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sábado, 18 de outubro de 2014
sexta-feira, 17 de outubro de 2014
Gottardo rebate Jefferson, nega deslealdade e ataca: 'Tem falha no caráter'
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Rogério, do Botafogo, é cercado por jogadores do Santos ao tentar jogada durante duelo da Copa do Brasil Wagner Carmo/VIPCOMM
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A crise no Botafogo piora a cada minuto. Após Jefferson fazer duras críticas a Wilson Gottardo, o diretor de futebol rebateu o capitão do Alviengro pouco depois. O dirigente negou ter sido desleal com o goleiro e atacou na mesma moeda: "Tem falha no caráter". O cartola deu sua versão do ocorrido ates da partida com o Santos e taxou a ausência do jogador no duelo como covarde.
"Tudo ocorre por e-mail. Os funcionários do Botafogo são obrigados a verem os e-mails. Todos. O atleta foi comunicado. Eu analisei o calendário da CBF, vi que o voo era em São Paulo e fiz a programação. Ele tinha que ir ao hotel. Foi um ato de covardia de não querer jogar contra o Santos, pois era um jogo difícil. Vou falar de coisas que eu vi e avaliei pessoalmente. Não vou falar de coisas de outras gestões. Mas de coisas de que eu vi. Sou uma pessoa de atitude, de coragem. E vou sempre levar dessa forma. É o legado que posso deixar para minha família", rebateu o dirigente em entrevista ao Fox Sport.
Gottardo não mediu as palavras e disse que Jefferson tem uma falha no caráter. E esse foi o motivo para que o dirigente explicasse o porquê de descartar uma punição para o goleiro. Segundo o dirigente, o capitão é importante para o Alvinegro, que seria punido caso alguma medida fosse tomada.
"Não vou pedir punição nenhuma, pois vou punir o Botafogo. Questiono o caráter dele, Ele tem uma falha no caráter. Falou de mim sem me conhecer. Não sou baba ovo de nenhum atleta. Trato com seriedade. Jefferson não tem nenhum privilegio comigo e por isso não devo ser do agrado dele", completou o dirigente.
O dirigente do Botafogo lembrou ainda de uma declaração de Jefferson que apenas jogadores e comissão técnica estavam unidos, descartando a diretoria. Gottardo revelou na oportunidade, que o goleiro mandou uma mensagem logo em seguida dizendo que as declarações não tinham nada a ver com ele.
"Depois que ele falou isso, me mandou uma mensagem dizendo que não tinha nada contra mim. Aí vem e fala que fui desleal? Não tenho um relacionamento de amizade com ele, mas seremos ainda mais profissionais de agora em diante. Não quero apertar mais a mão do seu Jefferson", acrescentou.
E o dirigente comentou ainda sobre o futuro de Jefferson. Ambos têm contrato até o fim de 2015 e prometem ficar no Botafogo. Gottardo disse que acredita que o goleiro jogará os próximos dez jogos, mas deixa em aberto sua continuidade para a próxima temporada.
"Ele tem contrato até o fim de 2015. Primeiramente temos que pensar nesses próximos dez jogos. Depois ninguém sabe o que acontecerá. Sabemos que ele é assediado por vários clubes. Da Europa e até mesmo do Brasil. Não sei se negocia, comigo não chegou nada. Mas sabemos que é muito assediado", concluiu.
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O fracasso subiu à cabeça de Mano Menezes
Mano Menezes corre o risco, ou deveria correr se o futebol brasileiro não fosse tão mal administrado como é, a voltar a ser um técnico menor.
Porque ninguém pode fracassar sucessivamente na Seleção Brasileira, no Flamengo e no Corinthians, os três times, digamos assim, de maior torcida no Brasil.
Recordemos, rapidamente, a carreira de Mano depois que ele deixou pequenos clubes do interior gaúcho para dirigir o grande Grêmio com a missão, fácil pela diferença de investimento, de tirá-lo da segunda divisão, o que só conseguiu graças aos absurdos acontecidos na famosa “Batalha dos Aflitos”, quando até o presidente tricolor invadiu o gramado.
Depois, justiça se faça, conduziu o time gaúcho a um honroso vice na Libertadores, embora, no Brasil o segundo lugar seja pouco valorizado.
Então, ele pegou o Corinthians com a mesma fácil missão de devolvê-lo à primeira divisão, o que conseguiu sem dramas, mas ficando novamente com um vice na Copa do Brasil, derrotado pelo Sport…
No ano seguinte, então, as conquistas do Paulistinha e da Copa do Brasil, contra o Inter, sob as luzes ainda de Ronaldo Fenômeno, acabaram por levá-lo à Seleção, onde o máximo que conseguiu foi a prata olímpica, em Londres, derrotado pelos mexicanos…
Demitido covardemente da CBF, o Flamengo apostou nele, mas, segundo suas próprias palavras, a Gávea não o entendeu e ele se demitiu.
Acertara com o Corinthians ainda sob a gestão de Tite do mesmo modo que Felipão fizera com a CBF sob a sua administração, embora não perdoe o colega gaúcho por igual traição feita por ele com o outro conterrâneo.
Até chegar ao Flamengo, Mano se caracterizou por dar entrevistas melhores que os desempenhos dos times que dirigia.
Da Seleção para cá, nem isso.
Adotou uma posição arrogante, quis pautar jornalistas, perdeu-se e até dançar dançou — literalmente, nos dois sentidos.
Caso típico que acontece com aqueles que deixam o fracasso subir à cabeça.
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