sábado, 8 de agosto de 2015

Sindicato paulista de atletas é alvo de denúncias graves

Leia abaixo a denúncia feita por um jogador de futebol, devidamente protegido pelo sigilo do denunciante para evitar retaliações, contra o sindicato dos atletas de São Paulo, dirigido por Rinaldo Martorelli há quase duas décadas.
No pé da nota há uma importante atualização, feita às 18h20.


EXMO(A). SR(A). DR(A). PROCURADOR(A) DO TRABALHO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO – SÃO PAULO-SP
Venho por este intrumento, devidamente protegido pela prerrogativa do sigilo, muito respeitosamente à presença de V. Exa., apresentar a presente DENÚNCIA em face do SINDICATO DE ATLETAS PROFISSIONAIS DO ESTADO DE SÃO PAULO – SAPESP, doravante denominado simplesmente SAPESP, com sede e foro na Rua do Bosque, nº 1900, Barra Funda, São Paulo/SP, CEP 01136-001, Telefone nº (11) 3392-6969 e (11) 3392-5137, endereço eletrônico www.sindicatodeatletas.com.br, pelas razões a seguir expostas e ao final requerer o que se segue:
DAS RAZÕES DA DENÚNCIA
​​A presente denúncia tem por objetivo garantir a defesa dos direitos coletivos da categoria, em razão de práticas e procedimentos instituídos no SAPESP prejudiciais à democracia, transparência e exercício de direitos, conforme a seguir exposto:
I – DAS ELEIÇÕES
​​O sistema eleitoral insituído no SAPESP, estabelece práticas contrárias aos princípios democráticos, dificultando novas candidaturas, o que têm garantido a permanência da atual diretoria à frente do Sindicato por quase 02 (duas) décadas.
​​Em flagrante infração ao art. 529, da CLT, o Estatuto Social vigente do SAPESP, de forma absurda proíbe expressamente a candidatura dos membros da categoria profissional, ao estabelecer como requisito para candidatura aos cargos diretivos estar afastado da profissão a pelo menos 3 (três) anos. Além disso, exige como requisito para candidatura ser associado do SAPESP a mais de 48 (quarenta e oito meses), ou seja 04 (quatro) anos, e ter exercido a profissão em 03 (três) anos consecutivos ou 05 (cinco) anos alternados. Senão vejamos:
“Art. 7º – Poderão exercer o cargo de administração sindical os atletas profissionais, associados desta entidade, com mais de 48 (quarenta e oito) meses de inscrição nos quadros associativos, e que estejam afastados do exercício direto da profissão a pelo menos três anos, que comprovem essa condição na data do registro da chapa a qual faz parte, para concorrer às eleições sindicais, comprovando ainda ter exercido a profissão em pelo menos 03 (três) anos consecutivos ou 05 (cinco) anos alternados.” (destacamos)
​​​​Em outras palavras, o Estatuto Social do SAPESP permite, por exemplo, a candidatura de um advogado que tenha atuado como atleta profissional na década de 1980, mas impede a candidatura de qualquer atleta profissional em atividade atualmente, ainda que opte por se afastar temporariamente da profissão para exercer o cargo sindical.
​​Outra violação explícita aos direitos da categoria é o requisito para admissão como associado do SAPESP. Ocorre que o art. 5º do Estatuto Social estabelece como requisito para ser admitido como associado do SAPESP ter participado da categoria profissional por pelo menos 03 (três) anos consecutivos ou 05 (cinco) anos alternados. Além de impedir que um atleta profissional em atividade há menos de 03 (três) anos seja associado do sindicato da categoria profissional a que pertence, essa limitação ilegal dificulta ainda mais a candidatura aos cargos administrativos do SAPESP, já que se forem somados os 3 anos exigidos para se tornar associado com os 4 anos exigidos para poder se candidatar, a candidatura só será possível para atletas profissionais pertencentes à categoria a no mínimo 07 (sete) anos:
“Art. 5º – A todo indivíduo que tenha participado da categoria profissional por pelo menos 03 (três) anos consecutivos ou 05 (cinco) anos alternados, satisfazendo as exigências da legislação sindical, assiste o direito de ser admitido, salvo falta de idoneidade, com recurso para a autoridade competente.” (destacamos)
Cumpre ressaltar que estas regras são atuais, estabelecidas pelo Estatuto Social de 2013, de forma que a sistemática anterior era exatamente oposta, exigindo como requisito para candidatura a comprovação de ser atleta profissional em atividade. No entanto, o Parágrafo Primeiro estabelecia uma única exceção, só aplicável ao caso particular dos dirigentes da época:
“Art. 7º – Poderão exercer o cargo de administração sindical os atletas profissionais, associados desta entidade, com mais de 48 (quarenta e oito) meses de inscrição nos quadros associativos, e em pleno exercício da profissão, que comprovem essa condição na data do registro da chapa a qual faz parte, para concorrer às eleições sindicais, comprovando ainda ter exercido a profissão em pelo menos 03 (três) anos consecutivos ou 05 (cinco) anos alternados.
§1º – Não se enquadra nesse caso, o atleta que assumiu o cargo de administração quando em atividade profissional não sofreu solução de continuidade ou pela manutenção em qualquer cargo de Diretoria exercido anteriormente” (destacamos)
Como se vê, até o ano de 2013 para concorrer aos cargos diretivos era necessário estar em pleno exercício da profissão, com a exceção daqueles não mais em atividade mas que já exerciam cargo diretivo anteriormente, exceção essa que na prática só se aplicava aos membros da diretoria do SAPESP então em exercício do cargo e que até a presente data se perpetuam na administração do Sindicato.
Outra prática que dificulta a participação dos membros da categoria no processo eleitoral (votar e ser votado) são os prazos estebelecidos no Estuto Social para as publicações convocação e realizações de eleições.
O Parágrafo Único do art. 13º, estabelece:
“A convocação da Assembléia Geral será feita por Edital Público, com antecedência mínima de 03 (três) dias em jornal de grande circulação ou Diário Oficial do Estado, na base territorial do sindicato.” (destacamos)
O Estatuto estabelece, portanto, um prazo mínimo muito curto e uma forma de publicação insuficiente para garantir a ciência dos membros da categoria, principalmente se for considerado que o exercício profissional da categoria exige muitas viagens, semanais, para fora do Estado e até mesmo do país. Além disso, importante salientar que o Estatuto Social não estabelece um prazo máximo, permitindo que convocações sejam realizadas com antecedência excessiva e prejudicial.
Para garantir a efetiva convocação da categoria, seria necessário, além de prazo razoável, a publicação e manutenção em destaque da publicação dos editais no endereço eletrônico do SAPESP, nos locais de trabalho dos associados e na sede do Sindicato, além de publicação em jornais e envio para os emails cadastrados.
​​O art. 32, trata especificamente dos prazos para realização das eleições:
“As eleições da Diretoria e Conselho Fiscal deverão ser procedidas dentro do prazo máximo de 180 (cento e oitenta) dias e mínimo de 30 (trinta) dias antes do término do mandato dos dirigentes em exercício.”(destacamos)
​​O prazo máximo estabelecido, que na prática é o que tem sido aplicado, além de ilegal por descumprir o previsto no art. 532 da CLT, não se justifica e é extremamente excessivo e prejudicial ao processo democrático da categoria.
Outra infração à legislação vigente, especificamente ao art. 515, b, da CLT e, portanto, prejudicial ao processo democrático é o período de mandato estabelecido no Estatuto Social. O art. 18, establece o período de 5 (cinco) anos para os mandatos da Diretoria e Conselho Fiscal:
“Art. 18 – Os membros da Diretoria e do Conselho Fiscal perderão o seu mandato que terá a duração de 5 (cinco) anos nos seguintes casos: …” (destacamos)
Desta forma, as dificuldades criadas para a candidatura à cargos da administração, somadas às formas e prazos ineficazes de publicação de editais convocatórios e aos prazos longos de mandato, têm sido prejudiciais ao processo democrático dentro da categoria e contribuído para a MANUTENÇÃO POR QUASE 02 (DUAS) DÉCADAS DE ADMINISTRAÇÃO DA ATUAL DIRETORIA. Prova maior é que nesse longo período, nunca houve a candidatura de outras chapas e o quórum de votação tem sido mínimo e sem a participação dos atletas das principais entidades de prática desportiva do Estado, em absoluto desrespeito ao art. 524,§ 4º da CLT.
​​O mesmo se aplica para as Assembleias Gerais para aprovação de contas, balanço, alteração de Estatuto e demais assuntos de relevância do SAPESP, em que o modelo ineficaz de publicação dos editais convocatórios impede a participação dos membros da categoria. Os Editais são publicados sempre com uma periodicidade extremamente longa ou muito curta, com publicação apenas em um jornal e Diário Oficial, uma única vez, não existindo qualquer publicação no endereço eletrônico do sindicato, ou fixação do edital nos locais de trabalho da categoria.
A título meramente exemplificativo, segundo consta na Ata da Assembléia Geral que aprovou o último Estatuto Social, a publicação da convocação se deu em 08 de janeiro de 2013, apenas 09 (nove) dias antes da realização da Assembléia Geral ocorrida em 17 de janeiro de 2013. Em que pese a importância dos assuntos tratados, o edital foi publicado uma única vez, em pleno período de férias da categoria, apenas no jornal Folha de São Paulo e Diário Oficial do Estado. Como resultado, consta como quórum apenas 44 (quarenta e quatro) presentes, nenhum deles atleta profissional atuante nas principais competições do Estado de São Paulo (não se sabe, nem mesmo, se atendiam os requisitos legais ou do Estatuto para ser associado e exercer o direito de voto).
II – DOS MEMBROS DA DIRETORIA E CONSELHO FISCAL
​Conforme descrito acima, a sistemática eleitoral do SAPESP favorece a manutenção dos mesmos dirigentes à frente da administração por quase 02 (duas) décadas.
A situação é ainda mais agravada ao se constatar que nenhum dos dirigentes da atual administração pertence à categoria profissional dos atletas profissionais. Conforme se verifica em suas qualificações, são advogados, contadores, administradores, comerciantes. Nenhum deles exerce a atividade de atleta profisional ou teve concedida a aposentadoria quando membro da categoria.
III – DA AUSÊNCIA DE TRANSPARÊNCIA
Em que pese inúmeras solicitações dos membros da categoria profissional, não existe transparência com relação à informações, documentação e prestação de contas do SAPESP.
​Não existem disponibilizadas informações primordiais acerca funcionamento do SAPESP, tais como balanços dos últimos anos, atas de Assembléia, quantidade de membros da categoria e de associados do SAPESP que demonstre que os associados representam 1/3 dos membros da categoria nos termos do art. 515 da CLT, informações sobre os processos eleitorais das últimas eleições e até mesmo o Estatuto Social que apenas recentemente, após muita insistência, foi publicado no endereço eletrônico do SAPESP.
A falta de informações não permite nem mesmo a análise sobre a situação dos poucos associados que comparecem para votar nas Assembléias Gerais. Quem são os associados que votaram nas últimas 04 (quatro) eleições para os cargos diretivos e que aprovaram os balanços do SAPESP? Será que atendiam aos requisitos legais ou ate mesmo do Estatuto Social, para serem associados? Será que atendiam os requisitos legais ou do Estatuto Social para exercer o direito de voto?
IV – DA AUSÊNCIA DE ATUAÇÃO DO SINDICATO
Em que pese o recebimento anual da contribuição sindical e outros benefícios, o SAPESP é omisso em sua atuação, de forma a prejudicar inequivocamente os direitos coletivos da categoria profissional.
Neste sentido, importante ressaltar que desde que os atuais membros da diretoria assumiram a administração do Sindicato, há aproximados 20 (vinte) anos, não foram celebrados quaisquer Convenções ou Acordos Coletivos.
Da mesma forma, o SAPESP nunca organizou a categoria profissional para o exercício do direito da greve, em que pese os inúmeros abusos sofridos pela categoria, tais como sobrecarga de trabalho quando submetidos a 03 (três) ou mais partidas por semana, ausência de pré temporada adequada, incontáveis, públicos e constantes atrasos saláriais e de direito de imagem, dentre tantos outros graves problemas enfrentados pelos atletas profissionais.
Por fim, o SAPESP, deixa de comprovar até mesmo o cumprimento de muitas das obrigações previstas no art. 592 da CLT.
V – DO REPASSE DO DIREITO DE ARENA
A lei nº 9.651/98 estabelece o Direito de Arena ao atleta profiisional, ao prever que 5% (cinco por cento) da receita das entidades de prática desportiva proveniente da exploração de direitos desportivos audiovisuais serão repassados aos sindicatos de atletas profissionais, e estes distribuirão, em partes iguais, aos atletas profissionais participantes do espetáculo:
“Art. 42. Pertence às entidades de prática desportiva o direito de arena, consistente na prerrogativa exclusiva de negociar, autorizar ou proibir a captação, a fixação, a emissão, a transmissão, a retransmissão ou a reprodução de imagens, por qualquer meio ou processo, de espetáculo desportivo de que participem.
§ 1º Salvo convenção coletiva de trabalho em contrário, 5% (cinco por cento) da receita proveniente da exploração de direitos desportivos audiovisuais serão repassados aos sindicatos de atletas profissionais, e estes distribuirão, em partes iguais, aos atletas profissionais participantes do espetáculo, como parcela de natureza civil.”
Conforme se observa na legislação supra mencionada, é função do SAPESP receber e repassar o Direito de Arena do atleta profissional.
Ocorre que para receber o repasse do Direito de Arena junto à SAPESP, os atletas têm enfrentado problemas já que além de exigir a associação do atleta para efetuar o depósito bancário, conforme se observa nas orientações constantes na página eletrônica do SAPESP (http://sindicatodeatletas.com.br/?pg=sessao&id=41) , o Sindicato efetua descontos não previstos na legislação e não autorizados, em percentuais elevados sobre o valor a que o atleta teria direito a receber, além de não repassar a correção monetária e ganhos com a aplicação bancária da receita proveniente do Direito de Arena.
Observe-se que além do prejuízo financeiro ao atleta profissional, o Sindicato torna quase que compulsória a associação dos membros da categoria à SAPESP, já que vincula o depósito bancário do Direito de Arena à associação.
Vale ressaltar que essa prática além de abusiva, contraria o próprio Estatuto Social do SAPESP, que conforme já mencionado anteriormente exige como requisito para a associação a participação na categoria por pelo pelo menos 03 (três) anos consecutivos ou 05 (cinco) anos alternados:
“Art. 5º – A todo indivíduo que tenha participado da categoria profissional por pelo menos 03 (três) anos consecutivos ou 05 (cinco) anos alternados, satisfazendo as exigências da legislação sindical, assiste o direito de ser admitido, salvo falta de idoneidade, com recurso para a autoridade competente.” (destacamos)
Cumpre destacar, ainda, que o §1º, do art. 42 da Lei nº 9615/98, supra mencionado, estabelece em 5% (cinco por cento) o Direito de Arena, podendo tal percentual ser alterado por meio da competente Convenção Coletiva. Ou seja, a atuação ativa do SAPESP poderia aumentar o valor do Direito de Arena do atleta profissional, no entanto, conforme já ressaltado anteriormente, o Sindicato nunca sequer celebrou uma Convenção ou Acordo Coletivo.
Existe, ainda, informação não apurada, ate mesmo pela falta de transparência, de que o Sindicato utiliza-se de advogados terceiros, e não de seu corpo jurídico para discutir questões de Direito de Arena perante o Poder Judiciário, recebendo valores e descontando elevados percentuais a título de honorários advocatícios, descontos estes que ao final acabam suportados pelos atletas profissionais.
DO PEDIDO
Diante de todo o exposto, vimos pela presente requerer a atuação deste respeitável Ministério Público do Trabalho, para que em caráter de urgência e nos termos previstos na Lei Complementar nº 75/1993, autue a presente denúncia e instaure o competente procedimento administrativo em face do SAPESP, para apuração de toda e qualquer violação aos direitos coletivos da categoria dos atletas profissionais do Estado de São Paulo e, ao final, tome todas as medidas cabíveis para a cessação e reparação das violações verificadas , utilizando-se para tanto de todas as prerrogativas previstas na legislação e em especial, com a obtenção e análise da documentação abaixo elencada, determinando sua publicação no endereço eletrônico do SAPESP, bem como, a imediata cessação dos descontos e demais irregularidades praticadas no repasse do Direito de Arena:
a) 03 (três) última alterações do Estatuto Social e Estatuto vigente do SAPESP;
b) Registro Sindical do SAPESP expedido pelo Ministério do Trabalho e Emprego;
c) Relação das Convenções ou Acordos Coletivos celebrados com Sindicatos Patronais ou com as Entidades de Prática Desportiva (Clubes) e apresentação dos referidos documentos;
d) Comprovação da publicação do edital de convocação para as 04 (quatro) últimas eleições da diretoria do SAPESP;
e) Ata e lista de presença das 04 (quatro) últimas eleições da diretoria do SAPESP;
f) Relação dos membros da categoria profissional (com comprovação de nome, idade, clube, tempo como atleta profissional; tempo como associado) na data das últimas 04 (quatro) eleições da diretoria do SAPESP;
g) Relação dos membros da categoria profissional (com comprovação de nome, idade, clube, tempo como atleta profissional; tempo como associado) na data das últimas 04 (quatro) eleições da diretoria do SAPESP;
h) Comprovação da publicação dos editais de convocação para Assembleia Geral de aprovação das contas do SAPESP dos últimos 05 (cinco) anos;
i) Documento informando data de início e término do atual mandato da diretoria do SAPESP;
j) Documentação comprobatória de que os atuais integrantes da diretoria do SAPESP pertencem à categoria profissional (atletas profissionais em atividade ou aposentados como atletas profissionais pelo INSS).
k) Ata e lista de presença da Assembleia (com comprovação de nome, idade, clube, tempo como atleta profissional; tempo como associado) com aprovação das contas do SAPESP dos últimos 05 (cinco) anos;
l) Demonstrações Contábeis (Balanços) do SAPESP dos últimos 05 (cinco) anos;
m) Documento com informações detalhadas sobre a aplicação das receitas sindicais em benefícios para a categoria profissional, nos termos do art. 592 da CLT;
n) Documento com esclarecimentos sobre quais os procedimentos para o recebimento do Direito de Arena, em especial, se é requisito ser associado do SAPESP para receber o depósito bancário;
o) prestação de contas detalhada por partida sobre todo o Direito de Arena recebido pelo SAPESP em nome do atleta profissional, indicando necessariamente todos os eventuais descontos (quais os descontos e a que título se deu o desconto) ou acrescimos com atualização monetária, juros e investimentos, bem como quanto lhe foi repassado.
Termos em que,
Pede deferimento.
São Paulo, 27 de julho de 2015.
ATUALIZAÇÃO às 18h20:
O sindicato dos atletas de São Paulo levou seis horas para se recuperar do susto e esboçar alguma reação, o que fez por meio de uma nota mal escrita, abaixo:
“ESCLARECIMENTO SAPESP
ESCLARECIMENTO
O SAPESP, em função da divulgação em um blog parcial, pessoal e politicamente, e, em respeito à categoria que representa e somente por ela, vem esclarecer.
A entidade sempre manteve a administração acessível a seus representados, atitude inerente desde sempre à suas ações, e não mudará sua postura.
O blogueiro em questão sequer checou sua fonte, visto que a matéria trata de uma denúncia anônima (conforme ele mesmo noticia), e, claro, deu toda a cobertura para esse tipo de denuncismo, bastante perigoso para a credibilidade das informações divulgadas em seu blog.
O SAPESP jamais deixará de lutar pelos direitos dos atletas e afirma que, após muitas batalhas e conquistas, não deixará de cumprir sua função sindical, independentemente do que as fontes minimamente confiáveis possam tentar denegrir a imagem pessoal de sua diretoria e da instituição.
O SAPESP, como sempre, coloca-se à disposição dos verdadeiros interessados, os atletas associados, aqueles que participam efetivamente da categoria.”
Sei que é difícil entender o que está dito acima, mas tentarei explicar.
O tal blog a que se refere a nota mal redigida e este que você lê que, como tal, só poderia ser pessoal.
O blog sabe quem é o autor da denúncia e o manterá anônimo porque este é o desejo dele.
O sindicato terá de se explicar na Justiça do Trabalho e sabe que não tem explicação convincente para dar.
O texto de Vladimir Safatle volta às 19h.

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Placar abraça todos os esportes e abandona a sociologia

Um argentino é o novo dono de uma velha paixão brasileira. Edgardo Martolio, 64 anos, torcedor do Racing e do Santos, é o novo responsável pela revista Placar, que foi a primeira fonte de leitura de uma geração de brasileiros. Superintendente e diretor editorial da Editora Caras, que comprou o título Placar da Abril, Martolio acredita que a revista viverá novamente dias de glória. “Acredito que o Brasil vai melhorar economicamente, que esse ciclo ruim vá acabar e aposto no ressurgimento do esporte brasileiro. E a revista vai colaborar para isso.'' Falamos por uma hora e aí vai um breve resumo da conversa.
Qual é a diferença entre a Placar da Abril e a da Caras?
A principal diferença é que agora a revista vai ser amada. Ela estava em um casamento com a Abril que só não terminava por conformismo. Sabe quando um casal vai mal, já não existe amor e não se separa por acomodação? Era assim, agora é paixão. Queremos ter novos colecionadores da revista, gente nova.
Qual foi a repercussão?
Muito maior do que eu esperava. A Placar é uma marca espetacular, tem um grande recall. Seus guias são conhecidos. A Bola de Prata é conhecidíssima. Penso em ter um programa de televisão em um canal fechado apenas sobre a Bola de Prata.
E editorialmente, o que muda?
Não seremos mais apenas uma revista de futebol. Vamos falar de muitos esportes. E o esportista vai ser o principal. Placar vai deixar de ser um tratado insuficiente de sociologia. E os jornalistas da Placar não serão o principal. O importante é o esportista. É disso que vamos tratar.
Um exemplo?
Em um dos últimos números, a revista trouxe quatro páginas sobre a briga de Juvenal com Aidar. Para quem interessa isso? Quem lê isso? É um assunto que importa apenas para os 40 conselheiros do São Paulo. Nada mais. É necessário se falar de atletas?
Mas a revista, então, não falaria sobre a prisão do Marin, sobre a crise na Fifa…
Falaria, mas sem o enfoque principal. Teria de ter uma ligação com o esporte. Não é admissível que ainda se faça matérias sobre Eurico Miranda. Quem se interessa por isso? Vamos falar sobre a Lei Pelé, que está acabando com o futebol brasileiro. Com ela, o Neymar passou a ganhar mais, o pobre perna de pau não foi defendido e o clube perdeu importância para empresários. Isso vamos mostrar.
A revista vai mostrar uma realidade ou pretende ajudar a mudá-la?
Pode ser os dois. Pedi uma matéria sobre o novo horário do futebol, 11 da manhã, que é espetacular. As famílias vão ao campo, recordes estão sendo batidos. O público é ótimo. A revista vai ajudar que esse horário se fortaleça. Não vamos ficar apenas apontando o dedo. É o mesmo em relação à seleção?
Como assim?
É um absurdo o modo como torcedor está tratando a seleção. Não é por causa de um 7 a 1 que a seleção vai ser odiada. Queremos que o amor volte. Todos criticam o Dunga e ninguém ajuda. Ora, um técnico e um mau resultado não podem ser maiores que uma seleção. O Dunga vai ficar mais três jogos? Mais trinta jogos? Cem jogos? É muito pouco diante da grandeza do futebol brasileiro.
A Placar vai ser como a Caras?
Nunca. Cada revista tem seu estilo. A Abril nunca fez da Placar uma Contigo. Nunca fez da Contigo uma Placar. Eu não farei nada disso também.
A revista El Grafico, da Argentina, sempre foi um sucesso. Hoje, perdeu influência. Por quê?
Porque o esporte argentino decaiu muito. Ao contrário do Brasil. Quero ter uma capa de tênis, uma capa de Fórmula 1 e vamos ter. Pena que o Massa seja tão ruim, é o pior de todos os brasileiros. Mas aí está o Felipe Nasr, que é ótimo.
Quem mais?
Você viu o Izaquias? Que história linda de vida. Um cara da canoagem, veja só. Adoro Paraolimpíada. Aqueles atletas representam bem o que é o esporte, a superação….Estarão na Placar. O Celso Unzelte é o novo editor e vai cuidar disso.
Qual a capa que você gostaria de ver?


Brasil, campeão do mundo. Nem que seja com time ruim.

Série B

21h00



BahiaBAH
Boa Esporte ClubeBOA

Série B

20h30

LuverdenseLUV
PaysanduPAY

Série B

19h30

CriciúmaCRI
OesteOES

'Novo Buffon' trocou Madri pela escola. Agora jogará a segundona

GETTY
Scuffet foi elogiado por Buffon
Scuffet foi titular da Udinese aos 17 anos e recusou ida ao Atlético de Madrid
Ser titular na Serie A italiana aos 17 anos é feito raro, sobretudo para um goleiro. Por isso, quando Simone Scuffet tomou conta da posição na Udinese, durante a temporada 2013/14, as perspectivas eram enormes. Não faltaram as comparações com uma lenda como Gianluigi Buffon, que já era titular do Parma com a mesma idade. O blog chegou a escrever a respeito. Houve até quem defendesse sua vinda à Copa do Mundo do Brasil como terceiro goleiro.
Nesta sexta-feira, Scuffet foi emprestado ao Como, recém-promovido à segunda divisão. Neste intervalo, uma grande oportunidade desperdiçada. Antes da temporada 2014/15, o Atlético de Madrid procurou a Udinese, interessado em contratar o goleiro. Pagaria 9 milhões de euros, além de bônus por desempenho e 50 por cento de uma futura venda.
Por parte da Udinese, não havia oposição. O clube contava com a volta de Karnezis, que estava emprestado ao Granada e vinha de boa Copa do Mundo, e apostaria no grego como titular. Mas a família de Scuffet foi contra o negócio, pelo fato de ele ter mais um ano de escola a cumprir. Assim, o Atlético voltou suas atenções para o esloveno Oblak, e o jovem goleiro permaneceu na Udinese - como reserva.
As aparições de Scuffet na última temporada se limitaram a três jogos na Copa da Itália e dois na Serie A - nas duas últimas rodadas. Recentemente, seu nome foi cotado para substituir o brasileiro Neto na Fiorentina, mas não houve acordo entre os clubes. A Fiorentina queria empréstimo com opção de compra, e a Udinese apenas empréstimo simples. Condição que o Como, da Serie B, aceitou.
Jogar com regularidade será fundamental para Scuffet recuperar o ótimo nível que mostrou ao surgir. Aos 19 anos, tem toda a ajuda do tempo para que a chance rejeitada em 2014 não se transforme em arrependimento.
 

Aguirre considera 'loucura' a impaciência com técnicos e diz querer 'férias' do Brasil

GAZETA PRESS
diego aguirre coletiva 2015 agosto
Diego Aguirre foi demitido após oito meses à frente do Internacional
Um dia após perder o emprego no comando do Internacional, um Diego Aguirre calmo compareceu à sala de imprensa nesta sexta-feira para comentar os motivos que o fizeram deixar a equipe gaúcha. O técnico uruguaio se mostrou surpreendido com a decisão, colocou a culpa na ‘loucura' que é a impaciência do futebol nacional com os treinadores e nem sequer cogitou assumir imediatamente outra equipe no Brasil.
"Não fiquei chateado com a demissão, mas sim surpreendido. Por ser três dias antes de um Gre-Nal, no qual estávamos trabalhando para vencer. Eu gostaria de estar no domingo nesse jogo, estou invicto em jogos contra o Grêmio. Não entendi, mas não precisa de explicação, são coisas que acontecem e a gente tem que aceitar", declarou o agora desempregado treinador.
"Isso faz parte da cultura brasileira, acho uma loucura essa pressão, não se acredita em muita coisa, só quem ganha é bom. Se você não é campeão ou perde algum jogo não é bom... Não acho justa minha demissão, mas também não posso me surpreender, pois já se foram 16 rodadas do Brasileiro e 14 técnicos demitidos, isso é cultural e eu tenho eu aceitar porque venho de fora. Mas não acho que é um problema ser estrangeiro, pois tenho que ser sincero e falar que sempre quiseram me ajudar por aqui", completou Diego Aguirre.
Diego Aguirre ainda afirmou que agora que não pensa no futuro e quer apenas descansar. Mas, uma certeza o treinador já tem: não assumirá outro time no Brasil imediatamente.
"Com certeza não vou assumir nenhum time brasileiro agora, pois estava envolvido emocionalmente com o projeto no Internacional. Não seria honesto comigo se amanhã pegasse outro time daqui, mas o futuro nunca se sabe", finalizou o uruguaio.
No total, Diego Aguirre comandou o time colorado em 48 jogos e conseguiu 24 vitórias, 15 empates e nove derrotas, 65 gols marcados e 44 sofridos. O treinador ainda levou o título do Campeonato Gaúcho e o Internacional até a semifinal da Libertadores, perdendo para o Tigres.
 
622 df407d0c 76c0 3bf9 9229 c0e80ac14a68
'Espero que o Aguirre receba outra chance no futebol brasileiro', diz Bertozzi

Última fase preliminar de Liga dos Campeões e Liga Europa tem confrontos grandes (e alternativos, claro)

As músicas da Champions e da Europa League já tocarão antes dos jogos.
Nesta sexta-feira foram definidos todos os confrontos dos playoffs das duas competições, o último passo antes da fase de grupos. Já teremos ótimos jogos.
Começando pela Liga dos Campeões, onde o Valencia encara o Monaco e a Lazio terá pela frente o Bayer Leverkusen. O Manchester United terá um confronto onde é favorito, mas não poderá menosprezar o Brugge, dos brasileiros Claudemir e Felipe Gedoz.
Há ainda na rota dos campeões uma reedição de final da Liga Europa, entre Sporting e CSKA Moscou. Na outra chave, destaques para Skënderbeu e Astana, que podem se tornar os primeiros times de Albânia e Cazaquistão, respectivamente, a alcançarem a principal fase da Champions League.
Rota dos campeões
Astana-CAZ x Apoel-CHP
Skënderbeu-ALB x Dinamo Zagreb-CRO
Celtic-ESC x Malmö-SUE
Bate Borisov-BLR x Partizan Belgrado-SER
Basel-SUI x Maccabi Tel Aviv-ISR
Rota dos não-campeões
Lazio-ITA x Bayer Leverkusen-ALE
Manchester United-ING x Brugge-BEL
Sporting-(POR x CSKA Moscou-RUS
Rapid Viena-AUT x Shakhtar Donetsk-UCR
Valencia-ESP x Monaco-FRA
Mas como vocês sabem, o que importa mesmo é a Liga Europa!
(PAUSA DRAMÁTICA PARA EXPLICAR IRONIA, APESAR DO MEU GOSTO PARTICULAR)
São 22 jogos, com muitas boas histórias e confrontos bem interessantes. Há times grandes, alguns que vieram eliminados da terceira fase preliminar da Champions, casos de Ajax e Fenerbahçe.
Naturalmente a Liga Europa é um prato cheio para quem gosta do Leste Europeu. Viktoria Plzen e Vojvodina, por exemplo, será um confronto forte: o time tcheco vinha jogando Champions regularmente e está em uma das cidades mais bacanas da Europa, enquanto a equipe sérvia tem uma torcida fanática - violenta muitas vezes - e eliminou a Sampdoria na fase anterior.
O Rabotnicki terá a dura missão de eliminar o Rubin Kazan, do meia Carlos Eduardo, mas se conseguir colocará a Macedônia pela primeira vez no mapa das competições europeias.
Poderia citar tantos outros confrontos, como Slovan Liberec x Hajduk Split, Lech Poznán x Videoton (vice-campeão em 1985, derrotado pelo Real Madrid), mas deixo para vocês escolherem o jogo mais alternativo (e legal, claro!).
Playoffs Liga Europa
Altach-AUT x Belenenses-POR
Steaua Bucareste-ROM x Rosenborg-NOR
Viktoria Plzen-TCH x Vojvodina-SER
Jablonec-TCH x Ajax-HOL
Molde-NOR x Standard Liège-BEL
Bordeaux-FRA x Kairat-CAZ
Dinamo Minsk-BLR x Red Bull Salzburg-AUT
Slovan Liberec-TCH x Hajduk Split-CRO
Panathinaikos-GRE x Qäbälä-AZE
Astra-ROM x AZ-HOL
Krasnodar-RUS x HJK-FIN
Zilina-ESV x Athletic Bilbao-ESP
Zorya-UCR x Legia Varsóvia-POL
Milsami-MOL x Saint-Étienne-FRA
Young Boys-SUI x Qarabag-AZE
PAOK-GRE x Brondby-DIN
Lech Poznán-POL x Videoton-HUN
Rabotnicki-MAC x Rubin Kazan-RUS
Atromitos-GRE x Fenerbahçe-TUR
Southampton-ING x Midtjylland-DIN
Odd-NOR x Borussia Dortmund-ALE
Thun-SUI x Sparta Praga-TCH

Francês

15h30


Lille 0x1 PSG 

Copa da Alemanha

15h00


SV ElversbergSVE
AugsburgAUG

Copa da Alemanha

14h00


TuS ErndtebrückERN
Darmstadt   DAR

Copa da Alemanha

14h00



BFC DynamoBFC
Frankfurt 1899   FRA 

Fox Sports fará transmissão in loco de abertura do Alemão e clássico inglês

(Divulgação/Fox Sports)
(Divulgação/Fox Sports)
O Fox Sports pretende estrear em grande estilo a cobertura da Bundesliga, o Campeonato Alemão, nova liga europeia cujos direitos adquiriu pelas temporadas 2015-2016 a 2017-2018. O canal mandará à Europa uma equipe de transmissão para a cobertura da abertura do torneio. De quebra, farão um clássico inglês, também in loco, dias depois.
O narrador Gustavo Villani e o comentarista Paulo Vinicius Coelho embarcam segunda-feira para a Alemanha. Juntamente com o repórter Fernando Caetano, que já está por lá, produzirão material sobre o início da Bundesliga para a programação do canal e na sexta que vem, dia 14, às 15h30 (horário de Brasília), transmitirão ao vivo, direto da Allianz Arena, em Munique, o jogo de abertura Bayern x Hamburgo.
No sábado, o trio viaja a Manchester para a cobertura e transmissão ao vivo, às 12h de domingo, dia 16, de City x Chelsea, clássico no Etihad Stadium pela segunda rodada da Premier League, o Campeonato Inglês, cuja abertura já acontece neste fim de semana.
Na viagem, PVC e Fernando Caetano ainda deverão passar pela Espanha para gravarem chamadas do Campeonato Espanhol, outra liga nacional que passou a fazer parte dos eventos do canal da Fox por cinco temporadas (até 2019/2020), via acordo de sublicenciamento com a ESPN Brasil, detentor desses direitos e que também segue exibindo o Alemão pelo mesmo tipo de acerto com o Fox Sports, dono dos direitos.

Jornal exibe foto de atleta que ficou paraplégica após acidente em treino

  • Kronen Zeitung/Reprodução
    Kronen Zeitung fez registro inédito de Kira Grünberg após acidente
    Kronen Zeitung fez registro inédito de Kira Grünberg após acidente
O jornal austríaco Kronen Zeitung divulgou nesta sexta-feira as primeiras imagens de Kira Grünberg desde que a atleta se acidentou durante treinos no final de julho e ficou tetraplégica. O registro foi feito com exclusividade pela publicação, após negociação com a equipe da saltadora austríaca.
"Muitos veículos de comunicação, nacionais e estrangeiros, têm perguntado se podem obter imagens feitas no hospital", explicou Thomas Herzog, o empresário da atleta de 21 anos. Segundo ele, cogitou-se a possibilidade de contratar uma equipe de seguranças para evitar o vazamento de imagens da atleta no hospital em que está internada, em Innsbruck.
Para receber a imprensa, Kira teve suas unhas pintadas e o cabelo lavado. Christian Maislinger, o fotógrafo responsável por registrá-la no hospital, assegurou: "ela parece estar realmente bem, como sempre".
"O resultado do trabalho é simbólico. Seu olhos dizem: 'eu não desisto'", conta o jornal em sua edição desta sexta-feira. "O coração de Kira bate como o dos lutadores antes da queda", completa.

 

Não é o campeão mais poderoso da história. Mas o River teve fibra demais

El más grande sigue siendo River Plate…
El campeón más poderoso de la história…
O hino do River Plate começa com estes versos. O título da Libertadores não foi conquistado com eles. Mas que o River é um time forte como já se sabia desde a Copa Sul-Americana da temporada passada, isso sim.
O River Plate não é um time assim tão poderoso, mas de muita fibra. Apesar de ter havido um momento do primeiro tempo em que o time argentino errava 29% dos passes.
Desesperador.
Tinha pressão, posse de bola, o Monumental de Nuñez lindo e apoiando. Até chegar ao gol que abriu o marcador no último minuto do primeiro tempo.
“O jogo estava bom para nós naquele momento'', disse Rafael Sóbis. “E mataram o jogo com o pênalti.''
Batido por Carlos Sánchez, que terminou goleador da campanha, superando Téo Gutiérrez e Mora, decisivos nas quartas e semifinais, ausentes na decisão.
O River não é o campeão mais poderoso da história.
Mas é um campeão de fibra.
5/agosto/2015
RIVER PLATE 3 x 0 TIGRES – 22h
Local: Monumental de Nuñez (Buenos Aires); Juiz: Dario Ubriaco (Uruguai); Mauricio Espinoza, Nicolás Taran; Gols: Alario 44 do 1º; Carlos Sánchez (pênalti) 29, Funes Mori 33 do 2º; Cartão amarelo: Alario (8’), Gignac (21’), Rivas (24’), Funes Mori (1’), Cavenaghi (10’), Torres Nilo (26’)
RIVER PLATE: 1. Barovero (6), 18. Mayada (6,5), 2. Maidana (6), 6. Funes Mori (6,5) e 21. Vangioni (7); 8. Carlos Sánchez (7), 5. Kranevitter (6) (27. Lucho González 36 do 2º (sem nota)), 23. Ponzio (5,5) e 19. Bertolo (5); 9. Cavenaghi (5) (15. Pisculichi 31 do 2º (6,5)) e 22. Alario (6,5) (22. Driussi 20 do 2º). Técnico: Marcelo Gallardo
Banco: 26. Chiarini, 3. Balanta, 27. Lucho González, 15. Pisculichi, 22. Driussi, 10. Gonzalo Martínez, 29. Saviola
TIGRES: 1. Guzmán (5), 2. Jiménez (4) (8. Guerrón 32 do 2º (sem nota)), 3. Juninho (6), 24. Rivas (5) e 6. Torres Nilo (5); 19. Pizarro (5,5) e 5. Arévalo Rios (5) (29. Dueñas 19 do 2º); 27. Damm (6,5), 9. Rafael Sóbis (5) e 20. Aquino (4); 10. Gignac (4). Técnico: Ricardo Ferretti
Banco: 22. Palos, 29. Dueñas, 25. Briseño, 18. Torres, 15. Viniegra, 11. Damián Alvarez, 8. Guerrón

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

A três dias do Gre-Nal, técnico Diego Aguirre é demitido do Inter

ALEXANDRE LOPS/SC INTERNACIONAL
Diego Aguirre Internacional Juventude Campeonato Gaucho 19/01/2015
Técnico Diego Aguirre em duelo com o Internacional contra o Juventude
Durou oito meses a passagem de Diego Aguirre como técnico do Internacional.
Nesta quinta-feira, a três dias do clássico Gre-Nal na Arena Grêmio, o clube colorado decidiu pela demissão do uruguaio. "O Sport Club Internacional comunica que Diego Aguirre e sua comissão técnica estão sendo desligados do Clube. O auxiliar técnico Odair Hellmann assumirá interinamente o comando da equipe", diz o breve comunicado do clube em seu site oficial.
"Entendemos que tínhamos que mudar para conseguir um pouco mais do nosso grupo", falou o presidente Vitorio Píffero em entrevista coletiva. "Sabíamos que não teríamos grande sucesso na Libertadores, porque o time não estava montado para isso. Mas agora queríamos mudar o foco".
Por enquanto, o favorito para assumir a equipe é Mano Menezes, que está sem emprego desde sua saída do Corinthians ao final de 2014; e Oswaldo de Oliveira também interessa. Muricy Ramalho não será procurado, segundo Píffero: "Muricy sempre foi o meu ficha 1, é amigo pessoal, porém, antes que perguntem, não será ele por questões de saúde."
Aos 49 anos, Diego Aguirre é mais um ex-jogador do Internacional que deixa o comando no meio de uma temporada, remetendo a casos recentes como Dunga, Fernandão e Paulo Roberto Falcão.
Em 2015, o treinador levou o time do Beira-Rio ao título gaúcho e à semifinal da Libertadores, na qual caiu para o Tigre, do México. No Campeonato Brasileiro, ele utilizou por várias vezes a equipe reserva por causa da competição continental e deixa o Inter na décima colocação com 21 pontos em 16 rodadas.
Além disso, na Copa do Brasil, o Inter enfrentará o Ituano nas oitavas.
No total, Diego Aguirre comandou o time colorado em 48 jogos e conseguiu 24 vitórias, 15 empates e nove derrotas, 65 gols marcados e 44 sofridos.
Essa foi a primeira experiência do uruguaio como técnico no Brasil. Antes, se notabilizou no Peñarol por conquistar dois títulos nacionais e levá-lo à decisão da Libertadores de 2011, quando perdeu para o Santos.