sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Mais um motivo para repetir a máxima: filho tem que torcer pelo time do pai

Criado pelo jornalista Thales Machado, da ESPN, o perfil no twitter @obotafogode95 é uma maneira irreverente e divertida de relembrar o título brasileiro do Botafogo, que completa 20 anos em dezembro. Para alvinegros e amantes do futebol, com extensa apuração jornalística e pesquisa histórica, o perfil conta, como se estivesse ao vivo, o dia a dia do time naquele ano, mostrando "em tempo real" os jogos, treinos, contratações e demais notícias sobre o time que saíram nos jornais da época.
Além do twitter, o projeto agora anuncia o lançamento de um livro: "O Botafogo de 95 - O título em detalhes", que contará com a mesma pesquisa apurada já vista no twitter. Para isso, foi lançada uma campanha de financiamento coletivo da obra. Contribuindo com o projeto (valores desde R$ 15), você tem acesso a recompensas como o próprio livro em primeira mão, camisetas, e até o marcante patrocinador da camisa do time naquela época, a Seven Up, refrigerante de limão que não é mais produzido no Brasil.
Confira clicando aqui. 
E clique aqui para ler um pouco do que espera os botafoguenses e para entender a máxima "Filho tem que torcer pelo time do pai".
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Projeto inclui o lançamento de um livro: ?O Botafogo de 95 ? o título em detalhes?
Projeto inclui o lançamento de um livro: "O Botafogo de 95" - O título em detalhes"

Uma tosca tentativa de justificar a pior contratação da história

Incríveis € 15 milhões, R$ 40 milhões à época, hoje mais de R$ 67 milhões. Uma fortuna para contar com Alexandre Pato, tendo direito a apenas 60% do valor eventualmente pago por outro clube em hipotética negociação futura. Foi esse o negócio "da China" que dirigentes do Corinthians fizeram no início de 2013.
Para que se tenha uma noção das dimensões de tais cifras, em 14 jogos disputados no estádio do clube, em Itaquera, no Campeonato Brasileiro, que lidera, a arrecadação bruta foi de R$ 25.040.409. Isso dá menos de dois terços do valor pago ao Milan pelo atacante. Uma ação megalômana pós-conquista do Mundial da Fifa.
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Arte apresentada pelo Corinthians quando do anúncio da contratação de Alexandre Pato
Arte apresentada pelo Corinthians quando do anúncio da contratação de Alexandre Pato
Pato sempre foi instável, com histórico de lesões, caríssimo e de perfil distante, frio até. Muito longe do estilo aguerrido que historicamente empolga os corintianos. Aguardar qualquer comportamento diferente desse não é o que se esperaria de gente em tese especializada, que foi buscá-lo em solo italiano.
A negociação fechada nos primeiros dias de 2013 vinha sendo costurada desde o ano anterior. Na época, o Diário Lance! relatou que em maio de 2012 o Corinthians já tentava contratá-lo. Era o final da temporada na qual Pato fez um só gol em 11 partidas pela Série A do Calcio. Na Champions League, cinco jogos e dois tentos.
As poucas aparições contrastavam com o melhor momento do atacante pelo Milan. Entre 2008 e 2009 foram 42 jogos e 18 gols entre Campeonato Italiano e Liga dos Campeões da Europa. Nas duas temporadas seguintes Pato fez 30 pelejas pelos dois certames em cada, praticamente o dobro de sua última época antes de se transferir.
O jogador estava em baixa quando contratado - este blog analisou este e outros negócios para alertar quanto ao risco. Mesmo assim o Milan, que em 2007 desembolsou o equivalente a € 22 milhões para tirá-lo do Internacional, conseguiu despachar Pato para o Corinthians recuperando 68% do valor investido. E ainda contou com bons momentos em seus cinco anos de Europa.
Não foi, claro, o melhor negócio já feito pelos rossoneros, mas evidentemente os italianos esfregaram as mãos de felicidade ao se depararem com a disposição dos brasileiros em ter o atacante. Tanto que nenhum clube da Europa, onde obviamente o poderio econômico é bem superior, oferecera algo próximo por Pato.
O resto da história é conhecidíssimo. O atleta se recuperou fisicamente no Corinthians, que por sinal faz excelente trabalho nesse aspecto, como evidencia a forma de Renato Augusto - conseguiu jogar apenas 11 vezes em sua última temporada pelo Bayer Leverkusen e hoje raramente desfalca o elenco do técnico Tite.
Mas os gols de Pato rareavam em atuações muito aquém do que se espera de um jogador de € 15 milhões. O cenário piorou a ponto de ser emprestado ao São Paulo. A bizarra situação apresenta o homem mais caro já contratado por um clube brasileiro no exterior defendendo um rival. E o Corinthians paga 50% dos salários.
Algum cartola terá que caprichar para fazer negócio pior. Não por acaso o presidente do Corinthians (vídeo abaixo) disse no Bate-Bola da ESPN Brasil, em junho, que reza todas as noites para encontrar quem queira comprar o atacante. Roberto de Andrade é um dos responsáveis pelo fiasco. Mas sejamos justos, não o único.
 
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Roberto de Andrade: 'Corinthians reza dia e noite para vender o Alexandre Pato'
A mesma reportagem do Lance! de 3 de janeiro de 2013 detalha: "Desde o final de 2012, os clubes retomaram as conversas. Sem motivação na Itália, o atacante decidiu-se em voltar ao Brasil e o Timão foi o local escolhido. Após uma série de reuniões entre Roberto de Andrade, Duílio (Monteiro Alves, então diretor-adjunto), Edu Gaspar e (Adriano) Galliani (dirigente do Milan) as tratativas avançaram".
Se as conversas se estenderam por tanto tempo é porque havia convicção neste grupo de dirigentes de que pagar o Pato, mesmo caro, seria bom para o Corinthians. Um cristalino erro de avaliação que custou cifras imorais aos cofres alvinegros, tempos depois incapazes de manter os salários em dia. O presidente Roberto de Andrade também falou sobre isso no Bate-Bola (abaixo), Tal fato torna o feito do elenco, ao liderar o Brasileirão, ainda mais digno. Ali ninguém "finge que joga".
 
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Roberto de Andrade: 'Qual é a diferença de dever para padaria e dever para o jogador?'
Até hoje gerente de futebol do Corinthians, Edu Gaspar, citado pelo Lance! como um dos que participaram da contratação de Pato, esteve no Bola da Vez da ESPN Brasil. Perguntado sobre as razões pelas quais o atacante fracassou no clube, o dirigente alegou que ele "não veio com aquele 'perfil corintiano'" (vídeo abaixo).
 
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Edu Gaspar diz que Pato chegou sem perfil corintiano e torce por venda do atacante
O torcedor não é obrigado a saber em qual estágio está o jogador que seu time contrata. Portanto, o alvinegro que se iludiu com a chegada do ex-milanista não tem responsabilidade alguma. Mas os dirigentes que fizeram o negócio sim. Pois cometeram um erro que custa caro à agremiação. Pior: para que ele defenda um rival!
 
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Mauro não aceita resposta de Edu sobre Pato: 'Seria mais correto admitir o péssimo negócio'
Alegar que Alexandre Pato não tinha a "perfil" de Corinthians para justificar erro de tamanha magnitude é argumento frágil e pueril. Hoje o presidente reza para aparecer quem o leve. Sonha minimizar o prejuízo. E o gerente também torce por isso. Por essas e outras deveria haver algo como uma lei de responsabilidade fiscal em todos os clubes. Como não há, eles erram e depois fazem suas orações. Amém!

Fogo amigo: Zagueiro que calou torcida da Juventus apoiou time na final da Champions

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Zagueiro Blanchard, do Frosinone, estava no estádio torcendo pela Juventus em Berlim
Zagueiro Blanchard, do Frosinone, estava no estádio torcendo pela Juventus em Berlim
No dia 6 de junho de 2015, Leonardo Blanchard era mais um entre os torcedores da Juventus no estádio Olímpico de Berlim, apoiando a Velha Senhora na final contra o Barcelona. Depois de 109 dias, era ele o responsável por impedir o que deveria ser uma vitória protocolar de seu time do coração. Jogando pelo Frosinone, o zagueiro fez o gol de empate nos acréscimos em pleno Juventus Stadium, pela quinta rodada da Série A.
Neto de um francês radicado na Toscana, Blanchard tem 27 anos e passou a maior parte da carreira sem imaginar que um dia enfrentaria a Juve. Revelado pelo Siena, onde nunca conseguiu estrear entre os profissionais, rodou entre times das divisões inferiores como Poggibonsi, Sangimignano, Pescina, Pergocrema, Pavia e FeralpiSalò.
O defensor foi contratado pelo Frosinone em 2012, quando o time ainda estava na terceira divisão. Três anos depois, já comemorava o acesso à Serie A, histórico para o clube. E o destino quis que Blanchard fosse o responsável pelo primeiro ponto do Frosinone na elite. O gol no campo da Juventus pode não ter sido com as cores que sonhava, mas foi assim mesmo especial.
"Para mim, esse gol é algo fantástico", declarou, emocionado, à Sky Sport. "É a coroação de um sonho de criança. Sou torcedor bianconero, estava em Berlim na final da Champions e agora estou aqui com lágrimas nos olhos".
Punida pelo "fogo amigo", a Juventus já se encontra dez pontos atrás da líder Inter.

Ganhando menos de US$ 5 por hora, cheerleaders desafiam a NFL

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Cheerleaders da NFL foram à Justiça para cobrar direitos trabalhistas
Cheerleaders da NFL foram à Justiça para cobrar direitos trabalhistas
Uma briga judicial ameaça mudar uma das coisas mais tradicionais da NFL. As cheerleaders se cansaram de ganhar pouco e já começaram a entrar na Justiça norte-americana para cobrar mudanças completas na forma como trabalham. E as contestações judiciais já começam a render frutos a elas.
Na segunda-feira, o estado da Califórnia já aprovou uma lei garantindo direitos básicos às cheerleaders, como um salário mínimo, horas-extras e plano de saúde. O projeto já seguiu para a aprovação final do governador. Ainda neste ano, espera-se que Nova York aprove uma legislação parecida.
O advogado que conseguiu até agora o melhor acordo para as mulheres é quem resolveu falar para revelar os valores pagos. Sharon Vinick diz que o Oakland Raiders paga menos de US$ 5 por hora para suas cheerleaders - são US$ 125 por jogo ou US$ 1250 por temporada.
Para se ter uma ideia, é menos, por exemplo que o McDonald's paga para os seus funcionários. O salário mínimo para a função mais básica da rede de fast food é de US$ 7 por hora. E isso em lojas menores - a média é de mais de U$S 8 por hora na rede.
Na Justiça, Sharon Vinick conseguiu um acordo de US$ 1,25 milhão. Ele foi capaz de negar as justificativas da equipe, que dizia que as cheerleader eram trabalhadores independentes e não contratadas pelo clube. A defesa foi baseada no fato de a franquia ser quem define as coreografias.
Os Raiders ainda tentaram se defender falando que o espaço dado pela equipe dava exposição e criava mais oportunidades às mulheres. A defesa foi clara. "Se você é um jovem quarterback, também ganha muita notoriedade jogando, mas nem por isso deixam de te pagar por isso", disse Vinick.
Mas o Buffalo Bills faz ainda pior que os Raiders. Segundo o advogado Sean Cooney, os Bills sequer pagam suas cheerleaders, que ainda têm que bancar os custos do uniforme, cabelo e maquiagem.
A própria NFL e outras três franquias já foram acionadas na Justiça: New York Jets, Cincinnati Bengals e Tampa Bay Buccaneers.
"Trabalhar na NFL sempre havia sido um sonho. Não digo que me arrependo, mas houve tantos momentos bonitos quanto cruéis", diz uma ex-cheerleader ao El País.
"Eles impõem normas absurdas. Entendo, por exemplo, que queiram que você mantenha um corpo atrativo. Mas te obrigam a se pesar todos os dias de jogos e, se você passa uma grama, não te deixam sair do vestiário. Não é algo que você consiga controlar sempre. Por isso, apelidamos os vestiários de ‘Sala do choro' porque ficamos ali, castigadas, chorando e vendo o jogo pela TV", completa.
 

No Brasileiro, Palmeiras é mais 'inglês' do que todo futebol inglês

CESAR GRECO/AG PALMEIRAS/DIVULGAÇÃO
Lucas cabeceia no empate entre Palmeiras e Internacional na Copa do Brasil
Ninguém usa tanto a cabeça para fazer gols no Brasil quanto o Palmeiras
Nos tempos em que os gramados ainda não tinham "padrão Fifa", a Inglaterra descobriu que era possível jogar futebol pelo alto. Bolas longas e cruzamentos na área passaram a ser uma forma de encontrar o gol, e os inventores do esporte incorporaram o jogo aéreo a seu DNA.
Em 2015, contudo, a Premier League não consegue ter um time tão "inglês" quanto o Palmeiras. Nenhuma das 20 equipes que disputam o Campeonato da Terra da Rainha consegue fazer tantos gols com a cabeça quanto os comandados do técnico Marcelo Oliveira na Série A do Brasileirão.
Foi com a cabeça, por exemplo, que Rafael Marques garantiu o empate em 1 a 1 contra o Internacional, nesta quarta-feira, no Beira-Rio, pelas quartas de final da Copa do Brasil. Na competição, metade dos gols palmeirenses foram assim. Na Série A, já são 18 gols fruto do jogo aéreo em 27 partidas, uma média de 0,66 tento do tipo por rodada. 
Na temporada 2015/16 do Inglês, só o Leicester City marca tantos gols de cabeça. São quatro em seis partidas, para uma média idêntica a do Palmeiras. Em 2014/15, o time da Premier League que liderou o quesito foi o West Bromwich, com média bem inferior: 0,42 (16 em 38 rodadas).
Considerando as médias dos campeonatos, o Brasileiro 2015 também é tão "inglês" quanto a própria Premier League. Nesta edição da Série A foram marcados 131 gols de cabeça em 270 jogos, mesma média de 0,48 por partida do Inglês, em que saíram 29 tentos do tipo em 60 duelos.
 
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Veja os melhores momentos do empate por 1 a 1 entre Inter e Palmeiras
Na última temporada da Premier League, a média de gols nascidos em bolas aéreas foi apenas um pouco superior àquela que é registrada na Série A de 2015: 0,49 tentos do tipo por jogo. Em 380 duelos, a bola foi às redes 188 vezes após um cabeceio.