quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Corinthians desencanta, resolve no 1º tempo, bate Bragantino e vai às quartas de final


Veja os gols de Corinthians 3 x 1 Bragantino
O torcedor que foi à Arena Corinthians sonhando apenas que o time revertesse o placar de 1 a 0 sofrido no duelo de ida contra o Bragantino, viu o seu desejo se realizar com sobras. Em uma das melhores atuações do Corinthians na temporada - considerando apenas o primeiro tempo -, a equipe fez 3 a 1 sobre o adversário, com grande desempenho na primeira etapa, e se classificou às quartas de final da Copa do Brasil.
A atuação até surpreendeu pela fase que o time de Parque São Jorge tem enfrentado. Afinal, eram três jogos sem vencer - além da derrota no duelo de ida das oitavas, a equipe perdeu para o Grêmio e empatou com o Fluminense, em partidas válidas pelo Brasileirão.
O grande destaque do jogo foi o meia Renato Augusto. Com atuação inspirada, o meia abriu o placar com um belo chute de fora da área logo aos três minutos e ainda cobrou os escanteios para os gols de cabeça de Ralf e Felipe, que ocorreram aos 15 e 19. No fim da partida, Guilherme Mattis, também cabeceando, descontou, mas já não havia mais tempo para impedir a eliminação.
Na fim do primeiro tempo e na volta do intervalo, os mandantes se acomodaram e diminuíram o ritmo. Precisando de dois gols, o Bragantino foi para cima e criou algumas chances, obrigando a Cássio a trabalhar, e trabalhar bem. A situação era tranqula para a equipe da casa, mas um gol do Bragantino na bola parada no fim deu uma leve preocupação ao torcedor. No entanto, não passou mesmo de um susto.
Agora, o time da capital espera pelo vencedor entre Palmeiras e Atlético-MG na próxima fase do torneio. No duelo de ida, os mineiros triunfaram por 1 a 0 em pleno Pacaembu. O duelo de volta ocorrerá na quinta-feira, no Independência.
Pelo Brasileirão, o Corinthians voltará a campo no domingo, quando enfrentará o Criciúma no Heriberto Hulse, às 16h (de Brasília). Um dia antes, o Bragantino visitará o Náutico, na Arena Pernambuco, às 16h10, pela Série B.
Solução rápida
O Corinthians facilitou a própria vida com um ótimo início. Se a ideia era abrir o jogo pelos lados, isso foi bem feito em uma jogada pela direita entre Bruno Henrique e Romarinho, que achou Renato Augusto na entrada da área, aos três minutos. O meia pegou a bola no alto, de primeira, de chapa, e acertou o canto esquerdo.
O Bragantino até esboçou um bom lance com Bruno Recife na esquerda, mas os donos da casa seguiram na frente. Com articulação efetiva de Renato Augusto, a movimentação dos três homens de frente, geralmente com Luciano e Romarinho abertos, era mais do que podiam suportar os visitantes.
Luciano teve chute perigoso desviado. Pouco depois, esteve perto de concluir jogada em que Romero aproveitou vacilo de Leonardo. Aos 14, tramou com Fábio Santos investida que resultou em escanteio pela esquerda. Renato Augusto bateu no segundo pau, e Ralf ganhou pelo alto para dar ao Corinthians a vantagem necessária para a classificação.
Cinco minutos depois, a vaga nas quartas de final estava praticamente decidida. Em mais uma chegada pela ponta, Romero recebeu na linha de fundo e conseguiu escanteio da direita, outro bem batido por Renato Augusto. Felipe subiu muito, cabeceou com força e marcou o terceiro.
Paulo César Gusmão tentou corrigir o Bragantino com Romário no lugar de Marcos Paulo e escapou de levar o quarto em nova parceria de Luciano com Fábio Santos. Romarinho recebeu o cruzamento e foi bem no calcanhar, mas a bola não entrou, apesar da comemoração precipitada de alguns torcedores em Itaquera.
Graça no finalzinho
Depois de escapar de perder Romário, que levou só cartão amarelo por carrinho por trás em Ralf nos acréscimos do primeiro tempo, o Bragantino teve de buscar mais o ataque na etapa final. Léo Jaime voltou do intervalo no lugar de Luisinho, e os primeiros minutos não tiveram nada digno de nota.
Cássio trabalhou efetivamente pela primeira vez aos 11 minutos, em chute de longe de Geandro. Com um posicionamento de marcação bem mais recuado, o Corinthians apostava nos contra-golpes, como no lance em que Romero acabou sendo travado por Guilherme Mattis.
Bem no ataque, Felipe deu um de seus sustos na defesa, mas Cesinha, livre na pequena área, errou o desvio. Mota foi a última aposta de Gusmão, e Mano Menezes acionou Jadson. Aos 25, o técnico corintiano promoveu o retorno de Petros, que manteve distância do árbitro Vinícius Furlan.
Na sequência, o muito aplaudido Renato Augusto deu lugar a Danilo, chamado para manter um pouco a bola nos pés dos anfitriões. Os minutos finais transcorriam sem maiores sustos até os 44, quando Guilherme Mattis marcou de cabeça e deixou o Bragantino a um gol da vaga. Não houve tempo para pressionar.
FICHA TÉCNICA:
CORINTHIANS 3 X 1 BRAGANTINO
Local: Estádio de Itaquera, em São Paulo (SP) 
Data: 3 de setembro de 2014, quarta-feira 
Horário: 22h (de Brasília) 
Árbitro: Vinícius Furlan (SP) 
Assistentes: Marcio Luiz Augusto (SP) e Tatiane Sacilotti dos Santos Camargo (SP) 
Público: 27.817 pagantes 
Renda: R$ 1.497.128,00 
Cartões Amarelos: Fábio Santos (Corinthians), Romário, Mota, Geandro e Marcos Paulo (Bragantino) 
Gols: CORINTHIANS: Renato Augusto, aos 3, Ralf, aos 15, e Felipe, aos 19 minutos do primeiro tempo
BRAGANTINO: Guilherme Mattis, aos 44 minutos do segundo tempo
CORINTHIANS: Cássio; Fagner, Felipe, Anderson Martins e Fábio Santos; Ralf, Bruno Henrique (Petros) e Renato Augusto (Danilo); Romero (Jadson), Romarinho e Luciano 
Técnico: Mano Menezes
BRAGANTINO: Marcelo; Samuel, Leonardo, Guilherme Mattis e Bruno Recife; Geandro, Marcos Paulo (Romário) e Sandro; Cesinha, Lincom (Mota) e Luisinho (Léo Jaime) 
Técnico: Paulo César Gusmão

Heroico, Botafogo vira nos acréscimos e elimina o Ceará da Copa do Brasil


Veja os gols de Ceará 3 x 4 Botafogo
O Botafogo conseguiu um milagre nesta quarta-feira. O time carioca estava eliminado até os 48 minutos do segundo tempo, mas marcou duas vezes em dois minutos e virou o jogo contra o Ceará para vencer por 4 a 3, no estádio Castelão, e avançar às quartas de final da Copa do Brasil.
O clube carioca perdeu a partida de ida, no Maracanã, por 2 a 1 e estava sendo eliminado até os acréscimos do segundo tempo, quando o Ceará vencia por 3 a 2. Com um gol de Cachito Ramírez, aos 48 minutos, e outro de André Bahia, aos 50, o Botafogo virou o jogo para 4 a 3 e conseguiu o que parecia impossível. 
Os gols do Ceará foram marcados por Magno Alves, em cobrança de pênalti, e Bill (duas vezes). Já o time carioca balançou as redes com Edílson e Yuri Mamute antes dos gols nos acréscimos.
Além do final emocionante, o jogo teve um episódio inusitado. O Castelão, que recebeu a partida desta quarta-feira, sofreu com um apagão. Aos 10 minutos do segundo tempo, as luzes do estádio simplesmente apagaram, e a partida ficou interrompida por pouco mais de 20 minutos. O Castelão, reformado para a Copa do Mundo, recebeu seis partidas do Mundial disputado no Brasil.
O próximo adversário do Botafogo na Copa do Brasil será o Santos. O time da Vila Belmiro conquistou a classificação mesmo sem ter que entrar em campo para a partida de volta contra o Grêmio. No jogo de ida, na Arena do Grêmio, o clube paulista venceu por 2 a 0, mas a partida ficou marcada pelas ofensas racistas contra o goleiro Aranha, do Santos. Como punição, o time gaúcho foi excluído da Copa do Brasil.
O jogo
O Botafogo começou nervoso e, logo aos quatro minutos, Emerson Sheik foi advertido com o cartão amarelo por reclamar acintosamente com o árbitro, depois de sofrer uma falta que havia sido marcada. Na cobrança, Edilson bateu forte e a bola passou perto da trave esquerda da equipe da casa.
Empurrado pela torcida, o Ceará passou a pressionar e, aos sete minutos, Magno Alves fez boa jogada e lançou Eduardo pelo meio, mas o chute saiu fraco e facilitou a defesa de Andrey.
Dois minutos depois, Vicente investiu pela esquerda e cruzou para Nikão na pequena área, mas o goleiro Andrey saiu para dividir e evitou a conclusão do atacante cearense. A pressão continuou e, aos dez minutos, Eduardo chutou forte e a bola assustou o goleiro da equipe carioca.
Mesmo encontrando dificuldade para se livrar da marcação da equipe nordestina, o Botafogo tentava explorar os lançamentos para Wallyson e Emerson.
Aos 15 minutos, o Botafogo marcou o primeiro gol. Wallyson foi derrubado na entrada da área. Edilson bateu com categoria e colocou no ângulo direito de Jailson, que pulou e não achou nada. Logo depois, Daniel sofreu uma lesão e foi substituído por Yuri Mamute.
O Ceará nem deixou o Botafogo desfrutar da vantagem por muito tempo. Aos 20 minutos, Magno Alves recebeu nas costas de Bolívar e cruzou para Bill tocar, sem chances, para o gol.
Embalada por ter alcançado a igualdade, a equipe da casa seguiu pressionando e acabou chegando ao segundo gol, aos 26 minutos. Magno Alves cobrou pênalti cometido por Yuri Mamute sobre o lateral-esquerdo Vicente.
Depois de assegurar a vantagem, o Ceará passou a administrar a partida, tocando a bola para impedir que o Botafogo desse velocidade ao jogo. Aos 33 minutos, Magno Alves chutou cruzado e acertou a rede pelo lado de fora, o que irritou o atacante Bill, que esperava o passe na pequena área.
A troca forçada de Daniel por Yuri Mamute foi muito ruim para o Botafogo, porque Mamute, depois de cometer o pênalti, ficou inteiramente perdido em campo, cometendo faltas e não dando prosseguimento às jogadas ofensivas.
Aos 39 minutos, os jogadores do Botafogo pediram a marcação de uma penalidade máxima quando Vicente derrubou Emerson Sheik, na tentativa de desarmá-lo na grande área, mas a arbitragem nada marcou, gerando revolta na equipe carioca.
Aos 46 minutos, Edilson cruzou para a área e Yuri Mamute, sem qualquer marcação, mergulhou para tocar de cabeça e colocar a bola na rede de Jailson, decretando o empate no final do primeiro tempo.
Sheik detona arbitragem na saída do gramado e 'defronta' CBF: 'Vergonha na sua cara'
Precisando de um gol para garantir a classificação, o Botafogo voltou para o segundo tempo mais agressivo. O Ceará, por sua vez, se mostrava cauteloso, não querendo se arriscar muito para não dar espaços ao adversário. O primeiro chute foi desferido por Emerson, de fora da área, apanhando rebote da zaga cearense, mas a bola passou longe do gol de Jailson.
Aos nove minutos, Magno Alves recebeu em condição legal e colocou a bola na rede, mas o assistente, erradamente, anulou o gol do Ceará.
Aos dez minutos, deu pane na iluminação do Castelão e a partida foi interrompida. 25 minutos depois, a situação foi normalizada, e o jogo reiniciado.
Aos 13 minutos, Junior Cesar meteu a mão na bola dentro da área e o árbitro nada marcou, para irritação da torcida cearense.
Numa tentativa de aumentar o poder ofensivo da equipe carioca, o técnico Vagner Mancini trocou o volante Bolatti pelo atacante Ferreyra.
Aos 30 minutos, o Ceará marcou o terceiro gol. O goleiro Andrey saiu para rebater a bola e chutou mal. A bola acabou nos pés de Bill, que observou a colocação do goleiro e colocou com categoria no canto esquerdo.
Depois de assegurar a vantagem, o Ceará adotou uma posição defensiva para conter a pressão do adversário. O Alvinegro carioca precisava de dois gols para conseguir virar o jogo e conseguiu o milagre. Ramírez empatou aos 48 minutos, e André Bahia, com uma bomba de fora da área, acertou o ângulo de Jailson aos 50 minutos, garantindo a classificação histórica.
FICHA TÉCNICA:
CEARÁ-CE 3 X 4 BOTAFOGO-RJ
Local: Arena Castelão, em Fortaleza (CE) 
Data: 3 de setembro de 2014 (Quarta-feira) 
Horário: 22h (de Brasília) 
Público: 37.794 pagantes 
Árbitro: Emerson de Almeida Ferreira(MG) 
Assistentes: Pablo da Costa(MG) e Márcio Correia Dias(PA)
Cartão Amarelo: Samuel Xavier, Ricardinho, Anderson (Ceará); Emerson Sheik, Yuri Mamute, Gabriel, Ramírez(Botafogo)
Gols: CEARÁ:Bill,aos 20 minutos do primeiro tempo e aos 30 minutos do segundo tempo; Magno Alves,aos 26 minutos do primeiro tempo 
BOTAFOGO: Edilson,aos 15 minutos e Yuri Mamute aos 46 minutos,do primeiro tempo; Ramírez aos 48 e André Bahia, aos 50 minutos do segundo tempo
CEARÁ: Jailson, Samuel, Anderson, Alex Lima e João Carlos; Vicente, Eduardo, Ricardinho(Michel) e Nikão(Souza); Bill(Amaral) e Magno Alves 
Técnico: Sérgio Soares
BOTAFOGO: Andrey, Edilson, Bolívar, André Bahia e Junior Cesar(Júlio Cesar); Gabriel, Mario Bolatti(Ferreyra), Cachito Ramirez e Daniel(Yuri Mamute); Emerson Sheik e Wallyson 
Técnico: Vagner Mancini
Após eliminação do Ceará, Souza desabafa contra arbitragem: 'É uma vergonha'

Flamengo, Master Supremo das Improbabilidades.

Zanata camisa 5, Fio Maravilha camisa 10 e Doval camisa 7, sobem o túnel do Maracanã. Crédito- Revista Mengo 70.
Meu irmão e minha irmã, todos os infiéis e incréus que não comungam do culto aos nossos deuses vermelho-e-pretos preferem morrer pra não ter que admitir que eles sabem muito bem que o único clube do planeta que reúne os traços do herói arquetípico clássico é o Flamengão Fuderosão Hexacampeão.
Nossas vitórias impossíveis, nossas frequentes e inexplicáveis ressurreições após a expedição apressada de atestados de óbito forjados pelos nossos magoados rivais e nossa magnífica e incomparável Sala de Troféus com suas dimensões épicas e em constante processo de expansão desde 1895, enche nossos clientes, fregueses e fornecedores de ira impotente.
Essas características do herói arquetípico vocês conhecem muito bem, talvez por outro nome. Os gregos pontificaram há milênios que o herói é o protagonista nos gêneros épico e dramático. O centro das atenções, o condutor da história e personagem da História. O herói é mais que os outros, ele fica no meio do caminho entre os deuses e os reles mortais. Ora, só podem estar falando do Flamengo, concordam?
O herói (e o Mengão) é semidivino porque mesmo sendo humano ele consegue exercer aquelas virtudes que estão ao alcance de todos os homens, mas que são muito difíceis de se praticar na real, tipo coragem, força de vontade, paciência, determinação, bla-blá-blá. Mas pela sua parte humana o herói também vacila, tem fraquezas e dúvidas. Essas vacilações aproximam o herói do público, que se identifica, se vê representado por aquele personagem e se irmana na sua fraqueza momentânea.
Uma coisa muito importante é que o herói, por ser um protegido dos deuses, tem que ser sempre um exemplo de conduta em sua busca pela justiça, pela paz ou, às vezes, pela vingança (mas sempre para vingar uma injustiça). Existe algum time no mundo que reúna todas essas características que não seja o Flamengão?
Nos cânones da dramaturgia está mais ou menos escrito que pra história ficar maneira e interessante o herói não pode se dar bem logo no começo porque aí quebra a firma. Os pessoal gosta de sofrer um bocadinho. O herói tem que enfrentar reveses, dificuldades e peripécias antes de alcançar o seu objetivo, que é sempre o clímax da narrativa. São esses perrengues aparentemente insolúveis (cátedra em que o Flamengo é doutorado magna cum laude) que vão prendendo a atenção da massa.
Os gregos sabiam das coisas, imaginem que tédio seria se o Hércules resolvesse suas paradas rapidamente e ficasse no 0×0 com o Rei Euristeu logo no começo do livro. Hoje ninguém ia falar dos 12 cascudos trabalhos que o cara teve que fazer pra se livrar do inquérito por ter matado a própria mulher e a filha ( um acidente armado pela venenosa Hera conforme apurou o inquérito subsequente).
Justamente por causa desse preciosismo dramatúrgico muitos rubro-negros mal conseguem disfarçar a alegria com que se inscrevem em qualquer crisezinha fajuta que tentem erguer lá pros lados da vitoriosa Gávea Sinistra. É uma alegria para esse ramo de flamenguistas quando a nossa casa ameaça cair. Não os julgo mal, eu entendo perfeitamente esse tipo de torcedor. Eles não são menos Flamengo que nenhum de nós, mas estão doidos pra entrar em cena e darem aquela moral pro herói se dar bem no final. E quem não está a fim de formar no bonde do Mengão quando ele começa a subir a ladeira pra poder dizer depois:- Eu tava lá! Nossa torcida arrebentou e fez a diferença! ?
Assim é o Flamengo e assim é a torcida do Flamengo. Temos mesmo essa veia heroica pulsando no pescoço, sempre na iminência de estourar de um momento pro outro. Não suportamos os benefícios terapêuticos de uma trajetória de discreta ascensão gradual rumo ao topo. Não, a torcida do Flamengo se viciou na adrenalina que só a beira do abismo produz. A liderança inconteste nos aborrece, as chances matemáticas de uma quarta rodada em um grupo de 6 nos enfada, buscamos a ameaça da catástrofe entre os saltos acrobáticos que damos a cada rodada.
Porque acreditamos piamente que só quando tudo parece perdido e só a nossa pequena e indomável torcida e o darwinismo bancam a aposta em nossa sobrevivência, que se faz o milagre flamengo. É nesse preciso momento, com a chapa bem quente e mínimas chances de êxito, a finest hour de qualquer rubro-negro. É quando o torcedor, agora investido mediúnicamente dos poderes divinos do Manto Sagrado e da longa sequência de Pais da Nação que remonta a 1895, se torna ainda mais indispensável, necessário e decisivo.
Por isso mesmo eu não acredito muito quando o Flamengo faz aquele tipo de campanha impecável onde nossos guerreiros saem de campo com os calções imaculadamente alvos. Sou muito mais o Mengão quando ele vem-que-vem-que-vem-quicando pra passar o rodo geral. Tropeçando 3 vezes e levantando 4, partindo pra cima e ganhando tudo.
Isto posto, considero até desnecessárias as recomendações para que o time, seja lá qual for a escalação, parta com tudo pra cima do pequeno Coritiba. É mais do que evidente que a vitória é obrigatória, ainda que a classificação não seja. Como já foi dito anteriormente, essa é a Copa do Brasil mais mole do ano, a que foi disputada em junho e julho é que foi cascuda.
Se o Mengão entrar na mesma onda da torcida, que não admite frescagem ou desânimo, nossa honra se manterá intacta, seja qual for o resultado da peleja. E cá pra nós, o que é meter 4 gols no coxa para quem já voltou das profundas do inferno? O que é restabelecer o nexo causal em uma competição esdrúxula para quem costuma saltar para fora do próprio esquife em apoteóticas rentrées no mundo dos vivos?
Adotar nossas crenças, adorar nossos deuses, seguir nossos ritos, enfim, fazer parte da grande aventura de ser Flamengo, é muito maior do que qualquer ambição esportiva transitória. As outras torcidas precisam conquistar, ter, possuir algo. O torcedor do Flamengo é diferente. O torcedor do Flamengo, assim como o próprio Flamengo, simplesmente é.
Mengão Sempre
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STJD decide excluir Grêmio da Copa do Brasil por racismo contra goleiro Aranha

ESPN.COM.BR
Julgamento do Grêmio por atos racistas aconteceu nesta quarta-feira
Julgamento do Grêmio por atos racistas aconteceu nesta quarta-feira
O STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) decidiu excluir o Grêmio da disputa da Copa do Brasil de 2014, em julgamento que durou mais de três horas, realizado nesta quarta-feira à tarde, no Rio de Janeiro. A exclusão do Tricolor gaúcho aconteceu por causa dos atos racistas de torcedores do clube contra o goleiro Aranha, do Santos, durante jogo em Porto Alegre no dia 28 de agosto.
O placar da decisão da 3ª Comissão Disciplinar do STJD foi de 5 a 0, unanimidade dos votos pela saída do time, multa de R$ 54 mil - R$ 50 mil pelas injúrias raciais, R$ 2 mil pelo rolo de papel higiênico arremessado no gramado e R$ 2 mil pelo atraso na entrada do campo - e os torcedores identificados serão proibidos de frequentar a Arena por 720 dias.
A diretoria gremista já avisou que entrar com recurso a ser julgado pelo Pleno, em prazo estimado de no máximo 15 dias. Por enquanto, o Santos está classificado diretamente para as quartas de final da Copa do Brasil, sem a necessidade do jogo de volta, e aguarda o ganhador do duelo entre Botafogo e Ceará.
O Grêmio foi denunciado pela prática de ato discriminatório relacionado a preconceito em razão da raça, conforme previsto no artigo 243-G do CBJD (Código Brasileiro de Justiça Desportiva). Na ocasião, aos 42 minutos do segundo tempo, já com o placar de 2 a 0 a favor do time paulista, Aranha ficou indignado e paralisou a partida para informar ao árbitro Wilton Pereira Sampaio sobre a manifestação. Imagens exclusivas daESPN flagraram a torcedora Patrícia Moreira chamando o goleiro de "macaco".
No julgamento desta terça, depois da abertura feita pelo presidente da sessão Fabrício Dazzi, o procurador Rafael Vanzin mostrou prova de vídeo com matérias jornalísticas sobre o caso, inclusive as imagens da ESPN. A Procuradoria do STJD pediu multa significativa e a exclusão do Grêmio da Copa do Brasil, classificando a atitude racista dos torcedores como "repugnante" e citando situações anteriores envolvendo o Tricolor.
A defesa gremista contou com dois advogados, Gabriel Vieira e Michel Assef Filho, que tentaram a absolvição do clube ou a redução da pena. O Grêmio admitiu as ofensas racistas, mas alegou que foram apenas cinco pessoas entre 30 mil que estavam no estádio, e ainda exibiu imagens de campanhas contra o racismo promovidas pelo clube.
"Punir um clube por causa do ato de cinco torcedores é severamente pesado. O Grêmio é um dos poucos torcedores que faz campanha contra o racismo e há muito tempo. O mundo real, e não o mundo ideal desta Procuradoria, pode ter torcedores que vistam a camisa azul, preta e branca para prejudicar o clube, e estou dizendo isso hipoteticamente. Não se pode confundir a repercussão com extrema gravidade. Foram cinco pessoas no meio de 30 mil. Eu entendo que o Grêmio não podia fazer nada a mais, o Grêmio fez campanhas, colaborou com a polícia, identificou os torcedores. Uma punição neste caso seria um desestímulo a essas campanhas", discursou Michel Assef Filho.
GAZETA PRESS
Aranha reclama com o árbitro Wilton Pereira sobre atos racistas de torcedores do Grêmio
Aranha reclama com o árbitro Wilton Pereira sobre atos racistas de torcedores do Grêmio
Pouco antes, o presidente do Grêmio, Fábio Koff, também deu o seu depoimento no tribunal esportivo e destacou o impacto negativo que a exclusão da competição poderia causar: "Essa é uma noite histórica, ela não se limita somente ao fato ocorrido, ela atinge um clube com 111 anos de existência, com uma escolinha de 1.100 crianças, das quais 1/3 são de cor. O prejuízo causado ao mais elevado valor do clube, que é a imagem, é irreparável. Se a pena ocorrer, deve ter sentido pedagógico e não ultrapassar limites. O Grêmio foi precursor em não dar subsídio a torcidas organizadas".
O árbitro Wilton Pereira e o assistente Carlos Berkenbrock também foram julgados por não terem relatado inicialmente na súmula a situação, o que foi feito apenas em um adendo no documento ao chegaram ao hotel, depois de terem visto o fato em notícias na televisão. Os dois explicaram que, apesar da reclamação de Aranha durante o jogo, eles não puderam ouvir ou ver as manifestações racistas naquele momento. Mesmo assim, Wilton foi suspenso por 90 dias e recebeu multa de R$ 1.600, enquanto os dois assistentes foram suspensos por 60 dias e multados em R$ 1 mil..
Torcedores do Grêmio fazem ofensas racistas a Aranha, goleiro do Santos

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Copa Sul-Americana

22h00



1 GOI Goiás X Fluminense FLU 0

Copa Sul-Americana

22h00



2 VIT Vitória X Sport SPT 1

Copa do Brasil

22h00


3 COR Corinthians X Bragantino BRG 1

Copa do Brasil

22h00



3 FLA Flamengo X Coritiba CTB 0   3x2

Copa do Brasil

22h00



3CEA Ceará X Botafogo BOT 4

Copa Sul-Americana

21h15



0 GOD Godoy Cruz X River Plate RIV 1

Copa do Brasil

19h30



2 CAP Atlético-PR X América-RN ARN 0

Copa do Brasil

19h30


1 RIT Santa Rita X Cruzeiro CRU 2 

Amistosos

16h00



1 ING Inglaterra X Noruega NOR 0