quinta-feira, 19 de julho de 2012

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Brasileirão Série A


19h30 Santos 0x0 Botafogo
19h30 Grêmio 3x1 Sport
20h30 Portuguesa 0x2 Cruzeiro
20h30 Náutico 3x0 Ponte Preta
21h50 Flamengo 0x3 Corinthians
21h50 São Paulo 0x1 Vasco
21h50 Atlético-MG 3x1 Internacional

Esta semana Gstaad na Suíça

Vamos voltar ao tênis? Fiquei impressionado com a avalanche de mensagens e a quantidade de pessoas que leram meu último post. A cada dia fico mais impressionado com a revolta das pessoas e a necessidade de tentar ensinar o ser humano. Eu emiti uma opinião, falei o que pensava e não tentei nem desmerecer nem pedir para que me sigam na minha verdade. Felizmente a grande maioria entendeu o ponto de vista e os que não entenderam debateram com muita propriedade. Aos que atacaram e não foram poucos, digo apenas uma coisa: Se você se sente tão atacado ao ler a opinião de um atleta que tem suas razões (certas ou erradas), não quero imaginar como você reage a uma opinião diferente da sua esposa, marido ou filho. Faça o exercício de tentar ser a favor ou contra a opinião da pessoa sem atacar ou ofender. Fica a dica.

Ah, antes de escrever o post de hoje só mais uma coisa. Aos que me atacaram falando que sou argentino e tenho que voltar pra lá, mando um grande saludo. Não me atinge nem um pouco. E como diria Zagallo: 'Vocês vão ter que me engolir para o resto da vida'. Eu sou tão brasileiro quanto vocês. Aos que dizem que fui pífio como tenista digo: 'Obrigado'. Para Federer, posso até ter sido. Para outros, sou um monstro. Simples assim.

Falado isso. Muito obrigado pelo carinho da galera. Espetacular o que escreveram. Mais de 400 comentários e mais de 15.000 entradas. Uau. Tenho certeza que o blog vai se tornando mais forte a cada dia.

Vamos falar do torneio de Gstaad que é uma delícia?

Esta semana teremos a transmissão nos canais ESPN de um dos torneios mais lindos do circuito. Gstaad fica nos Alpes suíços onde tudo é chique, lindo e maravilhoso. A chance de ficar no Grand Hotel com um visual único é uma experiência lindíssima. Eu na época não fui acompanhado, infelizmente tive que dormir um ano com o Acioly e no outro ano com o Guga (ninguém merece). Que triste. Lá é um lugar super romântico e tranquilo e eu como esses dois barbados.

Os jantares são inesquecíveis e deliciosos. A tal da Raclete de queijo e o fondue são pratos obrigatórios por lá. Um bom vinho também não é uma má pedida. Os passeios pelos Alpes e até a tentativa de esquiar (eu e o Guga tentamos sem nenhum sucesso) são programas divertidos. Para os que gostam de golf vai a dica... Joguei em um campo muito louco com buracos difíceis em visuais sem noção.

Falando do torneio e sua jogabilidade (gostaram). Lá em Gstaad por ser altura não é um lugar fácil de se jogar. A bola voa muito e controlar o jogo é difícil. Ajuda muito se sacar bem e jogar reto é uma ótima pedida. Os que gostavam de defender, sofrem muito mais. Eu tenho um carinho todo especial por ter vencido um jogo incrível contra o Kafelnikov lá. O homem queria me matar quando acabou o jogo. Foi muito legal.

Esta semana o brasileiro Bellucci que já ganhou por lá vai jogar suas fichas e tentar continuar sua boa fase.

A partir de sexta feira estaremos ao vivo comentando.

Fica, Lucas!

Notícia da terça-feira. São Paulo volta a recusar proposta milionária do Manchester United pela compra de Lucas. Antes de entrarmos no mérito do clube - que anda perdido nos últimos tempos -, analisemos a questão do atleta.

Lucas ainda não se manifestou oficialmente sobre eventual saída para a Europa, embora recentemente tenha dado declarações não muito firmes sobre a tal vontade de ficar... O fato é que, a despeito da questão financeira, a melhor opção para a carreira de Lucas hoje seja a permanência.

E aqui está escrevendo o mesmo cara que sugeriu o contrário a Neymar: "Vai Neymar!" E o mesmo cara que escreveu neste mesmo espaço: "Lucas não é craque..."

Na verdade, é uma questão de coerência. Lucas não é Neymar, nem será Neymar. A qualidade técnica do jogador do Santos é muito difícil de ser atingida... E Lucas não é craque, até porque não completou a sua formação como jogador, ao contrário do atacante santista.

Mano Menezes visitou os canais ESPN antes da Olimpíada e disse, longe das câmeras, ter ficado impressionado com a "involução" de Lucas (comparando-o a Oscar, por exemplo).

Disse que o Lucas da Copa América do ano passado era melhor que o Lucas deste ano. Um Lucas "perdido" em termos técnicos e táticos, muito provavelmente por ter sido mal treinado nesses últimos anos.

Não sabe se prefere jogar como atacante ou como meia, aberto ou fechado... Etc, etc... Tudo muito natural. É jovem, está constantemente pressionado, está em formação.

E por isso tudo é melhor ficar. Aqui, perto de um técnico que o conhece muito bem (Ney Franco), tende a evoluir. A ganhar confiança, a se definir, a se firmar.

Pode chegar ao ponto quando mais vai se esperar dele: a Copa do Mundo de 2014. Para Lucas é melhor ficar.

E para o São Paulo? Aí, é outra questão. O clube está perdido em termos de direção. Vive agora uma pressão pelo título dos rivais e seria quase um suicídio político para o presidente Juvenal Juvêncio abrir mão de sua maior promessa dos últimos anos - a despeito da quantia 'irrecusável'.

O São Paulo com seus problemas. Lucas, com os dele. Hoje, um precisa do outro. E muito

Cavalho encilhado é a venda de Lucas ou a chance de fazer Brasileirão top?

O São Paulo recusou 38 milhões de euros por Lucas, o Corinthians rejeitou proposta de 8,5 milhões de euros por Paulinho, ano passado o Santos não venceu Neymar, mesmo com propostas acima de 45 millhões de euros. O Brasil não enlouqueceu.

O São Paulo tem um limite para recusar propostas, não diz oficialmente qual é, mas sabe que se a oferta avançar demais não terá como cobrir.
A questão é que esse limite já foi muito menor. Qualquer dez merréis levava o maior craque brasileiro dez anos atrás. Cinco anos atrás também. Hoje, não é assim.

Não é porque os clubes brasileiros têm receitas muito maiores. Verdade que se deve analisar caso a caso. O Internacional vende o zagueiro Juan, revelação, para a Internazionale, e contrata o zagueiro Juan, veterano, da Roma. Gasta mais do que arrecada.

O Inter tem de receita perto de R$ 100 milhões, está gastando mais do que isso e a única forma de equilibrar essa conta é vender jogadores.
O São Paulo, não. Arrecada mais do que gasta e, por isso, não vende. Mas tem limite. Quanto? 45 milhões de euros, talvez. Se o Manchester United chegar a esse valor, é possível que o São Paulo não resista.

Manter ou comprar jogadores é sempre risco. O Paris Saint-Germain pagará 150 milhões de euros para contar com Ibrahimovic e Thiago Silva. Vale a pena? Quando o Real Madrid pagou 66 milhões de euros por Zidane, valia? E 95 milhões de euros por Cristiano Ronaldo. É loucura! Não é?
A loucura do São Paulo é rejeitar 38 milhões de duros por Lucas.  A conta que não fecha aqui, não fecha na Europa. Ou vale a pena pagar 95 milhões de euros por Cristiano Ronaldo.

O fatoé que os clubes brasileiros têm dinheiro e, se gastarem menos do que suas receitas, farão em breve um grande Campeonato Brasileiro. Mas esse dinheiro precisa estar organizado. Quanto vale a cammisa do Corinthians? Quanto os clubes devem receber pelas transmissões na Itália, Espanha, Japão, que já aconteceu? Quanto é possível mensurar isso?

Todas essas respostas estariam disponíveis se houvesse uma liga. Se os clubes negociassem juntos ou, pelo menos, existisse algum parâmetro. Não há. Com uma liga forte, o campeonato segue forte mesmo que o Inter quebre, por gastar mais do que arrecada.
Com uma liga fraca, o Corinthians vale R$ 1 bilhão, mas arrecada R$ 270 milhões. Poderia arrecadar mais, se houvesse um Banco Central do Futebol, capaz de dizer quanto vale cada ativo, quanto cada clube pode arrecadar por ano.

O São Paulo não vende Lucas, o Corinthians segura Paulinho, o Santos mantém Neymar, o Botafogo contrata Seedorf, o Inter traz Forlán... O cavalo está passando encilhado diante dos olhos dos dirigentes do futebol brasileiro. É preciso organizar esse movimento logo, rápido. Antes que o cavalo passe.

Diga rápido: você venderia Lucas por 38 milhões de euros? Esperaria por um valor perto de 50 milhões? Não venderia?

'Bando de loucos' faz a diferença e Corinthians bate recorde: R$ 1 bi

O ‘bando de loucos’ festeja mais uma conquista. A marca Corinthians quebrou a barreira de R$ 1 bilhão, recorde entre os coirmãos brasileiros. O estudo é da BDO RCS Auditores Independentes.

O campeão da Libertadores lidera o ranking dos 17 clubes mais valiosos do país, à frente de Flamengo (segundo) e São Paulo (terceiro).

A análise levou em conta dados financeiros, pesquisas com o torcedor, informações de marketing de cada time, além de econômicas e sociais dos brasileiros. Detalhe: o resultado da conquista da América só terá reflexo no ranking do próximo ano.

O principal combustível da força corintiana vem das arquibancadas: 51%. Depois, aparecem 27% de receitas e 22% de mercado.

O valor dos 17 clubes alcança R$ 5,38 bilhões – o Corinthians é responsável por quase 20% desse total.

Em 2004, primeiro ano do levantamento, o Corinthians apareceu em terceiro lugar, com R$ 286 milhões, atrás de São Paulo e Flamengo. Em 2009, pulou para segundo, com R$ 562 milhões. E assumiu a ponta em 2010.

A dança da fortuna:
1) Corinthians   -  R$ 1 bi
2) Flamengo    -    R$ 792 mi
3) São Paulo    -   R$ 771 mi
4) Palmeiras     -   R$ 481 mi
5) Inter             -  R$ 392 mi
6) Santos         -   R$ 341 mi
7) Vasco           -   R$ 316,7 mi
8) Grêmio          -  R$ 316 mi
9) Cruzeiro        -  R$ 205 mi
10)Atlético/MG   -  R$ 179 mi.

Por falar no tilintar das moedas... O Manchester United continua na liderança da lista da ‘Forbes’ como time esportivo mais valioso do mundo: R$ 4,4 bilhões.

O Real Madrid vem em segundo, com R$ 3,76 bilhões. New York Yankees (beisebol) e Dallas Cowboys (futebol americano) dividem a terceira colocação, com R$ 3,7 bilhões.
                                                                ########
Fogo cruzado. O Mano dos manos olímpicos embarcou prestigiadíssimo, certo de que não poderá voltar dos Jogos apenas com o crachá no peito e uma medalhinha de prata ou bronze. É ouro ou... ouro. O próprio Mano reconhece que está mais pressionado que passageiro de ônibus em dia de greve do metrô. O fantasma de Felipão ressurgiu com força de Sansão após a conquista da Copa do Brasil pelos periquitos em revista.

Twitface. Os cariocas são mesmo impagáveis: já começaram a chamar o estádio João Havelange de... Propinão. João Saldanha ou Nilton Santos já.

Zapping. Sem a galinha e o pintinho dourados (Libertadores e Copa do Brasil), o ibope da plim-plim navega no mar morto do Brasileirão. O duelo Internacional x Santos rendeu 16 pontos de média, com 33% de share, na grande Pauliceia dos ônibus em chamas – a Band obteve 3,5. Uma semana atrás, Santos x Grêmio cravou 15. Na Cidade Maravilhosa dos bueiros voadores, Bahia x Flamengo amealhou 21 pontos (41% de participação), 11 a menos que o Fla-Flu.

Sugismundo Freud. Nem a flecha lançada nem a oportunidade perdida voltam.

Dona Fifi. João Havelange, Ricardo Teixeira, Joseph Blatter, clubes, federações, Circo Brasileiro de Futebol, COB (caixinha, obrigado Brasil), Conmebol, Fifa (Federação Internacional de Falcatruas Associadas): tudo a ver. Se gritar...

Tiro curto. E o soberano São Paulo, hein? Em ritmo de Ney Franco, mais para um arrastado bolero do que para o axé.

Gilete press. De Lauro Jardim, em ‘Veja’: “O Ministério Público Eleitoral entrou com ação contra o prefeito Eduardo Paes por ter cedido o Palácio da Cidade para a apresentação de Seedorf. A 192ª Promotoria Eleitoral quer multá-lo entre R$ 2.000 e R$ 8.000 por ter posado ao lado do novo jogador botafoguense. O presidente do Botafogo, Maurício Assumpção, filiado ao PMDB, foi quem pediu para Paes ceder a sede da prefeitura.” Paes é vascaíno desde criancinha.

Tititi d’Aline. Musa do Paulistinha deste ano, Lorena Bueri confessou que seu maior desejo é curtir água de coco com Fred ‘Slater’. A morena já dividiu mamadeira com Neymar e perdeu o emprego na FPF por posar nua.

Você sabia que... o suíço Roger Federer atingiu 287 semanas como rei da bolinha e quebrou o recorde do americano Pete Sampras?

Bola de ouro. Fred ‘Slater’. Com 42 gols pelo Tricolor em Campeonatos Brasileiros, precisa de mais dois para superar o recorde de Magno Alves (43).

Bola de latão. Alex. Se for mesmo embora, não deixará saudade na Fiel.

Bola de lixo. Atlético/GO. O Dragão do cerrado lidera, garbosamente, a lista dos piores clubes do Brasileiro A+B. É o único que ainda não venceu entre os 40.

Bola sete. “O Flamengo sempre foi prioridade para mim, mas eu nunca fui prioridade para o Flamengo” (do ‘vovô’ Juan, reforço do Saci – arrasador).

Dúvida pertinente. Flamengo, o patinho feio dos cariocas?

Ervilhas na turbulência

em algum lugar da América do Sul)

Acho que foi a primeira vez a servirem ervilhas num vôo. Pelo menos pra mim. Foi a turbulência de número 4563. Não que eu queira parecer esnobe por já não me lembrar de quantas vezes estive num avião. É que, de fato, nunca umas sacoleijadas pra lá ou pra cá me intimidaram.

Reprodução
Pra lá e pra cá
Pra lá e pra cá

Adotei um procedimento confortante- por pior que seja, tento acreditar que, se estou vivenciado aquilo, se estou me lembrando, é porque de fato não morri. E não vou morrer.
Não desse jeito.
Voltando às ervilhas magras. Deslocamento Bogotá-Guayaquil **nota do blogueiro: não existem vôos diretos do Brasil para o Equador. Chegar lá é como ir a Europa. Perde-se o dia.
E as ervilhas? Bom elas continuam verdes. Dançando de um lado pro outro do prato. As vezes esbarram no lomo, a versão sul-americana do beef. E por que raios eu comecei a escrever isso mesmo?
Ah, para refletir o quanto gosto de viagens. Desde pequeno. Minha diversão quando criança era sair de bicicleta nas ruas de areia da minha Praia Grande fingindo que dirigia um ônibus. Até paradas eu fazia. Não muitas, pois eu era chofer daqueles intermunicipais.
O que você vai ser quando crescer? Motorista de ônibus, claro.
Cresci. O adulto não é bem um condutor de ônibus, mas sim de outras coisas.
Conduzo, e às vezes sinto saudades dos tempos de caixero viajante que meus pais me deram.
Vai descer neste ponto, ou no próximo?

O violão olímpico

Quando entrei para a Faculdade Nacional de Direito, no início dos anos 60, confesso que fiquei impressionado com as figuras com as quais cruzava diariamente, como Hermes Lima – futuro primeiro ministro – Pedro Calmon Clóvis Paulo da Rocha e Vandick Londres da Nóbrega, entre outros. Era, digamos assim, um choque cultural diário, até porque todos eles foram meus professores. Embora não fosse um aluno exemplar – peguei uma dependência em Direito Civil – vibrava com aquele contato diário com todos eles – além de meus colegas de turma, muitos deles aplicados.

Uma tarde fora de meus propósitos – estudava na turma da noite e trabalhava com meu pai durante o dia, em seu escritório, me levou à faculdade. Talvez estivesse em busca de um livro na banca jurídica que por lá funcionava. E foi quando topei com nosso bicampeão olímpico e recordista mundial do salto triplo (16,22m em Helsinque) Adhemar Ferreira da Silva. Fizemos logo uma amizade, pois Adhemar era uma simpatia. O campeão tinha cerca de 42 anos (morreu com 74) e passamos a nos ver, assim que as aulas dele, do turno da tarde, acabavam e as minhas iriam começar. Foi assim que tomei coragem e o convidei para uma reunião de colegas em minha casa, em Laranjeiras – embora duvidasse muito que ele tivesse tempo para uma festinha de colegas. 

Mas qual foi minha surpresa quando abri a porta e dei de cara com Adhemar, de paletó e gravata, portando um violão. Não preciso dizer que ele tomou conta da reunião. Meus colegas e minha família fizeram uma rodinha para assistir Adhemar Ferreira da Silva – um homem simples – desfilar seu repertório de músicas, extraídas com categoria de seu violão. Fiquei honradíssimo com sua visita, pois o conhecia pelos jornais em razão de seus feitos olímpicos. E fiquei espantado com sua morte, por mau funcionamento do coração, logo ele um atleta exemplar e um advogado que pouco pôde demonstrar sua competência.

De Adhemar Ferreira da Silva vou guardar para sempre essa lembrança e sua simplicidade. Hoje não sei se os campeões, como ele, são assim,

terça-feira, 17 de julho de 2012

Brasilerão Série B


19h30 Boa 0x0 CRB
19h30 ASA 2x3 Vitória
19h30 Joinville 6x0 Ipatinga-MG
19h30 Guarani 1x2 Goiás
19h30 Ceará 2x2 São Caetano
21h50 América-MG 2x1 Guaratinguetá
21h50 Avaí 2x1 Atlético-PR
21h50 Grêmio Barueri 0x0 Bragantino
21h50 Paraná Clube 1x0 América-RN
21h50 ABC 2x2 Criciúma

VÍDEO: Mesmo árbitro dá 2º pênalti absurdo ao Flamengo. Cruzeiro, Galo e Grêmio, os "campeões" de penais

Assista à análise de Mauro Cezar Pereira no Bate-Bola de domingo!
Francisco Carlos do Nascimento já é um dos que mais pênaltis marcou no campeonato, três em cinco jogos, assim como Marcelo de Lima Henrique. Da "tripleta" de penalidades máximas assinaladas pelo alagoano, duas foram a favor do Flamengo, ambas "cavadas" por Íbson e valeram vitórias: 1 a 0 sobre o Santos e agora 2 a 1 sobre o Bahia.


Reprodução
A marcação nem chegou e Íbson já salta...
A marcação nem chegou e Íbson já salta...
Reprodução
...quando há contato, ele já está caindo...
...quando há contato, ele já está caindo...
Reprodução
...e só faltou uma piscina em pleno campo
...e só faltou uma piscina em pleno campo


Rubro-negros argumentam que no ano passado o time carioca foi o único que não teve sequer um penal a seu favor em 38 rodadas. É verdade. Também alegam que Nascimento errou na expulsão de Luís Antonio, ainda no primeiro tempo. Concordo. Mas nada disso justifica a falha gritante.

O árbitro de Alagoas é, a meu ver, um dos piores do país. E seu maior defeito é interpretar como falta todo e qualquer esbarrão, o que faz com que marque penaltis em doses cavalares. Foi o que mais assinalou penalidades máximas em 2011, 10 em 14 partidas.

No clássico Palmeiras x São Paulo, Péricles Bassols Pegado Cortez, do Rio de Janeiro, caiu na artimanha de Valdívia, que se atirou numa disputa de bola com Rafael Toloi. Mas o chileno errou a cobrança e pelo menos o erro da arbitragem não mudou os rumos do placar.

Na soma das últimas 47 rodadas (as 38 do ano passado e as nove de 2012 até aqui realizadas), Nascimento lidera o ranking do pênalti. Entre os clubes, os mineiros Cruzeiro e Atlético, além do Grêmio, são os times que mais penalidades máximas têm a seu favor no período. Confira:


Pênaltis a favor:
Time 2011 + 2012 = Total
Cruzeiro 9 + 3 = 12
Atlético-MG 8 + 3 = 11
Grêmio 9 + 2 = 11
Corinthians 8 + 1 = 9
Fluminense 7 + 2 = 9
Santos 9 + 0 = 9
Botafogo 5 + 2 = 7
Bahia 6 + 0 = 6
Coritiba 4 + 2 = 6
Figueirense 5 + 1 = 6
Internacional 6 + 0 = 6
Vasco 5 + 1 = 6
Palmeiras 4 + 1 = 5
Atlético-GO 4 + 0 = 4
São Paulo 3 + 1 = 4
Flamengo 0 + 3 = 3

Obs.: Náutico (1 pênalti a seu favor até aqui), Ponte Preta, Portuguesa e Sport (os três com zero em nove rodadas) disputaram a Série B em 2011. Atlético-PR (4 penaltis em 2011), América-MG (8), Avaí (7) e Ceará (5) foram rebaixados.

Pênaltis marcados:
Árbitro 2011 + 2012 = Total
Francisco C. Nascimento 10 + 3 = 13
Sandro Meira Ricci 9 + 2 = 11
Marcelo de L. Henrique 7 + 3 = 10
Nielson Nogueira Dias 9 + 0 = 9
Héber Roberto Lopes 5 + 1 = 6
André Luís F. Castro 5 + 1 = 6
Leandro Pedro Vuaden 5 + 0 = 5
Fabrício Neves Correa 3 + 2 = 5
Paulo César de Oliveira 3 + 2 = 5
Péricles Bassols 3 + 2 = 5

Fonte: Footstats

Francisco Carlos do Nascimento vem marcando pênaltis que vão dos "discutíveis" aos inacreditáveis há algumas temporadas. Clique nos links abaixo e veja alguns deles. A meu ver fica evidente que trata-se de um critério todo particular, ou da mais incrível falta de critério, desconhecimento de futebol, etc. Para o árbitro alagoano, tudo é pênalti.

Para o Santos, contra o Atlético-PR

Para o Atlético-MG, contra o Ceará

Para o Corinthians, contra o Avaí

Para o Palmeiras, contra o Fluminense

Me desculpem mas eu vou torcer contra o futebol nas Olimpíadas

Qualquer declaração contra o futebol no Brasil é motivo de polêmica. Eu sei bem disso, mas não vou mentir para as pessoas ou ser hipócrita depois de velho. Acabo de falar minha posição no twitter e foi uma loucura. Poucos entenderam ou quiserem entender. Houve até os que quiseram me ensinar a ser brasileiro e patriota. Que belezaaaaa

Não sei se alguém sabe, se não souber vai saber de mim. EU VOU TORCER CONTRA O FUTEBOL NAS OLIMPÍADAS.

Nâo é de hoje que sabemos que nosso país é do futebol e só se fala do esporte mais querido do nosso povo. Sei que é o único título que falta ao país e posso parecer injusto, mas me desculpem, é assim que eu penso. Nossos atletas merecem mais espaço na mídia e pelas suas conquistas. Vocês imaginam se o Futebol e a Maurren ganharem a medalha de ouro no mesmo dia? Será que alguém vai dar o devido tamanho a conquista dela? Será que 99% das notícias não vão falar deles? Tenho certeza que sim.

Os atletas olímpicos têm poucas chances e espaço na mídia durante o ano. Eles treinam 4 anos para conseguirem a maior condecoração que um atleta pode ganhar. Uma medalha olímpica. Quando ganha perde espaço porque nosso país é 100% futebol. Nossa mídia só quer saber de Neymar, lucas, Damião...Eles ganharam, vamos escutar o que tem a dizer. E o resto?

Desculpem, o Robert, o vôlei, os judocas, a galera do atletismo, do polo aquático, do handebol, levantamento de peso, esgrima merecem espaço, ajuda, carinho e divulgação. Nosso país é muito injusto nisso. Ser atleta de esportes pouco conhecidos é uma coisa quase impossível. E a cobrança é duríssima. 

Faça uma mea culpa. Quantas vezes você chamou um atleta de pipoqueiro, amarelão quando não conseguiu a medalha? Você sabe se ele teve uma preparação digna? Se ele ganha mais do que gasta para comer e treina todo dia? Não né. Eu como sei torço mesmo. Levanto a bandeira sem medo de ser xingado ou mal entendido.

Não adianta atacar, xingar, me chamar do que quiserem. Eu vou torcer contra e pronto. Contra porque torço a favor do esporte brasileiro. No dia em que todos os esportes forem tratados com dignidade eu torço pro futebol nas olimpíadas.

Tem os que digam que ser patriota é torcer desesperadamente por todos os esportes. Assim estamos no nosso país. Ser patriota é aceitar a corrupção? Ser patriota é aceitar a injustiça? Ser patriota é saber que os outros esportes mais uma vez vão ganhar nada e o futebol vai ser o esporte do nosso país. Pode não ser a maneira mais certa do mundo. Até me sinto mal com alguns jogadores que vão pra lá com vontade de ganhar, mas que me perdoem. Ganhem a copa do mundo. Isso sim vale para o nosso futebol.

Para os mais exaltados eu respondo. Na copa eu torço pro Brasil ganhar com muita força, muita ilusão e patriotismo. Lá é o lugar do futebol. Lá somos os maiores do mundo. Nas olimpíadas NÃO.

Como atleta posso dizer. Vivi Atlanta e todos nós fomos obrigados a deixar nossos patrocinadores de roupa e vestir uma marca que o COB obrigou. O futebol teve? NÃO. Todos os atletas ficaram na vila, o futebol ficou? NÂO. Eles não podiam se desconcentrar. Essas e mais algumas fazem os atletas acharem que o futebol é tratado de uma forma diferente aos outros esportes

Londres 2012: Guia do torneio de futebol

A eterna corrida do ouro para o futebol brasileiro começa no próximo dia 26 de julho. A julgar pelos nomes à disposição de Mano Menezes, é impossível não colocar a Seleção no rol das favoritas, mas as cascas de banana estão espalhadas pelo caminho até a final em Wembley.

O blog apresenta as 16 participantes do torneio, que limita a participação a jogadores nascidos a partir de 1989, com três exceções permitidas por equipe.

- GRUPO A -

GRÃ-BRETANHA

Técnico: Stuart Pearce

A formação de uma seleção britânica é uma atração à parte dos Jogos de Londres. O status independente das quatro nações perante à Fifa impede que elas se classifiquem em campo, mas a condição de país-sede gerou a situação excepcional. A Grã-Bretanha participará do torneio pela primeira vez desde 1960, quando a disputa ainda era restrita a amadores.

Apesar de a criação do "Team GB" (organizado pela federação inglesa) ter incomodado as outras três nações, o elenco de 18 jogadores conta com cinco galeses. Entre eles não está Gareth Bale, que havia declarado publicamente seu interesse em representar o time, mas acabou fora por lesão.

Entre os jovens convocados, destacam-se Ramsey, do Arsenal, Cleverley, do Manchester United, e Sturridge, do Chelsea. A FA decidiu não levar jogadores que estiveram na última Eurocopa, fazendo exceção apenas a Jack Butland, convocado de última hora para ser o terceiro goleiro na seleção principal.

Acima dos 23: Ryan Giggs, que nunca teve a oportunidade de disputar uma Copa do Mundo ou Eurocopa, será um atleta olímpico aos 38 anos. Lenda do Manchester United, Giggs foi escolhido por Pearce como capitão da equipe, ocupando a vaga que muitos esperavam ser de David Beckham. A cota dos mais experientes é concluída por Craig Bellamy, atacante do Liverpool, e Micah Richards, defensor do Manchester City.

Como se classificou: país-sede

Medalhas: ouro em 1900, 1908 e 1912

SENEGAL

Técnico: Joseph Koto

A África tem histórico de sucesso em Jogos Olímpicos, com Nigéria e Camarões conquistando o ouro em 1996 e 2000, respectivamente. Última seleção a se classificar para Londres 2012, Senegal espera acrescentar mais um nome a este grupo, apesar de ter caído em uma chave complicada.

A vitória por 2 a 0 sobre a Espanha em um amistoso de preparação foi sinal de força. O elenco poderia ser ainda mais qualificado com o ataque formado por Demba Ba e Papiss Cissé, sucesso na Premier League, mas o Newcastle não autorizou a participação da dupla. Sem eles, Ibrahima Baldé, do Osasuna, é uma das principais esperanças de gols.

Acima dos 23: O volante Mohamed Diamé, nascido na França, mas que optou por representar a nação de seu pai, tem experiência de três temporadas na Premier League e acaba de trocar o Wigan pelo West Ham. Os outros fora da idade limite são o atacante Dame N'Doye, do Copenhague, e o zagueiro Papa Gueye, do Metalist Kharkiv.

Como se classificou: vencedora da repescagem africana, derrotou Omã na repescagem mundial.

EMIRADOS ÁRABES

Técnico: Mahdi Ali

Classificada de maneira invicta no pré-olímpico asiático, a seleção dos Emirados sabe que dificilmente terá condições de avançar no grupo mais complicado do torneio.

Todo o elenco atua na liga doméstica, fortalecida com o poder de investimento de seus clubes e a chegada de jogadores estrangeiros que ajudam a melhorar o nível do futebol local.

Acima dos 23: A estrela do elenco é Ismail Matar, atacante do Al Wahda que foi eleito o melhor jogador do Mundial sub-20 de 2003, disputado, veja você, nos Emirados Árabes. Ele se junta ao goleiro Ali Khasif (Al Jazira) e ao meio-campista Ismail Al Hammadi (Al Ahli).

Como se classificou: primeira colocada no grupo B do pré-olímpico asiático.

URUGUAI

Técnico: Óscar Tabárez

A presença de Luis Suárez e Edinson Cavani faz do ataque uruguaio um dos mais temidos da competição. Mas não é só deles que vive a equipe de Óscar Tabárez. Garotos como Abel Hernández e Gastón Ramírez ajudam a equipe uruguaia a chegar credenciada à disputa pelo título. O país brigará por uma medalha pela primeira vez desde os ouros que lhe valeram o apelido de "Celeste Olímpica".

A principal preocupação sobre as chances uruguaias diz respeito à defesa, que se mostrou insegura durante a preparação, como na vitória por 6 a 4 sobre o Chile em um amistoso. Coates, zagueiro de projeção internacional, tem sido pouco aproveitado no Liverpool e chega sem ritmo de jogo.

Acima dos 23: Além de Suárez e Cavani, o elenco conta com o volante Egídio Arévalo Ríos, encarregado de dar proteção ao sistema defensivo. Arévalo, que teve uma passagem sem brilho pelo Botafogo, acaba de se transferir para o Palermo.

Como se classificou: vice-campeão sul-americano sub-20.

Medalhas: ouro em 1924 e 1928

- GRUPO B -

GABÃO

Técnico: Claude Albert Mbourounot

Campeão africano sub-23, o Gabão vive bom momento no futebol. No início do ano, foi uma das sedes da Copa Africana de Nações, alcançando as quartas-de-final do torneio.

Do elenco que participou da CAN, oito jogadores foram mantidos para a equipe olímpica, incluindo o astro Pierre-Emerick Aubameyang, do Saint-Etienne. Ainda assim, o grupo pode pagar pela inexperiência: dez convocados ainda atuam no futebol gabonês.

Acima dos 23: A dupla atua no futebol francês: o goleiro Didier Ovono (Le Mans) e o zagueiro Bruno Ecuele Manga (Lorient). Mbourounot abriu mão de levar o terceiro jogador acima da idade.

Como se classificou: campeão africano sub-23.

MÉXICO

Técnico: Luis Fernando Tena

A seleção mexicana chega forte aos Jogos graças a uma preparação cuidadosa. O time olímpico disputou a última Copa América, os Jogos Pan-Americanos e recentemente conquistou o tradicional Torneio de Toulon.

Sem Javier "Chicharito" Hernández, que não foi liberado pelo Manchester United, o México tem como nome forte Giovani dos Santos, que costuma ter na seleção a regularidade que lhe falta nos clubes. Mas vale a pena ficar de olho também em Marco Fabián, meia do Chivas que tem sido o goleador da equipe.

Acima dos 23: O experiente Carlos Salcido, de volta ao futebol mexicano pelo Tigres, é nome certo na defesa. Os outros convocados são Oribe Peralta, atacante do Santos Laguna, e o goleiro José Corona, do Cruz Azul.

Como se classificou: campeão do pré-olímpico da Concacaf.

COREIA DO SUL

Técnico: Hong Myung-Bo

É seguro dizer que a principal estrela do time sul-coreano está no banco de reservas: o técnico Hong Myung-Bo, zagueiro de quatro Copas do Mundo e considerado um dos maiores jogadores asiáticos da história.

Em campo, a responsabilidade deve cair sobre os jogadores de maior experiência internacional, como os meio-campistas Ki Sung-Yueng, do Celtic, e Koo Ja-Cheol, do Augsburg.

Acima dos 23: O goleiro Jung Sung-Ryong foi titular na Copa do Mundo de 2010 e deve garantir segurança. Também foram chamados Park Chu-Young, atacante que mal teve chances no Arsenal, e o lateral Kim Chang-Soo, do Busan.

Como se classificou: primeira colocada no grupo A do pré-olímpico asiático.

SUÍÇA

Técnico: Pierluigi Tami

A Suíça tem feito um bom trabalho nas categorias de base: foi campeã mundial sub-17 em 2009 e é a atual vice-campeã europeia sub-21. A preparação para os Jogos, porém, foi afetada por duas baixas importantes: Shaqiri e Xhaka, destaques do Basel que chegou às oitavas-de-final da Champions League.

Desde então, Shaqiri se transferiu para o Bayern e Xhaka para o Borussia Mönchengladbach, e os clubes alemães pediram aos jogadores que abrissem mão da presença olímpica para fazer a pré-temporada desde o início.

Entre os convocados, vale a pena ficar de olho em Admir Mehmedi, atacante que surgiu com destaque no Zürich e se transferiu este ano para o Dynamo Kiev.

Acima dos 23: O goleiro Diego Benaglio, do Wolfsburg, é titular da seleção principal. O técnico Tami optou por fechar a cota com dois nascidos em 1988, remanescentes do time que conquistou a vaga: o volante Xavier Hochstrasser (Luzern) e o defensor Timm Klose (Nürnberg).

Como se classificou: vice-campeã europeia sub-21.

Medalha: prata em 1924

- GRUPO C -

BRASIL

Técnico
: Mano Menezes

Mesmo sem a preparação ideal, o Brasil impõe respeito por seu forte elenco, liderado por Neymar. O grupo na primeira fase não oferece grandes desafios e ajudará a dar conjunto ao time, que teve momentos de bom futebol nos amistosos realizados entre maio e junho.

A Seleção embarca com a formação titular já definida, com a principal preocupação no miolo da defesa: Juan, parceiro de Thiago Silva, está longe de transmitir confiança, a exemplo do reserva imediato, Bruno Uvini.

Lidar com a pressão pelo inédito ouro é o principal desafio para a equipe, que deve formar a base que disputará a Copa do Mundo de 2014, no Brasil. O fato de vários deles terem experiência na seleção principal deve ajudar a lidar bem com ela.

Acima dos 23: Thiago Silva, que acaba de se tornar o segundo zagueiro mais caro da história ao trocar o Milan pelo Paris Saint-Germain. Além dele, Marcelo, lateral-esquerdo do Real Madrid, e Hulk, atacante do Porto.

Como se classificou: campeão sul-americano sub-20.

Medalhas: prata em 1984 e 1988, bronze em 1996 e 2008

BIELORRÚSSIA

Técnico: Georgi Kondratiev

O surpreendente terceiro lugar no último Europeu sub-21 credenciou a Bielorrússia à sua primeira participação olímpica como nação independente. A antiga União Soviética tinha grande tradição no torneio: dois ouros e três bronzes.

Sem alarde, os bielorrussos esperam surpreender novamente. No Europeu, conseguiram levar a Espanha à prorrogação na semifinal, antes de vencer a República Tcheca na disputa pela vaga olímpica.

O elenco de Kondratiev tem 17 dos 18 jogadores atuando no país, sendo seis no BATE Borisov, que alcançou a fase de grupos da última Champions League.

Acima dos 23: Nascido no Brasil, o meia Renan Bressan, do BATE, completou cinco anos de residência no país e fez sua estreia pela seleção este ano. O experiente Sergei Kornilenko é atacante da seleção principal, enquanto o volante Stanislaw Drahun é remanescente do time sub-21.

Como se classificou: terceira colocada no Europeu sub-21.

EGITO

Técnico: Hany Ramzy

É um momento difícil para o futebol egípcio. A seleção principal, depois de ser tricampeã continental, perdeu a classificação para duas edições consecutivas da Copa Africana de Nações. A temporada da liga doméstica foi cancelada após o massacre de Port Said, em fevereiro, quando 79 torcedores foram mortos dentro do estádio após uma partida.

As adversidades na preparação sugerem dificuldades para o Egito, mas a perspectiva de classificação existe em um grupo que tem apenas o Brasil como candidato a medalha. Entre os jovens de destaque estão o atacante Mohamed Salah, do Basel, e o lateral Ahmed Hegazy, recém-contratado pela Fiorentina.

Acima dos 23: Um dos símbolos do futebol egípcio, o meia Mohamed Aboutrika havia decidido se aposentar após presenciar a tragédia em Port Said, mas voltou atrás, a exemplo de Emad Motaeb, seu companheiro no Al Ahly. Fecha a lista o lateral-direito Ahmed Fathy, do mesmo clube.

Como se classificou: terceiro colocado no campeonato africano sub-23.

NOVA ZELÂNDIA

Técnico: Neil Emblen

A seleção principal vem de um vexame - ficou fora da final da Copa das Nações da Oceania -, e a equipe olímpica tentará deixar uma imagem melhor. A maioria dos jovens convocados tem experiência internacional limitada, e a participação nos Jogos é vista como uma etapa de aprendizado.

Uma das exceções é o atacante Chris Wood, de 20 anos, que pertence ao West Bromwich e foi o jogador mais jovem da Nova Zelândia na última Copa do Mundo. Wood já tem 24 partidas pela seleção principal, com sete gols marcados.

Acima dos 23: Capitão da equipe principal, o zagueiro Ryan Nelsen tem 34 anos e acaba de se transferir para o Queens Park Rangers, ampliando sua experiência de sete temporadas na Premier League, onde já defendeu Blackburn e Tottenham. Ele já havia sido um dos maiores de 23 nos Jogos de 2008. Também há um jogador da cota no meio-campo, Michael McGlinchey, e um no ataque, Shane Smeltz. Todos estiveram no Mundial de 2010 - Smeltz fez o gol neozelandês no empate por 1 a 1 com a Itália.

Como se classificou: campeã do pré-olímpico da Oceania.

- GRUPO D -

HONDURAS

Técnico
: Luis Suárez

A inesperada eliminação dos Estados Unidos facilitou o caminho de Honduras, que conquistou a vaga em uma dramática vitória na prorrogação sobre El Salvador. Mas não dá para atribuir ao acaso a terceira participação do país em quatro torneios olímpicos desde 2000.

Os hondurenhos contam com um técnico experiente, o colombiano Luis Suárez, que dirigiu o Equador na Copa do Mundo de 2006. Entre os jovens convocados, destaque para Andy Najar, de apenas 19 anos. Formado no futebol norte-americano, Najar atua pelo DC United e foi eleito o melhor novato da Major League Soccer em 2010.

Acima dos 23: Maynor Figueroa, lateral-esquerdo do Wigan, atua na Premier League há quatro temporadas e é o principal nome do elenco, tendo feito parte da equipe que disputou o Mundial sul-africano dois anos atrás. Também formam a lista dois jogadores da MLS: Roger Espinoza, volante do Sporting Kansas City, e Jerry Bengtson, três vezes artilheiro da liga hondurenha e recém-contratado pelo New England Revolution.

Como se classificou: vice-campeã do pré-olímpico da Concacaf.

JAPÃO

Técnico: Takashi Sekizuka

Cinco jogadores que atuam no futebol alemão formam a espinha dorsal da seleção olímpica japonesa. Um deles é Takashi Usami, meia-atacante que passou sem ser notado pelo Bayern na última temporada e acaba de se transferir para o Hoffenheim.

A federação japonesa optou por dar descanso a alguns nomes importantes da seleção principal, impedindo assim que o técnico Takashi Sekizuka conte com jogadores como Shinji Kagawa, recém-transferido para o Manchester United.

Será a quinta participação consecutiva no torneio olímpico para o Japão, que sonha com a repetição da campanha de 1968, na Cidade do México, quando conquistou o bronze.

Acima dos 23: Apenas dois foram incluídos entre os convocados, ambos na defesa: Maya Yoshida, zagueiro do VVV-Venlo, e Yuhei Tokunaga, do FC Tokyo. Este último participou da Olimpíada de 2004.

Como se classificou: primeiro colocado no grupo C do pré-olímpico asiático.

Medalha: bronze em 1968

MARROCOS

Técnico: Pim Verbeek

A seleção marroquina participará de sua quarta Olimpíada desde que o torneio passou a ser sub-23, mas ainda tenta superar a fase de grupos pela primeira vez.

Abdelaziz Barrada, volante do Getafe, e Zakaria Labyad, atacante recém-contratado pelo Sporting, são alguns dos nomes mais conhecidos entre os jovens.

Acima dos 23: O experiente meia Houssine Kharja, com passagens por times italianos como Roma, Internazionale e Fiorentina, que atualmente defende o Al Arabi, do Qatar. O único outro convocado acima da idade limite é Nordin Amrabat, meia revelado pelo PSV que acaba de trocar de clube no futebol turco: saiu do Kayserispor para o Galatasaray. Após defender a Holanda, seu país de nascimento, nas seleções de base, optou por representar o Marrocos.

Como se classificou: vice-campeão africano sub-23.

ESPANHA

Técnico: Luis Milla

Vinte anos depois do ouro alcançado em Barcelona, a Espanha chega forte para repetir a dose. O técnico Luis Milla tem uma geração de jovens virtuosos, como Muniain e Ander Herrera, do Athletic Bilbao, Tello e Montoya, do Barcelona, e Rodrigo, do Benfica.

Três dos convocados por Milla fizeram parte do elenco que conquistou semanas atrás a Eurocopa, incluindo um titular: o lateral-esquerdo Jordi Alba, que acaba de se transferir para o Barcelona. O principal desfalque é Thiago Alcântara, ausente por lesão.

A conquista olímpica no futebol seria mais um ponto alto da era dourada do esporte espanhol. Da última vez que chegou à final, a Espanha bateu na trave: perdeu nos pênaltis para Camarões a final, em 2000, e ficou com a prata.

Acima dos 23: Além dos campeões europeus Mata e Javi Martínez, faz parte da lista o atacante Adrián, do Atlético de Madrid. Os três foram titulares na vitória por 2 a 0 sobre a Suíça na final do Europeu sub-21.

Como se classificou: campeã europeia sub-21.

Medalhas: ouro em 1992, prata em 1920 e 2000

LONDRES 2012: Choveu, o folclore londrino dançou, e o orgulho de ser brasileiro em Amsterdã

Havia a ilusão de que, enfim, chegaria o verão! Neca de pitibiribas.

Em Londres, nego acredita que o tempo de 15 de julho é o mesmo de até 40 dias depois. Ou seja, se não choveu é que não choverá, conforme diz a lenda de Santo Swithin, bispo saxão antes dos anos mil. Domingo foi o único dia totalmente seco desde maio, mas nesta manhã a esperança foi por água abaixo. Literalmente. Choveu e continua chovendo o dia inteiro. E faz até um pouquinho de frio. A previsão do santo foi mais para Mãe Dinah ou Fundação Cacique Coral .
Os atletas chegam aos montes e as ruas estão mais enfeitadas. A faixa olímpica já é usada para aliviar o trânsito, e a segurança está bem mais visível nas estações de metrô e trens e nos aeroportos. É uma Londres muito diferente de algumas semanas, onde se respirava Eurocopa, torneio de Wimbledon e o jubileu de 60 anos da rainha. Como diria o outro, eis que a Olimpíada está chegando.
Brasil em Amsterdã
Dei um tempo em Londres, passei por Paris e Amsterdã. Na capital francesa, contei com a sorte: era 14 juillet, dia em que se comemora a Queda da Bastilha. Após o jantar, os parisienses correram para as margens do Sena e a queima de fogos, a la réveillon de Copacabana, com a Torre Eiffel iluminada, emocionou. Foi a primeira festa oficial do novo governo socialista de François Hollande, após o desastre com o baixinho Nicolas Sakorzy e sua fiel escudeira, a linda Carla Bruni, que, convenhamos, é areia demais para o caminhãozinho do cara.

Em Amsterdã, mesmo com chuva todos os dias, deu para fazer de tudo um pouco: andar a pé, alugar bicicleta para uma voltinha, passear de barco, comer bem, visitar museus (o do Van Gogh não deu para entrar, tal o tamanho da fila), fazer um tour pelo estádio do Ajax e, o que mais me chamou a atenção, uma biblioteca da cidade (a maior em tamanho da Europa e um primor de arquitetura e acervo).
Foi uma tarde só, mas deu para vasculhar. Senti orgulho. O Brasil está muito presente no belíssimo prédio na entrada do Mar do Norte, na capital holandesa. No piso, onde estão os CDs e os vídeos de música, é até brincadeira: Maria Creuza, Erasmo Carlos, Guinga, Caetano, Gil, Zélia Duncan, Toninho Horta, Paulo Moura, Hermeto... Imagine um nome, e você acha.

ESPN.com.br
Erasmo Carlos
Erasmo Carlos, Maria Creuza, Guinga, Caetano, Gil, Zélia Duncan... Brasil está muito bem representado na Holanda

Na literatura, pesquisei rapidamente no computador e também achei alguns livros em estantes: Rubem Braga, Jorge Amado, Euclides da Cunha (‘Os Sertões’, é claro), Machado de Assis, Drummond, Chico Buarque e um que me tocou em especial: “Infância”, de Graciliano em holandês. Além de Paulo Coelho, como sempre. Na área de Portugal, havia muita obra de Saramago, Fernando Pessoa e até os sermões do Padre Antônio Vieira, com tradução inclusive para a língua deles. No andar da arquitetura, há inúmeras publicações de e sobre Oscar Niemeyer. Saí da biblioteca com a alma lavada.

Estádio João SaldanhaTô nessa! Lembrança mais do que justa. E não precisa de batismo oficial, não. É só a gente sair falando, escrevendo, que a coisa pega. O ‘João Sem Medo’ é danado mesmo! Quem diria que, anos e anos depois de sua morte, fosse passar uma rasteira, com classe, no empertigado (para não dizer outra coisa) xará belga.

Lobo não é mais solitárioCom a chegada de mais da metade de nossa equipe a Londres, o lobo não se sente mais sozinho. Está agora na companhia dos amigos. Uma alcateia que vou te contar

O que ninguém sabe sobre a Fifa

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Depois de muitos anos de discussões intensas e resistência ao uso de qualquer tipo de tecnologia para auxiliar os árbitros durante as partidas de futebol, a International Football Association Board (IFAB), que é o órgão desportivo responsável pelas leis que regem o jogo, aprovou recentemente, novas tecnologias que determinam com máxima precisão a entrada da bola na linha do gol.
Muitos adeptos receberam tal notícia com muita surpresa. Tanto a IFAB quanto a Fifa, têm sido lentas nas mudanças das regras. Na verdade, o futebol mudou drasticamente ao longo das últimas décadas, como pode ser evidenciado pela maior capacidade fisiológica dos jogadores. Infelizmente, as regras das partidas não evoluíram junto com essas mudanças fisiológicas. E mais lamentável ainda é este sistema esclerótico, ainda vigente, sendo responsável pela mudança das regras do esporte.
As duas organizações, IFAB e Fifa trabalham simbioticamente. Na verdade, ambas estão interligadas e compartilham o poder com arranjos diferentes há quase 100 anos. A composição da IFAB, a qual abrange os representantes de cada associação pioneira de futebol da Grã-Bretanha (Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte) , assim como a representação da Fifa, tem sido duramente criticada pela falta de representatividade de um número maior de países. A Fifa como um todo possui 4 votos que, supostamente, representam as 209 associações filiadas à organização. As outras 4 associações de futebol, já referidas acima, têm cada uma um voto. As deliberações dentro da organização devem ser aprovadas por pelo menos 6 votos.
É muito provável que a grande maioria dos adeptos do jogo não tenham conhecimento da existência da IFAB. E menos ainda quem os votos da Fifa representam. Fica claro que se trata de um poder exclusivo para os manda-chuvas da Fifa e seus comparsas. Esta é uma prova cabal da arrogância, da falta de transparência e das tendências antidemocráticas que estão enraizadas dentro do órgão que governa o jogo mais bonito do mundo.
Assim sendo, vale a pena fazer uma comparação entre a estrutura da IFAB com a do conselho de segurança da ONU, que muitos diplomatas consideram ser um exemplo de uma organização sem representação adequada.
O Conselho de Segurança da ONU possui um total de 15 membros. Dentre eles a China, a França, a Rússia, o Reino Unido e os EUA são membros permanentes, com o poder de vetar qualquer resolução que tenha obtido um mínimo de 9 votos para sua aprovação. Os outros 10 membros eleitos não permanentes têm 2 anos de mandato. A ONU possui um total de 193 membros, o que levanta a questão: Como é possível que 5 países tenham tanta influência e poder no campo das relações internacionais?
Se alguém acredita que a representação no Conselho de Segurança da ONU é injusta e imperfeita, espere até ler isto: a Fifa, com os seus 209 membros, tem mais afiliações do que as Nações Unidas. No entanto, o presidente da FIFA com os 4 países pioneiros da IFAB têm o poder de decidir por todos os outros países membros as mudanças a serem adotadas nas regras do futebol.
Pelo menos os atuais defensores da estrutura do Conselho de Segurança podem justificar a sua composição, apontando para o poderio militar e econômico de seus cinco integrantes permanentes. Entretanto, qual seria a possível razão para justificar a estrutura atual da IFAB? Qual é a importância dentro do futebol internacional de países como a Inglaterra, o País de Gales, a Escócia e a Irlanda do Norte?
Na verdade, muitas vezes a Inglaterra mal conseguiu se classificar para a Copa do Mundo. Ainda mais, que na única vez que foi campeã, há quase 50 anos, muitos alegaram que foi de forma suspeita. Em contrapartida, o Brasil, que é pentacampeão, não faz parte da estrutura da IFAB, portanto, é excluído do processo de decisão. Outros gigantes do futebol como a Itália, a Argentina e a Alemanha também não fazem parte das deliberações e discussões da IFAB. Assim sendo, como é possível que o País de Gales, que se qualificou para a Copa apenas uma vez e a Irlanda do Norte, apenas 3 vezes, possam ter maior influência no processo de decisão em relação às atuais potências futebolísticas?
De fato, tal realidade chega a ser uma afronta ao bom senso de qualquer pessoa.  Torna-se isto numa humilhação no justo senso do que é digno, e um insulto no que diz respeito a um sistema de representação justo. Fica difícil acreditar em tais fatos e assim somos levados a tentar encontrar às origens do modelo atual. Portanto, vale a pena ir ao fundo dos anais da história para compreender o atual absurdo.
Segundo Roger Abrams, especialista em direito desportivo da Northeastern University, instituições como a Fifa e a IFAB têm sido refratárias em suas atitudes ao longo da história, além de apresentar uma postura possessiva e dominadora em relação ao esporte, fazendo com que seus dirigentes acreditem que eles sejam os donos do futebol.
Numa entrevista por telefone, o Dr. Peter Alegi, professor de história da Michigan State University, disse-me que os britânicos sempre acharam que eram os donos das regras do jogo e que hoje em dia temem a possibilidade de perderem a presente estrutura da IFAB, pois pode ser uma das últimas oportunidades para se manterem em uma posição de destaque no âmbito cultural mundial.
Quando perguntei a Paul Darby, respeitado sociólogo da University of Ulster e autor do livro Africa, Football and FIFA, sobre a origem dessa atitude prepotente dentro do jogo, ele afirmou que tais organizações (Fifa e IFAB) sempre deixaram transparecer uma maneira arrogante na condução de seus negócios e isso vem se arrastando por várias décadas.
Segundo o Dr. Darby, “Essa arrogância ficou constatada pelo fato de que durante os primeiros 70 anos ou mais de sua existência, os membros europeus da Fifa olhavam o número crescente dos países africanos dentro da organização, através de uma ótica colonial e os tratavam como se não merecessem as oportunidades de fazer parte da família Fifa”.
O sociólogo ainda acrescentou que o problema era tão arraigado que Stanley Rous, o presidente da Fifa entre 1961-1974, tentou preservar o lugar da Associação de Futebol da África do Sul dentro da Fifa, apesar da pressão internacional, particularmente do continente africano, que lutava para que eles fossem expulsos.
“Na verdade, foi o presidente João Havelange que desempenhou um papel fundamental para tornar a Fifa um pouco mais representativa a nível internacional e com a disponibilidade de maiores oportunidades para o continente africano dentro do jogo mundial. No período que antecedeu a sua eleição como presidente da Fifa, em 1974, Havelange prometeu às nações africanas que iria manter a exclusão e resistir à volta da Associação Sul-Africana, enquanto ela continuasse a praticar a política do apartheid dentro do futebol”, completou o Dr. Darby.
De fato a Fifa só começou a caminhar na direção de uma verdadeira organização internacional, com a liderança de João Havelange. No entanto, mudanças na estrutura da IFAB ainda não ocorreram e parece não estar nos planos dos dirigentes num futuro próximo.
“A composição da IFAB definitivamente não é um exemplo de representação adequada que reflita a posição dos gigantes do futebol atual,  que dominam o jogo internacional. Matematicamente, simplesmente não faz sentido,” acrescentou o Dr. Darby.
Fica claro que a influência desproporcional que o Reino Unido ainda possui dentro do futebol é uma imagem de um passado muito distante, quando os britânicos detinham uma posição dominante no mundo como uma grande potência colonial e, consequentemente, na organização do jogo.
É evidente que tanto o Conselho de Segurança da ONU, quanto as estruturas da IFAB estão desatualizadas e são inadequadas para lidar com as demandas de uma novo cenário internacional que é caracterizado por uma ordem mundial multipolar.
Portanto, ficamos até mesmo abismados com tal situação, tentando entender como as maiores potências do futebol atual podem ser tão passivas perante um sistema tão injusto, humilhante e enraizado nos vestígios do colonialismo. Em tais circunstâncias, é bem possível que a rainha seja a única que esteja aplaudindo. Assim sendo, será que as mudanças só virão quando a rainha dirigir-se à todas as potências do futebol e proclamar: deixem de se ajoelharem—seus subalternos!

Roger Gracie desce de categoria e mostra evolução na trocação

Agora lutando entre os médios, Roger voltou a vencer um combate de MMA. O brasileiro derrotou o experiente Keith Jardine na decisão unânime dos juízes no Strikeforce, segundo maior evento de lutas marciais mistas do planeta. Agora, ele soma cinco vitórias, sendo as quatro primeiras por finalização, e uma derrota.
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Dez vezes campeão mundial de jiu-jitsu e representante da família que reinventou esse esporte, Roger demonstrou uma grande evolução em seu jogo. Provavelmente o nocaute que sofreu para Muhammed Lawal em sua quinta luta de MMA, em setembro de 2011, serviu de importante lição para o brasileiro.
Acostumado a superar diversidades desde os tempos em que vestia o kimono e competia na arte suave, Roger percebeu que atualmente no MMA é preciso muito mais que cozinhar o oponente, até levar a luta para o chão e, assim, conseguir a finalização.
Claro que o jiu-jitsu continua sendo a principal arma do Gracie. Entretanto, ele realmente entrou de cabeça em sua preparação e foi buscar mais conhecimento na luta em pé. Tanto que realizou seu camp na academia Black House de Los Angeles, onde contou com a ajuda do ex-campeão do UFC Lyoto Machida.
Mais leve e em uma nova categoria, Roger dominou os dois primeiros rounds, onde conseguiu boas cotoveladas e terminou as parciais montado. No terceiro round demonstrou cansaço e foi atingido por socos perigosos de seu oponente, mas saiu do octógono com a vitória.
Nos tatames, Roger sempre demonstrou uma batalha constante pela perfeição, aprendendo com os erros e retornando cada vez mais refinado. Se o Gracie vai conseguir o mesmo sucesso no MMA que conquistou no jiu-jitsu isso ninguém sabe. Mas o caminho está bem traçado. Com isso, o brasileiro em breve pode estar se destacando entre os principais nomes da categoria.

Socorro: espalha-se a praga dos cartões!

Depois dos pênaltis, agora os árbitros andam a distribuir amarelos e vermelhos a torto e a direito. Só no domingo à tarde, houve três expulsões provocadas por acúmulos de cartões. Para mim, as três fora de propósito.
Só para lembrar, para quem não pôde acompanhar todos os jogos: 1 – Francisco Carlos Nascimento mandou Luís Antônio, do Fla, para o chuveiro no final do primeiro tempo, por falta cometida sobre Mancini, do Bahia, no duelo disputado no Pituaçu. Eu não daria nem amarelo, porque foi lance de jogo, daqueles que acontecem a todo momento. (A lei da compensação veio no pênalti inexistente que garantiu a vitória rubro-negra por 2 a 1.)
O episódio número 2: Marcelo Aparecido Souza expulsou Werley, do Grêmio, por considerar que ele cometeu infração, em dividida com Montillo, do Cruzeiro, também na fase inicial do clássico no Independência. Nem falta foi. Mesmo assim, o Grêmio ganhou por 3 a 1.
O número 3 foi obra de Wagner do Nascimento Magalhães, que despachou o santista Juan, no começo do segundo tempo, no Beira-Rio, por supostamente ter atingido  Lucas Lima. Foi o jogador do Inter quem tocou no pé de Juan, na malandragem. O jogo acabou no 0 a 0.
Incidentes como esses se repetem e revelam insegurança e despreparo dos árbitros. Muitos talvez se sentem pressionados a mostrar rigor, exageram, perdem a mão e prejudicam o futebol, independentemente da equipe favorecida. Como o próprio Francisco Nascimento, que deu pênalti (inexistente) para o Fla e mostrou amarelo para Renato Abreu, que comemorou o gol da vitória rubro-negra atirando a braçadeira de capitão no chão. Nossa, que delito!!!
Ok que muitos justiceiros que há na mídia vivem a apregoar que o juiz tem de “ter o controle do jogo”. Discordo. O árbitro tem de agir com bom senso, isenção e serenidade. Assim, sempre terá o tal do controle, sem a necessidade de ser espetaculoso e aparecer mais do que os atletas

A dívida tricolor

O  12.º passe para gol de Jadson e o 18.º gol de Luis Fabiano no ano não esconderam erros do São Paulo, na estreia de Ney Franco. Desenhado num 4-3-1-2, com Denílson, Casemiro e Cícero logo atrás de Jadson e este armando para Osvaldo e Luis Fabiano, o time foi mal justamente no setor de criação. Casemiro, principalmente, autor de um passe para Osvaldo tentar invadir a área e cavar um cartão amarelo para Henrique, trabalha pouco na marcação para ser chamado de volante, menos na articulação para ser chamado de meia.


Da atuação ruim, tiram-se algumas qualidades, como a subida da marcação, obrigando o Palmeiras a fazer ligação direta na casa dos 35 minutos. Mas faltaram jogadores fundamentais para pressionar o adversário. Osvaldo, por exemplo, escondeu-se na ponta-esquerda, setor de Arthur, em vez de explorar o lado oposto, de Juninho, excelente no apoio, ruim no combate.
O jogo mudou no segundo tempo mais pela alteração de Felipão do que por mérito são-paulino. Sem Maurício Ramos machucado, recuou Henrique para a zaga, colocou Maikon Leite na ponta direita, puxou João Vítor para volante e perdeu o meio de campo. Foi uma das razões para Douglas ficar no mano a mano com Henrique, na jogada do cartão vermelho do beque palmeirense.
E mesmo com um homem a mais, o São Paulo não esteve bem. É cedo para cobrar o resultado do trabalho de Ney Franco, óbvio. O bom lugar na tabela ajuda a ter paz, a projetar a vaga na Libertadores, a luta pelo título brasileiro. Ney quer o time jogando com bola no pé e isso é bom. Mas na primeira partida, não foi isso o que se viu.

domingo, 15 de julho de 2012

Brasileirão Série A


16h00 Botafogo 1x1 Fluminense
16h00 Internacional 0x0 Santos
16h00 Cruzeiro 1x3 Grêmio
16h00 Bahia 1x2 Flamengo
18h30 Vasco 1x0 Atlético-GO
18h30 Palmeiras 1x1 São Paulo
18h30 Sport 2x1 Portuguesa

Brasilerão série D


15h00 Mirassol 2x2 Brasil de Pelotas
15h30 Arapongas 2x0 Metropolitano-SC
16h00 Horizonte-CE 0x0 Campinense-PB
16h00 Concórdia 2x1 Mogi Mirim
16h00 Sousa-PB 0x0 CSA
16h00 CENE-MS 4x1 Aparecidense
17h00 Baraúnas-RN 3x1 Ypiranga-PE
17h00 Cerâmica 1x2 Cianorte
18h00 Náutico-RR 3x1 Penarol-AM
17h00 Itabaiana 2x1 Feirense-BA

Brasilerão Série C


15h00 Caxias 2x0 Chapecoense
16h00 Cuiabá-MT 0x2 Luverdense
16h00 Icasa 2x1 Águia de Marabá

Após lesão no treino, Laís Souza está fora da Olimpíada

Lais Souza pode perder os Jogos Olímpicos de Londres
Lais Souza está fora após lesão na reta final de preparação para os Jogos

A Confederação Brasileira Ginástica confirmou que a atleta Laís Souza, que se machucou neste sábado durante treinamento já na Inglaterra, está fora dos Jogos Olímpicos de Londres.

"A atleta Laís Souza não vai integrar a Seleção Brasileira de Ginástica Artística Feminina nos Jogos Olímpicos de Londres. Exames realizados na capital inglesa com acompanhamento dos médicos do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) constataram que a ginasta sofreu fratura no quarto metacarpo da mão direita durante treino nas paralelas na manhã deste sábado (14) em Ipswich, onde a equipe está concentrada para aclimatação e fase final de preparação", diz o comunicado enviado pela CBG.

"Lamentamos muito o ocorrido, mas no esporte, infelizmente, esses incidentes podem acontecer. A ginasta Ethiene Franco, que está concentrada com o grupo em Ipswich, será a substituta da Laís Souza", informou o supervisor das seleções brasileiras de ginástica, Klayler Mourthe.

Ganso não joga mais pelo Santos. Você o contrataria? Quanto vale o jogador?

Santos admite negociar Paulo Henrique Ganso e até mesmo reduzir o preço da multa rescisória do camisa 10. Destaque do futebol brasileiro no primeiro semestre de 2010, depois da Copa do Mundo o meia se envolveu em lesões e desfalcou o Santos em mais da metade dos compromissos da equipe — clique aqui e veja no site futdados.com.

Em 12 partidas das quais participou na Copa Libertadores, deu apenas dois passes para gols, o que era a sua grande especialidade. Para servir de paralelo, podemos lembrar que o então questionado Ronaldinho, ainda no Flamengo, alcançou seis assistências em sete jogos. Ganso marcou três tentos no torneio internacional.

Jovem, aos 22 anos o jogador que era apontado como futuro grande meio-campista do futebol brasileiro ficou desacreditado. As sonhadas propostas internacionais de 50 milhões de euros sobre as quais muitos falavam há dois anos, hoje soariam como delírio. Mas é claro que pela idade o rapaz ainda tem tempo para se recuperar.

E quem contratar Paulo Henrique tem que, antes de tudo, crer na sua volta à boa forma física e técnica. Eu acrescentaria à lista de necessidades do quase ex-santista uma maior participação nos jogos, ir ao encontro da bola e não esperar por ela. Marcar mais. É difícil? Sim, mas nessa altura da vida, se a pessoa não for capaz de se aprimorar...

Quanto vale Ganso? Sua multa para o mercado brasileiro é de 24 milhões de euros. Caro. Se eu fosse um dirigente não pagaria tanto, hoje, nem que tivesse toda essa grana em caixa. E você?

 
Divulgação
Sem acerto salarial, Ganso deve deixar o Santos
Sem acerto salarial, Ganso deve deixar o Santo

Tirone diz querer renovar com Felipão e dinheiro não é questão fundamental

O presidente do Palmeiras, Arnaldo Tirone, diz que pretende, sim, renovar o contrato com Luiz Felipe para a disputa da Copa Libertadores 2013. Ao afirmar que não pensa em dar aumento a Felipão, Tirone provocou polêmica há dois dias. Na manhã deste sábado, em conversa telefônica, Tirone disse:

"Quero renovar, sim, e o que o Felipe vai querer para a renovaão é estrutura de trabalho. Pode pedir aumento para o Murtosa, para sua equipe, mas o dinheiro não está em primeiro lugar para ele. A ideia é renovar com o treinador, sim."

De fato, a pergunta a Tirone sobre a renovação, com aumento das bases salarias, era um "se ficar o bicho come, se correr o bicho pega." Dadas as condições políticas do Palmeiras, dizer agora que pretende dar aumento salarial ao técnico mais bem pago do país produziria questionamentos, tanto dentro quanto fora do clube.

Dizer que não pretende dar aumento deu a muita gente a ideia de que não há intenção de renovar.
Tanto Tirone, quanto Paulo Nobre (provável candidato da oposição nas eleições de janeiro) têm a ideia de contar com Luiz Felipe na Libertadores.

A ideia é definir isso bem antes das eleições, para facilitar a preparação do clube para a disputa continental

sábado, 14 de julho de 2012

Brasileirão Série A


18h30 Corinthians 2x1 Náutico
18h30 Figueirense 3x4 Atlético-MG
21h00 Ponte Preta 4x1 Coritiba

Brasilerão Série B


16h20 Atlético-PR 2x1 ABC
16h20 São Caetano 1x0 Joinville
16h20 América-RN 1x1 Ceará
16h20 CRB 2x0 Avaí
16h20 Bragantino 0x0 Guarani

Brasilerão Série D


16h00 Aracruz 1x0 Volta Redonda
16h00 Ceilândia 1x1 Sobradinho

Brasilerão Série C


15h00 Madureira 1x0 Tupi
15h30 Santo André 0x0 Vila Nova-GO
16h00 Guarany de Sobral 2x0 Salgueiro
16h00 Brasiliense-DF 3x2 Duque de Caxias
16h00 Macaé 0x2 Oeste
16h00 Santa Cruz-PE 2x1 Treze-PB

boa sugestão de mudar o nome do Engenhão: estádio João Saldanha

Como propõe o Núcleo de Estudos de Estudos e Projetos Esporte e Cidadania, mudar o nome do estádio João Havelange para João Saldanha é ótimo. Divulgou o blog do Juca.
Se João Havelange passou a figurar no noticiário internacional como um brasileiro que recebeu propina, na Suíça, homenagens passam a ser extremamente questionáveis.

João Saldanha é inquestionável. E botafoguense, técnico campeão em 1957, dirigente, alvinegro de alma.

Estádio João Saldanha é melhor também do que Engenhão.
Se o Botafogo não quiser comprar a briga, compremos nós. Domingo tem Botafogo x Fluminense, inaugurando o novo nome, no estádio João Saldanha.

Afinal, foi num Botafogo 6 x 2 Fluminense que Saldanha foi campeão carioca em 1957.

O que você acha da ideia ?

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Brasilerão Série B


21h00 Goiás 2x0 América-MG
21h00 Ipatinga-MG 0x3 Grêmio Barueri

Amsterdã 2012 - De longe, mas de olho em tudo

Depois de zanzar por Munique e Londres, o lobo solitário passou por Paris e veio para Amsterdã a fim de carregar as baterias para a cobertura olímpica que começa daqui a pouquinho.

Estou numa terra que tem rei e rainha, que foi sede da Olimpíada de 1928 (o Brasil não enviou nenhum representante) e onde morreu misteriosamente o genial Chet Baker. Que também me lembra Nelson Rodrigues (dizia que jogador tal tinha saúde de vaca holandesa premiada) e que praticamente tem mais bicicleta do que gente (85% dos maiores de 12 anos andam de magrela).

Antes de ir aos finalmentes, quero mandar um forte abraço de felicitações aos palestrinos, enfim campeões. O mundo do futebol gira mais rápido do que o mundo lá fora. Quem diria que fosse chegar julho e ver Betinho e Luan chamados, com justiça, de heróis. Uma coisa é certa: time do Felipão em Copa do Brasil é fogo na jaca. E a prova está aí mais uma vez.

Queria falar é da dupla Havelange e Ricardo Teixeira. Certa vez, quando fui pela primeira e, acredito, última vez ao Congresso Nacional para participar da famosa CPI da Nike, junto com Tostão, Juca Kfouri e Flávio Prado, quase fui linchado por alguns deputados ao colocar em dúvida a honestidade do presidente de honra da Fifa.
Arquivo Pessoal
José Trajano em Amsterdã

E eu apenas li trechos do sensacional livro “Como eles roubaram o jogo”, do inglês David Yallop. O escritor responsabiliza Havelange por ter transformado o futebol em negócio e descreve, com todas as letras, o envolvimento de Jean Marie com o então ditador Jorge Videla (muito bonzinho, acaba de ser condenado a 50 anos de cadeia, acusado de roubo de bebês de pessoas desaparecidas durante a ditadura na Argentina). Havelange teria recebido terras em solo argentino para levar a Copa aos hermanos.

É bom lembrar também que Havelange deu total apoio à ditadura uruguaia, que sediou a Copa Ouro, o Mundialito de 1980, quando arquitetou um financiamento inédito para a competição, que contou até com grana de Silvio Berlusconi. O belíssimo filme “Mundialito”, do cineasta uruguaio Sebastiã Berdnarik, às vezes exibido no Canal Brasil, conta tudo direitinho, com um depoimento patético e irritante de Havelange, sempre com aquele discurso que “política e futebol não se misturam”.

Vou parar por aqui, o blog está longo demais. Voltarei ao assunto outro dia... Da janela de meu hotel, vejo dezenas de louras, que põem a Sharapova no bolso, ziguezagueando pelos canais. Estou feliz. O resultado da batalha de outro lobo solitário, mais velho, mais combativo, mas um desses caras necessários, Andrew Jennings, deu no que deu. Obrigado, Andrew, você lavou nossa alma.

Quanto ao Ricardo Teixeira... deixa para lá. Não vou chutar cachorro morto. Muito menos os que o bajularam e puxaram seu saco durante anos e anos a fio.

Mudando de pato para ganso... O Ajax lançou a nova camisa, numa espécie de museu por aqui. Que mostra, entre outras coisas, a preparação da equipe desde as categorias de base até o time principal, com direito ao torcedor de mudar num painel as peças. Incrível.

Juvenal assume o risco e diz que não deve vender Lucas para Internazionale

Os jornais italianos seguem informando que a Internazionale pode pagar 25 milhões de euros para levar Lucas para a Itália. Em entrevista à Gazzetta dello Sport de hoje, o presidente Massimo Moratti elogia o atacante são-paulino.

Juvenal Juvêncio ainda descarta vender Lucas pelo valor divulgado na Itália. "Há dois meses, mais ou menos, estive com o diretor esportivo da Inter, Marco Branca. Ele falou sobre o Lucas, não citou números e eu também não quis ouvir", diz Juvenal. "O risco de não vender é inexorável, mas nós vamos assumi-lo", afirmou o presidente, ao ouvir que a Inter poderia também incluir Phillippe Coutinho, além dos 25 milhões de euros.

Juvenal Juvêncio derreteu-se em elogios a Lucas Falou sobre o cidadão, o atleta e o profissional. Também disse que, ano passado, havia propostas melhores para tirar Casemiro do São Paulo, do que Lucas. "Chegamos a receber proposta de 18 milhões de euros da Fiorentina. O mercado falava mais do Casemiro no exterior."

Agora, fala-se em Lucas.
A Inter tem um acordo pré-estabelecido para contratar Paulinho. Pagaria 8,5 milhões de euros ao consórcio formado por BMG, Pão de Açúcar e Corinthians. Mas, se fechar com Paulinho, não poderá contratar outro extra-comunitário. Isso ainda pode atravancar o negócio.

Lucas é mais difícil, mais caro e o São Paulo não pretende negociá-lo

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Campeão, Marcos Assunção elogia Kleber e detona Lincoln: 'Falou muita besteira, tem que calar a boca'

Mesmo sendo um dos mais emocionados na comemoração do título da Copa do Brasil, Marcos Assunção manteve a tranquilidade na hora de dar entrevista, ainda no gramado já cheio de lama do Couto Pereira, e detonou o meia Lincoln, do Coritiba, com quem desentendeu-se durante a partida.

"O Lincoln falou algumas besteiras lá [no campo]... Ele saiu do Palmeiras porque não jogava lá, aí veio para cá e está no banco também. Ele tem é que calar a boca", disparou o volante do Palmeiras, que trocou provocações com o rival coxa-branca várias vezes no jogo.

Logo que entrou em campo, aos 14 minutos da segunda etapa, Lincoln fez ótima jogada individual e foi derrubado por Artur. A infração foi marcada, e antes que Ayrton cobrasse com maestria e anotasse o gol do Coritiba, o meia e Marcos Assunção bateram boca, fazendo o árbitro Sandro Meira Ricci chamá-los em separado para uma advertência verbal.  

Como disse Assunção, Lincoln realmente deixou o Palmeiras porque estava insatisfeito com a reserva - era um dos maioers salários do elenco -, mas primeiro foi para o Avaí antes de desembarcar em Curitiba, o que aconteceu no final da temporada 2011.
Agência Estado
Marcos Assunção comemora assistência no gol do título do Palmeiras nesta quarta-feira
Marcos Assunção comemora assistência no gol do título do Palmeiras nesta quarta-feira
Assunção não quis entrar no detalhe sobre o que o meia rival falou durante a partida. Há também a possibilidade de haver algum problema entre os dois ainda da época em que Lincoln estava no clube paulista.

Elogios a Kleber

Já o atacante Kleber, que trocou o Palmeiras pelo Grêmio em 2011 e foi muito criticado por isso, ganhou elogios do capitão palmeirense. "Eu só posso elogiá-lo, nunca fez corpo mole enquanto esteve no Palmeiras, sempre ajudou", disse Marcos Assunção

Da saída de Kleber à volta ao Couto Pereira, Palmeiras supera turbulências e se fecha por título

João Vitor, com a polícia, após caso de agressão em 2011
João Vitor, com a polícia, após caso de agressão 


Há exatos nove meses, o volante João Vitor se envolvia numa briga com torcedores em frente à loja oficial do Palmeiras. O episódio atrasou a viagem da delegação para o Rio de Janeiro, onde o Palmeiras enfrentaria o Flamengo no dia seguinte. Ali, o técnico Luiz Felipe Scolari se desentendeu com o atacante Kleber, afastou o jogador já do duelo diante dos cariocas (seria negociado na sequência) e viu o time abandonar as chances de buscar uma vaga na Libertadores pelo Campeonato Brasileiro. 

A partir de então, porém, o discurso no Palmeiras mudou. Em campo, o time correu muito no Engenhão e empatou por 1 a 1; depois, uma série de quatro derrotas seguidas e um total de dez jogos sem vitória no campeonato. Mas os atletas passaram a falar de mudança para 2012. De título para a torcida, de volta por cima depois de mais um Brasileiro como mero coadjuvante. Felipão, por sua vez, não deixava de cutucar Kleber indiretamente, ligando a saída do atacante a uma melhora do ambiente alviverde.

O fim do Brasileiro foi bem digno. Na penúltima rodada, vitória sobre o São Paulo por 1 a 0; no fim, apesar do título do Corinthians em pleno dérbi paulista, o Palmeiras criou boas chances e jogou de igual para igual com o melhor time brasileiro do momento.

A temporada 2012 começou bem, logo com uma vitória sobre o Ajax num jogo festivo em janeiro. Depois, o time estabeleu uma sequência de 16 jogos invictos entre Campeonato Paulista e Copa do Brasil, mas a derrota para o Corinthians na 14ª rodada abalou o time, que de favorito acabou eliminado nas quartas de final do Estadual.
Agência Estado
Torcedor do Palmeiras exibe camisa Judas, em referência a Kleber, do Grêmio
Torcedor do Palmeiras exibe camisa 'Judas', em referência a Kleber

Nos bastidores, declarações polêmicas de Felipão para a diretoria. E dos cartolas para o treinador. César Sampaio foi contratado para tomar conta desse clima tenso, tendo que administrar as trocas de farpas entre um treinador que cobrava e ironizava a falta de reforços e uma diretoria que em nenhum momento garantiu nem a permanência do próprio técnico. Marcos, aposentado, virou embaixador do clube, acompanhando a delegação em viagens e chamando - e desviando - atenção da mídia e dos torcedores.

Além disso, depois de grande novela e dificuldade para a contratação de Wesley - até uma vaquinha para torcedores foi promovida pela diretoria, o jogador se machucou no começo de abril e teve de passar por cirurgia no joelho. Volta só em 2013.

A equipe seguiu firme na disputa do mata-mata, apesar dos resultados ruins no Campeonato Brasileiro - prestes a jogar a nona rodada, está na zona de rebaixamento do nacional. Mas, em junho, as turbulências voltaram para o lado do Palestra Itália.
Gazeta Press
Wesley, do Palmeiras, machuca o joelho contra o Guarani
Wesley, do Palmeiras, machuca o joelho contra o Guarani

Primeiro, no início do mês, Valdivia foi sequestrado em São Paulo e por pouco não deixou o clube. O jogador chegou a voltar para o Chile, concedeu uma entrevista coletiva bastante emocionada, mas, depois de conversar com a diretoria, ficou. E o Palmeiras, sem o camisa 10, suspenso, venceu o Grêmio no estádio Olímpico por 2 a 0, num jogo em que Felipão inovou com Henrique de volante e conquistou o resultado mais expressivo desde a volta ao comando do time paulista.

Antes do jogo de volta, mais uma da epopeia palmeirense: Daniel Carvalho teve um relógio no valor de R$ 16 mil furtado. No jogo do Brasileiro, Luan e Marcos Assunção saíram machucados. Ainda assim, o time empatou com o Grêmio para ir à final - Henrique, expulso após ser agredido, virava desfalque para a decisão.
Gazeta Press
Valdivia, durante coletiva no Palmeiras após sequestro
Valdivia, durante coletiva no Palmeiras após sequestro

Para o primeiro jogo, quando tudo parecia sob controle, o conselheiro Gilto Avalone, da oposição, acusou o presidente do clube, Arnaldo Tirone, de tê-lo agredido na noite anterior da final. Depois, foi a vez de Barcos virar ausência de última hora: o jogador sofreu com uma apendicite já no dia da final contra o Coritiba. Felipão escalou Betinho, e o Palmeiras fez 2 a 0 para viajar com mais tranquilidade para o Paraná.

Antes do segundo jogo, deu tempo de Maikon Leite sofrer uma pancada no tornozelo contra a Ponte Preta, pelo Brasileiro, e ser relacionado apenas às pressas. No voo para Curitiba, a turbulência na aeronave fez com que o elenco nem tivesse acesso à refeição no avião; e já na tarde do jogo decisivo, Henrique ainda sofreu com febre de 39 graus. 

Mas, depois de todo o caminho de pedras e problemas percorridos pelo Palmeiras, o time conseguiu, enfim, no mesmo Couto Pereira do maior vexame da temporada passada, apagar os 6 a 0 e gritar "é, campeão" na casa do Coritiba. Para, finalmente, sanar o principal problema colocado em nove das dez entrevistas dos atletas palmeirenses: a carência de títulos da torcida. Pelo menos por enquanto, aliviada.

"Cada um se superou, deu a sua força. É o título da 'Família Scolari' em geral. Do torcedor até o funcionario do clube", desabafou Henrique. "Tudo o que passamos desde que cheguei foi turbulento. Não tínhamos o que fazer a não ser proteger um ao outro. A torcida nos incentivou, confiou na gente. Todo mundo é igual e tem a porcentagem igual", continuou.

"A equipe é isso ai. Todo mundo era desacreditado, o grupo se fechou e se uniu. Tiramos força do grupo, desde o funcionário que corta grama, que limpa o vestiário", completou Luan.

"É isso que eu dizia sempre, desde 2010, quando eu cheguei. Eu gostaria de ser campeão aqui. Depois de dois anos sofrendo, muitas vezes passando humilhação de vocês próprios da imprensa. Muitos diziam que a gente viria aqui e o 'fantasma' dos 6 a 0 do ano passado ia voltar", encerrou Marcos Assunção

Bruno tenta entregar prêmio a Marcos e brinca: 'Eu te amo'

O palmeirense Bruno teve um motivo a mais para comemorar o título da Copa do Brasil. Apesar de ainda não ser unanimidade entre os torcedores, o jogador deixou o gramado do estádio Couto Pereira com a taça de melhor goleiro da competição. Nos vestiários, depois do empate por 1 a 1 com o Coritiba, o atleta tentou entregar o prêmio ao ex-jogador Marcos, que recusou.

Divulgação
Em sua página no Facebook, Marcos postou foto com Bruno e o prêmio de melhor goleiro
Marcos postou foto com Bruno e o prêmio de melhor goleiro
“Toma, é seu também”, ofereceu Bruno, tentando colocar nas mãos do ídolo palmeirense. Quando Marcos recusou, o novo titular palmeirense deu um abraço e brincou: “Eu te amo”.

A declaração diante das câmeras surpreendeu o ex-camisa 12, que só teve tempo de repetir, sorrindo: “Ama sim...”. Marcos ainda afirmou que seu substituto está preparado para seguir na meta alviverde e não se lamentou por ter se aposentado justamente no início do ano em que o Palmeiras voltou a ser campeão.

“Se eu segurasse mais um pouquinho a carreira, o Palmeiras não teria passado nem das quartas de final da Copa do Brasil (risos). O Bruno e o Deola subiram do júnior e trabalharam com a gente, acho que isso ajudou. Este título dá uma tranquilidade para seguirem”, completou.

Marcos acompanhou a delegação palmeirense a Curitiba porque participa de ações de marketing promovidas pela diretoria do clube.

Que pena que o nosso país não dá o devido valor aos demais esportes

O título é forte? Pode até ser. Mas seja sincero e me responda uma coisa. Você não acha que aqui se dá muito valor a coisas sem valor ou acontecimentos que não tem tanta relevância e muitas vezes deixam as coisas importantes de fora?

Outra coisa impressionante no nosso país e desta vez tem a ver com o esporte é o espaço que o futebol tem e as coisas importantes das outras modalidades não. Fico altamente decepcionado com isso.

Falando nessa discrepância e pouca repercussão das coisas conto a vocês que o nosso querido Gustavo Kuerten esta semana será homenageado no Hall da fama. Só isso. Você sabia?

Engraçado que além de não ter escutado, lido quase nada ou nada tem gente que ainda dá os ombros para a informação como se isso fosse normal ou sem tanta importância. Fico imaginando. O que é importante? A última transação de um certo jogador de futebol que saiu pela enésima vez de um clube e foi para outro porque queria ganhar mais ou porque brigou com o técnico? Ou a má fase de outro que jogava melhor em um clube que joga agora?

Não quero aqui comparar forças, mas me perdoem. O cara será imortalizado no Hall of Fame em Newport. Uma coisa que até alguns anos atrás era impossível para um tenista brasileiro. O cara ganhou 3 Roland Garros 1 Master e foi número 1 do mundo. Só isso. E pouco ou quase nada se fala. Imaginem os outros esportes, outros atletas, outros eventos esportivos. É justo?

Crítica? Revolta? Cuidando do meu esporte? Viajando? Delirando? Não me importa como vão encarar este post. O que me importa é que as pessoas, imprensa, amigos, inimigos e quem mais entre neste pacote entendam o importante que é este momento e o quanto nosso esporte e todos os outros merecem mais espaço.

Não se esqueçam que estamos a menos de um mês de uma Olimpíada e a 4 anos dos jogos aqui no Brasil. Vamos apenas falar de futebol? Vende? Eu sei que vende. Mas então baixem uma lei no país que só se ajuda o futebol e só se fala dele. Assim seria mais justo. Já saberíamos que no nosso país só se respira e se respeita um esporte. Só faltava isso.

Ah, aproveitando. Já que quase ninguém fala e pouco se ajuda. Nem pensem em criticar ou falar mal dos atletas DOS OUTROS ESPORTES que não tragam medalhas ou bons resultados em Londres. Beleza?

Viva o esporte mambembe do nosso país e a falsa informação que os atletas estão sendo muito bem preparados para as competições mais importantes de suas vidas

Cruzeiro investiga agente falso de Riquelme, Palmeiras veta e craque pode parar

Assista aos comentários de Paulo Vinícius Coelho

Riquelme já foi oferecido ao Palmeiras, Flamengo e Cruzeiro, desde o anúncio de que deixaria o Boca Juniors, minutos depois da derrota na final da Libertadores contra o Corinthians -- a torcida pede sua permanência na Argentina. Quem oferece seu serviço é o agente Paulo Ricard.

No Brasil, um dos clubes já dz NÃO taxativamente à ideia de contratar Juan Román Riquelme: o Palmeiras. O presidente Arnaldo Tirone diz que não há chance, pelo custo, e porque Felipão pondera se na idade atual Riquelme valeria a pena. "O Felipão não quer", diz Tirone.
Reuters
boca_riquelme_comemora_reuters_18042012
Riquelme anunciou a saída do Boca após o vice da Libertadores

De fato, se Riquelme anunciou sua desistência de jogar pelo Boca, afirmando não poder continuar no clube que ama sem oferecer o máximo, por que jogaria no Brasil sem poder atuar no ápice de sua condição física? Felipão tem razão.

O Flamengo pensa em Riquelme e o Cruzeiro julga quase impossível sua contratação. Mas tomou uma providência. O clube investigou se Paulo Ricard é mesmo procurador de Riquelme, autorizado para trabalhar no Brasil. O resulatdo da investigação é que NÃO. Paulo Ricard não tem essa autonomia. O agente Daniel Bolotnikov é o único autorizado a trabalhar em nome de Riquelme.

Na Argentina, o jogador não sabe o que fará. Nos próximos dias, pode até mesmo anunciar o encerramento de sua carreira