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terça-feira, 18 de agosto de 2015
CBF deveria perder comando da arbitragem: número de erros é inadmissível
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A cada rodada a rotina se repete: erros de arbitragens alteram resultados de partidas e posições de tabela. Neste final de semana, houve um exagero: foram cinco partidas com falhas dos juízes em lances decisivos. Aí, como antes, segue-se o discurso conformista que diz que “os árbitros erram para todo mundo''. Então devemos aceitar isso e nos calar?
Discordo. A CBF tem que ser cobrada diariamente pelo que ocorreu na rodada pois afetou a briga pela liderança do Brasileiro. O Atlético-MG perdeu da Chapecoense com um gol com toque de mão de Apodi. Teve uma expulsão absurda de Leonardo Silva pelo juiz Marcos André Gomes Penha que prejudicou o Galo.
Do outro lado, o Corinthians ganhou do Avaí com um gol mal anulado do rival por impedimento. O lance é bem difícil, mas, na dúvida, manda-se favorecer o ataque. A arbitragem optou pelo oposto.
Esquecendo rodadas anteriores em que houve outras falhas, essas decisões dos árbitros permitiram ao Corinthians abrir quatro pontos de vantagem no final do turno. A diferença seria de apenas um ponto com dois empates, resultados mais prováveis sem as interferências.
Não se insinua aqui nenhum complô a favor do Corinthians: não há nenhuma prova ou sequer indício neste sentido. Ou seja, é irresponsável esse tipo de acusação. Mas não é aceitável que falhas assim interfiram desta forma na tabela do Nacional seja a favor de quem for.
Não foram os únicos erros. O juiz Igor Benevenuto deixou de dar pênalti claro em Pará, do Flamengo, no jogo contra o Palmeiras. Houve outro lance duvidoso em que Guerrero foi derrubado. Não cheguei a conclusão após ver o replay. A maioria dos jornalistas neutros disse ter sido pênalti. O juiz ignorou.
No sábado, Bruno Henrique foi derrubado pelo goleiro são-paulino Renan Ribeiro de forma acintosa, e o árbitro Marielson Alves da Silva não marcou. Já o juiz Bruno Arlei de Araújo deu pênalti bizarro para o Santos após toque na mão de Kadu, do Atlético-PR. Só pelo critério da CBF que se marca isso. Ressalte-se que houve um penalidade em outra bola na mão contra o Furacão que não foi marcada.
Feitas as contas, a constatação é que em quase todos os lances duvidosos os times paulistas foram favorecidos por decisões dos árbitros. De novo, ressalto que não há nenhum indício de armação ou algo similar em favor de equipes de São Paulo.
Mas hoje o poder de São Paulo dentro da CBF é desproporcional em relação aos outros Estados. O presidente da confederação, Marco Polo Del Nero, é paulista, o presidente da comissão de arbitragem, Sérgio Corrêa, também. E praticamente todo o restante da diretoria da entidade é do Estado. Será que isso não influencia o árbitro na hora de tomar decisões?
Essa mesma CBF é a que não larga o osso do Brasileiro. Mesmo envolvida em escândalos de corrupção, a confederação resiste a qualquer abertura para uma liga dos clubes que organizaria o campeonato por conta própria. Isso apesar de o Nacional não lhe dar nenhuma renda.
No Brasileiro, uma das principais tarefas da CBF é organizar as arbitragens, na qual falha de forma acintosa desde o ano passado. Não consegue nem definir o que é pênalti. Pois os árbitros são pagos pela bilheteria dos clubes. A escala, no entanto, está nas mãos da confederação apesar dos sorteios. Gasta pouco, quase não investe, mas tem o poder.
As perguntas que ficam: por que a entidade faz tanta questão de controlar o Brasileiro e as arbitragens? Será que é pelo poder que isso lhe dá diante dos clubes? E devemos aceitar que esse poder seja mantido com as seguidas falhas porque “os árbitros erram para todo mundo''?
Questionada pelo blog, a CBF apontou evolução na arbitragem:
Os árbitros passam por cursos, provas e seminários e recebem orientações que buscam a redução dos erros. A Comissão de Arbitragem da CBF trabalha para melhorar o espetáculo para os torcedores e os números mostram que isso está acontecendo. Em 2014, ao término do primeiro turno (190 jogos), a média de bola em jogo era de 52 minutos e 09 segundos. Em 2015, subiu para 55 minutos. No total, são 541 minutos a mais de bola rolando este ano. O campeonato de 2015 já soma 32 partidas com tempo de bola rolando acima de uma hora contra dez jogos no mesmo período do ano passado. Destaque especial para o jogo Atlético-PR 1 x 0 Atlético-MG, realizado na 3ª rodada, que alcançou incríveis 69 minutos e 54 segundos de bola em jogo.
Athletic empata, encerra jejum de 31 anos e acaba com sonho do Barcelona perfeito
Foram 31 anos de espera. Mais de três décadas, quatro finais perdidas, dezenas de técnicos, centenas de jogadores que entraram e saíram de um dos maiores times da Espanha sem conquistar uma taça.
A espera do Athletic Bilbao acabou nesta segunda-feira: o empate por 1 a 1 deu aos bascos o título da Supercopa da Espanha.
O calvário de uma geração inteira de torcedores bascos chegou ao fim justamente na casa do maior algoz dos últimos tempos - foi o Barcelona que acabou com o sonho da Copa do Rei em 2009, 2012 e em maio deste ano.
Desta vez, o duelo com o Barcelona foi motivo de festa - na ida, o Athletic já havia vencido por 4 a 0 em San Mamés.
REUTERS
Messi lamenta durante o jogo: fim do sextete
O Barcelona precisava de um milagre. Uma façanha bem traçada na matemática: devolver o 4 a 0 para levar o jogo para a prorrogação - ou golear por cinco gols de diferença.
O time catalão entrou em campo correndo contra o tempo. E o Athletic Bilbao, melhor amigo do relógio, só queria que os segundos e minutos corressem o mais rápido possível. Cada bola parada era a chance de ganhar um segundo a mais - e de aumentar a pressa e a urgência do rival pela goleada.
O Barcelona, entre ligado e ansioso, atacava descoordenado. Foram quatro impedimentos nos 15 primeiros minutos. Chances, mesmo, foram poucas; até os 40 minutos, Iniesta havia arriscado duas vezes, ambas fora do alvo.
O Athletic, bem postado na defesa e em busca de um contra-ataque, quase conseguiu o gol que praticamente mataria o confronto, aos 37. Eraso avançou pela direita e chutou para fora, frente a frente com Claudio Bravo, que voltava ao gol do time catalão.
Aos 43, a pressão do Barcelona finalmente transformou-se em uma grande jogada. O cruzamento de Rakitic encontrou o peito de Suárez, que ajeitou de primeira para Messi. O argentinou dominou e concluiu, abrindo o placar: 1 a 0, mas ainda faltavam três.
No desespero para ganhar tempo, o goleiro Gorka Iraizoz abraçou-se à bola no fundo da rede. Era o Athletic abraçando-se à esperança de não levar mais gols no primeiro tempo. O gesto, que deveria ter sido punido com cartão para o arqueiro, não foi - Pedro acabou advertido por tentar tirar a bola do rival.
GETTY IMAGES
Piqué foi expulso por reclamar de um impedimento
O Barcelona tinha 45 minutos para marcar três gols e não levar nenhum. Mas, aos 10 minutos, uma controversa decisão do árbitro Carlos Velasco Carballo complicou a tarefa que já se mostrava impossível: depois de reclamar acintosamente de um impedimento, Gerard Piqué levou cartão vermelho direto.
Jogando com dez, o Barcelona ainda teve chances com Rakitic e Suárez, mas ambos erraram o alvo. O time de Luis Enrique começava a acusar o cansaço, e o técnico colocou Munir e Sandro em campo, nas vagas de Pedro e Rakitic.
Não adiantou. Quem marcou, aos 30 minutos, foi o Athletic. Depois de uma falha da defesa, Aduriz ficou cara a cara com Bravo. O goleiro chileno fez uma defesa incrível no primeiro lance, mas o rebote voltou para Aduriz. Com a defesa do Barcelona de expectadora, o veterano atacante empatou, marcando seu quarto gol na Supercopa - fez três na ida, em San Mamés.
Com 15 minutos restantes para marcar cinco gols, o time catalão desabou.
O sonho do sextete do Barcelona chegava ao fim. A espera de 31 anos do Athletic, também.
segunda-feira, 17 de agosto de 2015
Patrulhamento
O mais absurdo nessa situação da arbitragem e seus erros seguidos é que há o patrulhamento. Querem que as pessoas sequer constatem o que veem. Não se trata de criar teorias conspiratórias, de afirmar algo sem provas, de acusações levianas, não, nada disso. Alguns não querem sequer que apontemos os erros seguidos dos apitadores e seus auxiliares. Clamam pelo silêncio constrangedor.
Patrulham e pressionam para que fiquemos calados diante do que se passa diante dos olhos. Mas é fato que erros têm se repetido. E os prejudicados ou beneficiados coincidem bem. Não constatar isso seria consequência de cegueira, ato de covardia ou um escancarado fanatismo. Talvez conveniência pela audiência, sei lá.
O que há por trás disso? Há algo? Não sabemos. Apenas erros por incompetência? Sempre é o mais provável, e a incapacidade de equipes de arbitragem é uma caratcerística comum nesses profissionas. Exceto se provarem o contrário. Como não há provas, fiquemos na constatação dos erros seguidos. Apontaremos e criticaremos.
Há muito coisa no futebol, como em outros setores. Existem, por exemplo, dirigentes que são inimigos do poder. Há também os que desagradam por tomadas de posição. Como na recente discussão da MP do futebol, por exemplo. O jogo político pode mudar. Rivais viram aliados e o contrário também acontece aqui e acolá. Política!
Fato é que equívocos de arbitragem em quantidades industriais tiram o brilho da competição, causam desânimo no torcedor. Quando apontam numa mesma direção várias vezes, direta e indiretamente, o fã fica desconfiado. E para colocar a pulga atrás da orelha ele não precisa de prova alguma, basta que deixe de acreditar.
Obviamente não apoio teorias conspiratórias. Mas não pretendo fechar os olhos e me esconder diante do que incomoda a tantos. Se o lado beneficiado hoje for prejudicado amanhã, nossa obrigação (jornalística inclusive) será apontar, constatar os fatos. Sem temer peso de camisa e tamanho de torcida. Sem fazer média com A ou com B.
Vamos juntos. Cobrar um futebol melhor, arbitragens capazes, uma comissão que os escale e que seja independente de entidades em geral. Vamos lutar para que o tema do apito saia ao máximo das manchetes. Sei que você também ama o futebol e para ele quer o melhor. Não se acovarde, companheiro.
Clique aqui e veja a análise dos erros de arbitragem feita por Salvio Spinola
Leia também o blog de Rodrigo Mattos no UOL clicando aqui
ARQUIVO
Arbitragens erram sistematicamente no campeonato brasileiro: futebol é vítima
QUEM MATOU FLAMENGO HOJE FOI A ZAGAR DO TIME
SE A ZACAR DO TIME CONTINUA A SIM É MELHOR JOGAR SEM ZAQUEIRO
E TIME PRECISA CONTRATA
UMA ZAGAR NOVA E GENTE MENTE
AGENTE FAZENDO GOL NA
FRENTE MAIS A ZAGAR MATANDO O TINE SE CONTINUAR A SIM A GENTE NÃO VAI LUTA PELA
LIPERTADORES DO GEITE INDO A SIM TEM
MELHORA A AZAGAR O GENTE MENTE PRECISA
DE TROCA A ZAGAR O GENTE MENTE
PRECISAMOS MELHORA A ZAGAR O GENTE MENTE
SE NÃO A GENTE NÃO ENTRA NO GER
QUATRO
TEM QUE MELHORA MUITO
SE AGENTE NÃO PRICA LIBERTADORES
ABC perde para o Boa e se complica na série B Publicação:
A cada rodada que passa na série B do Brasileiro, o ABC se afunda, ainda mais, na zona de rebaixamento da competição. Dessa vez, o Alvinegro potiguar foi derrotado pelo Boa Esporte/MG, por 1x0, na tarde desse sábado, no estádio Frasqueirão, que não recebeu torcida, por estar punido e ter que jogar de portões fechados. Já são oito jogos sem saber o que é vencer na disputa, sendo sete derrotas e apenas um empate. O gol do jogo foi marcado por Chapinha, no segundo tempo.
Mesmo com a derrota, o ABC se manteve na 18ª posição, mas, a distância para sair do Z-4, que antes do início da partida, era de três pontos, com o resultado adverso, aumentou para cinco pontos.
Após o resultado negativo, o técnico Toninho Cecílio pediu demissão do clube. A diretoria do ABC se reunirá neste domingo para conversar acerca de novos nomes para treinar o alvinegro. Cecílio disputou seis jogos pela série B. Foram cinco derrotas e apenas um empate. Apenas um ponto conquistado em 18 disputados. Um aproveitamento de pouco mais de 5%. Ainda teve um amistoso contra Corinthians/SP, que também foi derrotado.
Júnior Santos
Com as duas equipes brigando para sair da zona de rebaixamento, ABC e Boa Esporte fizeram um primeiro tempo bem abaixo do que podia se esperar
Os nomes mais cotados para assumir a vaga são Silas Pereira, que treinou o Ceará nesta série B e também Leandro Campos, que foi técnico do ABC na conquista do título da série C em 2010.
Com as duas equipes brigando para sair da zona de rebaixamento, ABC e Boa Esporte fizeram um primeiro tempo bem abaixo do que podia se esperar de times que querem deixar o Z-4. Enquanto os donos da casa não conseguiam criar nada no seu setor ofensivo, os visitantes, sem pressão, apenas tocava a bola e pouco interesse mostrava na partida.
Tirando os vários lances de passes errados ou sem nenhum sentido ofensivo, os únicos chutes a gol do ABC aconteceram aos 18 e 39 minutos, respectivamente. No primeiro, Rafael Miranda cobrou rápido uma falta na intermediária, a bola foi dominada por Ronaldo Mendes, na entrada da área. O camisa 10 abecedista dominou e chutou forte, rasteiro. O goleiro adversário, Andrey, atento, fez uma boa defesa, colocando para escanteio.
O segundo surgiu depois que uma bola acabou sobrando para Rafael Oliveira, pelo lado direito da área, o centroavante dominou, driblou a marcação e chutou alto, colocado. A bola acabou subindo demais e saindo.
Após o resultado negativo, o técnico Toninho Cecílio pediu demissão do clube - Foto:Junior Santos
Já o Boa Esporte, a única vez que levou perigo, foi por erro do ABC. O volante Dedé recuou a bola de forma errada para Gilvan, que precisou sair da área, para evitar que o atacante Tadeu pudesse concluir o lance.
No fim do primeiro tempo, Rafael Oliveira teve outra chance. Aos 43 minutos, Ronaldo Mendes cobrou falta na área e o atacante abecedista apareceu livre, na pequena área, cabecear errado, para fora.
O segundo tempo começou com o Boa Esporte um pouco mais ofensivo do que na etapa inicial e foi o suficiente para abrir o placar. Aos oito minutos, Clebson chutou forte de fora da área e a bola acabou batendo no travessão. Na sequência do lance, cruzamento na área e Chapinha foi mais rápido do que a zaga abecedista para desviar de cabeça e abrir o placar.
Atrás no marcador, técnico abecedista, Toninho Cecílio colocou os atacantes Bismark e Cleyton, para dar mais força ofensiva ao time, mas pouco coisa mudou na equipe. A equipe mineira, com a vantagem no placar, se defendia e apostava nos contra-ataques para tentar ampliar o marcador.
FICHA TÉCNICA
ABC 0X1 BOA ESPORTE
Local: Frasqueirão, Natal/RN
Data: 15.08.15
Árbitro: Pablo dos Santos Alves (PB)
GOLS:
BOA ESPORTE: Chapinha, aos 8´do 2º T
ABC: Gilvan; Ednei, Luizão, Leandro Amaro e Michel; Fábio Bahia, Rafael Miranda, Dedé (Cleyton) e Ronaldo Mendes (Rafinha); Rafael Oliveira e Edno (Bismark).
Técnico: Toninho Cecílio.
BOA ESPORTE: Andrey; Moacir, Wallace, Raphael Silva e Pirão; Alê, Gabriel (Léo Baiano), Chapinha e Clebson; Felipe Alves (Erick Luís) e Tadeu (Bruno Felipe).
Técnico: Nêdo Xavier.
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