quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

'Não há motivo para a Olimpíada não ser gerida por Hilton', diz presidente do PRB



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George Hilton, ministro do Esporte, e Marcos Pereira, presidente do PRB
George Hilton (esq.), novo ministro do Esporte, posa com Marcos Pereira, presidente do PRB
Não há motivo algum para a Olimpíada de 2016, no Rio de Janeiro, não ser gerida pelo novo ministro do Esporte, George Hilton, criticado por não ter nenhuma ligação com o esporte em seu histórico. É o que avisou o presidente do Partido Republicano Brasileiro (PRB), Marcos Pereira, em entrevista exclusiva, por e-mail, ao ESPN.com.br.   
"Assim como a Copa do Mundo foi gerida pelo Ministério do Esporte, entendo que não há motivos para a Olimpíada não ser", afirmou Pereira, chefe do PRB desde maio de 2011 e que deixou claro, quando do anúncio, ter sido ele o responsável por indicar Hilton a Dilma. 
O político, que coordenou a campanha derrotada de Celso Russomano à Prefeitura de São Paulo, em 2012, também explicou o porquê de o PRB escolher o esporte para participar de várias administrações estaduais pelo país, como em São Paulo, onde o novo secretário da pasta é o vereador Jean Madeira (PRB-SP) - também indicado por ele, no caso, ao governador Geraldo Alckmin (PSDB).      
Outros assuntos abordados com Pereira foram a derrota vergonhosa do Brasil para a Alemanha por 7 a 1 na semifinal da Copa do Mundo, sobre a qual disse "faz parte do futebol", e a possibilidade de associar a prática esportiva à Igreja Universal, o que classificou como "uma ilação sem o menor fundamento".
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Leila, ex-jogadora de vôlei, é filiada ao PRB
Leila, secretária de Esportes do Distrito Federal
Nota da redação: Além do Ministério do Esporte, com George HIlton, e da Secretaria de Esporte de São Paulo, com Jean Madeira, o PRB manteve a Secretaria de Esporte do Distrito Federal, com a ex-jogadora de vôlei Leila, e também assumiu as pastas de Esporte em Minas Gerais, com o deputado estadual Carlos Henrique e Ceará, com o deputado estadual David Durand.
Em Roraima, o presidente estadual do partido, Marcos Jorge, assumiu a Secretaria de Cultura, a qual Pereira sugeriu à governadora Suely Campos (PP) transformar em Esporte, Cultura e Lazer, uma vez que o esporte está sob o guarda-chuva de Educação.     
Leia, abaixo, a entrevista completa com o presidente do PRB, Marcos Pereira    
1 - ESPN.com.br - O senhor justificou a escolha segmentada do esporte em diferentes governos estaduais e no Federal para "articular as políticas públicas do esporte num grande projeto". O senhor pode detalhar qual é este grande projeto?
Marcos Pereira - Partido político tem que ter projeto. Nossa preocupação não é simplesmente ocupar cargos entre uma gestão e outra. É construir um projeto alicerçado no resgate da boa prática política, que é transformar vontades em realidades, respeitar e bem empregar o dinheiro público. Dessa forma, encontramos no esporte uma forma de aplicar esse desejo. Como partido, entendemos que os resultados serão melhores se estivermos alinhados num mesmo propósito.
2 - ESPN.com.br - No caso do governo federal, por que o partido não se interessou em indicar alguém com experiência no esporte, como fez em São Paulo e Minas Gerais?
Marcos Pereira - Entendemos que o ministro George Hilton tem virtudes fundamentais para uma boa gestão pública, independente de ele ter familiaridade com alguma modalidade esportiva. Ele é articulado, conciliador e saberá canalizar as energias para alcançar o fim desejado. Um bom gestor público tem que ter essas características, já que dialoga com diversas frentes com os mais variados interesses.
3 - ESPN.com.br - O partido vai admitir que os assuntos relativos à Olimpíada não sejam tocados pelo ministro George Hilton? No site do PRB, o senhor mesmo destacou os Jogos quando anunciou os novos cargos de Hilton e Madeira.
Marcos Pereira - Assim como a Copa do Mundo foi gerida pelo Ministério do Esporte, entendo que não há motivos para a Olimpíada não ser. Considero, ainda, que a realização de um evento como esse precisa de uma grande articulação entre ministérios e outros órgãos. Todos, no entanto, devem trabalhar pelo objetivo único, que é fazer um grandioso evento esportivo e promover o Brasil.
4 - ESPN.com.br - Existe, de alguma maneira, o desejo de associar à prática esportiva à Igreja Universal?
Marcos Pereira - Isso é uma ilação sem o menor fundamento.
5 - ESPN.com.br - O senhor defendeu a adaptação da Cultura em Esporte em Roraima, de que forma isso se daria?
Marcos Pereira - O Estado de Roraima é pequeno e não tem uma secretaria específica para Esporte. A sugestão que fiz foi fazer uma adaptação para que a atual secretaria - exclusiva de Cultura - se transforme em Cultura, Esporte e Lazer, haja vista que o esporte está agregado na Secretaria de Educação.
6 - ESPN.com.br - No Ceará, o secretário de Esportes David Durand põe como desafio o "fortalecimento das entidades representativas do esporte profissional e amador". Como unir mundos tão distantes?
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George Hilton assumiu o Ministério do Esporte no lugar de Aldo Rebelo (ao fundo)
Hilton assumiu o lugar de Aldo Rebelo (PCdoB)
Marcos Pereira - Cada estado tem suas especificidades regionais, sejam geográficas, políticas, culturais e/ou econômicas, mas o Ministério do Esporte atua em várias frentes que contemplam desde o esporte de base até o alto rendimento. Com boa vontade é possível trabalhar por um e outro projeto.
7 - ESPN.com.br - Para o senhor e o PRB, a derrota por 7 a 1 do Brasil para a Alemanha na Copa do Mundo foi algo do esporte, que acontece, ou evidenciou os problemas estruturais do país em sua principal modalidade?
Marcos Pereira - Se ganha, é só elogios, se perde, é uma caça às bruxas sem fim. Acho que a nossa seleção foi vítima da famosa "caixinha de surpresas" que faz parte do futebol. Claro, é preciso reconhecer a força da Alemanha, que acabou vencendo a Copa.
8 - ESPN.com.br - Qual a posição do PRB sobre a Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte? O Bom Senso F.C. será tratado de que maneira?
Marcos Pereira - Essa é uma questão técnica que precisa ser tratada com a assessoria do ministro. Mas como líder partidário determino aos membros do PRB que prezem sempre pelo diálogo e respeito aos interesses públicos, que são prioritários.
9 - ESPN.com.br - O PRB e o ministro Hilton combaterão/cobrarão os dirigentes do futebol e de outras modalidades no que se refere à transparência na condução do esporte no país? Se sim, de que forma?
Marcos Pereira - Outra questão técnica que precisa ser tratada com a assessoria do ministro. Insisto no que respondi anteriormente: diálogo sempre, busca pela conciliação, respeito aos interesses públicos a todo custo. Acho que esse é um importante tripé para conduzir assuntos desta natureza.
10 - ESPN.com.br - Como o PRB pretende, a partir do escândalo "Dossiê Vôlei", revelado ao longo de diversas matérias pela ESPN Brasil, atuar nesta questão?
Marcos Pereira - Sugiro mais uma vez procurar a assessoria do ministro.
Antero Greco: 'Escolha de Hilton mostra que esporte recebe tratamento secundário'; ASSISTA
Especialista em política esportiva critica novo ministro do Esporte; ASSISTA

Coritiba exige R$ 2,5 milhões à vista do Palmeiras por Robinho e tem reunião decisiva



FRIEDEMANN VOGEL/GETTY IMAGES
Robinho já acertou as bases com o Palmeiras e aguarda definição do Coritiba
Robinho já acertou as bases com o Palmeiras e aguarda definição do Coritiba
Somente a forma de pagamento separa o Palmeiras de anunciar o meia-atacante Robinho, do Coritiba. O diretor executivo Alexandre Mattos ainda tenta reduzir a pedida dos paranaenses, mas os dirigentes no Couto Pereira não abrem mão de R$ 2,5 milhões por 50% dos direitos econômicos do atleta e aguardam por uma resposta para a exigência de receber todo o dinheiro à vista e, assim, poder correr atrás de reposição.
Mesmo a contragosto, a expectativa é de que o acordo seja selado até o fim do dia.
Uma reunião acontece na tarde desta quinta-feira, na reapresentação do elenco, em Curitiba, para discutir com a comissão técnica alternativas no mercado. Ainda existe no Alto da Glória o receio em torno das eventuais consequências da perda de Robinho.
O jogador de 27 anos, que recebe R$ 130 mil mensais, já acertou, no entanto, as bases salariais de sua transferência e se encontra apenas em compasso de espera para a confirmação oficial do negócio.
Ele tem os seus direitos econômicos divididos entre Coritiba, a empresa LA Sports, que administra a sua carreira, e o grupo Sonda.
O empresário de Robinho, Luiz Alberto, insiste na transação e tem a seu favor uma dívida do Coxa ainda remanescente da gestão anterior para pressionar pela saída de um dos destaques do time na última temporada. Ao lado do craque Alex, aposentado, o meia foi um dos responsáveis por evitar o rebaixamento no Brasileirão, destacando-se nos passes, com mais de 1 mil acertos no campeonato.
O vice-presidente do Coritiba, Ernesto Pedroso, agora aguarda o retorno do Palmeiras.
"Eles ainda não responderam sobre a forma de pagamento. Mas não podemos parcelar de forma alguma. O Robinho é um ativo do clube e não posso ter esse prejuízo imediato se quiser ir ao mercado para conseguir uma reposição", afirma Pedroso aoESPN.com.br. O substituto de Robinho pode vir através da própria LA Sports, com o retorno do armador Rafinha do futebol árabe.
O negócio incluiria ainda as idas dos meia-atacantes Patrick Vieira e Mazinho para o Couto Pereira. O técnico Marquinhos Santos ligou dias atrás para a Academia do Futebol para fazer a sondagem. Não está descartada a entrada de um terceiro nome no pacote.
O presidente dos paranaenses, Rogério Bacellar, confirma o contato, mas explica que o comandante acreditava que a operação estava selada naquela altura.
Os dirigentes do Palmeiras tentam encontrar com Robinho uma alternativa ao chileno Valdivia e aumentar, assim, o número de opções para o técnico Oswaldo de Oliveira no ataque. O time se encontra próximo de fechar também a chegada por empréstimo de Rafael Marques, que está na China.
No Palmeiras, volta das férias tem apresentação de novo diretor de futebol

'Contra' Andrés, Gobbi prefere pagar salários a fechar com Dudu



GAZETA PRESS
Andrés tenta reforçar o Corinthians para a disputa da Copa Libertadores da América
Andrés tenta reforçar o Corinthians para a disputa da Copa Libertadores da América
O Corinthians já dava como certa a contratação de Dudu na tarde desta quarta-feira. As informações eram de que o clube aguardava apenas documentos vindos do Dínamo de Kiev para o meia-atacante poder assinar contrato e ser anunciado, talvez até em tempo de embarcar para a pré-temporada nos Estados Unidos. Mas não foi o que ocorreu.
De acordo com apuração do ESPN.com.br, uma "birra" entre o presidente Mário Gobbi e o "manda-chuva" Andrés Sanchez contribuiu para que uma operação que estava praticamente selada voltasse à estaca de incerteza. Tudo porque o atual mandatário tem uma "questão de honra" a cumprir: quitar os salários atrasados do elenco antes de entregar o cargo ao futuro novo presidente, que será eleito em fevereiro.
Com alguns meses de direitos de imagem atrasados, 13º não quitado, dívida com Mano Menezes e Ralf, além de salários de funcionários comuns também em atraso, Mário Gobbi corre para conseguir quitar tudo antes da eleição, pois acredita que o futuro presidente deva ser Roberto de Andrade, apoiado pelo ex-aliado e hoje desafeto não-declarado Andrés Sanchez. Roque Citadini, Paulo Garcia e Ilmar Schiavenato também vão concorrer.
Por essa razão Mário Gobbi já vetou as contratações de Danilo, goleiro da Chapecoense, complicou a vinda de Leandro, hoje no Palmeiras, e bateu na mesa para a chegada do volante Jonas, do Sampaio Corrêa, após os empresários aumentarem a pedida salarial.
Também vetou um salário fora do comum a Tite, o que motivou o acerto por uma remuneração menor, mas com três anos de contrato, prêmios altos e multa rescisória. Por coincidência ou não, todas as operações foram conduzidas por Roberto de Andrade, Edu Gaspar e, nos casos de Dudu e Conca - outro que interessa -, pelo próprio Andrés Sanchez. 
ESPN
Gobbi tem salários a quitar no Corinthians
Gobbi quer quitar saláriso no Corinthians antes de sair
Pelo mesmo motivo, o Corinthians não conseguiu dar a garantia financeira ao Dínamo de Kiev pela vinda do meia-atacante Dudu, que tinha sido acordada em 4 milhões de euros, com pagamento da primeira parcela em maio. O presidente quer passar a responsabilidade do débito ao próximo mandatário, para assim ficar livre na busca por verba para quitar os salários atrasados e entregar o clube "em dia" a um possível desafeto político.
Conforme apuração da reportagem, o São Paulo reviveu na negociação após ter recebido a informação de que o Corinthians ainda não apresentou a garantia financeira ao Dínamo. Isso apesar de a informação vinda do Corinthians ser de que uma reunião na última terça-feira, no CT Joaquim Grava, entre dirigentes alvinegros e ucranianos, selou o acordo.
O encontro, aliado à declaração de Dudu de que quer o time alvinegro ao tricolor, dão certeza aos corintianos de que o negócio está certo e os faz acreditar de que o clube do Morumbi está apenas "blefando". Mas Carlos Miguel Aidar, que tinha ficado furioso ao ver o meia-atacante dizer ao Globoesporte.com que preteria o São Paulo ao Corinthians, pensa que ainda pode dar um chapéu no arquirrival - ou ao menos atrapalhar o acerto ao máximo.
A informação vinda de dentro do São Paulo diz que o Dínamo aceitou a proposta do clube pelo meia-atacante e deu aval para o atleta assinar pela equipe tricolor, apesar de o mesmo ter dito publicamente que prefere o arquirrival, assim como seus empresários. O time tricolor tem até um documento assinado comprovando que pode pagar à vista a primeira parcela dos 3,5 milhões de euros prometidos.
Agora, o São Paulo reviveu por Dudu, e a novela vai continuar. Até quando?
GETTY
Atacante Dudu, pivô de briga São Paulo x Corinthians
Atacante Dudu, pivô de briga São Paulo x Corinthians

Jon Jones precisa ser punido pelo UFC

O UFC agiu muito bem logo que foi anunciado o teste positivo de Jon Jones na noite desta terça-feira. Certamente, os dirigentes já sabiam da notícia e preparam o terreno junto com o campeão do UFC. A decisão do americano de se internar e, com isso, receber o apoio do evento e de seus patrocinadores, foi uma atitude inteligente de todas as partes.
O regulamento da agência que faz os testes antidoping diz que a substancia encontrada não é considerada ilegal caso não esteja no exame feito na semana da luta. Por isso, não haverá punição.
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Jon Jones comemora após ser anunciado vencedor no UFC 182
Jon Jones venceu Daniel Cormier no último sábado
Ainda que discorde totalmente disso, afinal, o teste surpresa é exatamente para pegar o atleta em sua preparação, entendo que não há muito o que se questionar, já que está no regulamento, e modificá-lo agora não seria muito provável. Mesmo considerando um absurdo.
Mas, se a Comissão Atlética não pode punir Jon Jones, o UFC pode. O campeão é um funcionário da empresa e violou uma das mais graves regras que um evento possui, que é o antidoping.
Se outrora lutadores foram punidos por maconha, testosterona, stanozolol, por segurar finalizações encaixadas, etc, o usuário de cocaína deve receber o mesmo tratamento. Os atletas seguem regras. Todos eles sabem exatamente o que podem e o que não podem fazer.
Jon Jones burlou a regra. Certamente sabia que tomava uma atitude errada, e foi em frente.
Mesmo que a substância não tenha sido usada para trapacear e melhorar sua performance, ela está na lista de substâncias proibidas e, portanto, quem a utiliza deve sofrer as consequências.
A questão pra mim é essa. É bem simples.
O UFC deve punir o atleta, decidir quanto a manutenção de seu título ou não, etc. E, após o cumprimento da suspensão, deixar as portas abertas para seu retorno, caso julgue interessante.
Falando do cidadão Jon Jones; ele não se tornou um marginal por isso, sequer merece ter seus feitos questionados. O que ele faz dentro do octógono é espantoso. O reconhecimento de que errou e a decisão de se internar são atitudes louváveis, de homem mesmo.
Já o atleta errou. Errou muito!
E isso não pode ficar assim.

O que esperar de 2015



As primeiras raquetadas já foram dadas, e uma surpresa apareceu.
Se o Djokovic começou passeando, como terminou o ano, o Nadal começou exatamente como terminou.
Não me surpreende ver o Djokovic preparado para mais um ano em alto nível e passando por cima dos jogadores top 30, 50 ou 100. Não me estranha ele já mostrar ao mundo que quer se manter na primeira colocação. Sem dúvida, ele é o jogador a ser batido este ano.
Por outro lado, temos o Federer, que ainda não jogou, e o Nadal, que começa o ano lento, pesado e sem ritmo. Depois da demora para operar de apendicite, ele só colheu derrotas estranhas. Suas seis últimas derrotas oficiais aconteceram diante de caras que, normalmente, ele não perde. Dustin Brown, Nick Kyrgios, Martin Klizan, Feliciano Lopez, Borna Coric e, agora, Michael Berrer. Estranho.
A boa notícia do primeiro dia de jogos foi a vitória do Feijão no Jahziri, em três sets. Fico feliz, porque sei que ele trabalhou muito duro na pré-temporada e está muito motivado. Que tenha um bom ano e que possa mostrar o seu valor.
Acho que perceberam que estou de volta. Devagar, vou colocando as coisas em ordem e vou escrevendo. A próxima meta é fazer a primeira 'Dica do Fino', que postarei no meu Face (Fernando Fino Meligeni). Fiquem atentos.
Bom ano a todos e vamos com tudo.

Quando enche o Maracanã, Fla fica só com 40%. E o consórcio alega prejuízo. Que tal devolvê-lo?

O Maracanã deu prejuízo ao consórcio montado para administrá-lo. É o resumo de 2014, segundo seus representantes. Fica evidente a dificuldade das empresas brindadas com a herança da Copa do Mundo, estádios (re)erguidos com dinheiro público como o do Rio de Janeiro. As coisas não são tão fáceis assim, pois a manutenção dessas "arenas" é muito cara e entre os obstáculos há a tradicionalmente baixa taxa média de ocupação nos jogos.
REPRODUÇÃO
Borderô de Flamengo x Grêmio: clube ficou com cerca de 40% do que foi arrecadado
Borderô de Flamengo x Grêmio: clube ficou com cerca de 40% do que foi arrecadado
Apesar de reclamar dos resultados, o consórcio "morde" fatias significativas do que é arrecadado. A súmula de Flamengo 0 x 1 Grêmio, maior público do Campeonato Brasileiro de 2014 no estádio, mostra que as despesas são gigantescas. Dos R$ 1.756.965 que perto de 60 mil pessoas deixaram nas bilheterias, coube ao clube carioca a quota de R$ 714.957,75, ou 40,69%. Só de "aluguel de estádio" e "custo operacional" foram descontados R$ 635.022,12, quase 89% do valor que foi parar nos cofres rubro-negros.
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No borderô de Fluminense x Vitória, algumas despesas aparecem zeradas
No borderô de Fluminense x Vitória, algumas despesas aparecem zeradas
É diferente em partidas do Fluminense, cujo acordo o livra de despesas e restringe o faturamento com ingressos aos setores atrás dos gols. No jogo de maior público do clube na Série A ano passado, contra o Vitória, mais de 50 mil compareceram e com os tricolores ficou cerca de 57% do valor líquido. A fatia do consórcio, consequentemente, beirou os 43% e os itens como "despesa operacional do estádio" aparecem zerados.
Se o Maracanã rende um prejuízo mensal de R$ 5 milhões para o consórcio, que o devolvam ao Estado. O dinheiro público já foi torrado na reconstrução. Que pelo menos o estádio seja mais acessível à população, ao torcedor. Alguém dirá que o Estado não sabe administrar o Maracanã. E com esse prejuízo todo, pergunto, o consórcio sabe?
Veja a análise sobre o imbróglio do Maracanã feita no Bate-Bola

Palmeiras apresenta a estrela da companhia: um craque que não calça chuteira nem faz gol

O Palmeiras contratou um batalhão de reforços (oito) para tentar apagar o trágico ano do centenário, mas na reapresentação da equipe a grande estrela da companhia foi... Alexandre Mattos. Que não calça chuteira nem faz gol.
Bicampeão brasileiro pelo Cruzeiro, ele é considerado um ‘craque dos bastidores' na pátria das chuteiras furadas. Ao longo de dois anos, Mattos receberá algo em torno de R$ 120 mil mensais, R$ 40 mil a menos do que faturava o demitido e nada festejado José Carlos Brunoro.
O novo homem forte do nobre presidente Paulo Nobre aterrissou no ninho dos periquitos em revista com muita pompa e circunstância. Ganhou até camisa personalizada.
Mattos montou a Raposa, melhor time do país em 2013/14, após gastar uma boa grana no pão de queijo - na última temporada, por exemplo, foram mais de 20 reforços. Dos 11 titulares que encerraram 2014, sete foram contratados por Mattos: Bruno Rodrigo, Egídio, Henrique, Éverton Ribeiro, Ricardo Goulart, Willian e Marcelo Moreno. Além deles, Dedé, Dagoberto e Júlio Baptista também podem ser incluídos na conta das negociações do diretor.
Em BH, garantem que Mattos exige carta branca para trabalhar, autonomia total, o que poucos acreditam que acontecerá no Palmeiras. Duas ou três derrotas certamente serão suficientes para a turma do amendoim se manifestar, acionar as mortais cornetas.
Esperto, Mattos já passou a bola para Nobre: ‘Nosso único ícone é o presidente. É a estrela maior, é o fenômeno. Vamos trabalhar por ele, que representa a instituição.'
O grande sonho de Mattos é chegar ao Circo Brasileiro de Futebol na gestão do palmeirense Marco Polo Del Nero (o cartola ostentação assumirá o trono em abril). Enquanto persegue seu objetivo, Mattos limpa a área no Palmeiras.
O zagueiro Lúcio e o volante Wesley encabeçam a barca alviverde. Outros marinheiros confirmados: o goleiro Deola, os laterais Wendel, Juninho e Weldinho, o zagueiro Victorino, os meio-campistas Eguren, Washington, Felipe Menezes e Bruno César e os atacantes Mazinho e Henrique.
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Reizinho do Parque. Tricampeão do mundo e eterno xodó da Fiel/Fluminense, Rivellino abriu o jogo à revista 'Sexy'. Depois de espinafrar o momento atual do esporte bretão nacional ('não tem camisa 10') e elogiar Pelé ('se jogasse hoje, não faria mil, mas três mil gols'), a ‘Patada Atômica' confirmou que teve um affair com a atriz Sônia Braga, 'uma mulher maravilhosa, num momento muito legal de minha vida no Rio'. Na época, ela fazia Gabriela. E enlouquecia a cabeça de muita gente. Quem não piraria?
Sugismundo Freud. Se um homem bate na mesa e grita, está impondo respeito; se a mulher faz o mesmo, está perdendo o controle.
Facão gaúcho. O imortal Grêmio comunica: precisa cortar mais R$ 1,5 milhão da folha de pagamento para atingir a meta do arrocho estipulada depois do Brasileirão. Até agora, o clube conseguiu detonar R$ 2 milhões com as saídas de Zé Roberto, Dudu, Alan Ruiz, Pará, Bressan e outros menos votados. Se limpar o armário de Kleber Gladiador, Marcelo Moreno, Fernandinho e Edinho, pimba na caxirola: objetivo alcançado, com louvor. Folha em torno de R$ 4 milhões. Passando a régua: o 'sargento' Felipão terá de fazer uma boa limonada no Gauchinho com pouco suco.
Zé Corneta. Messi, um diabo em campo, um capeta fora dele.
Bem, amiguinhos. O Atlético de Madrid já colhe lucros com o retorno de Fernando Torres. Em apenas nove horas, o clube espanhol vendeu duas mil camisas com o número 19 na apresentação do atacante. Revelado pelo clube, Fernando Torres voltou após oito anos defendendo Liverpool, Chelsea e Milan. Ele estreou na vitória sobre o Real Madrid (2 a 0), pela Copa do Rei. Passou em branco, mas foi muito aplaudido pela galera. O Atlético saboreou o terceiro triunfo consecutivo sobre o arquirrival.
Dona Fifi. O morro do Vidigal (RJ) está podendo: o astro inglês David Beckham terá Madonna como vizinha. As duas casas têm vista privilegiada para o mar.
Bem, diabinhos. O 'professor' Mano Menezes passou as festas de fim de ano um pouco macambúzio. Ele esperou inutilmente por um telefonema do Corinthians a fim acertar os ponteiros, fechar a conta na velha Fazendinha após um ano de trabalho. O clube deve ao treinador seis meses de direitos de imagem.
Gilete press. De Fábio Suzuki, no ‘Lance': "Opositores do Vasco querem que as contratações do lateral Erick, do volante Victor Lemos e do atacante Erick Luis entrem na pauta do Conselho Fiscal por supostas ligações com a diretoria. De acordo com as denúncias, os atletas estariam ligados à Brasport, empresa fundada por Paulo Angioni, atual gerente de futebol, José Luis Moreira, VP de futebol, e Paulo Reis, VP Jurídico. ‘A Brasport nunca foi dona de jogador. É coisa de quem quer tumultuar', diz Reis. Coincidentemente, os três passaram pelo Olaria entre 2011 e 2012, período em que a Brasport era a responsável pela gestão do clube. Também passaram pelo Bahia na época em que Paulo Angioni era o gestor do tricolor." Toca o hino!
Caiu na rede. Os CEOs do futebol andam falando mais que papagaio de manicure.
Tititi d'Aline. O mandachuva e raios do soberano São Paulo, CM Aidar, gosta de grandes emoções. Desta vez não é a filha, a namorada ou o genro trabalhando nos bastidores do clube, segundo o blogueiro Menon, do ‘Uol'. O chefão contratou advogado Rafael Botelho como diretor de relações internacionais, um corintiano de carteirinha. Tão fanático pelo time que até viajou ao Japão para ver a conquista do Mundial. Antes de acertar com o Tricolor, Botelho costumava se referir aos são-paulinos como ‘bambis'. A próxima reunião do conselho do clube deve pegar fogo.
Você sabia que... nenhum time conquistou três vezes seguidas a Copa de juniores?
‘Bola de ouro'. CBF. O admirável Circo Brasileiro de Futebol respondeu maravilhosamente à provocação nas redes sociais, que lembraram a data desta quarta - 7/1 de 2015. A espevitada assessoria de comunicação publicou no site: ‘Em 7 de janeiro de 81, Brasil goleou a Alemanha por 4 a 1, no Mundialito'. Foi efusivamente aplaudida com chacotas. Sem noção.
Bola de latão. Corinthians. Mais uma cartada genial do gerente Edu Gaspar: contratado a peso de ouro (R$ 450 mil por mês), o volante Cristian está lesionado (pubalgia). Não deve disputar os amistosos nos EUA.
Bola de lixo. Jon Jones. O campeão dos meio-pesados do UFC tomou um 'mata-leão' no antidoping: cocaína. Após o nocaute, Jones anunciou que havia começado o tratamento para livrar-se da droga.
Bola sete. "A crise é grave, muito grave. Vamos divulgar todos os números dentro de alguns dias. Nenhum esqueleto vai ficar dentro de armário" (promessa de Modesto Roma Jr., novo presidente do Peixe, que defende um arrocho geral nas chuteiras).
Dúvida pertinente. Cadê os R$ 450 milhões que o Peixe abocanhou com a venda de garotos desde 2003?

Kobe Bryant dá as boas-vindas a Steven Gerrard no LA Galaxy: 'Chute alguns traseiros'



Fã de futebol, o astro do Los Angeles Lakers e da NBA, Kobe Bryant, gravou um vídeo de boas-vindas a Steven Gerrard, nova contratação do LA Galaxy.
"O que eu posso dizer, cara: bem-vindo a Los Angeles! Espero que você nos traga mais um título ao Los Angeles Galaxy. Tenho certeza que trará", disse Kobe.
"Estou ansioso para ir a um jogo e ver o que você faz, sou um fã de longa data de sua versatilidade, sua agressividade e sua liderança. Então, bem-vindo a Los Angeles, cara, aproveite e chute alguns traseiros no processo", falou o jogador de basquete.
Steven Gerrard deixará o Liverpool, onde está desde os anos 1980, e vai para a ex-equipe de Landon Donovan com um contrato de 18 meses.
Veja abaixo o recado de Kobe Bryant:

Entrevista com Alexandre Wrobel, vice de futebol do Flamengo: 'Marcelo Cirino já é uma ousadia'

PEDRO HENRIQUE TORRE/ESPN.COM.BR
Alexandre Wrobel, vice de futebol do Flamengo, no Ninho do Urubu
Alexandre Wrobel, vice de futebol do Flamengo, fala de contratações, parcerias e divisões de base.
Na versão 2015 do Flamengo, o silencio é de ouro. A diretoria trabalha em sigilo buscando as contratações para fortalecer o elenco à disposição do técnico Vanderlei Luxemburgo, que já trabalha em Atibaia, no interior de São Paulo.
Nesta linha, o vice-presidente de futebol Alexandre Wrobel não falou sobre nomes ao atender gentilmente o blog, mas reforçou os objetivos para o primeiro semestre: o meia criativo pedido pelo treinador rubro-negro e mais um atacante, além de Marcelo Cirino - a principal novidade até aqui, dentro da "margem de ousadia" na austeridade financeira da gestão que vai equilibrando as finanças.
BLOG - A diretoria do Flamengo não fala em nomes antes de concretizar as negociações, mas é possível ao menos citar as posições dos jogadores que o clube está buscando?
ALEXANDRE WROBEL - Nós continuamos trabalhando em cima de um meia criativo e outro atacante, além do Marcelo Cirino. Ao menos para o primeiro semestre, essa é a meta. O sigilo é fundamental para evitar que mercado inflacione o valor, entre outras complicações. O Marcelo, por exemplo, foi uma negociação de três meses, sem vazamentos.
BLOG - Essa procura respeita o limite do orçamento com rigor máximo ou há uma "margem de ousadia"?
ALEXANDRE WROBEL - Marcelo Cirino já é uma ousadia. Ele é o nosso único jogador de investidor. Nós temos compromissos com o Doyen Group (investidores que pagaram R$ 13 milhões por 50% dos direitos econômicos do jogador junto ao Atlético-PR). Mas acreditamos no potencial do atacante, que vai fazer 23 anos, é rápido, tem ótimo potencial e boas possibilidades de dar retorno financeiro.
BLOG - Há possibilidade de outras negociações com parceria de investidores?
ALEXANDRE WROBEL - Isso será analisado caso a caso, com calma e responsabilidade. Mas se atender aos interesses do Flamengo sem colocar em risco o nosso planejamento, é uma hipótese.
BLOG - Como é a participação do Vanderlei Luxemburgo na avaliação dos nomes estudados pela diretoria?
ALEXANDRE WROBEL - Fizemos reuniões praticamente diárias e ele está a par de tudo. A ida ao mercado pode partir de uma indicação dele que se encaixa nos nossos parâmetros como chegar até ele por nós e ser discutido.
BLOG - Dentro dessa política austera na montagem do elenco, como está o aproveitamento das divisões de base, fundamental por não gerar custo em contratações?
ALEXANDRE WROBEL - Tomamos algumas medidas no sentido de reestruturar a base, inclusive com mudanças no comando técnico de algumas categorias. Estamos também investindo em infraestrutura, como alojamentos e cozinha. Mas são soluções que só darão resultados a médio/longo prazo. Não se mexe hoje na base para colher os frutos daqui a seis meses.
BLOG - Douglas Baggio, artilheiro do time na Copa São Paulo, é um nome visto com carinho?
ALEXANDRE WROBEL - Não adianta pensar em nomes. Inclusive, é uma crueldade com o atleta em formação. Muitos jovens se perderam no Flamengo por serem vistos como "novos Zicos". O Douglas tem qualidade, mas essa transição para o profissional precisa ser cuidadosa e natural, sem pressões