quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Batizado: San Lorenzo derruba Nacional-PAR e conquista a Libertadores pela 1ª vez

GETTY
Ortigoza comemora após marcar o gol do título da Libertadores
Ortigoza comemora após marcar o gol do título da Libertadores
A América tem um novo dono. Pela primeira vez em sua história, o San Lorenzo é campeão da Copa Libertadores. O título veio com a vitória por 1 a 0 sobre o Nacional, do Paraguai, nesta quarta-feira, no estádio El Nuevo Gasómetro, pelo duelo de volta da final. Na ida, o duelo acabou em 1 a 1, com um gol dos mandantes no lance final. Dessa vez, a história foi diferente, e o ‘Ciclón' ficou com a taça graças a um gol de Néstor Ortigoza, de pênalti, aos 35 minutos do primeiro tempo.
Assim, a competição tem um campeão inédito pela terceira vez consecutiva. Em 2012 e 2013, Corinthians e Atlético-MG, respectivamente, superaram todos os traumas e brincadeiras de rivais e conseguiram o sonhado título da competição. Neste ano, a história não foi diferente.
Um dos grandes da Argentina que ainda não tinham conseguido alcançar o título e talvez o mais ironizado por isso - era até chamado de Clube Atlético Sem Libertadores, em referência a sua sigla -, o San Lorenzo deixou isso para trás e se tornou o oitavo de seu país a conseguir a taça. Os outros são: Independiente, Boca Juniors, Estudiantes, River Plate, Argentinos Juniors, Racing e Vélez Sarsfield.
Sem atletas muito conhecidos, o time de Almagro se popularizou ao longo da competição por uma personalidade não relacionada ao futebol. Isso porque seu torcedor mais ilustre é o Papa Francisco, que já demonstrou inúmeras vezes sua paixão pelo clube, do qual é sócio.
Dessa forma, o pontífice, em meio ao seu grande momento profissional, também viu seu time de coração ter o maior momento de sua história e ser ‘batizado pela América'. No entanto, em compromisso na Coreia do Sul, ele não pôde acompanhar a redenção de perto.
Em uma Libertadores marcada pelo fiasco dos brasileiros, que deixaram a disputa precocemente, o San Lorenzo se tornou algoz de três deles. Depois de alcançar um ‘milagre' diante do Botafogo na última rodada da fase de grupos ao triunfar por 3 a 0, a equipe argentina eliminou o Grêmio nas oitavas e o Cruzeiro - o melhor time do país verde e amarelo no torneio - nas quartas.
A conquista também engrandece ainda mais o currículo do técnico Edgardo Bauza, que fez da LDU, em 2008, o primeiro time equatoriano a ganhar a Libertadores. Agora, o treinador de 56 anos chega ao seu segundo troféu do torneio.
Já o Nacional, que também buscava sua primeira conquista na Libertadores, pode se contentar, ao menos, com a melhor campanha de sua história. Além disso, o clube é o segundo paraguaio consecutivo a ser vice. Isso porque, no ano passado, o Atlético-MG bateu o Olimpia na decisão.
Nacional aproveita ‘efeito contrário', mas sofre gol em falha individual
No início de partida, a festa promovida pelos torcedores azuis e grenás nas arquibancadas do Nuevo Gasómetro teve efeito contrário: o San Lorenzo se mostrou assustado e viu o Nacional, com desenvoltura, tomar conta do jogo. Logo no primeiro minuto, Mercier errou passe no meio-campo e arquitetou o contragolpe visitante. Após boa trama na área, Orué finalizou firme, rasteiro, e carimbou a trave esquerda de Torrico.
Adiantando a marcação, o Nacional voltou a pressionar o Ciclón. Aos 17 minutos, Melgarejo disputou com dois defensores, ficou com a bola e rolou para trás, para Torales. O meia finalizou forte e assustou o goleiro adversário, concluindo à esquerda da trave. Com 27 jogados, Orué escapou em velocidade e serviu Bareiro na área. O centroavante caiu, em contato com a marcação, e pediu pênalti. O árbitro brasileiro Sandro Meira Ricci, bem postado, mandou seguir.
Superior em campo, o time tricolor de Assunção sofreu o primeiro gol em falha individual. Aproveitando sobra de bola na área, Cauteruccio esboçou uma finalização acrobática e viu Coronel interceptar a investida com o braço. Acertadamente, o juiz brasileiro marcou pênalti, que Néstor Ortigoza converteu com calma e precisão, deslocando Don.
Mesmo com a vantagem em mãos, os comandados de Edgardo Bauza seguiram sofrendo as agudas chegadas paraguaias. Quando o relógio apontou a marca dos 44, Julián Benítez avançou pela ponta esquerda, cortou a marcação e chutou colocado, mandando rente à trave esquerda de Torrico, que apenas olhou. No ataque seguinte, Torales também experimentou da intermediária e levou perigo.
Fogo dentro e fora das quatro linhas
No início do período complementar, uma cena chamou atenção: um bolo formado por papéis higiênicos arremessados pelos torcedores mandantes pegou fogo e exigiu a intervenção dos bombeiros. Em campo, o clima quente se fez presente com a bola no pé.
Aos oito minutos, aproveitando bola espirrada pela defesa paraguaia, após escanteio da direita, Héctor Villalba finalizou firme, mas mandou à esquerda de Don. A resposta do Nacional veio com 12 jogados: em cobrança de falta, Marcos Riveros alçou a bola na área, mas nenhum companheiro seu desviou.
Quando o relógio apontou a marca dos 20, Sandro Meira Ricci expulsou um gandula, responsável por retardar a reposição das bolas. Tal atitude foi um reflexo da postura azul e grená, que se retraiu. Assim, o Nacional seguiu pressionando e reclamou de outro pênalti. Acionado na área, Bareiro acabou empurrado por Cetto, que utilizou as duas mãos nas costas do centroavante. Porém, o juiz mandou o dianteiro visitante se levantar.
Com 32 jogados, o Nacional-PAR desperdiçou uma chance clara para empatar: aproveitando sobra de bola na área argentina, Bareiro, cara a cara com Torrico, finalizou por cima do travessão.
Aos 42 minutos, o ídolo Romagnoli deixou o campo aos prantos, para a entrada do defensor Kannemmann. Retraído, o San Lorenzo se retraiu e soube conter os ímpetos mandantes para batizar a América, na despedida de seu camisa 10.
FICHA TÉCNICA:
SAN LORENZO 1 x 0 NACIONAL-PAR
Local: Estádio Pedro Bidegaín (Nuevo Gasómetro), em Buenos Aires-ARG
Data: 13 de agosto de 2014, quarta-feira
Horário: 21h15 (de Brasília) 
Árbitro: Sandro Meira Ricci-BRA
Assistentes: Emerson Augusto de Carvalho-BRA e Marcelo Carvalho Van Gasse-BRA
Cartões amarelos: Mercier (San Lorenzo-ARG); Coronel, David Mendoza e Julián Benítez (Nacional-PAR)
Gol: Néstor Ortigoza, aos 35 minutos do primeiro tempo
SAN LORENZO: Torrico; Buffarini, Cetto, Gentiletti e Emanuel Más; Mercier, Héctor Villalba (Kalinski), Néstor Ortigoza e Romagnoli (Kannemann); Cauteruccio (Verón) e Mauro Matos
Técnico: Edgardo Bauza


NACIONAL-PAR: Don; Coronel, Piris, Cáceres e Mendoza; Marcos Riveros, Torales, Melgarejo (Luzardi) e Orué (Montenegro); Julián Benítez (Julio Santa Cruz) e Bareiro
Técnico: Gustavo Morínigo

Rogério falha, São Paulo dá vexame e cai para Bragantino no Morumbi


Gols de São Paulo 1 x 3 Bragantino
A classificação que era tida como certo se tornou uma eliminação vexatória. Após vencer o Bragantino na ida por 2 a 1, o São Paulo jogava por um empate nesta quarta-feira no Morumbi. A equipe tricolor, que foi com uma formação mista para o campo, até abriu o placar, mas, com três falhas de Rogério Ceni, perdeu por 3 a 1 e está eliminado na terceira fase da Copa do Brasil.
Após sair em vantagem com Paulo Miranda com seis minutos de bola rolando, o São Paulo viu o adversário deixar tudo igual aos 22, quando Cesinha finalizou após cruzamento, e Ceni errou no tempo de bola.
Na volta do intervalo, o time tricolor sofreu com um problema recorrente: a bola aérea. Aos 19 minutos, Gustavo Carbonieri aproveitou cobrança de escanteio e saída ruim do arqueiro adversário e desviou para o fundo da rede.
Dez minutos depois, nova bola no alto complicou a equipe da casa. Rogério Ceni rebateu para o meio da área depois de novo escanteio, e Guilherme soltou a pancada para definir a vitória e a inimaginável classificação do Bragantino, que está na zona de rebaixamento da Série B do Campeonato Brasileiro.
Nas oitavas de final da competição, a equipe de Bragança Paulista enfrentará o Coritiba, que passou pelo Paysandu. Já o São Paulo segue sem vencer a competição nacional e terá de se contentar com a disputa da Copa Sul-Americana. Caso avançasse, a equipe tricolor não poderia disputar o torneio continental.
O jogo - Nesta quarta-feira, uma queda de energia a pouco mais de uma hora antes do horário marcado para o início do jogo chegou a colocá-lo em xeque. Quinze minutos antes do jogo, porém, a energia foi restabelecida, e logo depois os dois times subiram ao gramado - o São Paulo, sem a música do AC/DC que tradicionalmente o embala da escadaria até o centro do campo. O silêncio só foi rompido com a execução do Hino Nacional.
Anunciada no telão - sem ajuda do alto-falante -, a escalação do São Paulo não tinha Kaká. Além do meia (nem relacionado), o técnico Muricy Ramalho poupou também o zagueiro Rafael Toloi e o volante Denilson. Já o lateral direito Douglas foi vetado de última hora. Assim, a formação voltou a ter Maicon e, como único armador de três atacantes (Ademilson, Osvaldo e Alexandre Pato), Paulo Henrique Ganso. Na defesa, ganharam chance Edson Silva e Luis Ricardo.
Iniciado o jogo depois de um minuto mais de silêncio e com bandeiras a meio mastro, em luto pela morte de Eduardo Campos (candidato à presidência), o placar não demorou a ser inaugurado. Aos seis minutos, depois de escanteio cobrado por Ganso pelo lado direito, o zagueiro Gustavo Carbonieri escorreu no gramado olhado, e Paulo Miranda subiu sozinho para cabecear.
Três minutos mais tarde, o São Paulo poderia ter ampliado a vantagem não fosse Ganso ter adiantado demais a bola após ser acionado com liberdade na entrada da pequena área. O meia dominou de frente para o goleiro Renan, deu três toques na bola e cedeu apenas tiro de meta. Aos 13 minutos, Ganso ainda tentou completar cruzamento de Osvaldo com uma bicicleta e atrapalhou cabeceio de Pato. Talvez com receio de se machucar, o atacante meteu a cabeça na bola sem direção.
A facilidade com que dominava a partida fez o São Paulo relaxar, e o Bragantino não perdoou. Aos 22 minutos, em boa jogada trabalhada pelo lado esquerdo, Bruno Recife cruzou rasteiro para a entrada da área, e Cesinha finalizou de primeira para o gol. A bola passou por baixo de Rogério Ceni, que até estava no lance, mas não impediu o empate. Três minutos depois, sim, o goleiro se recuperou a tempo de evitar o que seria um golaço de cobertura de Bruno Recife de longe.
Precisando de mais um gol para levar a disputa da vaga para os pênaltis, o Bragantino se empolgou. Quase conseguiu aos 38 minutos. Após falta cobrada pela meia direita, a defesa afastou a bola apenas parcialmente, e um cabeceio de Gustavo Carbonieri pegou Ceni no contrapé. Para sorte do goleiro, Paulo Miranda se atirou no momento exato de, com o bico da chuteira direita, impedir o gol em cima da linha. Antes do intervalo, o time interiorano ainda pediu pênalti em cima de Nunes.
Preocupado com a marcação falha, Muricy voltou para o segundo tempo com Denilson no lugar de Maicon, que, além de errar muitos passes, já tinha cartão amarelo. A substituição não fez efeito. Aos dois minutos, um cruzamento rasteiro e perigoso pela esquerda parou na defesa. Dois minutos depois, o volante Geandro arriscou da intermediária, Nunes desviou de cabeça no meio do trajeto e quase surpreendeu Ceni. Na jogada seguinte, Ceni soltou a bola após cruzamento vindo da direita e assustou a torcida, apesar da reclamação de falta.
Ceni voltou a sair estranhamente da meta aos 18 minutos, quando perdeu o tempo da bola e se esticou todo para desviar com a ponta da mão para escanteio. Na cobrança, um leve desvio de Gustavo Carboneri junto à primeira trave colocou a bola para dentro e o Bragantino em vantagem no marcador. Sete minutos depois, em outra cobrança fechada pelo lado esquerdo, Sandro por pouco (pelo travessão, mais precisamente) não fez um gol olímpico.
Mas o terceiro gol do Bragantino, que estava se desenhando, não demorou muito mais para sair. Após mais um escanteio pela esquerda, aos 29 minutos, Ceni deixou a meta e socou a bola para o meio da área, onde estava Guilherme Mattis. O zagueiro pegou o rebote de primeira e estufou a rede são-paulina. Um gol que pôs fim a qualquer chance de evitar a eliminação, já que o São Paulo precisaria balançar a rede mais duas vezes. Faltou energia, sobraram vaias.
FICHA TÉCNICA
SÃO PAULO 1 X 3 BRAGANTINO
Local: Estádio do Morumbi, em São Paulo (SP) 
Data: 13 de agosto de 2013, quarta-feira
Horário: 22 horas (de Brasília) 
Público: 7.522 pessoas (total)
Renda: R$ 174.185,00
Árbitro: Flávio Rodrigues de Souza (SP)
Assistentes: Danilo Ricardo Simon Manis (SP) e Anderson José de Moraes Coelho (SP)
Cartões amarelos: Álvaro Pereira e Maicon (São Paulo); Geandro, Léo Jaime e Nunes (Bragantino)
Gols: SÃO PAULO: Paulo Miranda, aos sete minutos do 1º tempo
BRAGANTINO: Cesinha, aos 23 minutos do 1º tempo; Gustavo Carbonieri, aos 19, e Guilherme Mattis, aos 30 minutos do 2º tempo
SÃO PAULO: Rogério Ceni; Luis Ricardo, Edson Silva, Paulo Miranda e Álvaro Pereira; Souza, Maicon (Denilson) e Ganso; Ademilson, Osvaldo e Alexandre Pato
Técnico: Muricy Ramalho
BRAGANTINO: Renan; Samuel Santos, Gustavo Carbonieri, Guilherme Mattis e Bruno Recife; Geandro, Gustavo e Sandro; Cesinha (Luisinho), Nunes (Lincom) e Léo Jaime (Magno)
Técnico: PC Gusmão

San Lorenzo sofre em casa, faz 1 a 0 no Nacional e conquista Libertadores

Durante anos, os rivais do San Lorenzo brincaram com a sigla do nome do clube, CASLA (Club Atlético San Lorenzo de Almagro). Diziam, maldosos, que ela significava Clube Argentino Sem Libertadores da América. Pois agora não podem dizer mais. Com vitória de 1 a 0 sobre o Nacional do Paraguai, na noite desta quarta-feira, no estádio Nuevo Gasómetro, em Buenos Aires, o Ciclón entrou para o grupo dos campeões continentais - no qual já estavam os demais integrantes dos chamados cinco grandes argentinos: Boca Juniors, River Plate, Independiente e Racing, além do Estudiantes. Ortigoza, de pênalti, fez o gol do título.
Nestor Ortigoza comemoração  San Lorenzo x Nacional-PAR  final (Foto: Ap)Ortigoza celebra gol do título do San Lorenzo na Libertadores de 2014 (Foto: Ap)


Foi um sufoco. O San Lorenzo jogou mal, se mostrou extremamente nervoso, sentiu a falta de Piatti, seu melhor jogador na Libertadores, e poderia ter perdido para o Nacional. O time paraguaio foi melhor no primeiro tempo e chegou a acertar a trave dos argentinos. Mas falhou ao ceder um pênalti bobo ao rival.

A conquista inédita levou às lágrimas jogadores e torcedores do San Lorenzo. Romagnoli, possível reforço do Bahia, saiu de campo aplaudido de pé pela torcida, em meio a lágrimas. Com o título, o time para o qual torce o Papa Francisco está garantido no Mundial de Clubes, em dezembro, no Marrocos.
O jogo
O momento mágico vivido pelo Nacional ganhou tons sobrenaturais com a atuação da equipe no primeiro tempo. Soa quase inacreditável, mas a verdade é que o time paraguaio foi melhor do que o San Lorenzo - muito mais tradicional. Merecia ter saído na frente. Mas acabou castigado por uma dessas injustiças do futebol.

Logo no primeiro minuto, o Nacional fez a bola beijar a trave argentina. Mercier errou feio e foi desarmado no meio-campo. No contra-ataque, a trama resultou em chute de Orué, no poste à esquerda de Torrico. O lance assustou o Nuevo Gasómetro. E não foi ocasional. O time de Assunção teve outros três momentos de perigo, em chutes colocados de fora da área, sempre rentes à meta da equipe de Buenos Aires.

O Ciclón foi uma sucessão de equívocos: muita afobação, muito nervosismo, muitos erros em lances simples. Teve a bola, mas não soube como lidar com ela. E aí teve a ajuda do Nacional. Coronel, um dos melhores jogadores do time paraguaio, abriu os braços dentro da área em tentativa de cruzamento de Cauteruccio. Pênalti. Ortigoza partiu para a cobrança e não perdoou: 1 a 0.
No segundo tempo, o San Lorenzo conseguiu segurar bem a onda do Nacional, que passou a esticar o jogo e a explorar jogadas aéreas, sem grande sucesso. Em uma delas, porém, quase saiu o gol paraguaio. Bareiro mandou por cima ao pegar rebote. Mas foi pouco. Incapaz de pressionar o adversário, coube ao pequeno clube de Assunção ser o coadjuvante da grande festa do San Lorenzo, finalmente campeão da Libertadores da América.

Clubes do Recife fazem homenagem a Eduardo Campos, morto em desastre

A trágica morte do candidato à Presidência da República pelo PSB, Eduardo Campos, em desastre de avião quando ia para Santos na manhã desta quarta-feira levou os grandes clubes do Recife a fazerem homenagens ao ex-governador de Pernambuco. O Náutico, do qual Campos era torcedor, e o Sport Recife usaram as redes sociais. O Santa decretou luto de três dias.
- O Clube Náutico lamenta a morte do ex-governador Eduardo Campos. Um grande alvirrubro e grande homem, que deixará saudades em todos nós - diz a publicação no twitter do Náutico.
Náutico lamenta a morte de Eduardo Campos (Foto: Reprodução / Twitter)Náutico lamenta a morte de Eduardo Campos, torcedor do clube, pelo twitter (Foto: Reprodução / Twitter)



O Náutico também prepara uma homenagem em sua camisa. Nos próximos três jogos do time na Série B (contra Luverdense-MT, Oeste-SP e América-RN), uma imagem de Eduardo Campos será usada na altura do peito, onde normalmente os clubes estampam a marca do patrocinador master. Ao lado da imagem, a frase "não vamos desistir do Brasil".
eduardo campos náutico (Foto: Divulgação)Náutico vai homenagear Eduardo Campos com imagem na camisa (Foto: Divulgação)
O site oficial do Sport foi o primeiro a postar em sua página principal o tributo ao ex-candidato à Presidência, que morreu aos 49 anos quando seguia para Santos, litoral paulista, para cumprir compromissos de campanha.
- O Sport Club do Recife lamenta profundamente o falecimento do ex-governador Eduardo Campos.
O Santa Cruz ainda não se pronunciou por site oficial ou rede social, mas o presidente, Antônio Luiz Neto, decretou lutou oficial de três dias em homenagem a memória do ex-governador de Pernambuco e candidato à presidência da República, Eduardo Campos, do Partido Socialista Brasileiro - PSB. 
Sport-PE clube lamenta a morte de Eduardo Campos (Foto: Reprodução / Site Oficial do Sport-PE)Sport põe na primeira página do site oficial homenagem a Eduardo Campos (Foto: Reprodução / Site Oficial do Sport-PE)
- Nós estamos decretando o luto de três dias por conta da morte de Eduardo, que era uma referência para Pernambuco e para o Brasil. Ele foi um cara que sempre nos ajudou e temos que prestar essa homenagem.
O candidato à presidência da República Eduardo Campos, morreu na manhã desta quarta-feira, após acidente de avião em Santos. Além dele, Pedro Valadares Neto, ex-deputado e assessor particular do candidato; Carlos Augusto Filho, assessor de imprensa; Marcelo de Lyra, cinegrafista, e Alexandre Gomes e Silva, fotógrafo também faleceram no desastre. Segundo a Força Aérea Brasileira (FAB), a aeronave, um Cessna 560XL, prefixo PR-AFA, decolou do Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, com destino ao aeroporto do Guarujá, no litoral de São Paulo. 

Coritiba perde para o Paysandu, mas garante classificação na Copa do Brasil

DIVULGAÇÃO/CORITIBA
Coritiba perdeu, mas passou pelo Paysandu e avançou às oitavas de final da Copa do Brasil
Coritiba perdeu, mas passou pelo Paysandu e avançou às oitavas de final
Em uma partida truncada no Estádio Zinho Oliveira, em Marabá, nesta quarta-feira, o Coritiba perdeu para o Paysandu por 2 a 1, mas garantiu a classificação para a próxima fase da Copa do Brasil 2014.
No primeiro encontro, na capital paranaense, placar de 2 a 0 para a equipe alviverde, que garantiu a vantagem de poder até perder por um gol. O novo adversário, nas oitavas de final, ainda será definido por sorteio.
Precisando marcar pelo menos dois gols para ter alguma chance de classificação, o Paysandu começou no ataque. Aos dois minutos, cobrança de falta na entrada da área coxa-branca e Fabinho cobrou por cima da meta, com perigo. Aos quatro minutos, Rômulo foi lançado em profundidade e Vanderlei deixou o gol para dominar a jogada. O Alviverde tentou responder em tabela entra Robinho e Carlinhos, mas o meia errou o último passe.
O Coritiba conseguiu conter o ímpeto inicial do adversário e equilibrou a posse de bola. Aos 14 minutos, Zé Love foi lançado em velocidade e Douglas saiu para salvar. Aos 20 minutos, Zé Love cobrou falta e isolou. A partida era truncada, com poucas oportunidades reais de abertura do placar. Carlinhos fez a jogada pela lateral, aos 25 minutos, e levantou na área paraense para Charles afastar.
A bola chegou a balançar a rede, aos 31 minutos, com Misael, que pegou sobra de bola e tocou para o gol. Porém, o árbitro anotou o impedimento e anulou o lance. O Bicolor voltou a aparecer no ataque apenas aos 37 minutos, com uma ajuda do zagueiro Luccas Claro que quase mandou contra o próprio patrimônio. A principal jogada da etapa inicial aconteceu aos 42 minutos, em chute de Carlinhos que carimbou a trave.
Para o segundo tempo, o Paysandu voltou com Paulo Rafael, no gol, e Bruno Veiga, no ataque. Aos dois minutos, foi a vez de Charles balançar a rede e ter o gol anulado por impedimento. Jogada ensaiada do Paysandu, aos oito minutos, e Vanderlei saiu bem para evitar a chegada do ataque. A partida ganhou em movimentação após o intervalo.
O técnico Celso Roth apostou na entrada de Germano, que foi poupado na primeira etapa, para ajudar a administrar o resultado, reforçando a marcação no meio-campo. Aos 15 minutos, Everton Silva recebeu na área e tentou o arremate por cima da meta. O troco veio com estilo, com Dennis desviando de bicicleta, aos 19 minutos, para defesa de Vanderlei.
Estava difícil sair o zero do placar. Aos 28 minutos, Djalma deixou o marcador para trás e soltou o pé, nas mãos do goleiro alviverde. Até que, aos 35 minutos, Robinho aproveitou cruzamento de Helder e, de primeira, fuzilou para o fundo da rede para marcar.
O gol acordou o Paysandu, que chegou ao empate, três minutos depois, em cabeçada de Charles, e a virada, aos 39 minutos, com um petardo de Dennis, mas já era tarde para reagir.
FICHA TÉCNICA:
PAYSANDU-PA 2 X 1 CORITIBA-PR
Local: Estádio Zinho de Oliveira, em Marabá (PA) 
Data: 13 de agosto de 2014, quarta-feira
Horário: 22 horas (de Brasília) 
Árbitro: Arilson Bispo da Anunciação (BA) 
Assistentes: Alessandro A. Rocha de Matos (Fifa-BA) e Adson Marcio Lopes Leal (BA) 
Cartões amarelos: Marcos Paraná, Ricardo Capanema e Augusto Recife (Paysandu); Bonfim, Welinton e Zé Love (Coritiba)
GOLS: 
PAYSANDU: Charles, aos 38 minutos e Dennis, aos 39 minutos do segundo tempo
CORITIBA: Robinho, aos 35 minutos do segundo tempo
PAYSANDU: Douglas (Paulo Rafael), Everton Silva, Charles, Reniê e Fabinho; Augusto Recife, Ricardo Capanema, Rafael Tavares (Djalma) e Marcos Paraná; Rômulo (Bruno Veiga) e Dennis 
Técnico: Rogerinho Gameleira (Interino)


CORITIBA: Vanderlei; Luccas Claro, Bonfim e Welinton; Reginaldo (Norberto), Baraka, Hélder, Misael (Germano) e Robinho e Carlinhos; Zé Love (Júlio César) 
Técnico: Celso Roth

'Homem-Aranha' derrota 'vilões' do Bayern e dá bi da Supercopa da Alemanha ao Dortmund


Veja os gols de Borussia Dortmund 2 x 0 Bayern de Munique
O Borussia Dortmund contou com a ajuda de um super-herói para conquistar o bicampeonato da Supercopa da Alemanha.
Nesta quarta-feira, o atacante Aubameyang marcou e vestiu a máscara do "Homem-Aranha" para comemorar a vitória por 2 a 0 sobre o Bayern de Munique, que contou com os "vilões" Lewandowski e Götze, ex-jogadores aurinegros e considerados traidores pela torcida do Borussia. Mkhitaryan fez o outro, estufando as redes do golerio Neuer com um forte chute de peito de pé.
A máscara foi uma homenagem do atacante ao ex-companheiro Jeremy Janot, goleiro do Saint-Étienne que costumava vestir o adereço em fotos oficias da equipe francesa.
Vale ressaltar que os dois times jogaram com vários desfalques: jogadores como Schweinsteiger, Ribéry e Robben não atuaram pelos bávaros, enquanto Hummels, Subotic e Weidenfeller não entraram em campo pelos bicampeões.
PATRIK STOLLARZ/AFP/GETTY IMAGES
Lewandowski Bayern de Munique Schmelzer Borussia Dortmund Supercopa da Alemanha 13/08/2014
Lewandowski em ação pelo Bayern: vaias da ex-torcida
Este foi o quinto título do Borussia Dortmund na Supercopa da Alemanha, o terceiro em cima do Bayern de Munique - os outros foram em 1989 (4 a 3) e 2013 (4 a 2).
Agora, as equipes concentram suas atenções na Copa da Alemanha, que começa neste final de semana. No sábado, os aurinegros enfrentam o Stuttgarter Kickers, enquanto os bávaros, atuais campeões do torneio, pegam o Preussen 06 Münster, no domingo.
O Campeonato Alemão começa no dia 22 para o Bayern, contra o Wolfsburg, em casa, enquanto o Dortmund joga no dia seguinte, em casa, contra o Bayer Leverkusen.
EFE/ROLF VENNENBERND
Borussia Dortmund Troféu Supercopa da Alemanha 13/08/2014
Capitão Kehl levanta o troféu da Supercopa da Alemanha
O jogo
O Bayern deu a impressão que começaria domindo o Borussia Dortmund, já que, logo aos 2 minutos, Shaqiri entrou pela esquerda da grande área e bateu cruzado, para ótima defesa do goleiro Langerak. Mas ficou só na impressão mesmo.
LARS BARON/BONGARTS/GETTY IMAGES
Mkhitaryan Comemora Gol Borussia Dortmund Bayern de Munique Supercopa da Alemanha 13/08/2014
Mkhitaryan (10) comemora o primeiro do Borussia
Após escapar do perigo, os aurinegros dominaram completamente a partida e passaram a pressionar insistentemente. Aos 9min, Alaba saiu jogando errado e deu nos pés de Immobile, que chutou tirando tinta da trave. Pouco depois, Kirch recebeu pela direita e soltou a bomba, mas Neuer fez grande intervenção.
O gol, porém, estava maduro: aos 23, Mkytharian arrancou pelo meio e tentou enfiada, mas a bola bateu na zaga do Bayern e voltou. Ligado no lance, o próprio armênio chegou batendo de peito de pé e estufou as redes do arqueiro da seleção da Alemanha.
O segundo só Borussia só não saiu logo em seguida porque Neuer estava ligado. Aubameyang, o melhor em campo, entrou em velocidade pela direita e finalizou cruzado, mas o goleiro fez excelente defesa.
Depois dos 40 minutos, os donos da casa seguiram martelando e criaram duas boas chances, ambas defendidas pelo arqueiro do Bayern, que levou o 1 a 0 para os vestiários.
REUTERS/INA FASSBENDER
Aubameyang Comemora Gol Borussia Dortmund Bayern de Munique Supercopa da Alemanha 13/08/2014
Aubameyang tira onda de Homem-Aranha
Logo na volta do intervalo, os bávaros por muito pouco não empataram, em gol que certamente teria deixado a torcida do Dortmund com muita raiva: aos 40 segundos, o centroavante Lewandowski, ex-Borussia, recebeu enfiada de bola e finalizou forte, mas o goleiro Langerak defendeu com o peito.
Após o susto, o clube aurinegro definiu a parada aos 17 da etapa complementar: Aubameyang abriu para Piszczek na direita, o lateral polonês cruzou com perfeição e o próprio atacante do Gabão testou firme para ampliar, fazendo a "Muralha Amarela" explodir de alegria.
Daí em diante, foi só controlar a bola e esperar o apito final do árbitro Peter Gagelmann para o Borussia Dortmund comemorar seu quinto título da Supercopa da Alemanha.
A torcida local ainda aproveitou para tirar sarro de Lewadowski e também de Mario Götze, ex-jogadores da equipe, que se deram mal no retorno ao Signal-Iduna Park.
FICHA TÉCNICA:
BORUSSIA DORTMUND 2 x 0 BAYERN DE MUNIQUE
Supercopa da Alemanha 2014
Local: Estádio Signal-Iduna Park, em Dortmund (ALE)
Data: 13 de agosto de 2014, quarta-feira
Horário: 13h (horário de Brasília)
Árbitro: Peter Gagelmann (ALE)
Assistentes: Thomas Gorniak e Sven Jablonski (ambos ALE)
Cartões amarelos: Hojbjerg, Boateng e Lahm (BAY)
GOLS
BORUSSIA DORTMUND: Mkhitaryan, aos 23 minutos do primeiro tempo; Aubameyang, aos 17 minutos do segundo tempo
BORUSSIA DORTMUND: Langerak; Piszczek, Sokratis, Ginter e Schmelzer (Durm); Kehl, Kirch (Bender), Hofman e Mkhitaryan; Aubameyang (Adrian Ramos) e ImmobileTécnico: Jürgen Klopp
BAYERN: Neuer; Boateng, Javi Martínez (Dante) e Alaba; Hojbjerg (Götze), Rode, Gaudino, Bernat e Shaqiri; Thomas Müller (Lahm) e Lewandowski Técnico: Josep Guardiola
Supercopa Alemã: Melhores momentos de Borussia Dortmund 2x0 Bayern de Munique