quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Após longa novela, Vasco anuncia renovação do 'ídolo' Rodrigo Caetano

O diretor executivo de futebol do Vasco, Rodrigo Caetano, anunciou, na manhã desta quarta-feira, a renovação de seu contrato e a permanência no clube carioca por, no mínimo, mais dois anos. Ao lado do presidente do clube, Roberto Dinamite, e do vice-presidente de futebol, José Hamilton Mandarino, o dirigente confirmou, de maneira oficial, aquilo que boa parte dos vascaínos aguardava ansiosamente.
Sensibilizado com a comoção da torcida cruzmaltina, que passou a tratar a renovação de Caetano como prioridade e o concedeu status de ídolo, o dirigente deixou de lado propostas financeiramente superiores e acreditou nas promessas da diretoria do clube.
"A forma carinhosa como eu sempre fui tratado nesse ambiente, a manifestação de torcedores, sócios, conselheiros, pela minha permanência e continuidade do trabalho foram fatores determinantes", afirmou Caetano, acrescentando.
"Fico no Vasco com algumas garantias que o nosso projeto vai ter segmento e, principalmente, viabilidade para ser realizado. Sempre defendi a tese que a continuidade é a fórmula de sucesso do nosso trabalho", afirmou o dirigente, que recebeu das mãos de José Hamilton Mandarino uma camisa 10 com o seu nome.
Um dos principais responsáveis pelo desfecho feliz da negociação, Mandarino comentou a importância da renovação de Rodrigo Caetano dentro de um projeto de profissionalização do clube de São Januário.


"Estamos extremamente felizes com o desfecho desse nosso entendimento, que certamente vai atender ao profissional e ao clube. A permanência do Rodrigo é uma marca extraordinária do objetivo de dar um cunho profissional na administração do nosso clube", afirmou Mandarino.
Muito mais que o simples fato da renovação de contrato, a permanência de Rodrigo Caetano é tida como uma importante vitória do grupo político de Roberto Dinamite. Segundo apurou a reportagem do UOL Esporte, a situação considera que a saída de um profissional como Caetano, que passou a ser idolatrado por todos, poderia tornar adverso o cenário político das próximas eleições no clube, que ocorrem, a princípio, em junho de 2011.
Perda importante
Se por um lado os vascaínos comemoram a permanência de Caetano, por outro podem lamentar a possível perda do diretor geral de clube, Cristiano Koehler. Também oriundo do Grêmio, Koehler, considerado um dos principais alicerces do trabalho de Rodrigo, não deve tomar a mesma decisão de seu companheiro, e pode acabar voltando ao clube gaúcho.
Tido como um dos mentores do projeto da Arena do Grêmio, o atual diretor geral cruzmaltino estaria de malas prontas para retornar ao Rio Grande do Sul para comandar o projeto gremista.

Deco conta com torcida de Scolari para o Fluminense ser campeão brasileiro

  • Amigos de longa data, Deco conta com a torcida de Luiz Felipe Scolari pelo Fluminense no Brasileiro  Amigos de longa data, Deco conta com a torcida de Luiz Felipe Scolari pelo Fluminense no Brasileiro
Às vésperas da partida contra o São Paulo, Muricy Ramalho, comandante do tricampeonato do clube do Morumbi, disse que os são-paulinos, logo após o jogo, torceriam para ele conquistar o título brasileiro. Amigo quer ver o sucesso do amigo? Deco compartilha da mesma opinião do chefe e disse que o treinador do Palmeiras, Luiz Felipe Scolari, torcerá por ele.
“Como eu estou torcendo por ele, tenho a certeza de que Felipão torcerá por mim. Nós torcemos pelos amigos, até pela relação que temos. Não é uma questão de preferência, se ele jogasse tênis, torceria por ele. É natural torcer pelos amigos. Mas não será por isso que vamos achar que enfrentar o Palmeiras será fácil”, constatou Deco.
Deco se naturalizou português a pedido de Scolari que, em 2006, comandava a seleção lusitana e convocou o meia para disputar a Copa do Mundo na Alemanha. Logo após o Mundial, o meia deixou o Barcelona, da Espanha, e se transferiu para o Chelsea, da Inglaterra, novamente por iniciativa do treinador, que dirigia o time inglês.
A estreita amizade entre jogador e técnico faz Deco torcer por Scolari, que disputa com o Goiás, nesta quarta-feira, uma vaga na decisão da Sul-Americana. O Palmeiras, adversário do Fluminense, domingo, às 17h (de Brasília), em Barueri, pela 37ª rodada, não tem qualquer pretensão no Brasileiro. Mas isso não significa que haverá facilidade para os tricolores.


“Ele vai disputar uma competição que dará vaga na Libertadores e por isso é natural o interesse maior pela competição sul-americana. Mas com time titular ou não o jogo será duro em Barueri. Eles vão entrar querendo mostrar serviço”, disse.
Contudo, as especulações de os palmeirenses facilitarem para o Fluminense aumentam ainda mais porque o Corinthians, maior rival do Palmeiras, está em segundo no Brasileiro, com 64 pontos. O Tricolor, líder com 65, depende de si para conquistar o campeonato. Basta vencer domingo e depois o Guarani, no Engenhão, dia 5 de dezembro, na última rodada da competição.

Antônio Carlos assegura que o Botafogo não desistiu da vaga para Libertadores

Antônio Carlos assegura que os jogadores não jogaram a toalha e continuarão lutando
A derrota para o Internacional, domingo, no Engenhão, foi uma verdadeira ducha de água fria para os jogadores do Botafogo. O foco continua sendo a conquista de uma vaga para a Copa Libertadores. No entanto, a equipe carioca não depende mais de si para alcançar o objetivo.
Mesmo assim, Antônio Carlos assegura que o time não desistiu do sonho. O zagueiro assegurou que enquanto tiver chance, o Botafogo irá lutar para entrar no G-4. Assim, o grupo passou a pensar somente no confronto diante do Grêmio Prudente, domingo, no Engenhão.
“Lamentamos pelo último resultado porque só dependíamos de nós para conseguirmos a vaga. Agora, vamos ter de torcer contra os nossos adversários diretos e fazer a nossa parte em campo. Temos que pensar no jogo contra o Prudente porque ninguém jogou a toalha aqui. Enquanto houver chance de Libertadores, temos que correr atrás", disse.
Durante o Campeonato Brasileiro, o Botafogo chegou a ter chances de claras de conquistar o título ou até mesmo assegurar uma vaga na Libertadores com mais facilidade. Para Antônio Carlos, o time não conseguir manter uma regularidade porque perdeu jogadores importantes por lesões.


Fábio Ferreira e Maicosuel tiveram sérias lesões e não jogam mais esse ano. Já Herrera, não atua desde o dia 6 de outubro e pode retornar no domingo. Somado a isso, Marcelo Mattos sofreu uma crise de apendicite, foi operado no dia 15 de novembro e também não atua mais esse ano.
"Ninguém comenta o número de desfalques que tivemos durante o ano, como Fábio Ferreira, Maicosuel, Herrera e Marcelo Mattos. Estamos dando o nosso jeito, tentando fazer o melhor possível. Ninguém pode reclamar de falta de vontade. Estamos de parabéns por estarmos brigando até o fim pela Libertadores. Passando o jogo contra o Prudente, vamos ter uma grande final de Copa do Mundo contra o Grêmio", opinou.

Fla agenda reunião para renovação de Juan e diz que Willians é inegociável

A diretoria do Flamengo bateu o martelo. Nenhuma negociação será tratada antes do dia 5 de dezembro, data de encerramento do Campeonato Brasileiro. A pressão nos corredores do clube para a definição da situação envolvendo o lateral-esquerdo Juan, cujo contrato se encerra em 31 de dezembro, motivou a decisão.
O assédio constante sobre o volante Willians, e as especulações em relação a uma suposta transferência para o Santos também deixaram os dirigentes irritados. Internamente, a posição é muito clara: o clube deseja renovar o contrato com Juan e trata Willians como um jogador inegociável.
“Encontrei com o Eduardo Uram (empresário de Juan) ontem e conversamos um pouco sobre o assunto. Fizemos um acordo sobre o jogador. As três partes concordaram e só vamos tratar do assunto no dia 6 de dezembro. Nada será feito antes de o Campeonato Brasileiro terminar. O Juan está sendo extremamente profissional e desejamos que fique. Existe uma diferença em termos de contrato, valores, como em qualquer negociação. O empresário acha uma coisa, o Flamengo outra, mas o assunto será discutido e esperamos solucioná-lo”, disse o diretor de futebol do Flamengo, Luiz Augusto Veloso, ao UOL Esporte, acrescentando.
“Em relação ao Willians, a posição é muito clara. O jogador é inegociável. O Flamengo não abre negociação com qualquer clube, sobretudo neste momento. Para levá-lo, só pagando a multa rescisória integralmente (em torno de 23 milhões de reais). Mesmo assim, não faz parte dos nossos planos. Ele é um jogador para o elenco na próxima temporada”, garantiu.
Mais cedo, o lateral Juan manifestou o desejo de continuar no Gávea em entrevista ao programa Globo Esporte.


“Estou bem tranquilo, motivado para tirar o Flamengo dessa situação. Tenho as coisas definidas na minha cabeça, de como sou como profissional e o que eu quero para a minha carreira. Com certeza vai ser o maior prazer renovar, mas o foco agora é tirar o time dessa situação no Brasileiro”, afirmou o camisa 6.
Embora trate com cautela a renovação do elenco pelo momento que o Flamengo atravessa no Campeonato Brasileiro, algumas prioridades da diretoria são bem claras. O clube planeja contratar um camisa 10 para o lugar de Petkovic e, pelo menos, mais cinco jogadores. Em contrapartida, a lista de dispensa deve ter aproximadamente 10 atletas.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Federer vence fácil e Murray escapa de ‘pneu’

Londres (Inglaterra) - Uma das partidas mais esperadas da fase de grupos do Masters de Londres acabou decepcionando a torcida que lotou a Arena O2. Tudo isso porque o britânico Andy Murray, além de perder para o suíço Roger Federer, não esboçou qualquer chance de conseguir a vitória e se tornou presa fácil para o número 2 do mundo.
Dominando o duelo desde o princípio, Federer não teve dificuldades para triunfar em sets diretos, com parciais de 6/4 e 6/2, em apenas 76 minutos. Com a vitória, o tenista da Basileia fica muito próximo de assegurar vaga para as semifinais do torneio. Se o próximo duelo pelo grupo B, entre o espanhol David Ferrer e o sueco Robin Soderling, não for decidido em dois set, o suíço se garante na próxima fase.
O segundo duelo do dia, não só pode definir a classificação de Federer, como pode também garantir sua liderança no grupo B. Uma vitória de Ferrer por qualquer placar ou uma vitória de Soderling, desde que não em sets diretos, dá ao suíço a primeira posição no grupo por antecipação.
Sem apresentar o bom tênis da estreia, Murray sofreu com o serviço desde o primeiro game, no qual teve que salvar o primeiro break-point do confronto. Contudo, já na próxima vez que teve nos serviços, o escocês foi superado sem conseguir anotar um ponto sequer.
Do outro lado, Federer mostrou grande desempenho no saque, fechando a partida com 82% de aproveitamento neste fundamento, além de ter anotado quatro aces e nenhuma dupla falta. Depois de faturar o primeiro set, o suíço passeou em quadra na segunda parcial. Ele obteve duas quebras seguidas, a segunda delas com uma passada sensacional, e abriu 4/0. Murray ainda conseguiu confirmar dois saques e impediu o "pneu" antes de ver o rival fechar o jogo em 6/2.

Canadense de 19 anos é promessa para 2011

Montreal (Canadá) – Ela nasceu em Toronto, foi criada em Vancouver e mora atualmente em Montreal. Rebecca Marino é uma jogadora que representa vários lugares do Canadá e a principal esperança do tênis do país. Dona da 36ª melhor campanha da temporada, a atleta de 19 anos subiu da 179ª posição do ranking para a 102ª em apenas três meses.
A grande virada na carreira de Marino foi no US Open, quando a canadense furou o qualifying sem perder sequer um set e parou na segunda rodada da chave principal, diante da experiente Venus Williams. A canadense chegou a ter vantagem na partida e levou um dos sets ao tiebreak. “Tudo deu certo em Nova York. Mas jogar com a Venus foi muito difícil. Eu não conseguia olhar para o telão, porque mostravam o meu rosto!”, contou Marino ao site da WTA.
Outro feito importante para o seu ranking foi atingir as quartas de final em Quebec, onde Marino conseguiu a primeira vitória contra uma tenista top 20, Marion Bartoli. “Se ela jogar todo dia assim, pode ser top 20, top 10”, apostou a francesa.
Depois veio uma série de 18 vitórias seguidas para Marino e três títulos em torneios ITF. A canadense acredita que a maioria de torneios em superfícies duras no segundo semestre a favorece. “Estava jogando bem no resto do ano, mas não estava tendo resultados. Era mais complicado na grama e no saibro. Nas quadras rápidas, eu estava em minha zona de conforto”, analisou.
Marino se mudou para Montreal no ano passado, para treinar num centro de treinamento nacional. “Foi bom centralizar meu treinamento. Há boas jogadoras lá, Wozniak, Dubois, Tétreault, é uma comunidade bem fechada”.
Quando o assunto é experiência, Marino se mostra mais madura do que diz a sua idade. Quando você vê jogadoras como (Kimiko) Date Krumm, indo bem aos 40, é inspirador. Não tenho nem 20 e há uma mulher muito mais velha que pode me dar uma surra”, reconhece a promessa canadense.

Venus sonha com título de dupla mista em 2011

Los Angeles (EUA) – Venus Williams, em entrevista a uma agência de notícias, garante que está se esforçando para se recuperar dos problemas no joelho, que anteciparam o fim de sua temporada. "Estou retornando à forma, lentamente, mas de forma segura. Felizmente, já comecei a bater bola e estou dando o máximo para estar pronta para 2011. É duro estar afastada, mas, ao mesmo tempo, também é encorajador porque vou voltar com mais vontade."
Depois de dizer que se sentiu frustrada por não poder disputar a final da Fed Cup contra a Itália – as européias ficaram com o título -, Venus garantiu que quer jogar a eliminatória contra a Bélgica. "Tenho de estar recuperada, mas adoraria estar lá."
Sobre suas metas para 2011, a única que diz ser mais difícil de concretizar é ganhar o título de dupla mista em Wimbledon e no US Open. "Cheguei perto de ganhar simples na Austrália e em Paris, então, acho que estão dentro de meus objetivos, mas a dupla mista vai ser duro." Ela nunca chegou à final na categoria no Aberto americano, mas em Wimbledon, em 2006, foi vice ao lado de Bob Bryan. "É quase impossível jogar simples, duplas e duplas mistas em um Slam, mas adoraria ter estes três títulos em todos os Grand Slam", afirma a dona de 21 títulos de simples de Grand Slam, que completa 31 anos em junho do ano que vem.

Aos 32 anos, Hrbaty anuncia sua aposentadoria

Arquivo
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Hrbaty chegou a ser 18 do mundo em 2004

Bratislava (Eslováquia) - O tenista eslovaco Dominik Hrbaty, de 32 anos, ganhador de seis títulos em torneios do circuito ATP pró e finalista da Copa Davis em 2005, anunciou nesta segunda-feira que vai encerrar oficialmente sua carreira após um jogo de exibição, realizado em Bratislava .
"Começo um novo capítulo (na minha vida). Vou me dedicar à minha família, já que minha esposa espera um filho para final de dezembro”, afirmou Hrbaty em entrevista coletiva, cuja mais alta classificação no ranking mundial da ATP foi a 18ª em outubro de 2004.
Aclamado como o melhor tenista de seu país na temporada de 2005, "Domino", como o apelidaram, também tem em seu currículo os títulos da Copa Hopman de 2005 (ao lado da compatriota Daniela Hantuchova) e 2009 (com Dominika Cibulkova). Hrbaty disputou na semana passada o último torneio como profissional da carreira, um challenger em Bratislava, sua cidade natal.
O austríaco Thomas Muster, a russa Anna Kurnikova e eslovaca Dominika Cibulkova também participaram do evento de despedida Hrbaty.

domingo, 21 de novembro de 2010

Tenista paraolímpica posa nua para capa de revista

A holandesa Esther Vergeer é uma lenda viva do tênis em cadeiras de rodas, com 400 vitórias seguidas e 16 títulos de Grand Slam. E, aos 29 anos, ela também conseguiu se reconhecida por sua beleza.

Ela está em uma das capas da tradicional edição da revista da ESPN dos Estados Unidos, que traz personalidades do esporte sem roupa.
“Quando me pediram para posar nua para a revista, eu não tinha certeza de aceitar, mas eles disseram que eu tinha a última palavra sobre a imagem e isso me fez sentir à vontade”, explicou Esther, que usou apenas uma raquete para cobrir seu corpo.
A revista explicou a ideia e definiu a capa como “educativa”: “Queremos mostrar as diferentes especificidades do corpo e como podemos conseguir isso por causa da grandeza do esporte. Nosso objetivo é entreter, mas também educar. Esther é linda e nós mostramos que a deficiência não é obstáculo para se tornar um grande atleta”, disse o editor Gary Belsky.
A revista já havia prestigiado a beleza de uma atleta paraolímpica no ano passado, quando a triatleta Sarah Reinertsen apareceu na capa. Ela foi a primeira amputada a completar o Ironman.

Ana Clara e Nanda ganham duplas em Niterói

Niterói (RJ) - Se na chave individual nenhuma tenista nacional passou das quartas, ao menos em duplas as brasileiras foram muito bem no ITF de Niterói, torneio de US$ 25 mil disputado nas quadras de saibro do Rio Cricket.

A carioca Ana Clara Duarte, número 1 do Brasil em simples, e a experiente catariense Nanda Alves levantaram o troféu, ao derrotar outra parceria nacional, formada pela catarinense Fernanda Hermenegildo e pela gaúcha Monique Albuquerque, por 6/4 e 6/4.

Em simples, a final será disputada às 10h30 deste domingo entre a norte-americana Julia Cohen, cabeça 2, e a romena Alexandra Cadantu. Nas partidas deste sábado, Cohen superou a francesa Alize Lim, por 6/4 e 6/3, enquanto Cadantu eliminou a boliviana Maria Fernanda Alvarez, cabeça 8, por 6/1 e 6/3.

Goll do sábado

 

Assista aos gols de sábado da 36ª

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Empresário nega decisão de Adriano de voltar ao Brasil, mas se reúne com jogador

A informação de que o atacante Adriano, da Roma, teria decidido retornar ao futebol brasileiro na próxima temporada foi desmentida nesta sexta-feira pelo empresário do jogador, Gilmar Rinaldi. Em contato rápido, por telefone, direto da capital italiana, com a reportagem do ESPN.com.br, o agente do Imperador desconversou ao ser questionado sobre o assunto.

“Não, não tem nada. Absolutamente nada disso”, afirmou Rinaldi, que estava justamente se encaminhando para um encontro com Adriano. “Eu ainda não falei com ele hoje, estou indo fazer isso agora. Mas não tem nada, não estou sabendo de nada”, completou o empresário.

De acordo com a coluna do jornalista Ancelmo Gois na edição desta sexta-feira do jornal O Globo, Adriano, que ainda não conseguiu se firmar na Roma em sua volta ao futebol italiano, já teria tomado a decisão de retornar ao Brasil em janeiro.

Segundo o colunista, o artilheiro do Campeonato Brasileiro de 2009, pelo Flamengo (ao lado de Diego Tardelli, do Atlético-MG, com 19 gols), não voltaria ao clube da Gávea, pelo qual conquistou o título nacional no ano passado. “Um lobby pesado aproxima o Imperador do Corinthians”, diz o jornalista.
O atacante Adriano, da Roma, não decidiu voltar ao Brasil, garante o empresário Gilmar Rinaldi
O atacante Adriano, da Roma, não decidiu voltar ao Brasil, garante o empresário Gilmar Rinaldi
Crédito da imagem: Reuters
Em entrevista coletiva concedida no último dia 11, o atacante Ronaldo, do Corinthians, disse abertamente que gostaria de atuar ao lado do amigo Adriano no time do Parque São Jorge em 2011, já visando à disputa da Copa Libertadores da América.

“Adoraria que o Adriano viesse já em janeiro, para disputar a Libertadores, e não só para me substituir”, disse o Fenômeno, que pretende disputar ainda mais uma temporada pelo time alvinegro. “Além de ser um grande amigo, ele é um excelente jogador. Tem a cara do Corinthians e uma história de vida incrível.”

Ao jornal Folha de S.Paulo, no dia seguinte às declarações de Ronaldo, o diretor de marketing do Corinthians, Luis Paulo Rosenberg, por sua vez, desmentiu categoricamente que o clube esteja negociando com o atacante da Roma. "Não há nenhuma negociação. O marketing não precisa dele e não está trabalhando nisso", disparou.

Questionado pela reportagem do ESPN.com.br se Adriano vinha mantendo contato com Ronaldo nos últimos dias, Gilmar Rinaldi novamente se esquivou. “Não, não tem nada disso. Vou me encontrar agora com o Adriano e conversar diretamente com ele, mas não sei de nada a respeito”, desconversou.

O jornal italiano La Gazzetta dello Sport também noticiou, há alguns dias, que Adriano estaria mesmo de saída da Roma em janeiro de 2011, quando se abre a janela de transferências na Europa. De acordo com a publicação, o jogador teria problemas de relacionamento com o técnico da Roma, Claudio Ranieri. Lesões também têm atrapalhado o Imperador, que não tem sido muito aproveitado na equipe italiana.

Adriano deixou o Flamengo em maio deste ano, após a eliminação da equipe nas quartas de final da Copa Libertadores da América pela Universidad de Chile. Nos primeiros meses de 2010, o atacante não conseguiu reeditar o sucesso que teve com a camisa rubro-negra em 2009, quando, apesar dos problemas de indisciplina, foi campeão e um dos artilheiros do Brasileirão

Com lobby de Ronaldo, Adriano decide voltar ao Brasil em janeiro, diz colunista

Desde que retornou ao futebol italiano, o atacante Adriano não tem atuado regularmente pela Roma. Algumas lesões e a tática mais conservadora do técnico Claudio Ranieri atrapalham o 'Imperador', que já pensa seriamente em voltar ao Brasil em janeiro de 2011.

É o que garante o jornalista Ancelmo Gois em sua coluna publicada no jornal O Globo desta sexta-feira. Há um mês, uma reportagem do diário italiano Gazzetta dello Sport já havia indicado que Adriano voltaria ao Brasil no começo do ano que vem, mas seu empresário, Gilmar Rinaldi, negou.

Segundo Ancelmo Gois, o que estaria atraindo a atenção do atacante para o país seria o lobby feito pelo amigo Ronaldo para que ele jogue no Corinthians no próximo ano. "Adriano já decidiu: volta para o Brasil em janeiro. Mas não convém os rubro-negros se animarem. Um lobby pesado aproxima o Imperador do Corinthians", afirmou o jornalista.

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Adriano estaria pensando em retornar ao futebol brasileiro, com ajuda do amigo Ronaldo
Crédito: Divulgação

Venus quer ter sucesso nas duplas mistas em 2011

Los Angeles (EUA) - Frustrada após a sua campanha em 2010 ter sido interrompida por uma lesão no joelho, a norte-americana Venus Williams tem claras as metas para o próximo ano, sendo uma delas mirar o sucesso na elite das duplas mistas. Dona de 21 títulos de Grand Slam, ela ainda precisa de duas conquistas em simples e outras duas em duplas mistas para ter todas as taças possíveis nos quatro maiores torneios do circuito.
"As conquistas mais distantes para mim são os títulos de duplas mistas em Wimbledon e no US Open", disse Venus à Reuters na quinta-feira Eu cheguei perto de vence na Austrália e em França, por isso eu sinto que está ao meu alcance. Mas as mistas é que vai ser a parte mais difícil", completou a número 5 do mundo.
Sete vezes campeão de Grand Slam em simples, a tenista de 30 anos não joga desde o US Open, em agosto, quando perdeu na semifinal para a futura campeã Kim Clijsters, da Bélgica. Seus triunfos nas duplas mistas vieram ao lado do compatriota Justin Gimelstob, no Aberto da Austrália e em Roland Garros, ambos em 1998.
No entanto, a mais velha das irmãs Williams nunca chegou à final de duplas mistas em Flushing Meadows, enquanto ela e o também norte-americano Bob Bryan foram derrotados em 2006 na única ocasião em que ela jogou pelo título em Wimbledon. "É quase impossível jogar simples, duplas e duplas mistas em um Grand Slam. Mesmo assim, eu gostaria de ter todos os três títulos", confessou.
Venus terminou oficialmente sua temporada de 2010 ainda no começo do mês passado, quando ela desistiu de jogar na China por conta de lesão, uma decisão que também acabou tirando a número 5 do mundo da final da Fed Cup entre Estados Unidos e Itália. Ela já começou o duro trabalho de reabilitação e se prepara para a temporada de 2011.

Henin retoma os treinos, nas Ilhas Canárias

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Residência campestre de Henin em Ave-et-Auffe

Lanzarote (Ilhas Canárias) – Justine Henin está de volta aos treinos, preparando-se de forma intensiva para a temporada 2011. Nesta semana, a tetracampeã de Roland Garros está em Lanzarote, cidade ao norte das Ilhas Canárias, território espanhol, para um treino conjunto organizado pelo Comitê Olímpico Belga, com vistas à participação do país nos Jogos Olímpicos de 2012 em Londres. Mais de 70 atletas de nove modalidades esportivas estão treinando sob o sol das Ilhas Canárias e têm a oportunidade de se conhecer e fortalecer os laços entre eles.
Henin está afastada das competições desde que contundiu o cotovelo direito na partida contra Kim Clijsters nas oitavas de final de Wimbledon. No próximo dia 9 de dezembro, porém, a torcida belga terá a felicidade de ver suas duas maiores tenistas se enfrentando na exibição de Antuérpia.
"Bom clima, bom treino, gente boa. Uma grande experiência", escreveu em sua página no Twitter nesta terça-feira. A belga de 28 anos, apesar de ter conta também no Facebook, não é fã das páginas de relacionamento, conforme mostra sua pouca atividade.

Do tipo reservado, a belga não aprecia a vida agitada, multidões e, por isso mesmo, em julho do ano passado, um mês depois de ter completado 27 anos, deu-se um presente de aniversário e comprou uma propriedade na tranqüila aldeia de Ave-et-Auffe, localizada ao sul de Charleroi. A residência campestre, onde, provavelmente tem sua privacidade respeitada, combina perfeitamente com seu jeito de ser.

Segnini e Teliana não avançam em ITF fluminense

Niterói (RJ) - Apenas duas das 11 brasileiras que disputaram a chave principal do ITF de Niterói, ainda estavam vivas na competição nesta quinta-feira. Entretanto, nem a pernambucana Teliana Pereira tampouco a paulista Vivian Segnini, vinda do quali, não conseguiram avançar mais e deram adeus ao torneio.
Após bater a terceira favorita na rodada anterior, a tenista de São Carlos parou nas quartas de final diante da francesa Alize Kim, cabeça de chave 6, com parciais de 6/2 e 6/0. Brasileira com melhor campanha em Niterói, Segnini passou pelo qualifying e venceu duas partidas na chave principal.
O resultado deverá fazer a paulista, atual 488 do mundo, ganhar cerca de 50 posições no ranking da WTA. Na semifinal, Alize aguarda a vencedora do jogo entre a norte-americana Julia Cohen, segunda pré-classificada, e a argentina Paula Ormaechea, quinta favorita.
Em partida atrasada na programação, Teliana Pereira caiu nas oitavas de final diante da boliviana Maria Fernanda Teran, cabeça de chave número 8, por 2 sets a 1, com parciais de 6/4, 1/6 e 6/1. Número 1 do Brasil, a carioca Ana Clara Duarte também parou na mesma fase, superada pela austríaca Tina Schiechtl, por 6/3 6/2.
Quito - Karina Souza e Beatriz Cecato também pararam nas quartas do ITF de US$ 10 mil que é disputado em Quito, no Equador. Souza, cabeça 5, caiu diante da norte-americana Dina Bajramovic, por duplo 6/4, e Cecato, que era a cabeça 7, parou na local e principal favorita Marie Elise Casares, 6/2 e 6/3.

Ana Clara cai, e Segnini segue firme em Niterói

Niterói (RJ) – A carioca Ana Clara Duarte está mais distante do sonho de disputar o qualificatório do Aberto da Austrália. A número 1 do Brasil perdeu nas oitavas de final do torneio de Niterói para a austríaca Tina Schiechtl, 6/3 e 6/2, após ter vencido a argentina Aranza Salut na estreia.
Dentro de duas semanas, Ana Clara disputa mais um torneio no Rio de Janeiro, também de US$ 25 mil em premiação. Cabeça de chave 4 em Niterói, a carioca precisa de um bom resultado neste final de ano para subir no ranking - está no 237º lugar - e ter a chance de ir a Melbourne no começo da temporada de 2011.
A primeira brasileira nas quartas é a paulista Vivian Segnini. Ela surpreendeu a terceira pré-classificada Melanie Klaffner, da Áustria, em dois sets, por duplo 6/2. Sua adversária será a francesa Alize Lim, cabeça 6, que tirou a argentina Carla Lucero, 6/2 e 6/3.
Teliana Pereira, por sua vez, venceu por duplo 6/2 a francesa Elixane Lechemia na estreia e disputará oitavas apenas nesta quinta-feira. A número 542 do mundo tem a boliviana Maria Fernanda Alvarez Terán, oitava favorita. Em outros jogos atrasados da primeira rodada, a russa Nina Bratchikova completou sua vitória sobre Roxane Vaisemberg, por 6/5 e 7/6 (7-1), e a norte-americana Chichi Scholl tirou Fernanda Faria, 6/3 e 6/0.
A rodada desta quinta-feira terá, às 10h30, Teliana x Alvarez, Paula Ormaechea (ARG) x Julie Cohen (EUA) e Segnini x Lim. A seguir, jogam Bratchikova contra Scholl

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Divergindo de Tostão

Tostão escreveu em sua coluna de ontem que não houve pênalti nem para o Corinthians nem para o Fluminense na rodada passada.
Não me alegra discordar, ao contrário, porque por poucas pessoas  tenho tanto carinho e respeito quanto por ele.
O argumento dele é perfeito e, aí, estamos de acordo: o pênalti é algo tão decisivo que não deveria ser tratado como uma falta qualquer, dessas no meio do campo.
É o tal espírito da lei, que deveria ser levada em conta também em relação aos impedimentos, cujo espírito está em não permitir que alguém leve vantagem ao se colocar na direção do gol.
Daí porque em dúvida os bandeirinhas deveriam deixar os lances seguirem, porque uma posição milimétrica de impedimento é por acaso, jamais proposital.
Mas voltemos ao pênalti.
Embora fosse mais uma coisa a deixar a critério dos árbitros, eu gostaria que fosse marcado pênalti só diante da possibilidade iminente de gol.
Em caso contrário, falta dentro da área, seria batida com chute em dois toques, com barreira.
Mas a regra não é assim e pergunto ao Tostão como fazer.
Imagine que, numa final de Copa do Mundo, jogo empatado, último segundo, um zagueiro suba sozinho na área, sem ninguém por perto, e por pura bobeira, dessas panes mentais que às vezes acontecem, meta a mão na bola.
O árbitro deve marcar a falta, e consequentemente o pênalti, ou fazer de conta que nada houve para que uma Copa não seja decidida por tamanha infantilidade, tamanha infelicidade?
Em tempo: dispenso as baboseiras do tipo lembrar que Tostão é cruzeirense, OK?

Nani estraga gol antológico de Cristiano Ronaldo

Portugal nem precisou deste gol, pois goleou a Espanha por 4 a 0 no amistoso. Mas seria um dos mais bonitos da carreira de Cristiano Ronaldo. No entanto, a cabeça de Nani, impedido, estragou a obra-prima. E o juiz anulou.
A própria imprensa espanhola considerou o gol legal, pois viu a bola entrar antes de Nani encostar. Cristiano Ronaldo ficou bravo:  “Não sei e é coincidência ou não, mas os meus melhores gols na carreira têm sido na seleção e anulados. Até um cego vê que era gol!”.
Já Nani se desculpou: “Pensava que não estava impedido, vinha muito embalado e no momento não consegui pensar em parar. Depois vi que não devia ter interferido no lance e já pedi desculpa ao Cristiano Ronaldo”.

Puxão de orelha” de Patrícia Amorim agradou Luxemburgo

Site oficial do Flamengo
 Luxa e Patrícia Amorim estiveram juntos no Ninho
Na última segunda-feira, dia 15 de novembro, o Flamengo completou 115 anos de existência. E sabendo que a maré não está para peixe na Gávea – atualmente a equipe ocupa a 14ª posição do Campeonato Brasileiro e ainda tem reais chances de ser rebaixado -, a presidente Patrícia Amorim resolveu ter uma conversa com o elenco rubro-negro. No Ninho do Urubu, onde os jogadores estavam treinando, a dirigente fez questão de dar pessoalmente um “puxão de orelha” nos atletas e a atitude parece ter sido aprovada pelo técnico Vanderlei Luxemburgo.
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“Foi uma chamada da presidente do clube que quer, como nós, que a coisa possa fluir. Ela vem sempre aqui, é uma pessoa maravilhosa, quer que a coisa seja resolvida. Ela falou, é mandatária do clube, e foi um chamamento de que jogadores e comissão técnica têm de buscar alguma coisa", afirmou ao site oficial.
Luxa também fez questão de lembrar que só voltou ao clube por acreditar no novo projeto do Flamengo, encabeçado pela própria gestora. “A minha volta ao Flamengo foi decidida analisando o clube que eu gosto. Dentro da proposta que me foi apresentada, envolve o crescimento da estrutura”, disse.
O treinador foi ainda mais além ao falar sobre o jogo contra o Guarani. Para ele, os resultados alcançados ainda não foram satisfatórios o suficiente, mas o objetivo no momento é vencer o Bugre, passando por uma etapa de cada vez. “Nosso projeto agora é ganhar o jogo do Guarani. Nada pode atrapalhar a nossa decisão", concluiu.
O encontro entre cariocas e paulistas está marcado para o próximo sábado, dia 20, às 19h30, no Engenhão. O time de Campinas é o atual 18º colocado e por isso o jogo marca o confronto direto para se distanciar da zona de rebaixamento da competição nacional.
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Preparador físico do Flu defende Deco, questionado no jogo com o Goiás

  • Preparador físico do Flu, Ronaldo Torres sai em defesa de Deco, que teve atuação questionada Preparador físico do Flu, Ronaldo Torres sai em defesa de Deco, que teve atuação questionada
Considerado um dos galácticos do Fluminense, Deco, que voltou ao time contra o Goiás e foi substituído por Diguinho no intervalo da partida, teve em sua defesa a voz do preparador físico Ronaldo Torres. O meia, recuperado de estiramento na coxa direita, não atuava desde a partida contra o Botafogo, dia 17 de outubro. De lá para cá foram cinco jogos fora do time.
“Deco não foi substituído contra o Goiás por problemas técnicos ou físicos. Ele saiu da partida porque Muricy Ramalho deve ter visto alguma situação tática na equipe. Os lados físico e técnico dele estão muito bons”, afirmou Ronaldo Torres
Ainda há uma incógnita em relação à escalação de Deco contra o São Paulo. Muricy Ramalho, em outras oportunidades, disse que sempre aproveitará na equipe o que tem de melhor. E o treinador considera Deco um dos mais talentosos do time. No entanto, ele não foi muito bem contra o Goiás no empate em 1 a 1 na rodada passada.
Ronaldo Torres não se mete no assunto escalação, mas tem uma opinião formada sobre a participação do luso-brasileiro no jogo contra o São Paulo, domingo próximo, às 17h (de Brasília),na Arena Barueri, pela 36ª rodada do Campeonato Brasileiro. Entre deixá-lo no banco como opção e lançá-lo de imediato, o preparador físico disse o que pensa.
“Deco começando ou entrando no time depois do inicio da partida tem dois lados. Ele pode pegar o time adversário cansado no decorrer do jogo, mas também pode sentir algo e o treinador acabar queimando a substituição. Mas, na minha opinião, é melhor começar a partida”, afirmou o preparador físico

Edno quer que Botafogo entre a cem por hora no domingo

  • Edno quer o Botafogo a cem por hora contra Internacional Edno quer o Botafogo a cem por hora contra Internacional
A responsabilidade de vencer a partida diante do Internacional, no próximo domingo, às 17h (horário de Brasília), pela 36ª rodada do Campeonato Brasileiro é enorme. Para Edno, o time precisa se impor dentro de casa e não dar chances para o time do Internacional gostar do jogo e tentar surpreender o Alvinegro.
"A equipe sabe muito bem que temos de fazer e que vamos enfrentar um adversário difícil. Nosso objetivo é vencer e vencer, não importa se for jogando bem ou no chutão. Estamos na nossa casa, temos que começar a 100km/h para fazer o jogo ficar fácil e conquistar os três pontos", afirmou Edno.
O jogador ainda não sabe se entrará de titular nesta partida, mas o atacante tem uma grande possibilidade de dividir o setor ofensivo com Loco Abreu. Isto porque Jobson foi afastado por faltar um treinamento e não deverá atuar na partida.
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"Em todo este tempo, o Botafogo nunca fez uma campanha tão boa nos pontos corridos. Todo mundo tem que comemorar se 15 anos depois chegarmos à Libertadores. Será uma grande coisa. Esse grupo é vencedor, está alcançando os objetivos e quer ficar na história do clube e falta pouco para isso", completou.
O Botafogo está na quinta posição do Campeonato Brasileiro, com 56 pontos. Último do G-4, Atlético-PR, tem a mesma pontuação que o Alvinegro, mas ganha no critério de desempate. Contudo, se o campeão da Copa Sul-Americana for brasileiro, a última vaga do torneio nacional se perde.

Jogadores expulsos no clássico Bota x Vasco Sub-23 vão ao STJD

Site Justiça Desportiva
Expulsos no eletrizante clássico entre Botafogo e Vasco, no dia 23 de outubro, pelo Campeonato Brasileiro Sub-23, o goleiro cruzmaltino Alessandro e o meia alvinegro Bruno têm compromisso marcado na próxima segunda-feira, dia 22 de novembro, no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). Caso os jogadores sejam penalizados pela Primeira Comissão Disciplinar, só cumprirão pena na próxima competição nacional que disputarem, visto que o Brasileirão Sub-23 já terminou.
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A Procuradoria do STJD denunciou Alessandro por ter sido expulso diretamente após derrubar o atacante Caio dentro da área vascaína aos três minutos do segundo tempo. No tribunal, o arqueiro terá de responder ao artigo 250, I (impedir de qualquer forma, em contrariedade às regras de disputa do jogo, uma oportunidade clara de gol) do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que prevê como pena a suspensão de uma a três partidas.
Já Bruno recebeu cartão vermelho direto por atingir o lateral-direito Ary com um pontapé no tornozelo esquerdo quando a bola estava em disputa na linha lateral do campo de defesa do Vasco. Em virtude disso foi denunciado por praticar jogada violenta (artigo 254 do CBJD), que pune com suspensão de um a seis jogos.
A partida, realizada no Engenhão, acabou com o resultado de 4 a 3 para o Botafogo. No entanto, foi o Vasco quem conseguiu se classificar para a semifinal do torneio, na qual o time foi eliminado após ser goleado por 5 a 0 para o Internacional, no Beira-Rio.
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quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Eliminatórias da Euro 2010

14h30Finlândia  8x0  San Marino OlympiastadionHelsinqueLer o relato do jogo Finlândia 8 x 0 San Marino

Eliminatórias da Euro 2010

14h30Croácia  3x0  Malta MaksimirZagreb

Amistosos

15h - Brasil 0x1 Argentina, amistoso internacional, Globo e Sportv
17h30 - Suécia 0x0 Alemanha, amistoso internacional Sportv2
17h45 - Inglaterra 1x2 França, amistoso internacional, ESPN Brasil e Esporte Interativo
17h30 - Romênia 1x1 Itália, amistoso internacional, ESPN HD

19h - Portugal 4x0 Espanha, amistoso internacional, ESPN
20h - Vitória 0x0 Treze, Campeonato do Nordeste, Esporte Interativo
22h - Goiás 0x1 Palmeiras, Copa Sul-Americana, Globo SP e Sportv
22h - CSA 2x4 ABC, Campeonato do Nordeste, Esporte Interativo

Animadoras de torcida de biquíni incomodam atletas nos Jogos Asiáticos; veja fotos

As tradicionais animadoras de torcida levantaram uma polêmica nos Jogos Asiáticos, disputados em Guangzou, na China.
Exibindo coloridos biquínis à beira da quadra de vôlei de praia, as chinesas foram acusadas de estar distraindo os atletas.
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Goh Chain Hin/AFP
Animadoras motivaram reclamação de atleta do Iêmen; clique na imagem e veja galeria de fotos
Animadoras motivaram reclamação de atleta do Iêmen; clique na imagem e veja galeria de fotos

Um dos competidores chegou a reclamar que não conseguiu se concentrar durante uma partida.
"Elas têm um efeito em como nós jogamos", afirmou o jogador de vôlei de praia do Iêmen Adeeb Mahfoudh ao Tianfu Morning News, nesta quarta-feira.
"Acredito que elas têm alguma influência com a nossa derrota", completou Mahfoudh, após a derrota para uma dupla da Indonésia.
Os organizadores contrataram quatro grupos de animadoras de torcida, cada um com oito garotas de biquíni, para entreter a torcida durante os intervalos das partidas.
A performance das garotas mistura danças com elementos tradicionais da China e movimentos de arte marcial, o que agradou o jogador do Iêmen.
"Essas garotas são muito bonitas. Com elas aqui, mais pessoas vão prestar atenção no vôlei de praia. Se eu puder, espero ver a performance delas na próxima partida", finalizou Mahfoudh.

Goh Chain Hin/AFP
The Asian Games beach volleyball cheer leaders pose for a photo shoot during a break in the beach volleyball competition at the 16th Asian Games in Guangzhou on November 17, 2010. Bikini-wearing Asian Games beach volleyball cheer squads are proving too hot for some competitors who claim the scantily-clad dancers make it impossible to concentrate."They had an effect on how we played," Yemen beach volleyballer Adeeb Mahfoudh told the Tianfu Morning News. AFP PHOTO/GOH CHAI HIN
As animadoras de torcida chinesas posam para foto na quadra de vôlei de praia dos Jogos Asiáticos

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Conca merece chance na seleção. Veja como ele poderia jogar

A pergunta mais comum em meio ao atual campeonato brasileiro é, “como Dario Conca não é convocado para a seleção argentina?” A resposta pode ser dada de várias maneiras. Vamos tentar chegar a ela por meio do especialista em futebol argentino Renato Zanata La Bruja Arnos, que analisa a seleção anfitriã da Copa América 2011 e explica como poderia se encaixar no time.

Efetivado como treinador da seleção argentina, Sergio Batista dá pistas, desde as Olimpíadas de 2008, de que não encontra ou confia em outros jogadores para a posição de enganche que não sejam Riquelme, do Boca Juniors, e D’Alessandro, do Internacional. Pastore, do Palermo, mesmo integrando às listas das últimas convocações, parece aposta futura, pós-Copa America 2011.

Na conquista do ouro olímpico em Pequim, Riquelme, já com 30 anos, foi o único
enganche clássico dentro do elenco montado por Batista. José Sosa, hoje no Napoli, e Diego Buonanotte, do River Plate, eram, na verdade, dois meia-atacantes. E foram os que, naquele grupo, mais se aproximaram do perfil que deveria possuir um autêntico reserva para Roman.

No dia 5 de maio deste ano, Diego Maradona, então técnico da seleção argentina que iria disputar a Copa do Mundo, divulgou a sua lista de 30 nomes, depois reduzida para 23. Pastore e o posteriormente cortado, Sebástian Blanco, do Lanús, eram os meias de criação – enganches – autênticos, de origem.

O ex-treinador levou para o Mundial um exagerado número de sete atacantes. Na meia-cancha priorizou volantes que jogam pelos lados do campo, como, Di Maria, do Real Madrid, ex-Benfica; Jonas Gutiérrez, do Newcastle, – atuou como dublê de lateral-direito – e Maxi Rodriguez, do Liverpool. Este substituiu Verón, do Estudiantes, contra sul-coreanos, mexicanos e alemães, atuando fixo pela extrema direita.

Conca participou de todos os jogos do Fluminense no campeonato brasileiro de 2010

Conca participou de todos os jogos do Fluminense no campeonato brasileiro de 2010

Isso sobrecarregou, no setor central, Javier Mascherano no combate e Messi na armação das jogadas, obrigando o camisa 10 a recuar de forma demasiada. Só assim ele recebia o primeiro passe e podia puxar contragolpes a partir da intermediária defensiva. Verón chegou à Copa, segundo o próprio Maradona, como o ‘Xavi da albiceleste’, mas terminou na reserva.

Javier Pastore, no pouco que atuou contra os gregos e mexicanos, assumiu e executou de forma satisfatória – em que pese a precária noção tática de Diego – sua função. Cabia a ele de municiar Messi. Pois assim, com o auxílio de Verón e Pastore, “La Pulga” foi mais incisivo e perigoso.

Maradona não apostou em jogadores com características fundamentais para organizar o meio de campo, ou seja, pensar o jogo, fazer a leitura do adversário a partir de uma visão privilegiada da metade oposta do campo. Sergio Batista pensa, tanto que Banega e Gago são prioridades dele, mas a alegria proveniente de tal constatação dura pouco.

O ex-volante central campeão do mundo em 1986 ao lado do próprio Maradona tem desenvolvido uma equivocada estratégia para se garantir no cargo até a próxima Copa do Mundo. É nítido seu imediatismo – lê-se Copa America 2011 – sem o necessário compromisso com 2014. Assim, insiste em uma zaga envelhecida e fraca tecnicamente.

À frente, insiste em D’Alessandro e declara sua intenção de reconduzir Riquelme à albiceleste. Enquanto isso quem espera oportunidades na seleção argentina é Dario Leonardo Conca. O maestro do Fluminense está se superando fisicamente na temporada, atuou em todos os jogos do time no Brasileirão 2010.

No quesito passe com qualidade e inteligência, aquilo que faltou a Lionel Messi na África do Sul, Conca comprova ser um candidato privilegiado, já que possui a impressionante marca de 16 assistências no campeonato. Taticamente o tricolor também leva vantagem sobre a incógnita física e técnica chamada Riquelme – retornando de longa contusão – e dos seus compatriotas, Montillo e D’Alessandro.

O Cruzeiro de Cuca tem volantes e outros meias de bom passe. Além disso conta com o atacante Thiago Ribeiro, que se destaca mais do que todos no elenco nas assistências. Montillo têm explorado mais sua diferenciada qualidade técnica pelo setor do campo próximo a meia-lua adversária como meia-atacante. Contundente e vertical não só para servir aos seus companheiros, mas também para produzir ótimas jogadas individuais e concluir em gol com freqüência. É diferente de Conca.

No Internacional de Celso Roth, D’Alessandro passou a realizar sua tarefa de organizar e criar as jogadas ofensivas da sua equipe, a partir dos lados do campo dentro do 4-2-3-1. Apesar de ter sido fundamental para a conquista da Libertadores, foi, a meu ver, coadjuvante do jovem e promissor Giuliano, autor, inclusive, de gols decisivos.

Atuando sob o comando de Muricy Ramalho, fã confesso do futebol do argentino desde os tempos em que treinava o São Paulo, Dario Conca tem sido o clássico meia de criação que pensa e organiza o jogo. E antevê jogadas. Com facilidade para criar as tramas ofensivas e com visão ampla da intermediária ofensiva, é referência para receber o passe na saída de bola.

No Fluminense ele inverte jogadas, aciona os laterais e atacantes, produz com qualidade e naturalidade, dá passes longos e demonstra sistematicamente uma excelente vitalidade física para aproximar-se dos companheiros de frente. O pequeno camisa 11 serve, ainda, como opção de tabela, triangulações e arremata em gol.

Dario Conca é cinco anos mais jovem que Riquelme, 32, e tem dois anos a menos que D’Alessandro, 29. Esta constatação permite realçar outra vantagem que leva sobre os eleitos de Batista: sua dedicação tática. Tal comprometimento lhe permite apresentar-se em prol da equipe quando esta não está com a bola. E ainda sobra dedicação e vigor no combate aos volantes e defensores adversários na saída de jogo do time oponente.

Por essas e outras, Conca merece uma chance na seleção da Argentina.
Abaixo, diagrama tático de uma seleção argentina virtual, já para a Copa America de 2011 e visando 2014. Equilibrada na mescla de idade, principalmente nos setores de defesa e meio-campo, e composta por jogadores que, mesmo jovens, têm apresentado destacada qualidade técnica e personalidade. Conca pode se tornar a referência técnica e tática mais produtiva, dentro deste processo de renovação.
a
Time organizado com base em um flexível 4-3-2-1. Pode variar para o 4-3-3 e
4-3-1-2, com os deslocamentos de Pastore e Messi dentro da cancha

Os 11 jogadores:Goleiro - Sergio Romero, 23 anos, AZ de Alkmaar/Holanda
Lateral direito – Gabriel Mercado, 23 anos, Estudiantes
Zagueiro – Federico Fernandez, 21 anos, Estudiantes
Zagueiro - Hugo Nervo, 19 anos, Arsenal de Sarandí
Lateral esquerdo – Emiliano Papa, 28 anos, Vélez Sarsfield
Volante central – Claudio Yacob, 23 anos, Racing Club
2º Volante – Éver Banega, 22 anos, Valencia/Espanha
Meia armador – Dario Leonardo Conca, 27 anos, Fluminense
Meia-atacante – Javier Pastore, 21 anos, Palermo/Itália
Meia-atacante – Lionel Messi, 23 anos, Barcelona/Espanha
Atacante – Gonzalo Higuaín, 22 anos, Real Madrid/Espanha

* Renato Zanata La Bruja Arnos, 43 anos, é professor de História, músico e idealizador do blog Bruxas & Leões de La Plata — clique aqui para acessar —colunista da revista Camisa 13 e analista tático do futebol argentino.

Após reunião em Caxias, Patrícia Amorim aprova terreno de possível estádio

Duque de Caxias - A ideia do Flamengo de construir um estádio na Baixada Fluminense avançou mais um passo nesta sexta-feira. A presidente do clube, Patrícia Amorim, se reuniu com o prefeito de Duque de Caxias, José Camilo Zito, para analisar a proposta de um terreno na cidade onde poderia ser construída a arena rubro-negra.

Com acesso às principais vias de ligação entre a Baixada e o Rio de Janeiro, o terreno fica no primeiro distrito do município e tem mais de mais de meio milhão de metros quadrados.

Após analisar o projeto, Amorim mostrou-se empolgada com o projeto. "O clube tem um pensamento de Zona Sul, mas a sua torcida é popular. Temos que deixar um legado de realizações para as próximas gerações", disse a mandatária rubro-negra, que já planeja outras ações no local.

“Vamos elaborar um projeto que vai muito além de um estádio, com possibilidade de construção de um shopping, de um hotel e uma rodoviária para apresentar aos conselhos do clube. Só depois disso vamos definir nossa direção, contudo começamos com o pé direito”, disse Patrícia.
Foto: Ernesto Carriço / Agência O Dia
Terreno oferecido pela Prefeitura de Duque de Caxias ao Flamengo pertence à Marinha do Brasil | Foto: Ernesto Carriço / Agência O Dia
Após a reunião, Zito e Patrícia Amorim percorreram o terreno de carro. Segundo o prefeito duquecaxiense, a área pertence à Marinha do Brasil e, caso o Flamengo mostre interesse em utilizá-lo, a prefeitura irá entrar em contato com as autoridades federais e estaduais para viabilizar a construção do estádio e de uma rodoviária interestadual nas proximidades.

Torcedor do Flamengo, Zito acredita que a área é a ideal para a construção da casa rubro-negra. "O terreno é próximo da Rodovia Presidente Kennedy, da Linha Vermelha, da Via Dutra e da Rodovia Washington Luiz, além do trem, o que facilita o acesso à região. Queremos também oferecer uma parceria em trabalho social, com cursos profissionalizantes e escolinhas para formar futuros craques do Flamengo na cidade", disse o prefeito.

Carlos Alberto treina e vai enfrentar o São Paulo

Rio - Para o jogo contra o São Paulo, domingo, em São Januário, o Vasco ganhou um grande reforço para espantar a falta de gols no ataque: Carlos Alberto. Na manhã quinta-feira, o meia-atacante treinou normalmente entre os titulares, mostrando que está recuperado do estiramento na coxa. Ele foi escalado ao lado de Éder Luis e durante o coletivo fez um gol e deu assistência para outro de Zé Roberto. Os titulares venceram por 3 a 0, com Felipe completando o placar.
O lateral esquerdo Ramon, que era esperado para a atividade, não participou do coletivo e por isso não deve ser relacionado para o jogo contra o Tricolor Paulista. O jogador fez apenas um trabalho musculaçãoe continua se recuperando da lesão na coxa.
Para o jogo contra o São Paulo Titi e Irrazábal entram nas vagas de Dedé e Fagner, suspensos. Diogo substitui Max e Jumar - com uma torção no tornozelo - teve o lugar no time preenchido por Romulo. A escalação do Vasco para a partida deve ser  Fernando Prass, Irrazábal, Cesinha, Titi e Diogo; Rafael Carioca, Romulo, Felipe e Zé Roberto; Éder Luis e Carlos Alberto.

Com dores no tornozelo, Emerson deixa o treino do Fluminense

Rio - O treino da manhã desta quinta-feira, nas Laranjeiras, poderia confirmar a volta do trio ofensivo tricolor para o jogo contra o Goiás, domingo. Mas das três peças do trio mágico tricolor, somente Fred, Deco treinaram bem e têm chances de enfrentar o esmeraldino. A má notícia ficou por conta do atacante Emerson, que sentiu novamente o tornozelo esquerdo e abandonou a atividade após 20 minutos, diminuindo a possibilidade de enfrentar o time goiano.
Emerson sai cabisbaixo após sentir o tornozelo | Foto: Carlos Moraes / Agência O Dia
Dentro do Fluminense, a postura do departamento médico é de cautela com relação ao atacante. Ele deve deve ser reavaliado nos próximos dias e, caso retorne, deve ser opção do técnico Muricy Ramalho para o decorrer da partida. Já Fred e Deco participaram ativamente das atividades e devem ser escalador contra o Goiás.

Libertadores é a realidade do Fogão

Rio - O empate em 2 a 2 com o Ceará, no Castelão, foi um banho de água fria nas pretensões alvinegras no Brasileiro. Com o fim do sonho do título, agora o Botafogo precisa reunir todas as suas forças para não deixar escapar entre os dedos a vaga na Copa Libertadores de 2011.

“Agora é só Libertadores, para o título não dá mais. Temos que trabalhar com a realidade e dizer a verdade para a torcida do Botafogo, mas vamos até o final com a Libertadores. Temos chances”, aposta o técnico. “Estamos há várias rodadas correndo na linha entre os primeiros e muito perto de realizarmos este nosso sonho”, acrescenta.
Para conseguir a vaga, o Botafogo precisa se desvencilhar de Grêmio e Atlético-PR, que têm 53 pontos e no seu calcanhar na tabela. “Estamos a três pontos de dois adversários, que vão jogar entre si, e temos, agora, dois jogos no Engenhão. Com um trabalho bem feito em casa, poderemos jogar até com vantagem contra o Grêmio, na última rodada”, analisa Joel.

Mas, para fazer o dever de casa, primeiro o treinador terá que recuperar emocionalmente o grupo, que sentiu o baque dos dois últimos empates, que acabaram com a esperança do título. Para isso, o treinador faz um apelo aos torcedores para que lotem o Engenhão nas duas últimas partidas do ano.

“É o momento de nós trabalharmos, convocarmos a nossa torcida. Apesar das dificuldades, estamos entre os primeiros colocados e precisamos superar o Prudente e o Internacional, que são equipes muito fortes”, lembrou.
Além de não perder o foco nos seus dois jogos no Engenhão, o comandante do Alvinegro espera que o Grêmio também tropece. Dos dois rivais que estão em seu encalço, o time gaúcho é o que mais preocupa, já que o último jogo da equipe carioca será em Porto Alegre:“Agora vamos deixar que tropecem um pouquinho, está na hora deles. Com a gente jogando sozinho, é muita gente contra”.

Ontem, os jogadores desembarcaram no Aeroporto do Galeão, às 6h30. Exaustos, foram liberados depois que chegaram à sede do clube. Hoje, eles se reapresentam pela manhã em General Severiano para um trabalho regenerativo e, depois, serão liberados novamente. “Estamos a uma semana fora de casa e daremos um descanso de dois dias aos jogadores”, explicou o técnico Joel Santana.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Mulheres de atletas posam em fotos sensuais para salvar clube escocês das dívidas

No Dundee FC,  todos os funcionários estão empenhados em salvar o time do buraco. E não estamos falando de rebaixamento para a terceira divisão, mas de dinheiro em caixa. A equipe passa por dificuldades financeiras e precisa encontrar formas de arrecadar dinheiro e evitar a falência.
Se depender namoradas e esposas dos jogadores e outras mulheres envolvidas com o clube, a solução é mais fácil do que parece. Basta tirar a roupa e vender um calendário. Foi o que propôs a miss Dundee FC, Mhairi Philp, “madrinha” da equipe da segunda divisão escocesa.
O “time” de namoradas e esposas de atletas posam para foto
Depois de que a equipe recebeu a punição de perder 25 pontos por não pagar suas contas, Mhairi decidiu fazer esta proposta indecente às mulheres dos jogadores, que toparam fazer o ensaio fotográfico. Apesar de amadoras, as meninas bateram um bolão e compensaram o vexame dos marmanjos que ocupam a última posição na tabela, com -8 pontos (fruto da punição).
“Todas as garotas foram fantásticas e realmente adoraram a experiência – apesar de estarmos todas um pouco nervosas”, revelou Mhairi. Mais fotos dos ensaios feitos para o calendário podem ser vistos no site da agência Peachfur, da Escócia.
Debbie Douglas, esposa do goleiro Robert Douglas
A jovem McCartney, de apenas 19 anos, namorada do atacante Leigh Griffiths
Até agora, a iniciativa já arrecadou 3 mil libras em patrocinadores e a ideia ainda é imprimir mil calendários ao valor de 8 libras. A expectativa é arrecadar cerca de 10 mil libras para o clube. Uma bela quantia, de fato, mas vale lembrar que a dívida do clube é de 480 mil libras. Qual seria a próxima ideia das garotas?
Crédito: Agência Peachfur
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Mônica Bergamo: MP mineiro diz que sorteio de árbitros da CBF é 'viciado' e 'subjetivo'

Ministério Público de Minas Gerais apresenta hoje resultado de investigação sobre a escalação dos árbitros no futebol brasileiro. A conclusão é que tanto a FMF (Federação Mineira de Futebol), alvo inicial da apuração, quanto a CBF violam o Estatuto do Torcedor, que exige "transparência" na seleção e que o juiz seja "isento de pressões".
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A informação é da coluna de Mônica Bergamo, publicada nesta quinta-feira pela Folha (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL)
De acordo com a coluna, a Promotoria diz que o sorteio dos árbitros é "viciado", com "critérios subjetivos" que limitam a dois profissionais aqueles que podem ser escolhidos para cada partida. E questiona o fato de os clubes vetarem determinados nomes para seus jogos.
Segundo a coluna, a recomendação do promotor José Antônio Baêta é que CBF e FMF coloquem na urna todos os árbitros escalados para apitar naquela divisão, e não apenas dois, e que divulguem quanto eles ganham por partida.
O presidente da federação mineira, Paulo Schettino, diz que "o estatuto fala em no mínimo dois árbitros por sorteio, e nós cumprimos". A CBF não comenta o caso

Videoblog: Punição do STJD ao Corinthians é uma vergonha

O STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) decidiu punir o Corinthians, nesta terça-feira, pelo mando de campo de dois jogos, além de uma multa no valor de R$ 10 mil. No Videoblog desta quarta-feira, o comentarista dos canais ESPN, José Trajano comentou a medida da entidade e classificou como 'uma vergonha'.

"A punição que o Tribunal quer impor ao Corinthians tirando dois mandos de campo é uma vergonha. Na reta final do campeonato é um prejuízo para o time alvinegro. Quer aparecer o Tribunal, quer mostrar autoridade em cima de um time que não teve responsabilidade nenhuma e motivo nenhum para ser punido", disse o jornalista.

CLIQUE NO PLAYER DE VÍDEO ABAIXO E VEJA O COMENTÁRIO DE JOSÉ TRAJANO

Brasil escapa da dependência de Sheilla para chegar às semifinais do Mundial

Depois da medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Pequim, a seleção brasileira feminina de vôlei passou por uma transformação. Fofão e Walewska deixaram o time. Jaqueline tirou um ano sabático para se casar com Murilo. E Paula Pequeno enfrentou uma série de lesões. Coube então a Sheilla a responsabilidade levar a equipe adiante.

AS ATACANTES DA SELEÇÃO BRASILEIRA

  • AFP PHOTO/Kazuhiro NOG Após a Olimpíada de Pequim, a seleção brasileira ficou muito dependente de Sheilla no ataque
  • Arte UOL Agora, a oposta divide o trabalho com as outras 4 atacantes: Fabiana, Jaqueline, Natália e Thaísa
A seleção, então, passou a viver uma certa dependência de Sheilla. Quando a oposto não jogava ou tinha uma atuação apagada, toda a equipe sentia. No Mundial feminino de vôlei, entretanto, o Brasil encontrou uma maneira de encerrar de vez essa dependência.
Sheilla, é claro, continua sendo uma peça importante na seleção brasileira. Mas não é a única. No ataque, ela divide os holofotes com a ponteira Natália e as centrais Thaísa e Fabiana. Na defesa, a ponta Jaqueline dá uma segurança que o time não tinha desde Pequim.
“Aqui no Mundial a gente felizmente está tendo essa característica de uma distribuição maior entre todas as atacantes. Isso facilita o trabalho de todo mundo porque é distribuído igualmente para todas elas. Acho que todo mundo consegue dar sua colaboração, todo mundo está em condições de dar essa colaboração. E todo mundo fica mais feliz, porque quando você começa a sobrecarregar uma só pode entender que o time está com problema”, disse o técnico da seleção brasileira, José Roberto Guimarães.
É justamente quando Sheilla está um pouco apagada que o Brasil mostra o fim da dependência. No jogo desta quarta contra os Estados Unidos, quando a oposto foi marcada pelo adversário, quem brilhou foi Jaqueline. No passe contra a Itália na primeira fase, o show foi de Natália.
Modesta, Sheilla discorda que antes do Mundial o time dependia muito dela. “Não acho que no Grand Prix tenha sido assim. Só no jogo contra o Japão (derrota da seleção na fase final) que eu não fui bem e o resto do time também não foi bem”, afirmou a jogadora.
Para o técnico José Roberto Guimarães, o problema de acionar sempre a mesma jogadora é o desgaste físico que isso provoca. Pior ainda no caso de Sheilla, que disputa o Mundial com dores nas costas.
“A minha preocupação com a Sheilla sempre foi essa, de muito desgaste, de muita sobrecarga da quantidade de bolas que ela pode receber em uma partida. Sendo distribuído isso entre todas as jogadoras da equipe tudo fica mais tranquilo. A gente tem um trabalho de equipe muito mais efetivo e muito mais positivo. Uma grande equipe funciona dessa maneira, não sobrecarregando ninguém”, diz o treinador.    
Esse jogo de equipe levou o Brasil de forma invicta até as semifinais do Mundial. E é a principal aposta do país para ficar com o título. O próximo desafio será às 7h (de Brasília) de sábado, em Tóquio, contra o Japão, pelas semifinais.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

CBF classifica como 'factível' pedido de unificação de títulos pré-1971

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) recebeu nesta quarta-feira a visita de alguns presidentes de clubes que pleiteiam a unificação dos títulos nacionais disputados antes da criação do Campeonato Brasileiro, em 1971. Segundo o presidente da entidade, Ricardo Teixeira, o pedido é “factível”.
“Mandaremos fazer uma análise em cada um dos setores, como o setor técnico, para ver a possibilidade de legalidade dessa iniciativa que a princípio é factível”, disse o dirigente.
Foram à sede da CBF o presidente do Santos, Luiz Álvaro Oliveira, o vice-presidente do Botafogo, Antonio Carlos Mantuano, e o diretor executivo do Cruzeiro, Dimas Fonseca. No documento também há o pedido para o reconhecimento de títulos de Palmeiras, Fluminense e Bahia.
Os dirigentes pedem o reconhecimento de títulos nacionais conquistados entre 1959 e 1970 em competições organizadas pela entidade nacional, como a Taça Brasil e a Taça de Prata.
“Temos que fazer uma análise em cada um dos setores envolvidos, de forma que não deverá demorar muito. Mas tem que ser feito um estudo”, completou Ricardo Teixeira.
Nesse período pleiteado pelos clubes, considerando também o torneio Roberto Gomes Pedrosa, o Santos foi o maior vencedor de torneios nacionais, triunfando em seis edições. Palmeiras (quatro), Fluminense, Cruzeiro, Bahia e Botafogo completam a lista dos campeões.

Chateado com o futebol, Leão reconhece exageros, mas segue letal com adversários

Trabalhar no Goiás foi traumático para o treinador Émerson Leão. Quando foi demitido, em agosto de 2010, o time estava na última colocação (e ainda está na zona do rebaixamento). Um mês antes, havia se envolvido em brigas e discussões com jornalistas da Bahia durante confronto contra o Vitória. Leão chegou a ser indiciado criminalmente e foi punido pelo STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) com três jogos de suspensão. Para completar, teve que entrar contra a equipe goiana na Justiça para cobrar uma dívida de salários atrasados e multa rescisória.
“Estou chateado com o futebol’, disse. “Tenho 47 anos no mundo da bola. Pensei em parar agora. Mas quero parar quando completar 50 anos de trabalho. É um número bom.”
Leão quer voltar a treinar em 2011. Já recebeu algumas consultas. “E só consultas! Porque tem treinador que recebe consulta e diz que foi convidado. Tem muita mentira por aí...”
Durante o atual período de repouso, organizou o casamento de uma de suas filhas e observou o futebol à distância. Nesta entrevista exclusiva, o treinador reflete sobre o passado, reconhece excessos, mas segue letal com os adversários.
Veja, em vídeo, opiniões do técnico Leão e, logo abaixo, o melhor da entrevista:

UOL Esporte: Como você está vendo o futebol nos dias de hoje?
Leão: Estou chateado. Nessas quatro ou cinco décadas, o futebol piorou em vez de melhorar, retrocedeu em vez de evoluir. Hoje, os jogadores, em vez de serem atletas profissionais, são ‘superstars’. Acham que podem fazer tudo. Perderam o compromisso, e isso me chateia como treinador. Os jogadores também passaram a ter donos. Não são mais só empresários. Mas o tempo da escravidão acabou....
UOL Esporte: Como é seu relacionamento com o Santos?
Leão: Trabalhei três vezes no Santos. Conheço bem, por dentro e por fora. Conheço as pessoas e o que envolve o time do Santos. É melhor ficar quieto.
UOL Esporte: Mas foi com o Santos que você conquistou um dos seus mais importantes títulos como treinador (o Brasileiro de 2002), não foi?
Leão: Nas três vezes que estive no Santos tive mais alegrias do que tristezas, mais recompensas do que insatisfações. O problema é que as tristezas e os problemas marcam mais que as alegrias, que são efêmeras e passam rápido. Não conheço a nova diretoria. Posso dizer que o comando do Samir (Samir Jorge Abdul Hak, presidente do clube em 1998, quando Leão trabalho como técnico), foi muito bom para mim. Também foi muito bom meu primeiro trabalho com Marcelo Teixeira (presidente do Santos nas outras duas passagens do técnico pelo clube, entre 2002 e 2004 e em 2008). Na última vez que estive lá, não tivemos o mesmo desempenho em relacionamento.
UOL Esporte: Passados oito anos, como você avalia sua participação no título brasileiro de 2002?
Leão: O Marcelo queria comprar estrelas e veteranos. Treinei um pouco, falei que não queria nem estrela, nem veterano, pois estava satisfeito com os moleques que tinha visto. Falei isso baseado na minha observação. E o Marcelo falou: “Leão você é louco, nós vamos cair”. “Então nós vamos cair juntos”, eu respondi. “Porque esse moleques vão dar conta do recado”. E deram. Sorte do Marcelo. Dizem que o grupo da geração de Robinho e Diego deu quase R$ 200 milhões ao clube. Não sei como Santos tem divida. Desculpa... Eu sei, mas não sei....
UOL Esporte: Apesar de ser o técnico do primeiro título brasileiro do clube, dá a impressão que existe um relacionamento de amor e ódio com o Santos. Você até foi surpreendido com agressões de alguns torcedores quando foi ao clube, em 2008, para cobrar uma dívida.
Leão: Aquilo foi comandado. Eu sempre disse que dava satisfação ao torcedor do coração, não o torcedor do bolso. Esse cara, o torcedor do bolso, é aquele que recebe dinheiro de alguém para colocar uma faixa, ameaçar e vaiar. Tem muito disso no futebol. Ele é pago às vezes por dirigentes, treinadores, diretores e até jogadores. Temos que aprender a conviver com essa realidade. Eu trabalho para o clube, não trabalho para uma determinada torcida. Aqueles episódios foram um efeito mínimo promovido por uma facção de uma torcida paga.

Treinar a seleção brasileira? "Nunca mais"

  • AFP Leão comandou a seleção brasileira durante um breve período entre 2000 e 2001, substituindo o então demitido Vanderlei Luxemburgo. Os resultados, porém, não foram nada animadores. A equipe se arrastava nas eliminatórias para a Copa de 2002, mas o pior foi mesmo o quarto lugar conquistado na Copa das Confederações de 2001 após derrota para a Austrália. Leão foi demitido e, em seu lugar, entrou Luiz Felipe Scolari.

    UOL Esporte: Você só treinou a seleção brasileira entre 2000 e 2001. Gostaria de voltar?
    Leão:
    Não fui técnico da seleção nada! Só passei pela seleção. O cara me colocou lá para cobrir um espaço.

    UOL Esporte: Mas gostaria de voltar ou não?
    Leão:
    Não. Cansei de falar. Hoje, os dirigentes ficam muito tempo no poder. O cara está lá sei lá há não sei quantos anos. Não tenho nem o que pensar sobre seleção.

    UOL Esporte: Ficou magoado com o Ricardo Teixeira (presidente da CBF)?
    Leão:
    Não sei se a palavra é essa. Seleção não vai me satisfazer em mais nada. Não vai me dar status. Virei apenas um torcedor.
UOL Esporte: Paga por quem?
Leão: Tem muita gente que paga. Vocês acham que as faixas que aparecem em estádios com críticas são sempre frutos de imaginação dos torcedores? Pois não são.
UOL Esporte: Você acha que existe muita intromissão de torcedores no comando dos times de futebol?
Leão: Intromissão não pode existir. Pelo menos, não existe na minha cabeça. Um diretor do clube, por exemplo, sempre acha que entende de futebol. Ele dá uma opinião, e você mostra o que é certo e o que é errado. Até aí, tudo bem. Todo mundo pode conversar sobre futebol, mas não interferir na escalação. Agora, um torcedor não pode intimar você e dizer quem deve ou não ser escalado. Nem meu pai me intimava! Meu pai me aconselhava. Mas intimar, jamais! Hoje os valores estão invertidos, não é? Hoje, o cachorro foge do gato. Hoje, ser honesto é qualidade. Eu fui criado entendendo que isso era uma obrigação. É como dizia De Gaulle (Charles De Gaulle, ex-estadista e político francês), ‘o Brasil não é um país sério’...
UOL Esporte: Mas você foi intimado pela torcida do Santos durante suas passagens como técnico?
Leão: Não. Ninguém chegou falando para escalar esse ou aquele. Mas não chegavam porque sabiam com quem estavam lidando. Eventualmente, o presidente, um diretor, torcedores, amigos e cornetas, podem falar. ‘Acho que aquele jogador está jogando mais do que aquele outro’. Isso é palpite, não mata ninguém.
UOL Esporte: E o que você acha do Neymar? Chegaram até a chamá-lo de “monstro” após a discussão do jogador com o treinador Dorival Júnior...
Leão: Tenho um ótimo relacionamento com o (Dorival) Júnior. Conheci e joguei com o tio dele, o Dudu. Depois, fui treinador do Júnior em três times. Quando ele parou de jogar, o indiquei a três equipes para trabalhar como treinador. Sei como é a conduta dele. Tenho responsabilidade quando indico alguém. Até parei de indicar treinadores há algum tempo, mas o Júnior é uma das exceções. Às vezes, conversamos pelo telefone...É difícil falar sobre o Neymar sem participar de seu dia-a-dia. Não tenho um conhecimento de causa tão grande. Mas, à distância, e pelas informações que recebo, dá para dizer que é um menino que foi criado em uma redoma de liberdade. Ele ganha muito dinheiro desde seus 13 anos de idade, e o pai, a mãe, o amigo e os funcionários viram reféns dele. Ele deve achar que pode fazer tudo. E esse negócio de dizer agora que ele ‘está bonzinho’....não sei não. É muito cedo. Acho que ele ainda não sossegou. Não teve um treino que ele quase saiu na porrada com um colega do time?
UOL Esporte: Na verdade, ele e o Marcel discutiram em um treino durante as comemorações do aniversário do atacante Zé Eduardo.
Leão: Exatamente. Ele ainda não se adaptou ao que o futebol representa para ele. Ainda não caiu a ficha. Mas também é preciso dizer que, antigamente, a gente esperava uns cinco anos para dizer que um cara era craque. Vamos aguardar mais.

BASTIDORES DO SANTOS

Não sei como o Santos tem dívida. Desculpa. Eu sei, mas não sei....
UOL Esporte: Você acha que existe uma cobrança muito grande sobre ele?
Leão: Como jogador, acho ótimo. No meu time, joga. Agora, como deve jogar, será um problema para seu novo treinador. Antes da Copa da África, defendi sua convocação. Mas ainda acho cedo para analisar sua conduta.
UOL Esporte: Você acha parecido os problemas de relacionamento que Neymar e Dorival Júnior tiveram no Santos com os que você teve com Carlos Alberto no Corinthians, em 2006? Vocês também discutiram em jogo um contra o Lanús pela Copa Sul-Americana.
Leão: Quer saber? Eu não briguei com o Carlos Alberto. Eu o tirei de um jogo, e ele se revoltou. Só que eu o tirei de campo para o bem dele. Na época, ele não teve cabeça para perceber isso. Ele fez umas cenas obscenas em campo. O quarto árbitro viu e chamou o árbitro para expulsá-lo. Eu o substituí rapidamente e ele não percebeu minha intenção. Mas há algum tempo, eu estava indo à praia com a minha mulher e o celular tocou: ‘Professor, é o Carlos Alberto’. ‘Qual deles? Eu conheço um monte’, respondi. E antes que ele começasse a falar, dei os parabéns porque ele tinha acabado de ser campeão da Série B pelo Vasco. E ele disse: ‘Estou ligando para pedir desculpas. Naquele tempo eu estava com a cabeça diferente. Agora, tô legal’. ‘Tudo bem, esquece isso’, eu disse. ‘Os mais velhos estão aqui para entender os erros dos mais novos’. Quer coisa melhor que isso? O Carlos Alberto viu que sempre dá tempo para melhorar. Então, não tem nada a ver com o Neymar. Se tivesse, seria mais fácil.
UOL Esporte: Você dirigiu os quatro grandes times de São Paulo, os dois maiores do Rio Grande do Sul e de Minas Gerais, mas nunca comandou um time do Rio de Janeiro. Por que? Tem vontade?
Leão: A rivalidade entre São Paulo e Rio era mais acirrada antigamente. Pouquíssimas vezes um treinador de São Paulo era convidado para trabalhar em times do Rio. Mas as coisas estão mudando. Eu mesmo já fui convidado. Nos últimos tempos, estive conversando com diretor do Flamengo. Pelo Fluminense, o presidente da Unimed já esteve em casa. Também já fui procurado pelo (Carlos Augusto) Montenegro, quando era presidente do Botafogo. Pode perguntar para eles. Mas eu estava empregado naquele tempo. Não dava para largar. Fiquei feliz quando o Bob assumiu o Vasco. Bob era como chamávamos o Roberto Dinamite quando jogávamos juntos na seleção e no Vasco. Eu gostaria muito de trabalhar no Rio. Minha mulher é carioca e tenho amizades por lá. Qualquer hora pode acontecer.
UOL Esporte: E o Palmeiras de 2006. É verdade que tinha um grupo de jogadores que queria derrubar você?
Leão: Não, não tinha. Foi a diretoria. A gente sabe das coisas. Tinha um diretor que me detestava. Não era nem do futebol, mas não me queria por lá. Nós começamos a mexer nas coisas por lá. Fala que o ginásio do CT tinha que ser modificado porque não era usado. Podia usar o espaço para montar uma bela cozinha, um concentração, muitas coisas. Mas o ginásio está lá até agora...Assim mesmo, conseguimos melhorar os vestiários, a academia de musculação.
UOL Esporte: Você é polêmico e não esconde o que pensa. Já se arrependeu de criticar alguém?
Leão: Claro que sim. Acho que o mais importante é reconhecer que você não foi feliz em uma resposta. Já pedi desculpas para meu pai, minha mãe, amigos e jornalistas por ter cometido algo errado. Outro dia, teve um cara que me processou. Eu liguei para ele e disse: “Você tem razão, se quiser manter o processo, mantenha, mas não posso me furtar de pedir desculpas. Você é um filho disso e daquilo, tudo isso você continua sendo. Mas aquilo que falei para você naquele dia estava errado. Me desculpe”. Eu sou assim.
UOL Esporte: É o 'estilo Leão'? Um pouco truculento com jornalistas em algumas oportunidades?
Leão: Eu sou isso que você está vendo. Agora, quando algo interfere no trabalho, eu tomo uma atitude. Para o bem ou para o mal, eu tomo atitude. Alguns são ‘vaselina’. Eu não. Porque meu pai me ensinou a ser honesto sempre.
UOL Esporte: Não foram poucas as brigas entre você e jornalistas. Você não se considera uma pessoa impaciente demais em algumas oportunidades?
Leão: Quando eu era menino, cansei de apanhar na rua porque não fugia. Você não pode só bater e contar vantagem. E as derrotas? É precisa falar sobre elas também. Mas você vai evoluindo, envelhecendo, ficando mais experiente. Hoje, não fujo da briga, mas evito. Antigamente, quando falavam que tinha uma briga no meio da rua, eu passava no meio dela. Agora, caso alguém diga que “tem uma briga por lá”, eu mudo meu caminho. Quando era jogador, fui obrigado brigar com um senhor quando eu defendia o Palmeiras. No primeiro movimento, ele caiu no chão. Lembro da imagem. Ele mereceu, mas não precisava ser daquela maneira. Eu era mais forte do que ele. Depois disso, enquanto não achei o cara para pedir desculpas, não sosseguei. Achei o cara, pedi desculpas e ele disse: “Sou palmeirense, tenho um imenso prazer em conhecê-lo. Não tinha nada que ter feito aquela graça com você. Você estava errado, mas eu fui pior ainda.” O que o brasileiro não entende, e a policia nos estádios ainda não entendeu, é que é preciso recriminar não só a agressão física como a verbal.

Atleta 'modelo' assumiu os cabelos brancos

  • Homero Sérgio/Folhapress Leão já fez campanha publicitária para marca de cuecas: 'Naquele tempo eu tinha volume para isso.'
  • Folhapress Quando começou a trabalhar como treinador, tingia os cabelos: 'Sou vaidoso. vou carregar isso para o túmulo. Quero ficar bonito até no meu velório.'
  • Folhapress Nos últimos anos, assumiu o cabelo branco: 'Não pinto mais, mas tiro sarro de amigos. Eles enchiam o saco quando eu tingia. Agora são eles tingem.'
UOL Esporte: Você acha que sua carreira no futebol é mais lembrada pelos feitos como jogador ou como treinador?
Leão: A profissão de treinador é muito mais sofrida, muito mais injustiçada. É um trabalho perigosíssimo. Você não tem vinculo e o respeito de ninguém. Como jogador, se eu fizesse um contrato de cinco anos com um clube, eu sabia que ficaria por cinco anos. E nessas condições, estruturaria minha família, matricularia meus filhos no colégio, compraria uma casa e teria residência fixa. Como treinador, você não faz nada disso. Em uma semana, pode ser mandado embora. Você não é patrimônio do clube. Só uma profissão é mais difícil que a do treinador. Sabe qual é? A de árbitro. Eu gosto dos árbitros. Brigo com eles sempre, mas sei que é difícil. São muito pressionados.
UOL Esporte: Por falar em seu tempo como jogador, como foi trabalhar no Corinthians da famosa democracia?
Leão: Para mim, aquilo não era democracia. O Corinthians tinha acabado de ser campeão paulista em 1982 e queríamos ser bi. Eu estava no Grêmio e fui convidado para trabalhar lá em 1983. O Corinthians nunca teve um goleiro de nome e chegou um que queria marcar presença na história do clube. Inventei a camisa e as meias listradas, tudo com as cores do time. Treinei para caramba. Fiquei em forma. Só que tinha alguns atletas que participavam de uma panela com o diretor Adílson (Monteiro Alves). Tinha psicólogo, aquela frescura toda. Eu não fazia parte disso. Treinava e ia para casa. Eu não frequentava a noite, não bebia, não me metia em política. E onde estava a democracia deles? Era a democracia que “você pode fazer tudo, desde que eu permita”. E não via a democracia, via a anarquia. Era cara bebendo na sala do treinador, outro dormindo na maca porque ficou na farra na noite anterior. Jogador treinando bêbado. Tinha dia que o treino estava marcado para 8 horas da manhã. Chegava lá e perguntava: ‘Cadê o pessoal do treino?’ E respondiam: ‘Não tem treino agora, foi transferido para o período da tarde’. ‘Por quê?’ ‘Teve uma festa ontem à noite e passaram para tarde’. Aí é pesado, não é?!
UOL Esporte: Quem era o grupo que comandava a panela?
Leão: Está querendo saber demais! Mas eram os caras da democracia... Era a democracia, comandada pelo Adílson, que era o diretor naquela época. E depois ele virou secretario da cultura, por incrível que pareça.
UOL Esporte: Você se sentia injustiçado por não seguir os líderes da democracia? Tinha jogador que seguia só para ficar entrosado com os líderes do grupo?
Leão: Quem segue assim como você está falando  é capacho. Já pensou ser um capacho só para ficar no bolo? Eu prefiro ter conduta própria. Se cometer algum deslize, pode me punir. Eu não gosto de ser chamado à atenção. Me manda embora, mas não chama a atenção. Para não acontecer isso, sempre precisei fazer o máximo. Eu chegava cedo, treinava, trabalhava e ganhava os jogos. Éramos felizes. Agora, precisa comparecer às festinhas? Não. Preciso beber? Não. Preciso fumar? Não. Preciso ser político? Não. Eu preciso jogar futebol! O torcedor queria que eu jogasse futebol. Eu jogava, trabalhava para caramba. Meu joelho é reflexo disso, excesso de trabalho.

OPINIÃO SOBRE NEYMAR

E esse negócio de dizer agora que ele ‘está bonzinho’....não sei não. É muito cedo. Acho que ele ainda não sossegou
UOL Esporte: Mas e a qualidade daquele time em campo?
Leão: Foi um ano de felicidade, pois só ganhava. O time era bom, então não tinha conversa. Os caras jogavam bem mesmo. Vai falar que o Casagrande era ruim? Que o Sócrates era ruim? Que o Wladimir era ruim? Pô! Era tudo craque. Só que eles tinham a vida particular deles e aquilo não me servia. Minha conduta era outra, ficava na minha. Tanto que joguei um ano por lá, fui feliz e saí. Naquela época, em 1983, saí do Corinthians para defender o Palmeiras. Fiquei até 86. Depois, fui para o Sport e parei.
UOL Esporte: Depois de defender o Sport como jogador, você se aposentou e assumiu o time como treinador. Logo de cara, foi campeão brasileiro em 1987, ano do polêmico conflito com o Clube dos 13 e o título do Flamengo.
Leão: Não tem polêmica nenhuma, e sim regulamento. Campeão do Módulo Amarelo deveria jogar contra o campeão do Módulo Vermelho. Campeão do Amarelo foi o Sport. O Flamengo foi campeão do Vermelho. Era para ter o cruzamento dos módulos. O outro não quis cruzar. O Sport ganhou, foi campeão. Quer chorar, chora o que quiser. Perdedor tem direito de reclamar, não tem problema nenhum. A estrelinha do título está na camisa do Sport. Para minha nova carreira, aquilo foi um misto de alegria, medo, pois eu não sabia ser treinador. Naquele ano, eu joguei em um domingo, e na segunda-feira virei treinador. Não sabia o que fazer. Tinha experiência, mas passar a ser comandante dos seus companheiros é complicado. Eu dei sorte.