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sábado, 28 de março de 2015
Argentina bate Carol Alves e tenta mais um título
Foto: Divulgação

Polonesa Kawa inicia temporada no saibro brasileiro
Polonesa Kawa inicia temporada no saibro brasileiro
Promessa de 18 anos, Podoroska foi campeã em São José dos Campos, há duas semanas. A argentina, que está em busca de seu sétimo troféu em simples, reverteu o placar de 4/0 a favor de Carol no primeiro set. “Estava pecando na definição dos pontos, mas sabia que era questão de ter mais atenção nisso. Ela também começou muito sólida, teve méritos. Fiquei tranquila e aproveitei as chances para virar”, disse a finalista.
A polonesa Katarzyna Kawa impediu uma final entre compatriotas ao superar a argentina Victoria Bosio por duplo 6/3. A tenista de 22 anos tenta seu segundo título em simples. “Eu me sinto ótima, é meu melhor resultado em 2015. Foi um jogo duro, tinha muita sombra na quadra e estava difícil para enxergar a bola”, afirmou Kawa.
As duas finalistas estiveram frente a frente nas quartas de final em Ribeirão Preto, na última semana, e a argentina levou a melhor na ocasião, por 6/2 e 7/6 (7-5). “É muito legal chegar a outra final, não há melhor maneira de começar melhor a temporada”, comemorou Podoroska. “Ela não tem medo de vencer, mas acho que posso batê-la”, finalizou Kawa.
Podoroska teve a chance de conquistar o título de duplas nesta sexta, ao lado da compatriota Guadalupe Perez Rojas, mas a parceria perdeu para as também argentinas Ana Monllau e Constanza Vega. As campeãs triunfaram com parciais de 3/6, 6/3 e 11-9 no match-tiebreak. “Salvamos match-points na segunda rodada e hoje”, lembrou Vega. “Poderia ter ido para qualquer lado, mas felizmente veio para o nosso”, completou.
O Circuito Feminino Future de Tênis é apresentado pelo Itaú, através da Lei de Incentivo ao Esporte/Ministério do Esporte/Governo Federal e tem o apoio dos Correios. A realização é do Instituto Esperança do Amanhã. O site oficial é o www.circuitotenisfeminino.com.
Evolução da seleção brasileira vale mais que a virada sobre França - o perigo é a ilusão!
Uma virada sobre a França no estádio da derrota na final da Copa do Mundo em 1998 não pode ser desprezada. Mesmo em amistoso, é resultado que vai para a história. Não contraria, porém, a lógica de que em partidas que não valem três pontos, o desempenho é mais importante que o placar.
A boa notícia é que a seleção brasileira de Dunga mostrou evolução no Stade de France, principalmente no segundo tempo. Quando a organização e a posse de bola ganharam mobilidade e rapidez.
Na primeira etapa, controle com bola rolando. 58% de posse e seis finalizações a três - três a dois no alvo. Mas cometeu cinco faltas e cedeu o mesmo número de escanteios. O suficiente para Varane abrir o placar e a defesa brasileira sofrer nas jogadas aéreas em bolas paradas.
Porque a França, no mesmo 4-1-4-1 da Copa, penou sem Pogba no meio-campo e perdeu fluência nas ações ofensivas. Variação só quando Valbuena e Griezmann trocavam de lado ou o atacante do Atlético de Madri se juntava a Benzema. Pouco.
O Brasil, porém, não se impôs como poderia. Também pela imobilidade nas duas linhas de quatro, que deixavam espaços entre as linhas para os franceses. Willian e Oscar abertos, Neymar mais avançado e partindo do lado esquerdo.
REPRODUÇÃO TV GLOBO
Flagrante do 4-4-2 brasileiro bem postado, mas deixando espaços entre os setores para os jogadores franceses.
Só Firmino se movimentava e atacava os espaços entre as linhas que o volante Schneiderlin tentava fechar. Quando Oscar infiltrou em diagonal, Firmino acertou o passe e o meia do Chelsea empatou.
No segundo tempo, mais movimentação e participação coletiva. Elias e Luiz Gustavo avançaram como meio-campistas, Willian e Oscar saíram dos flancos para o centro, procurando Firmino e Neymar. Elias para Willian, deste para o camisa dez e craque. 43º em 61 jogos. Quinto maior artilheiro da seleção brasileira, aos 23 anos. Fenômeno.
A senha para a seleção francesa colocar intensidade e voltar a aproveitar as brechas entre as linhas que o Brasil de Dunga continuou cedendo e fez Jefferson trabalhar um pouco mais. A compactação dos setores é algo a ser aprimorado. Já a marcação adiantada surtiu efeito, com várias bolas roubadas no campo de ataque.
ANDRÉ ROCHA

Seleção brasileira com duas linhas de quatro e posse de bola que ganhou mobilidade e rapidez no segundo tempo para superar o 4-1-4-1 francês.
Tudo se resolveu com o gol de Luiz Gustavo em cobrança de escanteio de Willian. O troco no jogo aéreo que consagrou Zidane há quase 17 anos. Dunga só mudou peças a partir dos 37 minutos, depois que Didier Deschamps já havia feito três substituições. Interessante para melhorar o entrosamento, mas também uma chance perdida de testar e observar, em tese o objetivo dos amistosos.
Para Dunga é como se valessem três pontos. Nitidamente a proposta das mudanças foi fechar o time e ganhar tempo para administrar os 3 a 1. Foco total no resultado para melhorar os números e "calar os críticos", obsessão do treinador que beneficia também o discurso oportunista de dirigentes e formadores de opinião que capitalizam com o ufanismo.
Eis o perigo: a ilusão das sete vitórias consecutivas no país em que se costuma olhar apenas o resultado. A seleção ainda tem muito a progredir. Natural pelo pouco tempo de trabalho. Na Copa América, vale mais seguir aprimorando o novo estilo. Mas a seleção de Dunga, Marin e Del Nero vai atrás do título, custe o que custar.
A meta: com a taça, varrer os 7 a 1 para debaixo do tapete o mais rápido possível, reforçar o discurso do "apagão" e recuperar a imagem de vencedor. Cômodo e conveniente para muitos, mas será positivo para o futebol brasileiro?
Por ora, vale bem mais a boa atuação em Saint-Denis.
Abaixo a ditadura do Sócio Torcedor. Turma do Cappuccino talvez o prefira no shopping
Torcedor é a pessoa que torce, apóia em competições esportivas. Um incondicional admirador! Ninguém precisa ser sócio para ser torcedor. A criança que descobre a paixão por um clube não depende de carteirinha. O sentimento vale milhões de vezes mais do que um pedaço de plástico com nome, RG e foto 3 por 4.
Quem torce e deseja ver seu time de perto fica cada vez mais distante disso. O que já foi simples, para muitos está se transformando em sonho: acompanhar de fato os jogadores, lá no estádio, gritar por eles, torcer por eles, vibrar com eles. Criaram uma barreira entre o torcedor e sua velha paixão.
Tal parede só pode ser derrubada mediante pagamentos mensais ao clube. Como se apenas o dinheiro pudesse provar que o sujeito é mesmo torcedor daquele time. Como se fosse para a maioria uma moleza desembolsar a taxa mensal. Isso num país cuja renda média domiciliar per capita é de R$ 1.052,00.
Leia mais: Ingleses protestam contra preços abusivos no futebol
É caro. Tanto os R$ 39,90 cobrados pelo Flamengo e que dão "descontos na compra de ingressos" como os R$ 70 mensais do Palmeiras, que permitem acesso direto ao setor menos "nobre" na arena do presidente Paulo. A maioria não pode pagar por isso. E alguns podem e não querem por não serem muitos dos programas bem elaborados.
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Mauro questiona a ditadura do sócio-torcedor: 'Estão fazendo futebol para a classe-média'
Futebol é prioritariamente paixão. Mas mesmo observando sob a perspectiva do negócio, como fazem tantos "especialistas" que se multiplicam por aí, é evidente que não há demanda. O Palmeiras comemorou efusivamente a quebra da barreira dos 100 mil "Sócios Avanti". Mas o que isso de fato representa? Só 1% dos apaixonados pelo Palestra, segundo pesquisas.
Os dos R$ 69,90 mensais no plano palmeirense têm direito a ingressos para todos os jogos no novo estádio. Mas há uma restrição: cabem menos de 9 mil pessoas no setor destinado a quem paga tal quantia e quer ir sem desembolsar mais dinheiro. É obvio que pouquíssimos podem aproveitar tal benefício. E as pessoas falam como se todos pudessem pagar esse valor e não faltar a jogo algum sem um centavo a mais.
No estádio do Corinthians, explica o companheiro Rodrigo Vessoni do Diário Lance!, há sete setores. Dois mais acessíveis, um intermediário e quatro caros. Isso explica a enorme dificuldade do Fiel Torcedor que deseja comprar ingresso mais barato e, por exemplo, associados ao programa pagando R$ 200 por um jogo da Libertadores. Imagine a situação do corintiano não sócio. A massacrante maioria!
Eduardo Tironi definiu bem. Num avião há muito mais lugares na classe econômica. Motivo? Em geral as pessoas só podem pagar por aquele tíquete, o mais acessível. Há uma parcela reduzida destinada à executiva e outra, ainda menor, chamada de primeira classe, que é caríssima. As companhias distribuem os assentos nas aeronaves de acordo com a demanda. No estádio de futebol tal lógica é quase ignorada.
GILVAN DE SOUZA/FLA IMAGEM
Eduardo da Silva na partida contra o Bangu, no Maracanã: cadeiras vazias ao fundo
Eduardo da Silva na partida contra o Bangu, no Maracanã: cadeiras vazias ao fundo
Se o Palmeiras tem aproximadamente 1% de sua torcida associada, o que dizer de São Paulo, Flamengo, Corinthians, Inter, Atlético, Cruzeiro, etc? Esses tem pontos percentuais ainda menores na proporcão entre os que aderiram aos programas e os fanáticos pelos clubes. Quase nada diante do gigantismo de suas torcidas. E a explicação, na maioria das vezes, é econômica: o cidadão não tem essa grana disponível, sobrando, para dar religiosamente ao clube.
Seria sensacional se os preços dos ingressos fossem acessíveis e proporcionais à demanda, à procura. Com os programas de sócio torcedor proporcionando aqueles que podem e querem contribuir, vantagens sobre os que pagam os ingressos avulsos, entre outros benefícios. Eles se tornariam atraentes e não haveria segregação.
Mas não é o que acontece no Brasil. Os bilhetes foram encarecidos, criaram a dificuldade para vender a solução: o programa sócio torcedor, evidentemente. Quem não se associa, que se vire, que não compareça ao jogo, veja pela televisão ou vá dormir. Na cabeça de alguns, talvez a expressão seja "que se dane" mesmo.
GAZETA PRESS
Leandro Damião marcou no empate do Cruzeiro: Mineirão quase deserto
Leandro Damião marcou no empate do Cruzeiro: Mineirão quase deserto
Na final da Copa do Brasil de 2014 um grande momento do futebol mineiro, Atlético e Cruzeiro decidindo em dois jogos, que levaram a Independência e Mineirão 70% dos torcedores que os estádios comportariam. O óbvio motivo, ingressos a preços proibitivos. E o clube da massa foi campeão longe da maior parte dela, que tanto ajudou contra Corinthians e Flamengo nas épicas viradas de 4 a 1.
A ditadura do sócio torcedor cria outro obstáculo para o amante do futebol que, independentemente de ser o seu time ou não em campo, se dispõe a sair de casa para ver boas partidas. Fiz isso minha vida toda e cheguei a frequentar geral e arquibancada do Maracanã quatro vezes na mesma semana vendo Vasco, Fluminense, Flamengo e Botafogo em jogos de campeonatos carioca e brasileiro. Quem pode fazer isso hoje?
A defesa do atual modelo é feita pelos que só vêem o estilo de vida classe média. Pelos que acham R$ 70 mensais mixaria. Pelos que esquecem de onde vieram ao melhorarem de vida. Vamos observar quem está embaixo nessa pirâmide? Que ama seu time e quer ir ao futebol. Afinal, há espaços sobrando (e como!) nas arquibancadas encadeiradas.
Estamos diante de uma ditadura. A ditadura do sócio torcedor. E a resposta é espontânea. O exageradamente badalado Palmeiras x São Paulo não levou mais do que 57% do número de torcedores que o Allianz Parque comporta. O Mineirão recebeu 10% da capacidade em Cruzeiro x Mamoré. E o Maracanã 8% em Flamengo x Bangu. Mesmo o Corinthians com suas belas médias não costuma lotar Itaquera.
Como escreveu o fã de esportes Ricardo Lima Camilo, "os programas de Sócio Torcedor não podem ser vistos apenas como facilitador para compra de ingressos. Falta criatividade aos dirigentes". E isso acontece apesar da parceria com a Ambev, que dá descontos em compras no supermercado, por exemplo.
Eu me incomodo ao ver tantas cadeiras vazias repetidas vezes em consecutivos jogos de futebol em nosso país. Reflexo, sim, de campeonatos pouco atraentes, mas também de uma política de preços de ingressos restritiva e elitista. Eles só estão de olho no "torcedor capuccinno". Que talvez prefira saborear sua bebida no shopping center.
PS: não sou contra os programas de sócios torcedores, mas contrário à idéia de que a pessoa precisa pagar obrigatoriamente R$ 100, R$ 200 para ver UM jogo de seu time, caso não concorde em se associar. Ou não possa pagar o "dízimo" mensal.
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Mauro: o povo sempre sustentou futebol
Quem torce e deseja ver seu time de perto fica cada vez mais distante disso. O que já foi simples, para muitos está se transformando em sonho: acompanhar de fato os jogadores, lá no estádio, gritar por eles, torcer por eles, vibrar com eles. Criaram uma barreira entre o torcedor e sua velha paixão.
Tal parede só pode ser derrubada mediante pagamentos mensais ao clube. Como se apenas o dinheiro pudesse provar que o sujeito é mesmo torcedor daquele time. Como se fosse para a maioria uma moleza desembolsar a taxa mensal. Isso num país cuja renda média domiciliar per capita é de R$ 1.052,00.
Leia mais: Ingleses protestam contra preços abusivos no futebol
É caro. Tanto os R$ 39,90 cobrados pelo Flamengo e que dão "descontos na compra de ingressos" como os R$ 70 mensais do Palmeiras, que permitem acesso direto ao setor menos "nobre" na arena do presidente Paulo. A maioria não pode pagar por isso. E alguns podem e não querem por não serem muitos dos programas bem elaborados.
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Mauro questiona a ditadura do sócio-torcedor: 'Estão fazendo futebol para a classe-média'
Futebol é prioritariamente paixão. Mas mesmo observando sob a perspectiva do negócio, como fazem tantos "especialistas" que se multiplicam por aí, é evidente que não há demanda. O Palmeiras comemorou efusivamente a quebra da barreira dos 100 mil "Sócios Avanti". Mas o que isso de fato representa? Só 1% dos apaixonados pelo Palestra, segundo pesquisas.
Os dos R$ 69,90 mensais no plano palmeirense têm direito a ingressos para todos os jogos no novo estádio. Mas há uma restrição: cabem menos de 9 mil pessoas no setor destinado a quem paga tal quantia e quer ir sem desembolsar mais dinheiro. É obvio que pouquíssimos podem aproveitar tal benefício. E as pessoas falam como se todos pudessem pagar esse valor e não faltar a jogo algum sem um centavo a mais.
No estádio do Corinthians, explica o companheiro Rodrigo Vessoni do Diário Lance!, há sete setores. Dois mais acessíveis, um intermediário e quatro caros. Isso explica a enorme dificuldade do Fiel Torcedor que deseja comprar ingresso mais barato e, por exemplo, associados ao programa pagando R$ 200 por um jogo da Libertadores. Imagine a situação do corintiano não sócio. A massacrante maioria!
Eduardo Tironi definiu bem. Num avião há muito mais lugares na classe econômica. Motivo? Em geral as pessoas só podem pagar por aquele tíquete, o mais acessível. Há uma parcela reduzida destinada à executiva e outra, ainda menor, chamada de primeira classe, que é caríssima. As companhias distribuem os assentos nas aeronaves de acordo com a demanda. No estádio de futebol tal lógica é quase ignorada.
GILVAN DE SOUZA/FLA IMAGEM
Eduardo da Silva na partida contra o Bangu, no Maracanã: cadeiras vazias ao fundo
Eduardo da Silva na partida contra o Bangu, no Maracanã: cadeiras vazias ao fundo
Se o Palmeiras tem aproximadamente 1% de sua torcida associada, o que dizer de São Paulo, Flamengo, Corinthians, Inter, Atlético, Cruzeiro, etc? Esses tem pontos percentuais ainda menores na proporcão entre os que aderiram aos programas e os fanáticos pelos clubes. Quase nada diante do gigantismo de suas torcidas. E a explicação, na maioria das vezes, é econômica: o cidadão não tem essa grana disponível, sobrando, para dar religiosamente ao clube.
Seria sensacional se os preços dos ingressos fossem acessíveis e proporcionais à demanda, à procura. Com os programas de sócio torcedor proporcionando aqueles que podem e querem contribuir, vantagens sobre os que pagam os ingressos avulsos, entre outros benefícios. Eles se tornariam atraentes e não haveria segregação.
Mas não é o que acontece no Brasil. Os bilhetes foram encarecidos, criaram a dificuldade para vender a solução: o programa sócio torcedor, evidentemente. Quem não se associa, que se vire, que não compareça ao jogo, veja pela televisão ou vá dormir. Na cabeça de alguns, talvez a expressão seja "que se dane" mesmo.
GAZETA PRESS
Leandro Damião marcou no empate do Cruzeiro: Mineirão quase deserto
Leandro Damião marcou no empate do Cruzeiro: Mineirão quase deserto
Na final da Copa do Brasil de 2014 um grande momento do futebol mineiro, Atlético e Cruzeiro decidindo em dois jogos, que levaram a Independência e Mineirão 70% dos torcedores que os estádios comportariam. O óbvio motivo, ingressos a preços proibitivos. E o clube da massa foi campeão longe da maior parte dela, que tanto ajudou contra Corinthians e Flamengo nas épicas viradas de 4 a 1.
A ditadura do sócio torcedor cria outro obstáculo para o amante do futebol que, independentemente de ser o seu time ou não em campo, se dispõe a sair de casa para ver boas partidas. Fiz isso minha vida toda e cheguei a frequentar geral e arquibancada do Maracanã quatro vezes na mesma semana vendo Vasco, Fluminense, Flamengo e Botafogo em jogos de campeonatos carioca e brasileiro. Quem pode fazer isso hoje?
A defesa do atual modelo é feita pelos que só vêem o estilo de vida classe média. Pelos que acham R$ 70 mensais mixaria. Pelos que esquecem de onde vieram ao melhorarem de vida. Vamos observar quem está embaixo nessa pirâmide? Que ama seu time e quer ir ao futebol. Afinal, há espaços sobrando (e como!) nas arquibancadas encadeiradas.
Estamos diante de uma ditadura. A ditadura do sócio torcedor. E a resposta é espontânea. O exageradamente badalado Palmeiras x São Paulo não levou mais do que 57% do número de torcedores que o Allianz Parque comporta. O Mineirão recebeu 10% da capacidade em Cruzeiro x Mamoré. E o Maracanã 8% em Flamengo x Bangu. Mesmo o Corinthians com suas belas médias não costuma lotar Itaquera.
Como escreveu o fã de esportes Ricardo Lima Camilo, "os programas de Sócio Torcedor não podem ser vistos apenas como facilitador para compra de ingressos. Falta criatividade aos dirigentes". E isso acontece apesar da parceria com a Ambev, que dá descontos em compras no supermercado, por exemplo.
Eu me incomodo ao ver tantas cadeiras vazias repetidas vezes em consecutivos jogos de futebol em nosso país. Reflexo, sim, de campeonatos pouco atraentes, mas também de uma política de preços de ingressos restritiva e elitista. Eles só estão de olho no "torcedor capuccinno". Que talvez prefira saborear sua bebida no shopping center.
PS: não sou contra os programas de sócios torcedores, mas contrário à idéia de que a pessoa precisa pagar obrigatoriamente R$ 100, R$ 200 para ver UM jogo de seu time, caso não concorde em se associar. Ou não possa pagar o "dízimo" mensal.
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Mauro: o povo sempre sustentou futebol
Rio de Janeiro será o único representante brasileiro no Campeonato Mundial de Clubes
Acabou o sonho de Osasco e Sesi serem convidados para o Campeonato Mundial de Clubes que acontece entre os dias 6 e 10 de maio em Zurique, na Suíça. O time de Bernardinho conquistou a vaga no Campeonato Sul-Americano.
Nessa semana a FIVB divulgou que o Mirador, da República Dominicana seria a segunda convidada. O primeiro time que recebeu convite foi o Dínamo Krasnodar da Rússia que conta com as brasileiras Fernanda Garay e Fabíola. O time dominicano é dirigido pelo brasileiro Marcos Kwiek, que confirmou a vaga nas suas redes sociais.
Além dos times russo e dominicano, já estão confirmados no evento: Hisamitsu Springs, campeão asiático e o Volero Zurich, anfitrião do torneio. A FIVB já definiu que o Campeonato Mundial masculino será apenas em outubro em Belo Horizonte.
Apesar de ter perdido o Campeonato Sul-Americano para o UPCN da Argentina, o Cruzeiro foi confirmado pela FIVB e será o representante brasileiro na competição.
Adequação de estatuto à responsabilidade fiscal causa racha no Fla; presidente do Deliberativo renuncia
REPRODUÇÃO

Trecho da carta de renúncia de Delair Dumbrosck do Conselho Deliberativo do Flamengo
Em ano de eleição, o Flamengo ganhou nesta sexta-feira mais uma crise política. Um confronto de ideias sobre a votação de uma emenda ao estatuto do clube chamada "Lei de Responsabilidade Fiscal Rubro-Negra" causou a renúncia do presidente do Conselho Deliberativo do clube, Delair Dumbrosck.
Há alguns meses, os presidentes dos outros poderes do clube (diretor, administração, fiscal, assembleia geral e de grandes beneméritos) protocolaram um pedido para que fosse votada a "Lei de Responsabilidade Fiscal Rubro-Negra", um pacote de medidas elaborado na proposta de novo estatuto do grupo "Conte Comigo, Flamengo", ligado à situação, para adequar o clube à medida provisória de responsabilidade fiscal assinada pela presidente Dilma Rousseff na última semana.
Delair retardou o processo e perdeu o prazo para incluir a medida em votação. Em contrapartida, os outros presidentes, incluído Bandeira de Mello, se utilizaram do artigo 79 do estatuto do clube e convocaram a votação da emenda também para o dia 7 de abril, à revelia de Delair. Irritado, ele renunciou em carta entregue aos conselheiros nesta sexta-feira. Na primeira convocação, Delair indicara apenas a votação do Substitutivo para o estatuto do clube, alegando que o texto novo era de consenso geral, o que não ocorreu.
GAZETA PRESS
Delair Dumbrosck, ex-presidente do Flamengo
"Os motivos são vários. Sou cardiopata, tenho três safenas, já infartei duas vezes e não posso me aborrecer. Os caras vão e atravessam uma emenda, tiraram não se de onde que eu seria candidato (a presidente) e entenderam que essa aprovação da emenda estatutária seria benéfica. Não sou candidato a mais nada, fiz tudo pelo Flamengo. Convoco a reunião e eles vão, se juntam e me mandam umas convocação para votar a mesma coisa. Está errado. Bandeira deveria deixar a questão do Deliberativo e cuidar para que o Flamengo tenha um bom time no Brasileiro e não fique abaixo do décimo lugar", disparou Delair Dumbrosck.
Presidente do Flamengo em 2009, em substituição ao licenciado Márcio Braga, Delair apoiou a Chapa Azul, de Eduardo Bandeira de Mello, na última eleição do clube, em 2012. Em seguida foi eleito à presidência do Conselho Deliberativo e, por diversos desentendimentos, tornou-se oposição. Seu substituto na presidência do Conselho Deliberativo será Rodrigo Dunshee de Abranches.
Tentativa de salvar Capitão Léo é negada
Outro ponto polêmico no relacionamento entre Delair Dumbrosck e os diversos presidentes de poderes do Flamengo recentemente se deveu a uma possível tentativa de salvação de Leonardo Ribeiro, o Capitão Léo, de uma exclusão do quadro social rubro-negro.
Nos termos atuais, Capitão Léo seria expulso em caso de confirmação de mais uma punição, a segunda em menos de um ano. Ele foi condenado por agressão a um sócio e depois por ofensas ao vice-presidente de marketing, Luiz Eduardo Baptista, o Bap. As penas foram suspensas até novo julgamento. No primeiro caso, em meados de março, Capitão Léo teve a pena confirmada. Caso a suspensão por ofensas a Bap também seja corroborada, ele estaria fora do clube.
No entanto, por convocação de Delair Dumbrosck, o Conselho Deliberativo votaria o Substitutivo do estatuto dois dias antes do novo julgamento de Capitão Léo. Caso o o texto fosse aprovado, Leonardo Ribeiro não mais seria expulso, mas, sim, considerado inelegível para qualquer cargo no Flamengo por quatro anos. Delair nega a tentativa de favorecimento a Capitão Léo.
"Não muda nada. Só iria votar um item de responsabilidade fiscal. Não tem nada a ver com o Capitão Léo", completou Dumbrosck.
Durante a gestão de Bandeira, um dos pontos mais discutidos foi a mudança de estatuto do clube, de 1992, para moldá-lo à administração profissional, com respeito ao orçamento e sanções a quem comprometesse o patrimônio rubro-negro.
Foram quatro propostas apresentadas. A Pedra Rubi, de Capitão Léo e do grupo Fla-Tradição; a Fênix, também com apoio da Fla-Tradição, de oposição à gestão atual; a Conte Comigo, Flamengo, que tem apoio da atual diretoria; e a Acima de Tudo Rubro-Negro, dos conselheiros Lysias Itapicurú e Haroldo Couto. Em vez de votação no Conselho Deliberativo, Delair Dumbrosck propôs a formação de uma Comissão Especial, com representantes de cada projeto.
Contrariados, os integrantes do grupo "Conte Comigo, Flamengo" se retiraram da Comissão Especial. A redação do texto do Substitutivo, no entanto, não se tornou pública para análise antes da votação, inicialmente para o fim de dezembro de 2014. Em fevereiro, nova reunião foi marcada no clube para análise do Substitutivo. Em clima tenso, com bate-boca, nada foi definido. Diante da pressão, um texto foi apresentado e, de acordo com integrantes da situação, vários trechos do Pedra Rubi, de Capitão Léo, foram colocados no Substitutivo
O adeus do pequeno grande jogador de Santa Clara
REUTERS
Steve Nash, em ação pelo Phoenix Suns: vai deixar saudades
Não esqueço das primeiras cestas que vi de Steve Nash jogando pela Universidade de Santa Clara. Foi em um SportsCenter norte-americano, muito antes de imaginar que um dia trabalharia no canal.
O ano era 1995 e eu estava na categoria Mirim da Federação Paulista, jogando pela Hípica. Acompanhava tudo que era possível de NBA e college basketball. E dois jogadores me prendiam a atenção: Nash e Allen Iverson.
A diferença é que o segundo era extremamente badalado e fazia parte de um dos melhores programas do basquete universitário dos Estados Unidos. Já Nash teve que jogar muito para se destacar nacionalmente.
No ano seguinte, em 1996, o Draft teve uma das melhores classes de todos os tempos. Iverson saiu na primeira escolha para o Philadelphia 76ers. Na sequência vieram Marcus Camby, Shareef Abdur-Rahim, Stephon Marbury, Ray Allen e Antoine Walker. Todos vingaram, alguns mais do que outros, mas todos confirmaram o talento.
Steve Nash? Apenas a 15a escolha, atrás de Lorenzen Wright, Samaki Walker, Todd Fuller, Vitaly Potapenko... O Draft tem dessas coisas. Antes de seguirmos conversando sobre o sul-africano naturalizado canadense, mais dois detalhes: Kobe Bryant foi o 13o pick e Peja Stojakovic o 14o. Ruim a turma, né?!?!
Pois bem.
O armador entrou na NBA e demorou para engrenar. As duas primeiras temporadas pelo Phoenix Suns foram, de certa maneira, decepcionantes, com poucos minutos em quadra e números baixos. Depois do Draft de 1998 ele foi trocado com o Dallas Mavericks por Martin Müürsepp, Bubba Wells, direitos sobre Pat Garrity e uma futura escolha de primeira rodada - que, no final das contas, se tornou Shawn Marion, seu futuro companheiro.
Foram seis temporadas em Dallas que o consolidaram como um dos melhores armadores da liga. O retorno a Phoenix aconteceu em 2004-05 e a parceria inesquecível com Mike D'Antoni surgiu. O jogo de transição e alta velocidade dos Suns casou com perfeição ao estilo de Steve Nash.
A partir daí, as marcas históricas surgiram.
Mais assistências na história
1) John Stockton: 15.806
2) Jason Kidd: 12.091
3) Steve Nash: 10.335
4) Mark Jackson: 10.334
5) Magic Johnson: 10.141
1) John Stockton: 15.806
2) Jason Kidd: 12.091
3) Steve Nash: 10.335
4) Mark Jackson: 10.334
5) Magic Johnson: 10.141
- Único jogador a ter aproveitamentos de no mínimo 50% nos arremessos, 40% nos chutes de três pontos e 90% nos lances livres em quatro temporadas. Apenas outro jogador conseguiu números assim em mais de uma temporada: Larry Bird, em duas;
- Parou de jogar com médias de 49% nos arremessos, 42,8% nos chutes de três e 90,4% nos lances livres. Único da história no clube 49-40-90;
- Foi MVP das temporadas 2004-05 e 2005-06. Desde então, apenas LeBron James foi eleito duas vezes consecutivas. Na história, somente dez jogadores conseguiram tal feito, e ele é o único com menos de 1m98 com múltiplas conquistas.
Sim, muitos afirmarão: "mas nunca foi campeão". Entrou em um seleto grupo com Karl Malone, Charles Barkley, Allen Iverson, Derrick Rose e Kevin Durant. O clube dos atletas que foram MVP e nunca ganharam um título da NBA.
Houve o final de carreira. Duas temporadas com poucos jogos pelo Los Angeles Lakers, muitas lesões, a tentativa de recuperação e o anúncio derradeiro - ocorrido nos últimos dias - confirmando a aposentadoria.
Muitos o criticam por ter estendido demais a carreira. Sinceramente? Nunca criticarei um jogador por esticar a vida atlética ao máximo. Que direito eu tenho de definir o quanto pode jogar alguém? Critico a atuação, o rendimento, mas nunca a decisão de jogar. Se está lá ainda, e esse era o caso de Nash, estava porque ama o jogo.
Parou um dos grandes desse jogo, e uma parte enorme da minha lembrança de basquete.
Minas vence Praia Clube no terceiro jogo, fecha série e encara Rio de Janeiro na Superliga
O Minas triunfou nesta sexta-feira sobre o Praia Clube e encerrou a série de melhor de três partidas das quartas de final da Superliga feminina de vôlei. Após dois duelos equilibrados, a equipe de Belo Horizonte não teve dificuldades para vencer o clube de Uberlândia por 3 sets a 0, com parciais de 25/17, 25/22 e 25/19, avançando à próxima fase.
Jaqueline, do Minas, foi a maior pontuadora do duelo com 25 anotações. Pelo lado do Praia Clube, Ramírez e Sassá foram as líderes, ambas com nove pontos.
Na semifinal, o Minas irá enfrentar o Rexona-Ades, melhor equipe da fase classificatória da Superliga, que eliminou o São Caetano na fase de quartas de final em dois jogos. As partidas serão realizadas nos dias 3 e 17 de abril.
Nos duelos anteriores, as equipes haviam vencido na casa de seus adversários. O Minas superou o Praia Clube por 3 a 2 em Uberlândia, e depois tomou o troco em Belo Horizonte, também por 3 a 2.
O jogo
Mesmo fora de casa, o Minas tomou conta do primeiro set em Uberlândia. Com boas ações ofensivas de Jaqueline, Carol Gattaz e Carla, o time de Belo Horizonte abusou dos pontos de bloqueio e triunfou sobre o Praia Clube pelo placar de 25/17.
Mesmo fora de casa, o Minas tomou conta do primeiro set em Uberlândia. Com boas ações ofensivas de Jaqueline, Carol Gattaz e Carla, o time de Belo Horizonte abusou dos pontos de bloqueio e triunfou sobre o Praia Clube pelo placar de 25/17.
No segundo set, Jaqueline chamou novamente a responsabilidade e liderou a equipe do Minas para o triunfo da parcial. Com seis pontos da ponteira, a representação de Belo Horizonte superou o Praia Clube por 25/22.
O terceiro set confirmou a superioridade do Minas. O time de Belo Horizonte fechou a partida em 3 a 0 ao vencer por 25/19
Americana de 15 anos vence e espera por Serena
Foto: Arquivo

"CiCi" Bellis é líder do ranking mundial juvenil
"CiCi" Bellis é líder do ranking mundial juvenil
Atual 211ª da WTA, a jovem treinada pelo brasileiro Léo Azevedo, ex-técnico de Thomaz Bellucci, Ricardo Mello e Flavio Saretta pode ter pela frente na próxima fase Serena Williams. A número 1 do mundo tem estreia prevista para a noite de sexta-feira contra a romena Monica Niculescu, mas o mau tempo na Flórida já retrarda o início do jogo em mais de duas horas.
No mesmo quadrante, a cabeça 24 russa Svetlana Kuznetsova passou com duplo 6/2 pela local Alison Riske e espera o complemento da partida entre a canhota alemã Angelique Kerber e a britânica Heather Watson. Kerber havia acabado de vencer a primeira parcial por 7/5 quando o jogo foi interrompido por chuva.
O mau tempo também atrasa o término do jogo entre Sara Errani e Anastasia Pavlyuchenkova. A italiana vencia por 6/1 e 4/1 quando houve a paralisação. Quem vencer, encara na próxima fase a espanhola Garbine Muguruza, que derrotou a búlgara Sesil Karantcheva por 6/1 e 6/3.
Já a cabeça 6 Eugenie Bouchard passou pela situação mais curiosa. A canadense realizou o aquecimento e chegou a iniciar o duelo com a alemã Tatjana Maria, mas apenas três pontos foram disputados. Quem vencer esse jogo enfrentará a suíça Belinda Bencic, que bateu a experiente australiana Casey Dellacqua por 6/2, 4/6 e 6/2.
CBV define datas das semifinais da Superliga de vôlei feminino
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Osasco e Sesi se enfrentarão nos dias 4 e 10 de abril
Nesta sexta-feira, a Confederação Brasileira de Voleibol definiu as datas e horários das semifinais da Superliga. O Osasco/Molico/Nestlé enfrentará o Sesi-SP nos dias 04 e 10 de abril, em São Paulo e Osasco, respectivamente. Enquanto isso, o Renoxa/Ades duelará com o vencedor de Dentil/Praia Clube e Camponesa/Minas nos dias 03 e 17 de abril.
Como já tem ciência do adversário, a comissão técnica do Osasco já está preparando o time para a semifinal. De acordo com o treinador Luizomar, a equipe aproveitará o tempo para estudar com cautela o Sesi-SP, já que ambos times se enfrentaram muitas vezes.
"Desde que foi confirmado que o Sesi seria nosso rival o foco é total na preparação. São dois times que se conhecem bem e será uma semana de muitos estudos baseados no material preparado pelo nosso estatístico e análise dos jogos do nosso adversário para montarmos a estratégia para o confronto. O planejamento está voltado para corrigir algumas falhas que apresentamos nas quartas de final. A equipe sabe que precisa crescer em alguns aspectos para brigar por uma vaga na final", analisa o treinador.
Osasco e Sesi-SP se enfrentaram 22 vezes. A primeira equipe leva a melhor no retrospecto: São 22 vitórias, contra apenas oito do Sesi, sendo que dez triunfos do Molico/Nestlé foram sob o comando de Luizomar.
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