Falamos campeonatos das séries A B C D campeonatos internacionais todos Português todos os resultados do Paulista da segunda divisão e ainda Futebol Internacional como Futebol Inglês Espanhol Italiano Portugal e o Argentino e campeonatos Importantes falaremos do Regional do Rio Grande do Norte do Cearense do Pernambucano e do Carioca e falamos da copa do nordeste
sábado, 18 de julho de 2015
sexta-feira, 17 de julho de 2015
Jules Bianchi morre aos 25 anos, nove meses após grave acidente no Japão O jovem francês é o primeiro piloto a morrer em decorrência de um acidente da Fórmula 1 desde o trágico episódio fatal com o brasileiro Ayrton Senna, em 1994
A família do Jules Bianchi anunciou a morte do francês de 25 anos nesta sexta-feira, em decorrência dos ferimentos causados no acidente sofrido no GP do Japão, no início de outubro do ano passado. Jules morreu no Hospital Universitário de Nice, sua cidade natal, onde estava internado desde novembro. Ele ficou internado no Japão por quase dois meses e havia sido transferido para a França depois que seu quadro clínico foi estabilizado. Desde então, poucas novidades sobre a evolução do piloto eram divulgadas. Ele permanecia internado em estado vegetativo, sem apresentar melhoras significativas. Na semana passada, seu pai quebrou o silêncio e fez um desabafo emocionado sobre a grave situação do filho.
Confira a íntegra do comunicado da família de Bianchi, assinado pelos pais, Philip e Christine, o irmão Tom e a irmã Melanie:
"Jules lutou até o fim, como sempre, mas a sua batalha terminou. Queremos agradecer à equipe médica do Hospital Universitário de Nice, que o tratou com amor e dedicação. Também queremos agradecer à equipe do Centro Médico Geral de Mie, no Japão, que cuidou imediatamente de Jules após o acidente, bem como todos os outros médicos envolvidos na luta travada ao longo dos últimos meses.
Gostaríamos de agradecer também aos colegas de Jules, seus amigos, seus fãs e todos aqueles que demonstraram seu afeto durante este período. Eles nos deram a força para resistir nestes tempos terríveis. Ouvir e ler as inúmeras mensagens nos mostrou como Jules tinha despertado um carinho profundo em tantas pessoas ao redor do mundo.
Nós pedidos que respeitem a nossa privacidade durante este momento tão difícil, durante o qual tentaremos enfrentar a perda de Jules."
Gostaríamos de agradecer também aos colegas de Jules, seus amigos, seus fãs e todos aqueles que demonstraram seu afeto durante este período. Eles nos deram a força para resistir nestes tempos terríveis. Ouvir e ler as inúmeras mensagens nos mostrou como Jules tinha despertado um carinho profundo em tantas pessoas ao redor do mundo.
Nós pedidos que respeitem a nossa privacidade durante este momento tão difícil, durante o qual tentaremos enfrentar a perda de Jules."
O acidente no Japão
O impressionante acidente de Bianchi aconteceu na 43ª volta da corrida em Suzuka. O francês atingiu um guindaste que removia a Sauber de Adrian Sutil, que havia rodado na saída da curva Dunlop na volta anterior. Bianchi estava a mais de 150km/h quando perdeu o controle de sua Marussia e acabou entrando debaixo do veículo que removia o carro do alemão.
Com a força do impacto, o santoantônio, estrutura feita para proteger a cabeça do piloto em caso de capotagens, ficou destruído, e o piloto foi atingido em cheio no capacete. Esta é a primeira morte na categoria em razão de um acidente de corrida desde 1994, quando Ayrton Senna perdeu a vida no GP de San Marino e uma série de medidas de segurança foram implantadas na F-1.
Talento promissor
Jules Bianchi tinha 25 anos e nasceu em Nice, sudeste da França em 3 de agosto de 1989. Ele começou a competir no kart e em 2007 passou para os monopostos, acumulando bons resultados nas categorias de base. Foi campeão da Fórmula Renault 2.0 francesa logo em seu ano de estreia; terminou em terceiro na F-3 europeia em 2008 e foi campeão da categoria no ano seguinte. Em 2010, disputou a GP2, principal categoria de acesso à Fórmula 1, sendo terceiro em um ano e vice-campeão no outro. Em 2012 foi vice-campeão da F-Renault 3.5.
Os resultados expressivos na base o renderam um convite para fazer parte do programa de jovens pilotos da Ferrari em 2011, onde também exerceu o cargo de piloto de testes. Por influência da equipe italiana, fornecedora de motores da Marussia, atual Manor, Jules foi contratado pelo modesto time às vésperas do início do campeonato de 2013 para substituir o brasileiro Luiz Razia. Na temporada 2014, o francês conquistou os primeiros pontos da história do pequeno time ao chegar em nono na etapa de Mônaco.
quinta-feira, 16 de julho de 2015
Com time misto, Brasil sofre para vencer estreia no Pan no vôlei feminino
GETTY IMAGES
Jaqueline busca primeira medalha no Pan
Disputando o Grand Prix com seu time principal, a seleção feminino de vôlei começou sua campanha nos Jogos Pan-Americanos de Toronto-2015 levando um susto, mas ainda assim saiu de quadra com a vitória.
Após sofrer por dois sets, o time comandado por José Roberto Guimarães, que deixou a equipe no Grand Prix nas mãos de Paulo Coco, deslanchou nas parciais seguintes, mas voltou a sofrer no quarto set. Ainda assim, venceu Porto Rico por 3 a 2 (23-25, 28-26, 25-17, 24-26, 15-9) nesta quinta-feira.
O time que está no Pan possui três jogadoras da seleção principal: Jaqueline, Fernanda Garay e Joyce. Jaque e Garay foram os principais destaques do jogo desta quinta.
O Brasil volta à quadra no vôlei feminine no sábado, diante do Peru, que enfrenta os Estados Unidos ainda nesta quinta-feira fechando a rodada do grupo B.
A seleção brasileira feminine é a atual campeã pan-americana, tendo levado a medalha de ouro nos Jogos de Guadalajara.
No 65º aniversário do jogo, morre Alcides Ghiggia, autor do gol do Maracanazo
GETTY
Alcides Ghiggia tinha 88 anos
Morreu nesta quinta-feira o ex-atacante Alcides Gigghia. Foi dele o gol da vitória por 2 a 1 do Uruguai sobre o Brasil na Copa do Mundo de 1950, na partida que ficou conhecida como Maracanazo. Ele sofreu um ataque cardíaco e não resistiu. Tinha 88 anos, e era o último jogador vivo de uma das maiores partidas da história do futebol.
Coincidentemente, a morte de Gigghia ocorre exatamente no 65º aniversário daquele jogo, disputado também em um 16 de julho, no Maracanã lotado por 199.854 torcedores. O então jogador do Peñarol marcou o gol da virada celeste, aproveitando a famosa falha do goleiro Barbosa, que não defendeu seu chute no canto esquerdo.
Gigghia tinha saúde estável, mas que ficou debilitada depois de um acidente de carro, em 2012, que o deixou no hospital em estado grave. No entanto, ele sempre comparecia a eventos importantes em que era convidado, como o sorteio dos grupos da última Copa do Mundo, que aconteceu em 2013, na Costa do Sauípe, na Bahia.
Dono da medalha de Ordem de Mérito da Fifa, a lenda do Uruguai foi homenageada em 2009, colocando os pés na Calçada da Fama do Maracanã. Ele foi apenas o sexto jogador estrangeiro na história a ter essa honraria, após o chileno Elías Figueroa, o paraguio Romerito, o alemão Beckenbauer, o português Eusébio e o sérvio Petković.
Agradecido, emocionou-se e chorou.
"Nunca pensei que seria homenageado no Maracanã, estou muito emocionado. Meus sinceros agradecimentos ao público. Agradeço profundamente. Viva o Brasil!".
GETTY IMAGES
Ghiggia tem os pés na Calçada da Fama do Maracanã, estádio que calou em 1950
Quem foi Alcides Ghiggia
Nascido na capital uruguaia em 22 de dezembro de 1926, Ghiggia começou a carreira de jogador aos 20 anos, no Atlante. No ano seguinte, passou a defender o Sud América, modesto clube de Montevidéu que circulava entre a elite a segunda do país.
Em 1948, apenas dois anos antes do Mundial do Brasil, Ghiggia chegou ao Peñarol. O clube foi campeão nacional em 1949 de forma invicta. Além daquele jovem ponta-direita, a equipe tinha o ótimo goleiro Máspoli, o aguerrido centromédio Obdulio Varella e um ataque mortal, com Schiaffino, Míguez e Vidal.
O grande time do Peñarol acabou se tornando a base da seleção uruguaia que viajou para o Brasil em busca do bicampeonato mundial. E Ghiggia, o menos famoso daquela linha de ataque antes da Copa, acabou tornando-se uma das estrelas do time.
EFE
Ghiggia durante homenagem no Estádio Centenário
O ágil ponta-direita ganhou espaço ao longo da competição. Com a desistência da França, o Uruguai teve apenas a Bolívia como adversária na primeira fase. Na goleada por 8 a 0, o destaque foi Míguez, com três gols; Ghiggia marcou o último, aos 38 do segundo tempo.
Na fase final, o ponta voltou a marcar. Foi dele o gol que abriu o placar contra a Espanha, em duelo que terminou empatado por 2 a 2. Quatro dias depois, Ghiggia marcou o primeiro da vitória por 3 a 2 sobre a Suécia.
Quando os uruguaios chegaram à última rodada do quadrangular final, contra o Brasil, no Maracanã, Ghiggia já era um nome conhecido. Afinal, ele era o único jogador uruguaio que havia feito gols em todas as partidas.
Na "decisão" do Mundial, os brasileiros entraram na decisão como franco-favoritos. Com melhor campanha na fase final, a seleção jogava por um empate; uma vantagem que, aliada à euforia da torcida, criava um clima de vitória anunciada em todo o país.
Um clima que contagiou, também, as milhares de pessoas que lotaram o Maracanã. Não há registros precisos do público daquela partida. A Fifa adota 173.850 como número oficial. Mas há quem diga que eram 190, 200 mil pessoas nas arquibancadas.
Uma multidão que fez festa durante 79 minutos de jogo. Um país inteiro que vibrou no gol de Friaça, aos 2 minutos da segunda etapa, e que pouco se preocupou quando, aos 21, Schiaffino faz 1 a 1. Um povo que esperou, segundo após segundo, pelo primeiro título mundial. Mas, no meio do caminho, havia Alcides Ghiggia.
A cena não sai da cabeça dos brasileiros. O ponta recebe a bola pela direita, avança e chuta cruzado, quase sem ângulo. A bola não sai forte, mas quica no gramado e passa entre o goleiro Barbosa e a trave esquerda.
ARQUIVO
Ghiggia comemora seu gol no Maracanazo
O gol foi o segundo do Uruguai e selou a derrota por 2 a 1, a maior tragédia do futebol brasileiro em todos os tempos (até o 7 a 1 de 2014...). Foi, também, o quarto de Ghiggia em quatro jogos naquele Mundial. Curiosamente, o ponta jamais voltou a marcar pela equipe celeste. Foram ao todo 12 partidas e aqueles quatro gols, todos marcados na Copa.
Depois de se tornar herói nacional, Ghiggia ainda ficou no Peñarol por três anos. Em 1953, foi contratado pela Roma, onde ficou até 1961. Em 1957, o ponta-direita defendeu também a seleção italiana.
Ghiggia poderia ter disputado outras duas Copas do Mundo. Mas quis o destino que o Mundial de 1950 fosse o único do carrasco brasileiro - em 1954, a Roma não liberou o ponta-direita para jogar pelo Uruguai; quatro anos depois, quando defendia a Itália, ele viu a equipe ficar fora da Copa do Mundo na Suécia.
De volta a Uruguai, Ghiggia ainda defendeu o Danúbio, antes de se aposentar. O herói nacional passou a trabalhar como funcionário de um cassino em Montevidéu ao lado de Obdúlio Varela, companheiro de Peñarol e de seleção uruguaia. Ali, aposentou-se pela segunda vez, garantindo condições financeiras de se manter até o fim da vida.
Em 2009, Ghiggia, já com problemas de saúde e dificuldades de locomoção, voltou ao Maracanã para receber a maior homenagem da carreira. O uruguaio foi o centésimo jogador a colocar os pés na Calçada da Fama do estádio que havia calado 59 anos antes.
Assinar:
Postagens (Atom)