sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Me Leva Que Eu Vou!

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Dizer que o Flamengo jogou bem ontem é exagero. Foi na conta do chá e o 1 x 0 foi mais do que justo pro futebol apresentado pelo ciclópico Mengão, recordista mundial de participações em semifinais da Copa do Brasil, diante dos potiguares. Se minha intenção fosse fazer uma análise tática sintética da peleja eu diria, humildemente, que já fui a jogos piores pagando. Parabéns mesmo só pra Magnética, sempre exibindo comportamento irreprochável e lotando as arquibancadas do mundo. O nosso basquete é foda, mas o verdadeiro Orgulho da Nação é a própria Nação.
Apesar da minha eterna revolta contra as determinações jecas e demagógicas de governantes ímprobos que baniram a cerveja dos estádios é lógico que eu gostei da vitória. E não me importei nem um pouquinho com a sua magreza explícita. De vez em quando, entendedores entenderão, é bem legal uns ossinhos aparecendo. E do jeito que os times se armam hoje em dia, e digo times de todos os tamanhos, esse negócio de goleada está em vias de extinção. O alegado respeito ao adversário, argumento de 11 entre 10 retranqueiros, é só um disfarce politicamente correto para o velho medo de perder. Valeu, Felipão!
Nem se discute que no jogo de volta das quartas de final da Copa do Brasil ninguém tinha mais a perder do que o Flamengo. E se o time jogou com o freio de mão puxado não devemos escrotizar com o Luxemburgo, antes devemos exalta-lo. Porque tenho certeza absoluta de que se fossemos treinados por outro treinador, um desses wannabes que ainda tem que provar que são algo além do que um cara que deu muita sorte uma vez, o Flamengo poderia terminar essa fase da Copa do Brasil de maneira sorumbática. Mas, pensando bem, nesse caso não seríamos o Flamengo. Um abraço pro Mano Menezes, esse é fera.
Os anos tem sido benéficos ao nosso treinador, que vem fazendo muito bem a transição de malandro agulha para malandro rife. Refiro-me exclusivamente ao trabalho realizado nas quatro linhas, nas entrevistas Luxa continua falando mais do que o bom senso e a Lei do Morro recomendam. Mas como eu não nutro qualquer esperança de que o Luxemburgo seja um dia meu vizinho ou meu sogro, só quero que ele treine o Flamengo sem palhaçadinhas, deixa ele falar à vontade.
A Copa do Brasil 2014 vale muito para o Flamengo. Sabemos que as chances matemáticas do nosso hepta do Brasileiro são desprezíveis. Se o Flamengo conseguir ser o primeiro time na história a conquistar duas CBs consecutivamente salvará um ano coalhado de vacilos dentro e fora de campo e ainda vai ficar bem na fita para começar 2015 disputando a principal competição continental. Tal conjuntura de certa forma justifica o pau mole contra o Ameriquinha, não havia mesmo necessidade de correr riscos. Mas ao mesmo tempo nos obriga a adotar postura mais propositiva nos próximos duelos da Copa do Brasil. Pra sermos tetracampeões temos que partir pra cima de quem aparecer na nossa frente. Sem medo.
Tem quem ache que pegar a galinha mineira na semifinal é mais uma prova de que o Mengão vem sendo bafejado pela sorte. O adversário é notoriamente traumatizado com o Manto Sagrado. A simples menção das oito letras que formam o nosso nome provocam tremedeira e descontrole lá em Vespasiano. E nesse caso, temos que admitir, os atleticanos não estão de frescura.
Os fantasmas vingadores de Zico, Nunes e Renato Gaúcho ainda tem o poder de chacoalhar com as fundações do Mineirão e fazer a massa alvinegra irrigar com suas lágrimas sofridas desde a Pampulha ao ressecado norte das Gerais. Isso pra não falar do ídolo José Roberto Wright, cujo perfil de severo disciplinador ainda provoca nos marmanjos atleticanos constrangedoras enureses noturnas. Me perdoem o meu mau francês, mas as galinha pira quando tem que bater de frente com o Mengão Papaizão.
Mas como o jogo é jogado e o lambari é pescado, não convém a nenhum dos dois times se aferrar demais ao passado. A escrita que o Flamengo construiu ao longo dos anos, a de nunca ter perdido pra esses buchas quando o jogo valia alguma coisa além do que duas mariolas, um dia vai acabar. Isso é óbvio. Só não se sabe quando. A obrigação do Flamengo é trabalhar para que essa tradição se mantenha, sem se esquecer de que a tradição não trabalhará pelo Flamengo.
Pra cima delas, Mengão!
Mengão Sempre
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Rubro-negro bem vestido, me ajuda a acabar com os perebas no time do Flamengo. Entra logo no sócio torcedor.

Prejudicado, Vitória é superado pelo Atlético Nacional-COL e acaba eliminado



GETTY
O Vitória foi eliminado dentro de casa pelo Atlético Nacional
O Vitória foi eliminado dentro de casa pelo Atlético Nacional-COL
Na noite desta quinta-feira, o Vitória foi incapaz de administrar o bom placar conquistado em Medellín-COL (2 a 2) e acabou eliminado da Copa Sul-americana. Em pleno Barradão, o time brasileiro foi superado pelo Atlético Nacional-COL, pelo marcador de 1 a 0, em partida marcada pela polêmica atuação da arbitragem argentina, que invalidou um gol legítimo do centroavante rubro-negro Dinei. O gol classificatório dos visitantes foi anotado por Bocanegra, aos 24 minutos do segundo tempo.
Assim, a equipe alviverde terá pela frente a Universidad César Vallejo-PER, responsável por eliminar o arquirrival do Vitória, o Bahia, nas penalidades máximas, após o placar agregado de 2 a 2.
Com três atacantes, Vitória cria boas chances, mas não marca
Mesmo com o regulamento a favor, o Vitória atuou no esquema 4-3-3 e criou as melhores chances do primeiro tempo. Aos 10 minutos, Edno cruzou fechado e viu o goleiro Armani afastar o perigo, de soco. Com 16 jogados, o volante Luiz Gustavo apareceu no campo de ataque e realizou belo passe para Dinei. O centroavante, contudo, finalizou fraco e facilitou a intervenção do arqueiro adversário.
A partir da primeira metade de duelo, Ney Franco percebeu a superioridade de seu setor esquerdo e passou a concentrar as investidas com Mansur, Richarlyson e Dinei, que se alternavam. O equilíbrio rubro-negro fez com que a chegada inaugural do Atlético Nacional-COL não levasse perigo ao paraguaio Gatito Fernández. Após cobrança de falta, Bocanegra se antecipou à marcação, mas cabeceou para fora.
O forte poder de marcação apresentado pelas equipes fez o nível técnico do compromisso cair. Entretanto, o fim da etapa inicial ainda reservou boas oportunidades. Quando o relógio apontou a marca dos 43, Vinícius cruzou para Dinei, que concluiu de carrinho. Atento, Armani realizou uma defesa milagrosa para evitar o gol brasileiro. Porém, dois minutos mais tarde, coube a Kadu salvar o seu time, travando duas finalizações alviverdes.
Atlético Nacional inaugura o marcador, e Vitória esbarra na arbitragem argentina
Na segunda etapa, o Atlético Nacional se mostrou superior e chegou com perigo logo aos 17 minutos. Guisao aparou a bola e finalizou firme, porém, Gatito Fernández praticou a defesa, em dois tempos.
Porém, com 24 jogados, o goleiro paraguaio falhou e permitiu o primeiro gol colombiano. Em cobrança de escanteio no setor direito, o arqueiro rubro-negro saiu mal e viu Nájera cabecear a bola no travessão. No rebote, lá estava Bocanegra, para balançar a rede sem dificuldades.
Em desvantagem, Ney Franco promoveu as entradas de Luís Aguiar e Marcos Júnior, nos respectivos postos de Richarlyson e Marcinho. As alterações, que deixaram o Vitória ainda mais ofensivo, surtiram efeito aos 38 minutos. Acionado em posição visivelmente regular, Dinei invadiu a área e balançou a rede de Armani com uma finalização firme. Entretanto, o auxiliar Diego Bonfa, em erro crasso, invalidou o tento classificatório.
Abatido, o Vitória deu espaço ao Atlético Nacional e quase sofreu o segundo gol nos acréscimos. Cardona recebeu de Guisao, escapou de dois marcadores e finalizou firme. Porém, a bola tomou o caminho da linha de fundo.
FICHA TÉCNICA:
VITÓRIA 0 x 1 ATLÉTICO NACIONAL-COL
Local: Estádio Manoel Barradas (Barradão), em Salvador-BA
Data: 16 de outubro de 2014, quinta-feira
Horário: 19h30 (de Brasília) 
Árbitro: Diego Abal-ARG
Assistentes: Hernán Maidana-ARG e Diego Bonfa-ARG
Cartões amarelos: Marcinho (Vitória); Nájera, Bernal e Mejía (Atlético Nacional-COL)
GOL:
ATLÉTICO NACIONAL-COL: Bocanegra (aos 24' do 2T)
VITÓRIA: Gatito Fernández; Nino Paraíba, Roger Carvalho, Kadu e Mansur; Luiz Gustavo (William Henrique), Richarlyson (Marcos Júnior) e Marcinho (Luís Aguiar); Vinícius, Edno e Dinei
Técnico: Ney Franco
ATLÉTICO NACIONAL-COL: Armani; Nájera, Henríquez e Murillo; Bocanegra, Bernal (Mejía), Guisao, Cárdenas e Farid Díaz; Luís Ruiz (Tréllez) e Copete (Cardona)
Técnico: Juan Carlos Osorio

Santos humilha o Botafogo no Pacaembu e faz semifinal com Cruzeiro


Veja os gols de Santos 5 x 0 Botafogo
Dois times em crise financeira no Pacaembu. Um deles, na zona do rebaixamento do Campeonato Brasileiro e em um verdadeiro calvário econômico. O outro, na briga pelas primeiras posições da Série A mesmo com o salário desse mês novamente atrasado. E essa diferença também foi vista em campo. O Santos humilhou o Botafogo por 5 a 0 e avançou à semifinal da Copa do Brasil.
Sem Robinho e Damião em campo, a equipe da Vila Belmiro entrou esbanjando velocidade e disposição e contou com um verdadeiro show de Lucas Lima para aplicar a sonora goleada diante do time carioca, ainda mais em crise depois da dispensa repentina de quatro jogadores. Agora, a equipe santista avançou para pegar o Cruzeiro em busca de vaga na decisão do torneio nacional. Na outra chave, o Flamengo encara o Atlético-MG.
O Santos começou o duelo desta quinta-feira com tudo. Logo aos 5 minutos, Lucas Lima lançou Mena nas costas de Gabriel. O chileno cruzou rasteiro para o camisa 10, que desviou para a rede e inaugurou o placar no Pacaembu.
O Botafogo se assustou, e o castigo veio quatro minutos depois. O mesmo Lucas Lima cobrou escanteio, Andrey saiu mal e o zagueiro David Braz, de cabeça, desviou para a rede, ampliando e praticamente decretando o fim do time carioca.
Só que Lucas Lima estava realmente inspirado. A revelação dominou a bola no meio-campo, avançou em velocidade, invadiu a área, tirou Andrey da jogada e fez um golaço, o terceiro do Santos na partida.
Após o intervalo, o show continuou. O Botafogo, conformado com a eliminação, sequer esboçava reação. Primeiro, Geuvânio acertou a trave. Depois, Lucas Lima cobrou falta para a grande área, Gabriel desviou, Andrey defendeu e, no rebote, David Braz mandou de cabeça para a rede.
Aos 23 minutos, o Santos fez o quinto. Geuvânio, outro que estava em noite feliz, fez grande jogada, invadiu a área e tentou driblar Andrey. A bola sobra para Gabriel, que chutou em cima de Bolatti. Só que, na sequência, o camisa 45 estufou a meta do Botafogo, para delírio do torcedor santista.
O Santos ainda teve outras chances de ampliar e aumentar ainda mais o vexame do Botafogo no Pacaembu, mas não deu. No fim, o 5 a 0 ficou de bom tamanho para a gritante diferença técnica das equipes na capital paulista.
FICHA TÉCNICA:
SANTOS 5 X 0 BOTAFOGO
Local: Pacaembu, em São Paulo (SP) 
Data: 16 de outubro de 2014 (quinta-feira) 
Horário: 21h30 (de Brasília) 
Árbitro: Heber Roberto Lopes (Fifa-SC) 
Assistentes: Carlos Berkenbrock (SC) e Cleriston Clay Barreto Rios (Fifa-SE) 
Renda: R$ 358.365,00
Público: 13.459 pagantes (14.865 total) 
Cartões Amarelos: BOTAFOGO: Matheus Menezes (2) e Dankler. 
Cartão vermelho: Matheus Menezes. 
GOLS: 
Gabriel, aos cinco minutos, e David Braz, aos nove, e Lucas Lima, aos 36 do 1º tempo. David Braz, de novo, aos 17 do 2º tempo, e Geuvânio aos 23.
SANTOS: Vladimir; Cicinho, David Braz, Edu Dracena (Neto) e Mena; Alison, Arouca (Alan Santos) e Lucas Lima (Renato); Rildo, Geuvânio e Gabriel. 
Técnico: Enderson Moreira
BOTAFOGO: Andrey, Gabriel, Matheus Menezes, Dankler e Guilherme (Sidney); Rodrigo Souto, Mario Bolatti e Cachito Ramírez; Rogério, Yuri Mamute (Zeballos) e Wallyson (Andreazzi) 
Técnico: Vagner Mancini

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Copa Sul-Americana

21h30

1 LIB Libertad X River Plate RIV 3

Copa do Brasil

21h30

5 SAN Santos X Botafogo BOT 0

Copa Sul-Americana

19h15

0 VIT Vitória X Atlético Nacional ANA 1

Gabriel muda jogo, Flamengo evita nova surpresa do América-RN e vai pegar o Atlético-MG na semifinal


Veja o gol de Flamengo 1 x 0 América-RN
Depois de um primeiro tempo complicado, Gabriel entrou em campo, mudou o jogo e fez o gol da vitória do Flamengo sobre o América-RN, por 1 a 0, nesta quarta-feira, à noite, no Maracanã. Com o resultado, o Rubro-Negro evitou nova supresa do time potiguar no Rio de Janeiro e avançou para a semifinal da Copa do Brasil. Na partida de ida, os cariocas também tinham ganhado por 1 a 0, em Natal.
Na próxima fase, o Fla vai enfrentar o Atlético-MG, que também nesta quarta virou o duelo e venceu o Corinthians por 4 a 1. Já o América-RN, que nas quartas de final surpreendeu o Fluminense ao golear por 5 a 2 no Maracanã, está eliminado da competição.
Empurrado por um ótimo público no estádio (37.760 pagantes e 42.406 presentes), o Flamengo teve atuação fraca no primeiro tempo, mas também pouco foi ameaçado pelos visitantes. Na segunda etapa, a equipe carioca cresceu, e Gabriel, que tinha saído do banco de reservas, fez o gol da classificação aos 18 minutos. A partida ainda teve a saída de Alecssandro machucado, com um afundamento na testa, e uma expulsão para cada lado: Lázaro, do América-RN, e Marcelo, do Fla.
Pelo Campeonato Brasileiro, as duas equipes volta a campo no final de semana. Pela Série B, o América-RN vai visitar o Bragantino, no sábado. Pela Série A, o Flamengo vai encarar o Atlético-PR no domingo, em Curitiba.
GAZETA PRESS
Gabriel saiu do banco e fez o gol da vitória do Flamengo nesta quarta-feira
Gabriel saiu do banco e fez o gol da vitória do Flamengo nesta quarta-feira
O jogo - Apesar do mistério feito na véspera do jogo, o técnico Vanderlei Luxemburgo manteve o ataque com Eduardo da Silva e Alecsandro entre os titulares, além de ter contado com as voltas do zagueiro Samir e do lateral João Paulo, que não tinha enfrentado o Cruzeiro, no domingo pelo Brasileiro.
Com a vantagem de 1 a 0 no resultado agregado, o Flamengo queria fazer um gol logo no Maracanã para esfriar as esperanças do América-RN de buscar mais uma surpreendente classificação no Maracanã. No entanto, os donos da casa tiveram dificuldades de trabalhar a bola e superar a bem postada defesa potiguar.
Em um primeiro tempo morno e que chegou a dar sono até na animada torcida rubro-negra, a melhor chance de gol foi do América, em um chute de Jéferson que passou perto da trave. Antes do inetrvalo, foram apenas duas finalizaçoes do Flamengo e três do América-RN, mas os dois goleiros quase não trabalharam.
Para o segundo tempo, Luxemburgo trocou Eduardo da Silva por Nixon. Nos minutos finais da primeira etapa, já tinha tirado o volante Márcio Araújo, que pediu substituição, para colocar o meia-atacante Gabriel. As entradas de Gabriel e Nixon deram mais velocidade ao Flamengo, que começou a criar chances.
GAZETA PRESS
Alecsandro 'afunda' testa em dividida e é substuído
Alecsandro 'afunda' testa em dividida e é substuído
Na primeira, após cruzamento de Léo Moura para a área, Alecsandro cabeceou a cabeça do zagueiro Cleber e teve um afundamento na testa. O atacante, que teve que ser substituído e deu lugar a Muralha, foi levado ao hospital. Precisando de um gol para levar a decisão para os pênaltis, o América-RN apostou em Rodrigo Pimpão, que tinha feito três gols na vitíoria por 5 a 2 que eliminou o Fluminense da Copa do Brasil. Ele entrou na vaga de Jéferson, mas desta vez não adiantou.
A melhora do Rubro-Negro no jogo assustou a equipe visitante e foi compensada com o gol. Aos 18 minutos, Gabriel começou a jogada, Éverton cruzou da esquerda, Nixon dividiu com a zaga e a bola sobrou novamente para Gabriel, que encheu o pé e estufou as redes: 1 a 0.
O gol incendiou a massa rubro-negra nas arquibancadas e empurrou o time ainda mais à frente em campo. Aos 20, Lázaro deu um carrinho por trás em Gabriel na intermediária, levou o cartão vermelho e deixou o América-RN com um a menos.
O Flamengo ainda chegou bem mais uma vez, em um chute de Canteros defendido pelo goleiro Andrey, antes do zagueiro Marcelo se irritar com a marcação de uma falta, reclamar com o árbitro, dar socos no gramado e também ser expulso, deixando os dois times com dez atletas em campo.
Daí em diante, com o América-RN tendo a necessidade de fazer dois gols para conseguir a classificação, o Flamengo apenas esperou o tempo passar para comemorar. Pimpão chegou a exigir boa defesa de Paulo Victor, mas com o apito final os rubro-negros puderam vibrar com a vaga na semifinal, e o sonho do segundo título seguido da Copa do Brasil segue vivo.
FICHA TÉCNICA 
FLAMENGO 1 X 0 AMÉRICA-RN
Local: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ) 
Data: 15 de outubro de 2014 (Quarta-feira) 
Horário: 22 horas (de Brasília) 
Árbitro: Elmo Alves Resende Cunha (GO) 
Assistentes: Bruno Raphael Pires (GO) e Marcio Luiz Augusto (SP) 
Público: 37.760 pagantes (42.406 presentes)
Renda: R$ 1.688.237,50
Cartão Amarelo: Everton, Marcelo(Flamengo); Cleber(América-RN) 
Cartão Vermelho: Marcelo(Flamengo); Lázaro(América-RN) 
GOL: FLAMENGO: Gabriel,aos 18 minutos do segundo tempo
FLAMENGO: Paulo Victor, Léo Moura, Marcelo, Samir e João Paulo; Victor Cáceres, Márcio Araújo(Gabriel), Héctor Canteros e Everton; Eduardo da Silva(Nixon)e Alecsandro(Muralha) 
Técnico: Vanderlei Luxemburgo
AMÉRICA-RN: Andrey, Walber, Cleber, Edson Rocha e Thiago Cristian; Lázaro,Judson, Andrezinho(Rivaldo) e Jéfferson(Rodrigo Pimpão) ; Isac e e Paulinho(Paulo Henrique) 
Técnico: Roberto Fernandes

Atlético consegue goleada heroica e elimina o Corinthians na Copa do Brasil


Veja os gols de Atlético-MG 4 x 1 Corinthians
Parecia que seria fácil quando Guerrero marcou 1 a 0 para o Corinthians contra o Atlético-MG, aos cinco minutos de jogo, nesta quarta-feira, no Mineirão. Os donos da casa teriam que fazer quatro gols para se classificar às semifinais da Copa do Brasil. Mas o Galo conseguiu, goleou por 4 a 1 e de forma heroica, avançou.
O Atlético enfrentará na próxima fase o Flamengo, que também nesta quarta derrotou o América-MG pela segunda vez por 1 a 0. Os confrontos acontecerão nos dias 29 de outubro e 5 de novembro. O Cruzeiro passou pelo ABC do outro lado da chave, e Santos e Botafogo fazem nesta quinta o jogo de volta das quartas de final.
O improvável resultado foi a segunda goleada sofrida pelo Corinthians de Mano em 2014. A outra foi no Estadual, 5 a 1, para o Santos.
Neste final de semana, pelo Campeonato Brasileiro, o Atlético recebe a Chapecoense, sábado, e o Corinthians visita o Internacional, um dia depois.
O jogo
Depois de vencer por 2 a 0 em Itaquera, o time de Mano Menezes viu a vaga muito perto ao abrir o placar logo aos quatro minutos de primeiro tempo - com Paolo Guerrero, de longe, seu melhor jogador. Fágner afastou da defesa, Guerrero ganhou no corpo de Jemerson e tocou no canto de Victor.
Empurrada por sua torcida, a formação mineira não desistiu.
A ótima movimentação do Atlético-MG, liderada por Guilherme, rendeu a virada ainda no primeiro tempo, com gols de Luan, desviando cruzamento de cabeça e do próprio Guilherme, com chute desviado. Faltavam dois para a sobrevivência, e o futebol apresentado nos 45 minutos iniciais dava razão aos que gritavam "eu acredito."
A etapa inicial já começou com defesa de Cássio cara a cara com Maicosuel. Alguns contra-ataques foram desperdiçados pelo Corinthians, e o jogo se incendiou de vez com mais um gol de Guilherme, aos 29 minutos, finalizando rebote da zaga rival dentro da área. Já aos 42, após escanteio cobrado por Dátolo, Edcarlos desviou sem jeito e fez a festa da massa.
Cássio foi para a área no último minuto, mas não teve jeito. De maneira extremamente merecida, o Atlético-MG eliminou o Corinthians de um mata-mata pela primeira vez na história. 
Ficha técnica
Atlético-MG 4 x 1 Corinthians
Local: Estádio Mineirão, em Belo Horizonte (MG)
Data: 15 de outubro de 2014, quarta-feira
Horário: 22h (de Brasília)
Árbitro: Leandro Pedro Vuaden (RS)
Assistentes: Alessandro Rocha de Matos (BA) e Kleber Lucio Gil (SC)
Público: 32.640 pagantes
Renda: R$ 1.704.425,00
Cartões amarelos: Jemerson (Atlético-MG); Guilherme Andrade (Corinthians)
Cartão vermelho: Gil (Corinthians)
Gols:
Atlético-MG: Luan, aos 23 minutos do primeiro tempo, Guilherme, aos 31 minutos do primeiro tempo, Guilherme, aos 29 minutos do segundo tempo, e Edcarlos, aos 42 minutos do segundo tempo
Corinthians: Guerrero, aos quatro minutos do primeiro tempo

ATLÉTICO-MG: Victor; Marcos Rocha, Edcarlos, Jemerson e Alex Silva; Leandro Donizete (Josué), Dátolo, Luan (Maicosuel) e Guilherme; Diego Tardelli (Marion) e Carlos
Técnico: Levir Culpi

CORINTHIANS: Cássio; Fagner, Felipe, Anderson Martins e Fábio Santos; Guilherme Andrade (Elias), Bruno Henrique, Petros e Renato Augusto (Danilo); Malcom (Luciano) e Guerrero
Técnico: Mano Menezes

'Esfacelado', Cruzeiro perde do ABC, mas avança às semis da Copa do Brasil



GAZETA PRESS
Willian durante o empate entre Cruzeiro e ABC na Copa do Brasil
Cruzeiro perdeu do ABC, mas avançou às semifinais da Copa do Brasil
O Cruzeiro chegou para a partida de volta contra o ABC, de certa forma, tranquilo. O jogo de ida foi 1 a 0 para os mineiros, mas o time celeste perdeu nesta quarta-feira e deu um susto em seu torcedor. A equipe potiguar perdia por dois gols de diferença e até virou para 3 a 2 na Arena das Dunas, mas, como o Cruzeiro marcou fora de casa, a vaga nas semifinais da Copa do Brasil foi mesmo para Minas Gerais. Os mineiros não iam tão longe na competição desde 2003, quando foram campeões.
O time celeste marcou no primeiro tempo, com Willian e Henrique, mas Rodrigo Silva, Xuxa e Alvinho viraram a partida na etapa final.
O Cruzeiro também teve outros adversários nesta quarta-feira: os desfalques. A maioria deles no setor ofensivo. Os meias Ricardo Goulart e Júlio Baptista não estão 100% recuperados de lesão muscular na coxa esquerda, enquanto Éverton Ribeiro ainda não retornou da seleção brasileira.
No ataque, Marcelo Moreno deu lugar a Borges contra o ABC depois de sofrer um profundo corte na boca contra o Flamengo, no último fim de semana, além de também sentir dores musculares. Por último, Dagoberto faz tratamento para dores no púbis, e Marquinhos já jogou a Copa do Brasil pelo Vitória, então não pode atuar na mesma competição com a camisa do Cruzeiro.
O técnico Marcelo Oliveira ainda contou com os desfalques do lateral-esquerdo Samúdio, com estiramento no ligamento cruzado posterior do joelho esquerdo, e Tinga, que fraturou a perna esquerda e pode voltar só em 2015.
Com tudo isso, o time celeste entrou em campo com esquema semelhante ao da última rodada do Brasileirão, com três volantes, quando perdeu por 3 a 0 para o Flamengo. Nilton, Willian Farias e Henrique foram os escolhidos.
O esquema até pareceu ter dado certo aos 30 minutos do primeiro tempo, quando Willian pegou a sobra após cobrança de escanteio e chutou no ângulo direito do goleiro Gilvan. Mais tarde, aos 41, Alisson recebeu dentro da área, tocou por cima do arqueiro do ABC, e Henrique completou para a rede quase em cima da linha.
No segundo tempo, porém, a partida mudou. O ABC saiu mais para o jogo e marcou o primeiro aos 14 minutos. Rodrigo Silva aproveitou cruzamento de Madson e cabeceou para o fundo do gol de Fábio. Já aos 18, o árbitro Anderson Daronco marcou pênalti de Dedé em Marlon. Na cobrança, Xuxa empatou o jogo.
Depois disso, o time potiguar foi em busca do terceiro gol. Alvinho assinou uma pintura. O camisa 31 recebeu dentro da área, dominou de peito e virou um voleio direto para a rede. Golaço do ABC aos 40 da etapa final.
A pintura, porém, não adiantou muito. Faltou mais um gol para o ABC, e a vaga nas semifinais ficou com o Cruzeiro por ter balançado as redes fora de casa.
O time celeste agora encara nas semifinais o vencedor de Botafogo x Santos. O time paulista venceu o jogo de ida por 3 a 2, no Maracanã, e tem a vantagem na volta, que acontece na próxima quinta-feira, no Pacaembu.
FICHA TÉCNICA:
ABC 3 X 2 CRUZEIRO
Local: Arena das Dunas, em Natal (RN) 
Data: 15 de outubro de 2014, quarta-feira
Horário: 22h (de Brasília) 
Árbitro: Anderson Daronco (RS)
Assistentes: Fabrício Vilarinho da Silva (GO) e Fábio Pereira (TO)
Renda: R$ 772.565,00 
Público: 18.530 pagantes 
Cartões amarelos : Xuxa e Daniel Amora (ABC); Alisson, Dedé, Nilton e Fábio (Cruzeiro)
GOLS: ABC: Rodrigo Silva, aos 15, Xuxa aos 19 e Alvinho aos 40 minutos do segundo tempo
CRUZEIRO: Willian, aos 30 e Henrique, aos 42 minutos do primeiro tempo
ABC: Gilvan; Madson, Suéliton, Marlon e Samuel; Fábio Bahia, Patrick (Alvinho), Daniel Amora e Xuxa; João Paulo (João Henrique) (Beto) e Rodrigo Silva 
Técnico: Moacir Júnior
CRUZEIRO: Fábio; Ceará, Dedé, Manoel e Egídio; Nilton, Henrique, Willian Farias e Alisson (Neílton); Willian e Borges (Marlone) 
Técnico: Marcelo Oliveira