quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

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Flu demite vice de futebol por dispensar técnico sem avisar presidente

  • Nelson Perez/Fluminense FC
O Fluminense promoveu uma verdadeira reformulação do futebol do clube. Após a demissão do técnico Eduardo Baptista, o Tricolor demitiu também o vice de futebol Mário Bittencourt. A decisão foi tomada porque o cartola definiu a demissão do treinador sem avisar o presidente Peter Siemsen, que evidentemente não admitiu tal atitude.
O capítulo escancara a crise interna vivida pelo Fluminense nos bastidores. A decisão de contratar o Eduardo Baptista em 2015 partiu exclusivamente do presidente Peter Siemsen. Homem forte do futebol, Mário Bittencourt não participou diretamente das negociações e 'engoliu' a decisão do mandatário máximo do clube.
Porém, com a falta de resultados do Fluminense na reta final de 2015 e nesse início de 2016, fez com que a pressão para a demissão de Eduardo crescesse a cada derrota. A ideia inicial era manter o treinador pelo menos até a primeira fase do Campeonato Carioca.
A torcida se manifestava em todos os jogos pedindo a queda do treinador e tornou o clima insustentável. Mário Bittencourt, já sem tanto clima no Fluminense deu a cartada final. Assumiu a responsabilidade e demitiu Baptista sem a anuência do presidente. Sabia que ao fazer isso complicaria sua permanência nas Laranjeiras.
Com a saída de Mário Bittencourt, o Fluminense ainda não confirma a demissão do técnico Eduardo Baptista. Peter Siemsen deve manter a decisão, já que o clima ficou muito pesado para a permanência do profissional. Já o diretor de futebol Fernando Simone foi afastado da pasta e suspenso por 30 dias.

Peter se irrita com saída de Baptista e demite diretoria de futebol

REPRODUÇÃO ESPN
'Estamos vivendo uma incompetência na área da arbitragem brasileira', diz Siemsen
Peter Siemsen, presidente do Fluminense
O comunidado da demissão do vice-presidente de Futebol Mário Bittencourt e do afastamento do diretor Fernando Simone surpreendeu a todos. A decisão foi tomada pelo presidente Peter Siemsen, nas Laranjeiras, após reunião restrita. 
Foi tomada após o presidente saber da demissão do técnico Eduardo Baptista. Peter não concordou com a decisão tomada, em Cariacica, pelo departamento de futebol.
Peter segue se reunindo com assessores próximos, a portas fechadas. Mário ainda está no Espírito Santo. 
O desembarque no Rio promete... 

Vice do Flu demitido 'pelo site' enquanto procurava Cuca para o lugar de Baptista

Mauro Cezar Pereira, blogueiro do ESPN.com.br
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Mauro Cezar fala sobre bastidores e crise no Fluminense no Bate-Bola
Após demitir Eduardo Baptista, o então vice-presidente de futebol do Fluminense procurava novo treinador, e saiu em busca de Cuca, que comandou o time na reação de 2009, evitando o rebaixamento à segunda divisão. Na época o vice era Mário Bittencourt, que voltou ao cargo no ano passado, e antes de ser desligado pouco depois do meio-dia, fez contato incial com o empresário do técnico, Eduardo Uram. Mas não avançou ao saber de seu desligamento — cliqueaqui para ler — pelo site do clube. O blog estava em contato com Bittencourt, abordando o tema novo treinador, quando a nota foi ao ar às 12h16 e o avisou sobre o "comunicado oficial".
REPRODUÇÃO
Nota foi publicada no site às 12h16 enquanto Mário Bittencourt procurava Cuca para o lugar de Baptista
Nota foi publicada no site às 12h16 enquanto Bittencourt falava sobre Cuca
Na manhã de hoje, ainda em Vitória, horas após a derrota para o Botafogo em Cariacica, Bittencourt, demitiu Eduardo Baptista, que em seguida viajou para o interior paulista ao encontro da família, como vinha fazendo nas suas folgas. Mais profissionais deverão ser afastados e já era forte a pressão também pela saída de Bittencourt. Enquanto ele pensava no substituto e logo depois de fazer contato com o agente, a nota comunicando seu desligamento foi publicada no site do Fluminense.
Ao contrário do que aconteceu na demissão de Enderson Moreira, decidida pelo presidente Peter Siemsen, desta vez o próprio vice de futebol assumiu a responsabilidade de desligar o treinador. Mas as pressões nos bastidores por sua saída eram crescente. Grupo que praticamente levou Siemsen ao poder, a Flu Sócio deseja que a reformulação seja maior, e pode ser considerada vencedora com a saída de Bittencourt. Na avaliação do grupo, o advogado falhou à frente do futebol tricolor, teria encarecido a folha de pagamento e errado em muitas contratações.
Leia post sobre a Política Tricolor publicado em outubro clicando aqui
O dirigente, por sua vez, embora não fale abertamente sobre isso, se apóia na alegação de que sempre foi fiel às decisões presidenciais. Que foi convidado em 2014 pra assumir o cargo e aceitou como em 2009, num momento crítico. A tese é de que se Bittencourt recusasse e ficasse fora do futebol, apenas fazendo política, poderia esperar a eleição de novembro para tentar a presidência sem o desgaste sofrido ao retornar. Até as urnas, o caldeirão feverá mais e mais nas Laranjeiras. 
ANDRESSA KATRINY/CMC
Cuca está sem trabalhar desde o ano passado, quando deixou o futebol chinês
Cuca está sem trabalhar desde o ano passado, quando deixou o futebol chinês

Flu demite técnico e vice de futebol; Levir é o favorito para assumir

  • Divulgação/Sport
    Eduardo Baptista não resistiu aos resultados e deixou comando do Fluminense
    Eduardo Baptista não resistiu aos resultados e deixou comando do Fluminense
A derrota para o Botafogo promoveu uma verdadeira reformulação no futebol do Fluminense. O primeiro a cair foi o técnico Eduardo Baptista, mas não foi o único. Em seguida foi também a vez do vice de futebol Mário Bittencourt deixar as Laranjeiras. O cartola virou ídolo da torcida após salvar o clube de mais um rebaixamento nos tribunais em 2013. O diretor de futebol Fernando Simone não é mais responsável pela pasta e ficará suspenso por 30 dias, de acordo com nota oficial do Tricolor.
Eduardo Baptista deixa o Fluminense após cinco meses de trabalho. Ele não resistiu à pressão interna e da torcida e deixou o comando da equipe com 26 jogos, sendo 13 derrotas, cinco empates e oito vitórias.
Contratação contestada desde o início dentro do clube, já que foi uma imposição do presidente Peter Siemsen, ele sai com o Tricolor ameaçado de não se classificar para a segunda fase do Campeonato Carioca. O time ainda está no G4 do Grupo B, mas apenas a um ponto do Resende, a primeira equipe fora. Na Primeira Liga, o Flu é o segundo do Grupo A. Na pré-temporada, o elenco foi o penúltimo na Flórida Cup.

Antes da derrota para o Botafogo, o Fluminense já havia perdido o clássico para o Flamengo, por 2 a 1, no domingo passado.
Inicialmente, Eduardo Baptista contava com o apoio da diretoria mesmo com os resultados ruins obtidos neste início de ano. Estava garantido pelo menos até o fim da primeira fase do Campeonato Carioca, mas as derrotas para Flamengo e Botafogo mudaram o panorama e criou um racha no clube.
A pressão dos torcedores também pesou para a saída de Eduardo Baptista. Durante o clássico com o Botafogo, o profissional foi alvo de vaias e até mesmo de uma garrafa de água, arremessada dentro do campo e que quase o atingiu.
Já a demissão do vice de futebol Mário Bittencourt ocorreu justamente porque ele foi o responsável por demitir Eduardo Baptista. Não que o profissional já não teria o mesmo destino com a anuência do presidente. O problema é que Peter Siemsen não foi consultado pelo cartola e ampliou a crise interna.
Assim, o Fluminense não se viu em outra alternativa a não ser demitir Bittencourt e afastar o gerente de futebol Fernando Simone. Peter ainda cogitou manter Eduardo Baptista no comando da equipe, mas o clima estava insustentável para o profissional seguir nas Laranjeiras. 
Levir Culpi é favorito para assumir
Com a demissão confirmada, o Fluminense tem pressa para contratar novo treinador. O favorito da diretoria é Levir Culpi, que fez grande trabalho no Atlético-MG nos últimos anos até ser trocado por Diego Aguirre. Outros nomes estão na pauta do Tricolor, que quer um profissional renomado para retomar a confiança dos torcedores.