quarta-feira, 30 de julho de 2014

Morre Julio Grondona, presidente da Federação Argentina de Futebol desde 1979

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Julio Grondona durante o jogo Argentina x Irã em Belo Horizonte pela Copa do Mundo
Julio Grondona durante o jogo Argentina x Irã em Belo Horizonte pela Copa do Mundo
Morreu nesta quarta-feira o argentino Julio Humberto Grondona, aos 82 anos. Um dos dirigentes esportivos mais famosos do mundo, ele era presidente da AFA (Associação de Futebol Argentino) desde 1979, além de ter ocupado também desde 1988 um dos cargos de vice-presidente da Fifa.
Grondona havia sido internado às pressas na madrugada desta quarta  em um hospital de Buenos Aires, após ter um problema no coração. Os exames constaram insuficiência cardíaca, causada por aneurisma na artéria aorta. Na UTI, ele passou a respirar por aparelhos e não resistiu, falecendo às 12h50 (horário de Brasília).
O cartola não teve tempo de anunciar o novo técnico da seleção argentina. Na última terça, Alejandro Sabella, que conduziu a equipe albiceleste ao vice mundial no Brasil, revelou ao dirigente que não seguirá no comando; Gerardo Martino, ex-Barcelona, é o favorito para ser o técnico.
Grondona deixa esposa e três filhos: Liliana, Humberto (que hoje é técnico de futebol) e Julio, o "Julito", atual presidente do Arsenal de Sarandí.
Vida e carreira
Nascido em 8 de setembro de 1931, Julio Grondona começou sua trajetória no futebol em 1956, quando fundou, ao lado de seu irmão, o Arsenal Fútbol Club, em Sarandí, na Grande Buenos Aires. O cartola comandou a equipe por quase 20 anos, até 1976, quando foi eleito presidente do tradicional Independiente.
Após dois anos de sucesso e títulos na equipe vermelha, Grondona foi eleito presidente da AFA em 1979, pouco depois da conquista da Copa do Mundo pela Argentina, em 1978. Ele foi o sucesso de David Bracuto, então presidente do Huracán.
Com "Don Julio", como era conhecido, no comando da Federação, a Argentina alcançou três finais de Copa, ganhando o título em 1986 e ficando com o vice em 1990 e 2014. Além disso, a seleção albiceleste ganhou duas medalhas de ouro em Olimpíadas (2004 e 2008) e seis Mundiais sub-20 da Fifa.
Durante sua gestão na AFA, Grondona também foi convidado, em 1988, por Joseph Blatter para ter um cargo na Fifa. O argentino assumiu a Comissão de Finanças e o Conselho de Mercadotecnia e Televisão. Depois, tornou-se vice-presidente da entidade máxima do futebol.
Ao longo dos 35 anos no comando do futebol argentino, Grondona se envolveu também em muitas polêmicas. Em 2003, por exemplo, foi acusado de antissemitismo, depois de dizer, em uma coletiva de imprensa, que "judeus não gostam de trabalhar".


Ele também foi um dos investigados depois que estourou o escândalo de compra de votos da Fifa na eleição que apontou o Catar como sede da Copa do Mundo de 2022. O Comitê de Ética da entidade, no entanto, não apontou irregularidades nos votos do argentino.

Ex-estrela da NBA conta em documentário como foi à falência após ganhar R$ 247 milhões

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Antoine Walker fez sua última aparição no basquete em 2012
Antoine Walker fez sua última aparição no basquete em 2012
No fim da década de 90 e começo dos anos 2000, Antoine Walker era um dos melhores alas-pivôs da NBA. Ídolo com a camisa do Boston Celtics e com passagens por Dallas Mavericks, Atlanta Hawks, Minnesota Timberwolves e Miami Heat - onde ganhou o título de 2006 na Liga -, Walker acumulou US$ 110 milhões nos seus 12 anos de carreira apenas em salários. Mas mesmo assim declarou falência há quatro anos.
Hoje em dia, ele disse estar recuperado e tem até um documentário sobre como "torrou" todo esse dinheiro que será lançado no próximo mês como o nome de "Gone In An Instant" ("Se Foi Num Instante", em português).
"Eu acho que a maior mensagem é que nós como atletas, eu e provavelmente 80% da Liga, viemos da mesma situação de vida. Todos viemos de infâncias pobres, e quando subimos na vida todos temos a mentalidade de que importa quando colocamos a mão no dinheiro. É maluquice, da minha geração até às mais novas, todos queremos primeiro comprar uma grande casa", disse Walker, 37, em entrevista àESPN dos Estados Unidos.
"Queremos um carro grande, um relógio legal. Isso são coisas que criamos no nosso estilo de vida automaticamente. Coisas que são caras, coisas que irão te engolir logo de cara. Temos que mudar essa cultura, a forma de pensar. Nós podemos ter essas coisas materiais, mas vamos construir. Vamos esperar ter 10 milhões na conta bancária antes de ir lá e gastar 50 mil ou 100 mil num relógio. Mas nós fazemos o inverso. Eu acho que minha história no filme mostra que sim, você vai ter acesso a tudo isso e isso é legal, mas um dia pode se acumular e destruir você", completou.
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Antoine Walker foi draftado elos Celtics
Antoine Walker foi draftado elos Celtics
"Eu lembro quando comecei minha situação. Eu estava comprando uma casa e um carro de US$ 350 mil a US$ 400 mil. A casa pelo menos tem um valor e posso ganhar dinheiro em cima dela depois, mas o carro, uma vez que dirijo, ele já vale US$ 250 mil. São US$ 100 mil jogados fora. Dinheiro que eu não posso recuperar. Nós somos competitivos e tentamos superar os outros em tudo. E isso nos leva a tomar essas decisões ruins", afirmou Walker.
Em 2010, Antoine Walker decretou falência. Suas dívidas eram de US$ 12,7 milhões (R$ 28,6 milhões). Entre elas estavam quatro aplicações de investimento imobiliário em Miami e Chicago. O ex-jogador vendeu até seu anel de campeão da NBA. Apenas em agosto de 2013 Walker afirmou que estava livre das dívidas.
O ex-jogador esteve envolvido em várias polêmicas com apostas e foi preso por fraudes em cheques, dirigir bêbado, entre outros. Segundo ele próprio, ele sustentava cerca de 10 pessoas com viagens e moradia sem ser da sua família.


Em 12 anos na NBA, Walker teve média de 17,5 pontos e 7,7 rebotes por partida, sendo escolhido para o All-Star Game três vezes.

Amistosos

15h45



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Amistosos

14h30


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Academia dos Imortais ídolos para serem reverenciados eternamente

Neste 30 de julho, data do amistoso entre Palmeiras e Fiorentina, pela Copa Euroamericana, no Pacaembu, um nome comum aos dois clubes logo vem à mente dos fãs de futebol: Júlio Botelho. Tido como um dos maiores pontas da história, comparado várias vezes a ninguém menos do que Garrincha, Julinho, como era chamado, marcou época com as camisas do Verdão e do time de Florença (brilhou também pela Portuguesa).
Para lembrar não só o legado de Julinho, mas de vários outros ícones da história do Palmeiras, o GloboEsporte.com montou uma equipe com 11 ídolos que não estarão presentes no centenário do clube, no próximo dia 26. A “Academia dos Imortais”, com jogadores de épocas distintas, mas com uma coisa em comum: a dedicação às cores da instituição – fosse ela ainda amadora, nos tempos de Palestra Itália, ou já uma máquina conhecida internacionalmente com o nome Sociedade Esportiva Palmeiras.

Oberdan Cattani

goleiro
* 12/06/1919
† 20/06/2014
Um dos maiores símbolos da história do clube, Oberdan vestiu a camisa do Palestra Italia e do Palmeiras, entre os anos de 1941 e 1954, fazendo parte de dois momentos marcantes: a Arrancada Heroica de 1942 (o primeiro jogo após a mudança de nome para Sociedade Esportiva Palmeiras) e o título mundial de 1951. Depois de ser homenageado com um monumento que mostrava suas mãos defendendo uma bola, localizado na antiga sala de troféus, o ex-goleiro será eternizado com um busto no clube, ainda este ano.
Números351 jogos (207 vitórias, 76 empates e 68 derrotas)
TítulosCampeonato Paulista de 1942, 1944, 1947 e 1950, 
Torneio Rio-São Paulo de 1951 e 
Copa Rio (Mundial Interclubes) de 1951

Djalma Santos

lateral-direito
* 27/02/1929
† 23/07/2013
Dono da lateral direita do Palmeiras entre os anos de 1959 e 1968, Djalma Santos é considerado até hoje um dos maiores jogadores da história do clube e da Seleção. Pelo Brasil, disputou quatro Copas do Mundo – foi campeão em 1958 e 1962. Pelo Verdão, marcou época com seu estilo habilidoso e seguro.
Números498 jogos (295 vitórias, 105 empates e 98 derrotas)
TítulosCampeonato Paulista de 1959, 1963 e 1966, 
Torneio Roberto Gomes Pedrosa de 1960 e 1967, 
Taça Brasil de 1967 e 
Torneio Rio-São Paulo de 1965

Junqueira

zagueiro
* 26/02/1910
† 25/04/1985
Junqueira foi primeiro atleta a ser homenageado pelo Palmeiras com um busto de bronze na sede social. Craque do Palestra Italia, o zagueiro e capitão enfrentou a mudança de nome do clube e defendeu as cores do Verdão entre os anos de 1931 e 1945 – e de mais nenhuma outra equipe. Marcou época ao conquistar sete vezes o Campeonato Paulista, algo que jamais foi superado por outro jogador no time.
Números326 jogos (201 vitórias, 73 empates e 52 derrotas)
TítulosCampeonato Paulista de 1932, 1933, 1934, 1936, 1940, 1942 e 1944 e 
Torneio Rio-São Paulo de 1933

Waldemar Fiúme

zagueiro
* 22/08/1920
† 06/11/1996
O estilo clássico e talentoso rendeu a Waldemar Fiúme o apelido de o “Pai da Bola”. Zagueiro, volante e meia, ele começou no Palestra Italia, em 1941, e permaneceu no clube, já como Palmeiras, até 1958. Um mês depois ao seu adeus aos gramados, ele se tornou o segundo atleta a ser homenageado com um busto de bronze na sede social.
Números601 jogos (337 vitórias, 120 empates e 144 derrotas)
TítulosCampeonato Paulista de 1942, 1944, 1947 e 1950, 
Torneio Rio-São Paulo de 1951 e 
Copa Rio (Mundial Interclubes) de 1951

Geraldo Scotto

lateral-esquerdo
* 11/09/1934
† 27/07/2011
Grande nome da primeira Academia do Verdão, Geraldo Scotto está entre os maiores destaques da lateral esquerda da história do Palmeiras. Eficiente na marcação - travou bons duelos com Garrincha na década de 1960 -, ele também se destacou na qualidade e no apoio ao ataque. Atuou no clube entre os anos de 1958 e 1967.
Números352 jogos (215 vitórias, 72 empates, 65 derrotas)
TítulosCampeonato Paulista de 1959, 1963 e 1966, 
Torneio Roberto Gomes Pedrosa de 1960 e 1967 e 
Torneio Rio-São Paulo de 1965

Zequinha

volante
* 18/11/1934
† 25/07/2009
Foi um dos primeiros atletas a mostrar que um volante também pode ser eficiente no ataque. Com boa técnica, Zequinha era elemento surpresa do Palmeiras entre os anos de 1958 e 1968, tanto que até hoje mantém a marca de ser o volante com mais gols pelo Verdão – 40. Disputou a Copa do Mundo de 1962.
Números417 jogos (247 vitórias, 83 empates e 87 derrotas)
TítulosCampeonato Paulista de 1959, 1963 e 1966, 
Torneio Roberto Gomes Pedrosa de 1960 e 1967, 
Taça Brasil de 1967 e 
Torneio Rio-São Paulo de 1965

Chinesinho

meia
* 28/06/1935
† 16/04/2011
Dentro de campo, Chinesinho foi um dos melhores meias da história do Verdão. Chegou ao clube como ponta, mas seu estilo técnico e habilidoso o levou para o meio de campo. Fora de campo, ajudou o clube indiretamente em duas ocasiões. Em 1962, ele foi vendido para o Modena, da Itália. A transferência, uma das mais caras da história do futebol brasileiro na época, permitiu ao Palmeiras iniciar a obra de reforma do estádio Palestra Italia, transformando o campo no Jardim Suspenso. Além disso, sua saída para a Europa abriu espaço para a chegada de Ademir da Guia.
Números241 jogos (147 vitórias, 46 empates e 48 derrotas)
TítulosCampeonato Paulista de 1959 e 
Taça Brasil de 1960

Jair Rosa Pinto

meia
* 21/03/1921
† 28/07/2005
O primeiro grande momento do Palmeiras desde a sua mudança de nome teve Jair Rosa Pinto como capitão e grande destaque da equipe que marcou época nas décadas de 1940 e 1950. Além do seu talento, o meia, que permaneceu no clube de 1949 até 1955, era um grande líder do time alviverde, tanto que foi o capitão na conquista da Copa Rio de 1951.
Números241 jogos (141 vitórias, 45 empates e 55 derrotas)
TítulosCampeonato Paulista de 1950, 
Torneio Rio-São Paulo de 1951 e 
Copa Rio (Mundial Interclubes) de 1951

Julinho Botelho

atacante
* 29/07/1929
† 10/01/2003
Julinho Botelho nasceu na Penha e iniciou sua carreira no Juventus, da Mooca. Mas o Verdão foi atrás do ponta direita em Florença, na Itália, em 1958 para trazer um dos maiores craques da sua história. Nome certo na seleção brasileira da época, o jogador conquistou o coração dos palmeirenses e está eternizado na galeria de craques imortais do clube.
Números269 jogos (163 vitórias, 53 empates e 53 derrotas)
TítulosCampeonato Paulista de 1959 e 1963, 
Taça Brasil de 1960 e 
Torneio Rio-São Paulo de 1965

Heitor

atacante
* 20/12/1898
† 21/10/1972
Heitor foi o primeiro grande ídolo do Palestra Italia. E está eternizado na história alviverde com uma marca que jamais foi superada em 100 anos de clube – ele é o maior artilheiro da equipe, com 327 gols em 15 anos. Ícone do esporte paulista da época, o atacante atuou também como jogador de basquete (foi campeão paulista em 1928 pela equipe palestrina) e árbitro de futebol.
Números358 jogos (249 vitórias, 54 empates e 55 derrotas)
TítulosCampeonato Paulista de 1920, 1926 e 1928

Imparato

atacante
* 01/05/1910
† 08/03/1976
O nome Imparato é sinônimo de Palestra Itália. No total, quatro jogadores da família defenderam as cores do clube no início do século passado (Ernesto, Caetano, Luis e Antonio). Mas foi Luis, também conhecido como Gino ou “Trem Blindado”, que mais é festejado até hoje. O motivo? Os três gols do atacante na histórica goleada de 8 a 0 contra o Corinthians, disputada em novembro de 1933, já no campo que hoje abriga o Allianz Parque.
Números113 jogos (78 vitórias, 17 empates e 18 derrotas)
TítulosCampeonato Paulista de 1932, 1933, 1934 e 1936

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