Não é só dentro de campo que a eliminação da Copa Libertadores tem impacto considerável para o Flamengo. Nas finanças, a competição sul-americana também era central no planejamento de 2017, e o prejuízo com a derrota por 2 a 1 para o San Lorenzo na Argentina pode ser estimado em R$ 20 milhões.
Segundo o orçamento rubro-negro para o ano, o clube esperava chegar, ao menos, até as semifinais da Libertadores. Isso significaria R$ 15,3 milhões em premiações e, no mínimo, mais três partidas como mandante - condição que rendeu ao Flamengo R$ 10,3 milhões de arrecadação bruta na fase de grupos.
Com a queda precoce, além de não ter mais o torneio que era o maior desejo de sua torcida na temporada, a premiação rubro-negra será de 1,8 milhão de dólares, ou R$ 5,6 milhões na cotação atual, uma diferença de R$ 9,7 milhões em relação ao que tinha como objetivo financeiro na competição.
Já em termos de bilheteria, a eliminação significa que o Flamengo dificilmente atingirá a meta que estabeleceu para o ano. Depois de receber R$ 39,3 milhões no quesito em 2016, a equipe projetou um crescimento de 55% para esta temporada, contando com R$ 61,2 milhões, segundo o orçamento.
Nos três primeiros meses de 2017, que já teve resultado fechado pelo clube, foram R$ 9 milhões brutos arrecadados em bilheteria, sendo que mais de um terço, R$ 3,68 milhões, veio do duelo contra o San Lorenzo no Maracanã pela Libertadores. Contra Atlético-PR e Universidad Católica-CHI, as rendas foram, respectivamente de R$ 3,33 milhões e R$ 3,31 milhões, em uma média de R$ 3,44 milhões por jogo.
Ainda que a expectativa fosse por arrecadações ainda maiores nos mata-matas, se o Flamengo mantivesse as rendas da fase de grupos, somaria mais R$ 10,3 milhões, ficando perto do crescimento de pouco mais de R$ 20 milhões previsto na comparação com o total bruto recebido na última temporada.
É verdade que, com a terceira colocação no grupo 4 da Libertadores, a equipe rubro-negra ganhou o direito de entrar na Copa Sul-Americana, com a garantia de ao menos um jogo que não estava previsto no início do ano como mandante. Ainda assim, é difícil imaginar arrecadações semelhantes.
Já em relação a premiações, o Flamengo tem mais chances de recuperar o prejuízo, mas vai precisar de boas campanhas na Copa do Brasil ou na Sul-Americana, torneio que tinham as premiações desprezadas pelo orçamento - assim como o Campeonato Carioca, o qual o time já foi campeão e premiado.
Pelo título estadual, as contas rubro-negras receberam aporte de R$ 3,8 milhões, o que ameniza os quase R$ 10 milhões que ficaram faltando no planejamento para a Libertadores. Já os pouco mais de R$ 6 milhões que ainda restariam para a meta teriam que ser buscados nos outros dois mata-matas.
Na Sul-Americana, o Flamengo entrará na segunda fase, etapa que rende 300 mil dólares (R$ 942 mil). As oitavas rendem mais US$ 375 mil (R$ 1,1 mi); as quartas, US$ 450 mil (R$ 1,4 mi); a semi, US$ 550 mil (R$ 1,7 mi); e o título mais US$ 2 milhões (R$ 6,2 mi) - US$ 1 milhão (R$ 3,1 mi) para o vice-campeão.
Já na Copa do Brasil, que os rubro-negros entraram nas oitavas, a premiação máxima para o time em caso de título é de R$ 9,7 milhões. As cotas estão divididas assim: R$ 1 milhão nas oitavas; R$ 1,1 milhão nas quartas; R$ 1,5 milhão na semifinal; e mais R$ 6 milhões pelo título - ou R$ 2 milhões pelo vice.
No Brasileiro, que pagará R$ 20 milhões ao campeão, a previsão do Flamengo para 2017 já é farta, por incluir cotas recebidas também de maneira direta da televisão. Segundo o orçamento, a meta de arrecadação é de R$ 160,5 milhões.
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