última etapa neste final de semana na cidade de Campinas, em São Paulo. Na reta final de preparação para o evento, a organização da competição foi surpreendida com um documento de 12 páginas, alertando sobre a exclusividade do termo ‘olimpíada’ por parte do COB.
A ONHB é organizada pelo Museu de História da Unicamp e contou, em 2012, com a participação de mais de 34 mil estudantes do ensino fundamental e médio de escolas públicas e particulares de todos os Estados brasileiros. Como parte da argumentação para que o evento mude de nome, o COB alega que esses jovens podem acreditar que a ONHB tenha ligação com os jogos esportivos.
“A utilização do sinal 'olimpíada' na identificação de seus eventos fará com que o público acredite tratar-se a 'Olimpíada Nacional de História do Brasil', organizada por Vossas Excelências, de evento oficial ou patrocinado pelo Comitê Olímpico Brasileiro ou Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos Rio 2016, o que não traduz a realidade", lê-se no documento enviado pelo COB.
Um dos membros da organização do evento acadêmico, o professor Marcelo Firer rebate a argumentação do Comitê. “Chegam a ser patéticos alguns pontos da carta. É até ofensivo aos participantes da Olimpíada de História, todos inteligentes o suficiente para diferenciar uma coisa de outra e entender quais são as competências de cada entidade”, disse, em entrevista ao ESPN.com.br.
A posição do COB tem como base a interpretação de pontos do “Ato Olímpico” - lei promulgada no dia primeiro de outubro de 2009 -, da Lei Pelé e da própria “Carta Olímpica” – que rege a organização dos Jogos. Nesses documentos, é possível ler que marcas como “Jogos Olímpicos”, “Jogos Paraolímpicos”, "tocha", "chama", entre outros signos, são de uso exclusivo do COI e de seus representantes nacionais.
Divulgação
Cartaz da 4ª edição da Olimpíada Nacional de História do Brasil
No entanto, Firer explica que a utilização da palavra ‘olimpíada’ no evento de história se dá como um substantivo e não uma marca ou adjetivo. “Um substantivo não pode ser passível de ser licenciado. Reconheço a existência da marca, mas existem instâncias em que isso não se aplica. Não tem nada a ver. As olimpíadas científicas são exemplos muito antigos, e o uso do substantivo é adequado”.
O escritório de advocacia Araripe & Associados, contratado pelo COB para enviar as notificações, explica que há uma preocupação com os patrocinadores para 2016.“O uso excessivo da marca dilui o poder de distinção. Se eu começar a colocar o nome de Biblioteca Nacional em todos os estados, daqui a pouco as pessoas não vão mais relacioná-lo à biblioteca no Rio. É a mesma coisa”
“Os patrocinadores bancam esses grandes eventos em troca do direito de usar as palavras associadas a eles. Se for permitido que todo mundo use essas palavras, por que as empresas vão querer patrocinar? Estamos agindo de forma muito branda aqui no Brasil. Nos Jogos Olímpicos de Londres a lei foi muito mais restritiva”, disse advogado Luiz Araripe Jr, em entrevista à ‘Revista de História’.
Apesar das palavras do escritório, a Inglaterra participou em 2012, ano da Olimpíada de Londres, da United Kingdom Linguistics Olympiad (Olimpíada Linguística do Reino Unido), e, em 2004, a Grécia, país-sede dos Jogos daquele ano, recebeu a International Olympiad in Informatics (Olimpíada Internacional de Informática). Vale lembrar que os comitês olímpicos dos dois países estiveram submetidos à mesma ‘Carta Olímpica’ que o Brasi
Especial - De Sindelar a Messi - e não Neymar: dissecando o 'falso nove
Com a seleção atuando sem um centroavante de ofício, o conceito do “falso nove” ficou ainda mais próximo da realidade do futebol brasileiro. Com ele, também algumas distorções do entendimento da função no trabalho ofensivo de uma equipe.
Antes, é dever esclarecer: pelo menos neste espaço, o uso do termo “falso nove” tem como único objetivo simplificar e, obviamente, poupar palavras no texto jornalístico. E a intenção do post não é ensinar, em tom professoral e como última palavra, como funciona a movimentação. Apenas aprofundar a análise e acrescentar informações para facilitar o entendimento.
Dito isto, vamos direto ao ponto nevrálgico da questão: afinal de contas, como joga o “falso nove”? Na prática, é o jogador mais avançado do time sem a bola, mas, na transição ofensiva, sai do meio dos zagueiros e se movimenta entre as linhas de defesa e meio-campo do adversário. Com isso, abre espaços para que algum companheiro, ou ele mesmo, apareça de trás para concluir, indefinindo a marcação.
O exemplo mais didático e moderno seria a movimentação de Lionel Messi nos 5 a 0 do Barcelona sobre o Real Madrid em 2010. O argentino não fez gol, mas desmontou o sistema defensivo armado por José Mourinho atraindo a marcação com recuo estratégico e facilitando a infiltração em diagonal dos ponteiros Pedro e Villa ou dos meias Xavi e Iniesta pelo centro.
A dinâmica não é inédita. Longe disso. O primeiro “falso nove” que se tem notícia foi Matthias Sindelar, craque do “Wunderteam” austríaco dos longínquos anos 1930, segundo relato de Jonathan Wilson no livro "Inverting the Pyramid". Mesmo no 2-3-5 da época, o genial atacante se mexia por todo campo desarticulando totalmente a marcação individual sem sobra daqueles tempos de nazismo que impediram uma trajetória mais gloriosa de um país dominado pela Alemanha de Adolf Hitler.
O mais famoso “pioneiro”, porém, é Nandor Hidegkuti, atacante da Hungria campeã olímpica de 1952 e vice-mundial em 1954. No esquadrão magiar, o camisa nove voltava para armar o jogo com o médio Bozsik e atraía um dos zagueiros. No buraco deixado entrava ora Kocsis, ora Puskas, os artilheiros do timaço precursor do 4-2-4 e semente do “futebol total” que só foi parado pela Alemanha na decisão do Mundial da Suíça.
No primeiro gol dos lendários 6 a 3 sobre a Inglaterra no aclamado “jogo do século” em Wembley, Hidegkuti recebe entre os três zagueiros e os dois médios do WM (3-2-2-3) britânico, Kocsis se infiltra como centroavante, confundindo a retaguarda até o camisa nove limpar a marcação à distância e acertar o ângulo do goleiro Merrick.
Ideia exportada com Puskas para o Real Madrid dos anos 1960, mas com um camisa nove que recuava ainda mais brilhante: Alfredo Di Stéfano, “La Sieta Rúbia”. Armava, liderava, servia Puskas e ainda marcava gols. Muitos. Para ser mais exato, 418 em 510 partidas pelo time merengue pentacampeão da Copa dos Campeões, atual Champions League - 1956 a 1960.
Quatorze anos depois, outro gênio tático, desta vez reunindo talento, eficiência e protagonismo, encantaria o mundo no Ajax, no Barcelona e, principalmente, no “carrossel” holandês de 1974: Johan Cruyff. Sua filosofia resume seu legado para o esporte: “Jogo 85 minutos para o meu time e cinco para mim” ("As melhores seleções estrangeiras de todos os tempos", de Mauro Beting)
No revolucionário time de Rinus Michels, recuava ainda mais que seus antecessores. Muitas vezes até a zaga, como na arrancada que terminou no pênalti que sofreu na final da Copa de 1974 na Alemanha e foi convertido por Neeskens, apesar da derrota de virada por 2 a 1. Circulava por todo o campo, participava da incrível marcação por pressão e da intensa troca de posições em espaços curtos.. Em números, a Holanda atuava no 4-3-3. Mas não é absurdo definir o desenho de Michels como 4-3-Cruyff-2.
No Brasil, por analogia, é possível afirmar que Tostão foi o primeiro “falso nove”. Não na seleção de 1970, mas no Cruzeiro um ano antes. Vestia a camisa oito – a nove era trajada pelo volante Zé Carlos – e o esquema era o 4-2-2-2 , o primeiro da história, armado pelo técnico Gerson dos Santos. Jogava mais avançado, porém voltava abrindo espaço para Dirceu Lopes, o outro meia de criação que se juntava aos ponteiros Natal e Rodrigues na frente ("Futebol passo a passo - Técnica, tática e estratégia", de Bebeto, Valdano e Paulo Vinícius Coelho).
Sócrates foi mais um “falso nove” em terras brasilis. Em 1979, foi campeão estadual alternando com Palhinha pelo Corinthians e em alguns períodos na seleção – inclusive na Copa de 1982, quando Paulo Isidoro substituía Serginho Chulapa – revezando com Zico. Inteligente, virtude comum a todos que cumpriram e cumprem a função, sabia distinguir o momento de armar jogadas e a hora de entrar na área como autêntico centroavante.
Outro ídolo corintiano jogou de forma parecida no primeiro título brasileiro do clube, em 1990. Neto, por suas limitações físicas, era o homem mais avançado do time comandado por Nelsinho Baptista na recomposição. Tudo para poupar fôlego e pernas que decidiam com lançamentos e cobranças de falta. Quando o Corinthians recuperava a bola, Neto voltava para armar, normalmente pelos lados em uma “zona morta”, e o trio Fabinho, Tupãzinho e Mauro (ou Paulo Sérgio) o ultrapassavam. Assim saiu o gol do título na vitória sobre o São Paulo, marcado por Tupãzinho, um meia usando a camisa nove.
Curiosamente, a movimentação foi repetida dezessete anos depois, mas na Itália. A Roma de Luciano Spaletti deixava o ídolo Totti à frente na hora de defender. Bola roubada, o camisa dez giallorosso recuava e Perrotta pelo meio e os brasileiros Mancini e Taddei pelos flancos formavam o tridente ofensivo.
Em 1985, para abrigar o já veterano Roberto Dinamite e o garoto Romário no mesmo ataque, o treinador Antonio Lopes deixava o maior ídolo da história do Vasco à frente sem a bola e fazia o goleador máximo da história dos Brasileiros com 190 gols recuar para que o Baixinho entrasse em diagonal a partir da esquerda. "O paralelo com a movimentação do Messi é perfeito. O Roberto não participava da marcação e só voltava para armar as jogadas. Isso confundia os zagueiros, que não sabiam a quem marcar e o Romário entrava na diagonal", lembra Lopes.
No ano seguinte, Maradona desequilibrou na Copa de 1986 também pela liberdade concedida por Carlos Bilardo no 3-3-2-2 argentino. Até Valdano, típico atacante, podia ganhar atribuições defensivas – como na final da Copa do México, quando perseguiu Briegel, o vigoroso e ofensivo lateral alemão. Já Diego ficava à frente quando a albiceleste perdia a bola e girava por todo o campo para conduzir sua equipe ao bi mundial e seu nome para o Olimpo do futebol.
Saltando no tempo, mas ficando na Argentina, voltemos a Messi. O deslocamento para o centro do ataque se consolidou na temporada 2010/2011. Mas a “gênese” do novo posicionamento do craque no Barça se deu em 2009, no início da Era Pep Guardiola, ex-jogador e herdeiro da filosofia de Cruyff.
Na histórica goleada por 6 a 2 sobre o Real Madrid no Bernabéu pela liga espanhola e nos 2 a 0 sobre o Manchester United que valeram a Liga dos Campeões, Messi enlouqueceu as defesas trocando com Samuel Eto’o, que foi jogar à direita, e aparecendo na área para marcar um improvável gol de cabeça sobre Van der Sar. Em 2011, recebeu entre as linhas do time comandado por Alex Ferguson para marcar o segundo gol e encaminhar os 3 a 1 em nova final continental.
No time comandado por Tito Vilanova, Messi é mais centroavante que “falso nove”. E na seleção argentina comandada por Alejandro Sabella, alterna com o posicionamento de “enganche”, armando e finalizando como um autêntico “ponta-de-lança” de tempos mais remotos.
Sem poder contar com Messi, que recusou a naturalização espanhola, o técnico Vicente Del Bosque, por conta da má fase de Fernando Torres e da séria lesão de Villa, encontrou em Cesc Fábregas o jogador capaz de se posicionar no comando do ataque, mas transitar por todo o campo. No “tiki taka” dos bi europeus e campeões do mundo, Fábregas é o elemento facilitador para que Xavi e Iniesta brilhem na mesma proposta de jogo do Barcelona.
E Neymar? Seria um “falso nove” na seleção brasileira?
No rigor do conceito, não. Mesmo que Mano Menezes use o termo nas entrevistas. Em alguns momentos, de fato, a Joia santista recua para articular e aciona os meias que aparecem de trás. Assim saiu o primeiro gol de Oscar sobre o Iraque. Mas mesmo neste lance, o camisa 11 se desloca para a esquerda e recebe a bola, mas sem sair da zona de marcação da última linha defensiva.
Neymar abre para receber e entrar em diagonal ou abrir o corredor para Kaká, Oscar ou um dos volantes. Ou seja, é um atacante que joga mais avançado sem ser centroavante de ofício.
A movimentação lembra a de Muller no São Paulo bicampeão intercontinental 1992/93, que abria e permitia que Raí, depois Leonardo, e Palhinha entrassem pelo meio. Ou Tostão, agora sim, no Brasil de 1970: ficava no ataque, mas sempre procurava a esquerda para trabalhar com Rivellino e Gerson e abrir espaços para Pelé e as entradas de Jairzinho em diagonal.
A seleção de Mano não está mais ou menos moderna por contar ou não com um “falso nove”. Talvez seja a falta de um legítimo para seguir a refinada linhagem Reinaldo-Careca-Romário-Ronaldo. No talento e potencial, Neymar pode se equiparar jogando diferente.
Não como um dos muitos craques táticos que cumpriram ou cumprem função tão complexa, solidária e coletiva. Mas sendo simplesmente Neymar.
Antes, é dever esclarecer: pelo menos neste espaço, o uso do termo “falso nove” tem como único objetivo simplificar e, obviamente, poupar palavras no texto jornalístico. E a intenção do post não é ensinar, em tom professoral e como última palavra, como funciona a movimentação. Apenas aprofundar a análise e acrescentar informações para facilitar o entendimento.
Dito isto, vamos direto ao ponto nevrálgico da questão: afinal de contas, como joga o “falso nove”? Na prática, é o jogador mais avançado do time sem a bola, mas, na transição ofensiva, sai do meio dos zagueiros e se movimenta entre as linhas de defesa e meio-campo do adversário. Com isso, abre espaços para que algum companheiro, ou ele mesmo, apareça de trás para concluir, indefinindo a marcação.
O exemplo mais didático e moderno seria a movimentação de Lionel Messi nos 5 a 0 do Barcelona sobre o Real Madrid em 2010. O argentino não fez gol, mas desmontou o sistema defensivo armado por José Mourinho atraindo a marcação com recuo estratégico e facilitando a infiltração em diagonal dos ponteiros Pedro e Villa ou dos meias Xavi e Iniesta pelo centro.
A dinâmica não é inédita. Longe disso. O primeiro “falso nove” que se tem notícia foi Matthias Sindelar, craque do “Wunderteam” austríaco dos longínquos anos 1930, segundo relato de Jonathan Wilson no livro "Inverting the Pyramid". Mesmo no 2-3-5 da época, o genial atacante se mexia por todo campo desarticulando totalmente a marcação individual sem sobra daqueles tempos de nazismo que impediram uma trajetória mais gloriosa de um país dominado pela Alemanha de Adolf Hitler.
Olho Tático
Sindelar era o craque móvel do Wunderteam austríaco (numeração fictícia)
O mais famoso “pioneiro”, porém, é Nandor Hidegkuti, atacante da Hungria campeã olímpica de 1952 e vice-mundial em 1954. No esquadrão magiar, o camisa nove voltava para armar o jogo com o médio Bozsik e atraía um dos zagueiros. No buraco deixado entrava ora Kocsis, ora Puskas, os artilheiros do timaço precursor do 4-2-4 e semente do “futebol total” que só foi parado pela Alemanha na decisão do Mundial da Suíça.
No primeiro gol dos lendários 6 a 3 sobre a Inglaterra no aclamado “jogo do século” em Wembley, Hidegkuti recebe entre os três zagueiros e os dois médios do WM (3-2-2-3) britânico, Kocsis se infiltra como centroavante, confundindo a retaguarda até o camisa nove limpar a marcação à distância e acertar o ângulo do goleiro Merrick.
Ideia exportada com Puskas para o Real Madrid dos anos 1960, mas com um camisa nove que recuava ainda mais brilhante: Alfredo Di Stéfano, “La Sieta Rúbia”. Armava, liderava, servia Puskas e ainda marcava gols. Muitos. Para ser mais exato, 418 em 510 partidas pelo time merengue pentacampeão da Copa dos Campeões, atual Champions League - 1956 a 1960.
Olho Tático
No Real Madrid dos anos 1960, Di Stéfano recuava e Puskas entrava na área para concluir.
Quatorze anos depois, outro gênio tático, desta vez reunindo talento, eficiência e protagonismo, encantaria o mundo no Ajax, no Barcelona e, principalmente, no “carrossel” holandês de 1974: Johan Cruyff. Sua filosofia resume seu legado para o esporte: “Jogo 85 minutos para o meu time e cinco para mim” ("As melhores seleções estrangeiras de todos os tempos", de Mauro Beting)
No revolucionário time de Rinus Michels, recuava ainda mais que seus antecessores. Muitas vezes até a zaga, como na arrancada que terminou no pênalti que sofreu na final da Copa de 1974 na Alemanha e foi convertido por Neeskens, apesar da derrota de virada por 2 a 1. Circulava por todo o campo, participava da incrível marcação por pressão e da intensa troca de posições em espaços curtos.. Em números, a Holanda atuava no 4-3-3. Mas não é absurdo definir o desenho de Michels como 4-3-Cruyff-2.
Youtube
Flagrante de Cruyff como último homem da Holanda na final da Copa de 1974.
No Brasil, por analogia, é possível afirmar que Tostão foi o primeiro “falso nove”. Não na seleção de 1970, mas no Cruzeiro um ano antes. Vestia a camisa oito – a nove era trajada pelo volante Zé Carlos – e o esquema era o 4-2-2-2 , o primeiro da história, armado pelo técnico Gerson dos Santos. Jogava mais avançado, porém voltava abrindo espaço para Dirceu Lopes, o outro meia de criação que se juntava aos ponteiros Natal e Rodrigues na frente ("Futebol passo a passo - Técnica, tática e estratégia", de Bebeto, Valdano e Paulo Vinícius Coelho).
Olho Tático
Cruzeiro de 1969 no 4-2-2-2 com Tostão alternando com Dirceu Lopes na frente.
Sócrates foi mais um “falso nove” em terras brasilis. Em 1979, foi campeão estadual alternando com Palhinha pelo Corinthians e em alguns períodos na seleção – inclusive na Copa de 1982, quando Paulo Isidoro substituía Serginho Chulapa – revezando com Zico. Inteligente, virtude comum a todos que cumpriram e cumprem a função, sabia distinguir o momento de armar jogadas e a hora de entrar na área como autêntico centroavante.
Olho Tático
Sócrates e Palhinha revezavam como 'falso nove' no Corinthians campeão paulista de 1979.
Outro ídolo corintiano jogou de forma parecida no primeiro título brasileiro do clube, em 1990. Neto, por suas limitações físicas, era o homem mais avançado do time comandado por Nelsinho Baptista na recomposição. Tudo para poupar fôlego e pernas que decidiam com lançamentos e cobranças de falta. Quando o Corinthians recuperava a bola, Neto voltava para armar, normalmente pelos lados em uma “zona morta”, e o trio Fabinho, Tupãzinho e Mauro (ou Paulo Sérgio) o ultrapassavam. Assim saiu o gol do título na vitória sobre o São Paulo, marcado por Tupãzinho, um meia usando a camisa nove.
Olho Tático
Neto era o camisa dez do Corinthians de 1990, mas jogava à frente do trio ofensivo.
Curiosamente, a movimentação foi repetida dezessete anos depois, mas na Itália. A Roma de Luciano Spaletti deixava o ídolo Totti à frente na hora de defender. Bola roubada, o camisa dez giallorosso recuava e Perrotta pelo meio e os brasileiros Mancini e Taddei pelos flancos formavam o tridente ofensivo.
Olho Tático
Na Roma de Spalletti, Totti recuava e armava para Mancini, Perrotta e Taddei.
Em 1985, para abrigar o já veterano Roberto Dinamite e o garoto Romário no mesmo ataque, o treinador Antonio Lopes deixava o maior ídolo da história do Vasco à frente sem a bola e fazia o goleador máximo da história dos Brasileiros com 190 gols recuar para que o Baixinho entrasse em diagonal a partir da esquerda. "O paralelo com a movimentação do Messi é perfeito. O Roberto não participava da marcação e só voltava para armar as jogadas. Isso confundia os zagueiros, que não sabiam a quem marcar e o Romário entrava na diagonal", lembra Lopes.
Olho Tático
Para encaixar Romário no ataque, Antonio Lopes recuou Roberto Dinamite.
No ano seguinte, Maradona desequilibrou na Copa de 1986 também pela liberdade concedida por Carlos Bilardo no 3-3-2-2 argentino. Até Valdano, típico atacante, podia ganhar atribuições defensivas – como na final da Copa do México, quando perseguiu Briegel, o vigoroso e ofensivo lateral alemão. Já Diego ficava à frente quando a albiceleste perdia a bola e girava por todo o campo para conduzir sua equipe ao bi mundial e seu nome para o Olimpo do futebol.
Olho Tático
Maradona era o único com liberdade total na Argentina campeão mundial de 1986.
Saltando no tempo, mas ficando na Argentina, voltemos a Messi. O deslocamento para o centro do ataque se consolidou na temporada 2010/2011. Mas a “gênese” do novo posicionamento do craque no Barça se deu em 2009, no início da Era Pep Guardiola, ex-jogador e herdeiro da filosofia de Cruyff.
Na histórica goleada por 6 a 2 sobre o Real Madrid no Bernabéu pela liga espanhola e nos 2 a 0 sobre o Manchester United que valeram a Liga dos Campeões, Messi enlouqueceu as defesas trocando com Samuel Eto’o, que foi jogar à direita, e aparecendo na área para marcar um improvável gol de cabeça sobre Van der Sar. Em 2011, recebeu entre as linhas do time comandado por Alex Ferguson para marcar o segundo gol e encaminhar os 3 a 1 em nova final continental.
No time comandado por Tito Vilanova, Messi é mais centroavante que “falso nove”. E na seleção argentina comandada por Alejandro Sabella, alterna com o posicionamento de “enganche”, armando e finalizando como um autêntico “ponta-de-lança” de tempos mais remotos.
Sem poder contar com Messi, que recusou a naturalização espanhola, o técnico Vicente Del Bosque, por conta da má fase de Fernando Torres e da séria lesão de Villa, encontrou em Cesc Fábregas o jogador capaz de se posicionar no comando do ataque, mas transitar por todo o campo. No “tiki taka” dos bi europeus e campeões do mundo, Fábregas é o elemento facilitador para que Xavi e Iniesta brilhem na mesma proposta de jogo do Barcelona.
Olho Tático
Na Espanha campeã da Euro 2012, Fábregas joga à frente como referência para Xavi e Iniesta.
E Neymar? Seria um “falso nove” na seleção brasileira?
No rigor do conceito, não. Mesmo que Mano Menezes use o termo nas entrevistas. Em alguns momentos, de fato, a Joia santista recua para articular e aciona os meias que aparecem de trás. Assim saiu o primeiro gol de Oscar sobre o Iraque. Mas mesmo neste lance, o camisa 11 se desloca para a esquerda e recebe a bola, mas sem sair da zona de marcação da última linha defensiva.
Neymar abre para receber e entrar em diagonal ou abrir o corredor para Kaká, Oscar ou um dos volantes. Ou seja, é um atacante que joga mais avançado sem ser centroavante de ofício.
A movimentação lembra a de Muller no São Paulo bicampeão intercontinental 1992/93, que abria e permitia que Raí, depois Leonardo, e Palhinha entrassem pelo meio. Ou Tostão, agora sim, no Brasil de 1970: ficava no ataque, mas sempre procurava a esquerda para trabalhar com Rivellino e Gerson e abrir espaços para Pelé e as entradas de Jairzinho em diagonal.
Olho Tático
Na seleção de 1970, Tostão era atacante que procurava o lado esquerdo abrindo espaços.
A seleção de Mano não está mais ou menos moderna por contar ou não com um “falso nove”. Talvez seja a falta de um legítimo para seguir a refinada linhagem Reinaldo-Careca-Romário-Ronaldo. No talento e potencial, Neymar pode se equiparar jogando diferente.
Não como um dos muitos craques táticos que cumpriram ou cumprem função tão complexa, solidária e coletiva. Mas sendo simplesmente Neymar.
Assinar:
Postagens (Atom)




