terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Santos se nega a pagar metade do salário, e Cruzeiro já fala em ficar sem Damião

GAZETA PRESS
Leandro Damião vai defender o Santos ou o Cruzeiro em 2015?
Leandro Damião vai defender o Santos ou o Cruzeiro em 2015?
A ida de Leandro Damião ao Cruzeiro parecia praticamente selada, mas tem tudo para não se concretizar. O próprio clube mineiro já admite que as negociações não parecem perto de um final feliz.
"Conversamos com o ex-presidente dos Santos e estava certo um empréstimo. Mas o presidente eleito está dificultando o acordo. No momento, é difícil a vinda do jogador. Todos os jogadores que estão no mercado são vistos como negócios inviáveis neste momento", disse o presidente do clube celeste, Gilvan Tavares, já admitindo também que não tem um plano B para o negócio.
O problema todo é por conta da crise financeira do Santos. A nova diretoria do clube ainda nem assumiu oficialmente o comando, mas o presidente Modesto Roma já deixou claro que não quer saber de pagar metade dos salários do centroavante, como havia alinhado o ex-comandante Odílio Ribeiro.
A precaução de Modesto Roma tem um motivo claro. O Santos vive uma séria crise financeira e tem cerca de R$ 6 milhões de reais em salários atrasados. A situação já começa a fazer com que alguns jogadores sejam especulados para deixar o clube, como o volante Arouca e o meia Lucas Lima, peças fundamentais na última temporada.
Uma alternativa para que a negociação de Damião fosse para frente era a de que algum jogador do Cruzeiro fosse envolvido na transação. O Santos chegou a mostrar interesse em Dagoberto e Pedro Ken, mas não avançou nas propostas.
Enquanto isso, os agentes de Damião seguem tentando fazer com que o negócio com o Cruzeiro não morra. "A decisão depende exclusivamente da diretoria do Santos. O Cruzeiro já manifestou oficialmente o interesse e de nossa parte já estamos acertados com a equipe mineira. Nosso pensamento já está totalmente focado no Cruzeiro", disse o empresário Vinicius Prates.
"Ninguém quer trabalhar em um lugar que não é bem visto, então o melhor para todos seria o Damião buscar novos ares e daqui um ano se for o caso, voltar. Porém, voltar em uma condição totalmente diferente desta que foi criada agora. Esse clima não faz bem ao jogador e para o clube. O prudente é que sejam buscados novos ares. O Leandro está com três meses de salário atrasado e não buscamos nenhuma medida radical, em respeito ao clube, a sua história e torcida. Estamos conduzindo tudo de maneira pacífica, mas agora é momento do Santos reconhecer que o clima não está bom e o atleta precisa de novos ares para poder recuperar a sua condição que o revelou", completou.
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Copa São Paulo: Babaçu/MA x Santos

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Rafael decide 'duelo argentino', Napoli bate Juve nos pênaltis e leva Supercopa da Itália


Veja os gols do título do Napoli sobre a Juventus
A final era da Supercopa da Itália, o jogo aconteceu no Catar, foi todo baseado em um duelo argentino e acabou decidido nas mãos de um brasileiro. Depois de buscar um empate por 2 a 2 nos últimos minutos da prorrogação, o Napoli bateu a Juventus por 6 a 5 nos pênaltis e levantou a taça da competição.
É a segunda vez que o Napoli levanta o troféu em três finais de Supercopa que fez. Curiosamente, todas as decisões do clube foram justamente contra a Juventus - vitória em 1990 e derrota em 2012. Já a Juve desperdiça a chance de se isolar como maior campeã da história e segue empatada com o Milan com seis taças cada.
Tevez apareceu logo aos cinco minutos de jogo. O argentino ganhou um presentão da defesa do Napoli e não desperdiçou. David López recuou mal, Albiol e Koulibaly bateram cabeça e deixaram a bola limpa para o atacante. Com a calma de sempre, Carlitos invadiu a área e tocou na saída do goleiro Rafael para abrir o placar.
O gol rápido dava a impressão de que a Juventus não sofreria muito para conseguir a vitória. Tevez ainda chegou a ter outra chance em uma bomba na entrada da área que parou em ótima defesa de Rafael. Na sequência, porém, o jogo mudou completamente. A Juve tirou o pé do acelerador, e o Napoli aproveitou para equilibrar a partida.
Foi aí que Higuaín começou a aparecer no jogo. O argentino primeiro parou em ótima defesa de Buffon na etapa inicial e depois acabou batendo caprichosamente na trave em chute de cobertura na segunda etapa.
De tanto insistir, porém, o Napoli chegou ao empate. E justamente com o argentino. Aos 25 minutos, De Guzmán arrancou pela esquerda, fez boa jogada e cruzou com perfeição na cabeça de Higuaín, que subiu bonito e colocou no cantinho de Buffon.
O empate acordou a Juventus, que voltou a tentar ir para cima. Já na prorrogação, Koulibaly chegou a salvar em cima da linha um chute de Vidal. Mas era mesmo o dia dos argentinos, e o segundo gol sairia apenas pelos pés de Tevez. E que gol! Pogba começou a jogada com belos dribles na entrada da área e rolou para Carlitos. No jogo de corpo, ele deixou Koulibaly na saudade e bateu no cantinho, sem chances para Rafael.
Veja todas as defesas do brasileiro Rafael Cabral na partida contra a Juventus
Tudo parecia resolvido. Só parecia. O Napoli também tinha seu argentino inspirado. Restando apenas dois minutos para o fim da partida, a zaga da Juventus se enrolou toda para afastar um cruzamento, e a bola acabou sobrando para Higuaín. Meio caído, o atacante ainda conseguiu deslocar Buffon para mandar para as redes.
No duelo dos pênaltis, porém, nada de Argentina. O brilho foi brasileiro. Para começar, Tevez mandou o primeiro pênaltis da Juventus na trave. Depois, o ex-santista Rafael pegou duas cobranças, a última de Padoin, e garantiu o troféu ao Napoli.
FICHA TÉCNICA
JUVENTUS (5) 2 X 2 (6) NAPOLI
Local: Estádio Sheik Jassim Bin Hamad, em Doha (Qatar) 
Data: 22 de dezembro de 2014, segunda-feira
Horário: 15h30 (de Brasília) 
Árbitro: Paolo Valeri (Itália) 
Cartões amarelos: Pereyra e Tévez (Juventus); Higuain, Callejón, Albiol, Mertens e Ghoulam (Napoli).
Gols: JUVENTUS: Tévez, aos cinco minutos do primeiro tempo normal, e a um minuto do segundo tempo da prorrogação. 
NAPOLI: Higuain, aos 22 do segundo tempo normal, e aos 13 do segundo tempo da prorrogação.
Pênaltis:
JUVENTUS: Converteram: Arturo Vidal, Pogba, Marchisio, Morata e Bonucci. Perderam: Tévez, Chiellini, Pereyra e Padoin.
NAPOLI: Converteram: Ghoulam, Albiol, Inler, Híguain, Gargano e Koulibaly. Perderam: Jorginho, Mertens e Callejón.
JUVENTUS: Buffon; Lichtsteiner (Padoin), Bonucci, Chiellini, Evra; Marchisio, Pogba, Pirlo (Pereyra) e Vidal; Tévez e Llorentte (Morata)
Técnico: Massimiliano Allegri
NAPOLI: Rafael Cabral; Maggio, Albiol, Koulibaly e Ghoulam; López (Inler), Gargano, Callejón, de Guzmán (Jorginho) e Hamsik (Mertens); Higuain
Técnico: Rafa Benítez
Pior chute do ano? Higuaín fura a bola de forma incrível
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Supercopa da Italia: Juventus x Napoli

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Aos 40 anos, Zé Roberto assina contrato de uma temporada com Palmeiras

Veja gols e lances do veterano Zé Roberto, reforço do Palmeiras para 2015
O reforço mais renomado do Palmeiras para 2015 foi, finalmente, anunciado. O meia Zé Roberto, de 40 anos, realizou exames médicos e assinou nesta segunda-feira contrato até 31 de dezembro de 2015.
O veterano já tinha acertado verbalmente com o clube, mas estava na Alemanha. Retornou ao Brasil no sábado e realizou os procedimentos burocráticos nesta tarde. Chega com o aval do técnico Oswaldo de Oliveira e elogiado pela diretoria por sua condição de liderança dentro e fora de campo.
O meio-campista atuou as duas últimas temporadas no Grêmio, sendo que, em 2014, jogou na lateral esquerda, recebendo prêmio da revista Placarcomo melhor jogador na posição. Mas deve atuar em sua função original no time alviverde.
O Palmeiras é o décimo clube da carreira de Zé Roberto, que já atuou por Portuguesa, Flamengo, Santos e Grêmio, no Brasil, Bayern Leverkusen, Bayern de Munique e Hamburgo, na Alemanha, Real Madrid, na Espanha, e Al-Gharafa, no Catar. Disputou duas Copas do Mundo, em 1998, como reserva, e em 2006, sendo um dos poucos destaques positivos da Seleção.
Embora veterano, o jogador sempre se destacou pela boa forma física e acumulou poucas lesões na carreira. Tanto que voltou a atuar na lateral esquerda, sua posição de origem, em 2014, terminando a temporada com 46 jogos pelo Grêmio, e um gol marcado.
Além de Zé Roberto, o Palmeiras já anunciou oficialmente o volante Amaral, ex-Goiás, o lateral direito Lucas, ex-Botafogo, e o volante Andrei Girotto, ex-América-MG. Faltam detalhes burocráticos para confirmar também as vindas do zagueiro Vitor Hugo, ex-América-MG, e do atacante Leandro, ex-Chapecoense e que estava apalavrado com o Corinthians. O clube ainda tenta contratar o volante Arouca, do Santos.

Rafael decide 'duelo argentino', Napoli bate Juve nos pênaltis e leva Supercopa da Itália

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Higuaín fez os dois gols do Napoli e foi fundamental para garantir título da Juventus
Higuaín fez os dois gols do Napoli e foi fundamental para garantir título da Juventus
A final era da Supercopa da Itália, o jogo aconteceu no Catar, foi todo baseado em um duelo argentino e acabou decidido nas mãos de um brasileiro. Depois de buscar um empate por 2 a 2 nos últimos minutos da prorrogação, o Napoli bateu a Juventus por 6 a 5 nos pênaltis e levantou a taça da Supercopa da Itália.
Tevez apareceu logo aos cinco minutos de jogo. O argentino ganhou um presentão da defesa do Napoli e não desperdiçou. David López recuou mal, Albiol e Koulibaly bateram cabeça e deixaram a bola limpa para o atacante. Com a calma de sempre, Carlitos invadiu a área e tocou na saída do goleiro Rafael para abrir o placar.
O gol rápido dava a impressão de que a Juventus não sofreria muito para conseguir a vitória. Tevez ainda chegou a ter outra chance em uma bomba na entrada da área que parou em ótima defesa de Rafael. Na sequência, porém, o jogo mudou completamente. A Juve tirou o pé do acelerador, e o Napoli aproveitou para equilibrar a partida.
Foi aí que Higuaín começou a aparecer no jogo. O argentino primeiro parou em ótima defesa de Buffon na etapa inicial e depois acabou batendo caprichosamente na trave em chute de cobertura na segunda etapa.
De tanto insistir, porém, o Napoli chegou ao empate. E justamente com o argentino. Aos 25 minutos, De Guzmán arrancou pela esquerda, fez boa jogada e cruzou com perfeição na cabeça de Higuaín, que subiu bonito e colocou no cantinho de Buffon.
O empate acordou a Juventus, que voltou a tentar ir para cima. Já na prorrogação, Koulibaly chegou a salvar em cima da linha um chute de Vidal. Mas era mesmo o dia dos argentinos, e o segundo gol sairia apenas pelos pés de Tevez. E que gol! Pogba começou a jogada com belos dribles na entrada da área e rolou para Carlitos. No jogo de corpo, ele deixou Koulibaly na saudade e bateu no cantinho, sem chances para Rafael.
Tudo parecia resolvido. Só parecia. O Napoli também tinha seu argentino inspirado. Restando apenas dois minutos para o fim da partida, a zaga da Juventus se enrolou toda para afastar um cruzamento, e a bola acabou sobrando para Higuaín. Meio caído, o atacante ainda conseguiu deslocar Buffon para mandar para as redes.
No duelo dos pênaltis, porém, nada de Argentina. O brilho foi brasileiro. Para começar, Tevez mandou o primeiro pênaltis da Juventus na trave. Depois, o ex-santista Rafael pegou duas cobranças, a última de Padoin, e garantiu o troféu ao Napoli.

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Supercopa da Italia: Juventus x Napoli

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Flamengo pode estar perto de anunciar Jonas como reforço

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Assim como a maioria dos clubes, a diretoria do Flamengo também segue se planejando para a temporada 2015, tendo como visão as disputas do Campeonato Carioca. E o clube estaria perto de anunciar o volante Jonas, atualmente no Sampaio Corrêa, que disputa a Série B do Campeonato Brasileiro.

O jogador também estaria na mira de Fluminense e Corinthians, porém, seu acerto concreto seria com o Rubro-Negro. Fontes indicam que as tratativas da contratação já estariam na fase final.

Atualmente com 24 anos, o jogador chegou ao Sampaio na temporada 2013, e antes, passou por clubes como Piauí/PI e Comercial/PI. O anúncio do atleta pode acontecer ainda nessa semana.

Viva a Liberdade, um filmaço

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O bom das férias é também poder dedicar as tardes para ver um filme.
E o que acabo de ver, que passou praticamente despercebido pelo Brasil, –talvez por ter sido exibido em julho, durante a Copa do Mundo –é o italiano “Viva a Liberdade”, do diretor Roberto Andò e com o excepcional Toni Servillo, que brilhou também em a “Grande Beleza”.
Achava, até vê-lo, que o argentino “Relatos Selvagens” seria o filme do ano.
Agora estou em dúvida.
Recomendo vivamente que você o procure para ver em casa.
Abaixo, uma resenha que subscrevo:
Por Luciana Ramos
A história política recente da Itália, assim como a do Brasil, perpassa por escândalos de corrupção absurdos que resultaram em extrema ineficiência em prover as necessidades da população.
A crise de representatividade que permeia o país (e que pode ser estendida a todo o mundo) é explorada na sagaz comédia de Roberto Andò, “Viva a Liberdade”, tendo como principal instrumento o excepcional talento do ator Toni Servillo (A Grande Beleza).
Enrico Oliveri (Toni Servillo) é o representante do partido de esquerda italiano para as próximas eleições presidenciais.
O povo, porém, não consegue mais acreditar em promessas vazias de uma entidade que não apresenta novas alternativas para tirar a economia da lama, o que culmina no ódio direcionado a figura do Senador.
Com clara incapacidade de liderança e sofrendo de depressão, Enrico decide largar tudo e fugir.
Em conversa com Anna Oliveri (Michela Cescon), mulher do senador, o assessor Andrea Bottini (Valerio Mastandrea) decide chamar o irmão gêmeo do político, o filósofo e professor Giovanni Ernani, para assumir a vida do outro por um tempo.
Este, paciente mental recentemente liberado do manicômio, acaba virando o partido de cabeça para baixo por meio de declarações escandalosas do tipo “os partidos são medíocres porque as pessoas são medíocres; o partido é corrupto porque as pessoas também o são”.
E assim, citando grandes romancistas e filósofos e falando estritamente a verdade, torna-se extremamente popular. Com seu discurso cortante, capaz de desarmar qualquer crítica e aflorar reflexões, torna-se de fato um político democrático por representar a voz do povo, o símbolo da mudança de uma Itália estagnada a até então desesperançosa.
Enquanto isso, Enrico hospeda-se na casa de uma amiga e ex-namorada na França, chamada Danielle (Valeria Bruni Tedeschi).
Ela, agora casada com um diretor de cinema e com uma filha, o leva a um set de um filme, e em pouco tempo Enrico sai do estado de apatia e depressão que se encontrava.
A trama segue até os momentos finais nestas duas frentes e aos poucos desenvolve aos poucos mais sobre o passado dos personagens e suas motivações, ao mesmo tempo que aprofunda a crítica à crise democrática do país.
Não é por acaso, por exemplo, que Enrico escolhe um set de filmagem para se refugiar, já que a premissa dessa arte é criar e vender ilusões. Igualmente proposital é a passagem que Giovanni (agindo como Enrico) firma um acordo com a embaixatriz da Argentina dançando um tango.
Por meio dessas “sacadas” inteligentes, a tese de uma política mais transparente e próxima aos ideais democráticos emerge.
No entanto, o objetivo principal do longa de Roberto Andó não teria sido atingido sem a atuação magistral de Toni Servillo.
Por serem dois personagens de personalidade completamente diferentes, a liberdade de composição foi amplamente aproveitada pelo ator, que soube diferenciá-los em interpretações detalhistas e ricas.
Demonstrações do seu talento permeiam todo o longa em pequenos gestos, trabalho postural e erguidas de sobrancelhas. De fato, é até possível detectar qual personagem está em cena somente pela sua expressão facial.
“Viva a Liberdade” denuncia de maneira inteligente e ácida os jogos de bastidores da política, entregue aos interesses dos seus dirigentes e cada vez mais longe dos anseios do povo.
Expõe, ainda, toda a sensibilidade e talento do ator Toni Servillo em sua caracterização de duas personalidades diametralmente opostas.
Ainda que não atinja a excelência, diverte e provoca a reflexão ao mostrar que talvez o que falte na política seja um pouco mais de transparência e, por que não, insanidade.
Nota adicional do blog: Só discordo da crítica em seu último parágrafo, por achar que o filme atinge sim a excelência e por considerar, sem talvez, que o que falta à política é muito mais transparência e alguma insanidade.
Agradeço a Bob Fernandes pela indicação.