sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Romário admite conta na Suíça na época de jogador: "Não lembro se fechei"



  • Ed Ferreira/Folhapress
Romário voltou a ser alvo de questionamentos sobre ter uma conta bancária na Suíça nesta semana. O senador (PSB-RJ) foi citado em uma suposta gravação pelo advogado de Nestor Ceveró, Edson Ribeiro.
Em entrevista ao jornal O Globo desta sexta (27) o ex-jogador disse que já teve conta no banco suíço BSI. Ainda na manhã desta sexta, Romário se pronunciou pedindo à Procuradoria Geral da República para que as autoridades brasileiras provoquem uma abertura de investigação na Suíça sobre a sua suposta conta bancária.
"Quando eu jogava na Europa, tive conta no BSI. Só não sei o ano", disse o senador ao jornal. Romário ainda ressaltou não se lembrar ao certo quando a conta foi fechada. "Eu não me lembro, mas acredito que se a conta não é movimentada, ela é fechada automaticamente", completou o ex-jogador, que atuou na Europa entre 1988 a 1994, quando jogou pelo PSV (Holanda) e Barcelona.
Romário ainda voltou a negar qualquer irregularidade e disse que a citação de seu nome na gravação que levou o senador Delcídio do Amaral (PT) à prisão não passa de "fanfarronice do senador".
"É fanfarronice dele (Delcídio) ter me colocado nessa história. Em relação ao que o advogado fala, a gente está vivendo um momento diferente no Brasil. Não se pode dar credibilidade a bandido, vagabundo. Ouviram o meu nome na gravação que foge completamente do assunto que esses vagabundos estavam fazendo lá. Estou tranquilo porque eu não devo porra nenhuma a ninguém e não tenho conta na Suíça", completou.
Romário pediu à Procuradoria Geral da União que a existência de suposta conta na Suíça em seu nome seja investigada. "Solicito que seja oficiado ao Ministério Público Suíço para que instaure procedimento investigatório, a fim de apurar se a suposta conta bancária apontada pela revista "Veja", como sendo de minha titularidade do BSI, realmente existe e, ainda, se algum existiu, assim como se já houve qualquer movimentação na malsinada conta bancária", diz trecho do pedido, que pode ser lido na íntegra baixo. 
Romário, ainda segundo o advogado no áudio vazado, teria aceitado apoiar Pedro Paulo, pré-candidato à Prefeitura do Rio de Janeiro, para suceder Eduardo Paes. O diálogo, que teria sido gravado no início deste mês, foi uma das motivações das ordens de prisão contra Delcídio do Amaral e Edson Ribeiro, cumpridas nesta quarta-feira pela Polícia Federal.
Em entrevista a jornalistas durante o evento-teste de canoagem slalom para a Rio-2016 na quinta (26), o prefeito Eduardo Paes defendeu Romário. "Acho lamentável que essas acusações sejam feitas contra ele quando isso já foi desmentido pelo próprio órgão de imprensa que divulgou essa notícia (revista Veja). Acho que devemos ter respeito pelo senador Romário e a sua história. O que eu ouvi na gravação foi um advogado numa reunião pré-crime fazendo ilações sobre o senador Romário. O senador é um homem sério", comentou.
"Eu me lembro que teve gente me acusando de ter vazado documentos de uma conta na Suíça do Romário. Agora, vão me acusar de tirar a conta dele. Não vou aceitar essas ilações, até por respeito ao senador Romário. Romário é uma pessoa de sucesso no esporte e na política. Torço muito para ter o apoio dele em 2016, 2018, 2020. Tive a honra de ter apoio dele em 2008 e 2012. Tenho nele uma referência", completou Eduardo Paes.
 
Ouça a gravação completa que cita a suposta conta de Romário na Suíça: 

Leia o pedido de Romário na íntegra: 
"Ao Exmo. Procurador Geral da República, Dr. Rodrigo Janot
Prezado,
Cumprimentando-o, sirvo-me do presente expediente, na qualidade de Senador da República Federativa do Brasil, em atenção ao acordo de cooperação firmado com a Suíça, bem assim, em face dos últimos acontecimentos noticiados pela imprensa nacional e internacional, em que fui envolvido em conversa do Senador Delcídio Amaral com o Sr. Bernardo Cerveró e seu advogado, Dr. Edson Ribeiro, como partícipe de um suposto esquema de favorecimento, alinhavado com o Prefeito do Município do Rio de Janeiro, Sr. Eduardo Paes, para "livrar-me" de suposta ocultação de recursos havidos junto ao Banco Suíço BSI e não declarados ao FISCO, em troca de apoio político ao futuro candidato do Partido do Movimento Democrático Brasileiro – PMDB ao Palácio da Guanabara, Sr. Pedro Paulo, para solicitar-lhe seja oficiado ao Ministério Público Suíço para instaure procedimento investigatório, a fim de apurar se a suposta conta bancária apontada pela revista VEJA, como sendo de minha titularidade do BSI, realmente existe e, ainda, se algum existiu, assim como se já houve qualquer movimentação na malsinada conta bancária.
Tal requerimento justifica-se para fins de apuração, por mais uma vez, da verdade real dos fatos, eis que, inobstante a declaração outrora apresentada pelo BSI, há resquício de suposta fraude para favorecer-me, a qual merece ser apurada como nova resposta a todos os cidadãos brasileiros, em especial os cariocas e fluminenses que a mim confiaram o seu voto.
Sem mais, renovo os votos de grande estima.
Cordialmente,
Romário de Souza Faria
Senador da República"

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Jornalista rejeita mentira sobre demissão e fica sem adeus na GLOBO NEWS

Demitido há duas semanas da Globo News, canal em que trabalhava havia 19 anos, o jornalista Sidney Rezende não teve direito a um e-mail de despedida, escrito pelo diretor-geral de jornalismo e esportes da Globo, Ali Kamel, e distribuído a todos os jornalistas da casa. Nesses e-mails, sempre elegantes, Kamel enumera as qualidades do profissional e seus feitos na emissora. Rezende, que implantou a primeira FM de notícias do país, a CBN, não teve tal deferência porque se recusou a mentir sobre sua saída da emissora.
Rezende disse a amigos que Kamel propôs a ele um e-mail de despedida dizendo que o jornalista estava saindo do Grupo Globo a pedido, para cuidar de negócios particulares, principalmente o site SRZD. Rezende não concordou. Sugeriu a Kamel que ele deveria dizer a verdade, que não haveria nenhum constrangimento para ele em tornar público que estava sendo demitido _e não pedindo demissão.
Diante do impasse, Kamel optou por não escrever nenhuma nota, o que intrigou profissionais da Globo. Afinal, um mês antes, ao dispensar Eduardo Grillo, fundador da Globo News e âncora do Jornal das Dez, o principal do canal, o diretor-geral de jornalismo da Globo se referiu ao jornalista como "profissional completo, talhado para o jornalismo" e "brilhante", entre outros adjetivos. Rezende, esperavam os colegas de emissora, merecia tratamento semelhante.
Kamel não economiza elogios mesmo quando não se trata de despedida. Ao anunciar a saída de Christiane Pelajo do Jornal da Globo, também em outubro, escreveu que ela "fez grandes coberturas nacionais e internacionais, séries de reportagem de fôlego e ajudou o JG a ter a reputação que tem". Mais recentemente, ao informar o fim da estadia de Renata Ceribelli em Nova York, disse que a "jornalista levou todo o seu talendo para lá" e produziu "excelentes reportagens" em "dois anos muito produtivos e felizes _para ela e para nós".
Procurado pelo Notícias da TV, Sidney Rezende preferiu não se manifestar sobre o assunto. Embora já esteja afastado da Globo News, ele cumpre contrato com a emissora até fevereiro.
A Globo emitiu a seguinte nota: "Assim que a Globo foi procurada para confirmar a não renovação do contrato de Sidney Rezende, a emissora disse que confirmava a informação a pedido do próprio jornalista. A Globo não tem por hábito mandar e-mails coletivos anunciando decisões desse tipo. Só o faz quando a decisão é de comum acordo. A Globo não tem problema algum em admitir não renovações, mas não anuncia isso publicamente em respeito aos profissionais. De todo modo, ao confirmar a notícia sobre a não renovação, a emissora fez questão de elogiar a competência profissional de Sidney Rezende, o que ratifica nesse comunicado".
O jornalista Sidney Rezende durante participação no Estúdio I, da Globo News, em outubro - Reprodução/GloboNews

Original: http://noticiasdatv.uol.com.br/noticia/televisao/jornalista-rejeita-mentira-sobre-demissao-e-fica-sem-adeus-na-globo--9806#ixzz3seINB6MK 
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Copa Sul-Americana

21h45



HuracánHUR
River PlateRIV

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Copa do Brasil

22h00






SantosSAN

PalmeirasPAL

Liga dos Campeões

17h45




JuventusJUV
Manchester CityCIT


Liga dos Campeões

17h45



Atlético de MadriATL
GalatasarayGAL


Liga dos Campeões

17h45



Manchester UnitedMAN
PSVPSV


Liga dos Campeões

17h45


Shakhtar DonetskSHA
Real MadridRMA




Liga dos Campeões

17h45



MalmöMAL
PSGPSG

Liga dos Campeões

15h00



CSKA MoscowCSK
WolfsburgWOL

Liga dos Campeões

17h45




Borussia MgladbachBVM
SevillaSEV

Liga dos Campeões

13h00


Astana  2x2 Benfica 


terça-feira, 24 de novembro de 2015

Del Nero não quer bustos

Hoje Walter Feldman, o secretário-menor da CBF, justificou as ausências do presidente da entidade na premiação do Campeonato Brasileiro e nos jogos da Seleção disputado no país.
“O Marco quer apenas parar de personificar a função e institucionalizar tudo que for ligado à CBF. Não há essa necessidade de ficar aparecendo. O importante não é estar na foto ou na fita, mas sim estar trabalhando, como ele vem fazendo”, explicou.
E completou, candidamente:
  
“O presidente não quer nomes, bustos, apenas a CBF presente”.
“Marco” (não é linda a intimidade?), que adorava desfilar com namoradas extravagantes, teve, segundo seu fiel secretário, um surto de humildade e não quer mais “bustos”.
Pobre presidente, pobre secretário.
O primeiro talvez entre para um mosteiro franciscano e o segundo, bem, o segundo perdeu completamente o senso do ridículo.

Série B

20h30



Boa Esporte ClubeBOA
ABCABC

Liga dos Campeões

17h45

LyonLYO
Gent



Liga dos Campeões

17h45

Maccabi Tel Aviv 0x4 Chelsea 

Liga dos Campeões

17h45


PortoFCP
Dynamo KievDYN



Liga dos Campeões

17h45



Bayern de MuniqueMUN
OlympiacosOPC

Liga dos Campeões

17h45




ArsenalARS
Dinamo ZagrebDZG

Liga dos Campeões


17h45
BarcelonaBAR
RomaROM


Liga dos Campeões

15h00




ZenitZEN
ValenciaVAL

Liga dos Campeões

15h00



BATE BorisovBAT
Bayer Leverkusen

A escolha depois do vexame

Sofrer a maior goleada da história do clássico contra o time reserva do Corinthians exige reflexão. Também deixa a disputa pela vaga na Libertadores bem mais complicada. Se não pela matemática, pelo desânimo.
O São Paulo já tem pouco dinheiro e terá menos visibilidade no ano que vem se não for à Copa Libertadores da América –menos chance de bom contrato de patrocínio. Nada disso pode impedir de pensar bem sobre o futuro.
Com Milton Cruz, o time deveria ser mais parecido com o tempo de Juan Carlos Osório do que quando estava sob a direção de Doriva. Também deveria ter mais vibração.
Qualidade de jogo precisa existir por filosofia. Por isso é indispensável escolher bem o novo técnico.
O São Paulo deu sinal a Diego Aguirre de que pode contratá-lo e, por isso, o uruguaio pediu mais uma semana para selar seu destino. Mas Aguirre não é o nome número um.
"Do Al Gharrafa tenho proposta concreta", diz Diego Aguirre.
Claro que ele prefere o São Paulo ao futebol do Qatar. A pergunta é o que o São Paulo prefere. A escolha do novo técnico não pode depender de estar ou não na Libertadores.
O São Paulo é o time de mais posse de bola do Brasileirão, mas é apenas o oitavo em finalizações. É o terceiro em desarmes, mas a combinação significa que o time recupera a bola na defesa e demora para chegar ao gol do adversário. Mudar isso, ter mais marcação por pressão no campo de ataque, mais chutes e gols, depende da escolha do jeito de jogar a partir de 2016.
Não pode ser como ontem.
Quando Joan Laporta assumiu o Barcelona, impôs o estilo que faria o time ser admirado globalmente: atacar. Quando Silvio Berlusconi comprou o Milan, fez o mesmo. Queria pressionar o adversário e fazer gols. Mais do que títulos, isso traria prestígio internacional.
Escolher o técnico exige sacrifício. Uma maneira é decidir pelo nome imponente. Muricy, Tite, Mano... Isso protege o dirigente. O jeito certo –e difícil– é definir o estilo como se pretende fazer a equipe jogar e a partir dela escolher quem vai treiná-la para executar o plano de jogo.
É o dirigente quem deve proteger o técnico. No Brasil, é quase sempre o contrário. O "nomão" serve como respaldo para o cartola.
Aguirre é uma opção, mas não é a única. É mais fácil saber os nomes descartados. Paulo Roberto Falcão não será o novo técnico, nem Cuca, dificilmente será Paulo Autuori. O novo treinador ganhará menos do que recebiam os últimos, porque a conta bancária não ajuda. Ele não precisa ser caro. Precisar ser bom.
Durante vários anos, entre os Menudos de Cilinho e o bi mundial de Telê, o São Paulo foi o time mais alegre do Brasil. Jogava no ataque e era veloz, sempre. De Muricy para cá, o time ficou mais duro, pesado.
Quem tem só memória recente pode preferir o estilo de Muricy. A pergunta não é se você quer ver seu time ganhar. Isso todo mundo quer. É como você pretende ver seu time jogar.
Disso dependerá a escolha do treinador e contratações de jogadores. Se os zagueiros forem lentos, é impossível marcar no ataque. Se não houver quem prenda a bola na frente, não dá para jogar com posse de bola.
Se o São Paulo vai para a Libertadores ou não, é uma decisão que ainda dependerá dos resultados das próximas duas rodadas. Como o São Paulo vai jogar nos próximos dez anos, depende desta semana.
Não pode incluir vexames como o de ontem.
Editoria de Arte/Folhapress
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O SANTOS DA FINAL
O Santos continua favorito para a decisão da Copa do Brasil contra o Palmeiras, mas diminuiu sua força nas últimas rodadas do Brasileiro. Pode ser a ânsia de ganhar o título. É mais rápido e tem mais talento. Dos clubes do Brasil, é quem mais preza pelo seu próprio estilo de jogar.
E O PALMEIRAS?
Para o Palmeiras, conquistar o título da Copa do Brasil é decisão para o futuro. O clube também precisa definir qual é o seu estilo, afinal. Pode ser acadêmico, como manda a sua própria tradição. Mas, para conseguir esta paz, é preciso ganhar uma taça o mais brevemente possível.

Escândalo da Fifa faz Conmebol mudar acordo com Fox na Libertadores

Crédito da foto: Andre Penner / AP
A Fox Sports é a mais nova parceira da Conmebol. Ela refez seu acordo com a entidade máxima do futebol Sul-Americano e garantiu os direitos de transmissão de todos os torneios de clubes organizados na América do Sul até 2018.
A emissora já tinha fechado um acordo para ter a Libertadores até 2018, mas o contrato tinha a Tyc Sports como intermediário. A Conmebol quis romper a relação com a empresa argentina por ela estar sendo investigada pelo Departamento de Justiça dos EUA.
Neste novo acordo entre as duas partes, os valores do acordo foram aumentados, mas não foram divulgados pela emissora. A Fox também será responsável pela distribuição mundial do sinal.
Além da Libertadores, a Fox Sports terá o direito de transmissão da Copa Sul-Americana, Recopa, Libertadores feminina e sub-20, e torneios de futsal e futebol de areia.
Em 2015, o domínio da Fox Sports na Libertadores conseguiu até tirar o Corinthians da Globo. O primeiro jogo contra o Guarani, por exemplo, não foi televisionado em TV aberta e a Fox teve exclusividade, assim como o jogo de volta entre São Paulo e Cruzeiro.
Os acordos de repasse da transmissão para o SporTV, que televisionou a Libertadores, mas sem prioridade de escolha das partidas da rodada. O acordo entre as emissoras será mantido.

Corinthians fecha amistoso e vai enfrentar time de Ronaldo nos EUA

O Corinthians fechou o amistoso contra o Fort Lauderdale Strikers, o time dos Estados Unidos que tem como um dos sócios o ex-atacante Ronaldo.
Não está descartado que o Fenômeno participe alguns minutos do confronto, atuando por seu ex-time. Ele esteve na festa corintiana após o hexacampeonato.
O jogo será no dia 23 de janeiro, depois da presença corintiana na Florida Cup — partidas dia 17 de janeiro, contra o Atlético-MG, e dia 20 frente ao Shakhtar Donetsk, da Ucrânia.
O Strikers participa de uma divisão intermediária de futebol nos EUA e receberá o Corinthians no Lockhart Stadium, em Fort Lauderdale, cidade próxima a Miami.
Os ingressos estão à venda por meio do site futebolcard.com, empresa brasileira que fez parceria com o time de Ronaldo para a venda online de bilhetes dos jogos da equipe. Os preços vão de US$ 10 (R$ 37) a US$ 20 (R$ 74).

Hexa com chocolate!

A época é de Natal, a Páscoa já passou.
Só que não avisaram o time misto do Corinthians, com nada menos que oito jogadores diferentes em relação ao jogo contra o Vasco.
A missão deles, não perder no dia da festa do hexacampeonato para o arquirrival São Paulo em luta pelo G4, era complicada.
Empatar estaria de bom tamanho. Vencer seria divino.
Mas Bruno Henrique, Romero, Edu Dracena, Lucca e Cristian, nenhum deles titular, fizeram mais, muito mais. Fizeram 6 a 1 no São Paulo.
Não bastasse a goleada história e impiedosa, Cássio, o único titular remanescente do bicampeonato mundial, ainda defendeu um pênalti cobrado por Alan Kardec, cujo gol, pelo Vasco, em 2007, praticamente derrubou o Corinthians e, na quinta-feira passada, marcou duas vezes para tirar o Galo do páreo.
O jogo foi de um time só, do campeão brasileiro de 2015, agora com 80 pontose 70 gols, saldo de 42.
Um chocolate como poucas vezes se viu num clássico do futebol mundial, desses que serão lembrados para sempre, como o 7 a 1 no Santos, para não falar de outro num momento destes.
Falar de Tite é chover no molhado, mas obrigatório.
A confiança dele no padrão que estabeleceu para o time é tamanha que pôs para jogar dois laterais que não jogavam havia tempo (Fágner e Uendel); não escalou o paredão Gil, para poupá-lo, além de Elias e Renato Augusto, todos vindo de jogos na terça-feira e na quinta; mas deixou de fora também Jadson e, se não bastasse, Vágner Love.
O veterano Danilo entrou para fazer 90 minutos e coroou sua participação com o passe de calcanhar para Lucca fazer 4 a 0, no segundo tempo.
Ah, sim, porque o vareio de bola foi na base do vira três acaba seis, como se seis fosse um número mágico no ano do hexa.
Lucca e Romero nos lugares de Love e Malcom parecia um exagero. Qual o quê!
Os dois jogaram uma barbaridade e o quase pequeno paraguaio ainda fez um gol de cabeça no grandão Lucão, que de aumentativo só tem o nome e talvez preferisse se chamar Lucca.
Com seis (olhaí de novo) pontos a ainda a disputar, o Corinthians precisa de apenas mais um, contra o Sport, no Recife, ou, em Itaquera, contra o Avaí, para passar a ter a melhor campanha da história do Brasileirão com 20 times em pontos corridos.
O corintiano gosta de cantar que é maloqueiro e sofredor, embora não tenha sofrido quase nada neste campeonato e agora desfrute de uma casa que chama de Palácio de Mármore.
Desde 1990, quando comemorou seu primeiro Brasileirão, tem festejado o título do campeonato mais importante do país, em média, a cada quatro anos, para não falar de Libertadores, Mundiais de Clubes, Recopa Sul-Americana, cuja importância maior esteve exatamente no fato de ter sido obtida contra o São Paulo.
Imagine o dia em que o futebol corintiano tiver uma administração profissional de cima abaixo, com capacidade de explorar o que o maior mercado consumidor do Brasil pode proporcionar.
Aí se poderá cumprir o que um dia foi prometido e ficou na promessa: fazer do Corinthians uma das maiores potências do futebol mundial.