sábado, 8 de janeiro de 2011

Fla diz que negociação avançou e aguarda 'ok' do Milan para ter Ronaldinho

  • Flamengo aguarda o ok do diretor do Milan, Adriano Galliani, para contratar Ronaldinho Gaúcho Flamengo aguarda o "ok" do diretor do Milan, Adriano Galliani, para contratar Ronaldinho Gaúcho
A expectativa era de que a reunião desta sexta-feira, no apartamento de Assis, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste da cidade, fosse sacramentar a contratação de Ronaldinho Gaúcho pelo Flamengo. Porém, na saída, a presidente do clube, Patrícia Amorim, avisou que a negociação avançou, mas ainda falta o “ok” de Adriano Galliani, diretor do Milan, que já declarou a vontade em ver o jogador no clube da Gávea. A tendência é um ponto final na "novela" neste sábado e com um final feliz para os rubro-negros.
“Hoje (sexta-feira) vamos descansar. As conversas avançaram, só isso que tenho para dizer. Amanhã (sábado) temos outro encontro com o senhor Galliani. Amanhã a gente volta a se falar. Não tem nada certo, apenas as conversas avançaram”, disse.
Apesar do discurso sereno da presidente, o clima entre os dirigentes rubro-negro é de euforia. Aliás, o clube trata a contratação de Ronaldinho como uma “questão de honra”, após o quase anúncio antecipado do Grêmio e a colocação de caixas de som no gramado do Olímpico como se o estádio já estivesse preparado para a festa.
Durante toda essa sexta-feira, o conselho diretor do Flamengo realizou uma maratona de reuniões com o objetivo de aparar as últimas arestas na proposta oferecida a Ronaldinho.
Ronaldinho Gaúcho é um desejo da presidente Patricia Amorim desde quando a dirigente assumiu o comando do Flamengo. A primeira investida ocorreu no meio do ano passado, quando o Rubro-negro já tinha assegurado boa parte do projeto de marketing para contratar o jogador.
O vínculo com o Rubro-Negro será de 42 meses, com o clube auxiliando Ronaldinho Gaúcho no projeto de disputar a Copa do Mundo de 2014. No Flamengo, uma parceria com a Traffic, empresa de marketing esportivo, foi formalizada para garantir ao craque salários de R$ 1 milhão somado aos lucros de cerca de R$ 800 mil mensais em contratos de imagem e ações de marketing. Inclusive, um projeto especial para a venda de produtos já foi idealizado e será colocado em prática.

Thiago Neves é do Flamengo

Eu liguei para uma ¨fonte¨ que tenho no Rio de Janeiro para saber de Ronaldinho Gaúcho no Fla. Perguntei se fechou ou não? A resposta que ouvi foi: ¨Fechou mesmo é com o Thiago¨.
Ídolo no rival Fluminense, onde atuou por três temporadas, o meio-campista é o novo reforço do clube da Gávea. A duração de contrato é de três anos. O Fla não confirma oficialmente.
Aos 25 anos, o curitibano Thiago Neves estava no Al-Hilal da Arábia Saudita.
O Flamengo negociava a compra de 20% dos direitos econômicos do jogador (algo em torno de 5 milhões de reais).
Agora, só falta contratar o Ronaldinho

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Larissa Riquelme exagera no decote em evento no Panamá


Musa da Copa do Mundo de 2010, a paraguaia Larissa Riquelme participou da sétima edição da  “Feria de la Rumba”, evento no Panamá que reúne atrações de entretenimento para um público aproximado de 100 mil pessoas.
Ela não economizou no decote e nem fez questão de esconder a calcinha em um dos modelitos que usou para desfilar diante de um público ensandecido.  Em outro traje, ela usou uma roupa transparente e distraiu até o fotógrafo.

Após recorde e namorado, musa Pellegrini terá ex-técnico de Manaudou

AFP/Getty Images
Manaudou e Pellegrini (d) têm em comum recordes, namorado e técnico

Primeiro, foi o namorado. Depois, o recorde mundial. Agora, a italiana Federica Pellegrini se apropriou também do ex-técnico da francesa Laure Manaudou, ex-rival das piscinas. A campeã olímpica e mundial anunciou nesta quarta-feira a contratação de Philippe Lucas como seu treinador para o ciclo olímpico de Londres-2012.

MANAUDOU VIRA BONECA

  • Reprodução Musa da natação, francesa ganha versão boneca, até com piscina
O técnico francês trabalhou com Manaudou durante a melhor fase da nadadora, durante os Jogos Olímpicos de 2004, quando ela conquistou o ouro nos 400 m livre e conseguiu títulos mundiais em 2005 e 2007.
Depois dessa sequência de títulos, Manaudou rompeu com o técnico Philippe Lucas e se mudou para a Itália, a fim de ficar mais próxima do então namorado, o também nadador Luca Marin. Mas o relacionamento logo chegou ao fim.
Manaudou então voltou para a França, e atualmente é a mulher do nadador Frederick Bousquet, com quem tem um filho de nove meses de idade. Luca Marin, por sua vez, começou a namorar com Pellegrini.
Além do namorado, a italiana também “roubou” de Manaudou os recordes mundiais nos 200 m livre durante os Jogos Olímpicos de 2008. Mais tarde, ela melhorou essa marca e ainda destituiu outro recorde da francesa, desta vez nos 400 m livre, durante o Mundial de Roma de 2009.
Para voltar a brilhar nas Olimpíadas, Federica voltará a seguir os passos de Manaudou. Em sua página pessoal, ela explicou a aproximação ao novo técnico: “Encontrei Philippe Lucas logo depois do dia de ano novo em minha casa, junto com meus pais. Ele me disse o que eu queria escutar”, declarou a nadadora de 22 anos.
Agente de Pellegrini, Marco del Checcolo confirmou que a nadadora agora está estudando um local para treinar com Lucas visando o Mundial de Xangai e os Jogos de 2012: “Ontem [terça-feira] de manhã, ela indicou a sua escolha à federação italiana”, disse o empresário à agência AFP.

Sharapova supera tcheca e garante vaga nas quartas de final de Auckland

Maria Sharapova na partida contra Renata Voracova na Nova ZelândiaSharapova bate tcheca e vai às quartas de final
(Foto: Getty Image)
A russa Maria Sharapova garantiu vaga nas quartas de final no WTA de Auckland, na Nova Zelândia, após superar a tcheca Renata Voracova por 2 sets a 0, parciais de 6/3 e 7/5, nesta quarta-feira. Na próxima fase, a musa favorita ao título enfrentará a húngara Greta Arn.
A belga Yanina Wickmayer, segunda favorita do torneio, também já garantiu vaga nas quartas de final. Ela derrotou a alemã Sabine Lisicki por 2 sets a 1, parciais de 6/2, 3/6 e 6/2. A romena Simona Halep será a próxima adversária da belga.
Já a russa Svetlana Kuznetsova, terceira favorita, caiu diante da chinesa Peng Shuai por 2 sets a 1 (2/6, 6/4 e 6/4).

Roger Federer demora, mas supera compatriota e vence outra em Doha

Roger Federer tênis Doha oitavasFederer tenta o tri em Doha (Foto: Reuters)
Bicampeão do torneio e atual número 2 do mundo, Roger Federer demorou mais do que o esperado para despachar o compatriota Marco Chiudinelli, 117º do ranking. Depois de estar a dois pontos de perder o primeiro set e uma quebra de saque atrás na segunda parcial, Federer precisou de 1h48m para derrotar o amigo de infância por 7/6(5) e 7/5.
Com o resultado, o número 1 da Suíça está classificado para as quartas de final do torneio. Seu próximo adversário será o sérvio Viktor Troicki (28), que vem de vitória por 6/3 e 6/1 sobre o russo Teymuraz Gabashvili.
- Nós nos conhecemos muito bem, desde os 5 anos de idade. Crescemos na mesma vila. É muito raro para mim jogar em uma situação assim - disse Federer, que também lamentou a lesão nas costas sofrida pelo compatriota durante a partida.
Esta é a sexta vez que Federer disputa o ATP de Doha, e o suíço, campeão em 2005 e 2006, tenta o tricampeonato. Em 2009 e 2010, o atual número 2 do mundo não passou das semifinais, eliminado, respectivamente, por Andy Murray e Nikolay Davydenko.
Resultados desta quarta em Doha
[2] R. Federer (SUI) 2 x 0 [Q] M. Chiudinelli (SUI) 7/6(5) e 7/5
[3] J. Tsonga (FRA) 2 x 0 [WC] S. Bubka (UCR) 6/2 e 6/4
[6] V. Troicki (SER) 2 x 0 T. Gabashvili (RUS) 6/3 e 6/1
[5] E. Gulbis (LET) 2 x 0 [Q] A. Veic (CRO) 6/3 e 6/1
[7] G. Garcia-Lopez (ESP) 2 x 0 I. Marchenko (UCR) 6/1 e 6/

Murray vence nas simples, mas não evita derrota britânica na Hopman

Andy Murray tênis Copa Hopman Laura RobsonAndy Murray e Laura Robson perderam nas duplas
mistas nesta quarta-feira (Foto: Getty Image)
Pela segunda vez em dois confrontos na Copa Hopman 2011, as vitórias de Andy Murray nas simples não foram suficientes para a Grã-Bretanha. Nesta quarta, o escocês derrotou Nicolas Mahut, mas viu a inglesa Laura Robson perder o outro jogo de simples e, nas duplas mistas, a França levou a vantagem e venceu seu primeiro duelo na competição.
O duelo desta terça-feira (manhã de quarta no Brasil) começou com Kristina Mladenovic marcando o primeiro ponto da França ao derrotar Laura Robson por 6/4, 3/6 e 6/0. Em seguida, Murray venceu um suado jogo de dois tie-breaks contra Nicolas Mahut: 7/6(3) e 7/6(5). A decisão veio nas duplas mistas, vencidas facilmente por Mahut e Mladenovic: 6/4 e 6/2.
A França, que perdeu por 3 a 0 para os Estados Unidos de John Isner e Bethanie Mattek-Sands, agora soma uma vitória e uma derrota, mesma campanha da Itália, que derrotou a Grã-Bretanha por 2 a 1, mas perdeu para os americanos pelo mesmo placar. Murray e Robson estão em último no Grupo B, com duas derrotas. O primeiro colocado avança à decisão.

Mulher de Alonso é agredida nas férias em Portugal, diz jornal

Mark Thompson/Getty Images
Raquel del Rosario, mulher de Fernando Alonso, arrumou briga após ser fotografada

Fernando Alonso foi passar o fim de ano na ilha portuguesa de Porto Santo em busca de paz, mas não conseguiu fugir dos problemas. Depois de ser flagrado ameaçando os paparazzi no aeroporto dizendo que falaria mal do local caso fosse fotografado, ele teve a mulher agredida por moradores.
Segundo o jornal português Record, a confusão começou quando a modelo e cantora Raquel del Rosario se irritou ao ser fotografada na ilha, e perseguiu o responsável por captar as imagens. Ela chegou na casa dele e começou a tirar fotos da residência.
Mas Raquel acabou irritando a proprietária da casa, e as duas começaram a discutir. A briga evoluiu, e a mulher de Alonso acabou sendo agredida pela moradora.
Na chegada ao aeroporto, a emissora RTP já havia flagrado Alonso mandando um aviso aos paparazzi: “O primeiro fotógrafo ou máquina que eu vir nos próximos dias, fará com que eu vá embora no dia seguinte, e direi a todos que o Porto Santo é um desastre”, disse o espanhol.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

VÍDEOS: Conheça o novo candidato a Conca ou Montillo do Fla para 2011

Quem é Darío Bottinelli, contratação do Flamengo pensando em 2011? Para decifrar em detalhes este (mais um) hermano que se candidata a repetir o sucesso de Conca, no Vasco e depois Fluminense, e Montillo, pelo Cruzeiro, convidamos Renato Zanata Arnos*, nosso especialista em futebol argentino. A exemplo desses dois compatriotas, o agora rubro-negro vinha se destacando no Chile. Leia, clique e veja para saber mais sobre Bottinelli.

Por Renato Zanata Arnos
Darío Bottinelli, assim como Maxi Biancucchi e o saudoso Narciso Doval, foi formado na cantera del Ciclón, ou seja, nas divisões de base do San Lorenzo de Almagro. Com 24 anos recém completados, o argentino é um meia de criação que chega ao Flamengo com a incumbência de pensar o jogo e criar as tramas ofensivas, algo raro por aqui.


Narciso Doval, com a camisa do San Lorenzo: depois, ídolo rubro-negro

Doval, com a camisa do San Lorenzo: depois, ídolo rubro-negro
No San Lorenzo, El Pollo (frango em português) deu seus primeiros passos como jogador profissional, aos 17 anos, pelas mãos de Héctor Bambino Viera, treinador que o lançou no time principal. Depois, com Gustavo Alfaro, seguiu desenvolvendo seu futebol. Em 2006, atuou como enganche titular num 4-3-1-2, com o meio-campo em losango.

Naquel ano, no empate em 1 a 1 com o Vélez Sarsfield, foi titular, enquanto Walter Montillo aparecia entre os reservas. O hoje cruzeirense também surgiu nas divisões inferiores do San Lorenzo, na mesma época de Bottinelli, que o teria consultado antes de fechar oficialmente com o Flamengo.

Bottinelli ao lado de Montillo: cruzeirense já ficou na reserva de El Pollo

Bottinelli e Montillo: no Ciclón
Sob a batuta do treinador Oscar Ruggeri, zagueiro campeão do mundo em 1986, Bottinelli foi banco de Pablo Barrientos, outro enganche revelado pelo Ciclón, e que acaba de fechar com o Estudiantes. No San Lorenzo, treinado por Ramón Diaz e ao lado de Gastón Gata Fernández e Ezequiel Lavezzi, o novo rubro-negro conquistou o Clausura 2007 —atuou em quatro das 19 partidas do torneio.

Em seguida, teve uma rápida e apagada passagem pelo Racing Club, até ser emprestado no primeiro semestre de 2008 para a Universidad Católica. No Chile, se destacou na Libertadores, despertou o interesse do Atlas de Guadalajara, clube mexicano que comprou seu passe ao San Lorenzo.

Bottinelli exibe a camisa do Flamengo: enganche

Bottinelli exibe a camisa do Flamengo: enganche
No segundo semestre de 2010, Bottinelli retornou ao Chile para atuar novamente na Universidad Católica, treinada então, por Juan Antonio Pizzi. O argentino foi importante para Los Cruzados na conquista do título nacional, destacando-se no 4-2-3-1 como meia, aberto pela esquerda. Lá fazia a diagonal em direção a área para buscar o drible, a tabela, servir os atacantes ou arrematar em gol.

Revi três partidas da Libertadores 2008 nas quais atuou este
enganche argentino pela Universidad Católica (América do México 2 x 1; 1 x 2 River Plate e River Plate 2 x 0). Assim, constatei o perfil técnico-tático de Darío Bottinelli.

Atuando dentro do contexto tático identificado como 4-4-2 (mais precisamente um 4-3-1-2), com o meio-campo em losango, Bottinelli tinha muita liberdade de movimentação. E apresentou o perfil de um autêntico
enganche, ou seja, um meia de criação.

Bottinelli em ação pelo Atlas, do México: lá era o camisa 10

Bottinelli em ação pelo Atlas, do México: lá ele era o camisa 10
Posicionado a partir do círculo central, sempre marcado de perto por dois, três adversários, jogava usualmente a dois toques, e com boa qualidade na perna direita para conduzir a bola em velocidade. Dribles, passes curtos, longos, objetivos, verticais ou diagonais formavam seu jogo, além do arremate de fora da área.

O argentino não demonstrou medo em arriscar chutes de média e longa distância, principalmente próximo a meia-lua.
Clareou para bater, e ele chutava, inclusive com a canhota, que não é a boa. Sem a bola, Bottinelli se apresentava em sua intermediária defensiva para cercar o adversário de posse da pelota e servir como opção para ao receber o segundo passe.

O camisa 18 da Gávea gosta de ditar o ritmo da equipe, virando jogo ou executando passes laterais de desafogo à procura dos companheiros livres de marcação. Seus passes diagonais tinham, em geral, o endereço do lateral esquerdo Pérez, quando este subia ao ataque.

Já a saída de bola da Universidad ficava por contra do muito bom volante central, Jorge
El Patrón Ormeño. Bottinelli confirmou a fama de bom batedor de faltas pela esquerda. Das quatro cobranças que executou nestes três jogos, duas geraram gols (um deles, contra o River Plate, mal anulado) e uma outra obrigou o goleiro Carrizo a executar difícil defesa.

Um torcedor do Flamengo, Adriano Lima, já até criou um site em homenagem ao
Pollo — clique aqui para conhecer. Vejamos se, em campo, ele corresponderá.

Bottinelli pela Universidad Católica: repetindo os passos de Conca e Montillo?

Bottinelli pela Universidad Católica em duelo contra o River: repetindo os passos de Conca e Montillo?

Abaixo, diagrama tático com o posicionamento e os deslocamentos de Bottinelli. Para se oferecer como opção de jogo (setas amarelas), ou de posse da bola (pretas), gerando as tramas ofensivasBottinelli em ação: movimentação e organização das jogadas são características
Bottinelli em ação: movimentação e organização das jogadas são características

Gols de Bottinelli pelo San Lorenzo, Atlas e Universidad Católica

Diego Hypolito sonha com 2ª chance olímpica e ignora boatos de homossexualismo

Diego Hypolito ainda se recupera da pior cirurgia de sua carreira – operou o pé esquerdo em outubro e só deixou o suporte das muletas de lado em meados de dezembro. E, mesmo sem retomar a rotina de treinos, o ginasta só pensa em uma coisa: disputar os Jogos Olímpicos de Londres-2012. Favorito em Pequim, o bicampeão mundial sucumbiu ao ficar em sexto lugar e, agora, já sonha com a segunda chance olímpica. Focado na ginástica, o paulista de 24 anos estranha o status de celebridade atribuído aos atletas, mas fala com naturalidade sobre o assédio sobre sua vida pessoal.
Em meio aos compromissos profissionais e a dedicação à rotina familiar, Diego Hypolito encontrou tempo para receber a reportagem do UOL Esporte no apartamento do Flamengo, no Rio de Janeiro. O ginasta, aliás, deixará a propriedade do clube para realizar o sonho de morar com a família em um imóvel comprado por ele.
Antes de levar os primos menores à praia, Diego Hypolito falou sobre carreira, conquistas, frustrações, cirurgias e objetivos. O ginasta tratou também do interesse da mídia em sua vida pessoal. O atleta do Flamengo revela que estranhou notícias sobre suas idas a festas e praia e demonstra tranquilidade ao falar de assuntos mais delicados, como boatos de homossexualismo – em abril uma foto ao lado do ex-BBB Serginho causou polêmica. Na ocasião, o próprio artista negou os rumores e afirmou que o bicampeão mundial é hétero. Confira trechos da entrevista em vídeo e, abaixo, outras partes:

UOL Esporte – Você fez a cirurgia no pé esquerdo em outubro. Como foi e como está a recuperação?
Diego Hypolito – Essa cirurgia eu fiz em função de algumas lesões que eu vinha sentindo desde 2005 e 2006. Eu vinha aguentando, sempre trabalhando no limite da dor, fazendo fisioterapia, procurando médico. Foi uma decisão em conjunto, porque tinham muitos fatores. Ela já estava me impossibilitando de treinar. Doía até para andar também. Procurei todos os médicos que tivessem especialização neste tipo de lesão no Brasil e infelizmente ninguém tinha tanta noção do que era essa lesão. Comecei a procurar fora do Brasil, por intermédio da CBG [Confederação Brasileira de Ginástica] e do COB [Comitê Olímpico Brasileiro]. Daí, encontramos o médico que me operou na Suíça. Nenhum atleta brasileiro teve essa lesão, eles ficaram com um pouquinho medo de me operar e fizeram lá. A cirurgia foi muito bem sucedida. A recuperação está sendo muito boa. Em janeiro vai fazer três meses de operação. Ainda sinto um pouco de dor. Voltei a fisioterapia um dia depois de operado para não perder a musculatura. Graças a Deus, a medicina está muito evoluída. Se tivesse feito essa lesão há um tempo atrás, os médicos não saberiam nem o que fazer. Estou tranquilo, com a cabeça boa, com uma boa equipe me envolvendo e lá pelo meio de janeiro ou início de fevereiro já vou voltar a fazer tudo. Vai ter um tempo bom para o Mundial.
UOL Esporte – E a prioridade para 2011 é o Mundial? Vai disputar o Pan-Americano de Guadalajara, que é no mesmo mês do Mundial?
Diego Hypolito – A prioridade é o Campeonato Mundial, que é em outubro no Japão. É uma competição pré-olímpica. Depois têm os Jogos Pan-Americanos, algumas etapas da Copa do Mundo e torneios que são por equipe que servem para preparar para uma possível classificação olímpica da equipe. Mas são dois objetivos diferentes. O principal, sem dúvida, é a classificação para a Olimpíada e ela só vem por uma única chance que é o Mundial do Japão. Os Jogos Pan-Americanos até devemos ir com a equipe principal, mas a prioridade é o Mundial, depois o Pan, que é pouco tempo depois.
UOL Esporte – Com a lesão, você ficou de fora do Mundial de Roterdã, na Holanda. Como foi perder a competição? Você acompanhou pela televisão?
Diego Hypolito – Foram cinco medalhas na temporada, estava em uma temporada boa. Consegui minha nota recorde de 16.100 no código de pontuação, mas em função da lesão fiquei fora do Mundial. Não acompanhei tão de perto os meninos e as meninas por causa da minha lesão, mas procurava me informar sobre a minha irmã [Daniele Hypolito]. Fiquei muito feliz com o desempenho deles, até porque a gente dependia disso para ir ao Mundial do ano que vem e, consequentemente, para as Olimpíadas. Fiquei um pouco decepcionado por conta da lesão e por querer voltar. Fiquei até um pouco mais emotivo do que as outras vezes.
UOL Esporte – Já operou o pé e joelho direitos e o ombro esquerdo. A cirurgia no pé foi a mais difícil? Até por isso ficou mais emotivo?
Diego Hypolito – Foi a lesão mais grave. Teve que fazer muita coisa, os cortes foram maiores. Todas as minhas outras cirurgias foram artroscopia. Tenho dois pinos no pé direito que ficaram 100%. Fiz artroscopia no joelho e uma no ombro em 2009. Desta vez, fiz enxerto nas duas pernas reconstruí todo o lado direito e esquerdo do pé, fora a artroscopia na parte da frente. Mexeu muito no meu pé. E quando você sabe que fez muita coisa e olha aquela cicatriz, você fala: ‘nossa, que feio’. Mas não é que feio, é bom porque a medicina evoluiu. Que bom que tem pessoas que puderam me dar a oportunidade de ter uma segunda chance. Porque muitas vezes fica na expectativa e nem tem a segunda chance.

TRATAMENTO DE CELEBRIDADE A ATLETAS

  • AgNews UOL Esporte – Você também passou a ser alvo de fofocas. Teve até uma foto sua com o ex-BBB Serginho (acima)...
    Diego Hypolito –
    As pessoas transformam um atleta em um artista e confundem as situações. Eu não fiquei chateado com a situação. Eu não tenho que ficar dando justificativa do que eu faço fora do treino. O que eu penso é que estou muito bem para a ginástica, quero me recuperar das minhas lesões. Sai naquele dia porque gosto muito da Preta Gil. Fui no show. Ele [Serginho] é uma pessoa como eu, estava lá no camarote. Veio falar comigo, foi muito legal por sinal, e falou que era meu fã. Mas cada um pode pensar o que quiser. Paciência. Não posso ficar me justificando por uma coisa que eu acho tão boba.
    UOL Esporte – Você ficou incomodado?
    Diego Hypólito –
    Eu fiquei um pouco preocupado. Porque a gente lida com a estética da ginástica, com a vida regrada. Não tava entendendo porque as pessoas me procuravam tanto. No meu aniversário, saíram milhões de fotos minhas no jornal. E coisas que eu acho tão fúteis. Nada contra, só que graças a Deus eu dependo sempre dos meus resultados. E eu estava fazendo bem até então. Só fiquei preocupado com a proporção que isso toma. Eu vejo muito isso com jogador de futebol. As pessoas transformam a vida assim como se fosse um furacão. E não é um furacão. Eu sou um ser humano como todo mundo. Saio, vou à festa. Achei engraçado. Vira e mexe eu via foto minha na praia. Não tenho problema algum com isso. Entendo o lado das pessoas de quererem conhecer o lado da vida pessoal de possivelmente famosos. Acabo tendo um pouco desta vida de artista mesmo não sendo.
    UOL Esporte – Desde então, você começou a se policiar para evitar paparazi ou notícias indiscretas? Diego Hypolito – Nunca apareceu nada demais. Não tenho que ficar preocupado com isso. Não vou deixar de ir à praia, sair e vou ser sempre simpático com qualquer pessoa. Já tive dificuldades muito piores. Eu tive dificuldade financeira. Tenho que ser tranquilo e não ligar muito para as coisas. Se entrar na pilha de bobeira que não faz parte do meu cotidiano, vou viver um mundo que não é meu, que é o artístico. Eu tenho que viver minha vida normalmente. Sendo dosado, fazendo as minhas coisas dentro do que eu posso fazer. Sair? Eu saio no sábado, mas se for me atrapalhar, pode ter certeza que eu não vou. Se tiver um evento em São Paulo para receber, mas for me atrapalhar no treino, infelizmente eu não vou poder ir. Eu tenho que ter esta balança para saber o que é certo e o que é errado para o meu esporte dar certo.
UOL Esporte – O Dragulesco, um dos seus principais rivais, foi mal no Mundial. Você acha que teria chance de medalha?
Diego Hypolito – Era um ano em que eu estava bem e consegui notas muito altas. Mas é muito feio a gente ficar se lamentando. Eu não ganhei a medalha olímpica e podia ficar pensando: ‘se não tivesse feito isso, se aquilo’. Não. Eu errei. Vou ter outra oportunidade e tomara que dê certo. Estou fazendo o caminho mais correto para isso. Mas sobre o Mundial, eu não sei. Eu tinha possibilidades como todos os outros têm. Eu acredito no meu treinamento e agora estou pensando para frente e no que pode acontecer. Vou treinar muito para conseguir chegar bem no Mundial, para me classificar para a Olimpíada. Estou me dedicando e fazendo coisas que eu não fazia antes, tendo um psicólogo, um nutricionista, um fisiologista, médico, fisioterapeuta. Uma equipe muito grande que o COB e a prefeitura estão me dando a chance de ter. Estão comprando aparelhagem para o meu treinamento para as Olimpíadas. A gente está tentando e estou com o caminho trilhado para dar certo. Se vai dar certo ou não é um outro porém.
UOL Esporte – Essa estrutura toda a que se refere é o Time Rio, né? Como está sendo o trabalho com você?
Diego Hypolito – Começou este ano, há cerca de quatro meses. O COB e a prefeitura montam uma equipe que visa dar uma possibilidade a um atleta para buscar uma medalha olímpica. Então, eles cercam a gente com toda a estrutura possível para que eu tenha mais possibilidade de conquistar uma medalha. Se vai acontecer ou não, eu não sei. Eles me dão nutricionista, psicólogo, fisioterapeuta, médico, fisiologista, todos os tipos de exame que são necessários para um desempenho melhor, equipamento de treinamento, um salário mensal para mim e meu treinador. Dá uma tranquilidade. É tão importante e satisfatório e me deixa despreocupado com o dia de amanhã, porque o grande problema do atleta é que ele vive com o dilema constante de ter ou não o patrocínio. Cito o próprio exemplo da minha irmã, que já está na seleção há tantos anos, tem 26 anos, foi ao Mundial esse ano, é campeã nacional e não tem patrocínio. Quando você tem algo que te proporciona algo mais e que te deixa tranqüilo, é muito bom.
UOL Esporte – Mas justamente por ser uma aposta do COB e da prefeitura, você sente uma pressão a mais?
Diego Hypolito – A aposta sempre exige uma cobrança. Mas estarem apostando em mim como estão fazendo, é uma oportunidade que eu nunca tive. É exatamente como os países de primeiro mundo fazem. Eles pegam os atletas e abraçam mesmo, sem consequência. Podendo conseguir a medalha ou não. E é isso o que eles me passam. Mas eu quero poder retribuir da forma mais adequada.
UOL Esporte – Por que na ginástica é tão difícil conseguir patrocinador?
Diego Hypolito – É uma concorrência pequena, porque não tem tantos atletas de destaque, só que você tem que visar uma maneira geral também. Eu vejo muito agora as pessoas apoiando atletas mais novos, que possivelmente possam estar em 2016, e esquecendo da geração atual. Na realidade, você faz um buraco. Você precisa apoiar quem vai para 2012, quem vai para 2016. É tão difícil, o atleta se sente tão sem apoio, que ele acaba se tornando um herói. Tem que conquistar primeiro a medalha para depois ter o apoio. E na realidade, o apoio tem que começar para te dar uma base e não esquecer quando ele fica mais velho. Porque atleta é uma profissão. Espero que até 2016, o Brasil pegue este gancho da Olimpíada aqui e se torne melhor em questões gerais. É uma grande oportunidade de crescer financeiramente e no esporte. Questão de patrocínio é uma coisa que desanima muito o atleta. Esta questão da provação, ter que provar que merece estar junto com alguém. A gente depende muito disso. Única e exclusivamente disso. Incentivo tem melhorado muito, mas isso tem que ser sempre contínuo. Não sei qual a forma mais adequada. Eu tenho exemplo em casa, minha irmã está sem patrocínio com 26 anos. Tem que tentar se focar mesmo assim. O cara tem que trabalhar e treinar por satisfação e prazer. Eu tenho prazer em disputar a medalha, do suor constante no treino. A gente tem vitórias pessoais constantes no treino, mas só veem quando sobe no pódio. Aí a gente chora, família chora, algumas pessoas choram também. O dia a dia é muito satisfatório, considero muito bom ser ginasta. Eu não tinha muito conhecimento sobre a ginástica, comecei por causa da minha irmã, que era quem era o foco principal. Eu me espelhei na minha irmã mesmo, porque infelizmente não tinham meninos de destaque na ginástica. E agora a gente vê que está mudando isso. É bonito. O esporte é bonito.
UOL Esporte – Você acha que a ginástica cresceu no Brasil? Qual a sua importância na modalidade?
Diego Hypolito – Por ter mais acesso ao meio televisivo, as pessoas criaram um certo interesse de ver e isso deve ter reflexo nas escolinhas. Mas não é por ser o Diego, a Daniele, a Daiane. As pessoas passaram a gostar da modalidade não por ser eu. Eu agradeço a Deus por fazer parte deste momento, passei por ali em uma época que a ginástica estava levantando, mas não significa que eu tenha feito a ginástica crescer. Eu só estava ali em um momento bom. Tenho que agradecer a ginástica, que me fez conhecer o mundo todo e ter uma cultura maior, educação, porque eu mudei minha disciplina por causa da ginástica. E tem a satisfação de saber viver com a superação diária. Por mais que caía, tem que tentar levantar de cabeça erguida. Porque quando você cai, não quer dizer que não vai cair de novo. A vida é cheia de altos e baixos. Mas eu sonho muito alto em termos de realizações pessoais. Ser medalhista olímpico, tudo o que você pensar eu estou sonhando, porque se eu não sonhar, eu não vou alcançar nada. Não existe ninguém que decide até onde vai o nosso sonho. Se você tem a oportunidade de fazer algo que você gosta, vai fundo.
UOL Esporte – Atualmente o que mais você quer na vida?
Diego Hypolito – Incomparavelmente é chegar na Olimpíada como cheguei na outra e ter uma segunda chance. Quero ter uma segunda chance. Tenho que fazer as coisas da forma mais adequada para que eu consiga. Não é deixar de fazer as coisas, é ter limites. Eu sou um ser humano, eu faço o que todo mundo faz. Vou à praia. Mas quando começa a atrapalhar eu preciso ter consciência. Eu quero que meu sonho aconteça, vou abdicar de algumas coisas para isso.
UOL Esporte – Em que a ginástica mais te decepcionou?
Diego Hypolito – Nada é mil maravilhas. Tudo na vida tem problema. As coisas boas quando são maiores, apagam as coisas ruins. É como família. A gente discute muito, mas se ama acima de tudo. As pessoas até perguntam se a minha relação com a Daniele é assim tão boa. E é. O carinho que tenho por ela e pela minha família é verídico. Fomos muito pobres como ninguém imagina. Não faço disso uma vitória. Boa parte da população é muito pobre. Vi as dificuldades que minha mãe passava. Faço o máximo possível para dar o sustento para minha mãe. É difícil. Quando está em situação ruim, é difícil as pessoas estenderem a mão. Quando consegue algo existem muitas pessoas em volta. Essa é a situação ruim. Mas as boas suprem as ruins. Sou muito feliz e bem sucedido no que eu faço. E não é no lado material. A estrutura não pode romper, não pode mudar as raízes. Ninguém pode tudo e a fama é totalmente passageira.
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segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Os piores da moda em 2010

Segunda parte da retrospectiva da moda, em post também escrito por Bê Arruda, do blog Meninas Vodca. Desta vez, ela adota um tom um pouco menos polido para avaliar quem errou no que criou. Ou vestiu. Ou criou e vestiu, triste caso de Venus Williams. Mas não cabe a mim comentar. Sai que é sua, Bê!
Hello, everbody! Espero que todo mundo tenha seguido os meus conselhos porque a partir de agora as cenas são fortes e as risadas garantidas. Com vocês, os piores da moda em 2010.
Menção honrosa: Maria Sharapova by Nike (Australian Open)
Opa! Num ano em que até a representante máxima do glamour errou em quadra, dava pra prever que o espírito da cafonice iria reinar durante longos doze meses. Tsc, tsc, tsc…
Falar o quê? O vestido é feio, a estampa é infeliz, tem muita informação, de quebra ainda lembra uma fantasia de Avatar. Para piorar, não passou da primeira rodada do Aussie. Meldeus! Próximo?
5º  lugar: Venus Williams by Elleven (Australian Open)
Ah, meu Santo Onofre!!! Miss V. começou o ano com um amarelo flúor com fendas no útero (sic!) e um tal de short cor da pele que em Roland Garros iria escandalizar o mundo.
Até hoje não entendi o propósito da peça: seria por conta do excesso de calor ou o desejo de fazer a alegria dos meninos de plantão ficou forte demais? Mistério…

4º lugar: Nadia Petrova by Ellesse (US Open)
Não, a tela do seu monitor NÃO embaralhou as cores. Com todo o glamour de colchão amarrado king size que só Nadia Petrova pode oferecer, graças a Deus o modelito que não foi criado (foi cagado né?) teve aparição relâmpago.
Enfim, todos estão bem? Confesso que sempre sinto vertigens quando me deparo com toda essa “beleza e graciosidade”. Eca!
Ah, antes que eu esqueça, reza a lenda que a russa foi convidada para uma ponta em Big Bang Theory para ser a versão feminina do efeito Doppler. #ficaadica
3º lugar: Aravane Rezai by “sabeláseDeus” (conjunto da obra)
Rezai, amém em três atos, toda recheada com o esplendor de seu senso fashion de fantasia de carnaval:
1. Vestido preto, de mangas, no sol Australiano, já é um erro. Combinar o preto com dourado em grande escala e achar que tá abafando como a melhor batatinha do pacote é um erro mil vezes maior. Fato! #urubuloucofellings
2. Pretinho de mini babadinhos + busto branco? Pára o mundo que quero descer agora, minha filha! A francesa encarnou o estilo galinha preta, toda gorda e prontinha para o despacho na esquina com farofa e pinga, defumada por charuto. Chuta que é macumba!!!
3.Imagine só o item 1 mergulhado por 2 meses na água sanitária. Pois é, assim Aravane terminou o ano, com um branco com detalhes prata e uma persiana pendurada no peito. Poderia ser uma melancia…
Gata, já que você se amarra nos metálicos, depois do ouro e prata só falta o bronze certo?  Olha que tudo! Não falta mais, já  que a medalha de terceiro lugar é todinha sua! Use com moderação, ok?
2º lugar: Venus Williams by Elleven (US Open e o conjunto da obra)
Se lá no Aussie alguns caíram da cadeira, quando o US Open chegou o mundo tremeu e os fãs de tennis gritaram: “My eyes, my eyes!!!”. Na maior inocência, achei que era a hora da redenção de Venus, com um belo Polo Ralph Lauren em parceria com a sua grife, mas ficou apenas no sonho.
Baixou a loka na mulher, people!!! Primeiro um pretinho de ar masoquista anunciava o teaser de um dos maiores traillers do mau gosto da década.
Tecido fosco + rendas + cetim + franjas ao melhor estilo Ana Raio sem Zé Trovão. Só faltaram penas na cabeça no lugar da viseira e uma cinta liga.
Depois veio uma saída de praia apropriada para qualquer fundo do mar do mundo menos para as quadras. Eca!!! Embora feia, asquerosa e medonha, acreditem, foi o que de mais light apareceu.
E assim, chegou a terceira rodada do torneio americano e, com ela, a mais velha das Williams causou: sustos, desmaios, ataques cardíacos, risadas…
Com outfits transparentes, cheios de strass aplicados na maior vibe fogos de Copacabana, short com as mesmas bufas explosivas e um conforto enorme em cada bola atacada ou ace feito, a americana garantiu por antecipação o troféu Bethanie Mattek-Sands com honras. De quebra, a medalha de prata por toda a bizarrice apresentada.
1º lugar: Venus Williams by Elleven (Roland Garros)
Chutando para o lado as convenções e tecidos tecnológicos, a tradicional renda deu vida ao “modeluto” mais polêmico do ano e, novamente, a protagonista foi ela, Miss Venus Williams. Uma salva de palmas, por favor.
Vermelho + renda preta? Não!!!
Vermelho + renda preta + forro nude? 100x não!!!
Vermelho + renda preta + forro nude + saia transparente? 1000x não!!!
Vermelho + renda preta + forro nude + saia transparente + short cor da pele pra dar aquela impressão de “estou sem nada por baixo”? 1.000.000.000x não!!!
Vergonha alheia pouca é bobagem, mas vejamos o lado bom. Já que a americana fechou o ano sem nenhum Slam para o currículo, uma dupla colocação nos piores do ano deve servir de consolo.
Palavras finais? Juízo menina, juízo PELOAMORDEDEUS!!!
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Se você pensa que o babado acabou, engano!!! A coisa também ficou feia nos lados da ATP. Bora conhecer os fanfarrões?
Menção honrosa: Feliciano Lopez by Joma (Australian Open)
Uma camisa tão básica ter um detalhe tão “erro” como a usada por Feliciano no Aussie é digna de figurar entre os piores do ano. Tachinhas, people, tachinhas!!! Com azul? Seria tão mais simples a escolha do preto como cor. Assim, o bizarro passaria a ser pura rebeldia, mas… o que a gente pode esperar da Joma?
3º  lugar: Rafael Nadal by Nike (Australian Open e Indian Wells)
Da cintura pra cima, o amor!!! Bandana combinada com a camiseta justinha de faixas colorida, tudo certo, lindo e perfeito. Pena que a TV não filma apenas da cintura pra cima…
Que bermuda foi essa, JESUSAMADO? Homenagem a casquinha de sorvete? Crepe Suíço? Wafer? WTF? Agostinho Carrara fellings? Chego a me perder na referência, hehehehe!!!
A piadinha de mau gosto feita com Rafa pela Nike leva pra Espanha a medalha de bronze como mico do ano. Mas, pra quem levou o troféu de mais bem vestido, não deve fazer muita diferença. Ou faz?
2º lugar: Novak Djokovic by Sergio Tacchini (conjunto da obra)
“Não tem cara de tiozão, mas acelerou meu coração…”  Calma, calma, Nole é um lindo, um fofo. Já a Sergio Tacchini, perdoa senhor…
A partir do momento que escolheram deixar a pólo super mega tradicional e enfeitar as costas, aff, não funcionou. Como diria minha falecida vózinha no céu: “não orna, minha filhota, não orna!”.
Tirando o amarelo “sou abelha rainha, e daí?”, a ST acertou nas cores. O preto usado no Australian Open era lindíssimo (mas inadequado ao calor “ameno” do país) e os degradês, um luxo. Mas pra quê simplificar se a gente sempre pode estragar tudo?
Sobrou tribal, asa, dragão pra todo lado. Camiseta, boné, bermuda e, se bobear, até na cueca um ser encantado soltou suas chamas. PÓPÁRÁ!
Ei, Nole, bateu saudadezinha de figurar na lista dos mais bem vestidos? Sorry gato, mas esse ano você leva a prata. Dos piores, mas a prata. Consola?

1º lugar: Radek Stepanek by Alea – O dragão
E lá vem ele, o terror da WTA, a maior beiça sem botóx do mundo, o rei da monocelha. Com vocês, levantando o troféu de pior de 2010, Raaaaaaaaaadek Stepanek.  (Opa, ouço Nicole Vaidisova vaiando ao fundo?)
O tcheco não é lá o melhor representante do bom gosto, sempre figura na lista dos piores, mas esse ano a superação aconteceu.  JESUSMARIAEJOSÉ, SOCORRO!!!
Aff, pra quê estampar a camisa com o dragão se também dá pra misturar escamas do animal encantado?  O que dizer da numa mistura medonha de laranja com preto by Alea?
E pra quê ficar só no uniforme de jogo, se o off court também pode ser igual? Por favor, alguém me interna que estou com graves problemas estomacais… Aliás, alguém discorda do prêmio? Para 2011, Radekinho será como Clóvis Bornay no carnaval: oconcur. Mais merecido, impossível.
Bem, people, encerro aqui a minha participação no Saque e Voleio em 2010 e ano que vem eu volto, louca para alfinetar quem renegar o glamour. Estou de olho, rs!!!
Obrigada, Alexandre, mais uma vez pelo espaço, pelo carinho e desde já, desejo a todos os leitores do SeV e do Meninas Vodca um feliz ano novo.

Sharapova lota a arquibancada e estreia com vitória em Auckland

Russa viu organização mudar sua rival de última hora, mas não teve problemas para derrotar a italiana Alberta Brianti por 2 sets a 0, parciais 6/2 e 6/3

Por Das agências de notícias Auckland, Nova Zelândia
Maria Sharapova viu a organização do WTA de Auckland, na Nova Zelândia, mudar sua rival na estreia de última hora. A russa, no entanto, não sentiu a diferença. Com facilidade, a musa derrotou a italiana Alberta Brianti por 2 sets a 0, parciais 6/2 e 6/3, e começou bem a disputa, avançando para a segunda fase.
Maria Sharapova na partida de tênis contra a italiana Alberta BriantiMaria Sharapova se prepara para atacar na partida contra Brianti (Foto: Getty Image)
A musa russa também mostrou não ter perdido popularidade no circuito. Todos os ingressos para os seus jogos já estão vendidos. Nesta segunda, 3,2 mil torcedores lotaram as arquibancadas em Auckland.
Quinta cabeça de chave, a letã Anastasija Sevastova pediu dispensa por estar doente. Assim, Carla Suárez Navarro, que enfrentaria Sharapova na estreia, passou a ser oitava principal jogadora do torneio, o que impossibilitaria o confronto com a russa na primeira fase. Brianti, que havia perdido no qualifying da competição, conseguiu um lugar na chave principal.
- Era minha primeira partida da temporada, por isso não importava quem fosse minha adversária. O que desejava é estar em condições de poder voltar a jogar - afirmou Sharapova.
Sharapova cometeu sete duplas faltas, conquistou só três pontos diretos de saque e ganhou cinco dos 11 break points que fez ao longo da partida.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Enquanto esperam exibição, Clijsters e Wozniacki passeiam por Hua Hin

À espera do jogo de exibição que farão no dia 1º de janeiro, em Hua Hin, Caroline Wozniacki e Kim Clijsters aproveitaram o dia de sol para conhecer a cidade tailandesa. Atual número 1 do mundo, a dinamarquesa ficou admirada com a paisagem durante o passeio de barco pelo rio Chao Phaya. A belga, sorridente, posou para as fotos.
Caroline Wozniacki em passeio pela TailândiaCaroline Wozniacki admira a paisagem tailandesa (Foto: EFE)

Kim Clijsters em passeio pela TailândiaKim Clijsters sorri e posa para a foto(Foto: EFE)

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Sonda derruba liminar por Ganso e incendeia relação com Santos

O grupo Sonda derrubou nesta segunda-feira a liminar com a qual o Santos impedia o fundo de investimento de fazer valer os 25% adquiridos do contrato de Paulo Henrique Ganso: "Fizemos isso, porque o Santos não é parceiro", diz o executivo do grupo Sonda, Roberto Moreno. "Hoje, podemos conversar com qualquer clube do mundo para vender o jogador", diz Moreno.

A situação não é tão clara assim. O Santos questionou na Justiça os 25% comprados pelo Sonda na gestão Marcelo Teixeira, por julgar o negócio abusivo contra o clube. Na época, o fundo de investimento adquiriu 1/4 dos direitos de Ganso por R$ 178 mil. O Sonda tem o total de 45% dos direitos, porque comprou outros 20% diretamente da família de Paulo Henrique Ganso.

A queda da liminar permite ao Sonda fazer valer os 25% adquiridos do clube, mas como o Santos segue majoritário (tem 65% do contrato), uma negociação para o exterior depende da liberação da direção santista, não do fundo de investimento.

Paulo Henrique Ganso é o ponto alto de uma guerra entre a direção do Santos e o fundo de investimento. Em outubro, o meia-armador recusou proposta de plano de carreira, proposta pela diretoria santista nos mesmos moldes da que havia sido assinada por Neymar. Na sequência, o Sonda se irritou com a compra de 5% dos direitos econômicos de Neymar pelo fundo de investimento Terceira Estrela, criado com dinheiro de 29 empresários que torcem pelo Santos, parte deles pertencente ao Conselho Deliberativo do Clube ou ligada à diretoria.

O Sonda alega que a direção santista favorece seus aliados.

O assunto é complexo. Nos últimos cinco anos, o futebol brasileiro ganhou capacidade de investimento graças ao dinheiro injetado pelos fundos de investimento, como o Sonda, a Traffic e o MFD. Os fundos de investimentos podem fazer bem à economia dos clubes. Mas a relação com alguns desses fundos tem sido útil apenas a curto prazo. A médio e longo prazos, alguns deles têm se mostrado predadores. "Ou especuladores, como é o caso do Sonda", diz o presidente do Santos, Luis Álvaro. "O Terceira Estrela é feito por santistas que estão pensando em ajudar o clube. É melhor isso ou trabalhar com quem não tem relação com o clube, como o Sonda, que pertence a um empresário que torce pelo Internacional", pergunta Luis Álvaro.

Segundo o grupo Sonda, agora Ganso pode ser vendido a qualquer momento
Segundo o grupo Sonda, agora Ganso pode ser vendido a qualquer momento
Crédito da imagem: Agência Estado

Torcer para outro clube não é a questão central. Mas a tentativa de um fundo de investimento que tenha relação direta com o clube e defenda os interesses desse clube, como o modelo criado no Santos, pode ser provar muito favorável nos próximos anos.

A guerra promete outros capítulos. Neste momento, o Sonda está disposto a ouvir propostas de clubes do exterior e vender Paulo Henrique Ganso o mais rápido possível. Mas só terá aval para qualquer negócio se o Santos concordar. Vale lembrar que nos últimos anos, o Santos foi o único clube a segurar um dos jogadores mais badalados do mercado internacional, ao rejeitar proposta do Chelsea por Neymar, em agosto passado.

Sokolova deixa seleção russa e está fora da temporada 2011

O ano de 2010 termina com uma péssima noticia para os amantes do esporte.
A principal jogadora da seleção da Rússia, Lioubov Sokolova, anunciou que não jogará pela seleção na temporada de 2011. Sokolova alegou cansaço, disse que pretende se dedicar aos familiares e ao Fenerbahçe da Turquia no ano que vem.
Craque da seleção, Sokolova admitiu que ficar fora da temporada 2011 pela seleção foi uma opção pessoal.
A jogadora no entanto já conversou com o treinador Vladimir Kuzyutkin e afirmou que para 2012 estará à disposição da comissão técnica.
Kuzyutkin renovou contrato recentemente atendendo pedido das principais jogadoras da seleção, entre elas Sokolova.
Se a Rússia conseguir a classificação para os jogos olímpicos de Londres em 2012, Liubov Sokolova irá disputar a quinta olimpíada da carreira. Aos 19 Sokolova já estava no elenco da Rússia que participou da olimpíada de Atlanta em 1996.
O ano de 2010 foi perfeito e um dos mais vitoriosos na carreira da atelta. Sokolova ganhou o campeonato mundial com a seleção no Japão e o mundial de clubes pelo Fenerbahçe no Qatar.
Sokolova está com 33 anos, fez mais de 200 partidas pela seleção e o único título que ainda não tem é justamente o ouro olímpico. 
   

Rodrigão é acusado de agenciar jogadores e infringir estatuto

Enquanto a situação de Marcelinho caminha para uma rescisão de contrato amigável, o caso de Rodrigão é mais complicado.
Os responsáveis pelo departamento de vôlei do Pinheiros e mais a comissão técnica exigiram a demissão do jogador.
Embora a empresa que patrocina o clube não interfira diretamente nas contratações e escalação do time, a mesma exige que o Pinheiros preste contas todos os meses e explique as decisões tomadas.
O blog teve acesso e conversou rapidamente com um profissional ligado ao departamento jurídico da empresa.
O Pinheiros, segundo consta, tem agido corretamente e já explicou aos representantes da empresa os motivos pelos quais Marcelinho e principalmente Rodrigão foram dispensados.
Por causa das festas de fim de ano, as reuniões não aconteceram e estão marcadas para primeira semana de janeiro.
Embora esteja de 'férias', o departamento jurícido da empresa já está estudando o caso e não aprovou a conduta profissional de Rodrigão. A empresa tem conhecimento de que Rodrigão, através de sua firma, está agenciando jogadores e ainda quando atleta do Pinheiros buscava patrocinio para o time que pretende ou pretendia formar em Santos.
O mais grave é que o estatuto de agente da CBV não permite que jogadores em atividade, treinadores ou diretores de clubes exerçam a função. Rodrigão, segundo a empresa, tem trabalhado como agente.
"Isso não é aceitável para um atleta", limitou-se a dizer o profissional ligado a empresa que patrocina o Pinheiros.
O blog tentou falar com Rodrigão mas não obteve sucesso.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

VÍDEO: 7 mortos no estádio que dá lugar ao equivalente a 46 hospitais

"Um estádio de R$ 1,6 bilhão - O valor é digno de obras faraônicas. Com ele seria possível construir e equipar 46 hospitais, 618 escolas ou cobrir todas as despesas com saúde do ano de 2009. Mas toda a dinheirama será vertida para o consórcio OAS/Odebrecht, que vai construir e operar uma remodelada Fonte Nova durante 35 anos. Contanto apenas o valor da obra, R$ 591 milhões, o estádio já teria um dos maiores custos por assento do Mundial brasileiro. O restante vai para manutenção, gestão, impostos etc."
Este é apenas um dos itens que integram a matéria "Dez micos da organização da Copa brasileira em 2010", do Portal 2014 — clique aqui para ler na íntegra. Um absurdo que revolta ainda mais se lembrarmos que há pouco mais de três anos sete pessoas morreram na velha Fonte Nova, demolida no final de agosto. Pelo jeito os ditos "responsáveis" acreditam que a tragédia também tenha sido removida de nossas mentes como o antigo estádio a partir de sua implosão.

Sei que esse post não deve gerar muitos acessos, tampouco comentários, ao contrário do anterior, que abordou o desinteresse geral pelas questões envolvendo a CBF e a Copa de 2014 e a preocupação da maioria em tolices como unificação de títulos ou discutir o título nacional de 1987. Tudo sem sequer conhecer a história. As pessoas, em geral, não querem aprender para compreender, tampouco lembrar algo trágico como aquele Bahia 0 x 0 Vila Nova de três anos atrás.

Por essas e outras o estádio que equivale a 46 hospitais e 618 escolas vem aí. No vídeo abaixo, observe após 30 segundos o momento em que o clarão se abre na arquibancada superior, e vai aumentando, com o pavor dos que estavam por perto. O mais macabro é que a apaixonada torcida do Bahia segue comemorando o acesso à Série B, sem ter a menor ideia do risco que corria na velha e mal conservada Fonte Nova. Festa é sempre bacana, mas se indignar e protestar é necessário.

Matthäus rompe com sua quarta esposa para viver novo romance


O ex-jogador alemão e atual técnico da Bulgária, Lothar Matthäus, rompeu definitivamente com sua quarta esposa, Liliana (foto), e já tem uma nova namorada, chamada Ariadne.
O jornal Bild apresenta em sua edição desta segunda-feira fotos das duas, ambas morenas e de estilo muito similar, e desafia o leitor a buscar diferenças entre ambas, após esclarecer que uma delas não é a idade, já que ambas têm 23 anos.
Matthäus, de 49 anos, se separou de Liliana após dois anos de casamento marcados por várias rupturas e reconciliações, misturados com casos públicos de infidelidade das duas partes. No meio do ano, a novela do casal ocupou diversas páginas de jornais europeus por causa da escapada de Liliana com um amante italiano.
O assunto saltou da esfera particular à profissional e prejudicou a contratação do ex-jogador como técnico de Camarões, já que Chantal Biya, a esposa do presidente camaronês Paul Biya, decidiu vetar Matthäus por considerá-lo um mau exemplo para a juventude

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

O craque do ano

O JORNAL italiano "Gazzetta dello Sport" garante que em 10 de janeiro Iniesta receberá a Bola de Ouro da Fifa, de melhor jogador de 2010. Se for assim, não será justo. Nada contra o craque do Barça, autor do gol do primeiro título mundial da Espanha. Mas o craque do ano foi Messi, outra vez.
Diga-se que o argentino chegou a um nível em que não importa ganhar ou não prêmios de melhor disto ou daquilo. Ele é o cara! Neste ano, foi o cara em três posições, de acordo com as mudanças de posicionamento propostas por seu técnico Josep Guardiola -outro que concorre a melhor do ano, contra José Mourinho e Vicente Del Bosque.
Nos dois primeiros meses do ano, Messi jogou como fazia nos anos anteriores. No 4-3-3 do Barcelona, ocupava a ponta direita.
Em 27 de fevereiro, no 2 x 1 sobre o Málaga, Guardiola inaugurou o 4-2-3-1. Queria Messi mais perto do gol e puxou-o para a faixa central dos armadores, com Ibrahimovic ou Henry na posição de centroavante. Nessa função, Messi realizou duas das atuações mais espetaculares do ano, nos 4 x 0 sobre o Stuttgart, pelas oitavas de final, e nos 4 x 1 contra o Arsenal, quando anotou todos os quatro gols pelas quartas de final da Liga dos Campeões.
A contratação de Villa provocou outra mudança sutil. Guardiola voltou ao 4-3-3, Messi movimenta-se ainda mais por todo o ataque, mas parte da posição de centroavante, com Villa deslocado para a esquerda e Pedro pela ponta direita. Em todas, Messi é o melhor.
Eleger Iniesta ou Xavi significa premiar o título mundial da Espanha. Ter sido discreto na Copa do Mundo e ainda assim ser o melhor do planeta é sinal de que o torneio de seleções tem sua importância cada vez mais relativizada. A importância de Messi é incontestável.

MOEDOR DE TÉCNICOS
De fevereiro de 1995, quando comprou a Inter, para cá, Massimo Moratti mudou o comando do clube 16 vezes, contando os interinos.

O NOVO SONHO
Aparentemente, o novo sonho de consumo de Moratti é Fabio Capello, da seleção inglesa. Trazer Capello agora seria impossível. Leonardo era mais viável. Se o brasileiro não fizer grande campanha, Capello será a sombra.

Fla foi o campeão em 1987. A torcida deveria cobrar a CBF é por 2014

A CBF não oficializa o Flamengo como campeão brasileiro de 1987. Mas resolveu reconhecer vários títulos dos anos 1950 e 1960 como equivalentes ao atual campeonato brasileiro. Por isso, torcedores do Flamengo protestaram contra o presidente da Confederação Brasileira de Futebol, no Engenhão, durante o "Jogo das Estrelas", promovido por Zico.

Pena que flamenguistas e seguidores dos demais clubes não fiquem indignados com o cartola por outras razões, afinal, ele se mantém no poder desde 1989, tem mandato prorrogado até depois da Copa do Mundo de 2014 e o futebol no país não evoluiu como poderia e deveria. Isso sem falar em denúncias feitas pela imprensa brasileira e internacional.

Lamento que rubro-negros e fãs das outras equipes do país não se irritem profundamente a ponto de protestarem quando as cifras envolvendo essa tal Copa marcada para daqui a três anos e meio são anunciadas. Como os pelo menos R$ 705 milhões para descaracterizar o Maracanã. Ou outros zilhões que serão enterrados em estádios sem utilidade após o Mundial.

Se você quiser saber o que aconteceu em 1987, clique aqui e leia a matéria do jornalista Ubiratan Leal sobre a Copa União, o mais completo trabalho a respeito do imbróglio já publicado na imprensa. Se tiver o interesse de analisar o aspecto técnico, comparar os torneios disputados por Flamengo e Sport Recife, que reivindicam o título, veja as listas abaixo, com os participantes dos dois módulos.

MÓDULO VERDE
Esporte Clube BAHIA (Salvador-BA)
GOIÁS Esporte Clube (Goiânia-GO)
Clube ATLÉTICO Mineiro (Belo Horizonte-MG)
CRUZEIRO Esporte Clube (Belo Horizonte-MG)
SANTA CRUZ Futebol Clube (Recife-PE)
CORITIBA Football Club (Curitiba-PR)
BOTAFOGO de Futebol e Regatas (Rio de Janeiro-RJ)
Clube de Regatas FLAMENGO (Rio de Janeiro-RJ)
FLUMINENSE Football Clube (Rio de Janeiro-RJ)
Clube de Regatas VASCO DA GAMA (Rio de Janeiro-RJ)
GRÊMIO de Football Portoalegrense (Porto Alegre-RS)
Sport Club INTERNACIONAL (Porto Alegre-RS)
Sport Club CORINTHIANS Paulista (São Paulo-SP)
Sociedade Esportiva PALMEIRAS (São Paulo-SP)
SANTOS Futebol Clube (Santos-SP)
SÃO PAULO Futebol Clube (São Paulo-SP)

MÓDULO AMARELO
Centro Sportivo Alagoano - CSA (Maceió-AL)
Esporte Clube VITÓRIA (Salvador-BA)
CEARÁ Sporting Club (Fortaleza-CE)
RIO BRANCO Atlético Clube (Cariacica-ES)
ATLÉTICO Club Goianiense (Goiânia-GO)
TREZE Futebol Clube (Campina Grande-PB)
Clube NÁUTICO Capibaribe (Recife-PE)
SPORT Club do Recife (Recife-PE)
Clube ATLÉTICO Paranaense (Curitiba-PR)
BANGU Atlético Clube (Rio de Janeiro-RJ)
CRICIÚMA Esporte Clube (Criciúma-SC)
JOINVILLE Esporte Clube (Joinville-SC)
GUARANI Futebol Clube (Campinas-SP)
Associação Atlética INTERNACIONAL (Limeira-SP)
Associação PORTUGUESA de Desportos (São Paulo-SP)

Leu o texto do Ubiratan? Observou atentamente as listas com os times que participaram dos dois torneios paralelos realizados em 1987? Então, observando o aspecto técnico, repito, técnico, responda: quem disputou, e ganhou, o torneio equivalente à primeira divisão?

Por isso, o torcedor do Flamengo que se irrita com a cartolagem e briga pelo reconhecimento da CBF age de forma tola. O que importa um decreto a mais ou a menos do presidente da Confederação? Você dá valor ao que diz, determina ou pensa o comandante da CBF? Acha mesmo relevante alguma decisão futebolística tomada por esta pessoa?

Que tal se preocupar com o que realmente interessa? Protestar contra os grandes absurdos que envolvem o futebol no Brasil? Se a CBF dará mais uma canetada ou não, dane-se. Torcedores do Flamengo e demais clubes deveriam cobrar CBF por 2014, por exemplo, não por 1987, pois o que aconteceu em campo ninguém muda.

PS: após tanto tempo, como já deixei claro várias vezes, acho que seria razoável decretar os dois rubro-negros campeões nacionais daquele ano. Afinal, se o Sport se contenta e se convence de que foi, realmente, de fato, campeão e melhor time do país naquele ano enfrentando as equipes acima relacionadas no módulo amarelo... Ok, paciência, né?. Pessoalmente acho que o grande e verdadeiro triunfo técnico do Leão da Ilha do Retiro no âmbito nacional foi registrado há pouco mais de dois anos, quando o clube ganhou a Copa do Brasil após eliminar Palmeiras, Internacional, Vasco e bater o Corinthians na final. Adversários de peso, de elite no futebol brasileiro, e que em 1987 disputaram o outro módulo, o verde, vencido pelo Flamengo.

O time campeão em 1987: Em pé: Leandro, Zé Carlos, Andrade, Edinho, Leonardo e Jorginho; agachados:
O time campeão: Em pé: Leandro, Zé Carlos, Andrade, Edinho, Leonardo e Jorginho; agachados: Bebeto, Aílton, Renato Gaúcho, Zico e Zinho. Eles ganharam o tecnicamente verdadeiro Brasileirão de 1987

domingo, 26 de dezembro de 2010

Tratamento igual na equipe. Um novo título, por que não? Voltar a ser o que era. Ganhar um campeonato e virar deus. Menos erros, mais sorte. Um novo sopro do destino. Deixar de ser promessa, voltar aos bons tempos. Ganhar mais que elogios, provar que merece estar onde está. Honrar o país, mostrar que ainda dá. Sair do lugar, acabar com as desconfianças, justificar a confiança, virar mito, ser como aquele outro, crescer para virar adulto logo, fazer jus ao nome do passado, ser fiel às tradições perdidas, ter alguma coisa para dirigir, não ser motivo de chacota, dar um salto de qualidade, entrar pela porta da frente.

As pessoas me encontram e perguntam: a unificação foi justa? Nos últimos anos, debatemos o assunto no Loucos por Futebol, no Bate Bola e Linha de Passe. Minha opinião foi repetida algumas vezes. Daí, no meio da discussão das últimas duas semanas, eu ter corrido o risco de debater o tema sem detalhar por que razão minha opinião foi contrária à unificação. Me parecia redundante repetir o que já disse. O risco foi não explicar corretamente o caso.
Se você acha que isso aconteceu, tento corrigir o problema abaixo.
Se já se encheu desse assunto, desculpe. Você tem todo o direito de parar sua leitura aqui.

1. Havia quatro possibilidades de lidar com a unificação: a) unificar tudo, Taça Brasil e Robertão, desde 1959; b) não unificar nada e manter o Brasileiro com início em 1971; c) unificar só o Robertão, a partir de 1967, e equiparar a Taça Brasil à Copa do Brasil; d) unificar desde 1959, mas estudar os anos de 1967 e 1968 à parte, para evitar a confusão dos dois campeões no mesmo ano, agora estabelecida. Em 1967 e 1968, era como se o Robertão fosse equivalente ao Brasileiro e a Taça Brasil à Copa do Brasil.
Todas essas possibilidades eram legítimas. Para estabelecer consenso sobre qual das quatro alternativas escolher, seria preciso estabelecer um debate com historiadores do futebol brasileiro, como Celso Unzelte, Roberto Assaf e Odir Cunha, entre outros.

2. As semelhanças e diferenças da Taça Brasil: A Taça Brasil foi o primeiro torneio nacional de clubes com continuidade. É possível dizer que o Torneio dos Campeões, promovido pela Federação Brasileira de Futebol e vencido pelo Atlético Mineiro em 1937 (há referência no hino do Galo à taça, com o verso "Nós somos campeões dos campeões") foi o primeiro torneio nacional, ainda que só tenha envolvido quatro estados. Mas o Torneio dos Campeões não teve sequência.
Apesar disso, a Taça Brasil tinha formato de Copa, com as primeiras fases disputadas regionalmente. Isso dá legitimidade a quem entende que o torneio deveria ser equiparado ao Brasileiro, como também dá argumento a quem defende a equiparação com a Copa do Brasil. Lembre-se que, como a Taça Brasil, a Copa do Brasil dá vaga na Libertadores desde sua primeira edição, em 1989. Diferente da Taça Brasil, a Copa do Brasil nunca foi o torneio nacional mais importante de sua época. Mas mesmo em 1959, para grande parte dos torcedores, era mais importante ser campeão paulista ou carioca do que vencer o torneio nacional.

3. As semelhanças e diferenças do Robertão: O Robertão ganhou esse apelido por uma razão objetiva. Torneio Roberto Gomes Pedrosa era o nome oficial do Torneio Rio-São Paulo. Quando o Cruzeiro ganhou a Taça Brasil de 1966 e evidenciou que o futebol brasileiro não era mais dominado apenas pelo eixo Rio-Sã Paulo, decidiu-se ampliar o Rio-São Paulo. No primeiro ano, 1967, entraram clubes de MG, RS e PR. Pernambuco e Bahia ingressaram na segunda edição, em 1968. O Rio-São Paulo ampliado, ou o Roberto Gomes Pedrosa grande, virou o Robertão.
O torneio teve representatividade de Campeonato Brasileiro. Mas há uma diferença, ainda que sutil, na transformação do Robertão em Campeonato Nacional, a partir de 1971.
Ao anunciar a CRIAÇÃO do Campeonato Nacional, em fevereiro de 1971 (veja, a criação foi anunciada em fevereiro pelo presidente João Havelange e o Nacional começou em agosto), a CBD estabeleceu três divisões, com acesso e descenso. É fato que o acesso e o descenso jamais se cumpriram, por causa do uso político do futebol, representado pela frase "Onde a Arena vai mal, um clube no Nacional." Mas com oito estados representados na Primeira Divisão (o Ceará entrou) e todos os demais estados onde se praticava futebol profissional representados nas divisões de acesso, o Campeonato Nacional era, a partir de 1971, Nacional mesmo. Um clube da Paraíba poderia ser campeão de 1973, em teoria.
O Robertão era um torneio inter-estadual, com apenas sete estados representados.
A Taça Brasil era um torneio nacional, sem dúvida. Disputado em formato de Copa.

4. Manter o critério do Brasileiro com início em 1971: Essa possibilidade também era legítima e era a minha. Sem negar a importância das edições de Taça Brasil e Robertão, não seria preciso mudar a nomenclatura para valorizá-los. Não é preciso chamar Dom Pedro I de Presidente da República para entender que o Imperador era o homem mais importante do Império. Não era preciso chamar o campeão da Taça Brasil e do Robertão de Campeão Brasileiro, para entender que ganhou o título nacional mais relevante de sua época.
O título nacional mais importante. Ressalte-se mais uma vez: para muitos torcedores, os estaduais tinham mais importância do que o Nacional, naquela época.
A história do futebol brasileiro não começou em 1971.
A história do futebol brasileiro também não começou em 1959.
A história do futebol brasileiro começa em 1894 e estabelece campeonatos importantes a partir de 1902, com os Estaduais. Mais tarde, a partir de 1923, com o Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais.
Essa história não está esquecida. Nem precisa ser equiparada aos títulos nacionais de clubes do presente.

5. A obrigatoriedade do debate: A discussão para a unificação se deu com base no dossiê elaborado pelo jornalista Odir Cunha, remunerado pelos clubes interessados na unificação. Durante muito tempo, usou-se a palavra "reconhecimento". Estava errado. Os títulos de Taça Brasil e Robertão sempre foram reconhecidos. Sempre se disse que o Santos foi cinco vezes campeão da Taça Brasil, uma vez do Robertão e duas do Campeonato Brasileiro.
Mas nunca se debateu as quatro hipóteses formatadas no primeiro tópico: unificar tudo, não unificar nada, unificar só o Robertão ou unificar desde 1959 discutindo à parte os anos de 1967 e 1968.
Desse ponto de vista, é que a discussão sempre me pareceu clubística.
O anúncio da unificação, na quarta-feira, não fez as pessoas conhecerem uma história perdida. Fez apenas com que torcidas se orgulhassem de um número maior do que possuíam até a véspera. O santista comemora oito títulos brasileiros, mas poucos sabem detalhar a história desses títulos. O palmeirense, idem. Na prática, a unificação representa apenas a mudança do número de títulos brasileiros, sem nenhuma consequência na cultura do torcedor de futebol sobre a história de seu país.

Sem contar a absoluta falta de consenso sobre a decisão.
Se a CBF criasse uma comissão para estabelecer, em três meses digamos, qual o critério a ser usado para a unificação e estudar as quatro hipóteses apresentadas acima, se essa comissão tivesse legitimidade, certamente o anúncio teria melhor repercussão. O Brasil sairia com uma solução de consenso e espalharia a história de seu futebol para as gerações mais jovens.

6. O único ponto positivo: A quem gosta de história, vale se debruçar sobre os detalhes da Taça Brasil e Robertão. Isso vale. Mas pouca gente vai fazer isso. Em 2003, encomendei uma pesquisa sobre todas as fichas técnicas de todos os jogos de todas as Taças Brasil e todos os Robertões. Paguei do meu bolso uma pesquisa que levantou 80% das informações.
Em meu arquivo, tenho todas as fichas de todos os jogos do Robertão, entre 1967 e 1970.
E todas as fichas de todos os jogos de Taça Brasil, mas aqui com alguns buracos, nas partidas disputadas por clubes do eixo Norte-Nordeste. As fichas de jogos do Bahia estão bem cobertas. O Ceará, o ABC, a Tuna Luso, não estão. Mas o arquivo possui todas as fichas de todos os jogos de Grêmio, Inter, Atlético Mineiro, Cruzeiro, Palmeiras, Santos (São Paulo e Corinthians não disputaram nenhuma edição da Taça Brasil), Flamengo, Fluminense, Vasco, Botafogo e Coritiba. Essa pesquisa é o que permite dizer que Pelé é o nono artilheiro do Brasileirão unificado, com 99 gols, como exposto abaixo, neste mesmo blog.

Com o perdão de parecer prepotente, é absurdo que a CBF anuncie a unificação e, no momento seguinte, admita que não possui tal pesquisa, ainda que incompleta, como é o caso da minha.

Fazer com que mais gente conheça a história do Robertão e da Taça Brasil é o ponto positivo da unificação dos títulos brasileiros. Mas qualquer decisão deveria ter sido tomada com base num debate que levasse em conta o que está aqui exposto.

Pedidos

Tratamento igual na equipe. Um novo título, por que não? Voltar a ser o que era. Ganhar um campeonato e virar deus. Menos erros, mais sorte. Um novo sopro do destino. Deixar de ser promessa, voltar aos bons tempos. Ganhar mais que elogios, provar que merece estar onde está. Honrar o país, mostrar que ainda dá. Sair do lugar, acabar com as desconfianças, justificar a confiança, virar mito, ser como aquele outro, crescer para virar adulto logo, fazer jus ao nome do passado, ser fiel às tradições perdidas, ter alguma coisa para dirigir, não ser motivo de chacota, dar um salto de qualidade, entrar pela porta da frente.

Tem também aqueles que foram esquecidos e se veem desorientados, o sonho de uma vida escorrendo pelas mãos, com pouco, pouquíssimo tempo para tomar decisões e encontrar um rumo, não pedem nada muito palpável, talvez só mesmo um rumo.

Há os que não alimentam grandes ilusões, reduziram suas ambições, pedem apenas que a vida não lhes dê nenhum grande susto, permita que sigam acelerando em seu ritmo, que encontrem aquele prazer íntimo e secreto de apenas participar, fazer número, misturar-se à multidão.

Há os que se contentam em ver de perto, estar lá, escutar os sons e sentir os cheiros, e se der em glebas distantes, aquelas só conhecidas pela TV, mas agora dá, que tal se programar para estar onde nunca antes se sonhou em estar? Sempre foi um sonho, algo quase inatingível, mas, pensando bem, nem é tão longe assim, para quê a gente vive, afinal, se não para realizar sonhos?

Tem também aqueles que fecham os olhos e enxergam a estrada infinita, pedem apenas que ela seja de fato sem fim, não termine nunca, nunca mesmo, sem rumo certo, sem destino definido, apenas exista, para que o asfalto possa ser engolido por toda a eternidade ao som monótono e reconfortante do ronco de um motor, seja ele qual for, o que importa é o caminho, e não exatamente onde se imagina que se quer chegar.

Há os que são gratos por tudo, nada mais querem, está ótimo assim, que as coisas sigam tranqüilas e serenas pela rota escolhida, mesmo se de vez em quando surja aquela sensação de que poderia haver outra, ou outras, mais misteriosas e sedutoras, mas é preciso escolher uma, não?, então que assim seja, vamos em frente, não, não quero nada, está bom assim.

Há os que não se contentam com pouco e querem, quase exigem, vitórias, glórias, fama, fortuna, júbilo, fartura, triunfos, luzes, exuberância, felicidade eterna e sem medidas, mal sabem como pode ser grande o tombo, sorte a eles, que consigam tudo.

E tem aqueles, como eu, que não sabem o que pedir, nem a quem, nem como, até se sentem mal em pedir alguma coisa, e por isso mesmo só querem um carrinho de plástico.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

AS BELAS DO NATAL

Cheerleaders do Tennessee Titans esbanjam charme vestidas de mamãe noel no intervalo da partida contra o Houston Texans


Cheerleader conta com uma "ajudinha" e é arremessada para o alto em intervalo do jogo entre Los Angeles Clippers e Houston Rockets

Cheearleaders do UNLV Rebels se apresentam em intervalo da partida contra o Southern Utah Thunderbirds em Las Vegas

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

CBF unificou e a hora é de serviço. Aqui, toda a história de Robertão e Taça Brasil

Você não precisa me perguntar o que penso da unificação dos títulos nacionais. Sempre fui contra. Mas nunca contra o debate. Não se nega a importância dos títulos da Taça Brasil e do Robertão. A questão é entender sua importância em sua época. Se João Havelange criou em fevereiro de 1971 o Campeonato Brasileiro, precisa explicar por que agora é a favor de descriar. Ou melhor, explicar por que em 1971 não anunciou a transformação do Robertão em Campeonato Brasileiro.
A unificação daria certamente no que deu, outro motivo para não fazê-la. Gente que é a favor de chamar de campeões brasileiros todos os vencedores de títulos nacionais entre 1959 e 1970, os favoráveis a chamar de campeões só os que venceram a partir de 1967 e os favoráveis a não mexer em nada. Quando se anuncia a unificação desde 1959 sem debate, dá nisso: a maioria é contra.
Eu sou contra. Mas isso importa pouco neste dia em que a CBF decidiu celebrar todos os campeões da Taça Brasil (1959 a 1968) e do Robertão (1967 a 1970), criando uma esdrúxula lista com dois campeões em 1968 e outros dois (que são o mesmo) em 1967.
Neste momento, não adianta ser contra ou a favor. Adianta espalhar a história. É a isto que este blog se presta a partir desta linha. Abaixo você verá os jogos que decidiram os títulos entre 1967 e 1970, o campeão, o vice e o artilheiro. A discussão tem de servir para alguma coisa. Que seja para espalhar o conhecimento sobre um período da história do futebol brasileiro.

1959 – BAHIA
FINAIS
Santos 2 x 3 Bahia
Bahia 0 x 2 Santos

Jogo do título
29/março/1960
BAHIA 3 x 1 SANTOS

Local: Maracanã (Rio de Janeiro); Juiz: Frederico Lopes; Gols: Coutinho 26, Vicente 37 do 1º; Léo 1, Alencar 31 do 2º
BAHIA: Nadinho, Leone, Henrique, Vicente e Beto; Flávio e Bombeiro; Marito, Alencar, Léo e Biriba. Técnico: Carlos Volante
SANTOS: Lala, Getúlio, Mauro, Formiga e Zé Carlos; Zito e Mário; Dorval (Tite), Coutinho, Pagão e Pepe. Técnico: Lula

ARTILHEIRO – Léo (Bahia) 8 gols

1960 – PALMEIRAS

FINAIS
Fortaleza 1 x 3 Palmeiras

28/dezembro/1960
PALMEIRAS 8 x 2 FORTALEZA

Local: Pacaembu (São Paulo); Juiz: Ricardo Bonadies; Gols: Charuto 6, Zequinha 8, Chinesinho 10, Romeiro 12, Julinho 21, Charuto 44 do 1º; Cruz 8, Cruz 14, Chinesinho 24, Humberto Tozzi 32 do 2º
PALMEIRAS: Valdir de Moraes, Djalma Santos, Valdemar Carabina, Aldemar e Jorge; Zequinha e Chinesinho; Julinho, Humberto Tozzi, Romeiro e Cruz. Técnico: Osvaldo Brandão
FORTALEZA: Pedrinho, Mesquita, Sanatiel, Toinho e Sapenha; Mimoso e Noésio; Benedito, Walter Vieira, Charuto e Bececê.

ARTILHEIRO – Bececê (Fortaleza) – 7 gols

1961 – SANTOS

FINAIS
Bahia 1 x 1 Santos

27/dezembro/1961
SANTOS 5 x 1 BAHIA

Local: Vila Belmiro (Santos); Juiz: Baymonilso Lisboa; Gols: Pelé 25, Pelé 30, Pelé 32, Coutinho 34 do 1º; Coutinho 16, Florisvaldo 44 do 2º;
SANTOS: Laércio (Silas), Lima, Mauro (Olavo), Calvet e Dalmo; Zito e Tite; Dorval, Coutinho, Pelé e Pepe. Técnico: Lula
BAHIA: Nadinho, Hélio, Henrique, Vicente e Florisvaldo; Pinguela (Antonio) e Nilsinho; Marito, Alencar, Didico e Mário. Técnico: Armando Simões

ARTILHEIRO – Pelé (Santos) – 7 gols

1962 – SANTOS

FINAIS
Santos 4 x 3 Botafogo
Botafogo 3 x 1 Santos

2/abril/1963
BOTAFOGO 0 x 5 SANTOS

Local: Maracanã (Rio de Janeiro); Juiz: Eunápio de Queiroz; Gols: Dorval, Pepe, Coutinho, Pepe, Pelé (2)
BOTAFOGO: Manga, Zé Maria, Ivan (Jadir), Nilton Santos e Rildo (Joel); Aírton e Édson; Garrincha, Quarentinha, Amarildo e Zagalo. Técnico: Marinho Rodrigues
SANTOS: Gilmar, Lima, Mauro e Dalmo; Zito e Calvet; Dorval, Mengálvio, Coutinho (Tite), Pelé e Pepe. Técnico: Lula

ARTILHEIRO – Coutinho (Santos) - 7 gols

1963 – SANTOS

FINAIS
Santos 6 x 0 Bahia

28/1/1964
BAHIA 0 x 2 SANTOS

Local: Fonte Nova (Salvador); Juiz: Armando Marques; Público: 35.365; Gols: Pelé 27 do 1º; Pelé 40 do 2º
BAHIA: Nadinho, Hélio, Henrique, Roberto e Russo (Ivan); Nilsinho e Mário; Miro, Vevé, Hamilton e Biriba. Técnico: Geninho
SANTOS: Gilmar, Ismael, Mauro, Haroldo (Joel) e Geraldino; Lima e Mengálvio; Dorval, Coutinho, Pelé e Pepe. Técnico: Lula

ARTILHEIRO – Pelé (Santos) - 8 gols

1964 – SANTOS

FINAIS
Santos 4 x 1 Flamengo

19/dezembro/1964
FLAMENGO 0 x 0 SANTOS

Local: Maracanã (Rio de Janeiro); Juiz: Armando Marques
FLAMENGO: Marco Aurélio (Renato), Murilo, Ditão, Ananias e Paulo Henrique; Carlinhos e Evaristo; Amauri, Aírton, Berico (Paulo Alves) e Carlos Alberto. Técnico: Flávio Costa
SANTOS: Gilmar, Ismael, Modesto, Haroldo e Geraldino; Zito e Mengálvio; Toninho Guerreiro (Lima), Coutinho, Pelé e Pepe. Técnico: Lula

ARTILHEIRO – Pelé (Santos) - 7 gols

1965 – SANTOS

FINAIS
Santos 5 x 1 Vasco

8/dezembro/1965
VASCO 0 x 1 SANTOS

Local: Maracanã (Rio de Janeiro); Juiz: Armando Marques; Público: 38.788; Gol: Pelé 21 do 2º
VASCO: Gainete, Joel, Caxias, Ananias e Oldair; Maranhão e Danilo; Mário Tilico, Nivaldo (Luizinho), Célio e Zezinho. Técnico: Zezé Moreira
SANTOS: Gilmar, Carlos Alberto, Mauro, Orlando e Geraldino; Lima e Mengálvio; Dorval, Coutinho, Pelé e Pepe (Abel). Técnico: Lula

ARTILHEIRO – Bita (Náutico) – 9 gols

1966 – CRUZEIRO

FINAIS
Cruzeiro 6 x 2 Santos

7/dezembro/1966
SANTOS 2 x 3 CRUZEIRO

Local: Pacaembu (São Paulo); Juiz: Armando Marques; Público: 30.000; Gols: Pelé 23, Toninho Guerreiro 25 do 1º; Tostão 19, Dirceu Lopes 28, Natal 44 do 2º
SANTOS: Cláudio, Lima, Haroldo, Oberdã e Zé Carlos; Zito e Mengálvio; Amauri (Dorval), Toninho Guerreiro, Pelé e Edu. Técnico: Lula
CRUZEIRO: Raul, Pedro Paulo, William, Procópio e Neco; Piazza e Dirceu Lopes; Natal, Tostão, Evaldo e Hílton Oliveira. Técnico: Aírton Moreira

ARTILHEIRO – Bita (Náutico) e Toninho Guerreiro (Santos) – 10 gols

1967 (ROBERTÃO) – PALMEIRAS

FINAL
PALMEIRAS 2 x 1 GRÊMIO

8/junho/1967
Local: Pacaembu (São Paulo); Juiz: João Carlos Ferrari; Público: 28.000; Gols: César 8, César 24 do 1º; Ari Ercílio 40 do 2º
PALMEIRAS: Peres, Djalma Santos, Baldochi, Minuca e Ferrari; Dudu e Ademir da Guia; Dario (Zico) (Jorge), Servílio, César e Tupãzinho (Rinaldo). Técnico: Aymoré Moreira
GRÊMIO: Arlindo, Everaldo, Ari Ercílio, Paulo Souza e Ortunho; Áureo (Paíca) e Cléo; Babá (Loivo), Joãozinho, Beto (Vieira) e Volmir. Técnico: Carlos Froner

ARTILHEIRO – Ademar Pantera (Flamengo) e César (Palmeiras) – 15 gols
Observação: A decisão aconteceu num quadrangular decisivo envolvendo Palmeiras, Grêmio, Inter e Corinthians. A classificação final teve Palmeiras (campeão), Internacional (vice), Corinthians (terceiro), Grêmio (quarto). Na última rodada, o Inter dependia de vitória do Grêmio sobre o Palmeiras para forçar um jogo decisivo extra

1967 (TAÇA BRASIL) – PALMEIRAS
FINAIS
Náutico 1 x 3 Palmeiras
Palmeiras 2 x 1 Náutico

29/dezembro/1967
PALMEIRAS 2 x 0 NÁUTICO

Local: Maracanã (Rio de Janeiro); Juiz: Armando Marques; Público: 16.577; Gols: César 8 do 1º; Ademir da Guia 33 do 2º
PALMEIRAS; Peres, Geraldo, Baldochi, Minuca e Ferrari; Dudu e Zequinha; César, Tupãzinho, Ademir da Guia e Lula. Técnico: Mário Travaglini
NÁUTICO: Valter, Gena, Mauro, Fraga e Clóvis; Rafael e Ivã; Miruca, Ladeira (Paulo Choco), Nino e Lala. Técnico: Duque

ARTILHEIRO – Chiclete (Treze) – 6 gols

1968 (ROBERTÃO) – SANTOS

FINAL
10/dezembro/1968
VASCO 1 x 2 SANTOS

Local: Maracanã (Rio de Janeiro); Juiz: Arnaldo César Coelho; Público: 54.994; Gols: Toninho Guerreiro 14, Pelé 38 do 1º; Bianchini 4 do 2º; Expulsões: Bianchini e Cláudio 25 do 2º
VASCO: Valdir, Ferreira, Brito, Moacir (Fernando) e Eberval; Benetti e Alcir; Nado, Valfrido, Bianchini e Danilo Menezes (Adílson). Técnico: Paulinho de Almeida
SANTOS: Cláudio, Carlos Alberto, Ramos Delgado, Marçal e Rildo; Clodoaldo e Lima; Edu, Toninho Guerreiro (Douglas), Pelé e Abel (Laércio). Técnico: Antoninho

ARTILHEIRO – Toninho Guerreiro (Santos) – 18 gols
Observação: A decisão aconteceu num quadrangular decisivo envolvendo Santos (campeão), Internacional (vice-campeão), Vasco (terceiro colocado) e Palmeiras (quarto colocado), em turno único.

1968 (TAÇA BRASIL) – BOTAFOGO
FINAIS
Fortaleza 2 x 2 Botafogo

4/outubro/1969
BOTAFOGO 4 x 0 FORTALEZA

Local: Maracanã (Rio de Janeiro); Juiz: Guálter Portela Filho; Gols: Roberto 7 do 1º; Ferretti 8, Afonsinho 20, Ferretti 37 do 2º; Público: 13.588
BOTAFOGO: Cao, Moreira, Chiquinho Pastor (Leônidas), Moisés e Valtencir; Carlos Roberto (Nei Conceição) e Afonsinho; Rogério, Roberto, Ferretti e Paulo César. Técnico: Zagalo
FORTALEZA: Mundinho, William, Zé Paulo, Renato e Luciano Abreu; Joãozinho e Luciano Frota; Garrinchinha, Lucinho, Erandir (Amorim) e Mimi. Técnico: Gilvan Dias

ARTILHEIRO – Ferretti (Botafogo) – 7 gols
Observação – A decisão aconteceu mesmo em outubro de 1969,

1969 – PALMEIRAS
FINAL
7/dezembro/1969
PALMEIRAS 3 x 1 BOTAFOGO

Local: Morumbi (São Paulo); Juiz: Armando Marques; Gols: Ademir da Guia 11, César 27, Ademir da Guia 44 do 1º; Ferretti 10 do 2º
PALMEIRAS: Leão, Eurico, Baldochi, Nélson e Zeca; Dudu e Ademir da Guia; Cardoso (Serginho), Jaime, César e Pio (Copeu). Técnico: Rubens Minelli
BOTAFOGO: Cao, Luís Carlos, Chiquinho Pastor, Moisés (Ademir) e Valtencir; Leônidas e Afonsinho; Jairzinho, Humberto, Ferretti e Torino (Zequinha). Técnico: Zagalo

ARTILHEIRO – Edu (América) – 14 gols

Observação: Decisão em quadrangular de turno único. Palmeiras (campeão), Cruzeiro (vice), Corinthians (terceiro) e Botafogo (quarto colocado). Na tarde da decisão, o Corinthians precisava vencer o Cruzeiro em Belo Horizonte para ser campeão. Perdeu por 2 x 1. Com isso, bastou ao Palmeiras vencer o Botafogo para ser campeão.

1970 – FLUMINENSE
FINAL
20/dezembro/1970
FLUMINENSE 1 x 1 ATLÉTICO MINEIRO

Local: Maracanã (Rio de Janeiro); Juiz: José Favilli Neto; Público: 102.406; Gols: Mickey 39 do 1º; Vaguinho 3 do 2º
FLUMINENSE: Félix, Oliveira, Assis, Galhardo e Marco Antônio; Denílson, Didi e Samarone; Cafuringa, Mickey e Lula. Técnico: Paulo Amaral
ATLÉTICO MINEIRO: Renato, Humberto Monteiro, Nélio (Zé Maria), Vantuir e Oldair; Vanderlei e Humberto Ramos; Vaguinho, Ronaldo, Lola e Tião. Técnico: Telê Santana

ARTILHEIRO – Tostão (Cruzeiro) – 12 gols
Observação: Decisão em quadrangular de turno único. Fluminense (campeão), Palmeiras (vice-campeão), Cruzeiro (terceiro) e Atlético Mineiro (quarto colocado).