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sábado, 22 de novembro de 2014
sexta-feira, 21 de novembro de 2014
Procurando o Que Fazer
O problema de campeonatos por pontos corridos é que depois que se alcança a meta proposta, por mais muquirana que seja a meta, o interesse do time e da torcida pela competição despenca, ninguém mais tem saco. Depois que o Flamengo alcançou os pontos necessários para manter a vergonha na cara em 2015 a diversão acabou e só ficou a aporrinhação de jogos desnecessários e enfadonhos. O jogo contra a galinha eu nem me preocupei em assistir, tinha compromissos sociais na mesma hora e nem por um minuto pensei em perder duas horas de diversão pra acompanhar a pelada. Fiz bem, né?
Tudo bem que um monte de tarados acompanhou atentamente o jogo, mas não havia a menor necessidade. Quem sou eu pra ensinar alguém a torcer, mas para quem fecha com o certo ainda perder tempo com a presente edição do Brasileiro é só microgerenciamento que não traz nenhum resultado prático. Eu não posso, tenho um monte de louça pra lavar.
Espero que lá na torre de vidro onde nossa cartolagem projeta o Flamengo do futuro o pessoal esteja mais dedicado ao planejamento da nossa próxima temporada do que com os melancólicos compromissos da tabela de um campeonato que já acabou. Não é um trabalho livre de pressões, ainda mais porque no ano que vem tem eleição no clube, o que geralmente, exceção feita ao atípico 2009, significa que o Flamengo não ganhará nem o carioqueta de praxe.
Gosto muito dos caras que ganharam a ultima eleição no Flamengo, acho que eles tem feito um trabalho fundamental, ainda que não apareça muito, ajeitando as finanças e tentando recuperar a imagem do clube no mercado. Mas é aquele negócio, CND não entra em campo, as taxas de juros reduzidas após muita negociação não marcam ninguém e uma politica salarial realista não sabe chutar a gol.
Se fizerem tudo certinho nos gabinetes e nos guichês dos bancos, mas o time não der em bola, já era o apoio da massa ignara. E tá muito certa a massa. A torcida não tem a menor obrigação de apoiar a austeridade e os hábitos morigerados da administração flamenga. Nego quer ver gol, volta olímpica e ingresso barato, e não quer nem saber quanto custa.
Há quem diga que o hoje o Flamengo tem uma base, que mantido Luxemburgo no comando técnico basta que cheguem reforços pontuais para que tenhamos um time capaz de disputar as principais competições em igualdade de condições com os outros clubes. Eu não sei se compro essa ideia, às vezes acho que no elenco não temos nem 10 jogadores que mereçam envergar o Manto em 2015.
O que sei, com certeza, é que se não chegar um armador e um atacante fodões, que sejam capazes de transformar a correria de Everton Bolt e Gabriel em gols, vamos ter outra temporadinha safada e esquecível. Vamos torcer, vamos cobrar.
Mengão Sempre
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quinta-feira, 20 de novembro de 2014
Jobson perde pênalti, Figueirense vence no Rio, 'se salva', e Botafogo coloca um pé na Série B
O desespero dos botafoguenses ficou ainda maior e apenas um milagre pode salvar o time do rebaixamento para a Segunda Divisão. Com um pênalti perdido por Jobson e um gol de França logo em seguida, o Figueirense venceu o Botafogo por 1 a 0, nesta quarta-feira à noite, no estádio de São Januário, no Rio de Janeiro. O resultado praticamente salvou o time catarinense da queda, enquanto os cariocas estão com um pé na Série B do Brasileiro, o que gerou muito protestos dos torcedores nas arquibancadas.
Faltando três rodadas para o fim, o Alvinegro carioca está na 18ª posição com 33 pontos, é o time que mais perdeu na competição, com 20 derrotas em 35 jogos disputados. Para se livrar da degola, o Botafogo precisaria torcer por uma combinação de resultados, além de ganhar as três partidas restantes. O rebaixamento pode até ser confirmado já no próximo domingo, quando a equipe vai visitar o Chapecoense, dependendo do que acontecer com os concorrentes.
Já o Figueirense está na 13º colocação agora com 43 pontos e, apesar de ainda não estar matematicamente garantido na Série A em 2015, deve permanecer mesmo que não some mais nenhum ponto. A equipe de Florianópolis volta a campo no domingo contra o Vitória, no Orlando Scarpelli.
O duelo desta quarta mudou completamente de panorama após Jobson chutar por cima uma cobrança de pênalti aos 2 minutos do segundo tempo, depois de a bola bater na mão de Cereceda em cruzamento de Régis. Antes do intervalo, mesmo desorganizado, o Botafogo teve mais posse de bola e chegou a pressionar, mas o goleiro Tiago Volpe fez boas defesas.
Logo na sequência do erro do atacante botafoguense, França cabeceou para a rede, aos 6 minutos, fez o único gol do jogo e deu a vitória ao Figueira. Mesmo com tempo para buscar a reação, os donos da casa não tiveram tranquilidade e nem qualidade suficientes para chegarem ao gol.
O jogo
O Botafogo começou a partida tentando pressionar o Figueirense, mas viu os catarinenses terem espaço para avançar com mais perigo nos primeiros minutos. Tanto que os visitantes quase abriram o placar aos 11 minutos. Dankler e Jefferson se confundiram e o zagueiro deu um chute para o alto na área. O goleiro tentou tirar a bola de cabeça, mas Marcão foi mais esperto e cabeceou, mas para fora.
O lance fez os cariocas melhorarem na marcação. Assim, os donos da casa passaram a dominar a partida. No entanto, a primeira boa chance do Botafogo aconteceu somente aos 28 minutos. Bolatti ajeitou para Jobson, que acertou chute forte de fora da área. O goleiro Thiago Volpi se esticou e fez grande defesa.
Com o tempo, os botafoguenses tinham a posse de bola a maior parte do tempo, principalmente no campo de ataque. Os donos da casa tiveram duas chances aos 34 minutos, com André Bahia. Na primeira, ele aproveitou falta cobrada na área para cabecear, mas viu Thiago Volpi salvar o Figueirense. Depois, o defensor cabeceou mal após cruzamento de Régis.
Nos minutos finais, o Botafogo seguiu em busca do gol, mas desperdiçou grande chance aos 39 minutos. Jobson tocou para Bolatti na entrada da área, mas o volante finalizou por cima do travessão. Assim, o duelo foi para o intervalo sem gols.
Na etapa final, os cariocas começaram com tudo e tiveram a oportunidade de abrir o placar aos três minutos. Cereceda colocou a mão na bola na área e o árbitro marcou pênalti. No entanto, Jobson cobrou muito mal e colocou por cima do gol de Tiago Volpi.
A resposta do Figueirense veio aos cinco minutos. Após cobrança de falta na área, Marcão cabeceou, mas Jefferson salvou os cariocas. No minuto seguinte, os catarinenses chegaram ao gol em São Januário. Após cruzamento de Felipe, França apareceu livre para cabecear sem chance para Jefferson.
O revés fez com que o Botafogo fosse obrigado a atacar de todas as formas. No entanto, os cariocas estavam nitidamente nervosos e pouco criavam no setor ofensivo. O Figueirense aproveitou os espaços deixados pelos donos da casa e quase ampliou aos 17 minutos. Marcão tocou para Pablo, que chutou para grande defesa de Jefferson.
O Botafogo só conseguiu chegar novamente com perigo aos 24 minutos. Bruno Corrêa recebeu na área, girou e chutou, mas para fora. Aos 30 minutos, foi a vez de Zeballos finalizar próximo ao gol de Thiago Volpi.
Nos minutos finais, o Botafogo tentou de todas as formas o empate, mas sofreu com a falta de pontaria dos jogadores. O Figueirense recuou e se defendeu até o apito final do árbitro.
FICHA TÉCNICA:
BOTAFOGO 0 x 1 FIGUEIRENSE
BOTAFOGO 0 x 1 FIGUEIRENSE
Local: São Januário, no Rio de Janeiro (RJ)
Data: 19 de novembro de 2014 (Quarta-feira)
Horário: 19h30 (de Brasília)
Árbitro: Anderson Daronco (RS)
Assistentes: José Antônio Chaves Franco Filho e José Eduardo Calza (ambos do RS)
Renda: R$ 65.765,00
Público: 7.406 pagantes
Cartões amarelos: Felipe, Thiago Volpi e França (Figueirense)
GOL
FIGUEIRENSE: França, aos 6min do segundo tempo
Data: 19 de novembro de 2014 (Quarta-feira)
Horário: 19h30 (de Brasília)
Árbitro: Anderson Daronco (RS)
Assistentes: José Antônio Chaves Franco Filho e José Eduardo Calza (ambos do RS)
Renda: R$ 65.765,00
Público: 7.406 pagantes
Cartões amarelos: Felipe, Thiago Volpi e França (Figueirense)
GOL
FIGUEIRENSE: França, aos 6min do segundo tempo
BOTAFOGO: Jefferson, Régis, André Bahia, Dankler e Junior Cesar; Marcelo Mattos, Gabriel e Mario Bolatti (Gegê); Jobson (Zeballos), Murilo (Yuri Mamute) e Bruno Corrêa
Técnico: Vagner Mancini
Técnico: Vagner Mancini
FIGUEIRENSE: Tiago Volpi; Willian Cordeiro, Marquinhos (Nirley), Thiago Heleno e Roberto Cereceda (Marquinhos Pedroso); Dener, França (Yago), Marco Antonio e Felipe; Pablo e Marcão
Técnico: Argel Fucks
Técnico: Argel Fucks
quarta-feira, 19 de novembro de 2014
O Maior do Mundo Livre
Confesso que desde os tempos da escola sou daqueles que superestimam o valor das férias. Confiro ao período de descanso a que têm direito empregados, servidores públicos, estudantes, torcedores e desocupados remunerados em geral, depois de passado um ano ou um semestre de trabalho ou de atividades, uma importância muito maior do que o break remunerado realmente possui. Achava a escola muito chata e acho o Flamengo muito legal, mas os dois sabem ser igualmente cansativos. As férias chegaram em boa hora.
Principalmente porque chegaram junto com a festa pelos nossos primeiros 119 anos de atividade. O 15 de novembro, a despeito de outras efemérides de menor importância comemoradas à mesma data, é o grande dia dos flamengos. Flamengos, vocês sabem, é a designação dada a um conjunto de povos (um etnômino), organizados em múltiplas tribos e pertencentes à família mulamba que se espalhou pela maior parte do Brasil a partir do fim do penúltimo século do segundo milênio D.C..
As comemorações tomaram conta da Gávea no sábado, com peregrinos bem vestidos vindos de todo o Brasil reunidos para louvar, exaltar e exagerar nossas glórias pregressas e, nos intervalos, encher a cara e tirar fotinhos com os monstros sagrados que circulavam pelo quadrilátero lebloniano como se estivessem em sua própria casa. E estavam em casa mesmo, porque o Flamengo é a alma mater de tantos monstros sagrados, de tantos heróis do esporte e da vida que fica até chato fazer citações nominais por causa das omissões provocadas por inevitáveis lapsos da memória.
Se você não pode comparecer ao regabofe na Gávea fique certo de uma coisa: os nossos heróis estavam todos lá, irmanados sob as nossas cores. Alguns de corpo presente e todos os outros espiritualmente. O Flamengo só cresceu a este ponto incomensurável porque sempre soube reverenciar e preservar a memória dos seus, que é o que o faz maior a cada dia. E esse saudável processo de expansão, aparentemente imparável, continuará através dos tempos e enquanto a nossa torcida continuar a demonstrar que é a maior, a mais bonita e mais preparada espiritualmente. É por isso que o Flamengo é o Maior do Mundo.
O final da festança foi marcado para o Maracanã, outra das muitas moradas do mito Flamengo. Enfrentou-se o Coritiba, que é um adversário bacana, que não costuma nos dar muito trabalho quando joga fora dos limites da 5a Comarca. O Flamengo jogou daquele jeitinho, sem muito a conquistar e sem dar nenhum show de disposição e vontade. O importante eram os 11 Mantos correndo pelo relvado. O que foi o suficiente pra meter dois cocos no Coxa e esperar acabar a palhaçada. Mentira. Pra qualquer time do mundo colocar dois gols de vantagem é bom. Menos pro Flamengo.
O jogo de compadres endureceu, o Coxa foi pra cima e deu até aquele friozinho na barriga. No final das contas vencemos, o Mengão alcançou os píncaros dos 46 pontos e continuou com saldo de gols negativo, o melhor indicador do que fomos nesse Brasileiro. A festa continuou nas ruas e nos lares da Nação porque nós somos muito bons nesse negócio de festa. Tem até uma promo rolando pro Jogo das Estrelas, se informem direito. Agora já tá bom de mediocridade, né? Esperamos melhoras significativas no desempenho flamengo durante o Brasileiro de 2015.
Hasta la vista, amigos! Boas Férias!
Mengão Sempre
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Rubro-negro bem vestido, me ajuda a acabar com os perebas no time do Flamengo. Entra logo no sócio torcedor.
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