sábado, 4 de julho de 2015

Chapecoense vence com gol de bicicleta, Vasco tem dois expulsos e segue no Z-4

eja o gol da vitória da Chapecoense sobre o Vasco por 1 a 0!
Com um golaço de bicicleta do zagueiro Neto, a Chapecoense fez valer o seu mando de campo novamente e venceu o Vasco, por 1 a 0, neste sábado à noite na Arena Condá. Com dois jogadores expulsos no segundo tempo, Christiano e Jhon Cley, o time carioca sofreu a primeira derrota sob o comando do técnico Celso Roth, depois de duas vitórias seguidas, e segue na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro.
Depois de um primeiro tempo equilibrado e com poucas emoções em Chapecó, o Vasco se complicou logo a um minuto da segunda etapa, quando o lateral Christiano puxou Camilo, que ia em direção ao gol, e recebeu o cartão vermelho. Aos 29, Neto aproveitou cruzamento na área, dominou a bola de costas para a meta, arriscou a bicicleta e marcou um belo gol, fazendo o gol da vitória dos catarinenses.
Depois disso, o meia cruz-maltino Jhon Cley também foi expulso, ao receber o segundo cartão amarelo aos 33 minutos por falta em Wagner, atrapalhando qualquer chance de reação dos visitantes.
Após 11 jogos disputados, a Chapecoense agora está na oitava posição, com 16 pontos. Enquanto isso, o Vasco, que tem a pior defesa da competição (15 gols sofridos) e o segundo pior ataque (5 gols marcados), está na 18ª colocação, com apenas nove pontos, dentro do Z-4.
Pela 12ª rodada, na próxima quarta-feira, a Chapecoense vai enfrentar o Grêmio, novamente em casa. No mesmo dia, o Vasco joga como mandante contra o São Paulo, no Mané Garrincha, em Brasília.
O jogo
O Vasco entrou em campo disposto a preencher o meio-campo para acionar um de seus dois meias, aproveitando a movimentação de Riascos e com Gilberto como referência. Mas o plano de Celso Roth não saiu da teoria. Do outro lado, estava um adversário que soube abrir espaços para criar oportunidades.
No 4-2-3-1, a Chapecoense tinha Camilo e Hyoran motivados a superar seus marcadores e logo o lateral esquerdo Dener se posicionou como alternativa frequente. O volante Bruno Silva jogava no campo de ataque e, tocando no chão, o time catarinense dominou seu rival. Logo aos cinco minutos, Bruno Rangel quase abriu o placar.
Sob os gritos de Guiñazu, o Vasco apertou a marcação e só sofreu novamente em chute perigoso de Hyoran, aos 15. A postura mais firme na defesa permitiu ao time carioca jogar no ataque, mas faltava qualidade. Os comandados de Celso Roth chegavam apenas na bola parada, sempre parando nos erros de Emanuel Biancucchi nas cobranças.
Mais disposta a balançar as redes, a Chape encontrou na bola aérea a chance de voltar a dominar. As costas de Madson eram um convite para Dener entrar na área e procurar colegas bem posicionados. Assim, o lateral viu Camilo não alcançar seu cruzamento aos 35 e foi para a área, aos 41, para cabecear rente ao travessão. O primeiro tempo acabou com o goleiro Danilo sendo pouco mais do que um espectador.
Na volta do intervalo, Roth tentou ganhar movimentação ao trocar Biancucchi por Jhon Cley, mas teve sua ideia prejudicada logo no primeiro minuto de segundo tempo. Christiano errou o tempo de bola e agarrou Camilo para não deixar o meia sair na frente do goleiro Charles.
Acabou expulso por cometer falta para interromper chance clara de gol e fez o centroavanteGilberto ser sacado para o volante Lucas ajustar o Vasco defensivamente, com Julio Cesar recuado à lateral.
A equipe carioca ainda teve como trunfo a ansiedade da Chapecoense, vítima se sua própria ansiedade para marcar gol e aproveitar a superioridade numérica. O time catarinense só apostava em cruzamentos até que o técnico Vinicius Eutrópio trocou volantes por jogadores ofensivos, disposto a ganhar o campo adversário, já que o Vasco só se defendia.
Mas foi com uma bola alçada na área que a Chape abriu o placar, e com um golaço. Camilo cobrou falta e o zagueiro Neto dominou com a esquerda antes de acertar uma bicicleta precisa com a direita, aos 29 minutos, sem dar chances ao goleiro Charles nem de se mexer para tentar a defesa.
Para sentenciar a vitória catarinense, o Vasco ainda se atrapalhou sozinho. Em três minutos, Jhon Cley levou cartão por reclamação e o segundo amarelo por falta, recebendo o vermelho e deixando o time com dois a menos aos 33 do segundo tempo. Bastou a Chape tocar a bola para ter a vitória que tanto buscou.
FICHA TÉCNICA
CHAPECOENSE 1 X 0 VASCO
Local: Arena Condá, em Chapecó (SC) 
Data: 4 de julho de 2015, sábado
Horário: 21 horas (de Brasília) 
Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro (Fifa-MG) 
Assistentes: Fabricio Vilarinho da Silva (Fifa-GO) e Márcio Eustáquio Santiago (MG)
Cartões amarelos: Bruno Rangel (Chapecoense); Guiñazu (Vasco)
Cartões vermelhos: Christiano e Jhon Cley (Vasco)
Gol:
CHAPECOENSE: Neto, aos 29 minutos do segundo tempo
CHAPECOENSE: Danilo; Apodi, Rafael Lima, Neto e Dener; Bruno Silva (Maranhão), Elicarlos (Wagner), Cleber Santana, Hyoran (Roger) e Camilo; Bruno Rangel
Técnico: Vinícius Eutrópio
VASCO: Charles; Madson, Aislan, Anderson Salles e Christiano; Guiñazu, Serginho, Emanuel Biancucchi (Jhon Cley) e Julio Cesar; Riascos (Thalles) e Gilberto (Lucas)
Técnico: Celso Rot

Pênalti garante empate contra CRB, mas não tira Boa da degola

Durou apenas uma rodada o alívio do Boa Esporte fora da zona de rebaixamento. Na noite deste sábado, a equipe mineira foi a Maceió e, apesar de ter arrancado empate por 1 a 1 nos acréscimos com gol de pênalti, retornou à faixa dos últimos quatro colocados da Série B do Campeonato Brasileiro.
O time alagoano, por sua vez, deixa escapar dois pontos e chega apenas a 14, mantendo-se na nona colocação. Na próxima rodada da competição, toda ela na terça-feira, visita o Santa Cruz, no Recife. Já o Boa, que fica com dez pontos, jogará em Varginha contra o Vitória.
O primeiro gol da partida saiu aos 18 minutos, após cruzamento de Clebinho da linha de fundo, Zé Carlos pegou mal na bola, mas acabou enganando o goleiro Andrey, que esperava uma bola baixa, caiu antes e foi encoberto já dentro do gol.
A equipe boveta teve grande oportunidade de empatar aos 34 minutos, porém Chapinha incrivelmente a desperdiçou. Depois de ter aproveitado erro da defesa e fintado o goleiro Bruno (que havia entrado no intervalo, depois de Júlio César passar mal), ele escorregou no momento do chute.
Dois minutos depois, o CRB respondeu com uma finalização de fora da área, de Olívio, no travessão. Chance que acabou fazendo falta, já que, aos 46 minutos, Radamés converteu penalidade sofrida por Márcio Diogo e arrancou o empate em Maceió.
FICHA TÉCNICA
CRB X BOA ESPORTE
Local: Estádio Rei Pelé, em Maceió (AL) 
Data: 4 de julho 2015 (sábado)
Horário: 21 horas (de Brasília) 
Árbitro: Gleydson Ferreira Leite (PE) 
Assistentes: Marcelino Castro de Nazaré (PE) e Marlon Rafael Gomes de Oliveira (PE)
Cartões amarelos: Pery, Maxwell e Olívio (CRB); Andrey, Everton Sena e Pirão (Boa Esporte)
Gols: CRB: Zé Carlos, aos 18 minutos do primeiro tempo
Radamés (pênalti), aos 46 minutos do segundo tempo
CRB: Júlio César; Paulo Sérgio, Gabriel, Audálio e Pery; Olívio, Glaydson Almeid (Bruno)a, Leandro Brasília (Maxwell) e Clebinho (Daniel Marques); Wellington Saci e Zé Carlos
Técnico: Mazola Júnior
BOA ESPORTE: Andrey; Sheslon, Wallace, Éverton Sena e Pirão; Moacir, Radamés, Alê (Erick Luis) e Clébson (Chapinha); Bruno Felipe (Márcio Diogo) e João Paulo
Técnico: Moacir Júnior

Série B

21h00



CRBCRB
Boa Esporte ClubeBOA

Brasileirão

21h00


ChapecoenseCHA
VascoVAS


Brasileirão

21:00


CruzeiroCRU
Atlético-PRCAP

Série B

21:00

América-MGAMG
Mogi MirimMOG

Série C

20h00


FortalezaFOR
América-RNARN

Série C

19h00



Cuiabá-MTCUI
SalgueiroSAG

Copa do Mundo feminina

17h00


Alemanha (F)ALE
Inglaterra (F)ING

Copa América

17h00



Chile4 CHI
ArgentinaARG 1

Inacreditável', celebra Jankovic ao bater Kvitova

Londres (Inglaterra) – A sérvia Jelena Jankovic foi a responsável pela eliminação mais importante na chave feminina de Wimbledon até o momento. A ex-número 1 do mundo superou a atual campeã Petra Kvitova de virada, revertendo um 2/4 no segundo set da partida.
“Não consigo parar de sorrir. Estou muito feliz, não sei explicar. É uma grande vitória para mim, especialmente na Quadra Central contra uma bicampeã. É realmente incrível”, comemorou Jankovic. “No geral, fico feliz de poder ficar forte e positiva. Estava um set e uma quebra abaixo no segundo, mas consegui ficar calma. Fui corajosa no final e aqui estou. Inacreditável”.
Wimbledon é o único Slam em que Jankovic não chegou às semifinais ou quartas. “Estou contente de estar competitiva na grama. Não é meu piso favorito e a Petra é tão boa aqui”, afirmou a sérvia. “Com o passar do jogo, comecei a me sentir cada vez melhor. O ‘timing’ da minha bola melhorou, ficou mais funda”, explicou.
“Virou uma questão de quem confirmava por mais tempo. Especialmente no terceiro set, você precisa se concentrar e jogar um ponto de cada vez. Fui melhor no final e tive um pouco de sorte também”, acrescentou a jogadora de 30 anos, que terá pela frente a polonesa Agnieszka Radwanska nas oitavas.
Um aspecto surpreendente da campanha de Jankovic é o seu aproveitamento no serviço, um dos melhores do torneio até o momento. “Meu saque não é tão veloz quanto o de outras garotas. Mas eu atinjo os pontos que quero e isso é eficiente. Meu serviço funcionou muito, principalmente o primeiro. Foi difícil para a Petra atacar e devolver mais bolas”, analisou.
O tênis de Jankovic não é o mesmo de quando ela liderou o ranking, em 2008, mas a sérvia ainda acredita que pode voltar a ser uma das principais candidatas aos grandes títulos: “Sempre acho que posso conseguir. Não sou velha. Ainda sou jovem no coração e minha aparência está ótima (risos). Fiquei vários anos no top 10, fui número 1, já enfrentei todas essas jogadoras. Trabalhando e acreditando em mim mesma, espero voltar àquele nível”.

Série B

16h30



BragantinoBRG
Santa Cruz-PESTA

Série B

16h30


BragantinoBRG
Santa Cruz-PESTA

Série B

16h30



ABCABC
MacaéMAC

Série B

16h30




VitóriaVIT
BahiaBAH

Série B

16h30




NáuticoNAU
OesteOES

Série C

16h00




Tombense-MGTOM
Brasil de PelotasBRA

Brasileirão

15h00



CoritibaCTB
JoinvilleJEC

Série C

11h00




JuventudeJUV
PortuguesaPOR

Alexandre Mattos, o homem do futebol do Palmeiras: "Tomei uma atitude corajosa".

"Tomei uma atitude que poucos tomariam na vida, larguei o Cruzeiro onde estava tudo bem e vim para um clube difícil que é o Palmeiras, com muita pressão interna e externa". Assim Alexandre Mattos resume sua mudança de clube na virada de 2014 para 2015. E 24 contratações depois, ele conversou com o blog.
REPRODUÇÃO
Alexandre Mattos quando estrelou no novo comercial do programa sócio-torcedor
Alexandre Mattos quando estrelou no novo comercial do programa sócio-torcedor

Como tomaram a decisão de mudar quase que totalmente o elenco do Palmeiras?
Sou avesso a mudanças radicais, mas o elenco do Palmeiras precisava ser modificado. Tínhamos que criar uma autoestima. No começo ninguém queria vir, era difícil e por isso um elenco todo novo. E tinha dinheiro para isso, não do presidente, e com a alavancada que demos no elenco vieram patrocinadores, saindo de 55 mil sócios para 130 mil. É óbvio que se você contrata muito vai errar e acertar. A Parmalat chegou ao Palmeiras em 1992 e só ganhou os títulos em 1993 e 1994. E a Libertadores apenas em 1999. O Atlético e o Cruzeiro brigaram para não cair antes dos títulos recentes. Estamos tentando acelerar esse processo. E o que nos dá muito trabalho é o extracampo. Faltava um fisiologista em tempo integral, um departamento voltado à análise de desempenho, vários pontos que melhoramos e que oferecerão uma base sólida. Por que agora um centroavante? Por que após cinco meses percebemos que era preciso. No início do ano o Palmeiras não tinha uma base. Sonho em fazer coisas interessantes dentro da realidade que o clube pode fazer. Aqui no Palmeiras além do Presidente temos o COF (Conselho de Orientação Fiscal). A folha subiu, a receita também. Claro que podemos fazer ajustes, saídas e chegadas de novos jogadores.
Quanto custa mensalmente o elenco do Palmeiras?
Não posso falar em números porque é uma questão interna do clube, embora saibamos que vai aparecer lá na frente em balanço. Posso dizer que teve um acréscimo na folha em torno de 20% se compararmos com 2014, mas a receita também aumentou consideravelmente. E é importante dizer que tudo é feito dentro de um orçamento aprovado. Quando pensamos em brigar na parte de cima da tabela, claro que precisamos investir e no caso do Palmeiras era preciso montar um elenco todo.
João Paulo, Amaral, Andrei Girotto, Felype Gabriel, Kelvin, Aranha, Ryder ... Tem gente que mal jogou ou nem atuou. Você se arrependeu de alguma contratação?
Não, porque todas têm sua importância. Muitas vezes você contrata um jogador e ele não está atuando porque o titular não dá brechas. E é preciso ter um planejamento que justifique o porquê da contratação. Alguns podem jogar num primeiro momento e render depois. Há até os que chegam para tirar outros da zona de conforto. Aranha na atua porque o titular, Fernando Prass, não dá brecha e sabemos que os dois têm condições de jogar. Para o Amaral jogar tem que sair alguém, mas os titulares não estão dando espaço. Há outros casos, como o do Andrei (Girotto), que é uma promessa. Todos têm sua importância e elenco precisava ser forte.
CESAR GRECO/AG PALMEIRAS/DIVULGAÇÃO
Marcelo Oliveira Paulo Nobre Alexandre Mattos durante um treino do Palmeiras
Marcelo Oliveira Paulo Nobre Alexandre Mattos durante um treino do Palmeiras
Allan Patrick mal jogou e já saiu...
Poderia estar conosco, mas foi um negócio que surgiu, uma oportunidade.
Você tem enorme poder no futebol do clube, isso não é perigoso, um homem com tamanho poder de decisão, especialmente quando passa a ser idolatrado pela torcida e vira até garoto-propaganda? As estrelas são os jogadores e a comissão técnica, meu trabalho é fazer com que tenham condições de trabalho, meu papel é o da gestão de tudo o que acontece dentro do clube. Quando saí de um Cruzeiro bicampeão e vim para um clube que passou dois anos em dificuldade, é natural que se crie a expectativa de que as coisas deem certo novamente. Mas não existe um todo-poderoso, mágico ou pop-star. Na realidade é uma gestão profissional e o clube determina tudo. E não trabalho sozinho, não foi assim no América, Cruzeiro e agora no Palmeiras.
Levando em conta relação custo-benefício, qual sua melhor contratação quando esteve no Cruzeiro?
O Cruzeiro começou o planejamento em 2012, a grande maioria dos que chegaram para 2013 estavam lá no segundo semestre do ano anterior. Para o público foi uma surpresa a quantidade, mas já estávamos monitorando. A maior contratação foi o equilíbrio e o coletivo. Podemos citar Éverton Ribeiro e Ricardo Goulart por terem chegado à seleção brasileira, mas o coletivo funcionou bem para que eles se destacassem. Dagoberto, William, Dedé, Bruno Rodrigo, Ceará, Tinga, Egídio, Henrique, todos tiveram importância.
E a pior, a que não correspondeu?
Citar um jogador ou outro seria uma indelicadeza. Todo jogador do elenco tem sua importância, jogando ou incomodando quem está jogando, se preparando para substituir quem está no time titular. Mas obviamente existem ajustes, como os que estão sendo feitos no Palmeiras. A saída de Tóbio para o Boca Juniors, por exemplo, faz parte desses ajustes.
Nem o Júlio Baptista?
No futebol sempre se vai acertar e errar. Mas a chegada dele foi importante para o Cruzeiro. Diego Souza havia saído e não tínhamos jogadores de costas mais largas para suportar aquele momento e ele ajudou. Mas é óbvio que depois de certo tempo se avalia, se ajusta. Mas a chegada dele motivou os cruzeirenses, mostrou quais eram os objetivos do Cruzeiro e passamos o bicampeonato sem atrasar um dia de salário.
Ainda há espaço ainda para não clube de futebol que não paga em dia?
Houve momento em que isso acontecia mais. Depois de algum tempo os gestores perceberam isso e começaram a aparecer os profissionais de gestão do futebol. E é fundamental fazer o que é correto, o que é direito. O futebol tem cobrança o tempo todo e para você ter isso a casa tem que estar em ordem. E aí tem o mérito do nosso presidente que montou um planejamento administrativo-financeiro.
REPRODUÇÃO ESPN
O torcedor Guilherme recebe a camisa número 100 das mãos de Alexandre Mattos
O torcedor Guilherme recebe a camisa número 100 das mãos de Alexandre Mattos
Os garotos da base têm pouco espaço num clube que adota a política de muitas contratações, como você vê essa situação hoje no Palmeiras?
Pode ter clube igual, mas não existe outro mais voltado à base como o Palmeiras. Temos um trabalho sério, os jogadores são observados pelo técnico do time de cima, o Marcelo Oliveira e antes eram pelo Oswaldo (de Oliveira). Os atletas profissionais fazem palestras para categorias de base, o clube tem muitos jogadores na base, mas a oportunidade de atuar vai acontecer dentro de uma transição o menos drástica possível. Alguns jovens são emprestados para ganhar experiência e no ano passado a dificuldade técnica existia e foi preciso apressar o aproveitamento deles de maneira até perigosa. O Cruzeiro subiu vários jogadores nos últimos anos, mesmo com muitas contratações. Na base temos os três pilares: captação, formação e transição.
Profissionais como você e Rodrigo Caetano, por exemplo, se valorizaram muito nos últimos anos. Qual a importância de um diretor remunerado, profissional?
Eu diria que é preciso primeiro entender o papel desse gestor do departamento de futebol. Não é só uma pessoa que faz contratações. Eles faz gestão diária de pessoas e processos. Envolve todo um departamento e você tem que gerir aproximadamente 70 pessoas, um elenco profissional e 100 a 150 meninos das divisões de base. A importância é grande, o gestor precisa ser capaz de dar tranquilidade aos profissionais da melhor maneira possível, fazendo uma ligação, um elo com o presidente e os demais diretores. É um cargo de extrema relevância num clube. Paulo Angioni, Eduardo Maluf, Rodrigo Caetano, entre outros grandes profissionais precisam demonstrar a importância de uma gestão profissional e interação entre todos os departamentos, jogadores, etc. São vários departamentos envolvidos. O futebol exige 24 horas de dedicação, não tem feriado, não paramos um minuto e não é mais possível alguém que não seja profissional fazendo esse trabalho.