segunda-feira, 28 de maio de 2012

LONDRES 2012: Aventuras olímpicas de um lobo solitário

Após uma semana em Londres farejando aqui e ali, vamos, de agora em diante, fungar no cangote dos preparativos do maior espetáculo do esporte. Faltam apenas dois meses para o pontapé inicial no estádio olímpico. Então, dê licença porque o lobo tem muita fome! E tem a língua afiada para contar historias.

Vamos andar pelos parques – o que não falta aqui é parque, verdinho, com muita árvore e sombra à vontade, mas com pouca água fresca --; assistir aos festivais de música (em maio, junho e julho é show para todo lado, inclusive com uma brasileirada boa de serviço como Marcelo D2, Crioulo, Emicida, Gil, Melodia, Martnália); tomar umas e outras nos pubs; acompanhar a Eurocopa e Roland Garros pela tevê; curtir a nova culinária do pedaço (como eles melhoraram!); aprender inglês lendo o The Guardian e assistindo ao noticiário e documentários da BBC. E sair por aí, noite e dia afora, uivando de alegria por estar aqui junto aos filhos e as netas. Para quem nasceu no Méier, como o Millor, e para quem não estudou, como diria Ricardo Kotscho, está de bom tamanho, não é mesmo?

É importante dizer que a Londres que recebeu o lobo solitário aparentemente de braços abertos não é a capital inglesa em que os londrinos vivem durante grande parte do ano. Isso porque faz sol todos os dias, não chove – há, inclusive, racionamento de água – e todo mundo anda mais feliz com a vida. Não de caniço e samburá, mas de calção, tênis, camiseta e filtro solar. Os parques estão sempre lotados de gente até às oito e meia, quando a noite dá boa noite. O que passa uma sensação de que todos ( homens, mulheres, crianças, velhos, bêbados, mendigos, turistas, com bicicletas e cães ou não) abandonaram suas casas para aproveitar o dia nos parques. E que só sairão dali a força ou quando a noite chegar. O que não é tão verdade assim...

Porque há, sim, muita gente pegando no batente, em muitas obras nas ruas, calçadas, e em estações de metrô. Camden Town, bairro predileto e onde moro, vive um caos, principalmente nos acessos próximos ao metrô. A inglesada corre para que tudo fique pronto a tempo. Faltam dois meses e eles querem deixar tudo nos trinques. Mas, pelo que você ouve aqui e ali, os organizadores terão problemas com os transportes.

Se os mais de meio milhão de turistas, que virão para cá durante os 17 dias de competição, decidirem ir ao mesmo tempo ao Parque Olímpico, em Stratford, leste da cidade, vai ser um arranca-rabo. Por mais que milhares de viagens extras de metrô, ônibus e trem estejam sendo planejadas, por mais que muitas empresas tenham antecipado as férias de verão, por mais que campanhas de esclarecimento sejam exibidas, principalmente nas principais linhas de metrô da cidade, como Central Line e Jubilee, o vai-e-vem para Stratford não será fácil. É esperar para ver.

Vamos virar a página porque o borogodó da semana é outro e erá assim até a quarta-feira da próxima. Pela primeira e última vez, desde que a capital londrina foi escolhida sede pela terceira vez na história, em 2005, um assunto maior se “alevanta” e põe as Olimpíadas no chinelo.

É que a rainha Elisabeth II comemora jubileu de diamante – 60 anos de reinado – e o alvoroço é geral. É assunto em todos os jornais, sites e emissoras de televisão. As lojas expõem lápis, canetas, brincos, brinquedos, toalhas, camisetas, bolas, livros, revistas, tudo o que é possível faturar com a data. A partir de sábado, haverá extensa, caríssima e sofisticada programação, e o ponto alto é no domingo, quando milhares de embarcações de todos os tamanhos e cores seguirão o barco real pelo rio Tâmisa ao som de orquestras, sinfônicas, filarmônicas, grupos de rock e de dança, cantores de ópera, tudo evidentemente ao vivo e com o povão assistindo as margens do extenso rio que cruza a cidade ou pela televisão.

Mas, ao contrário do que se imagina no Brasil, nem todo mundo, aqui, acha a rainha e a gente do palácio de Buckinghan uma gracinha. Há os republicanos. Sim, há ingleses republicanos e segundo pesquisa recente já são 22 por cento da população inglesa. Eles também preparam-se para a festança. Como fizeram em 1977, quando a rainha comemorou o jubileu de prata, e juntos com o pessoal do grupo Sex Pistols fizeram uma versão irreverente e para lá de sacana sobre a rainha, sairão às ruas com cartazes sobre a gastança e com slogans como “poder para o povo” e “ 9560 enfermeiras ou 1 rainha?”

A semana promete. Sábado, a seleção inglesa de Roy Rodgson, que se prepara para a Eurocopa e que venceu na estreia do treinador a Noruega por 1 a 0, enfrenta a Bélgica em Wembley, partida experimental para a Fifa testar equipamentos eletrônicos chamados aqui de “ olhos de águia” para saber se a bola entrou ou não. A dupla de ataque Ashley Young e Carroll agradou, mas é só Rooney acabar a suspensão de três jogos, que a brincadeira dos dois termina.

Antes de o velho lobo sair por aí farejando mais historias, uma penultima uivada: nas lojas de apostas paga-se o óbvio. Espanha, favorita, 5 para 2, depois vêm Alemanha, Holanda e França. Inglaterra e Itália estão mais por baixo do que a rainha do jubileu na boca dos republicanos, pagam 12 por 1. No tênis, Nadal paga 7 por 1, seguido por Djokovic e Federer. Nada de anormal.

Só mais uma ou duas: quem quiser noticias do campeonato Brasileiro, da Copa do Brasil , da Libertadores ou mesmo da seleção brasileira nos jornais ou sites ingleses vai ficar chupando dedo. Em compensação, o confronto de críquete entre Inglaterra e Indias Ocidentais tem serviço para lá de completo. Desconfio que os ingleses ganharam de 428 a 370.

Ah! a tocha olímpica entrou no seu 10º dia de peregrinação pelo Reino Unido. Atravessa agora o País de Gales debaixo de uma série de críticas. É só pagar para segurar a tocha e sair por aí. É a tocha da mãe Joana. Até a próxima.

Tanto o Flamengo quanto Ronaldinho Gaúcho não se dão ao respeito

Ronaldinho Gaúcho poderia jogar. Mas Ronaldinho Gaúcho há tempos não quer jogar. Não demonstra interesse, motivação, envolvimento. Se arrasta pelos gramados patética e melancólicamente. Um espectro do que um dia foi o maior jogador de futebol do planeta.

O Flamengo poderia ser mais forte e respeitado. Mas o Flamengo não quer ser mais forte e respeitado. É o clube onde correntes políticas fazem o loteamento do poder e elementos chegam ao comando para desfilar um interminável e agudo prontuário de incompetência.

Na ótima charge abaixo, do companheiro Paulo Sérgio, rubro-negro e chargista (@pausse no twitter), uma montanha de grandes nomes. De grandes camisas, que fizeram pelo Flamengo o que, percebe-se, Ronaldinho e essa repulsiva turma de cartolas jamais fará.

Só mesmo uma inimaginável epidemia de vergonha na cara, um repentino ímpeto de dignidade poderia mudar os rumos dessa ordinária crise que joga na lama os nomes do clube e do ex-craque. Ronaldinho e Flamengo. Flamengo e Ronaldinho. Eles não se dão ao respeito.


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Na prévia da semifinal da Copa do Brasil, Grêmio faz 1 a 0 no Palmeiras

No duelo entre os times que irão se encontrar no mês que vem disputando uma vaga na final da Copa do Brasil, o Grêmio venceu o Palmeiras por 1 a 0 no estádio Olímpico e chegou aos três primeiros pontos no Campeonato Brasileiro. O Palmeiras, por sua vez, segue com um ponto ganho após empatar na estreia.

Depois de um primeiro tempo disputado, mas sem grandes chances de gol, o Grêmio marcou aos 26 minutos da segunda etapa. Fernando cobrou falta e André Lima desviou para o gol de Bruno.

Para o jogo, o técnico Luiz Felipe Scolari deixou Valdivia no banco de reservas, promovendo entre os titulares o jovem Felipe. O chileno entrou no intervalo no lugar do próprio Felipe - vale lembrar que Valdivia, suspenso, não atua no jogo de ida das semifinais. O treinador também poupou Juninho, dando uma chance para Fernandinho na lateral.
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Grêmio venceu o Palmeiras; reencontro será na Copa do Brasil
Crédito: Flickr Grêmio
Na próxima rodada, só no dia 6 de junho, ambos jogam fora de casa: o Palmeiras visita o Sport às 19h30, enquanto o Grêmio viaja para pegar o Atlético-GO no mesmo horário. Uma semana depois, iniciam a disputa mata-mata pelas Copa do Brasil.

Sem estrelas, Santos passa em branco de novo e só empata com o Sport

Sem Rafael, Ganso, Elano e Neymar, o Santos fez um jogo sem grandes emoções diante do Sport e chegou ao segundo empate por 0 a 0 em duas rodadas de Campeonato Brasileiro.

No jogo, depois de perder David Braz na estreia do zagueiro na semana passada, Muricy Ramalho pode ter mais dois problemas. Os também novatos Galhardo e Bernardo sentiram lesões e deixaram o duelo da Vila Belmiro.

Já no fim da partida, por pouco o Santos não consegue marcar. Após cruzamento, Edu Dracena subiu mais que a zaga rival e desviou de cabeça uma bola que raspou a trave do gol defendido pelos pernambucanos. Para o Sport, o jogo marcou ainda a estreia de Vagner Mancini no comando técnico da equipe, já que na semana passada ele ainda não tinha ficado no banco de reservas.

Com o resultado, tanto Santos quanto Sport ficam com dois pontos neste início de Brasileiro. Na terceira rodada, só no dia 6 de junho, os pernambucanos recebem o Palmeiras às 19h30, enquanto o Santos, às 21h50, joga na Vila contra o Fluminense.

Santos e Sport fizeram jogo morno na Vila Belmiro
Santos e Sport fizeram jogo morno na Vila Belmiro
Crédito da imagem: Agência Estado

O jogo -
A estratégia adotada por Vágner Mancini foi seguida à risca neste domingo, na Vila Belmiro. Com forte marcação na saída de bola do Santos, a ‘marcação ofensiva’, os visitantes ocuparam espaços no campo de ataque e chegaram a dominar as ações da partida, principalmente após os 20 minutos da etapa inicial. A impressão era de que o Santos pecava por não adiantar a marcação, configurando uma distância muito grande entre os jogadores de defesa e os atacantes.

De um lado, o Santos contava com Alan Kardec isolado na frente e Bernardo tentando penetrar na área e armar as jogadas, do outro, o Sport tabelava com Marquinhos Gabriel e Felipe Azevedo, sem eficiência. Um lance ocorrido aos quatro minutos pode simbolizar o primeiro tempo, repleto de erros de passe e conclusão: Felipe Anderson tocou para Bernardo, mas o ex-vascaíno não conseguiu dominar. Na sequência Tobi tentou sair com a bola dominada, mas a marcação do Santos já cortou.

A primeira finalização do Santos quase balançou as redes do goleiro Magrão aos oito minutos. Após lançamento de Juan, Alan Kardec fez a finta sobre Edcarlos e bateu forte, colocado, mas pela linha de fundo.

Na sequência do lance ofensivo dos anfitriões, Felipe Azevedo fez bom domínio na entrada da área, mas Arouca marcou forte e tomou do atacante do Sport. Adriano acabou tentando sair com a bola dominada, mas Edcarlos deu carrinho frontal e interrompeu a jogada. O santista saiu do lance normalmente, mas o zagueiro do Sport sentiu o tornozelo e ficou no chão. O defensor levou cartão amarelo no lance.

O Sport tentava sair da boa marcação do Santos com base nos recuos de Felipe Azevedo, que não ficou preso no ataque. Em uma dessas oportunidades, ele serviu Rithely, que entrava na área pelo centro. O chute do jogador do Sport foi fraco e Aranha fez defesa segura. Aos 20 minutos, três dos últimos reforços anunciados pelo Santos fizeram boa tabela na entrada da área. O camisa 10 Gérson Magrão puxou o contra-ataque e serviu Bernardo, que esperou a passagem de Galhardo para tocar. O chute acabou desviado pela marcação.

No contra-ataque, o Sport concluiu uma jogada pela primeira vez na partida. Marquinhos Gabriel dominou a bola e avançou, tocando para Felipe Azevedo, livre. O atacante devolveu e o camisa 10 do Sport acabou concluindo para defesa segura de Aranha.

Mesmo sem Galhardo, que sentiu desconforto e teve que deixar a partida, o Santos insistiu nas jogadas pelo lado direito. Maranhão serviu Adriano na entrada da área, mas o volante atirou por cima do gol de Magrão. O lance foi suficiente para o Sport adiantar a marcação e ocupar mais espaços no meio-campo. As tabelas de Marquinhos Gabriel e Felipe Azevedo faziam flutuar a bola no setor ofensivo, mas a conclusão era falha.

Aos 40 minutos, Felipe Anderson, aposta de Muricy para substituir o lesionado Ganso, armou boa jogada, fintando dois marcadores do Sport com um passe para trás. Após tabela com Gérson Magrão, o camisa 7 apareceu no ataque para obrigar Magrão a praticar boa defesa. Na sequência, O Santos fez tabela em espaço curto na entrada da área do Sport, com passe de Gérson Magrão para Alan Kardec, que tirou de Magrão e cruzou do lado esquerdo. Maranhão correu a apareceu, mas acabou chutando por cima do gol no último lance de perigo do primeiro tempo.

Na etapa complementar, com demora do time do Sport para voltar ao gramado, a tônica foi a mesma: uma partida muito movimentada, mas com as duas defesas excessivamente fechadas. O Santos repetiu a estratégia do primeiro tempo, com investidas apenas pelo lado direito. Maranhão e Felipe Anderson tentavam avançar, mas eram barrados pela boa marcação do Sport.

Sem Bernardo, que sentiu lesão na coxa e teve que ser substituído por Henrique, dúvida antes da partida, Felipe Anderson se tornou o único nome de marcação do lado do Santos. Aos nove minutos quase deu resultado, quando o camisa 7 levantou a bola para Juan, que invadiu a área pelo lado. O 3 do Peixe bateu forte e Magrão fez bela defesa, evitando a abertura do placar.

Chances como essa não se repetiram tanto no segundo tempo. O número de passes errados cresceu e a inoperância dos dois times com a bola nos pés também. Muita movimentação e pouco poder de fogo. De um lado, Mancini tentava arrumar o Sport com as entradas de Renato e Reinaldo. Enquanto isso, Muricy pedia calma a Felipe Anderson, principal nome do Santos em campo. Como nada deu certo, o empate não saiu do marcador.

FICHA TÉCNICA
SANTOS 0 X 0 SPORT

Local:
Estádio Urbano Caldeira, a Vila Belmiro, em Santos (SP)
Data: 27 de maio de 2012, domingo
Horário: 16 horas (horário de Brasília)
Árbitro: Márcio Chagas da Silva (Asp. Fifa-RS)
Assistentes: Roberto Braatz (Fifa-PR) e Tatiana Jacques de Freitas (Fifa-RS)
Cartões amarelos: Rafael Galhardo, Arouca (Santos); Edcarlos, Thiaguinho (Sport)

SANTOS: Aranha; Rafael Galhardo (Maranhão), Edu Dracena, Durval e Juan; Adriano, Arouca, Gérson Magrão (Rentería) e Felipe Anderson; Bernardo (Henrique) e Alan Kardec. Técnico: Muricy Ramalho

SPORT: Magrão; Moacir, Bruno Aguiar, Edcarlos e Rivaldo (Jheimy); Tobi, Marquinhos Paraná (Reinaldo), Rithelly e Thiaguinho; Marquinhos Gabriel (Renato) e Felipe Azevedo. Técnico: Vagner Mancini

Botafogo leva gol relâmpago, mas vira sobre Coritiba no fim e vinga humilhação

O Botafogo venceu fora de casa por 3 a 2 o Coritiba neste domingo em confronto válido pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro. Com o resultado, o time alvinegro, goleado impiedosamente por 5 a 0 no Couto Pereira em 2011, chegou aos seis pontos e está entre o líderes da competição. Já o time alviverde, que divide atenção com a Copa do Brasil (classificou-se para as semifinais no meio de semana), acumula sua segunda derrota no torneio e segue sem pontuar.

Além de vingar a goleada aplicada pelo clube paranaense na última temporada, o time carioca também quebrou uma invencibilidade de 10 meses do rival em seu campo: desde 27 de julho do ano passado, quando foi superado pelo São Paulo, o Coritiba não era superado no Couto Pereira.

Jogando em casa, o Coritiba saiu na frente com gol relâmpago marcado por Lincoln com menos de um minuto de partida. O Botafogo, porém, controlou o ímpeto inicial do rival e virou ainda no primeiro tempo, com Lucas, aos 19 minutos, e Vítor Júnior, aos 26. No segundo tempo, o Coritiba voltou a pressionar e marcou logo no início da etapa: Lucas Mendes empatou a partida, aos 5 minutos. Aos 40 minutos, Lucas marcou novamente e deu a vitória ao time de General Severiano.

Na próxima rodada, o Coritiba volta campo na quarta-feira, dia 06 de junho, diante da Portuguesa, novamente no Alto da Glória. No dia seguinte, o Botafogo terá pela frente o Cruzeiro, no Engenhão, no Rio de Janeiro.

Botafogo vence Coritiba de virada e mantém 100% de aproveitamento no Brasileiro
Botafogo vence Coritiba de virada e mantém 100% de aproveitamento no Brasileiro
Crédito da imagem: Agência Estado
O jogo
Nem deu tempo dos times se esquentarem em campo e, logo no primeiro minuto, Lincoln recebeu na entrada da área, chutou cruzado, e contou com desvio de Dória para sair comemorando o primeiro gol da partida. O meia alviverde tentou repetir a dose aos quatro minutos, mas carimbou a zaga carioca. O Coxa começou em ritmo alucinante. Aos sete minutos, Lincoln fez jogada de efeito e cruzou para Renan salvar.

O Glorioso respondeu aos 10 minutos, em bela jogada de Lucas que terminou com um chute no travessão. O jogo era bom no Alto da Glória. Aos 11 minutos, Roberto, de cabeça, perdeu grande oportunidade. O Botafogo equilibrou as ações e, em um vacilo da defesa alviverde, aos 18 minutos, bola trabalhada pela direita para Lucas, que dominou e fuzilou para o gol para deixar tudo igual.

A virada não demorou a acontecer. Aos 25 minutos, Márcio Azevedo cruzou e Vitor Junior só teve o trabalho de empurrar para as redes. O Coritiba se perdeu na partida e não conseguia retomar o ritmo. Aos 35 minutos, Lincoln, na cara do gol, furou e desperdiçou a chance de empatar. Fellype Gabriel dominou come estilo no meio da área, aos 40 minutos e, no complemento, deixou a bola escapar.

Na segunda etapa, o time da casa voltou com Ayrton no lugar do criticado Jonas. Aos quatro minutos, Everton Costa chutou cruzado e Renan fez bela defesa. Porém, após a cobrança de escanteio, Lucas Mendes subiu no meio da defesa e testou firme para as redes. A virada esteve próxima aos 11 minutos, com Everton Ribeiro, que cabeceou pela linha de fundo, com perigo.

Polêmica aos 15 minutos com Roberto sendo travado dentro da área e indo ao chão. O árbitro mandou seguir, para bronca geral da torcida. O Coritiba cresceu na partida e estava mais próximo do terceiro gol. Aos 21 minutos, um verdadeiro petardo de Roberto que obrigou Renan a fazer um alinda defesa e ceder escanteio.

O técnico Marcelo Oliveira apostou na entrada de Anderson Aquino para buscar a vitória. Ainda assim o Fogão atacava, como aos 32 minutos, em chute de Fellype Gabriel, por cima da meta. Aos 40 minutos não teve perdão. Em contra-ataque fulminante, Lucas recebeu em velocidade e chutou na saída do goleiro para definir o placar final. Elkeson ainda teve a chance de marcar o quatro, aos 45 minutos, mas parou nas mãos de Vanderlei.

FICHA TÉCNICA
CORITIBA 2 X 3 BOTAFOGO

Local:
Estádio Couto Pereira, em Curitiba (PR)
Data: 27 de maio de 2012 (Domingo)
Horário: 16 horas (de Brasília)
Árbitro: Wilson Luiz Seneme (Fifa-SP)
Assistentes: Marcelo Van Gasse (Fifa-SP) e João Nobre Chaves (SP)
Cartões amarelos: Jonas e Roberto (Coritiba); Jadson, Dória, Lucas, Lucas Zen e Márcio Azevedo (Botafogo)

Gols:
CORITIBA:
Lincoln, a 01 minuto do primeiro tempo; Lucas Mendes, aos 05 minutos do segundo tempo
BOTAFOGO: Lucas, aos 18 minutos e Vitor Junior, aos 25 minutos do primeiro tempo; Lucas, aos 40 minutos do segundo tempo

CORITIBA: Vanderlei; Jonas (Ayrton), Demerson, Emerson e Lucas Mendes; Júnior Urso, Sérgio Manoel (Anderson Aquino), Lincoln (Vinícius) e Éverton Ribeiro; Roberto e Everton Costa
Técnico: Marcelo Oliveira

BOTAFOGO: Renan, Lucas, Brinner, Dória e Márcio Azevedo; Jadson (Lucas Zen), Renato, Fellype Gabriel (Cidinho), Maicosuel (Elkeson) e Vítor Júnior; Herrera
Técnico: Oswaldo de Oliveira

VÍDEO: Atlético-MG supera titulares do Corinthians e vence a segunda no Brasileirão

O Atlético-MG foi melhor que o semifinalista da Copa Libertadores Corinthians, que usou quase todos os seus titulares e venceu por 1 a 0 na segunda rodada do Campeonato Brasileiro, neste domingo, no Estádio Independência, em Belo Horizonte. Danilinho, de apenas 1,63m, fez de cabeça o único gol da partida.

A vitória, a segunda dos mineiros na competição, confirma o bom início dos campeões estaduais. Na estreia, o Atlético já havia vencido a Ponte Preta, fora de casa, também por 1 a 0. Do outro lado, o Corinthians perde mais uma depois de ter estreado levando 1 a 0 do Fluminense, em São Paulo.

O Brasileirão passa agora por uma pausa para uma série de amistosos da seleção. O próximo jogo dos atleticanos acontece em 6 de junho, em casa, contra o Bahia. No dia seguinte, o Corinthians recebe o Figueirense, no Pacaembu.



Clique no player para ver o gol da vitória do Corinthians!
O duelo de ida das semis da Libertadores, contra o Santos, ainda em lugar indefinido, será disputado em 13 de junho.

O jogo
Classificado para a semifinal da Libertadores, o time paulista decidiu vir para Belo Horizonte sem três dos seus principais jogadores, o volante Paulinho e os atacantes Emerson e Jorge Henrique desfalcaram o Timão, que mesmo assim travou duelo duro com o Galo. O time do técnico Cuca também entrou campo sem vários atletas importantes, Leandro Donizete, Serginho, Fellipe Soutto, Neto Berola e Guilherme estão no departamento médico.

Atlético-MG e Corinthians iniciaram a partida de forma lenta, com as duas equipes se estudando bastante, proporcionando equilíbrio das ações nos primeiros minutos. Atuando em casa, o Galo aos poucos passou a ser mais presente no campo de ataque, mas encontrado dificuldades com a forte marcação exercida pelo time do técnico Tite.

Após um começo de jogo trucando, as duas equipes passaram a realizar uma partida aberta, mas com poucas chances efetivas de gol. O primeiro bom lance surgiu aos 15, depois de um erro de passe do Corinthians, que resultou em contra-ataque com o avante André, que dá entrada da área arriscou arremate cruzado, para a boa defesa do goleiro Cássio.

O Timão procurou usar bastante o lado esquerdo com o atacante William, que aproveitou bem os espaços dados pelo lateral atleticano Marcos Rocha, que antes do primeiro quartil do jogo já havia levado cartão amarelo. Já o Galo explorou as jogadas em velocidade com os pequeninos Danilinho pelo lado direito e Bernard, pela faixa esquerda do campo.

Com os homens de criação de Atlético-MG e Corinthians bem marcados, faltou criatividade no meio-campo, com isso, jogadas de bola parada ou alçada para área foram uma constante no primeiro tempo. Aos 31, Alex conseguiu se livrar da marcação e cruzou para Elton, que livre dentro da área, cabeceou para fora, na chance mais clara dos visitantes. A resposta do Galo veio no minuto seguinte com Mancini, que atrapalhado pelo zagueiro Chicão finalizou a direita de Cássio.

Antes do intervalo, o Corinthians voltou a ter mais uma ótima chance de abrir o placar com o avante William, que recebeu assistência açucarada dentro da área e bateu cruzado, para excelente defesa do goleiro Giovanni, que garantiu a igualdade no primeiro tempo. Na volta para a etapa completar, o técnico Cuca promoveu a estreia do lateral Júnior César e ainda trocou Dudu Cearense por Escudero deixando o Atlético-MG mais ofensivo.

Apesar das mudanças no time mineiro, o panorama da partida mudou pouco, até com volume de jogo maior do Corinthians em alguns momentos. Aos nove minutos, Danilo aproveitou cruzamento da esquerda e testou com consciência para o gol, porém, Giovanni voltou a fazer boa defesa para evitar o tento corintiano.

Bastante irritado com os jogadores de frente do Atlético-MG, o técnico Cuca esbravejou muito com seus comandados, pedindo movimentação para que o Galo conseguisse escapar da marcação eficiente imposta pelo Timão. Aos 18, os visitantes obtiveram êxito com uma boa trama ofensiva, que terminou com a conclusão de William e com a defesa do Galo salvando quase em cima da linha.

O troco do Galo veio no minuto seguinte com Danilinho, que recebeu cruzamento da esquerda e de costas para o gol tocou por cobertura, para abrir o placar e levar a torcida atleticana à loucura nas arquibancadas do Independência. O gol deu moral para o Galo, que na sequência teve mais duas chances de ampliar, mas os atacantes alvinegros falharam na hora de concluir a jogada.

Disposto a somar pontos contra o Galo, Tite não titubeou e colocou Douglas e Liédson no jogo para buscar o empate, com isso, a partida melhorou e ficou mais aberta, sem definição de vencedor até o apito final do árbitro goiano Wilton Pereira Sampaio, quando a torcida atleticana comemorou aliviada. Ainda teve tempo para Fábio Santos e André serem expulso nos minutos finais da partida.

FICHA TÉCNICA
ATLÉTICO-MG 1 X 0 CORINTHIANS

Local: Estádio Independência, em Belo Horizonte (MG)
Data: 27 de maio de 2012, domingo
Horário: 16 horas (horário de Brasília)
Árbitro: Wilton Pereira Sampaio (GO)
Assistentes: Fabrício Vilarinho da Silva e Cristhian Passos Sorence (ambos de GO)
Cartões amarelos: Marcos Rocha, Mancini, Richarlyson e André (Atlético-MG); William, Willian Arão, Fábio Santos e Leandro Castán (Corinthians)
Cartões vermelhos: André (Atlético-MG); Fábio Santos (Corinthians)
Gol: ATLÉTICO-MG: Danilinho, aos 19 minutos do segundo tempo

ATLÉTICO-MG: Giovanni; Marcos Rocha, Réver, Rafael Marques e Richarlyson (Leonardo Silva); Pierre, Dudu Cearense (Escudero), Bernard, e Mancini (Júnior César); Danilinho e André
Técnico: Cuca

CORINTHIANS: Cássio; Alessandro, Chicão, Leandro Castán e Fábio Santos; Willian Arão (Douglas), Ralf, Danilo e Alex; Willian (Liedson) e Elton (Gilsinho)
Técnico: Tite

Luís Fabiano marca, São Paulo supera Bahia e vence a primeira

O São Paulo contou com a estrela do centroavante Luís Fabiano e derrotou o Bahia, em partida válida pela 2ª rodada do Campeonato Brasileiro. Atuando no Estádio do Morumbi, neste domingo, o time do técnico Emerson Leão fez 1 a 0, gol do camisa 9 na segunda etapa, e conquistou sua primeira vitória dentro deste campeonato nacional. Além disso, o tento leva o atacante a um recorde: ele se tornou o maior artilheiro do São Paulo dentro do Morumbi em Brasileiros.
» Veja como foi São Paulo 1 x 0 Bahia
Com o resultado, o São Paulo vai a três pontos em dois jogos e fica momentaneamente sétimo lugar. Já o Bahia permanece com apenas um ponto ganho, fruto do empate na estreia em casa contra o Santos, e fica na parte de baixo na tabela, dentro da zona de rebaixamento.
Na próxima rodada, o São Paulo visita o Internacional no Estádio do Beira-Rio. A partida está marcada apenas para a quarta-feira da próxima semana, dia 6 de junho, às 21h50 (de Brasília). No mesmo dia, um pouco mais cedo, às 20h30, o Bahia vai até Velo Horizonte encarar o Atlético-MG no Estádio Independência.
O jogo
Sem Lucas, que está servindo a Seleção Brasileira em amistosos, o técnico Emerson Leão optou por escalar o jovem Rafinha na frente, ao de Luís Fabiano. Com isso, Fernandinho e Osvaldo, os mais cotados para assumir a vaga do camisa 7, ficaram no banco de reservas. No entanto, a partida começou em ritmo lento e as duas equipes não se arriscavam tanto nas jogadas de ataque.
A primeira boa chance do jogo foi do São Paulo. Aos 16min, Luís Fabiano arrumou na entrada na área e bateu no canto esquerdo. Marcelo Lomba espalmou para fora. Com o Bahia recuado, a equipe da casa tinha dificuldade de criar chances. E, na bola aérea, os visitantes quase marcaram aos 30. Após batida de escanteio, Fahel desviou de cabeça e a bola passou assustando Denis.
Aos poucos, o Bahia se soltava em campo. Aos 35, Lulinha bateu da entrada da área e Denis se esticou e fez grande defesa. A primeira etapa, de poucas chances para cada lado, terminou sem gols. No segundo tempo, Leão optou por tirar Maicon e Rafinha e colocou Fernandinho e Osvaldo, deixando o time são-paulino mais ofensivo.
Apesar da mexida, foi o Bahia que começou assustando logo com um minuto. Lulinha dominou dentro da área, encarou Piris e exigiu boa defesa de Denis. O São Paulo respondeu aos 5. Fernandinho partiu em velocidade e bateu da meia lua. Titi se jogou na frente da bola e salvou o primeiro gol. O time do Morumbi, então, passou a dominar a partida. Aos 11, Cícero bate de fora e Lomba pegou.
No entanto, aos 12min, o São Paulo abriu o placar. Após boa troca de passes, Osvaldo chutou e Marcelo Lomba salvou. Na sobra, Luís Fabiano estufou as redes: 1 a 0. O Bahia respondeu aos 16. Magno mandou uma bomba da entrada da área e a bola passou perto do travessão. Aos 26, Luís Fabiano quase marcou o segundo. Cícero fez o cruzamento, a bola sofreu um desvio e o camisa 9 mandou de cabeça rente ao travessão.
A partida continuou com domínio são-paulino. Aos 31, o time da casa teve um gol anulado. Jádson cobrou falta na área e o assistente pegou impedimento de Edson Silva, invalidando o lance. O Bahia, mesmo atrás no placar, não conseguiu pressionar o time tricolor e sofreu sua primeira derrota na Série A. Já o São Paulo apenas esperou o apito final para comemorar seus primeiros três pontos no Brasileiro.

Ficha técnica
SÃO PAULO 1 x 0 BAHIA
Gols
SÃO PAULO:
Luís Fabiano, aos 12min do segundo tempo
SÃO PAULO: Denis; Piris (Rodrigo Caio), Paulo Miranda, Edson Silva e Cortez; Denílson, Cícero, Maicon (Fernandinho) e Jadson; Rafinha (Osvaldo) e Luís Fabiano
Treinador: Emerson Leão
BAHIA: Marcelo Lomba; Fabinho, Rafael Donato, Titi e Hélder (Gerley); Fahel, Diones, Magno (Ciro) e Zé Roberto; Lulinha e Júnior (Rafael)
Treinador: Paulo Roberto Falcão
Cartões amarelos
SÃO PAULO: Denílson, Luís Fabiano
Árbitro
Wagner Reway
Local
Estádio do Morumbi, em São Paulo (SP)

Nezinho e Alex decidem, Brasília derrota Pinheiros e avança à final do NBB

 Brasília é o primeiro classificado para a final do NBB. Com um grande desempenho do armador Nezinho e do ala Alex, o time da capital federal ignorou a pressão da torcida adversária, que lotou Henrique Villaboim, em São Paulo, e derrotou o Pinheiros na tarde deste domingo por 81 a 68. Agora, a equipe brasiliense aguarda o vencedor do confronto entre Flamengo e São José para saber quem será o seu adversário na decisão.

Com o resultado, o Brasília fechou a série semifinal em 3 a 2 e chegou pela quarta vez consecutiva à final da competição, que possui exatamente quatro anos de vida. "Essa classificação representa o bom trabalho que a equipe fez. Começamos muito bem, as bolas de três foram necessárias para abrir o garrafão e facilitar a infiltração", analisou o ala Alex após a partida.

Alex foi o cestinha do Brasília, com 21 pontos marcados. Já Nezinho foi outro jogador decisivo na partida ao marcar 18 pontos e distribuir oito assistências. Marquinhos e Olivinha, ambos com 12 pontos, foram os destaques do Pinheiros.

Mesmo fora de casa, o Brasília dominou a partida facilmente no primeiro período. Com um forte ritmo ofensivo, o time da capital federal conseguiu rapidamente abrir larga vantagem: 30 a 15. A situação da equipe paulista só melhorou no segundo quarto. Após os problemas de marcação da primeira parcial, os donos da casa melhoraram defensivamente e controlaram o ataque adversário. Assim, o Pinheiros foi para o intervalo por apenas quatro pontos: 40 a 36.

Na segunda metade da partida, o Brasília voltou a melhorar e se aproveitou de uma série de erros dos paulistas para novamente abrir uma vantagem confortável. No último período, os visitantes não tiveram dificuldades para manter a diferença no placar e conquistar pela quarta vez a vaga na final da competição.

Sato bate no fim, e Franchitti vence as 500 Milhas pela terceira vez

 escocês Dario Franchitti venceu as 500 Milhas de Indianápolis pela terceira vez. Neste domingo, o piloto da Ganassi contou com uma dose de sorte – ele seria ultrapassado por Takuma Sato, mas eles se tocaram. O japonês bateu, deixando a vitória no colo do atual tricampeão da categoria.

O melhor brasileiro na prova foi Tony Kanaan. O baiano fez a grande manobra da prova a 16 voltas do fim, quando ultrapassou um pelotão inteiro para assumir a liderança. Mas, na última relargada da corrida, a 7 voltas do fim, acabou ultrapassado pela dupla da Ganassi; na sequência, perdeu também para Sato.

Rubens Barrichello, que largou em décimo, chegou a liderar a prova e terminou como melhor estreante, com a 11ª colocação. Helio Castroneves, três vezes vencedor da prova, foi o décimo, e Bia Figueiredo a 23ª.

Classificação final das 500 Milhas de Indianápolis

1) Dario Franchitti (ESC/Ganassi), 200 voltas
2) Scott Dixon (NZL/Ganassi), a 0s0295s
3) Tony Kanaan (BRA/KV), a 0s0677s4) Oriol Servia (ESP/Panther), a 2s9166s
5) Ryan Briscoe (AUS/Penske), a 3s6721s
6) James Hinchcliffe (CAN/Andretti), a 4s0962s
7) Justin Wilson (ING/Dale Coyne), a 4s2430s
8) Charlie Kimball (EUA/Ganassi), a 4s6056s
9) Townsend Bell (EUA/Schmidt), a 5s6168s
10) Helio Castroneves (BRA/Penske), a 7s6352s
11) Rubens Barrichello (BRA/KV), a 7s9240s
12) Alex Tagliani (CAN/Herta), a 8s2543s
13) Graham Rahal (EUA/Ganassi), a 8s7539s
14) JR Hildebrand (EUA/Panther), a 11s3423s
15) James Jakes (GBR/Dale Coyne), a 13s4494s
16) Simon Pagenaud (FRA/Schmidt), a 14s1382s
17) Takuma Sato (JAP/Rahal), a 1 volta
18) EJ Viso (VEN/KV), a 1 volta
19) Michel Jourdain Jr. (MEX/Rahal), a 1 volta
20) Sebastien Bourdais (FRA/Dragon), a 1 volta
21) Ed Carpenter (EUA/Carpenter), a 1 volta
22) Katherine Legge (GBR/Dragon), a 1 volta
23) Bia Figueiredo (BRA/Andretti), a 10 voltas

Abandonos:

Marco Andretti (EUA/Andretti), acidente
Josef Newgarden (EUA/Fisher), mecânico
Sebastian Saavedra (COL/AFS), pane elétrica
Ryan Hunter-Reay (EUA/Andretti), suspensão
Will Power (AUS/Penske), acidente
Mike Conway (GBR/Foyt), acidente
Bryan Clauson (EUA/Fisher),
Wade Cunningham (NZL/Foyt), pane elétrica
Jean Alesi (FRA/Fan Force), bandeira preta
Simona de Silvestro (SUI/HVM), bandeira preta

Viúva de Dan Wheldon recebe anel em homenagem ao marido

Morto em acidente trágico na etapa de Las Vegas da Fórmula Indy, em 2011, o britânico Dan Wheldon ainda continua a ser lembrado pelos fãs de automobilismo. Campeão das 500 Milhas de Indianápolis no ano passado, o piloto foi homenageado nesta quinta-feira. A viúva de Wheldon, Susie, receceu um anel pela vitória do marido na centésima edição da mais tradicional prova da Indy.

Jeff Belskus, presidente do autódromo de Indianápolis, e o chefe do circuito, Ken Keltner, foram os responsáveis por entregar o anel "Campeão dos Campeões" à viúva. Dan também havia triunfado na edição de 2005 em Indianápolis.

Susie Wheldon fez questão de demonstrar satisfação por ter a oportunidade de receber a homenagem em nome de seu marido. “Estou honrada em estar aqui e receber este anel em favor do meu marido. Dan amava este circuito. Significava muito para ele vencer aqui. Estou orgulhosa em representá-lo como um duplo vencedor”, afirmou Susie, que estava com seus filhos Sebastian e Oliver no evento.

A esposa de Dan Wheldon ainda ressaltou seus dois filhos vão entender os feitos do piloto um dia. “Eles poderão celebrar a vida e o legado de seu pai, lembrando dele como um grande campeão e um embaixador das 500 Milhas”, continuou.

A viúva ainda agradeceu ao apoio de todos após o trágico acidente em Las Vegas, que envolveu 15 carros. “Eu queria apenas agradecer a todos pela demonstração de amor e apoio a mim e à minha família nos últimos meses. É confortante receber o suporte de tantas pessoas em um momento tão difícil”, finalizou.

domingo, 27 de maio de 2012

Copa Kaiser São Paulo - Zona Leste

Etapa 2
L-27

Coroado 0 x 1 EC Ajax
L-30
Canarinho 0 x 0 Grêmio Botafogo FC
L-25
Raízes 2 x 1 XI Primos
Adega FC 3 x 1 Lapenna
L-26
Associação Central Leste 1 x 1 Sambreja Boll
Novo Sapopemba 1 x 2 Nova Era
L-29
Maranhão EC 0 x 1 Tricolor do Parque
L-27
Raça Ruim 1 x 1 Áz de Ouro
L-28
EC Verona 3 x 0 Tricolor Tradefer
L-30
Jardim São Carlos 2 x 1 Panela
L-29
EC São Cristovão 2 x 0 AR Santos
L-28
Canindé 0 x 1 Sete de Setembro FC Vila Libanesa

Copa Kaiser São Paulo - Zona Norte

Etapa 2
N-11

Jardim Peri Gesan 3 x 1 Serrano FS
Nove de Julho 3 x 2 Esquadrão dos Cobras
N-10
AEC Guarani 0 x 0 União do Peri
Vet. Unidos Paulista 0 x 2 Juventus da Liberdade
N-9
Madeiras 0 x 1 GTX
Jaçanã FS 3 x 0 Botafogo FS

Copa Kaiser São Paulo - Zona Sul

Etapa 2
S-9

Ajax FC 0 x 0 Mãe Sara
Turma do Baffô 2 x 0 Só o Pó
S-10
Pioneer 0 x 1 Jardim dos Palmas
Milianos 2 x 2 Tutu
S-11
AE Ponte Preta 2 x 1 Renegados
Castelo 0 x 2 Ouro Preto

Copa Kaiser São Paulo - Zona Oeste

Etapa 2
O-11

Savime 1 x 1 Associação São Marcos
GR 100 Juízo 1 x 2 Nóis é Nóis
O-10
XI Garotos FC Piqueri 1 x 2 EC Comercial
O-9
Saloa 0 x 1 GDR Danúbio
O-10
Associação Iguape 1 x 2 CA Boca Júnior Pirituba
O-9
Vila Nova Paquetá 1 x 2 Jardim Regina

Brasileirão Série A


16h00 Santos 0x0 Sport
16h00 São Paulo 1x0 Bahia
16h00 Atlético-MG 1x0 Corinthians
16h00 Coritiba 2x3 Botafogo
18h30 Fluminense 2x2 Figueirense
18h30 Grêmio 1x0 Palmeiras

Amistosos


16h00 França 3x2 Islândia
16h00 País de Gales 0x2 México

Argentino - Clausura


15h00 Atlético Rafaela 1x1 Tigre
15h15 San Lorenzo 3x2 Newells Old Boys
17h10 Independiente 0x0 Unión
19h15 Boca Juniors 3x0 Godoy Cruz

VÍDEO: Webber vence em Mônaco, e temporada já entra para a história da Fórmula 1

O australiano Mark Webber venceu o GP de Mônaco, neste domingo, e colocou a temporada de 2012 definitivamente na história da Fórmula 1. Largando da pole, o piloto da Red Bull liderou toda a prova e tornou-se o sexto vencedor diferente deste ano – é a primeira vez que seis pilotos diferentes vencem as seis primeiras etapas de um campeonato.

Em 1983, ano em que o brasileiro Nelson Piquet foi campeão, as cinco primeiras provas tiveram vencedores diferentes. Nesta temporada, o britânico Jenson Button (McLaren), o espanhol Fernando Alonso (Ferrari), o alemão Nico Rosberg (Mercedes), o alemão Sebastian Vettel (Red Bull), o venezuelano Pastor Maldonado (Williams) e Webber quebraram o recorde.

A prova deste domingo não teve grandes emoções e ultrapassagens, apesar do alto número de disputas, o que é uma característica comum nas ruas do principado. A dez voltas do fim, uma chuva fina ainda juntou os seis primeiros colocados, mas o “trenzinho” não implicou em mudanças nas primeiras colocações. Assim, Nico Rosberg terminou em segundo, à frente de Fernando Alonso, Sebastian Vettel, Lewis Hamilton e Felipe Massa.


Veja os melhores momentos da corrida!

A prova - A largada do Grande Prêmio de Mônaco foi tumultuada. Depois de tentar atacar o espanhol Fernando Alonso, o francês Romain Grosjean tocou no alemão Michael Schumacher e ficou atravessado na pista. O venezuelano Pastor Maldonado também se envolveu e acabou fora.


Ouça o compacto da Estadão ESPN do GP de Mônaco
Os dois representantes do Brasil conseguiram evitar a confusão na largada e aproveitaram para ganhar algumas posições. Depois de começar na sétima colocação, Felipe Massa saltou para o quinto lugar, à frente do alemão Sebastian Vettel, enquanto Bruno Senna foi do 13º para o 10º posto.

Sem alterações nas três primeiras posições, o australiano Mark Webber passou a liderar a prova, seguido pelo alemão Nico Rosberg e pelo britânico Lewis Hamilton. Com a confusão protagonizada por Grosjean, Alonso ficou com o quarto posto e Schumacher caiu para oitavo.

Massa chegou a imprimir um ritmo mais forte que Alonso em alguns momentos, mas não conseguiu atacar o espanhol. Em meio a previsões de chuva, os principais candidatos à vitória iniciaram a rodada de pit-stops por volta da 28ª volta, apesar de estarem com pneus supermacios.

Em um bom trabalho da Ferrari, Alonso voltou à pista na frente de Hamilton. Para economizar pneus para a corrida, Vettel nem sequer participou da última etapa do treino classificatório. Com o 10º lugar do grid, ele largou com pneus macios, ficou na pista até a 46ª volta e retornou dos boxes no quarto lugar.

Dono de cinco vitórias em Mônaco, Schumacher chegou a sonhar com um novo triunfo depois de fazer a pole position, apesar da punição de cinco posições no grid. No entanto, a prova foi melancólica para o alemão desde o início, já que ele acabou tocado por Grosjean na largada e abandonou na 65ª volta.

A chuva, esperada desde o primeiro terço da corrida, finalmente atingiu o circuito na 66ª volta, de forma leve e por pouco tempo. Os carros se aproximaram uns dos outros, mas não houve qualquer mudança de posição entre os líderes, com Webber cruzando a linha de chegada à frente de Alonso e Rosberg.


Ouça a última volta do GP de Mônaco narrada por Everaldo Marques

GP de Mônaco - classificação final
1-) Mark Webber (AUS/Red Bull-Renault) – 78 voltas
2-) Nico Rosberg (ALE/Mercedes) – a 0s6
3-) Fernando Alonso (ESP/Ferrari) – a 0s9
4-) Sebastian Vettel (ALE/Red Bull-Renault) – a 1s3
5-) Lewis Hamilton (GBR/McLaren-Mercedes) – a 4s1
6-) Felipe Massa (BRA/Ferrari) – a 6s17-) Paul di Resta (GBR/Force India-Mercedes) – a 41s5
8-) Nico Hulkenberg (ALE/Force India-Mercedes) – a 42s5
9-) Kimi Raikkonen (FIN/Lotus-Renault) – a 44s0
10-) Bruno Senna (BRA/Williams-Renault) – a 44s511-) Sergio Perez (MEX/Sauber-Ferrari) – a 1 volta
12-) Jean-Eric Vergne (FRA/Toro Rosso-Ferrari) – a 1 volta
13-) Heikki Kovalainen (FIN/Caterham-Renault) – a 1 volta
14-) Timo Glock (ALE/Marussia-Cosworth) – a 1 volta
15-) Narain Karthikeyan (IND/HRT-Cosworth) – a 2 voltas

Não terminaram:
Jenson Button (GBR/McLaren-Mercedes) – acidente
Daniel Ricciardo (AUS/Toro Rosso-Ferrari) – mecânico
Charles Pic (FRA/Marussia-Cosworth) - mecânico
Michael Schumacher (ALE/Mercedes) - mecânico
Vitaly Petrov (RUS/Caterham-Renault) – mecânico
Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari) – acidente
Pedro de La Rosa (ESP/HRT-Cosworth) – acidente
Pastor Maldonado (VEN/Williams-Renault) – acidente
Romain Grosjean (FRA/Lotus-Renault) - acidente

Ginasta de 13 anos surpreende e bate Daniele Hypolito e Jade em torneio no PRComentários 13

Parte da seleção feminina de ginástica se reuniu em Toledo (PR), neste sábado, para o Troféu Brasil de Ginástica. Só que estrelas como Daniele Hypolito e Jade Barbosa foram ofuscadas por uma jovem de 13 anos. Atleta do Flamengo, Rebeca Andrade roubou a cena e ganhou a competição.
A jovem somou 55.250 nos quatro aparelhos disputados (salto, barras assimétricas, trave e solo). Adrian Gomes (54.450) e Daniele Hypolito (54.300) completaram o pódio. Jade Barbosa, melhor ginasta do país na atualidade, mas especialista em competições por aparelho, foi apenas a quarta colocada.
“É muito bom ver atletas juvenis competindo e vencendo. Significa que a renovação está sendo feita na ginástica e isso é muito importante. Vocês estão começando a ver alguns nomes para as Olimpíadas de 2016 e, com certeza, a Rebeca é um deles”, disse Daniele Hypolito, mais experiente ginasta da seleção.
O desempenho não credencia Rebeca a ir a Londres. Aos 13 anos, ela está fora da Olimpíada justamente por conta da idade, já que a competição exige que as atletas da modalidade tenham pelo menos 16 anos.
Além da conquista na disputa geral, Rebeca ainda se destacou por sua atuação no solo. A apresentação no aparelho lhe rendeu 13.650 pontos, mesmo número da própria Daniele, uma especialista no quesito. 
Rebeca Andrade, de 13 anos, durante a apresentação no Paraná; atleta surpreendeu contra veteranas
Rebeca Andrade, de 13 anos, durante a apresentação no Paraná; atleta surpreendeu contra veteranas

Com bicicleta de Alecsandro, Vasco se recupera de queda na Libertadores e bate a Lusa

Três dias depois de ser eliminado na Libertadores, o Vasco se recuperou no Campeonato Brasileiro. E em grande estilo. Ainda em São Paulo, o time cruzmaltino conseguiu uma vitória suada por 1 a 0 contra a Portuguesa. O único gol do jogo, porém, valeu o ingresso de quem compareceu ao Canindé. De bicicleta, Alecsandro garantiu o triunfo carioca.

O gol saiu aos 21 minutos do primeiro tempo. Fágner tabelou com Éder Luis, aproveitou o vacilo do defensor da Portuguesa, roubou a bola e cruzou na área. Lá no meio, Alecsandro achou uma linda bicicleta, e a bola ainda morreu no ângulo do estreante goleiro Glédson.

Apesar da vitória, o Vasco não jogou bem. Cheio de desfalques, os cariocas foram pressionados durante todo o segundo tempo, e a partida ainda teve alguns lances polêmicos. Em um deles, a Portuguesa pediu pênalti em uma entrada imprudente de Douglas dentro da área. Em outro, o juiz ainda acabou anulando um gol do time paulista.

A vitória, porém, faz com que os ânimos não se exaltem em São Januário. Aproveitando o calendário propício, o Vasco nem voltou ao Rio de Janeiro após ser eliminado pelo Corinthians na Copa Libertadores e seguiu treinando em São Paulo para o jogo deste sábado.

A vitória ainda deixa o Vasco como o único time até aqui a vencer as duas partidas que disputou no Brasileiro – no domingo, Botafogo, Figueirense, Atlético-MG e Fluminense pode repetir o feito. Já a Portuguesa segue sem vencer no Brasileiro. Na estreia, a Lusa havia ficado no empate com o Palmeiras.

Para as próximas rodadas, porém, a Portuguesa terá um importante reforço para o gol. O goleiro Dida foi apresentado nesta sexta-feira e esteve no Canindé neste sábado. Antes do jogo, ele entrou em campo, aplaudiu e foi aplaudido pela torcida e ainda ‘presentou’ os fãs com bolas jogadas em direção à arquibancada.

Alecsandro acertou um belíssima bicicleta e garantiu a vitória e a recuperação do Vasco
Alecsandro acertou um belíssima bicicleta e garantiu a vitória e a recuperação do Vasco
Crédito da imagem: AE
O jogo - A Portuguesa começou a partida com a estratégia definida de ocupar espaços dentro do campo de defesa do Vasco, forçando o adversário ao erro, e não permitir que Éder Luis e Diego Souza tivessem liberdade para armar a equipe visitante. Com três zagueiros, a exposição foi quase nula no primeiro tempo. Mas quando aconteceu, foi fatal para o time paulista.

Aplicado taticamente, o Vasco esperou que a Portuguesa desperdiçasse uma série de oportunidades para abrir o placar e administrar a partida a partir de um único lance. Logo aos três minutos, Raí serviu Ricardo Jesus em profundidade e o camisa 9 da Portuguesa bateu forte, para desvio de Renato Silva. Na batida de Raí no escanteio, o Vasco fez o corte, mas a bola sobrou para Ananias, na entrada da área. O tiro saiu forte e Fernando Prass defendeu no meio do gol.

Diego Souza tentava organizar o meio-campo vascaíno, mas a marcação da Lusa era forte na saída de bola e a única solução eram bolas levantadas. Dominar a partida, de certa forma, acomodou o time da Portuguesa, que levou o primeiro gol aos 20 minutos. E não foi um mero gol. Foi de placa.

Após passe de Diego Souza, Fagner fez cruzamento do lado direito do ataque e Alecsandro se posicionou à frente de Gustavo para acertar uma bicicleta perfeita. O atacante vascaíno marcou um belo gol, seu segundo só no Campeonato Brasileiro, para espantar de vez a ‘zica’ da eliminação da Copa Libertadores, quarta-feira, diante do Corinthians.

O Vasco era pressionado pela Portuguesa, que sabia se movimentar no campo ofensivo e contra-atacar no momento certo. Quando a Lusa se aproximava do primeiro gol, o atacante do Vasco acertou um lindo lance e deixou a equipe visitante à frente do marcador. O gol do inesperado.

Por mais que a Lusa tentasse se mostrar fria, o gol abalou os comandados de Geninho, que demoraram a reagir. Aos 26 minutos, Ricardo Jesus ficou sozinho na grande área do Vasco, sem a ajuda dos companheiros. O 9 da Lusa ainda deu sorte com o desvio de Rodolfo, mas nada aconteceu em mais uma cobrança de escanteio de Raí. No lance seguinte, Boquita desarmou Diego Souza e partiu para o campo de ataque. Ananias não acompanhou e o passe saiu para ninguém.

Com tudo sob seu controle, o Vasco tentava partir na velocidade de Éder Luis, mas a Lusa apertou a marcação na saída de bola. A formação com três zagueiros dava resultado, sem espaço para o Vasco avançar. Reintegrado ao elenco e fazendo sua reestreia com a camisa da Lusa, Gustavo foi o melhor homem da defesa lusitana.

Aos 36 mintuso, Éder Luis saiu em disparada na frente de Léo Silva e serviu Diego Souza no meio da área. O camisa 10 olhou para o lado e já tocou rápido para Alecsandro, em bela triangulação do cruz-maltino. Quando o autor do gol recebeu, fintou a marcação e bateu colocado, rente à trave de Gledson.

A Lusa pecava pela falta de criatividade, mas ainda teve uma boa chance aos 44, quando Henrique e Ananias fizeram tabela na diagonal da entrada da área e o meio-campista obrigou Fernando Prass a praticar boa defesa em tiro forte. Após um minuto de boa marcação do Vasco, o primeiro tempo foi encerrado no Canindé.

Na etapa complementar, a Lusa manteve a tendência do primeiro tempo e se manteve no campo de ataque. Logo aos três minutos, Raí cobrou escanteio na primeira trave e Luis Ricardo apareceu, em jogada ensaiada, para bater por cima do gol de Fernando Prass. Aos seis minutos, já com Douglas no lugar do lesionado Rodolfo do lado do Vasco, a Lusa chegou outra vez, agora com passe preciso de Luis Ricardo para Ananias, que puxou a bola para o lado esquerdo e bateu colocado, rente à trave de Fernando Prass, e à la Iniesta.

Conformado com a vantagem, o Vasco era pressionado pela Portuguesa, que aparecia no campo ofensivo e ameaçava a vitória parcial dos cariocas. Naquele momento, Geninho promoveu as entradas de Michael, para dominar o setor de meio-campo e Rodriguinho, para aumentar a velocidade no ataque no lugar de Ricardo Jesus.

Aos 18 minutos, a Portuguesa fez boa triangulação dentro da área do Vasco, com passe preciso de Boquita para Michael, que levou carrinho frontal de Douglas. Heber Roberto Lopes não entendeu o lance como falta e a bola seguiu rolando. A torcida da Lusa viu o time atacando o Vasco e aumentou o volume dos gritos, apoiando a equipe em busca do gol de empate.

Luis Ricardo avançou ao campo de ataque e fez passe preciso para Rodriguinho, que fintou e deslocou Fernando Prass, que mandou a bola para escanteio. Raí cobrou por cima do gol vascaíno. Cinco minutos mais tarde, aos 28, Luis Ricardo fez boa jogada pela direita do ataque e cruzou para o meio da área. Rodriguinho fez o pivô e deixa a bola livre. Sem atacante de referência, a Lusa perdeu mais essa chance.

Aos 31 minutos, Luis Ricardo levantou a bola na área, Ananias envolveu a marcação e Rodriguinho balançou as redes. O assistente acabou marcando impedimento de Ananias, que participou da jogada. Naquele momento da partida, a Portuguesa tinha chances demais e poder de fogo de menos para empatar a partida.

O massacre dos últimos minutos, com chances desperdiçadas por Ananias, em chute interceptado pelo companheiro Vandinho, e Gustavo, de cabeça após cobrança de escanteio, não foi suficiente para a Portuguesa igualar o marcador.

Ronaldinho sai vaiado, e Flamengo cede empate ao desfalcado Inter

O Flamengo marcou logo no início, esteve por duas vezes com dois gols de vantagem, mas cedeu o empate para o Internacional em jogo válido pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro. No fim, 3 a 3 no Engenhão, com direito a vaias para Ronaldinho Gaúcho que foi substituído depois do terceiro gol do rival.

Com o empate, o Inter, que não teve a dupla da seleção brasileira Oscar e Damião nem os lesionados D'Alessandro e sandro Silva, chega aos quatro pontos ganhos no Brasileiro; já o Flamengo acumula a segunda igualdade, chegando a dois pontos.

O Flamengo começou bem e fez 2 a 0 com gols de Airton e Ronaldinho, esse último batendo pênalti sofrido por Ibson, que fez a reestreia pelo Fla. Mas ainda antes do intervalo o Internacional empatou com Gilberto, que desviou cruzamento de Fabrício.
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Ronaldinho marcou no primeiro tempo, mas acabou vaiado no segundo
Crédito: Internacional.com.br
Se os gaúchos conseguiram diminuir, o time da casa fez o terceiro logo no início do segundo tempo, com Vágner Love. E mesmo com os cariocas parecendo dominar a partida com a vantagem no placar, o Inter empatou em quatro minutos: Fabrício, aos 21, e Dátolo, aos 24, arriscaram chutes de fora da área e marcaram belos gols.

Aos 30, Ronaldinho Gaúcho foi substituído por Joel Santana e acabou bastante vaiado pela torcida do Engenhão. Na terceira rodada, enquanto o Flamengo sai para pegar a Ponte Preta, quarta-feira, em Campinas, o Inter joga em Porto Alegre contra o São Paulo no mesmo dia e horário.

O jogo
O Flamengo começou a partida tentando impor uma forte pressão e tirar proveito dos desfalques do Internacional. A medida surtiu resultado e os cariocas abriram o marcador logo aos oito minutos. Ronaldinho Gaúcho cobrou escanteio, Marcos González cabeceou, o goleiro Muriel deu rebote e Aírton completou para o fundo da rede.

A desvantagem no marcador colocou o Internacional no jogo e os visitantes quase empataram aos dez minutos, quando Fabrício cruzou e Gilberto cabeceou à esquerda do goleiro Paulo Victor. Porém, o gol encheu o Flamengo de moral e o Rubro-Negro seguiu pressionando e conseguiu ampliar aos 16 minutos, graças a uma falha do sistema defensivo do Colorado. Índio errou na saída de bola e acabou cometendo pênalti. O árbitro André Luiz de Freitas Castro anotou corretamente a penalidade, convertida por Ronaldinho Gaúcho.

Após esse lance, o Flamengo errou ao recuar e administrar muito cedo o resultado. Deu campo ao Internacional, que se aproveitou para pressionar. Aos 28 minutos por muito pouco os gaúchos não descontaram, pois Dagoberto invadiu a área e chutou cruzado para uma grande defesa de Paulo Victor. Porém, quatro minutos depois o goleiro flamenguista nada pôde fazer. Fabrício recebeu de Dátolo, chutou cruzado da esquerda e Gilberto empurrou para o fundo da rede.

O Flamengo percebeu que se continuasse só se devendo levaria o empate e adiantou a sua linha de marcação. Quase conseguiu o terceiro gol aos 36 minutos, quando Ibson penetrou livre na área, mas foi desarmado por Muriel quando tentava driblar o goleiro.

Na volta para o segundo tempo o Internacional apresentou o jovem atacante Maurides na vaga de Josimar, o que lhe deu maior poder de fogo. O empate poderia ter saído logo aos dois minutos se não fosse uma grande defesa de Paulo Victor em chute de Gilberto de dentro da área. Porém, novamente o setor defensivo gaúcho comprometeu e o Flamengo conseguiu ampliar dois minutos depois. Kléberson achou Vagner Love na área. O Artilheiro do Amor se livrou de Moledo e chutou sem chances para Muriel.

Só que, a exemplo do primeiro tempo, o Flamengo voltou a recuar e deu campo ao Internacional, que chegou ao empate em apenas três minutos. Aos 22, Fabrício mandou uma bomba de fora da área e marcou um golaço. Já aos 25, Dátolo fez jogada pelo meio, se livrou de Aírton e, também de fora da área, chutou de forma certeira, no canto esquerdo de Paulo Victor.

A partir daí as duas equipes passaram a jogar de forma aberta, porém com muita correria e poucos passes certos. Mesmo assim o Flamengo ainda teve uma grande chance de desempatar aos 45 minutos, quando Ibson cobrou escanteio e Welinton cabeceou para grande defesa do goleiro, que garantiu a igualdade.

FICHA TÉCNICA
FLAMENGO-RJ 3 X 3 INTERNACIONAL-RS

Local: Estádio Olímpico João Havelange, Engenhão, no Rio de Janeiro (RJ)
Data: 26 de maio de 2012 (Sábado)
Horário: 18h30(de Brasília)
Árbitro: André Luiz de Freitas Castro (GO)
Assistentes: Fábio Pereira (TO) e Jesmar Miranda de Paula (GO)
Cartões amarelos: Vagner Love, Aírton e Kléberson (Flamengo) e Guiñazu, Elton e Dátolo (Internacional)
Gols:
FLAMENGO: Aírton aos 8 e Ronaldinho Gaúcho aos 16 minutos do 1º Tempo e Vagner Love aos 4 minutos do 2º Tempo
INTERNACIONAL: Gilberto aos 32 minutos do 1º Tempo e Fabrício aos 22 e Dátolo aos 25 minutos do 2º Tempo

FLAMENGO: Paulo Victor, Leonardo Moura, Marcos González, Welinton e Magal; Aírton (Amaral), Luiz Antonio (Renato Abreu), Kléberson e Ibson; Ronaldinho Gaúcho (Deivid) e Vagner Love
Técnico: Joel Santana

INTERNACIONAL: Muriel, Nei, Rodrigo Moledo, Índio e Fabrício; Elton, Guiñazu, Josimar (Maurides) e Jesús Dátolo; Dagoberto (Mario Bolatti) e Gilberto (Marcos Aurélio)
Técnico: Dorival Júnior

sábado, 26 de maio de 2012

Amistosos

21h00 Eua 5x1 Escócia

Brasileirão Série A


18h30 Flamengo 3x3 Internacional
18h30 Portuguesa 0x1 Vasco
18h30 Atlético-GO 1x1 Ponte Preta
21h00 Náutico 0x0 Cruzeiro

Brasilerão Série B


16h20 Guaratinguetá 2x1 Ceará
16h20 América-MG 4x0 CRB
16h20 Bragantino 3x4 Criciúma
21h00 ASA 1x1 Barueri

Argentino - Clausura


16h10 Lanús 1x0 All Boys
18h15 Argentinos Juniors 1x0 Banfield
20h20 Belgrano 1x0 Racing Club

Amistosos


13h00 Portugal 0x0 Macedônia
13h00 Espanha 2x0 Sérvia
13h00 Suíça 5x3 Alemanha
15h00 Holanda 1x2 Bulgária
15h45 Noruega 0x1 Inglaterra

Amistosos

10h30 Brasil 3x1 Dinamarca

No embalo da torcida, Fla supera São José, empata a semi e segue na briga

Precisando da vitória para forçar o quinto jogo da semifinal, o Flamengo teve das arquibancadas um reforço. Cerca de dois mil torcedores lotaram o ginásio do Tijuca e viram uma partida equilibrada, com boas jogadas, cestas bonitas e muita disputa pela bola. A equipe da Gávea venceu o São José por 92 a 80, empatou o confronto em 2 a 2 e segue viva na luta pela vaga para a final do NBB. Marcelinho foi o cestinha da partida, com 19 pontos. Pelo São José, Dedé foi o principal pontuador, com 17.

As duas equipes voltam a se enfrentar no próximo domingo, às 18h, no ginásio Lineu de Moura, em São José dos Campos-SP. Quem vencer garante vaga na final. Na outra semifinal, o Pinheiros venceu o Brasília por 109 a 105, também nesta sexta, e empatou a série semifinal em 2 a 2. O último duelo será no domingo, às 14h, em São Paulo.
- Foi a nossa grande partida na série. O time de São José jogou muito bem. Eles tiveram o mérito de aproveitar a estratégia de fazer muitas cestas de três pontos no primeiro tempo. Mas sabíamos que esse aproveitamento iria cair. Acho que o importante hoje foi o nosso banco de reservas. O Hayes e o Duda entraram muito bem, aproveitaram os espaços e fizeram a diferença. Agora, é descansar bem para a próxima partida, pois sabemos que será muito difícil - disse Marcelinho.
Marcelinho na partida do Flamengo e São José NBB basquete (Foto: Márcio Alves / Ag. O Globo)Marcelinho (dir.) foi o cesttinha da partida, com 19 pontos(Foto: Márcio Alves / Ag. O Globo)
Empurrado pela torcida, o Flamengo largou na frente no arremesso de três de Hélio. O São José respondeu à altura com a cesta de três de Dedé e a bandeja de Laws (5 a 3). Passada a euforia dos minutos iniciais, os times trabalharam mais a bola e se alternaram à frente do placar. Com dois pontos de Caio Torres, o Rubro-Negro fez 9 a 8. Após troca de passes envolvente, Marcelinho subiu livre para ampliar (15 a 12). Mas ele queria mais. Depois do erro de Murilo na bandeja, o ala/armador puxou o contra-ataque e anotou mais três pontos (18 a 12). Nos minutos finais, o São José diminuiu a diferença com duas cestas de três de Dedé: 24 a 20 para o Flamengo.
O São José voltou mais concentrado para o segundo quarto e fez 25 a 24, com cinco pontos de Álvaro. O Flamengo respondeu na mesma moeda e fez 29 a 25 após a cesta de Marcelinho, que levantou a torcida. O equilíbrio do primeiro período persistiu, com as duas equipes brigando pela posse de bola e disputando cada palmo da quadra. Vagner, da entrada do garrafão, marcou para o Flamengo e fez 33 a 33. A 4m25s do fim, Marcelinho deu um passe de costas para Vagner, de novo ele, anotar dois pontos na bandeja (37 a 35). Os minutos finais foram empolgantes, com os donos da casa tentando manter a vantagem de dois pontos. Mas não foi possível. Depois da troca de passes, Murilo fez 43 a 41. Hélio e Kammerichs colocaram o Flamengo na frente (45 a 43), mas não contavam com a cesta de três de Chico nos segundos finais do primeiro tempo: 46 a 45 para o São José.
Marcelinho na partida do Flamengo e São José NBB basquete (Foto: Márcio Alves / Ag. O Globo)Fla consegue levar a série para o quinto e último
jogo (Foto: Márcio Alves / Ag. O Globo)
A bola de três de Marcelinho na primeira jogada do terceiro quarto era o combustível que faltava para inflamar a torcida do Flamengo de novo (49 a 46). Com duas cestas seguidas, porém, o São José retomou a dianteira, fazendo 50 a 49. Caio Torres fez mais dois pontos, Murilo também, e o jogo continuou equilibrado (52 a 51). Na metade do período, o Rubro-Negro fez 57 a 55, com David Jackson e impediu o empate do rival no toco de Kammerichs sobre Álvaro. Na jogada seguinte, o próprio Álvaro pontuou na bandeja e anotou mais um no arremesso de bonificação (58 a 58).
A 2m53s do fim, Fúlvio acertou a mão no arremesso de três e colocou o São José na frente: 62 a 60. O Flamengo reagiu com quatro pontos de Hayes, fez 64 a 62 e colocou fogo no jogo. Após arremesso no aro de Chico, o americano sofreu falta no contra-ataque, mas só acertou um lance livre (65 a 62). Jefferson arriscou o chute de três, errou e viu Hayes, sempre ele, marcar na bandeja e fazer mais um no lance livre (68 a 62). O americano estava inspirado e ampliou a vantagem para oito pontos ao dar o tapinha no rebote. Foram dez pontos do pivô em dez minutos: 70 a 62.
Com um arremesso de três, Chico diminuiu a vantagem do Flamengo para cinco pontos ainda no primeiro minuto do último quarto. A cesta do São José, entretanto, não diminuiu o ímpeto do time carioca, que partiu para cima e fez 74 a 67. A equipe paulista tentava controlar as ações e trabalhava bem a bola na quadra do adversário. Mas não falhava muito no ataque e não conseguiu pontuar. Melhor para o Rubro-Negro, que fez 78 a 68 após dois lances livres de David Jackson e a bandeja de Hayes. Atrás no placar, o São José se lançou ao ataque. Mas se esqueceu da defesa. Livre no contra-ataque, Duda mandou a enterrada, anotou 81 a 73.

A 2m51s do fim, Marcelinho, destaque da partida, anotou mais uma cesta de três para ampliar o domínio (84 a 73). No último minuto, Fúlvio acertou o lance livre e diminuiu a vantagem para seis pontos (86 a 80). Mas parou por aí. O Flamengo segurou a ponta, venceu por 92 a 80 e levou a decisão para São Paulo.
- A torcida do Flamengo sempre faz a diferença - disse Duda (assista no vídeo).

Após duas prorrogações, Pinheiros bate Brasília e segue vivo na série

 
 Dois segundos. Era esse o tempo que separava o Pinheiros de uma vitória que o manteria vivo na briga pelo título do NBB 4. De uma vitória que teria um sabor de superação para o grupo. Sem poder contar com Shamell, que se recupera de uma cirurgia no tendão de Aquiles, a equipe mostrou força, mas pecou no fim do tempo normal e viu Nezinho levar o jogo para a prorrogação no ginásio Nilson Nelson. Mal sabia que seria a primeira de duas. Mesmo vendo alguns de seus principais jogadores serem eliminados por faltas, a equipe paulista foi valente. Suportou a pressão feita pelo atual bicampeão e a da arquibancada que cantava a plenos pulmões. Contou com a sorte também. Viu Alex desperdiçar bolas que não costuma errar e, depois de uma longa batalha, deixou a quadra com o que mais queria. Nesta sexta-feira, num confronto de tirar o fôlego, o Pinheiros provocou o quinto jogo da série semifinal: 109 a 105 (81 a 81 no tempo normal). Veja os melhores momentos no vídeo ao lado
Fiorotto na partida de basquete entre Brasília e Pinheiros (Foto: Brito Junior / Divulgação)Fiorotto anotou 13 pontos no jogo 4 entre Brasília e Pinheiros (Foto: Brito Junior / Divulgação)
Mostrou também ao Brasília que o caminho até a quarta final consecutiva não será dos mais fáceis. O dono da vaga será conhecido no domingo. A partida está marcada para as 14h, em São Paulo.

O cestinha foi Alex, com 27 pontos, um a menos que Marquinhos, do Pinheiros. Olivinha fez um duplo-duplo, com 21 pontos e 20 rebotes. Giovannoni também, com 16 pontos e 12 rebotes.
O jogo
Na camisa que vestiam durante o aquecimento, os jogadores do Pinheiros desejam força a Shamell. Sabiam também que teriam que mostrar o mesmo dentro de quadra para superar a ausência de um companheiro de tanta importância no esquema tático do time. E foi o que fizeram. Depois de um atraso de 15 minutos, devido a um problema no cronômetro de 24s, o jogo começou em ritmo intenso. A equipe paulista dominou as ações, deu poucos espaços aos anfitriões e abriu rapidamente 8 a 0.
O Brasília não mostrava a agressividade tão característica. Errava passes, escorregava e forçava arremessos. Ficou quase cinco minutos sem marcar um pontinho sequer. A primeira cesta, para alívio da torcida, foi de autoria de Guilherme Giovannoni (8 a 2).  Mas o adversário nem se importou. Continou dominante e fez com que o técnico José Carlos Vidal pedisse tempo e perguntasse aos seus comandados: "Só porque o Shamell não está nós já ganhamos?". O técnico queria atitude, mudança de postura, mas nada mudou. O Pinheiros administrava uma frente de 11 pontos e terminou o primeiro quarto sem sustos: 22 a 11.
Apesar do bom começo no segundo período (29 a 14), o time do ala Marquinhos parou em quadra. O ataque desandou. E o Brasília finalmente despertou. Liderado por Alex, o time foi encostando no marcador. Os arremessos longos passaram a ter endereço certo. Para tentar frear a reação, foi a vez de Claudio Mortari parar o jogo. Pedia que seus comandados voltassem ao padrão ofensivo. Mas as bolas encontravam com frequência o aro. E o Brasília chegou de vez: 34 a 32.
A bronca no vestiário surtiu efeito. O Pinheiros voltou firme e com Paulinho Boracini dando trabalho ao adversário. Agressivo como no primeiro quarto, o time paulista fugia no placar (55 a 43).  A arquibancada do Nilson Nelson começava a se calar. O atual bicampeão lutava. Da linha dos três, Rossi levantou a torcida outra vez (58 a 50). Dois lances livres cobrados por Alex ajudaram a diminuir o prejuízo no finalzinho: 58 a 52.
Giovannoni e Figueroa na partida de basquete entre Brasília e Pinheiros (Foto: Brito Junior / Divulgação)Giovannoni fez um duplo-duplo na partida (Foto: Brito Junior / Divulgação)
O Pinheiros se segurava como podia. Figueroa ficou pendurado com quatro faltas no momento em que os donos da casa ficaram a um pontinho do empate (61 a 60). A pressão era grande, Alex era gigante. Foi com ele que veio a virada, a 6m35s do fim da partida: 65 a 63. A festa durou pouco tempo. Olivinha acertou uma bola de três e retomou a frente (66 a 65). A arquibancada tentava fazer a sua parte. Vaiava Marquinhos e seus companheiros. Eles não se abatiam. Aproveitavam os ataques desperdiçados pelo Brasília para respirar (73 a 69). A 2m25s, Arthur cortou a vantagem para 73 a 71.
Mas um arremesso forçado de Nezinho custou caro. Marquinhos chamou a responsabilidade. Com ele, o Pinheiros fez 77 a 71. Giovannoni diminuiu para quatro pontos. No ataque seguinte, restando 45s, Alex, de três, levantou a torcida: 77 a 76. Olivinha foi para a linha do lance livre. Teve frieza suficiente para fazer 79 a 76. Os visitantes apertaram a marcação a 20s do fim. Mesmo assim, Alex encontrou um espaço para arremessar: 79 a 78. Pouco depois, Olivinha errou o passe e ligou o contra-ataque do Brasília, que desperdiçou a oportunidade de tomar o comando do marcador. Bola presa, posse do Pinheiros, Paulinho Boracini sofreu falta a 9s e converteu os dois lances (81 a 78). Depois foi a vez de Nezinho.
Ele acertou o primeiro, errou o segundo na tentativa de conseguir um rebote. Bola presa novamente restando 2s. Com o cronômetro zerando, a arbitragem marcou falta em Nezinho, para desespero do técnico Claudio Mortari. O jogo estava nas mãos do armador do Brasília. Ele suportou a pressão e levou a partida para a prorrogação: 81 a 81.
No tempo extra, o confronto seguiu equilibrado. O pivô Morro, mesmo com uma fratura no dedo mínimo da mão direita, colocou o Pinheiros na frente (89 a 87). Arthur tratou de empatar e ainda tirou Paulinho Boracini, então segundo maior pontuador do time adversário, do jogo. Ele cometeu a quinta falta. Morro também tomou o caminho do banco pelo mesmo motivo. Alex aproveitou e fez 93 a 91 para o Brasília. Restando 25s, o jovem Davi perdeu dois lances livres. Os jogadores do Brasília já comemoravam. Faltavam apenas 10s. Não podiam imaginar que Giovannoni perderia dois lances livres e que Marquinhos converteria uma bola de três para virar o jogo: 94 a 93. Só que Mineiro levou os companheiros ao desespero ao fazer uma falta boba em Alex. Nova chance para o Brasília. E o capitão desperdiçou uma cobrança para alívio do Pinheiros. Seria preciso mais uma prorrogação: 94 a 94.
Mesmo sem peças importantes em quadra, o time de Marquinhos resistia (104 a 103). Tinha no ala o seu ponto de equilíbrio para lutar contra um Brasília completo.  A 1m21s, Lucas Tischer tentou pará-lo e acabou cometendo falta. O cestinha do Pinheiros teve a chance de passar a frente, mas desperdiçou duas das três cobranças: 105 a 104.  Apesar da falha, a equipe não se abateu. Mineiro, de longe, arrancou a virada: 107 a 105. Brasília no ataque e...erro!  Marquinhos sofreu falta, perdeu de novo os dois lances. A última bola seria dos anfitriões. Respiração em suspenso. Alex seria o homem da decisão. A bola? Não entrou na cesta e morreu na mão do valente Pinheiros: 109 a 105. Fim de batalha. O sonho de disputar a primeira final segue intacto para Marquinhos e seus companheiros.

Euro 2012: Irlanda prepara ferrolho para anular rivais

A classificação para a Euro 2012 lavou a alma dos irlandeses após a frustração de ver a "mãozinha" de Thierry Henry ajudar a eliminar a seleção na repescagem para a Copa do Mundo de 2010. A primeira participação em uma Eurocopa desde 1988 tem a assinatura do italiano Giovanni Trapattoni, um dos técnicos mais experientes e vitoriosos do futebol mundial.

Capaz de armar uma retranca como poucos, "Trap" transformou a Irlanda em um time difícil de ser batido. Em suas duas últimas campanhas em eliminatórias, perdeu apenas um jogo, para a Rússia. Somente três seleções fizeram melhor: Alemanha, Espanha e Itália, todas invictas.

O problema para os irlandeses é que espanhóis e italianos estão no mesmo grupo, que ainda conta com a talentosa seleção croata, adversária da estreia. Ainda assim, nenhuma delas vai se sentir à vontade contra o ferrolho verde, que defende uma invencibilidade de 12 jogos, com apenas quatro gols sofridos no período.

A série invicta inclui amistosos contra Itália (vitória por 2 a 0) e Croácia (empate por 0 a 0) no ano passado. Embora o contexto seja diferente, Trapattoni já mostrou saber como frustrar os ataques rivais, contando com jogadores rodados como o goleiro Shay Given e o zagueiro Richard Dunne.

O problema é a falta de criatividade para criar problemas na frente. Com um meio-campo repleto de especialistas em marcação, a expectativa quase se resume às arrancadas de Damien Duff pelos lados do campo. Caso a bola chegue de alguma maneira ao ataque, a Irlanda confiará em Robbie Keane, recordista de gols pela seleção.

Com o estilo de jogo adotado, é difícil a Irlanda reagir quando leva o primeiro gol. Dá para pensar em uma classificação com três empates? O país conseguiu na Copa do Mundo de 1990, no grupo que tinha Inglaterra, Holanda e Egito. Mas nunca aconteceu a nenhuma seleção na história da Eurocopa.

A Irlanda é a única seleção entre as 16 participantes sem jogadores atuando no campeonato local, e 21 dos 23 convocados jogam por clubes ingleses. As exceções são Keane e Aiden McGeady, do Spartak Moscou.

Fique de olho - Dez anos depois de disputar a Copa do Mundo como um promissor atacante de 23 anos, Robbie Keane pode olhar para sua carreira com alguma frustração por não ter alcançado todo seu potencial. De qualquer maneira, sua história na seleção é importante: com 53 gols, é o recordista da Irlanda e um dos 30 maiores artilheiros entre todas as seleções do mundo.

Antes do Mundial de 2002, Keane já tinha experimentado decepções na carreira. Uma experiência no futebol italiano, pela Internazionale, não teve o desfecho esperado. Foi no Tottenham, onde permaneceu por seis anos, que viveu os melhores momentos da carreira, tornando-se ídolo da torcida.

O atacante ainda voltou aos Spurs após uma passagem ruim pelo Liverpool, mas não teve o sucesso de antes. Passou a rodar por outros clubes, como Celtic e West Ham, antes de aceitar o convite do Los Angeles Galaxy em 2011. No ano passado, ajudou o time a conquistar o título da Major League Soccer. Na Euro 2012, é um dos dois únicos jogadores atuando fora de clubes europeus.

Terceiro principal artilheiro das eliminatórias com sete gols, atrás apenas de Huntelaar e Klose, Keane é acusado de guardar seus tentos para jogos contra seleções menores. Nem sempre foi assim: na Copa de 2002, marcou gols importantes contra Alemanha, na fase de grupos, e Espanha, forçando a decisão por pênaltis nas oitavas-de-final. É a hora ideal para reviver aqueles momentos.

O comandante - Antes da chegada de Giovanni Trapattoni, a Irlanda viva momentos complicados. Uma campanha vexatória nas eliminatórias da Euro 2008 teve até uma goleada de 5 a 2 sofrida contra o Chipre.

Duas vezes campeão europeu pelo Milan em seus tempos de jogador, Trapattoni acumula 37 anos de carreira como técnico, alimentando o hábito de levantar taças. O currículo registra conquistas das três principais competições europeias (Copa dos Campeões, Copa da Uefa e a extinta Recopa), além de dez títulos nacionais repartidos entre quatro países.

A federação irlandesa conta com o apoio de um bilionário do ramo de telecomunicações para ajudar a pagar o salário do italiano, em um investimento de retorno garantido. É o melhor técnico da Irlanda desde o lendário Jack Charlton, que levou a Irlanda à Euro 88 e à Copa do Mundo de 1990, com uma geração indiscutivelmente mais talentosa.

Alcançar os resultados que Trapattoni tem alcançado apenas com jogadores, em sua maioria, coadjuvantes em times de médio e pequeno escalão da Inglaterra, é prova inquestionável de competência.

Os convocados:

Goleiros: Shay Given (Aston Villa/ING), Keiren Westwood (Sunderland/ING), David Forde (Millwall/ING);

Defensores: John O’Shea (Sunderland/ING), Stephen Kelly (Fulham/ING), Stephen Ward (Wolverhampton/ING), Richard Dunne (Aston Villa/ING), Sean St Ledger (Leicester/ING), Darren O’Dea (Leeds/ING), Kevin Foley (Wolverhampton/ING);

Meio-campistas: Glenn Whelan (Stoke/ING), Keith Andrews (West Bromwich/ING), Keith Fahey (Birmingham/ING), Darron Gibson (Everton/ING), Damien Duff (Fulham/ING), Aiden McGeady (Spartak Moscou/RUS), Stephen Hunt (Wolverhampton/ING), James McClean (Sunderland/ING);

Atacantes: Robbie Keane (Los Angeles Galaxy/EUA), Kevin Doyle (Wolverhampton/ING), Shane Long (West Bromwich/ING), Simon Cox (West Bromwich/ING), Jon Walters (Stoke/ING).

Ouça as partidas da Eurocopa a partir do dia 8 de junho pela Rádio Estadão/ESPN, e acompanhe diariamente o Fora de Jogo especial na ESPN e ESPN HD.

VIDEOBLOG: Dias e noites agitados em Londres

O videoblog vem novamente da sede das Olímpiadas de 2012.

A cidade de Londres continua ensolarada e todo mundo está feliz. Crianças com os pais jogando futebol, jogando taco, enchem o parque que estou aqui, e isso que este nem é o maior daqui.

Mas se os dias são nervosos, calorentos, as noites também estão muito legais. Por exemplo, na terça- feira, fui ao show do Skatalites, grupo de origem jamaicana, que é precursor do tradicional reggae. Do conjunto inicial, só há um remanescente vivo, que mantém a banda, que agora tem alguns músicos de origem americana e inglesa.



Assista ao videoblog desta sexta-feira!

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Brasilerão Série B


21h00 Guarani 0x0 Boa
21h00 ABC 0x0 Joinville

Argentino - Clausura

19h10 San Martín 3x2 Olimpo

Copa do Rei

Athletic Bilbao 0x3 Barcelona

Amistosos

Bégica 2x2 Montinegro

Amistos

Russia 1x1 Uruquai

Clássico paulista será um grande jogo, mas não é a final antecipada

Corinthians x Santos farão com certeza a semifinal brasileira mais justa desta Libertadores. As equipes de São Paulo são sem dúvida os melhores times do Brasil, bem a frente dos demais já eliminados da competição. Se o torcedor santista pode bater no peito e dizer que tem um time com grandes jogadores, dentre eles o melhor do país, o corintiano tem todo direito de encher a boca e se gabar de ter o time mais forte, mais competitivo do nosso futebol.

Pena para o Santos que o camisa 10, Ganso, estará fora destes pegas da semifinal e isso pode dar ao alvi-negro paulistano um certo favoritismo, mas é importante lembrar que na campanha vitoriosa do time da baixada ano passado, Ganso apareceu apenas na final e, vale lembrar também, que a semifinal santista da última temporada foi contra o Cerro Portenho, time muito inferior ao Corinthians.



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Serão dois grandes jogos e disso ninguém tem dúvida. Se de um lado o peixe espera por uma noite iluminada de Neymar sempre bem amparado pelo ótimo Arouca e pelo oportunista Alan Kardec, o timão conta com a solidez da dupla de volantes Ralf e Paulinho (aqui um parêntese para o Paulinho, um craque na posição, não faltará clube europeu tentando contratar o corintiano no final da temporada), além dos excelentes Émerson Sheik e Danilo.


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Até mesmo nos bancos de reservas a briga é de cachorro grande. Muricy é tido como o melhor, mas Tite tem gabarito e protagonizou uma cena que impressionou quando no gol de Paulinho comemorou que nem um doido no alambrado do Pacaembu.

Será espetacular acompanhar este duelo, mas é importante ressaltar que esta não é a final antecipada da Libertadores. Do outro lado dois times muito fortes vão brigar pela outra vaga na final. A LaU do Chile é um time com grande força de conjunto e dará muito trabalho ao gigantesco Boca. Se os argentinos não têm aqueeele time, o peso da camisa amarela-azul é absurdo. Um amigo meu disse dias desses que quando alguém coloca a camisa do Boca no varal, ele enverga.

Favorita no atletismo, inglesa é chamada de gorda por cartola; técnico se revolta

Jessica Ennis, uma das favoritas ao ouro olímpico no hetptatlo, ganhou as manchetes dos principais jornais ingleses nesta sexta-feira. A inglesa, uma das atletas mais importantes na promoção dos Jogos Olímpicos de Londres, teria sido chamada de “gorda” por um cartola importante do atletismo britânico, o que causou revolta em seu técnico.
“As coisas com as quais não podemos lidar são as que chamamos de balas de prata. Você não pode lidar com as expectativas e pressões de outras pessoas, como a gerência do BOA [Comitê Olímpico Britânico]”, disse Toni Minichiello, técnico de Ennis desde os 11 anos de idade, ao jornal The Guardian.
"“Eu recebo e-mails, ligações no telefone e mensagens de texto me dizendo o que eu tenho de fazer com Jessica para mudar algo. É muito barulho que pode distrair você”, completou Minichiello.
Foi o próprio técnico quem revelou a existências das críticas. Segundo ele, pessoas da cúpula disseram que a atleta estava “gorda e com excesso de peso”. Ennis, a despeito da avaliação dos cartolas, é uma das favoritas ao ouro em Londres, além de ser uma das garotas-propaganda mais importantes dos Jogos no Reino Unido.

SHAWN JOHNSON DIZ QUE PERDEU 11 KG E SOFREU AO SER CHAMADA DE GORDINHA

  • Dennis Grombkowski e Kevork Djansezian/Getty Images
Ela é a atual vice-campeã mundial outdoor do heptatlo, modalidade que reúne sete provas diferentes do atletismo em uma única competição. Focada na preparação para os Jogos, ela riu da polêmica. “Eu não vou entrar nisso neste momento. É definitivamente algo engraçado, mas de forma alguma um problema”, disse Ennis, campeã mundial da prova em 2009, ao The Sun.
A polêmica imediata sobre o caso foi tão grande que um outro caso veio à tona. Companheira de treinos de Jessica Ennis, Louise Hazel revelou ter sofrido o mesmo problema em um passado recente. “Eu também passei por isso, com pessoas da organização que deveriam nos ajudar. Acho que isso é vergonhoso”, disse a atleta, que também não revelou o nome de quem fez a crítica, ao Telegraph,  

Fifa suspende Brasil-RS e Treze-PB de torneios oficiais

mandatário da Fifa, Joseph Blatter, culminou numa dura punição para Brasil de Pelotas-RS e Treze-PB. Os dois clubes, que pleiteiam vagas na Série C do Campeonato Brasileiro, foram suspensos de competições nacionais e internacionais, por terem movido ação na Justiça comum contra a CBF.

Estas ações acabaram tumultuando o início do Campeonato Brasileiro das Séries C e D, que seriam iniciadas neste próximo final de semana. Mas foram suspensas por decisão do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) para garantir o direito do Santo André em disputar a Série C.

A Fifa vê como ilegal a ação da dupla de clubes brasileiros, que acionou a Justiça comum, ainda que tivessem esgotadas suas possibilidades em nível desportivo. O clube gaúcho foi punido na temporada passada por escalação irregular de um jogador e os paraibanos querem a vaga do Rio Branco-AC, que no ano passado também desrespeitou as regras da Fifa, mas sequer foi punido porque retirou o processo a tempo.

Esta decisão será comunicada à CBF ainda nesta tarde. A dupla não poderá disputar competições oficiais até que retirem as ações nos Tribunais de Justiça locais do Rio Grande do Sul e da Paraíba.

O advogado do Brasil-RS, Adriano de Leon, informou que não se manifestaria até que recebesse o comunicado oficial. "Enquanto não tivermos um documento oficial em mãos, isso será tratado apenas como boato", alegou.

Apesar da ameaça de desfiliação, o presidente do Treze, Fábio Azevedo, garantiu que vai manter sua posição de pleitear uma vaga na Justiça comum. "Já estou sabendo da punição e considero como lamentável. Eles (Fifa) estão desrespeitando a nossa Constituição e alguém tem que fazer algo. Não vamos mudar a posição", declarou.

ENTENDA O CASO - O Brasil de Pelotas foi punido na temporada passada por escalar o lateral Cláudio de forma irregular na primeira fase. Ele teria que cumprir suspensão do ano anterior, quando atuava pelo Ituiutaba (hoje Boa Esporte). Com a perda de seis pontos, acabou caindo para a lanterna de sua chave e rebaixado para a Série D. Fato que beneficiou o Santo André, rebaixado dentro de campo.

Quinto colocado na Série D de 2011, o Treze quer a vaga do Rio Branco, que acionou a Justiça comum para ter seu estádio liberado para receber torcida na competição em 2012. Por isso, o Treze acabou acionando o TJ da Paraíba para ficar com a vaga. O Araguaína-TO, que foi rebaixado no lugar do clube acreano, também pleiteia esta mesma vaga.