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Muricy pede 'muito cuidado' com Ederson e vê retorno dos meias 'dentro do previsto'
O técnico Muricy Ramalho espera que a diretoria do Flamengo consiga viabilizar Brasília como 'casa' do clube nos próximos meses. Em entrevista coletiva após o empate em 1 a 1 contra o Figueirense, pela Primeira Liga, o treinador afirmou que o ideal 'não é ficar se mexendo'.
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"Claro que vai depender do acerto da diretoria, mas a gente precisa de um lugar. Não dá para se mexer muito, a diretoria sabe. Gostei de Brasília, o estádio é bom... O gramado não estava tão bom hoje, mas temos muita torcida aqui. Precisamos valorizar um lugar. O jogador começa a se adaptar jogando no mesmo lugar. Ainda acho que aqui para nós é melhor", declarou ele.
Em relação à partida, o técnico disse que o time fez o ideal para avançar para a semifinal.
"Jogo muito aberto. Nosso time tem característica ofensiva, se abre um pouco, mas é o jeito de jogar. Criamos muitas oportunidades novamente, sofremos um pouco nos contra-ataques, mas é o ideal para a competição, para passar de fase", afirmou.
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Muricy também foi questionado sobre a atuação do meia Ederson, que volta aos poucos ao time após uma lesão.
"Estamos tendo muito cuidado com ele, está sentindo demais. Ele se queixou de perna pesada, pediu para sair do jogo muito cedo. Mas não tá sentindo contusão. Você percebe que ele é diferenciado. Quando estiver 100%, vai nos ajudar bastante".
O Flamengo volta a campo no próximo sábado, quando encara o Madureira, às 16h, pela Taça Guanabara.
A. Mattos anuncia saída de M. Oliveira e explica: 'O time não vinha jogando bem'
Mesmo sem comandar o Palmeiras na derrota desta quarta-feira para o Nacional-URU, no Allianz Parque, em virtude de uma suspensão, Marcelo Oliveira perdeu o emprego. Depois do revés por 2 a 1 para os uruguaios, o diretor Alexandre Mattos anunciou a saída do treinador, campeão da Copa do Brasil de 2015. Alberto Valentim assume interinamente o clube de Palestra Itália a partir desta quinta.
"Talvez nos últimos três anos, o mais vitorioso. Não estamos evoluindo, as coisas não estão acontecendo e fica aqui o agradecimento ao Marcelo", declarou Alexandre Mattos, na zona mista do Allianz Parque.
"Fica aqui a responsabilidade da direção, também dos jogadores. Precisamos evoluir a partir de amanhã (quinta) para uma nova etapa. Precisamos nos encontrar. Foi uma conversa tranquila, é o pensamento do Marcelo também. O time não vinha jogando bem desde o ano passado no coletivo. Não podemos viver apenas de boas partidas", acrescentou.
"Repito: nos últimos três anos ele é o mais vitorioso. Mas as coisas não estavam acontecendo. Repito: a responsabilidade é compartilhada do grupo de jogadores e com a direção. No caso do Palmeiras, as coisas não estavam evoluindo", concluiu.
Antero vê Palmeiras em 'situação delicada' e critica excesso de bolas na área
Contratado pelo clube alviverde em junho do ano passado, Marcelo Oliveira encerra a passagem com 53 jogos (contando com o desta quarta) no currículo. Foram 24 vitórias, 11 empates e 18 derrotas no comando da equipe de Palestra Itália, números que tornaram o trabalho do treinador questionável, apesar da taça conquistada no fim de 2015.
Marcelo Oliveira viveu altos e baixos durante os oito meses de Palmeiras. A estreia diante do torcedor na nova arena foi a melhor possível: goleada por 4 a 0 e atuação soberba contra o arquirrival São Paulo.
Entretanto, o início positivo durou pouco. O futebol da equipe, apesar das muitas contratações ocorridas por obra do diretor de futebol Alexandre Mattos, caiu, e o Palmeiras deixou de brigar pelas primeiras colocações na reta final do Campeonato Brasileiro.
A queda no fim da Série A eliminou as chances de o clube alviverde, no mínimo, disputar uma vaga para a Libertadores deste ano. A queda resultou no aumento das críticas para a final da Copa do Brasil, ainda mais depois da primeira partida da decisão, na qual a equipe acabou dominada pelo Santos na Vila Belmiro - o 1 a 0 saiu barato.
No Allianz Parque, contudo, o pressioando treinador dirigiu a equipe para uma das melhores atuações do segundo semestre do ano passado. A vitória por 2 a 1 e a conquista do troféu, ocorrida somente na decisão por pênaltis, deram sobrevida ao comandante, que iniciou 2016 agraciado com mais oito reforços.
Neste ano, porém, a pressão se tornou insustentável. Com a derrota desta quarta-feira para o Nacional-URU, Marcelo somou o quinto tropeço em casa na temporada - quatro deles ocorridos no Allianz Parque.
Os números ruins diante do torcedor palestrino e o futebol aquém do nível esperado pelo investimento resultaram na decisão drástica de trocar o comando técnico do Palmeiras ainda em março.
Nacional do Uruguai se fechou e levou a melhor sobre o Palmeiras mesmo com 10 homens
Sem posse de bola, dominado em todo o segundo tempo, com Fernando Prass fazendo milagres, o Palmeiras venceu, sem merecer, o bom time do Rosário Central. Com posse de bola, dominando em todo o segundo tempo, com um homem a mais desde o final do primeiro, o Palmeiras perdeu, e mereceu, para o esforçado, valente Nacional.
TRUMEDIA/ESPN
As finalizações do Palmeiras no 2º tempo, de onde e para onde foi a bola
Mereceu perder porque após tanto tempo de trabalho (270 dias) da comissão técnica, o Palmeiras não tem nada além da luta de seus jogadores e do apoio da torcida. Desorganizado, sem repertório, incapaz de elaborar boas jogadas, pouco fez além de cruzar, cruzar e cruzar. Foram 35(*) vezes, 29 na segunda etapa.
TRUMEDIA/ESPN
De onde o Palmeiras levantou a bola, fez lançamentos e cruzamentos no 2º tempo
O Nacional ficou encurralado, trocou 26(!) passes nos 45 minutos finais, número inacreditável mesmo com 10 em campo. No mesmo período deu 31 rebatidas, mas fez apenas 11 faltas, mesma quantidade dos palmeirenses. Isso porque o time paulista não envolve o rival, pouco dribla, aceita a marcação e apenas... cruza.
TRUMEDIA/ESPN
Jogadas que o Palmeiras criou na área rival no 2º tempo com 11 contra 10
É evidente que falta (bom) treinamento, que não há estratégia, e fica a sensação de desconhecimento em relação aos rivais estrangeiros que vão ao Allianz Parque. O Palmeiras decepciona quando ganha e quando perde. Vai mal com posse de bola (65% contra o Nacional) ou sem (foi de 35% diante do Rosario Central).
Por que está há tanto tempo mal? A pergunta que se repete tem resposta óbvia. São bons jogadores, estádio novo, torcida assídua, salários em dia, bom Centro de Treinamentos, um título recente... Sem blá, blá, blá. Alguém achava que o elenco atual do Palmeiras, sob o comando dessa comissão técnica, viraria um time de verdade?
A demissão de Marcelo Oliveira não aconteceu após o jogo contra o Rosario Central por causa da injusta e incrível vitória, turbinada pelo segundo gol no finalzinho da peleja. A insatisfação era grande na manhã de sexta-feira entre dirigentes alviverdes. Mas com os 2 a 0 o treinador ganhou uma sobrevida no cargo.
Há tempos está claro que era preciso mudar, agora até para os fanáticos que não entenderam o post da semana passada — clique aqui e leia — ou o comentário abaixo. A diretoria perdeu tempo, demorou para trocar o comando técnico. Quanto a Marcelo Oliveira, terá o desafio de mostrar que não foi uma espécie de campeão por acidente.
* números Footstats
'O Palmeiras parece que está desenhando seu 7 a 1', analisa Mauro sobre permanência de Marcelo