terça-feira, 23 de setembro de 2014

Copa da Liga Inglesa

16h00

2 FUL Fulham X Doncaster Rovers DON 1


Francês

16h00



0 REN Rennes X Toulouse TOU 3

Copa da Liga Inglesa

15h45


0 LEY Leyton Orient X Sheffield United SHE 1

Copa da Liga Inglesa

15h45


1 SHR Shrewsbury X Norwich NOR 0

Copa da Liga Inglesa

15h45

2 MKD MK Dons X Bradford BDF 0

Copa da Liga Inglesa

15h45


3 SWA Swansea City X Everton EVE 0

Copa da Liga Inglesa

15h45


0 CAR Cardiff City X Bournemouth BTH 3

Copa da Liga Inglesa

15h45


2 DER Derby County X Reading REA 0

Copa da Liga Inglesa

15h45

1 ARS Arsenal X Southampton SOU 2

15h45

1 SUN Sunderland X Stoke City STO 2

Copa da Liga Inglesa

15h45


2 LIV Liverpool X Middlesbrough MID 2  14x13

Italiano

15h45


2 EMP Empoli X Milan MIL 2

Espanhol

15h00


5 RMA Real Madrid X Elche ELC 1

Alemão

15h00




3 HOF Hoffenheim X Freiburg FRE 3

Alemão

15h00


4 MUN Bayern de Munique X Paderborn    0

Alemão

15h00


2 EFR Eintracht Frankfurt X Mainz 05 MAI 2

Alemão

15h00



0 WER Werder Bremen X Schalke 04 SCH 3

Francês

14h00


0 REI Reims X Olympique OLY 5

Ary Graça é denunciado em fórum internacional

POR JENS SEJER ANDERSEN, diretor da entidade dinamarquesa contra a corrupção no Esporte, PLAY THE GAME.

Discurso  no Conselho da 13a. Conferência Europeia dos Ministros Responsáveis ​​pelo Esporte, em Magglingen, Suíça, 18 de setembro de 2014.
Jens Sejer Andersen foi convidado para dar uma palestra aos ministros europeus que se reuniram na Suíça  para discutir a corrupção no esporte e para assinar uma convenção contra a manipulação de resultados.
Em seu discurso, Andersen salientou a necessidade de combater a corrupção nas organizações esportivas e listou cinco propostas para que os ministros europeus a assumissem.
Abaixo o trecho que diz respeito ao Brasil e as soluções que Andersen propõe. O discurso inteiro, em inglês, está AQUI.
(…)
“Por último, mas não menos importante, o presidente do vôlei mundial desde 2012, Ary Graça do Brasil, parece ter aprendido muito com seus anos como aliado do ex-presidente da FIVB, o mexicano Acosta.
Há alguns meses, Ary Graça foi forçado a deixar sua posição de  presidente da CBV quando a ESPN Brasil documentou que ele tinha dado contratos no valor de 4 milhões de dólares para dois de seus colaboradores mais próximos na Confederação Brasileira de Vôlei.
Ambos receberam por consultorias que jamais fizeram.  Também dois genros de  Ary Graça se beneficiaram.
Agora, os investigadores brasileiras investigam como Ary Graça comandou a CBV, financiada direta e indiretamente pelo dinheiro público nos 17 anos em que a presidiu.
Os contratos ilegítimos devem ser anulados, mas um dos beneficiários, provavelmente, não se importa muito.
Sim, Fabio Azevedo pode não receber todos os  milhões de dólares que imaginava  receber da CBV, mas, em vez disso, Ary Graça lhe garantiu um novo emprego.
Hoje Fabio Azevedo é o diretor-geral da Federação Internacional de Vôlei.
O vôlei mundial é hoje governado por dois homens que assinaram recentemente contratos nebulosos para enriquecerem e enriquecer seus familiares.
Podemos confiar neles?
A intervenção do governo no esporte é um assunto delicado.
Um dos direitos democráticos fundamentais é o direito da livre associação e eu acho que todos nós devemos reconhecer os valores que as centenas de milhares de pequenas, associações desportivas voluntárias trazem para nossas nações europeias.
Há, no entanto, uma diferença muito grande entre as pequenas associações na aldeia vizinha e as federações nacionais ou internacionais que comandam a imensa e lucrativa indústria de entretenimento na economia globalizada..
No setor empresarial esportivo, com a circulação rápida e crescente de muito dinheiro, a liberdade de associação pode facilmente ser pervertida e transformar o esporte em uma fábrica para evasões fiscais, subornos, abuso de mão de obra e cumplicidade com crime organizado internacional.
Esta é a lição aprendida a partir de estudos de manipulação de resultados, doping, tráfico e outras ameaças ao esporte e na sociedade, e esta lição aponta inequivocamente para a necessidade de uma melhor governança no esporte.
Então, como os governos podem agir contra os vícios do esporte sem infringir a liberdade de associação?
Tenho cinco propostas específicas:
Primeiro de tudo, é seu direito e dever proteger o dinheiro dos contribuintes.
O esporte recebe maciços subsídios públicos em todos os níveis, desde o apoio às atividades das bases e instalações esportivas,  investimento em campanhas de licitação para grandes eventos, desenvolvimento de talentos etc. Em troca, as autoridades públicas têm o direito de exigir padrões suficientes de transparência e prestação de contas.
Em segundo lugar, você pode manter uma pressão pública permanente em organizações esportivas, insistindo no esclarecimento total de eventuais escândalos, bem como fornecer suas as ferramentas de que as federações precisam para melhorar sua governança.
Em terceiro lugar, o Conselho da Europa poderia assumir a liderança na criação de um órgão para estabelecer diálogo regyular entre as entidades desportivas internacionais e os governos. Neste contexto, pode-se definir diretrizes para a distribuição de papéis entre a sociedade civil e as autoridades públicas para estabelecer normas mínimas de boa governança.
Em quarto lugar, para dar o pontapé inicial nesse processo eu gostaria de repetir um apelo a partir de  uma reunião de 300 especialistas presentes à nossa reunião em 2001, em Colônia, na Alemanha: eles pediram uma conferência global sobre todas as formas de corrupção no esporte. Talvez o Conselho da Europa possa organizar tal conferência em cooperação com a UNESCO?
Por último, mas não menos importante, deixe-me falar do elefante na sala.
Todo mundo diz que é preciso uma coordenação internacional para combater a corrupção no esporte, mas ninguém parece saber quem vai fazê-la existir.
Vocês acham provável que a coordenação surja por geração espontânea, fruto da Imaculada Conceição?
Sugiro que a Europa assuma a liderança de uma câmara de compensação internacional para a integridade do esporte, uma instituição que pudesse assegurar a coordenação, facilitar o intercâmbio de informações e promover as melhores práticas na luta contra vários tipos de corrupção no esporte.
Pode custar um pouco de dinheiro, mas mas não fazer custará ainda um preço ainda mais alto.
Sr. Presidente, ministros, delegados …
Com o enorme impacto que o esporte tem em nossas vidas diárias em termos de educação, entretenimento, economia, saúde, vida comunitária, planejamento urbano, desenvolvimento pessoal e outras áreas vitais, precisamos de dirigentes esportivos em que possamos confiar.
Isso não vai acontecer sem a sua participação ativa e prontidão para dar os próximos passos na luta contra a corrupção no esporte.
Muito obrigado”.

Lágrimas de Granito.

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Toda vez que o Flamengo joga com o Florminense pelo Brasileiro uma lágrima sofrida escorre pela face da estátua da Justiça do Alfredo Ceschiatti que fica sentada lá na frente do Supremo Tribunal Federal, em Brasília. Porque a mera realização do charmoso clássico interdivisional, no âmbito do Campeonato Brasileiro, é uma afronta ao conceito abstrato que se refere a um estado ideal de interação social em que há um equilíbrio razoável e imparcial entre os interesses, riquezas e oportunidades entre as pessoas envolvidas em determinado grupo social, ao qual chamamos de Justiça. Que se aplica através da Lei, a norma ou conjunto de normas jurídicas criadas através dos processos próprios do ato normativo e estabelecidas pelas autoridades competentes.
Segundo a lei dos homens, o jogo que deveria ter sido realizado pela 23a rodada do Brasileiro era o Flamengo x Portuguesa. Mas, sabe lá por qual motivo, a lei dos homens não se aplica aos tricolores de Laranjópolis. Não satisfeitos em roubar a Portuguesa, os réprobos florminensistas também ocultaram o corpo da bigodinha, o soterrando sob as toneladas de papel utilizadas para justificar o injustificável por meio de chicanas de porta de cadeia, hermenêutica distorcida e advocacia de má fé que os mantiveram na Série A na base de golpes de caneta e Tapetão ao arrepio da moralidade.
Ora, meus amigos, diante de tanta desfaçatez, de tamanho desprezo ao que é justo e bom, todas as iniquidades cometidas pelo nosso adversário esquisitão no gramado tornam-se insignificantes. E daí que o outrora bom jogador Conca tenha se tornado um jogador desleal, violento e sem o menor remorso em atingir covardemente seus colegas de profissão, protegido pela impunidade e pela tibieza de uma arbitragem débil e pusilânime? Isso é mixaria. Assim como é mixaria o empurrão que o ex-centroavante em atividade das Flores teve que dar em Chicão antes de consignar o gol ilegal das moças.
Meus amigos, quando falamos das ilegalidades do Florminense não devemos focar no varejo e sim no atacado. A impunidade tricolor revolta às pessoas de bem. A sua permanência na Série A joga por terra qualquer credibilidade que o certame pudesse vir a ter. O Flor esculhambou com o futebol brasileiro. E de tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto.
Esse é o legado que o Florminense oferece à sociedade, o descrédito e o desprezo às instituições e aos valores que nos são mais caros. É por isso que o Florminense é conhecido, até internacionalmente, como a Vergonha do Brasil. E tal título oficioso, que precede em muito o mico da Frederica na Copa do Mundo, é o único que elas realmente fizeram por merecer.
Quando o Flamengo não vence o Flor, como ontem no Maraca, a estátua do Ceschiatti também verte uma lágrima. Mas não é lágrima de tristeza ou raiva. A Justiça de granito chora pelo desperdício da chance de punir os patifes tetrarebaixados mais uma vez. Mas a Justiça não desiste e tem convicção que o dia das moças vai chegar. Detesto contrariar aos mais velhos, mas a Justiça tá marcando bobeira nesse caso. O Florminese só vai pagar sua dívida com a sociedade no dia em que a Série B virar boquete.
Mengão Sempre
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segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Série C Brasilerão

20h30


4 FOR Fortaleza X Treze-PB TRE 0

Português

16h00



2 ACA Acadêmica X Estoril EST 2

Espanhol

15h45


0 GET Getafe X Valencia VAL 3

MUSAS DO ESPORTE





Ginástica: treinador Ferdinandi e ginasta olhando para despertar equipe Johnson em 2014



A Trinca da Seriedade

Dida- 264 gols em 357 jogos.
Dida- 264 gols em 357 jogos.
Geral tá ligado que o Mengão é um time sem astros. O mais perto que temos disso é o croata da Vila Kennedy, que trouxe na bagagem uma sólida carreira na Europa, porém lá ele não era exatamente um protagonista. E o que mais se aproxima de um ídolo é o vetusto capitão Léo Moura, querido por muitos, odiados por muitos também, mas que pelo conjunto da obra e longevidade é respeitado por todos. O resto, perdão pelo clichê, é um time de operários.
Nesse Flamengo imprevisível, que tanto pode fazer uma exibição empolgante em um tempo e entregar a rapadura no instante seguinte, como acabamos de ver no Pacaembu, tem 3 jogadores que se destacam pela regularidade, seriedade, entrega e desempenho. Curiosamente, nenhum deles foi recebido com entusiasmo em sua apresentação ou tem seu nome gritado mais alto pela torcida.
Em 2014 há uma regra que tem funcionado de forma constante: quando Cáceres está em campo, o time vai bem. Ave, Cáceres!
Diziam que ele não é um volante típico de marcação, tanto assim que ficou na reserva um tempo, mas não sei se por convicção ou falta de opção, Jayme plantou Cáceres na proteção à zaga e estava tudo maneiro, até que ele se contundiu. Dali em diante a maionese desandou e o time veio ladeira abaixo.
O curioso é que Cáceres é um jogador de imagem apagadíssima. São raras as reportagens sobre ele, ninguém o procura quando o jogo termina, ele é figura ausente nas coletivas de imprensa. É a discrição personificada.
E o futebol dele também vai mais ou menos nessa mesma linha, não é um construtor de jogadas, não costuma ser eleito o melhor em campo, não é de fazer gol, não bate falta. Não discute com o juiz, não abre os braços para torcida implorando apoio. Joga sério e quieto.
Se o time do Flamengo fosse uma repartição, Cáceres seria aquele cara que chega cedo, trabalha duro cuidando das rotinas, não almoça com a galera e nem vai no happy hour, mas que todo mundo lamenta quando entra de férias, porque obriga o resto do departamento a trabalhar mais.
Quando Wallace chegou, línguas maldosas, a minha inclusive, plantaram o boato que ele veio de contrapeso do então badalado Carlos Eduardo, já que os dois tinham o mesmo empresário e foram anunciados de forma quase simultânea. Foi o suficiente para que a má vontade contra o zagueiro se espalhasse.
Que bom que ele calou a boca de todos nós e agora dá até a impressão que o contrapeso era o sonolento ex-gremista, que já foi tarde e não deixou saudades. Samir (uh! é seleção), Chicão, Marcelo (o aprendiz de Dedé), Frauches e quem mais estiver por ali brigam pela outra vaga da defesa, porque o baiano com cara de soldado do Estado Islâmico é titularíssimo.
E ainda tira onda com a galera por ser um sujeito com um preparo cultural bem acima da média dos colegas de profissão, graças a seus hábitos literários. Essa semana mesmo deixou um repórter de saia justa, que veio sugerir um livro e foi surpreendido quando o zagueiro tirou a sugestão da mochila e revelou que já tinha terminado de ler. É o Mengão mostrando ao mundo nossa nítida superioridade intelectual sobre a arcoirizada ignara.
Por fim, Everton. Eu tenho emoldurada na minha sala uma camisa oficial do título de 2009, autografada por parte do elenco. Sempre que alguém vem me visitar no escritório e identifica o ativo mais valioso do meu patrimônio, a diversão é começar a procurar as assinaturas, Adriano, Léo Moura, Petkovic, Bruno, Angelim….aí a pessoa vira o quadro e vê, camisa 22, Everton. Já me acostumei com a pergunta, “escuta, quem é Everton?”
Não é para menos. Depois da bela passagem pelo time hexacampeão, Everton penou em agrupamentos futebolísticos de nome curioso, como o Samsung da Coreia, o Tigres do México e o Botafogo de Marechal Hermes. Estava lá em Suwon, capital da Gyeonngi, quando o Atlético PR o resgatou e a gente se reencontrou com ele na final da Copa do Brasil. O Mengão fez um combo no genérico da Baixada, trazendo um lateral de quem diziam maravilhas e o Everton, quem sabe para compor o elenco.
Pois enquanto o tal do lateral Léo tenta se curar da mandinga forte fazendo hora extra no Departamento Médico, o Everton se tornou o jogador do Flamengo mais, digamos, agudo. Eu disse essa abobrinha porque eu não sei muito bem definir o papel do Everton. Ele é ponta, ele é atacante, ele é ala, ele é meia, ele é tudo ao mesmo tempo agora. Mas sei que ele, nos dias bons, toca o terror na defesa adversária. Nos dias ruins ainda assim é muito melhor do que os que estão ao seu lado, para não dizer naqueles que saem do banco de reserva.
Ainda não consegui chegar a uma conclusão se o time do Flamengo é bom ou ruim. Tem alguns ali que me irritam profundamente e eu nem vou dizer quem são, porque tô de bem com a vida e concentrado para amassar as florzinhas. Tem outros que, perdoem o toque levemente chulo, não fedem nem cheiram. Ainda tem os que eu gosto e ponho fé, mas precisam de mais rodagem para que eu confirme minha impressão.
Porém, Cáceres, Wallace e Everton formam, em 2014, aquilo que o torcedor mais gosta: atuações convincentes, muito empenho e muito respeito ao Manto. Mais do que isso, são o prenúncio de um time ainda melhor ano que vem.
Walter Monteiro
Mengão Sempre
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