| 21h00 Flamengo 0x0 Bahia |
| 21h00 Portuguesa 5x1 Sport |
| 21h00 Coritiba 1x0 Ponte Preta |
Falamos campeonatos das séries A B C D campeonatos internacionais todos Português todos os resultados do Paulista da segunda divisão e ainda Futebol Internacional como Futebol Inglês Espanhol Italiano Portugal e o Argentino e campeonatos Importantes falaremos do Regional do Rio Grande do Norte do Cearense do Pernambucano e do Carioca e falamos da copa do nordeste
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
Brasileirão Séria A
Liga Europa
| 13h00 Anzhi Makhachkala 2x0 Young Boys |
| 13h00 Neftchi 1x3 Internazionale |
| 13h00 Rubin Kazan 2x0 Partizan Belgrado |
| 14h00 Basel 2x2 Genk |
| 14h00 Videoton 3x0 Sporting |
| 14h00 Hapoel Kiryat Shmona 3x4 Lyon |
| 14h00 Sparta Praga 3x1 Athletic Bilbao |
| 14h00 Lazio 1x0 Maribor |
| 14h00 Panathinaikos 1x1 Tottenham |
| 14h00 Metalist 2x0 Rapid Viena |
| 14h00 Rosenborg 0x1 Bayer Leverkusen |
| 14h00 Hannover 96 2x1 Levante |
| 14h00 Helsingborgs 2x2 Twente |
| 16h05 Liverpool 2x3 Udinese |
| 16h05 Acadêmica 1x1 Hapoel Tel Aviv |
| 16h05 Atlético de Madri 1x0 Viktoria Plzen |
| 16h05 Olympique 5x1 Limassol |
| 16h05 Borussia Mgladbach 2x4 Fenerbahce |
| 16h05 Club Brugge 2x0 Marítimo |
| 16h05 Newcastle United 3x0 Bordeaux |
| 16h05 Molde 2x0 Stuttgart |
| 16h05 Steaua Bucareste 1x0 Copenhague |
| 16h05 AIK 2x3 Dnipro |
| 16h05 PSV 3x0 Napoli |
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
votem contra
coloca previdente do COI pra fora urgente mente sexta feira tem eleição votem contra urgente mente na sexta feira
Exclusivo: Confederação brasileira de esportes no gelo é perseguida pelo COB por não apoiar Nuzman vergonha nacional abri uma cpi coloca precedente pra fora
A primeira reportagem especial 'No mundo encantado do COB' traz a denúncia de Eric Maleson, presidente da Confederação Brasileira de Desportos no Gelo (CBDG). Segundo ele, a CBDG é perseguida, sofre chantagens e já chegou até a ser invadida pelo fato de não apoiar o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) nem seu presidente Carlos Arthur Nuzman. Maleson faz inúmeras acusações sobre Nuzman e diz que ele usa sua influência econômica para conseguir o que deseja. Veja a reportagem especial!
Liga dos Campeões
| 13h00 Zenit 2x3 Milan |
| 15h45 Porto 1x0 PSG |
| 15h45 Dynamo de Kiev 2x0 Dinamo Zagreb |
| 15h45 Schalke 04 2x2 Montpellier |
| 15h45 Arsenal 3x1 Olympiacos |
| 15h45 Anderlecht 0x3 Málaga |
| 15h45 Manchester City 1x1 Borussia Dortmund |
| 15h45 Ajax 1x4 Real Madrid |
Após AVC, Dani Piedade apresenta melhora e já consegue se comunicar com família
Dani Piedade já se comunica com a família e deve receber alta em breve
Ainda segundo o boletim, assinado pelo médico da seleção brasileira de handebol feminino, Leandro Gregorut, Dani Piedade realizará outros exames nos próximos dias para tentar descobrir qual foi a causa do AVC.
Na segunda-feira, a Confederação Brasileira de Handebol soltou uma nota oficial informando sobre o incidente com a atleta da seleção e explicando como aconteceu o AVC. De acordo com o comunicado, Dani Piedade não se chocou com ninguém durante o aquecimento - ela apenas começou a se sentir mal, com dificuldades para falar e logo desmaiou. A jogadora foi levada para o hospital em Ljubljana, onde passou por tomografia e ficou internada sob cuidados médicos.
Leia o Boletim Médico de Danie Piedade divulgado nesta terça:
A atleta Daniela Piedade continua internada no hospital, no setor de neurologia clínica. Houve melhora do seu quadro clínico em relação ao dia de ontem. Ela conseguiu se comunicar por telefone com a família e disse que está bem melhor.
A atleta ainda ficará internada mais alguns dias para a conclusão dos exames que visam diagnosticar a causa do evento e, após esses exames, deverá ter alta hospitalar.
Dr. Leandro Gregorut Lima
Médico da Seleção Brasileira Feminina de Handebol
A atleta ainda ficará internada mais alguns dias para a conclusão dos exames que visam diagnosticar a causa do evento e, após esses exames, deverá ter alta hospitalar.
Dr. Leandro Gregorut Lima
Médico da Seleção Brasileira Feminina de Handebol
Palmeiras prolonga boa fase, bate Millonarios com time misto e abre vantagem nas oitavas
Palmeiras venceu no Pacaembu por 3 a 1 nesta terça-feira
Tentando fugir do rebaixamento no Brasileirão, o Palmeiras prolongou a boa fase para a Copa Sul-Americana e venceu o Millonarios, da Colômbia, por 3 a 1, nesta terça-feira a noite, no estádio do Pacaembu, em São Paulo. Jogando com um time misto, a equipe brasileira contou com gols de Obina, Tiago Real e Luan e abriu boa vantagem nas oitavas de final. Artur, contra, descontou para os visitantes.
A partida de volta será realizada no dia 23 de outubro, em Bogotá, e o Palmeiras pode até perder por dois gols de diferença caso marque dois gols na casa do adversário. Se perder por 2 a 0, porém, está eliminado, pelo critério de gols marcados fora de casa. Nas quartas de final, o vencedor deste confronto enfrenta quem avançar entre Grêmio e Barcelona, do Equador.
Com o resultado desta terça, o Palmeiras chegou à terceira vitória consecutiva sob o comando do técnico Gilson Kleina, que está com 100% de aproveitamento desde que assumiu a equipe. Mesmo sem alguns titulares, o time teve atuação consistente e bom desempenho dos jogadores substitutos, como Daniel Carvalho, Obina e Tiago Real, dominando a maior parte do duelo. Apesar de ter caído de rendimento no final do segundo tempo, Bruno fez boas defesas, e o time conseguiu o terceiro gol logo após sofrer um gol que dificultaria bastante a situação no jogo de volta.
Antes de pensar novamente na Sul-Americana, o time alviverde volta as atenções para o Campeonato Brasileiro. No próximo sábado, o Palmeiras faz o clássico com o São Paulo, no Morumbi, e vai em busca de seguir com a recuperação e tentar escapar da degola.
O jogo
Sem os poupados Thiago Heleno, Marcos Assunção e Valdivia, além de Barcos na seleção argentina, o técnico Gilson Kleina armou o Palmeiras com o zagueiro paraguaio Román, o volante Correa, o meia Daniel Carvalho e os atacantes Maikon Leite e Obina entre os titulares.
Mesmo com um time misto e diante de um adversário completo, que faz boa campanha na Copa Sul-Americana e é líder do Campeonato Colombiano, foram os donos da casa que tomaram a iniciativa do jogo desde o início. O Millonarios parecia indeciso se adotava uma postura defensiva para levar a decisáo para a partida de volta ou se tentava atacar.
Com isso, o Palmeiras aproveitou os espaços e, empurado pela torcida, criou duas boas chances logo no início. Em uma delas, após boa jogada de Márcio Araújo, Martínez cortou para escanteio. Na outra, o chute de Daniel Carvalho saiu raspando a trave. O time alviverde ainda perdeu no começo Maikon Leite, que deu lugar a Luan e deixou o campo machucado, sentindo dores na perna ap[os sofrer falta de Torres.
A pressão palmeirense surtiu efeito aos 12 minutos. Daniel Carvalho deu ótima enfiada de bola longa no meio da zaga colombiana e achou na entrada da área o atacante Obina, que recebeu livre e tocou na saída do goleiro Delgado para abrir o placar.
Apesar do gol rápido e de manter o domínio da posse de bola, o Palmeiras passou a ter dificuldades para criar jogadas a partir dos 20 minutos. O Millonarios melhorou o poder de marcação e foi duro nas divididas de bola. Henrique, Daniel Carvalho e Correa chegaram a pedir atendimento médico após disputas com os adverários.
Mas, se passou a chegar menos ao ataque, o time mandante também foi pouco incomodado. O goleiro Bruno não fez nenhuma defea difícil sequer, enquanto do outro lado Daniel Carvalho e Luan exigiram interveções de Delgado.
No intervalo, Gilson Kleina mostrou querer um placar maior para encaminhar a classificação à próxima fase. O treinador tirou o volante Márcio Araújo e colocou o meia Tiago Real, e a substituição não demorou a dar resultado. O Palmeiras voltou para o segundo tempo pressionando e conseguiu o segundo logo logo aos 8 minutos. Luan recebeu na esquerda, tocou na área, Daniel Carvalho deixou a bola passar e Tiago Real fuzilou para o fundo das redes.
Precisando de pelo menos um gol para diminuir o prejuízo, o Millonarios se lançou à frente e criou problemas ao Palmeiras. O goleiro Bruno fez pelo menos duas excelentes defesas, em finalizações de Torres e Otálvaro. Gilson Kleina ainda tirou Valdivia do banco de reservas e colocou o chileno no lugar do cansado Daniel Carvalho.
Os donos da casa tiveram a oportunidade de fazer o terceiro gol e ficarem bem perto da classificação às quartas e final, mas o goleiro Delgado fez boa defesa em chute de Juninho. Recuado, o Palmeiras acabou sofrendo o gol dos colombianos. Aos 40 minutos, em um lance pela esquerda, Cosme cruzou, e o lateral Artur acabou fazendo um gol contra e descontando para o Millonarios.
O Palmeiras parecia ter sentido o gol, mas contou com uma falha defensiva dos colombianos e arrumou o terceiro gol, conseguindo novamente uma boa vantagem no confronto de 180 minutos. Aos 43 minutos, Martínez recuou mal a bola para o goleiro, Luan foi mais esperto, interceptou o passe, tirou de Delgado e chutou para fazer o terceiro gol alviverde. Com o apito final, festa a aplauso da pequena torcida (pouco mais de 6 mil torcedores) palmeirense que compareceu ao Pacaembu.
Mesmo com um time misto e diante de um adversário completo, que faz boa campanha na Copa Sul-Americana e é líder do Campeonato Colombiano, foram os donos da casa que tomaram a iniciativa do jogo desde o início. O Millonarios parecia indeciso se adotava uma postura defensiva para levar a decisáo para a partida de volta ou se tentava atacar.
Com isso, o Palmeiras aproveitou os espaços e, empurado pela torcida, criou duas boas chances logo no início. Em uma delas, após boa jogada de Márcio Araújo, Martínez cortou para escanteio. Na outra, o chute de Daniel Carvalho saiu raspando a trave. O time alviverde ainda perdeu no começo Maikon Leite, que deu lugar a Luan e deixou o campo machucado, sentindo dores na perna ap[os sofrer falta de Torres.
A pressão palmeirense surtiu efeito aos 12 minutos. Daniel Carvalho deu ótima enfiada de bola longa no meio da zaga colombiana e achou na entrada da área o atacante Obina, que recebeu livre e tocou na saída do goleiro Delgado para abrir o placar.
Apesar do gol rápido e de manter o domínio da posse de bola, o Palmeiras passou a ter dificuldades para criar jogadas a partir dos 20 minutos. O Millonarios melhorou o poder de marcação e foi duro nas divididas de bola. Henrique, Daniel Carvalho e Correa chegaram a pedir atendimento médico após disputas com os adverários.
Mas, se passou a chegar menos ao ataque, o time mandante também foi pouco incomodado. O goleiro Bruno não fez nenhuma defea difícil sequer, enquanto do outro lado Daniel Carvalho e Luan exigiram interveções de Delgado.
No intervalo, Gilson Kleina mostrou querer um placar maior para encaminhar a classificação à próxima fase. O treinador tirou o volante Márcio Araújo e colocou o meia Tiago Real, e a substituição não demorou a dar resultado. O Palmeiras voltou para o segundo tempo pressionando e conseguiu o segundo logo logo aos 8 minutos. Luan recebeu na esquerda, tocou na área, Daniel Carvalho deixou a bola passar e Tiago Real fuzilou para o fundo das redes.
Precisando de pelo menos um gol para diminuir o prejuízo, o Millonarios se lançou à frente e criou problemas ao Palmeiras. O goleiro Bruno fez pelo menos duas excelentes defesas, em finalizações de Torres e Otálvaro. Gilson Kleina ainda tirou Valdivia do banco de reservas e colocou o chileno no lugar do cansado Daniel Carvalho.
Os donos da casa tiveram a oportunidade de fazer o terceiro gol e ficarem bem perto da classificação às quartas e final, mas o goleiro Delgado fez boa defesa em chute de Juninho. Recuado, o Palmeiras acabou sofrendo o gol dos colombianos. Aos 40 minutos, em um lance pela esquerda, Cosme cruzou, e o lateral Artur acabou fazendo um gol contra e descontando para o Millonarios.
O Palmeiras parecia ter sentido o gol, mas contou com uma falha defensiva dos colombianos e arrumou o terceiro gol, conseguindo novamente uma boa vantagem no confronto de 180 minutos. Aos 43 minutos, Martínez recuou mal a bola para o goleiro, Luan foi mais esperto, interceptou o passe, tirou de Delgado e chutou para fazer o terceiro gol alviverde. Com o apito final, festa a aplauso da pequena torcida (pouco mais de 6 mil torcedores) palmeirense que compareceu ao Pacaembu.
Ayrton Senna lidera lista dos melhores pilotos da história da McLaren
Ayrton Senna posa para fotos antes do GP de Phoenix, em 1991
Senna divide a primeira colocação da lista com o inglês Bruce McLaren, fundador da equipe, que correu entre os anos de 1966 e 1970. O brasileiro permaneceu seis temporadas na McLaren, equipe pela qual conquistou os seus três títulos mundiais, em 1988, 1990 e 1991.
“Senna, claro, tinha sido uma revelação absoluta a partir do momento que invadiu o grid da Fórmula 1, ao volante de um Toleman, em 1984, e já era um vencedor de GPs comprovado com a Lotus, antes de se juntar à McLaren, ao lado de Prost, no início de 1988”, escreveu Henry no texto de explicação sobre a escolha do piloto como número 1.
A nota também relembra alguns feitos do brasileiro na pista e fora dela, como o fato de ele ser descontraído, amar o pai e estar sempre cercado por crianças, e é finalizada com a afirmação de que a escolha dele como número 1 da lista não é surpresa para ninguém que acompanhe a Fórmula 1.
Outros dois brasileiros também integram o levantamento dos 50 melhores pilotos da história da equipe. Emerson Fittipaldi, que conquistou o seu segundo Mundial pela McLaren em 1974, é o quinto colocado. Nelson Piquet, que correu pela escuderia inglesa em 1978, é o 40º. A lista completa, disponível no site da equipe, você confere clicando aqui.
Veja os 10 primeiros colocados da lista:
1) Ayton Senna (BRA) e Bruce McLaren (ING)
2) Mika Hakkinen (FIN)
3) Alain Prost (FRA)
4) James Hunt (ING)
5) Emerson Fittipaldi (BRA)
6) Niki Lauda (AUS)
7) Keke Rosberg (FIN)
8) David Coulthard (ING)
9) Peter Revson (EUA)
10) John Watson (ING)
terça-feira, 2 de outubro de 2012
Romário revela ações suspeitas de pessoa ligada ao Comitê Rio-2016 e pede investigação ao governo federal
O parlamentar, agora, vai entrar com requerimento no Ministério do Esporte para que o governo federal investigue um possível tráfico de influências envolvendo Hickey com autoridades esportivas brasileiras. Romário também cobra explicações do presidente do Comitê Organizador Rio-2016, Carlos Arthur Nuzman, acerca das ações do irlandês.
Como membro da Comissão de Esportes da Câmara, o deputado quer que Nuzman e Hickey prestem esclarecimentos públicos em plenário sobre como será realizada a venda de ingressos na Olimpíada do Rio. O esquema foi investigado pelo jornalsita escocês Andrew Jennings.
"O senhor Hickey costuma visitar o Rio para contribuir com os preparativos do evento ou para sondar oportunidades de negócios para sua família?", questionou Romário sobre o membro do COI, a quem o parlamentar se refere como "amigo de Nuzman".
Segundo o levantamento feito por Jennings, um dos filhos de Hickey, Stephen Hickey, é funcionário da empresa Hospitality Group - uma subsidiária do Grupo Marcus Evans -, que está sendo investigada pela Comissão de Ética do Comitê Olímpico Internacional. Uma das suspeitas é que o mesmo esquema feito em Londres possa estar sendo planejado para os Jogos de Inverno da Rússia, que serão realizados em 2014, na cidade de Sochi.
De acordo com a investigação, o grupo revendeu ingressos destinados aos comitês irlandês e grego a uma empresa privada que superfaturava pacotes, incluindo hospedagens, nos Jogos de Londres. "O grupo conseguiu uma proeza, que foi a de montar uma espécie de camarote em Londres durante os Jogos, chamado de "Casa Olímpica Irlandesa".
Pela "reputação já demonstrada" de Hickey, Romário também levanta suspeita quanto ao processo de escolha do Rio como sede dos próximos Jogos.
"Existem outras passagens meio nebulosas na carreira desse membro do COI (Patrick Hickey) que podem envolver muita ganância e tráfico de influência", disse o parlamentar, que ainda mostrou uma carta que teria sido enviada por Hickey ao presidente do Comitê de Candidatura de Salt Lake City, Tom Welch, para os Jogos de Inverno de 1991.
Na correspondência, timbrada e com inscrições de "privada e confidencial", Hickey - que à época era presidente do Comitê Olímpico da Irlanda - conta que o COI havia firmado compromisso de pagar U$ 100 mil para que a cidade de Nagano, no Japão, não recebesse votos à época, favorecendo a norte-americana Salt Lake City.
Como membro da Comissão de Esportes da Câmara, o deputado quer que Nuzman e Hickey prestem esclarecimentos públicos em plenário sobre como será realizada a venda de ingressos na Olimpíada do Rio. O esquema foi investigado pelo jornalsita escocês Andrew Jennings.
"O senhor Hickey costuma visitar o Rio para contribuir com os preparativos do evento ou para sondar oportunidades de negócios para sua família?", questionou Romário sobre o membro do COI, a quem o parlamentar se refere como "amigo de Nuzman".
Segundo o levantamento feito por Jennings, um dos filhos de Hickey, Stephen Hickey, é funcionário da empresa Hospitality Group - uma subsidiária do Grupo Marcus Evans -, que está sendo investigada pela Comissão de Ética do Comitê Olímpico Internacional. Uma das suspeitas é que o mesmo esquema feito em Londres possa estar sendo planejado para os Jogos de Inverno da Rússia, que serão realizados em 2014, na cidade de Sochi.
De acordo com a investigação, o grupo revendeu ingressos destinados aos comitês irlandês e grego a uma empresa privada que superfaturava pacotes, incluindo hospedagens, nos Jogos de Londres. "O grupo conseguiu uma proeza, que foi a de montar uma espécie de camarote em Londres durante os Jogos, chamado de "Casa Olímpica Irlandesa".
Pela "reputação já demonstrada" de Hickey, Romário também levanta suspeita quanto ao processo de escolha do Rio como sede dos próximos Jogos.
"Existem outras passagens meio nebulosas na carreira desse membro do COI (Patrick Hickey) que podem envolver muita ganância e tráfico de influência", disse o parlamentar, que ainda mostrou uma carta que teria sido enviada por Hickey ao presidente do Comitê de Candidatura de Salt Lake City, Tom Welch, para os Jogos de Inverno de 1991.
Na correspondência, timbrada e com inscrições de "privada e confidencial", Hickey - que à época era presidente do Comitê Olímpico da Irlanda - conta que o COI havia firmado compromisso de pagar U$ 100 mil para que a cidade de Nagano, no Japão, não recebesse votos à época, favorecendo a norte-americana Salt Lake City.
"Por favor, tratar as informações como estritamente privadas e confidenciais", teria escrito Hickey, ao fim da carta.
Romário foi procurado pelo jornalista Andrew Jennings durante os Jogos de Londres, em julho. Há duas semanas, o escocês fez novo contato e forneceu ao deputado as informações que motivaram as acusações, que seriam feitas em discurso na Câmara que acabou não acontecendo por falta de quórum.
Romário foi procurado pelo jornalista Andrew Jennings durante os Jogos de Londres, em julho. Há duas semanas, o escocês fez novo contato e forneceu ao deputado as informações que motivaram as acusações, que seriam feitas em discurso na Câmara que acabou não acontecendo por falta de quórum.
Jennings se especializou em revelar esquemas de corrupção envolvendo entidades esportivas internacionais, como a FIFA e o COI. Uma de suas reportagens mostrou o pagamento de propinas milionárias a Ricardo Teixeira, então presidente da CBF
Brasilerão Série B
| 19h30 ASA 1x0 Avaí |
| 21h00 Goiás 1x0 Bragantino |
| 21h00 São Caetano 1x0 Guaratinguetá |
Liga dos Campeões
| 13h00 Spartak Moscow 2x3 Celtic |
| 15h45 Juventus 1x1 Shakhtar Donetsk |
| 15h45 Nordsjælland 0x4 Chelsea |
| 15h45 Valencia 2x0 Lille |
| 15h45 BATE Borisov 3x1 Bayern de Munique |
| 15h45 Benfica 0x2 Barcelona |
| 15h45 Cluj 1x2 Manchester United |
| 15h45 Galatasaray 0x2 Braga |
Vá embora, Neymar. Nosso futebol não te merece
Esse foi um fim de semana triste. Na verdade, quase todos são, ou pelo menos quase todos nos dariam motivos para ficarmos tristes. Mas este foi especial. Porque esse fim de semana juntou quase tudo que há de ruim no futebol brasileiro em menos de 24 horas.
Vamos lá, em uma imperfeita ordem cronológica.
No sábado à tarde, a torcida do Náutico abre uma faixa com os seguintes dizeres: "Não irão nos derrubar no apito". O árbitro Leandro Vuaden impediu o início do jogo por sei lá quantos minutos até que a faixa fosse retirada. O que Vuaden fez não foi apenas um ato irritante. O que Vuaden fez foi crime. Este país tem em sua Constituição artigos e parágrafos que garantem a liberdade de expressão. A torcida do Náutico não manifestou racismo, não incitou qualquer ato de violência, a torcida do Náutico não fez nada de errado.
Não importa se o Náutico está sendo ajudado ou prejudicado pelas arbitragens. Essa discussão não é válida, a discussão aqui é outra. As autoridades pernambucanas deveriam ter mandado Vuaden catar coquinho na praia em vez de reprimir os torcedores que levavam a faixa. Aqui, o caso extrapola o futebol. O governador Eduardo Campos tem a obrigação de responder à sociedade e pedir desculpas pelo que aconteceu em Recife.
Eu li a notícia do absurdo dos Aflitos em meio a uma irritante atuação do árbitro goiano Elmo Alves Resende Cunha na partida entre Portuguesa e Atlético Mineiro, no Canindé. Nojenta, irritante, nociva, insuportável maneira de conduzir uma partida de futebol.
Foram 43 faltas marcadas em um jogo que teve zero violência. Uma falta a cada dois minutos. Os dois times estavam lá para jogar bola, mas mal conseguiram por causa dessa viciosa maneira de levar um jogo. Parando todos os lances, vendo faltas que não existem, evitando que o jogo corra, em suma, querendo o protagonismo todo. São árbitros como esse Elmo Alves Resende Cunha que fazem as pessoas assistirem cada vez menos futebol. O brasileiro cada vez mais vê só o seu time e não dá a mínima para as outras partidas do campeonato.
Isso acontece por várias razões. E uma delas é a chatice que é ver jogos no Brasil com esse estilo de arbitragem que para tudo, que interrompe todos os lances, que tira do sério os jogadores, os técnicos e os torcedores dos dois times. Qual a consequência dessa maneiras de apitar jogos? São duas as primordiais:
1) Os jogadores vivem no mundo do cai-cai. Se jogam, se deixam cair, dobram joelhos, etc porque sabem que o árbitro apita tudo. A maneira de apitar incita o cai-cai e a mentira, incita o jogador a estar o tempo todo exagerando contatos e quedas, estar o tempo todo buscando o engano e a manipulação.
2) Quando alguma falta deixa de ser apitada e a sequência acaba em gol ou lance de perigo, os atletas se revoltam. Claro, afinal o cara apita qualquer porcaria. Quando não apita, o jogador fica p da vida e se sente no direito de reclamar de tudo. E aí surge esse chororô insuportável de atletas, técnicos, dirigentes.
Nos lances capitais da partida do Canindé, o tal Elmo errou em praticamente todos. Mas não é essa a discussão que deve haver. Assistam aos jogos desse camarada, percebam a maneira sórdida como ele conduz a partida e irritem-se. Porque é só isso que dá para fazer.
Aí chegamos ao sábado pela noite e a CBF solta a tabela do Campeonato Brasileiro, na surdina, como se ninguém estivesse prestando a atenção.
Todos os que acompanham minimamente o futebol sabem que o distanciamento do torcedor brasileiro em relação à seleção está atingindo níveis preocupantes. Já passou do incômodo e está virando desprezo. Há muitos anos o torcedor dá muito mais importância ao seu clube. Só que o fenômeno agora é que a seleção está matando os clubes. Afinal, o Campeonato Brasileiro é o ÚNICO DO MUNDO que não para nas datas Fifa. O ÚNICO NO MUNDO.
Muito bem. Mais uma vez, Mano Menezes convocou jogadores e ainda precisou abrir mão do direito, que lhe deveria caber, de levar quem quisesse. Precisou chamar, no máximo, um de cada clube. Os oito primeiros colocados mais o Santos perderiam, perderão, um jogador (e bom, possivelmente o melhor do elenco), durante duas rodadas DECISIVAS do Brasileiro. A 31a rodada estava marcada para o dia 17 de outubro, dia seguinte ao amistoso do dia 16 entre Brasil e sei lá quem.
Dos 10 jogos de dita rodada, 3 colocam frente a frente dois times que ficaram desfalcados pela seleção. Decisão fácil, então, certo? Basta empurrar esses 3 jogos para a quinta-feira, dia 18 de outubro. Os jogadores chegariam mortos, cansados, mas pelo menos jogariam. De preferência, que empurrassem também para quinta outros 3 jogos com um time em cada um deles desfalcado pela seleção. Fácil. Tarefa fácil. Qualquer IMBECIL seria capaz de empurrar para quinta tais jogos.
Mas não. A CBF deixa 2 dos 3 jogos envolvendo times prejudicados para a quarta-feira. Passa alguns para frente, alguns não, beneficia alguns clubes, prejudica outros. É o samba do crioulo doido. Ninguém faz nada, ninguém fala nada, é agoniante. Os clubes venderam a alma, venderam a mãe para a televisão e são tão culpados disso tudo quanto a CBF. Mas técnicos, jogadores e torcedores não venderam a alma. Eles têm direito de trabalhar, de ver, de sofrer com justiça. E são privados desses direitos básicos por decisões nojentas tomadas dentro de escritórios por pessoas que têm pouco ou nenhum interesse em ver um campeonato de verdade acontecer.
Dormi com todas essas no sábado. E mal sabia que o domingo seria ainda pior.
Curitiba. Não vou descrever a história, estão todos cansados de saber. Quem ainda não sabe em detalhes, leia o post do Thiago Arantes, entenda e tente não vomitar.
O amigo Mauro Cezar Pereira e meu irmão Flavio Gomes estão sempre lembrando de exemplos próximos, aqui mesmo no continente, para pontuar a chatice que virou o futebol brasileiro nas arquibancadas. Sim, eu também sinto falta das bandeiras, dos rojões, das cores, dos cânticos.
No entanto, amigos, as proibições vão se sobrepondo umas às outras porque as autoridades desse país não são capazes de resolver os problemas mais simples. É mais fácil proibir uma bandeira do que batalhar por uma legislação específica para estádios de futebol, uma inteligência eficiente e que deixe longe, muito longe dos estádios animais como estes que fizeram o que fizeram em Curitiba.
Em toda a Europa havia problemas de violência. Na Inglaterra, na Alemanha, em todo lugar. Os problemas estão praticamente resolvidos em todos os países. Há mil modelos de sucesso. Eles não são todos iguais. Estudem, caramba! Autoridades são pagas para resolver os problemas e não varrê-los para baixo do tapete. Escolham um modelo e apliquem de verdade no Brasil.
Não é possível saber que policiais ficaram parados enquanto ANIMAIS atacavam uma menina de 13 anos que queria a camiseta de um ídolo. E se não fosse uma menina de 13 anos, mas um marmanjo de 35 lutador de jiu-jitsu?? Ele teria O MESMO DIREITO de pegar a camisa do Lucas, oras. O mesmo direito. Não é possível que nossa sociedade siga vociferando frases como "ela provocou", "não era lugar para isso", "também, estava esperando o quê?". Simplesmente não é possível. Não é possível que as pessoas sigam achando que, dentro de um estádio ou do mundo do futebol, valha tudo. É indignante.
Alguém precisa fazer alguma coisa. Mapear e tirar os bandidos de dentro dos estádios, agir em vez de assistir, pensar em vez de soltar palavras e decretos, para que a gente volte a ter espetáculos genuínos e pacíficos nas arquibancadas.
E aí vem o Pacaembu. Eu já estava querendo falar desse tema faz tempo. Quem não sabe o que aconteceu no Pacaembu, leia essa matéria e também tente não vomitar.
Quem acha o caso do Pacaembu muito diferente do de Curitiba, saiba que vive em um mundo à parte, em que traça paralelos de acordo com as paixões, as crenças e os interesses em defender ideias indefensáveis. O caso do Pacaembu é praticamente idêntico ao de Curitiba. Xingamentos são agressões, assim como cusparadas. E as pessoas não podem ser agredidas, com palavras, cuspe ou pedaços de paus, só porque pensam de forma diferente e encaram a vida de forma diferente.
É O FIM DOS TEMPOS QUE UMA PESSOA NÃO POSSA USAR UMA PEÇA DE ROUPA VERDE NO MEIO DA TORCIDA DO CORINTHIANS.
É um absurdo. É inacreditável que eu ouça gente esclarecida, que eu leia comentários por aí na Internet, defendendo esse tipo de coisa medieval, arbitrária e esquizofrênica.
Atenção: eu sou civilizado o suficiente para aceitar que uma pessoa entre no meio da torcida do meu time com a camisa do adversário ou do maior rival. Na Europa, eu vi isso acontecer em TODOS OS ESTÁDIOS POR ONDE PASSEI. Eu fui nos maiores clássicos europeus, em jogos de tudo quanto é tipo, fui a mais de 100 jogos por toda a Europa Ocidental.
Mas tudo bem. Vamos nos dar um desconto. Vamos dizer que eu esteja de acordo com essa regra, essa única regra, de um cara não poder aparecer no meio da outra torcida com a camisa de seu time.
NÃO FOI ISSO QUE ACONTECEU E ACONTECE NO PACAEMBU.
O escocês não estava com a camisa do Palmeiras! O cara estava com uma camisa do Celtic!!!!!!! E vários amigos já me contaram que tiveram que passar frio na arquibancada porque esqueceram, naquele maldito dia, de tirar o moletom verde que usavam antes de ir ao Pacaembu. E tenho certeza que isso não é exclusividade da torcida do Corinthians. Possivelmente mais um monte de torcida não admite que alguém use algo de cor vermelha ou preta ou azul ou qualquer outra só porque são as mesmas cores do arqui-rival. Tenho certeza que vários casos como esse serão relatados aqui nesse post, como foram ao longo do dia no meu Twitter.
Nós nunca conseguiremos crescer em sociedade enquanto esse tipo de coisa continuar acontecendo. Como um cidadão explica para o filho dele que uma pessoa não pode usar uma peça de roupa de uma determinada cor porque essa cor está presente do uniforme de outra agremiação esportiva??? Como pode ser concebível uma imbecilidade dessas?? Como pode ser aceitável pela sociedade que esse tipo de ação ocorra diante dos nossos olhos??
Será que os idiotas que xingaram o tal escocês já perceberam que o gramado do Pacaembu é verde?
E aí chegamos a Porto Alegre.
Quem chegou até aqui na leitura desse post deve ter chegado de insistente para saber quando e o que vou falar sobre Neymar.
Voltamos aos árbitros. No caso, o senhor Nielson Nogueira Dias. O mesmíssimo senhor que já havia arruinado o clássico mineiro entre Cruzeiro e Atlético. Erros absurdos de arbitragem, não aqueles pontuais, mas aqueles sistemáticos, são grandes catalizadores para os animais travestidos de torcedores fazerem o que fizeram no Estádio Independência naquela partida.
Esse Nielson Nogueira Dias tem profissão. Ele é capitão da Polícia Militar.
Os árbitros de futebol brasileiros tem características muito parecidas com a maioria dos policiais que atuam nas nossas ruas. Policiais são profissionais pagos pela sociedade, pagos por mim e por você para nos proteger. No entanto, hoje temos mais medo de polícia do que de bandido. Em sua esmagadora maioria, são pessoas que colocam a farda e acham que, por isso, podem fazer o que quiser e tratar as pessoas como bem entenderem. São pessoas que deveriam estar servindo à sociedade, mas que tomam atitudes de quem acha que manda na sociedade.
É quase impossível ter um diálogo saudável com um policial, seja militar, civil ou até mesmo um não-policial, um segurança de casa noturna, por exemplo. É a lei da selva. A lei do mais forte. Me desafie e eu te quebro. Me desafie e eu te prendo. Me desafie e eu torno tua vida um inferno, te deixo sequelas para sempre.
Os árbitros, guardadas as proporções, fazem a mesmíssima coisa. E não precisamos ir para o mundo profissional, não. Em qualquer torneio intercolegial, em qualquer torneio de futsal de empresas, os árbitros tornam-se autoritários, déspotas do apito. "Não fala comigo", "joga a tua bolinha", "se falar comigo, te boto para fora". Já fui diversas vezes desrespeitado em jogos de futebol entre amigos. É por essas e outras que evito participar de torneios de imprensa de futebol society, por exemplo.
Imaginem dentro de um campo de futebol o tamanho da autoridade que esses cidadãos não acham que têm.
É a "autoridade" que faz um Vuaden se achar mais importante que a lei do país. E a "autoridade" que faz esse Nielson Nogueira Dias, que além de árbitro é PM, mostrar cartão amarelo para Neymar só porque o jogador se deu o direito de reclamar com ele porque estava apanhando muito em campo.
Neymar não tem mais o que fazer no futebol brasileiro. Um craque, uma pedra preciosa, um gênio do futebol, desses que aparecem a cada 10, 15 anos. Não tem mais como evoluir taticamente, porque taticamente nosso futebol vive na idade da pedra. Não tem mais como evoluir tecnicamente, porque os jogadores que o defendem não exigem desafios maiores nem sabem fazê-lo. Não tem mais o que ganhar, porque já fez de tudo com o Santos (e o Brasileiro ele não vai ganhar nunca, já que a CBF o tira de mais da metade do campeonato). E agora, de quebra, virou o alvo preferido dos déspotas do apito, que querem aparecer às custas dele, que querem virar estrelinhas de papel da classe deles, os defensores dos pobres e oprimidos na turma de sopradores de apitos.
A fantástica, espetacular capa da Revista Placar tem de levar as pessoas a uma reflexão, como pediu o próprio Neymar. Muricy já refletiu, eu também já refleti. Ele tem que ir embora.
Que país é esse em que as autoridades, políticas, policiais, judiciárias e até mesmos do futebol querem nos fazer viver como cordeirinhos quietos diantes de absurdos que ocorrem diante de nossos olhos?
Que país é esse em que pessoas se xingam, se agridem, se matam a troco de uma cor, de uma bandeira, de uma camisa, de um gosto desportivo?
Que país é esse que agride quem deveria ser seu maior ídolo, que sente inveja de quem se dá bem na vida, que não suporta o sucesso de quem nasceu fadado a sofrer e morrer pobre?
Que país é esse que sucateia o sistema educacional e que não investe toda sua riqueza no que realmente importa, que é a formação de pessoas, de cidadania, da preservação da vida em sociedade?
Que país é esse que vaia Neymar??
Nosso futebol não te merece, Neymar. A maioria dos frequentadores de nossos estádios, os árbitros, as pessoas que ganham dinheiro às tuas custas não te merecem, Neymar.
Perdoai-vos. Eles não sabem o que dizem e nem o que fazem. Perdoe. Mas não puna a si mesmo. Vá embora daqui e volte só daqui a dois anos, na Copa. Porque as pessoas só entendem o que têm quando deixam de ter.
Vamos lá, em uma imperfeita ordem cronológica.
No sábado à tarde, a torcida do Náutico abre uma faixa com os seguintes dizeres: "Não irão nos derrubar no apito". O árbitro Leandro Vuaden impediu o início do jogo por sei lá quantos minutos até que a faixa fosse retirada. O que Vuaden fez não foi apenas um ato irritante. O que Vuaden fez foi crime. Este país tem em sua Constituição artigos e parágrafos que garantem a liberdade de expressão. A torcida do Náutico não manifestou racismo, não incitou qualquer ato de violência, a torcida do Náutico não fez nada de errado.
Não importa se o Náutico está sendo ajudado ou prejudicado pelas arbitragens. Essa discussão não é válida, a discussão aqui é outra. As autoridades pernambucanas deveriam ter mandado Vuaden catar coquinho na praia em vez de reprimir os torcedores que levavam a faixa. Aqui, o caso extrapola o futebol. O governador Eduardo Campos tem a obrigação de responder à sociedade e pedir desculpas pelo que aconteceu em Recife.
Eu li a notícia do absurdo dos Aflitos em meio a uma irritante atuação do árbitro goiano Elmo Alves Resende Cunha na partida entre Portuguesa e Atlético Mineiro, no Canindé. Nojenta, irritante, nociva, insuportável maneira de conduzir uma partida de futebol.
Foram 43 faltas marcadas em um jogo que teve zero violência. Uma falta a cada dois minutos. Os dois times estavam lá para jogar bola, mas mal conseguiram por causa dessa viciosa maneira de levar um jogo. Parando todos os lances, vendo faltas que não existem, evitando que o jogo corra, em suma, querendo o protagonismo todo. São árbitros como esse Elmo Alves Resende Cunha que fazem as pessoas assistirem cada vez menos futebol. O brasileiro cada vez mais vê só o seu time e não dá a mínima para as outras partidas do campeonato.
Isso acontece por várias razões. E uma delas é a chatice que é ver jogos no Brasil com esse estilo de arbitragem que para tudo, que interrompe todos os lances, que tira do sério os jogadores, os técnicos e os torcedores dos dois times. Qual a consequência dessa maneiras de apitar jogos? São duas as primordiais:
1) Os jogadores vivem no mundo do cai-cai. Se jogam, se deixam cair, dobram joelhos, etc porque sabem que o árbitro apita tudo. A maneira de apitar incita o cai-cai e a mentira, incita o jogador a estar o tempo todo exagerando contatos e quedas, estar o tempo todo buscando o engano e a manipulação.
2) Quando alguma falta deixa de ser apitada e a sequência acaba em gol ou lance de perigo, os atletas se revoltam. Claro, afinal o cara apita qualquer porcaria. Quando não apita, o jogador fica p da vida e se sente no direito de reclamar de tudo. E aí surge esse chororô insuportável de atletas, técnicos, dirigentes.
Nos lances capitais da partida do Canindé, o tal Elmo errou em praticamente todos. Mas não é essa a discussão que deve haver. Assistam aos jogos desse camarada, percebam a maneira sórdida como ele conduz a partida e irritem-se. Porque é só isso que dá para fazer.
Aí chegamos ao sábado pela noite e a CBF solta a tabela do Campeonato Brasileiro, na surdina, como se ninguém estivesse prestando a atenção.
Todos os que acompanham minimamente o futebol sabem que o distanciamento do torcedor brasileiro em relação à seleção está atingindo níveis preocupantes. Já passou do incômodo e está virando desprezo. Há muitos anos o torcedor dá muito mais importância ao seu clube. Só que o fenômeno agora é que a seleção está matando os clubes. Afinal, o Campeonato Brasileiro é o ÚNICO DO MUNDO que não para nas datas Fifa. O ÚNICO NO MUNDO.
Muito bem. Mais uma vez, Mano Menezes convocou jogadores e ainda precisou abrir mão do direito, que lhe deveria caber, de levar quem quisesse. Precisou chamar, no máximo, um de cada clube. Os oito primeiros colocados mais o Santos perderiam, perderão, um jogador (e bom, possivelmente o melhor do elenco), durante duas rodadas DECISIVAS do Brasileiro. A 31a rodada estava marcada para o dia 17 de outubro, dia seguinte ao amistoso do dia 16 entre Brasil e sei lá quem.
Dos 10 jogos de dita rodada, 3 colocam frente a frente dois times que ficaram desfalcados pela seleção. Decisão fácil, então, certo? Basta empurrar esses 3 jogos para a quinta-feira, dia 18 de outubro. Os jogadores chegariam mortos, cansados, mas pelo menos jogariam. De preferência, que empurrassem também para quinta outros 3 jogos com um time em cada um deles desfalcado pela seleção. Fácil. Tarefa fácil. Qualquer IMBECIL seria capaz de empurrar para quinta tais jogos.
Mas não. A CBF deixa 2 dos 3 jogos envolvendo times prejudicados para a quarta-feira. Passa alguns para frente, alguns não, beneficia alguns clubes, prejudica outros. É o samba do crioulo doido. Ninguém faz nada, ninguém fala nada, é agoniante. Os clubes venderam a alma, venderam a mãe para a televisão e são tão culpados disso tudo quanto a CBF. Mas técnicos, jogadores e torcedores não venderam a alma. Eles têm direito de trabalhar, de ver, de sofrer com justiça. E são privados desses direitos básicos por decisões nojentas tomadas dentro de escritórios por pessoas que têm pouco ou nenhum interesse em ver um campeonato de verdade acontecer.
Dormi com todas essas no sábado. E mal sabia que o domingo seria ainda pior.
Curitiba. Não vou descrever a história, estão todos cansados de saber. Quem ainda não sabe em detalhes, leia o post do Thiago Arantes, entenda e tente não vomitar.
O amigo Mauro Cezar Pereira e meu irmão Flavio Gomes estão sempre lembrando de exemplos próximos, aqui mesmo no continente, para pontuar a chatice que virou o futebol brasileiro nas arquibancadas. Sim, eu também sinto falta das bandeiras, dos rojões, das cores, dos cânticos.
No entanto, amigos, as proibições vão se sobrepondo umas às outras porque as autoridades desse país não são capazes de resolver os problemas mais simples. É mais fácil proibir uma bandeira do que batalhar por uma legislação específica para estádios de futebol, uma inteligência eficiente e que deixe longe, muito longe dos estádios animais como estes que fizeram o que fizeram em Curitiba.
Em toda a Europa havia problemas de violência. Na Inglaterra, na Alemanha, em todo lugar. Os problemas estão praticamente resolvidos em todos os países. Há mil modelos de sucesso. Eles não são todos iguais. Estudem, caramba! Autoridades são pagas para resolver os problemas e não varrê-los para baixo do tapete. Escolham um modelo e apliquem de verdade no Brasil.
Não é possível saber que policiais ficaram parados enquanto ANIMAIS atacavam uma menina de 13 anos que queria a camiseta de um ídolo. E se não fosse uma menina de 13 anos, mas um marmanjo de 35 lutador de jiu-jitsu?? Ele teria O MESMO DIREITO de pegar a camisa do Lucas, oras. O mesmo direito. Não é possível que nossa sociedade siga vociferando frases como "ela provocou", "não era lugar para isso", "também, estava esperando o quê?". Simplesmente não é possível. Não é possível que as pessoas sigam achando que, dentro de um estádio ou do mundo do futebol, valha tudo. É indignante.
Alguém precisa fazer alguma coisa. Mapear e tirar os bandidos de dentro dos estádios, agir em vez de assistir, pensar em vez de soltar palavras e decretos, para que a gente volte a ter espetáculos genuínos e pacíficos nas arquibancadas.
E aí vem o Pacaembu. Eu já estava querendo falar desse tema faz tempo. Quem não sabe o que aconteceu no Pacaembu, leia essa matéria e também tente não vomitar.
Quem acha o caso do Pacaembu muito diferente do de Curitiba, saiba que vive em um mundo à parte, em que traça paralelos de acordo com as paixões, as crenças e os interesses em defender ideias indefensáveis. O caso do Pacaembu é praticamente idêntico ao de Curitiba. Xingamentos são agressões, assim como cusparadas. E as pessoas não podem ser agredidas, com palavras, cuspe ou pedaços de paus, só porque pensam de forma diferente e encaram a vida de forma diferente.
É O FIM DOS TEMPOS QUE UMA PESSOA NÃO POSSA USAR UMA PEÇA DE ROUPA VERDE NO MEIO DA TORCIDA DO CORINTHIANS.
É um absurdo. É inacreditável que eu ouça gente esclarecida, que eu leia comentários por aí na Internet, defendendo esse tipo de coisa medieval, arbitrária e esquizofrênica.
Atenção: eu sou civilizado o suficiente para aceitar que uma pessoa entre no meio da torcida do meu time com a camisa do adversário ou do maior rival. Na Europa, eu vi isso acontecer em TODOS OS ESTÁDIOS POR ONDE PASSEI. Eu fui nos maiores clássicos europeus, em jogos de tudo quanto é tipo, fui a mais de 100 jogos por toda a Europa Ocidental.
Mas tudo bem. Vamos nos dar um desconto. Vamos dizer que eu esteja de acordo com essa regra, essa única regra, de um cara não poder aparecer no meio da outra torcida com a camisa de seu time.
NÃO FOI ISSO QUE ACONTECEU E ACONTECE NO PACAEMBU.
O escocês não estava com a camisa do Palmeiras! O cara estava com uma camisa do Celtic!!!!!!! E vários amigos já me contaram que tiveram que passar frio na arquibancada porque esqueceram, naquele maldito dia, de tirar o moletom verde que usavam antes de ir ao Pacaembu. E tenho certeza que isso não é exclusividade da torcida do Corinthians. Possivelmente mais um monte de torcida não admite que alguém use algo de cor vermelha ou preta ou azul ou qualquer outra só porque são as mesmas cores do arqui-rival. Tenho certeza que vários casos como esse serão relatados aqui nesse post, como foram ao longo do dia no meu Twitter.
Nós nunca conseguiremos crescer em sociedade enquanto esse tipo de coisa continuar acontecendo. Como um cidadão explica para o filho dele que uma pessoa não pode usar uma peça de roupa de uma determinada cor porque essa cor está presente do uniforme de outra agremiação esportiva??? Como pode ser concebível uma imbecilidade dessas?? Como pode ser aceitável pela sociedade que esse tipo de ação ocorra diante dos nossos olhos??
Será que os idiotas que xingaram o tal escocês já perceberam que o gramado do Pacaembu é verde?
E aí chegamos a Porto Alegre.
Quem chegou até aqui na leitura desse post deve ter chegado de insistente para saber quando e o que vou falar sobre Neymar.
Voltamos aos árbitros. No caso, o senhor Nielson Nogueira Dias. O mesmíssimo senhor que já havia arruinado o clássico mineiro entre Cruzeiro e Atlético. Erros absurdos de arbitragem, não aqueles pontuais, mas aqueles sistemáticos, são grandes catalizadores para os animais travestidos de torcedores fazerem o que fizeram no Estádio Independência naquela partida.
Esse Nielson Nogueira Dias tem profissão. Ele é capitão da Polícia Militar.
Os árbitros de futebol brasileiros tem características muito parecidas com a maioria dos policiais que atuam nas nossas ruas. Policiais são profissionais pagos pela sociedade, pagos por mim e por você para nos proteger. No entanto, hoje temos mais medo de polícia do que de bandido. Em sua esmagadora maioria, são pessoas que colocam a farda e acham que, por isso, podem fazer o que quiser e tratar as pessoas como bem entenderem. São pessoas que deveriam estar servindo à sociedade, mas que tomam atitudes de quem acha que manda na sociedade.
É quase impossível ter um diálogo saudável com um policial, seja militar, civil ou até mesmo um não-policial, um segurança de casa noturna, por exemplo. É a lei da selva. A lei do mais forte. Me desafie e eu te quebro. Me desafie e eu te prendo. Me desafie e eu torno tua vida um inferno, te deixo sequelas para sempre.
Os árbitros, guardadas as proporções, fazem a mesmíssima coisa. E não precisamos ir para o mundo profissional, não. Em qualquer torneio intercolegial, em qualquer torneio de futsal de empresas, os árbitros tornam-se autoritários, déspotas do apito. "Não fala comigo", "joga a tua bolinha", "se falar comigo, te boto para fora". Já fui diversas vezes desrespeitado em jogos de futebol entre amigos. É por essas e outras que evito participar de torneios de imprensa de futebol society, por exemplo.
Imaginem dentro de um campo de futebol o tamanho da autoridade que esses cidadãos não acham que têm.
É a "autoridade" que faz um Vuaden se achar mais importante que a lei do país. E a "autoridade" que faz esse Nielson Nogueira Dias, que além de árbitro é PM, mostrar cartão amarelo para Neymar só porque o jogador se deu o direito de reclamar com ele porque estava apanhando muito em campo.
Neymar não tem mais o que fazer no futebol brasileiro. Um craque, uma pedra preciosa, um gênio do futebol, desses que aparecem a cada 10, 15 anos. Não tem mais como evoluir taticamente, porque taticamente nosso futebol vive na idade da pedra. Não tem mais como evoluir tecnicamente, porque os jogadores que o defendem não exigem desafios maiores nem sabem fazê-lo. Não tem mais o que ganhar, porque já fez de tudo com o Santos (e o Brasileiro ele não vai ganhar nunca, já que a CBF o tira de mais da metade do campeonato). E agora, de quebra, virou o alvo preferido dos déspotas do apito, que querem aparecer às custas dele, que querem virar estrelinhas de papel da classe deles, os defensores dos pobres e oprimidos na turma de sopradores de apitos.
A fantástica, espetacular capa da Revista Placar tem de levar as pessoas a uma reflexão, como pediu o próprio Neymar. Muricy já refletiu, eu também já refleti. Ele tem que ir embora.
Que país é esse em que as autoridades, políticas, policiais, judiciárias e até mesmos do futebol querem nos fazer viver como cordeirinhos quietos diantes de absurdos que ocorrem diante de nossos olhos?
Que país é esse em que pessoas se xingam, se agridem, se matam a troco de uma cor, de uma bandeira, de uma camisa, de um gosto desportivo?
Que país é esse que agride quem deveria ser seu maior ídolo, que sente inveja de quem se dá bem na vida, que não suporta o sucesso de quem nasceu fadado a sofrer e morrer pobre?
Que país é esse que sucateia o sistema educacional e que não investe toda sua riqueza no que realmente importa, que é a formação de pessoas, de cidadania, da preservação da vida em sociedade?
Que país é esse que vaia Neymar??
Nosso futebol não te merece, Neymar. A maioria dos frequentadores de nossos estádios, os árbitros, as pessoas que ganham dinheiro às tuas custas não te merecem, Neymar.
Perdoai-vos. Eles não sabem o que dizem e nem o que fazem. Perdoe. Mas não puna a si mesmo. Vá embora daqui e volte só daqui a dois anos, na Copa. Porque as pessoas só entendem o que têm quando deixam de ter.
Benfica tem ídolos brasileiros mesmo com times de Portugal e país em crise
Calçade fala sobre ídolos brasileiros do Benfica e sobre crise econômica dos times e de Portugal!
Cusparada, agressão, choro e a polícia imóvel. O absurdo no Couto por quem estava lá
incidente envolvendo o meio-campista Lucas, do São Paulo, um grupo de torcedores do Coritiba e a garota Millena, de 13 anos, foi uma das cenas tristes do futebol no Brasil neste fim de semana. Apenas uma, entre outras lamentáveis como a censura às faixas de torcidas nos Aflitos e no Pacaembu e o episódio do escocês com a camisa do Celtic, hostilizado entre a torcida do Corinthians por usar a cor verde.
Dentre todos estes, o do Couro Pereira, em Curitiba, teve as imagens mais chocantes. Mas ainda mais triste é o relato de quem estava lá. O texto abaixo é um desabafo do colega Rodrigo Salvador, que estava no estádio a poucos metros da confusão.
O texto foi escrito por ele horas após o jogo, ainda sob o choque das cenas que acabara de ver. Mantive todas as palavras, incluindo palavrões. Não se pode editar o sentimento de um torcedor de verdade.
Dentre todos estes, o do Couro Pereira, em Curitiba, teve as imagens mais chocantes. Mas ainda mais triste é o relato de quem estava lá. O texto abaixo é um desabafo do colega Rodrigo Salvador, que estava no estádio a poucos metros da confusão.
O texto foi escrito por ele horas após o jogo, ainda sob o choque das cenas que acabara de ver. Mantive todas as palavras, incluindo palavrões. Não se pode editar o sentimento de um torcedor de verdade.
“Vou tentar descrever aqui o que vi nesta tarde de domingo com a maior riqueza possível de detalhes, inclusive o que não será lido em nenhum outro lugar. Porém, peço que relevem alguns exageros que possam aparecer. Não estou nada bem, emocionalmente falando, depois do ocorrido.
Eu sou torcedor da arquibancada do Coritiba. Durante o jogo, xingo até aquele jogador que gosto, e declaro amores por pernas de pau que vestem nossa camisa. Não me policio muito quanto a isso mas tendo sempre a fazê-lo com bom humor, e assim o futebol me faz bem. Como parte disso, tenho muitos costumes: o "dog da vitória" depois do jogo, o meu lugar marcado onde não tem lugar marcado, a pichação "VAMO COXA" que sempre leio em voz alta quando indo pro estádio, não sair antes do último jogador adversário descer pro vestiário (de preferência xingando). Hoje eu devia ter deixado essa última de lado.
Lucas apontou pra Milena, que estava acompanhada pelo pai e por um irmão mais novo. Tomou cusparadas. Sequer olhou na cara do nojento, e seguiu conversando com ela. Eu, que estava no segundo anel, logo acima do alvoroço, conseguia ver o cuspe no ombro dele. Mesmo assim, julgando que a menina receberia um respeito que ele não teve, jogou a camisa. Logo chegou um elemento apontando pro fosso e gritando "joga lá". Mais dois, os cuspidores, também gritaram. O pai tentou em vão proteger a menina enquanto dúzias corriam na direção deles.
Veio o primeiro tapa na cabeça do pai. A menina gritava e chorava, desesperada, não tinham por onde sair. Alguém meteu a mão na cara do pai e tirou os óculos da cara dele. Mais gente correu pra lá. Quase um minuto de confusão se passou quando três homens da segurança contradada do estádio (não policiais) tentaram interromper a confusão - esta segurança trabalha no Couto desde o famoso episódio de 2009, sao cerca de 200 seguranças - mas não conseguiram chegar até a menina. Neste momento, procurei por policiais e vi 6 deles, a aproximadamente 10 metros da confusão, totalmente imóveis. No olho do furacão, um homem tentava arrancar a camisa à força da mão da Milena. Olhei pro campo e vi o Lucas voltando até a arquibancada. Sem ter por onde sair, a garota devolveu a camisa pra ele. Já sem a camisa em mãos, ela, o pai e o irmão saíram, ela chorando e o pai gritando pra ninguém. Passaram ao lado dos policiais que citei, que permaneceram imóveis.
Olhei pro lado e outra dezena de homens de marrom vinham tirar a torcida do estádio. "Poxa, vocês podiam ter escoltado a garota ali, né?", falei pra um primeiro, que me ignorou solenemente. Repeti a pergunta pra outro, que me deu atenção: "A gente tava aqui em cima, não dava pra descer". "Tá, mas então seus colegas, que tavam parados ali pertinho", apontei. Não lembro exatamente qual foi a desculpa do rapaz, visivelmente desnorteado, falando quase pra dentro. Sabendo que ele me dava atenção, aumentei o tom de voz: "Eu amo futebol, mas tem que aguentar essa porra aí". Olhei pra outro: "E vocês não fizeram nada". Na mesma hora, um superior deles apareceu ali: "Vocês estavam aqui na Império no jogo? Tavam?" "Sim senhor" "E porque não desceram ali hein? Eu tava na Mauá, mais longe que vocês, e fui pra lá, porra!". Eu não tinha mais nada pra ouvir, dei um tapa nas costas de um deles e fui indo embora. Na saída, passei por onde tudo aconteceu e vi alguns policiais. Parei pra contá-los, sem disfarçar, apontando mesmo. Eram 21. Homens e mulheres, todos armados e em condições de no mínimo escoltarem a menina na saída do Couto.
O que o mundo pede hoje são muitas notícias curtas, onde se pode saber um pouquinho sobre tudo. Assim, nós só sabemos de fato o que envolve um evento quando buscamos mais informações. Quem ver o vídeo, vai ver uma cena grotesca dos ditos torcedores do Coritiba, e com razão os repudiará. Eu, presente ao local, fiquei abalado com a reação dos torcedores, mas ainda mais com a falta de reação da polícia. Afirmo sem medo de errar que me dá muito mais medo ver a inércia da polícia - inesperada - do que a brutalidade da torcida - já sabido que existe em qualquer estádio do país. Pra piorar, vi muitos torcedores dizendo que a culpa é TODA da menina que fez o que fez onde não podia, justificando um erro com outro. Eu não dou razão a ela, mas nem por isso defendo os animais ou faço vista grossa à vista grossa da polícia. E espero, sinceramente, que o clube faça o mesmo, já que não é difícil identificar os desgraçados.
Quarta-feira tem Copa do Brasil sub-20 no Couto, quinta tem Brasileiro no Couto, eu devo estar lá. Mas já não sei dizer pra quem torço, não sei se estou seguro. Não sei se o bandido veste verde e branco ou marrom e preto, mas sei que ele está lá. Me perguntam se a Milena continuará torcendo pro Coxa, eu acho que nunca torceu. Ela conseguiu a camisa que queria. O trauma do momento, os tapas na cabeça do pai, os óculos roubados, isso vai ficar na memória. Na deles e na minha, que gosto mais do esporte que do meu time, o que parece ser um pecado lá na arquibancada. Se quiser continuar amando futebol, terei que fazê-lo aguentando essas porra aí.
Eu sou torcedor da arquibancada do Coritiba. Durante o jogo, xingo até aquele jogador que gosto, e declaro amores por pernas de pau que vestem nossa camisa. Não me policio muito quanto a isso mas tendo sempre a fazê-lo com bom humor, e assim o futebol me faz bem. Como parte disso, tenho muitos costumes: o "dog da vitória" depois do jogo, o meu lugar marcado onde não tem lugar marcado, a pichação "VAMO COXA" que sempre leio em voz alta quando indo pro estádio, não sair antes do último jogador adversário descer pro vestiário (de preferência xingando). Hoje eu devia ter deixado essa última de lado.
Gazeta Press
O último jogador era Lucas. Dos 15 mil presentes, restavam no máximo mil, mais os são-paulinos que esperavam pra sair. Era só ele descer que eu ia pra casa. Eis que ele veio, com a camisa na mão, na direção da arquibancada. "Leva essa merda pra lá, ninguém quer isso aí não", gritei. Mas alguém queria. A Milena, de uns 13 anos, realmente queria aquela camisa. Pausa. Me reservo o direito aqui de dizer que ela e o Lucas podiam ter evitado a situação fazendo a entrega em outro local, não em um local onde sequer um boné vermelho é socialmente permitido. Mas como ela é a vítima e os culpados são criminosos, relevo esta falha. Play.
Lucas durante o empate do São Paulo com o Coritiba
Lucas apontou pra Milena, que estava acompanhada pelo pai e por um irmão mais novo. Tomou cusparadas. Sequer olhou na cara do nojento, e seguiu conversando com ela. Eu, que estava no segundo anel, logo acima do alvoroço, conseguia ver o cuspe no ombro dele. Mesmo assim, julgando que a menina receberia um respeito que ele não teve, jogou a camisa. Logo chegou um elemento apontando pro fosso e gritando "joga lá". Mais dois, os cuspidores, também gritaram. O pai tentou em vão proteger a menina enquanto dúzias corriam na direção deles.
Veio o primeiro tapa na cabeça do pai. A menina gritava e chorava, desesperada, não tinham por onde sair. Alguém meteu a mão na cara do pai e tirou os óculos da cara dele. Mais gente correu pra lá. Quase um minuto de confusão se passou quando três homens da segurança contradada do estádio (não policiais) tentaram interromper a confusão - esta segurança trabalha no Couto desde o famoso episódio de 2009, sao cerca de 200 seguranças - mas não conseguiram chegar até a menina. Neste momento, procurei por policiais e vi 6 deles, a aproximadamente 10 metros da confusão, totalmente imóveis. No olho do furacão, um homem tentava arrancar a camisa à força da mão da Milena. Olhei pro campo e vi o Lucas voltando até a arquibancada. Sem ter por onde sair, a garota devolveu a camisa pra ele. Já sem a camisa em mãos, ela, o pai e o irmão saíram, ela chorando e o pai gritando pra ninguém. Passaram ao lado dos policiais que citei, que permaneceram imóveis.
Olhei pro lado e outra dezena de homens de marrom vinham tirar a torcida do estádio. "Poxa, vocês podiam ter escoltado a garota ali, né?", falei pra um primeiro, que me ignorou solenemente. Repeti a pergunta pra outro, que me deu atenção: "A gente tava aqui em cima, não dava pra descer". "Tá, mas então seus colegas, que tavam parados ali pertinho", apontei. Não lembro exatamente qual foi a desculpa do rapaz, visivelmente desnorteado, falando quase pra dentro. Sabendo que ele me dava atenção, aumentei o tom de voz: "Eu amo futebol, mas tem que aguentar essa porra aí". Olhei pra outro: "E vocês não fizeram nada". Na mesma hora, um superior deles apareceu ali: "Vocês estavam aqui na Império no jogo? Tavam?" "Sim senhor" "E porque não desceram ali hein? Eu tava na Mauá, mais longe que vocês, e fui pra lá, porra!". Eu não tinha mais nada pra ouvir, dei um tapa nas costas de um deles e fui indo embora. Na saída, passei por onde tudo aconteceu e vi alguns policiais. Parei pra contá-los, sem disfarçar, apontando mesmo. Eram 21. Homens e mulheres, todos armados e em condições de no mínimo escoltarem a menina na saída do Couto.
O que o mundo pede hoje são muitas notícias curtas, onde se pode saber um pouquinho sobre tudo. Assim, nós só sabemos de fato o que envolve um evento quando buscamos mais informações. Quem ver o vídeo, vai ver uma cena grotesca dos ditos torcedores do Coritiba, e com razão os repudiará. Eu, presente ao local, fiquei abalado com a reação dos torcedores, mas ainda mais com a falta de reação da polícia. Afirmo sem medo de errar que me dá muito mais medo ver a inércia da polícia - inesperada - do que a brutalidade da torcida - já sabido que existe em qualquer estádio do país. Pra piorar, vi muitos torcedores dizendo que a culpa é TODA da menina que fez o que fez onde não podia, justificando um erro com outro. Eu não dou razão a ela, mas nem por isso defendo os animais ou faço vista grossa à vista grossa da polícia. E espero, sinceramente, que o clube faça o mesmo, já que não é difícil identificar os desgraçados.
Quarta-feira tem Copa do Brasil sub-20 no Couto, quinta tem Brasileiro no Couto, eu devo estar lá. Mas já não sei dizer pra quem torço, não sei se estou seguro. Não sei se o bandido veste verde e branco ou marrom e preto, mas sei que ele está lá. Me perguntam se a Milena continuará torcendo pro Coxa, eu acho que nunca torceu. Ela conseguiu a camisa que queria. O trauma do momento, os tapas na cabeça do pai, os óculos roubados, isso vai ficar na memória. Na deles e na minha, que gosto mais do esporte que do meu time, o que parece ser um pecado lá na arquibancada. Se quiser continuar amando futebol, terei que fazê-lo aguentando essas porra aí.
Sua Senhoria e os direitos do torcedor
Estou entrando meio atrasado no assunto, mas não posso evitar. É que me sinto tomado pela desconfiança (para não dizer certeza) de que vai para quase trinta anos que o país fez as pazes com a democracia e ainda há gente que não se deu conta. Dois exemplos atuais estão em coisas muito sérias, como a política, e não tão sérias, como o futebol. Na política, é só atentar para a propaganda eleitoral gratuita com que as televisões invadem nossas casas.
Será democrático que um candidato tenha mais tempo que outro para nos ferir os ouvidos – e a inteligência – com suas promessas? Por que há candidatos com, digamos, quinze minutos para se exibir, e outros, com apenas um dois? Será o desempenho em eleições passadas o bastante para justificar a desigualdade? Em outras palavras, será este um esquema democrático?
No futebol, se a coisa é menos séria, é também mais absurda. Pois não é que deram para censurar... os torcedores. Isso mesmo, censurar os que vão ao estádio para apoiar seus times e ao mesmo tempo protestar contra o que acham errado. E por que não? Se o protesto é pacífico e até silencioso, qual a razão de se impedir que o torcedor o faça? Apoio, com entusiasmo, todas as medidas que venham a ser tomadas para evitar que as chamadas “organizadas” valham-se de atos de violência, de selvageria, de destruição, para transformar os estádios em praças de guerra. Mas usar faixas para protestar contra o que realmente está errado no futebol não tem nada a ver com violência. É, antes, um direito.
Ano passado, foi um presidente de federação que proibiu faixas de repúdio ao então cartola-mor da CBF. Certamente ainda estava afinado com os tempos em que não era proibido proibir. Pelo contrário, proibia-se tudo que, neste país, soava como democrático, libertário, legal, justo. Agora, é um árbitro de futebol que não aceita iniciar um jogo sem que antes se retira das arquibancada uma faixa com os dizeres: “Não irão nos derrubar no apito”. Quer dizer, o homem vestiu a carapuça, posou de defensor da classe e fez e valer sua autoridade. A qual não vai além das quatro linhas do campo.
O curioso é que foi um protesto pacífico, silencioso e impessoal. Em nenhum momento Sua Senhoria foi atingida em sua condição de árbitro, cidadão ou lá o que seja. Mais que tudo, um protesto perfeitamente de acordo com o que se espera de uma sociedade democrática. Imaginem se a moda pega e, qualquer dia desses, um árbitro como o da faixa se sinta no direito de proibir também as vaias, os assovios, os xingamentos a ele ou a mãe dele. Não duvidemos. Não descartemos nenhum dos absurdos que podem ocorrer no país da Copa de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016.
No futebol, se a coisa é menos séria, é também mais absurda. Pois não é que deram para censurar... os torcedores. Isso mesmo, censurar os que vão ao estádio para apoiar seus times e ao mesmo tempo protestar contra o que acham errado. E por que não? Se o protesto é pacífico e até silencioso, qual a razão de se impedir que o torcedor o faça? Apoio, com entusiasmo, todas as medidas que venham a ser tomadas para evitar que as chamadas “organizadas” valham-se de atos de violência, de selvageria, de destruição, para transformar os estádios em praças de guerra. Mas usar faixas para protestar contra o que realmente está errado no futebol não tem nada a ver com violência. É, antes, um direito.
Ano passado, foi um presidente de federação que proibiu faixas de repúdio ao então cartola-mor da CBF. Certamente ainda estava afinado com os tempos em que não era proibido proibir. Pelo contrário, proibia-se tudo que, neste país, soava como democrático, libertário, legal, justo. Agora, é um árbitro de futebol que não aceita iniciar um jogo sem que antes se retira das arquibancada uma faixa com os dizeres: “Não irão nos derrubar no apito”. Quer dizer, o homem vestiu a carapuça, posou de defensor da classe e fez e valer sua autoridade. A qual não vai além das quatro linhas do campo.
O curioso é que foi um protesto pacífico, silencioso e impessoal. Em nenhum momento Sua Senhoria foi atingida em sua condição de árbitro, cidadão ou lá o que seja. Mais que tudo, um protesto perfeitamente de acordo com o que se espera de uma sociedade democrática. Imaginem se a moda pega e, qualquer dia desses, um árbitro como o da faixa se sinta no direito de proibir também as vaias, os assovios, os xingamentos a ele ou a mãe dele. Não duvidemos. Não descartemos nenhum dos absurdos que podem ocorrer no país da Copa de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016.
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
Corinthians e São Paulo dão uma força pro Palmeiras
Sabe quem não tem muito do que se queixar na rodada? O Palmeiras. Vá lá que continua na parte de baixo da tabela – e dela não sai tão já. Mas, além de fazer a parte que lhe cabe, recebeu uma ligeira ajuda de rivais tradicionais. Pois é, Corinthians e São Paulo deram uma força, ao emperrarem a vida de equipes também ameaçadas de rebaixamento.
O auxílio alvinegro veio com os 3 a 0 sobre o Sport, na tarde deste domingo, no Pacaembu. O time pernambucano está à frente do Palmeiras, com 27 a 26 pontos, respectivamente. Essa diferença, no entanto, já foi maior. O campeão da Libertadores teve um pouco mais de dificuldade no primeiro tempo, em que não passou do 0 a 0. Na etapa final, porém, liquidou a conversa, com gols de Paulinho e Romarinho (2).
A propósito: Paulinho comemorou o gol subindo no alambrado. Pareceu que foi lá homenagear alguém. Nada acintoso, muito menos para provocar, humilhar ou retardar o jogo. Uma normal explosão de alegria. O que aconteceu ao voltar para o campo? Tomou amarelo. Quer dizer, juiz dá mais importância para isso do que em jogador que desce o safarro, gasta a botina no adversário. Violência pode; alegria tem de ser contida nos limites da lei. Absurdo!
A segunda mãozinha para o Palestra veio do tricolor, que ficou no 1 a 1 com o Coritiba, no Couto Pereira. Resultado ruim para a turma de Ney Franco, pois permanece fora do bloco principal. Com 43 pontos, tem 4 a menos do que o Vasco. O Coxa, com 29, se mantém só um pouco acima do grupo da degola.
Uma situação quente para o Coritiba, que poderia ter sido mais amena se soubesse segurar a vantagem de 1 a 0, em pênalti muito contestado de Rhodolfo e que Everton Ribeiro converteu. (O zagueiro do São Paulo foi expulso mais tarde.) Mas Osvaldo garantiu o pontinho.
A briga na parte de baixo continua embolada. Atlético-GO e Figueirense, pelo jeito, dificilmente se safam de voltar para a Série B. Palmeiras, Sport e Coritiba estão bem ameaçados. Porém, há sinal amarelo para um grupo que engloba Lusa, Náutico, Ponte, Bahia, Santos e Flamengo. Muita emoção, muita confusão pela frente, nas próximas 11 rodadas.
Azarenka e Sharapova avançam no Torneio de Pequim
Andy Wong/AP
Azarenka quebrou todos os seis serviços da adversária Cornet
Azarenka massacrou a francesa Alize Cornet, 43ª colocada no ranking da WTA, por 2 sets a 0, com parciais de 6/1 e 6/0, em 1 hora e 6 minutos. A bielo-russa quebrou todos os seis serviços de Cornet, que só venceu um game no primeiro set ao converter um break point.
A adversária de Azarenka na segunda rodada do Torneio de Pequim já está definida. A número 1 do mundo vai encarar a alemã Sabine Lisicki, que venceu a espanhola Anabel Medina Garrigues por 2 sets a 1, com parciais de 6/3, 5/7 e 6/2.
Já Sharapova teve mais dificuldades para avançar. A segunda colocada no ranking da WTA venceu a romena Simona Halep, número 47 do mundo, por 2 sets a 0, com um duplo 7/5, em 1 hora e 52 minutos. A partida foi marcada pelo excesso de quebras de serviço - foram 10, sendo que a russa converteu seis break points.
A romena Sorana Cirstea será a próxima adversária de Sharapova em Pequim. A número 29 do mundo avançou para a segunda rodada ao vencer a sueca Sofia Arvidsson por 2 sets a 0, com parciais de 6/2 e 6/3.
A checa Petra Kvitova foi surpreendida e caiu na segunda rodada do torneio chinês. Neste segunda-feira, a número 5 do mundo acabou sendo eliminada precocemente ao perder para a espanhola Carla Suárez Navarro, 46ª colocada no ranking da WTA, por 2 sets a 0, com parciais de 6/3 e 6/2.
Também nesta segunda-feira, a russa Elena Vesnina avançou para as oitavas de final do Torneio de Pequim ao vencer a austríaca Tamira Paszek por 2 a 0 (7/6 e 6/2). Já a eslovena Polona Hercog e a espanhola Lara Arruabarrena Vecino passaram para a segunda rodada.
Melhorou muito!
A pergunta óbvia de quem vê o Palmeiras de Gilson Kleina jogar, em comparação com os últimos dias de Felipão, é se havia boicote contra o antigo treinador. Nenhum depoimento no clube avaliza a ideia. Mas mudou a confiança, o posicionamento e a maneira de jogar.
O ímpeto dos primeiros 20 minutos, decisivos para as vitórias contra Figueirense e Ponte Preta, é notável. O início em que o Palmeiras era pressionado passou a ser de pressão. Marcação na saída de bola, como a Ponte de Gilson Kleina fez em parte da partida contra o Corinthians. Como Maikon Leite fez para tomar a bola de Uendel e oferecer a Barcos, no segundo gol do Palmeiras.
O posicionamento mudou também na linha de volantes. Marcos Assunção tem um pouquinho mais de liberdade, porque Márcio Araújo joga menos aberto pela direita, mais preso ao desarme, o que liberta Assunção para jogadas como a do 3.º gol.
O Palmeiras jogou bem. Diminuir a distância para Coritiba e Sport tem a ver com tropeços dos rivais, mas o primeiro passo para alcançar isso é jogar bem. Essa parte o Palmeiras está fazendo.
No sábado, Barcos, Marcos Assunção, Maikon Leite e Thiago Heleno tiveram papel preponderante. Barcos, o cara do jogo, já marcou 23 vezes neste ano.
A diferença passa pela confiança. Enquanto Felipão repetia precisar de jogadores para o ano que vem, Gilson Kleina faz discurso e mostra vídeos afirmando que os jogadores são campeões da Copa do Brasil. São bons! É notável a transformação da confiança de Juninho e Maikon Leite nos últimos dois jogos.
A melhor de todas as notícias: o Palmeiras agora acredita nisso
Abel muda o jeito do Fluminense jogar, por causa de Deco
Faz três semanas, o título brasileiro ainda não era tão claro e o Fluminense ocupava apenas a segunda colocação. Abel Braga conversava sobre a importância de Deco para sua equipe: "Às vezes, ele precisa vir um pouco mais de trás. Lá na frente, sem espaço, é mais difícil para ele."
Deco voltou à equipe e ela se adaptou a seu estilo. Abel transformou o 4-2-3-1, em que o meia luso-brasileiro ocupava a função central de armação, por um 4-3-1-2. No Fla-Flu, Thiago Neves jogou mais centralizado, do meio para os lados do campo. Deco, um pouco mais atrás, pela direita num losango de meio-de-campo.
Com Edinho e Jean preenchendo o sistema defensivo, Deco tem liberdade para ser armador pelo lado direito, aproximar-se da grande área ou recuar para fazer lançamentos, à sua vontade. Por ora, o sistema vira quase um 4-3-3, mas não muda a essência do Flu: pragmatismo!
Sem pressa, nem espetáculo, o Fluminense constrói a vantagem de seis pontos, que só o Flamengo de 2009 foi capaz de tirar mas onze rodadas finais para ser campeão brasileiro. A missão do Atlético é quase impossível.
Deco voltou à equipe e ela se adaptou a seu estilo. Abel transformou o 4-2-3-1, em que o meia luso-brasileiro ocupava a função central de armação, por um 4-3-1-2. No Fla-Flu, Thiago Neves jogou mais centralizado, do meio para os lados do campo. Deco, um pouco mais atrás, pela direita num losango de meio-de-campo.
Com Edinho e Jean preenchendo o sistema defensivo, Deco tem liberdade para ser armador pelo lado direito, aproximar-se da grande área ou recuar para fazer lançamentos, à sua vontade. Por ora, o sistema vira quase um 4-3-3, mas não muda a essência do Flu: pragmatismo!
Sem pressa, nem espetáculo, o Fluminense constrói a vantagem de seis pontos, que só o Flamengo de 2009 foi capaz de tirar mas onze rodadas finais para ser campeão brasileiro. A missão do Atlético é quase impossível.
mo
domingo, 30 de setembro de 2012
Brasilerão Série C
| 16h00 Santa Cruz-PE 1x0 Cuiabá-MT |
| 16h00 Chapecoense 3x1 Duque de Caxias |
| 17h00 Luverdense 3x2 Salgueiro |
Brasileirão Série A
| 16h00 Flamengo 0x1 Fluminense |
| 16h00 Corinthians 3x0 Sport |
| 16h00 Coritiba 1x1 São Paulo |
| 16h00 Bahia 2x0 Botafogo |
| 18h30 Grêmio 1x1 Santos |
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