quarta-feira, 6 de agosto de 2014

E se tivéssemos conquistado o hexa?

Vamos supor (suposição absurda, eu sei) que o Brasil tivesse despachado a Alemanha no Mineirão e, depois, vencido a Argentina no Maracanã. A festa seria tão grande que, à essa altura, o futebol brasileiro estaria, como se diz, nas nuvens. Não só redimido da tragédia de 50 como também, e é aqui que a suposição faz sentido, certo de que é mesmo o melhor do mundo. E, sendo o melhor, não há por que mudar.
Fui levado à tal pensamento ao ler as páginas de esporte desta terça-feira. Ganha a Copa, talvez estivéssemos pensando em erguer estátuas para marins e del neros; citar sua administração como modelo que todos, inclusive os alemães, deveriam seguir; achar que nada, nem o calendário, deveria mudar num futebol que brilhou tanto nesse junho-julho de 2014. Iríamos mais longe: olhar com o mais extremo desprezo para as reivindicações do Bom Senso. O que mais querem esses craques milionários de uma CBF ou de um Ministério dos Esportes do país hexacampeão do mundo?
Não estou usando essas hipóteses como com consolo para nosso tombo na Copa. Longe de mim usar o velho chavão de que "há males que vêm pra bem", como quem quer fingir que perder, ou melhor, perder feio como perdemos, tem um lado bom. Não tem. Mas não há dúvida de que o hexa teria jogado para debaixo do tapete o fato, hoje indiscutível, de que o futebol brasileiro precisa mudar. Dentro e fora de campo. De preferência, já.
As páginas de esporte desta terça-feira são exemplares. E o Rio de Janeiro serve como microcosmos de uma indigência de dimensão nacional. O Flamengo deve R$ 700 milhões e está seriamente ameaçado de ser rebaixado para uma segunda divisão onde, certamente, não ganhará o suficiente para pagar mísera fração desse total. Seu presidente é franco: não vai, não pode, não deve gastar para melhorar seu time.
O Vasco está metido numa confusão política já crônica na história do clube. Fraude nas eleições, dívidas incalculáveis e a ameaça de ter de volta ao seu comando um cidadão para quem não se acreditava ainda haver lugar no Vasco, no futebol, na Cãmara. E o time, pela segunda vez em cinco anos, frustra sua imensa torcida brigando na Segundona.
O treinador do Botafogo é obrigado a admitir que o atraso no pagamento dos salários está provocando um "desgaste emocional" em seus jogadores. O que significa dizer que o glorioso, a apenas dois pontos da zona fatal, está correndo o risco de cair nela já no próximo fim de semana. Isso sem que o problema dos salários seja resolvido por uma diretoria que já pensa no pior, no mais extremo: desistir de disputar o Campeonato Brasileiro. O Botafogo voltaria a ser um clube só de regatas.
Tudo isso está nas mesmas páginas que informam a apreensão da turma do Bom Senso quanto ao que a Câmara de Deputados vai decidir sobre a Lei de Responsabilidade Fiscal no Esporte. Há furos no projeto do bem intencionado deputado que o apresentou. E nossa presidenta? Não prometeu que olharia com carinho para os de bom senso?


Voltando à nossa absurda suposição, o fracasso na Copa (certamente o mais retumbante de nossas 20 participações) provou que já não somos o país do futebol, já não temos os melhores craques, já não sabemos como administrar nossos clubes, federações e confederações, já estamos de pires na mão, já éramos. Pior, sem que uma luz se acenda no fim do túnel.

Assumpção, sobre debandada: "Juridicamente pode acontecer"

Maurício Assumpção, presidente do Botafogo (Foto: Thiago Braga/SporTV.com)Palavra de Jefferson descartando saídas vira alento para Assumpção (Foto: Thiago Braga/SporTV.com)
Jefferson descartou, Vagner Mancini disse não acreditar, mas o risco de debandada no Botafogo por conta da crise financeira ganhou um tom de preocupação nas palavras do presidente Maurício Assumpção. Em entrevista à ESPN Brasil, o dirigente admitiu certo temor ao repetir três vezes que é possível haver um desmanche caso os jogadores entrem na Justiça por conta da dívida e deixem o clube. Com três meses sem pagamento, os atletas passam a ter a possibilidade de rescindir o contrato respaldados pela lei. Porém, o mandatário disse confiar na palavra de Jefferson representando o compromisso do grupo.
- Acho que essa questão já foi respondida pelo Jefferson depois do jogo contra o Cruzeiro, quando ele disse não acreditar que aconteça. Obviamente é uma palavra importante dentro do elenco. Mas é uma situação que juridicamente pode acontecer. Juridicamente pode acontecer. Juridicamente falando é possível. Mas como o capitão do time, que tem uma voz de liderança importante, no momento de dificuldade diz que não vai acontecer, talvez essa é uma palavra que eu leve em consideração - afirmou.
Com 100% das receitas bloqueadas, o Botafogo ficou sujeito a penhoras depois de ter sido excluído do Ato Trabalhista, que permitia o parcelamento de suas dívida fiscais sem que houvesse retenção de seus ganhos. Assim, jogadores estão há cinco meses sem receber direitos de imagem, há três sem salários na carteira, além de FGTS atrasado. Assumpção deposita esperança para sanar a crise financeira na Lei de Responsabilidade Fiscal, que tramita no Congresso e só será votada após as eleições do dia 5 de outubro. Mas teme pelo futuro do clube caso a lei não seja aprovada. 

- Não sei responder, essa situação é grave. Quando a gente tomou pancada do Engenhão, eu não fiquei me lamentando. Quando perdi títulos, não fiquei me lamentando. Quando perdi jogadores, não fiquei me lamentando. Eu acredito que a gente vai conseguir resolver essa situação, tenho fé não só em mim, mas nas pessoas que estão ao meu lado nesse momento que não se afastaram e continuam trabalhando muito para o Botafogo. Sei que a gente vai conseguir passar por esse tormento, eu tenho convicção disso. E se não passar? Se não passar é complicado, mas a minha fé de que vou passar é obviamente maior nesse momento. Em função das pessoas que estão comigo brigando para que a gente possa passar, em todos os níveis.

Brasileiro de 2015 não deve ter rodadas durante jogos da seleção

O Campeonato Brasileiro do ano que vem não deverá ter rodadas em épocas de jogos da seleção brasileira, disse nesta terça-feira o vice-presidente e presidente eleito da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Marco Polo Del Nero.
A medida visa, entre outras coisas, minimizar o desgaste entre clubes e a seleção e dar mais tempo para a preparação do time brasileiro, que em 2015 disputará a Copa América e o início das eliminatórias para o Mundial de 2018, além de amistosos.
"Estamos fechando isso (não ter rodada do Campeonato Brasileiro em jogos do Brasil). Estamos costurando os dados finais e em breve apresentaremos a solução", disse a jornalistas o presidente eleito da CBF, que assumirá o posto em abril do próximo ano.
Os últimos técnicos da seleção brasileira, Mano Menezes e Luiz Felipe Scolari, algumas vezes tiveram que abrir negociações diretas com clubes e seus técnicos para conseguir chamar jogadores sem provocar grande prejuízo às equipes.
Na maioria das vezes, os técnicos convocavam no máximo três jogadores para evitar que os clubes protestassem ou reivindicassem o adiamento de seu jogo pela competição nacional. Em tese, sem partidas do Brasileiro, os jogadores poderiam se apresentar antes à seleção para iniciar o período de preparação.
O coordenador técnico da seleção brasileira, Gilmar Rinaldi, apoia a iniciativa, embora ainda não tenha sido comunicado oficialmente.


"Nas datas Fifa, os clubes têm que liberar (os jogadores), mas se isso realmente acontecer vai ser positivo porque a gente não prejudica os times do Brasil", disse ele àReuters. "Isso será importante para a relação de todos."

Advogado corrige informação: eleição está adiada para 11 de novembro

Nova reviravolta na eleição do Vasco. O pleito está adiado para 11 de novembro em razão de um efeito suspensivo do agravo de instrumento impetrado pelo clube. Um oficial de Justiça se dirigiu rumo a São Januário no início da noite para levar o documento. Mais cedo, o advogado vascaíno, Marcello Macedo, informara por telefone ao GloboEsporte.com, conforme mostra a gravação ao lado, que a eleição seria nesta quarta-feira - outras fontes de duas chapas, do candidato Eurico Miranda e de Julio Brant, também receberam a notícia na mesma direção - e que o desembargador negou o pedido do Vasco pelo adiamento. Porém, pouco antes das 20h ele procurou a reportagem e corrigiu a informação. Na verdade, a decisão do desembargador do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro Camilo Ruliere troca a data do pleito pela quarta vez: os vascaínos devem ir às urnas no dia 11 de novembro. Nesta quarta-feira, 6 de agosto, não haverá eleições em São Januário.
O presidente da Assembleia Geral, Olavo Monteiro de Carvalho, havia levado em conta para retirar a data de 6 de agosto para 11 de novembro uma ação na Justiça do candidato Nelson Rocha, da chapa "Vira Vasco". No documento, o ex-vice de finanças ganhou o direito a impugnar sócios elegíveis e eleitores. O julgamento do caso pelo presidente da Assembleia pelo Conselho Fiscal só aconteceu no dia 17 de julho, o que obrigaria reabertura dos prazos, no entendimento do corpo jurídico do clube. Os candidatos Eurico Miranda e Roberto Monteiro, porém, combateram de imediato a mudança. Uma ação do grupo do ex-presidente rapidamente trouxe a data de volta para o dia 6 de agosto.
Documento vasco (Foto: Raphael Zarko)O mandado de intimação do desembargador Camilo Ruliere (Foto: Raphael Zarko)
Por último, na véspera da eleição, após encontro com  advogados do Vasco, da chapa "Sempre Vasco", de Julio Brant, do "Volta Vasco! Volta Eurico", de Eurico Miranda, e da "Identidade Vasco", de Roberto Monteiro, na tarde de segunda-feira, o desembargador decidiu que a eleição seja realizada apenas em 11 de novembro. 
O Vasco anexou ao processo e publicou no seu site oficial na noite de segunda-feira uma carta com a anuência de três poderes pelo adiamento das eleições. Roberto Dinamite, mais Abilio Borges, do Conselho Deliberativo, e Helio Donin, do Conselho Fiscal, assinaram carta concordando com a decisão do presidente da Assembleia Geral, Olavo Monteiro de Carvalho, que determinou eleições para novembro. A carta é de 1º de agosto, mas só foi divulgada três dias depois. Uma das assinaturas é de Helio Donin, que foi à convenção final de Roberto Monteiro - que lutava pela manutenção das eleições para quarta-feira.
Documento vasco (Foto: Raphael Zarko)Em negrito, o trecho em que o Vasco deve realizar a eleição na data de 11 de novembro (Foto: Raphael Zarko)

Bom Senso vence, e lei para salvar clubes fica para depois da eleição


Votação da Lei de Responsabilidade Fiscal é adiada para depois da eleição
O governo, por meio do ministro do Esporte, Aldo Rebelo, os clubes e a Confederação Brasileira de Futebol correram para discutir agora e com urgência a Lei de Responsabilidade Fiscal. Mas a Câmara dos Deputados, pressionada pelo movimento Bom Senso FC, decidiu que vai deixar o assunto só para depois das eleições, em outubro próximo.
A expectativa de muitos dirigentes e deputados era de que o tema fosse colocado para votação ainda nesta semana, mas não deu certo.
"O futebol brasileiro precisa ser votado, mas precisa de um bom debate. Eu já tenho informações de muitas emendas e vamos colocar para votação com certeza em outubro. Agora é impossível fazer isso. É um assunto delicado que merece atenção e paciência. Vamos fazer isso depois das eleições, posso garantir", disse Henrique Alves, o presidente da Câmara, que comentou a ação do governo.
"O ministro Aldo Rebelo me ligou pedindo para votar, mas eu conheço a casa e a realidade do plenário. Conversando com os líderes eu vi que para ter segurança para aprovar é melhor que seja em outubro", completou.
Antes dele, o líder do governo na Câmara, Henrique Fontana, também rejeitou colocar o assunto em debate e votação agora.
"Vamos deixar o povo brasileiro escolher o futuro da nação primeiro, depois a gente decide o que vai fazer com essa lei de responsabilidade fiscal. Eu vou defender que seja apenas depois das eleições", afirmara o parlamentar.
"Uma mudança na estrutura do futebol brasileiro é muito importante, e uma decisão como essa deve ser pensada. O ambiente pré-eleitoral não é o melhor para decidir algo assim. Esse é o meu posicionamento, não é do governo. Mas estou falando aqui para vocês", completou.
Falta de acordo
O projeto ainda tem uma série de pontos que estão sem resposta e o governo adotou o silêncio sobre o assunto, especialmente nas últimas semanas. Para o presidente da comissão da CBF sobre o tema, Vilson Ribeiro de Andrade, também presidente do Coritiba, seria impossível levar o texto para aprovação dos deputados neste contexto.
O dirigente, que defende a proposta no formato atual e tem trabalhado nos bastidores para pressionar a votação mesmo com críticas, pisou no freio e reconheceu que ainda é muito difícil aprovar o projeto com tanta rapidez. Segundo ele, o governo não concorda com questões técnicas da lei, o que inviabiliza o seu andamento.
"São duas coisas diferentes. A primeira: eu acho que o texto atual está, sim, muito bom. Ele vai ajudar muito o futebol brasileiro. Tem coisas que o Bom Senso quer que eu acho complicado, mas são diferenças menores, que podem ser resolvidas. Mas aí entra na segunda coisa, o que torna impossível votar agora", afirmou Vilson, ao ESPN.com.br - ele não foi a Brasília.
"A segunda coisa é que há um problema muito maior. O governo ainda não concordou com as questões técnicas da lei. Eu fiz diversas reuniões com o Ministério da Fazenda e sei que eles não querem do jeito que está. Há duas coisas que o governo não concorda: a taxa de juros que está no texto atual, que é a TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo), eles querem a Selic. A outra coisa é que eles querem que o tempo do prolongamento seja menor do que o que está hoje no projeto, menos de 300 meses", completou o dirigente.
A questão da taxa escolhida é primordial. Hoje, a TJLP está em 5% ano. A Selic em 11%. Assim, uma dívida de R$ 4 bilhões no primeiro caso passaria para R$ 4,2 bilhões depois de 12 meses, e para R$ 4,42 bilhões no segundo. "É uma diferença que mexe no bolso, e o governo não quer isso", admite Ribeiro.
Segundo o presidente do Coritiba, antes de discutir qualquer outra coisa, como por exemplo a fiscalização das contrapartidas da lei, é preciso definir essas questões.
"Tem gente brigando por causa das questões da fiscalização e do controle, mas se o parcelamento não for definido, nem vai precisar ter o resto. Então, precisamos ter isso em mente que enquanto o governo não definir o que quer vai ser difícil chegar a algum lugar. E sendo assim, será impossível aprovar qualquer coisa", explicou.
Para advogado, Brasil precisa de nova lei geral do esporte: 'O mundo mudou'; veja entrevista

terça-feira, 5 de agosto de 2014

Brasilerão Série B

21h00



3 JEC Joinville X Sampaio Correa-MA SAC 1

Brasilerão Série B

19h30



3 LUV Luverdense X Portuguesa POR 1

Só com previdência, Lei rebaixaria 18 dos 20 times da Série A

GAZETA PRESS
Com salários atrasados, jogadores do Botafogo voltaram a protestar antes de clássico
Com salários atrasados, jogadores do Botafogo protestam
A Lei de Responsabilidade Fiscal dos clubes, que pode ser votada hoje na Câmara dos Deputados, em Brasília, prevê rebaixamento para os times que não apresentem as Certidões Negativas de Débido (CNDs), que são documentos emitidos pelo governo para atestar que pessoas jurídicas (caso dos clubes) não são devedoras de impostos.
Se a lei já estivesse aprovada, 18 dos 20 times da primeira divisão do Brasileiro estariam rebaixados. E isso contando apenas a situação das equipes com a Previdência Social.
No site da Receita Federal, basta ter o CNPJ de uma instituição para emitir a Certidão Negativa de Débito de "débitos relativos às contribuições previdenciárias". Na manhã desta terça-feira, o ESPN.com.br consultou a situação dos 20 clubes da Série A do Brasileiro.
No Bate Bola, Gottardo diz não conhecer Bom Senso e foge do tema responsabilidade fiscal; assista
E nada menos do que 18 clubes não tinha a situação regularizada: o site da receita não explica o motivo nem o valor da dívida. A resposta padrão é que "a emissão automática da certidão não foi possível em razão da existência de pendências nos sistemas".
REPRODUÇÃO
Certidão negativa de débitos do Sport junto ao Ministério da Fazenda
Certidão negativa de débitos do Sport junto ao Ministério da Fazenda
A reportagem conseguiu emitir a CDN de apenas dois clubes, e eles não fazem parte do clube de gigantes do país. Para a Receita Federal, Chapecoense e Sport não "tinham pendências". Os dois clubes podem, no entanto, ter outros débitos relativos a impostos, o que também rebaixaria a dupla para a segunda divisão.
Difícil seria escolher substitutos para os rebaixados. Praticamente todos os times da segunda divisão também não conseguiriam emitir a CND hoje relativo à previdência social.
Bola da Vez, Maurício Assumpção crê em mudança, mas diz: 'Situação do Botafogo é grave'; assista

Fluminense de Cristóvão Borges tem índice de acerto de passes melhor do que Alemanha na Copa

O Fluminense não é o time com maior número de passes do Campeonato Brasileiro, mas é quem tem o melhor índice de acerto. O Flu acerta 91,7% de um total de 4921 passes. Não é o time que mais troca a bola no campeonato -- está atrás de São Paulo e Cruzeiro. Mas é quem menos erra: 8,3% apenas.
A comparação com a Alemanha é incrível. Na Copa, a Fifa atribuía 80% de passes certos para a Alemanha e 20% de erro. A contagem da empresa Footstats, que produz conteúdo para os canais ESPN, é mais confiável e aproxima os alemães do Fluminense. Mas não a faz superar: "Não entendemos a contagem da Fifa, mas achamos a nossa mais confiável", diz José Eduardo Romanini, da Footstats. 
Para a empresa, a Alemanha acertava 91,6% dos 4035 passes durante os sete jogos da Copa. Percentualmente, a quantidade de erro do Fluminense é praticamente igual: 91,7% para o Flu x 91,6% para a Alemanha.


Os alemães trocam mais passes em média por jogo: 576 x 378. O Flu não é o time da posse de bola pura, não é o que mais trabalha com bola no pé. Mas erra pouco. É um dos grandes méritos da equipe de Cristóvão Borges, vice-líder do Campeonato Brasileiro. 

731 dias ! E contando...

UTERS
Dois anos para a cerimônia de abertura dos jogos olímpicos Rio-2016. No dia 5/8/2016 o mundo todo vai de novo olhar para o Maracanã, como fez no mês passado para a final da Copa. A partir de agora este espaço no ESPN.com.br conta os dias para o maior evento do esporte mundial. Notícia, discussão, opinião, entrevista, um pouco de tudo a caminho do Rio-2016.
Para começar, a quanta$ anda a preparação para os primeiros jogos na América do Sul ? 
A declaração recente do prefeito do Rio Eduardo Paes é simbólica: "Não é exatamente uma característica dos brasileiros entregar as coisas no prazo, mas isso será um legado intangível que vamos aprender". Mas por incrível que pareça, depois das broncas e cobranças do COI em abril e maio, a coisa andou.
Em janeiro apenas 46% dos 52 projetos para os jogos estavam licitados e os gastos orçados em R$ 5,6 bilhões. Agora são 71% dos projetos licitados e o orçamento de 6,5 bi. O custo total da realização dos jogos no Rio, incluindo os gastos do comitê organizador, os projetos relativos aos jogos e as obras de infraestrutura, o famoso legado para a cidade, já se aproximam dos R$ 38 bilhões. Destes, garante Eduardo Paes, 57% (cerca de R$ 22 bilhões) serão fornecidos pela iniciativa privada.
No parque olímpico na Barra da Tijuca, que vai receber 15 modalidades, já se vê as estruturas dos novos ginásios crescendo. A vila dos atletas e seus 31 prédios é o local mais adiantado.
DIVULGAÇÃO
Projeto do Parque Olímpico dos Jogos de 2016, na região Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro
Projeto do Parque Olímpico, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro
 Entre as obras a maior preocupação do comitê organizador é com o complexo de Deodoro, que teve os trabalhos iniciados apenas no começo do mês passado. Ali serão disputadas 11 modalidades, entre elas Handebol, Hóquei na Grama e Pentatlo Moderno.
Segundo a prefeitura do Rio 55% dos locais de competição estão prontos, precisando apenas de adaptações para os jogos, casos do Maracanâ, Maracanâzinho, Rio Centro e Engenhão. 
Talvez o maior problema dos jogos seja a Baía de Guanabara, que recebe esta semana o único evento teste dos jogos em 2014. Mais de 300 atletas de 34 países participam. Eduardo Paes esteve na abertura do evento e garantiu que as condições na área das raias estão adequadas. Ricardo Winicki, o Bimba, velejador brasileiro da classe RS-X, em entrevista ao repórter Tiago Leme do espn.com.br rebateu: Está longe de ser limpa, prefeito. A gente deu sorte de pegar uma corrente bacana. Tem esgoto sendo despejado no entorno da Marina da Glória, onde os barcos saem. O cheiro está insuportável." Bimba terminou uma das regatas do dia com um saco plástico preso ao leme do seu barco. O austríaco Nikolaus Resch disse que até um cachorro morto ele viu durante os treinos. Detalhe: o primeiro projeto de despoluição da Baía de Guanabara foi asinado em 1991, teve cooperação do governo do Japão depois do sucesso na despoluição da Baía de Tóquio. Mais de U$ 800 milhões foram gastos praticamente em vão. As atividades duraram até 2006, quando foi criado um comitê para cuidar exclusivamente do caso. A promessa da organização para o COI é a despoluição de 80% da Baía de Guanabara, numero que muito provavelmente não será atingido. O próprio comitê acredita que a despoluição total deve acontecer apenas em 2018.


Ainda assim um clima de otimismo toma conta da organização e até do Comitê Olímpico Internacional, tão crítico meses atrás. O diretor executivo da entidade, Gilbert Felli entende que este período de trauma é característico entre as cidades sede. Aconteceu com Sydney em 2000 e Atenas 2004 (que realizou os jogos com o parque olimpico levantando poeira). Felli tem plena confiança de que o Rio entregará as obras no prazo.

Multicampeão, Flamengo é convidado a participar da pré-temporada da NBA

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Flamengo vai duelar contra equipes da NBA
Flamengo vai duelar contra equipes da NBA
A temporada 2013/14 foi perfeita para o Flamengo, que conquistou o Campeonato Carioca, o NBB e a Liga das Américas. Antes de iniciar a trajetória em 2014/15, a equipe carioca foi convidada a participar da pré-temporada da NBA, a principal liga de basquete do mundo.
Nos Estados Unidos, a equipe rubro-negra tem amistosos marcados para o dia 8, contra o Phoenix Suns; dia 15, contra o Orlando Magic; e dia 17, contra o Memphis Grizzlies. Falta apenas assinar o contrato.


Assim, o Flamengo será o primeiro clube da América Latina a integrar uma pré-temporada de NBA. Tradicionalmente, as principais equipes da Europa são convidadas para amistosos contra os clubes da liga norte-americana.

Imparável, United vira em três minutos, bate o Liverpool e leva título de torneio

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Rooney comemora o primeiro gol da virada sobre o Liverpool
Rooney comemora o primeiro gol da virada sobre o Liverpool
O Manchester United segue imparável sob o comando de Louis van Gaal, que agora já pode dizer que tem seu primeiro título à frente dos Red Devils. Nesta segunda-feira, a equipe até deu um susto e saiu atrás no placar, mas precisou de apenas três minutos no segundo tempo para virar e bater o Liverpool por 3 a 1. Gerrard, de pênalti, abriu o placar, mas Rooney, Mata e Lingard garantiram o triunfo e o troféu da Champions Cup.
O Liverpool abriu o placar logo no comecinho do jogo. Aos 13 minutos, Sterling recebeu pelo lado esquerdo dentro da área e foi derrubado em um carrinho de Phil Jones. O juiz marcou pênalti, e Gerrard não desperdiçou a cobrança: bola de um lado, goleiro de outro.
Na etapa final, porém, tudo mudou. Aos 9, Chicharito achou espaço pela direita e colocou a bola na área. Rooney apareceu na segunda trave e desviou de primeira, com perfeição, no contrapé do goleiro. Três minutos depois, Luke Shaw tocou da esquerda para entrada da área, Juan Mata ajeitou e bateu. A bola acabou desviando em Sakho e matou o goleiro Mignolet.
O golpe de misericórdia veio aos 42 minutos. Nani puxou pela direita e cruzou na entrada da área. Kagawa errou o domínio, mas a bola acabou sobrando livre para Lingard, que encheu o pé para dar números finais ao jogo.
O resultado fecha a passagem perfeita do United pelos Estados Unidos na pré-temporada. O clube goleou o Los Angeles Galaxy em amistoso. Depois, terminou a Champions Cup invicto, mesmo com jogos diante de gigantes. Foram vitórias para cima Roma, Liverpool e Real Madrid, além de um empate com a Internazionale seguido de um triunfo nos pênaltis. Os Red Devils ainda têm mais um amistoso pela frente diante do Valencia, mas em casa, no Old Trafford.
Algo bem diferente do que aconteceu em 2013. Com David Moyes, o United fez uma péssima pré-temporada pela Ásia, com apenas uma vitória (sobre Kitchee), duas empates (contra Cerezo Osaka e Solna) e duas derrotas (para Yokohama Marinos e Sevilla).


Já o Liverpool encerra a pré-temporada diante do Dortmund e não pode reclamar de maus resultados. A equipe perdeu para o United e para a Roma, mas passou por Preston North End, Olympiakos e Milan, além de um empate seguido de triunfo nos pênaltis diante do Manchester City.

Pela primeira vez em 15 anos, Brasileirão é dominado pelos melhores ataques e por quem mais busca o gol

O Cruzeiro é o líder do Brasileirão e tem o melhor ataque da competição depois de treze rodadas. O Fluminense é vice-líder e tem o segundo melhor ataque. A situação não acontecia nesta altura do Campeonato Brasileiro desde 1999, quando o líder Corinthians e o segundo colocado, o São Paulo, tinham os melhores ataques da competição.
Outro índice indica que esta edição do campeonato tem premiado quem busca o gol. Os três primeiros da tabela são também os que mais finalizam certo. O Cruzeiro acertou o gol 79 vezes em treze rodadas, o Fluminense 76 vezes e o Internacional 67 vezes -- na soma dos chutes errados, o Inter finaliza mais do que o Cruzeiro.
A última vez que o Brasileirão terminou com o campeão com o melhor ataque e o vice com o segundo melhor ataque foi na edição de 2004. Naquele ano, o Santos alcançou 103 gols em 46 jogos, o maior número de gols em uma edição do campeonato em todos os tempos.
O Brasileirão foi dominado pelas defesas entre 2006 e 2012, período em que o time com menor número de gols sofridos ficou com o título cinco vezes e quem fez mais gols não levantou a taça nenhuma. No ano passado, quem buscou o gol foi premiado. O Cruzeiro marcou 77 vezes em 38 partidas e o título foi seu. Mas o vice-campeão, o Grêmio, teve o pior ataque entre os oito primeiros da tabela. 
Os 29 gols em 13 rodadas do Campeonato Brasileiro representam o maior índice depois de treze rodadas na história dos pontos corridos. 
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Corinthians de 1999: há quinze anos, o ataque dominava o Brasileirão
Corinthians de 1999: há quinze anos, o ataque dominava o Brasileirão