quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Copa São Paulo

14h00

5 ITU Ituano X São Bento SBE 2

Antonio Carlos Mantuano, vice de futebol do Botafogo: 'Não há plano B, queremos o Jefferson'

GETTY
O goleiro botafoguense Jefferson deixa o gramado cabisbaixo em Chapecó
O goleiro Jefferson aguarda uma renegociação satisfatória das dívidas do Botafogo.
Na reapresentação do Botafogo em General Severiano na manhã desta quinta-feira, uma ausência chamou mais a atenção que os oito jogadores contratados para o início da temporada: Jefferson, goleiro da seleção brasileira e hoje o maior ídolo do clube. Referência para a reconstrução do time.
A proposta de parcelamento da dívida e extensão do contrato até 2017 não agradou o atleta e seus representantes. O impasse permanece.
Antonio Carlos Mantuano, vice de futebol do Botafogo, garante que o principal jogador do elenco continua sendo prioridade.
"Nós queremos o Jefferson. Estamos buscando negociações desde que assumimos em 26 de novembro do ano passado e aguardamos a liberação de algumas verbas da volta do Botafogo ao Ato Trabalhista que desbloqueou nossas receitas. Infelizmente ainda não há uma data definida para isso", explicou Mantuano.
O dirigente se mostrou incomodado com a forma com que Gerson Sá, empresário de Jefferson, tratou a proposta inicial do Botafogo.
"Eu sou uma pessoa clara e objetiva. O empresário reclamou do e-mail de apenas seis linhas com a nossa idéia, mas este texto curto explicava de forma simples e cristalina a intenção do clube de ficar com o jogador e a forma de pagar o que o clube deve ao atleta", ressaltou o homem forte do futebol alvinegro.
Mantuano espera resolver a questão em uma reunião amanhã, sexta-feira, com a presença do presidente Carlos Eduardo Pereira e de Gerson Sá e reforça que o clube no momento não pensa em uma alternativa para uma possível saída do goleiro.
"Não há plano B. O Jefferson tem contrato até 31 de dezembro de 2015 e contamos com ele para os desafios deste ano que começa. Esperamos equacionar o passado e planejar o futuro com ele no Botafogo", concluiu.

'Não há motivo para a Olimpíada não ser gerida por Hilton', diz presidente do PRB



DIVULGAÇÃO
George Hilton, ministro do Esporte, e Marcos Pereira, presidente do PRB
George Hilton (esq.), novo ministro do Esporte, posa com Marcos Pereira, presidente do PRB
Não há motivo algum para a Olimpíada de 2016, no Rio de Janeiro, não ser gerida pelo novo ministro do Esporte, George Hilton, criticado por não ter nenhuma ligação com o esporte em seu histórico. É o que avisou o presidente do Partido Republicano Brasileiro (PRB), Marcos Pereira, em entrevista exclusiva, por e-mail, ao ESPN.com.br.   
"Assim como a Copa do Mundo foi gerida pelo Ministério do Esporte, entendo que não há motivos para a Olimpíada não ser", afirmou Pereira, chefe do PRB desde maio de 2011 e que deixou claro, quando do anúncio, ter sido ele o responsável por indicar Hilton a Dilma. 
O político, que coordenou a campanha derrotada de Celso Russomano à Prefeitura de São Paulo, em 2012, também explicou o porquê de o PRB escolher o esporte para participar de várias administrações estaduais pelo país, como em São Paulo, onde o novo secretário da pasta é o vereador Jean Madeira (PRB-SP) - também indicado por ele, no caso, ao governador Geraldo Alckmin (PSDB).      
Outros assuntos abordados com Pereira foram a derrota vergonhosa do Brasil para a Alemanha por 7 a 1 na semifinal da Copa do Mundo, sobre a qual disse "faz parte do futebol", e a possibilidade de associar a prática esportiva à Igreja Universal, o que classificou como "uma ilação sem o menor fundamento".
DIVULGAÇÃO
Leila, ex-jogadora de vôlei, é filiada ao PRB
Leila, secretária de Esportes do Distrito Federal
Nota da redação: Além do Ministério do Esporte, com George HIlton, e da Secretaria de Esporte de São Paulo, com Jean Madeira, o PRB manteve a Secretaria de Esporte do Distrito Federal, com a ex-jogadora de vôlei Leila, e também assumiu as pastas de Esporte em Minas Gerais, com o deputado estadual Carlos Henrique e Ceará, com o deputado estadual David Durand.
Em Roraima, o presidente estadual do partido, Marcos Jorge, assumiu a Secretaria de Cultura, a qual Pereira sugeriu à governadora Suely Campos (PP) transformar em Esporte, Cultura e Lazer, uma vez que o esporte está sob o guarda-chuva de Educação.     
Leia, abaixo, a entrevista completa com o presidente do PRB, Marcos Pereira    
1 - ESPN.com.br - O senhor justificou a escolha segmentada do esporte em diferentes governos estaduais e no Federal para "articular as políticas públicas do esporte num grande projeto". O senhor pode detalhar qual é este grande projeto?
Marcos Pereira - Partido político tem que ter projeto. Nossa preocupação não é simplesmente ocupar cargos entre uma gestão e outra. É construir um projeto alicerçado no resgate da boa prática política, que é transformar vontades em realidades, respeitar e bem empregar o dinheiro público. Dessa forma, encontramos no esporte uma forma de aplicar esse desejo. Como partido, entendemos que os resultados serão melhores se estivermos alinhados num mesmo propósito.
2 - ESPN.com.br - No caso do governo federal, por que o partido não se interessou em indicar alguém com experiência no esporte, como fez em São Paulo e Minas Gerais?
Marcos Pereira - Entendemos que o ministro George Hilton tem virtudes fundamentais para uma boa gestão pública, independente de ele ter familiaridade com alguma modalidade esportiva. Ele é articulado, conciliador e saberá canalizar as energias para alcançar o fim desejado. Um bom gestor público tem que ter essas características, já que dialoga com diversas frentes com os mais variados interesses.
3 - ESPN.com.br - O partido vai admitir que os assuntos relativos à Olimpíada não sejam tocados pelo ministro George Hilton? No site do PRB, o senhor mesmo destacou os Jogos quando anunciou os novos cargos de Hilton e Madeira.
Marcos Pereira - Assim como a Copa do Mundo foi gerida pelo Ministério do Esporte, entendo que não há motivos para a Olimpíada não ser. Considero, ainda, que a realização de um evento como esse precisa de uma grande articulação entre ministérios e outros órgãos. Todos, no entanto, devem trabalhar pelo objetivo único, que é fazer um grandioso evento esportivo e promover o Brasil.
4 - ESPN.com.br - Existe, de alguma maneira, o desejo de associar à prática esportiva à Igreja Universal?
Marcos Pereira - Isso é uma ilação sem o menor fundamento.
5 - ESPN.com.br - O senhor defendeu a adaptação da Cultura em Esporte em Roraima, de que forma isso se daria?
Marcos Pereira - O Estado de Roraima é pequeno e não tem uma secretaria específica para Esporte. A sugestão que fiz foi fazer uma adaptação para que a atual secretaria - exclusiva de Cultura - se transforme em Cultura, Esporte e Lazer, haja vista que o esporte está agregado na Secretaria de Educação.
6 - ESPN.com.br - No Ceará, o secretário de Esportes David Durand põe como desafio o "fortalecimento das entidades representativas do esporte profissional e amador". Como unir mundos tão distantes?
DIVULGAÇÃO
George Hilton assumiu o Ministério do Esporte no lugar de Aldo Rebelo (ao fundo)
Hilton assumiu o lugar de Aldo Rebelo (PCdoB)
Marcos Pereira - Cada estado tem suas especificidades regionais, sejam geográficas, políticas, culturais e/ou econômicas, mas o Ministério do Esporte atua em várias frentes que contemplam desde o esporte de base até o alto rendimento. Com boa vontade é possível trabalhar por um e outro projeto.
7 - ESPN.com.br - Para o senhor e o PRB, a derrota por 7 a 1 do Brasil para a Alemanha na Copa do Mundo foi algo do esporte, que acontece, ou evidenciou os problemas estruturais do país em sua principal modalidade?
Marcos Pereira - Se ganha, é só elogios, se perde, é uma caça às bruxas sem fim. Acho que a nossa seleção foi vítima da famosa "caixinha de surpresas" que faz parte do futebol. Claro, é preciso reconhecer a força da Alemanha, que acabou vencendo a Copa.
8 - ESPN.com.br - Qual a posição do PRB sobre a Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte? O Bom Senso F.C. será tratado de que maneira?
Marcos Pereira - Essa é uma questão técnica que precisa ser tratada com a assessoria do ministro. Mas como líder partidário determino aos membros do PRB que prezem sempre pelo diálogo e respeito aos interesses públicos, que são prioritários.
9 - ESPN.com.br - O PRB e o ministro Hilton combaterão/cobrarão os dirigentes do futebol e de outras modalidades no que se refere à transparência na condução do esporte no país? Se sim, de que forma?
Marcos Pereira - Outra questão técnica que precisa ser tratada com a assessoria do ministro. Insisto no que respondi anteriormente: diálogo sempre, busca pela conciliação, respeito aos interesses públicos a todo custo. Acho que esse é um importante tripé para conduzir assuntos desta natureza.
10 - ESPN.com.br - Como o PRB pretende, a partir do escândalo "Dossiê Vôlei", revelado ao longo de diversas matérias pela ESPN Brasil, atuar nesta questão?
Marcos Pereira - Sugiro mais uma vez procurar a assessoria do ministro.
Antero Greco: 'Escolha de Hilton mostra que esporte recebe tratamento secundário'; ASSISTA
Especialista em política esportiva critica novo ministro do Esporte; ASSISTA

Coritiba exige R$ 2,5 milhões à vista do Palmeiras por Robinho e tem reunião decisiva



FRIEDEMANN VOGEL/GETTY IMAGES
Robinho já acertou as bases com o Palmeiras e aguarda definição do Coritiba
Robinho já acertou as bases com o Palmeiras e aguarda definição do Coritiba
Somente a forma de pagamento separa o Palmeiras de anunciar o meia-atacante Robinho, do Coritiba. O diretor executivo Alexandre Mattos ainda tenta reduzir a pedida dos paranaenses, mas os dirigentes no Couto Pereira não abrem mão de R$ 2,5 milhões por 50% dos direitos econômicos do atleta e aguardam por uma resposta para a exigência de receber todo o dinheiro à vista e, assim, poder correr atrás de reposição.
Mesmo a contragosto, a expectativa é de que o acordo seja selado até o fim do dia.
Uma reunião acontece na tarde desta quinta-feira, na reapresentação do elenco, em Curitiba, para discutir com a comissão técnica alternativas no mercado. Ainda existe no Alto da Glória o receio em torno das eventuais consequências da perda de Robinho.
O jogador de 27 anos, que recebe R$ 130 mil mensais, já acertou, no entanto, as bases salariais de sua transferência e se encontra apenas em compasso de espera para a confirmação oficial do negócio.
Ele tem os seus direitos econômicos divididos entre Coritiba, a empresa LA Sports, que administra a sua carreira, e o grupo Sonda.
O empresário de Robinho, Luiz Alberto, insiste na transação e tem a seu favor uma dívida do Coxa ainda remanescente da gestão anterior para pressionar pela saída de um dos destaques do time na última temporada. Ao lado do craque Alex, aposentado, o meia foi um dos responsáveis por evitar o rebaixamento no Brasileirão, destacando-se nos passes, com mais de 1 mil acertos no campeonato.
O vice-presidente do Coritiba, Ernesto Pedroso, agora aguarda o retorno do Palmeiras.
"Eles ainda não responderam sobre a forma de pagamento. Mas não podemos parcelar de forma alguma. O Robinho é um ativo do clube e não posso ter esse prejuízo imediato se quiser ir ao mercado para conseguir uma reposição", afirma Pedroso aoESPN.com.br. O substituto de Robinho pode vir através da própria LA Sports, com o retorno do armador Rafinha do futebol árabe.
O negócio incluiria ainda as idas dos meia-atacantes Patrick Vieira e Mazinho para o Couto Pereira. O técnico Marquinhos Santos ligou dias atrás para a Academia do Futebol para fazer a sondagem. Não está descartada a entrada de um terceiro nome no pacote.
O presidente dos paranaenses, Rogério Bacellar, confirma o contato, mas explica que o comandante acreditava que a operação estava selada naquela altura.
Os dirigentes do Palmeiras tentam encontrar com Robinho uma alternativa ao chileno Valdivia e aumentar, assim, o número de opções para o técnico Oswaldo de Oliveira no ataque. O time se encontra próximo de fechar também a chegada por empréstimo de Rafael Marques, que está na China.
No Palmeiras, volta das férias tem apresentação de novo diretor de futebol

'Contra' Andrés, Gobbi prefere pagar salários a fechar com Dudu



GAZETA PRESS
Andrés tenta reforçar o Corinthians para a disputa da Copa Libertadores da América
Andrés tenta reforçar o Corinthians para a disputa da Copa Libertadores da América
O Corinthians já dava como certa a contratação de Dudu na tarde desta quarta-feira. As informações eram de que o clube aguardava apenas documentos vindos do Dínamo de Kiev para o meia-atacante poder assinar contrato e ser anunciado, talvez até em tempo de embarcar para a pré-temporada nos Estados Unidos. Mas não foi o que ocorreu.
De acordo com apuração do ESPN.com.br, uma "birra" entre o presidente Mário Gobbi e o "manda-chuva" Andrés Sanchez contribuiu para que uma operação que estava praticamente selada voltasse à estaca de incerteza. Tudo porque o atual mandatário tem uma "questão de honra" a cumprir: quitar os salários atrasados do elenco antes de entregar o cargo ao futuro novo presidente, que será eleito em fevereiro.
Com alguns meses de direitos de imagem atrasados, 13º não quitado, dívida com Mano Menezes e Ralf, além de salários de funcionários comuns também em atraso, Mário Gobbi corre para conseguir quitar tudo antes da eleição, pois acredita que o futuro presidente deva ser Roberto de Andrade, apoiado pelo ex-aliado e hoje desafeto não-declarado Andrés Sanchez. Roque Citadini, Paulo Garcia e Ilmar Schiavenato também vão concorrer.
Por essa razão Mário Gobbi já vetou as contratações de Danilo, goleiro da Chapecoense, complicou a vinda de Leandro, hoje no Palmeiras, e bateu na mesa para a chegada do volante Jonas, do Sampaio Corrêa, após os empresários aumentarem a pedida salarial.
Também vetou um salário fora do comum a Tite, o que motivou o acerto por uma remuneração menor, mas com três anos de contrato, prêmios altos e multa rescisória. Por coincidência ou não, todas as operações foram conduzidas por Roberto de Andrade, Edu Gaspar e, nos casos de Dudu e Conca - outro que interessa -, pelo próprio Andrés Sanchez. 
ESPN
Gobbi tem salários a quitar no Corinthians
Gobbi quer quitar saláriso no Corinthians antes de sair
Pelo mesmo motivo, o Corinthians não conseguiu dar a garantia financeira ao Dínamo de Kiev pela vinda do meia-atacante Dudu, que tinha sido acordada em 4 milhões de euros, com pagamento da primeira parcela em maio. O presidente quer passar a responsabilidade do débito ao próximo mandatário, para assim ficar livre na busca por verba para quitar os salários atrasados e entregar o clube "em dia" a um possível desafeto político.
Conforme apuração da reportagem, o São Paulo reviveu na negociação após ter recebido a informação de que o Corinthians ainda não apresentou a garantia financeira ao Dínamo. Isso apesar de a informação vinda do Corinthians ser de que uma reunião na última terça-feira, no CT Joaquim Grava, entre dirigentes alvinegros e ucranianos, selou o acordo.
O encontro, aliado à declaração de Dudu de que quer o time alvinegro ao tricolor, dão certeza aos corintianos de que o negócio está certo e os faz acreditar de que o clube do Morumbi está apenas "blefando". Mas Carlos Miguel Aidar, que tinha ficado furioso ao ver o meia-atacante dizer ao Globoesporte.com que preteria o São Paulo ao Corinthians, pensa que ainda pode dar um chapéu no arquirrival - ou ao menos atrapalhar o acerto ao máximo.
A informação vinda de dentro do São Paulo diz que o Dínamo aceitou a proposta do clube pelo meia-atacante e deu aval para o atleta assinar pela equipe tricolor, apesar de o mesmo ter dito publicamente que prefere o arquirrival, assim como seus empresários. O time tricolor tem até um documento assinado comprovando que pode pagar à vista a primeira parcela dos 3,5 milhões de euros prometidos.
Agora, o São Paulo reviveu por Dudu, e a novela vai continuar. Até quando?
GETTY
Atacante Dudu, pivô de briga São Paulo x Corinthians
Atacante Dudu, pivô de briga São Paulo x Corinthians

Jon Jones precisa ser punido pelo UFC

O UFC agiu muito bem logo que foi anunciado o teste positivo de Jon Jones na noite desta terça-feira. Certamente, os dirigentes já sabiam da notícia e preparam o terreno junto com o campeão do UFC. A decisão do americano de se internar e, com isso, receber o apoio do evento e de seus patrocinadores, foi uma atitude inteligente de todas as partes.
O regulamento da agência que faz os testes antidoping diz que a substancia encontrada não é considerada ilegal caso não esteja no exame feito na semana da luta. Por isso, não haverá punição.
GETTY
Jon Jones comemora após ser anunciado vencedor no UFC 182
Jon Jones venceu Daniel Cormier no último sábado
Ainda que discorde totalmente disso, afinal, o teste surpresa é exatamente para pegar o atleta em sua preparação, entendo que não há muito o que se questionar, já que está no regulamento, e modificá-lo agora não seria muito provável. Mesmo considerando um absurdo.
Mas, se a Comissão Atlética não pode punir Jon Jones, o UFC pode. O campeão é um funcionário da empresa e violou uma das mais graves regras que um evento possui, que é o antidoping.
Se outrora lutadores foram punidos por maconha, testosterona, stanozolol, por segurar finalizações encaixadas, etc, o usuário de cocaína deve receber o mesmo tratamento. Os atletas seguem regras. Todos eles sabem exatamente o que podem e o que não podem fazer.
Jon Jones burlou a regra. Certamente sabia que tomava uma atitude errada, e foi em frente.
Mesmo que a substância não tenha sido usada para trapacear e melhorar sua performance, ela está na lista de substâncias proibidas e, portanto, quem a utiliza deve sofrer as consequências.
A questão pra mim é essa. É bem simples.
O UFC deve punir o atleta, decidir quanto a manutenção de seu título ou não, etc. E, após o cumprimento da suspensão, deixar as portas abertas para seu retorno, caso julgue interessante.
Falando do cidadão Jon Jones; ele não se tornou um marginal por isso, sequer merece ter seus feitos questionados. O que ele faz dentro do octógono é espantoso. O reconhecimento de que errou e a decisão de se internar são atitudes louváveis, de homem mesmo.
Já o atleta errou. Errou muito!
E isso não pode ficar assim.

O que esperar de 2015



As primeiras raquetadas já foram dadas, e uma surpresa apareceu.
Se o Djokovic começou passeando, como terminou o ano, o Nadal começou exatamente como terminou.
Não me surpreende ver o Djokovic preparado para mais um ano em alto nível e passando por cima dos jogadores top 30, 50 ou 100. Não me estranha ele já mostrar ao mundo que quer se manter na primeira colocação. Sem dúvida, ele é o jogador a ser batido este ano.
Por outro lado, temos o Federer, que ainda não jogou, e o Nadal, que começa o ano lento, pesado e sem ritmo. Depois da demora para operar de apendicite, ele só colheu derrotas estranhas. Suas seis últimas derrotas oficiais aconteceram diante de caras que, normalmente, ele não perde. Dustin Brown, Nick Kyrgios, Martin Klizan, Feliciano Lopez, Borna Coric e, agora, Michael Berrer. Estranho.
A boa notícia do primeiro dia de jogos foi a vitória do Feijão no Jahziri, em três sets. Fico feliz, porque sei que ele trabalhou muito duro na pré-temporada e está muito motivado. Que tenha um bom ano e que possa mostrar o seu valor.
Acho que perceberam que estou de volta. Devagar, vou colocando as coisas em ordem e vou escrevendo. A próxima meta é fazer a primeira 'Dica do Fino', que postarei no meu Face (Fernando Fino Meligeni). Fiquem atentos.
Bom ano a todos e vamos com tudo.

Quando enche o Maracanã, Fla fica só com 40%. E o consórcio alega prejuízo. Que tal devolvê-lo?

O Maracanã deu prejuízo ao consórcio montado para administrá-lo. É o resumo de 2014, segundo seus representantes. Fica evidente a dificuldade das empresas brindadas com a herança da Copa do Mundo, estádios (re)erguidos com dinheiro público como o do Rio de Janeiro. As coisas não são tão fáceis assim, pois a manutenção dessas "arenas" é muito cara e entre os obstáculos há a tradicionalmente baixa taxa média de ocupação nos jogos.
REPRODUÇÃO
Borderô de Flamengo x Grêmio: clube ficou com cerca de 40% do que foi arrecadado
Borderô de Flamengo x Grêmio: clube ficou com cerca de 40% do que foi arrecadado
Apesar de reclamar dos resultados, o consórcio "morde" fatias significativas do que é arrecadado. A súmula de Flamengo 0 x 1 Grêmio, maior público do Campeonato Brasileiro de 2014 no estádio, mostra que as despesas são gigantescas. Dos R$ 1.756.965 que perto de 60 mil pessoas deixaram nas bilheterias, coube ao clube carioca a quota de R$ 714.957,75, ou 40,69%. Só de "aluguel de estádio" e "custo operacional" foram descontados R$ 635.022,12, quase 89% do valor que foi parar nos cofres rubro-negros.
REPRODUÇÃO
No borderô de Fluminense x Vitória, algumas despesas aparecem zeradas
No borderô de Fluminense x Vitória, algumas despesas aparecem zeradas
É diferente em partidas do Fluminense, cujo acordo o livra de despesas e restringe o faturamento com ingressos aos setores atrás dos gols. No jogo de maior público do clube na Série A ano passado, contra o Vitória, mais de 50 mil compareceram e com os tricolores ficou cerca de 57% do valor líquido. A fatia do consórcio, consequentemente, beirou os 43% e os itens como "despesa operacional do estádio" aparecem zerados.
Se o Maracanã rende um prejuízo mensal de R$ 5 milhões para o consórcio, que o devolvam ao Estado. O dinheiro público já foi torrado na reconstrução. Que pelo menos o estádio seja mais acessível à população, ao torcedor. Alguém dirá que o Estado não sabe administrar o Maracanã. E com esse prejuízo todo, pergunto, o consórcio sabe?
Veja a análise sobre o imbróglio do Maracanã feita no Bate-Bola