quarta-feira, 30 de julho de 2014

Academia dos Imortais ídolos para serem reverenciados eternamente

Neste 30 de julho, data do amistoso entre Palmeiras e Fiorentina, pela Copa Euroamericana, no Pacaembu, um nome comum aos dois clubes logo vem à mente dos fãs de futebol: Júlio Botelho. Tido como um dos maiores pontas da história, comparado várias vezes a ninguém menos do que Garrincha, Julinho, como era chamado, marcou época com as camisas do Verdão e do time de Florença (brilhou também pela Portuguesa).
Para lembrar não só o legado de Julinho, mas de vários outros ícones da história do Palmeiras, o GloboEsporte.com montou uma equipe com 11 ídolos que não estarão presentes no centenário do clube, no próximo dia 26. A “Academia dos Imortais”, com jogadores de épocas distintas, mas com uma coisa em comum: a dedicação às cores da instituição – fosse ela ainda amadora, nos tempos de Palestra Itália, ou já uma máquina conhecida internacionalmente com o nome Sociedade Esportiva Palmeiras.

Oberdan Cattani

goleiro
* 12/06/1919
† 20/06/2014
Um dos maiores símbolos da história do clube, Oberdan vestiu a camisa do Palestra Italia e do Palmeiras, entre os anos de 1941 e 1954, fazendo parte de dois momentos marcantes: a Arrancada Heroica de 1942 (o primeiro jogo após a mudança de nome para Sociedade Esportiva Palmeiras) e o título mundial de 1951. Depois de ser homenageado com um monumento que mostrava suas mãos defendendo uma bola, localizado na antiga sala de troféus, o ex-goleiro será eternizado com um busto no clube, ainda este ano.
Números351 jogos (207 vitórias, 76 empates e 68 derrotas)
TítulosCampeonato Paulista de 1942, 1944, 1947 e 1950, 
Torneio Rio-São Paulo de 1951 e 
Copa Rio (Mundial Interclubes) de 1951

Djalma Santos

lateral-direito
* 27/02/1929
† 23/07/2013
Dono da lateral direita do Palmeiras entre os anos de 1959 e 1968, Djalma Santos é considerado até hoje um dos maiores jogadores da história do clube e da Seleção. Pelo Brasil, disputou quatro Copas do Mundo – foi campeão em 1958 e 1962. Pelo Verdão, marcou época com seu estilo habilidoso e seguro.
Números498 jogos (295 vitórias, 105 empates e 98 derrotas)
TítulosCampeonato Paulista de 1959, 1963 e 1966, 
Torneio Roberto Gomes Pedrosa de 1960 e 1967, 
Taça Brasil de 1967 e 
Torneio Rio-São Paulo de 1965

Junqueira

zagueiro
* 26/02/1910
† 25/04/1985
Junqueira foi primeiro atleta a ser homenageado pelo Palmeiras com um busto de bronze na sede social. Craque do Palestra Italia, o zagueiro e capitão enfrentou a mudança de nome do clube e defendeu as cores do Verdão entre os anos de 1931 e 1945 – e de mais nenhuma outra equipe. Marcou época ao conquistar sete vezes o Campeonato Paulista, algo que jamais foi superado por outro jogador no time.
Números326 jogos (201 vitórias, 73 empates e 52 derrotas)
TítulosCampeonato Paulista de 1932, 1933, 1934, 1936, 1940, 1942 e 1944 e 
Torneio Rio-São Paulo de 1933

Waldemar Fiúme

zagueiro
* 22/08/1920
† 06/11/1996
O estilo clássico e talentoso rendeu a Waldemar Fiúme o apelido de o “Pai da Bola”. Zagueiro, volante e meia, ele começou no Palestra Italia, em 1941, e permaneceu no clube, já como Palmeiras, até 1958. Um mês depois ao seu adeus aos gramados, ele se tornou o segundo atleta a ser homenageado com um busto de bronze na sede social.
Números601 jogos (337 vitórias, 120 empates e 144 derrotas)
TítulosCampeonato Paulista de 1942, 1944, 1947 e 1950, 
Torneio Rio-São Paulo de 1951 e 
Copa Rio (Mundial Interclubes) de 1951

Geraldo Scotto

lateral-esquerdo
* 11/09/1934
† 27/07/2011
Grande nome da primeira Academia do Verdão, Geraldo Scotto está entre os maiores destaques da lateral esquerda da história do Palmeiras. Eficiente na marcação - travou bons duelos com Garrincha na década de 1960 -, ele também se destacou na qualidade e no apoio ao ataque. Atuou no clube entre os anos de 1958 e 1967.
Números352 jogos (215 vitórias, 72 empates, 65 derrotas)
TítulosCampeonato Paulista de 1959, 1963 e 1966, 
Torneio Roberto Gomes Pedrosa de 1960 e 1967 e 
Torneio Rio-São Paulo de 1965

Zequinha

volante
* 18/11/1934
† 25/07/2009
Foi um dos primeiros atletas a mostrar que um volante também pode ser eficiente no ataque. Com boa técnica, Zequinha era elemento surpresa do Palmeiras entre os anos de 1958 e 1968, tanto que até hoje mantém a marca de ser o volante com mais gols pelo Verdão – 40. Disputou a Copa do Mundo de 1962.
Números417 jogos (247 vitórias, 83 empates e 87 derrotas)
TítulosCampeonato Paulista de 1959, 1963 e 1966, 
Torneio Roberto Gomes Pedrosa de 1960 e 1967, 
Taça Brasil de 1967 e 
Torneio Rio-São Paulo de 1965

Chinesinho

meia
* 28/06/1935
† 16/04/2011
Dentro de campo, Chinesinho foi um dos melhores meias da história do Verdão. Chegou ao clube como ponta, mas seu estilo técnico e habilidoso o levou para o meio de campo. Fora de campo, ajudou o clube indiretamente em duas ocasiões. Em 1962, ele foi vendido para o Modena, da Itália. A transferência, uma das mais caras da história do futebol brasileiro na época, permitiu ao Palmeiras iniciar a obra de reforma do estádio Palestra Italia, transformando o campo no Jardim Suspenso. Além disso, sua saída para a Europa abriu espaço para a chegada de Ademir da Guia.
Números241 jogos (147 vitórias, 46 empates e 48 derrotas)
TítulosCampeonato Paulista de 1959 e 
Taça Brasil de 1960

Jair Rosa Pinto

meia
* 21/03/1921
† 28/07/2005
O primeiro grande momento do Palmeiras desde a sua mudança de nome teve Jair Rosa Pinto como capitão e grande destaque da equipe que marcou época nas décadas de 1940 e 1950. Além do seu talento, o meia, que permaneceu no clube de 1949 até 1955, era um grande líder do time alviverde, tanto que foi o capitão na conquista da Copa Rio de 1951.
Números241 jogos (141 vitórias, 45 empates e 55 derrotas)
TítulosCampeonato Paulista de 1950, 
Torneio Rio-São Paulo de 1951 e 
Copa Rio (Mundial Interclubes) de 1951

Julinho Botelho

atacante
* 29/07/1929
† 10/01/2003
Julinho Botelho nasceu na Penha e iniciou sua carreira no Juventus, da Mooca. Mas o Verdão foi atrás do ponta direita em Florença, na Itália, em 1958 para trazer um dos maiores craques da sua história. Nome certo na seleção brasileira da época, o jogador conquistou o coração dos palmeirenses e está eternizado na galeria de craques imortais do clube.
Números269 jogos (163 vitórias, 53 empates e 53 derrotas)
TítulosCampeonato Paulista de 1959 e 1963, 
Taça Brasil de 1960 e 
Torneio Rio-São Paulo de 1965

Heitor

atacante
* 20/12/1898
† 21/10/1972
Heitor foi o primeiro grande ídolo do Palestra Italia. E está eternizado na história alviverde com uma marca que jamais foi superada em 100 anos de clube – ele é o maior artilheiro da equipe, com 327 gols em 15 anos. Ícone do esporte paulista da época, o atacante atuou também como jogador de basquete (foi campeão paulista em 1928 pela equipe palestrina) e árbitro de futebol.
Números358 jogos (249 vitórias, 54 empates e 55 derrotas)
TítulosCampeonato Paulista de 1920, 1926 e 1928

Imparato

atacante
* 01/05/1910
† 08/03/1976
O nome Imparato é sinônimo de Palestra Itália. No total, quatro jogadores da família defenderam as cores do clube no início do século passado (Ernesto, Caetano, Luis e Antonio). Mas foi Luis, também conhecido como Gino ou “Trem Blindado”, que mais é festejado até hoje. O motivo? Os três gols do atacante na histórica goleada de 8 a 0 contra o Corinthians, disputada em novembro de 1933, já no campo que hoje abriga o Allianz Parque.
Números113 jogos (78 vitórias, 17 empates e 18 derrotas)
TítulosCampeonato Paulista de 1932, 1933, 1934 e 1936

globo.com


Carência e hegemonia do Inter fazem Grêmio ver o Felipão de 2014 bom como o de 1996

Depois dos 3 a 2 impostos pelo Coxa, a situação segue longe de ser dramática. Terceira melhor defesa e oitavo entre os ataques menos eficientes, seu grande problema. Três pontos separam o time do popular "G-4" após 12 partidas sob o comado de Enderson Moreira, que ficou no cargo por 224 dias, com 19 vitórias, nove empates e sete derrotas em 35 partidas, aproveitamento de 63%.
Torcedores reclamam da "falta de padrão" de jogo nos últimos compromissos. Enderson teria se demitido e, nota-se, esforço algum foi feito para que ele mudasse de idéia. Muitos já o queriam longe do Grêmio, excitados com a chance de repatriar Luiz Felipe Scolari, que por anos e anos teve outras prioridades profissionais, o que é legítimo, mas agora encontra no clube gaúcho um "salva-vidas" no pior momento da carreira.
Até palmeirenses o questionam depois do rebaixamento em 2012. Qual a grande agremiação brasileira poderia contratar, com apoio popular, o técnico que coleciona fracassos no Chelsea, Palmeiras e seleção brasileira? Ele mesmo, o comandante dos 7 a 1 que caracterizaram o maior vexame da história do futebol, com o Brasil, pentacampeão mundial e anfitrião da Copa 2014, surrrado, humilhado pela Alemanha. 
Já são 13 anos sem que o Grêmio conquiste um título fora das fronteiras do Rio Grande do Sul, desde a Copa do Brasil 2001, com Tite. No período, os tricolores ergueram o troféu do Gaúchão apenas em três ocasiões. Já o Inter faturou 10 vezes o Estadual desde então. E ainda um torneio Mundial da Fifa, duas Libertadores, uma Sul-americana e duas Recopas. Até 2006, a falta de taças internacionais era o grande incômodo no Beira Rio.
Apesar do jejum de títulos nacionais do Colorado, a disparidade é inquestionável. Se existe o Mazembe, também há o triunfo sobre o Barcelona de Ronaldinho. Já o Grêmio segue num círculo vicioso, apostando em técnicos novos no cenário futebolístico e despachando-os ante a primeira crise. Vágner Mancini caiu após seis jogos e 2008, mesmo invicto! Silas ganhou o título gaúcho em 2010, mas não chegou às 50 partidas.
Caio Júnior fez apenas oito cotejos em 2012. E em aproximadamente dois anos, Renato Portaluppi assumiu o comando da equipe em duas oportunidades, sempre nos braços do povo, apoiado na condição (merecidíssima) de ídolo eterno dos tricolores. Funciona como uma vacina de efeito temporário em meio à crise. O torcedor, apaixonado, imagina que a "Era" de vitórias voltará com o velho ídolo, e fica feliz.
Renato acabou deixando o clube desgastado e com resultados abaixo do esperado. Mas arrefeceu crises com sua simples presença. O mesmo fenômeno se repete com Luiz Felipe Scolari na sua volta ao clube de onde saiu há 18 anos. Seus serviços prestados ao Grêmio são inegáveis e a idolatria da torcida mais do que justa. Mas você acha mesmo que isso basta para retomar o caminho das vitórias?
Enderson não foi mal como pintam seus detratores. Após negociar jogadores caros que integravam o elenco comandado por Renato em 2013, o Grêmio encarou o mais duro grupo da Libertadores no começo deste ano, avançando como líder invicto, cheio de méritos, jogando bem e eliminando Nacional de Montevidéu e Newell's Old Boys. O Atlético Nacional de Medellín foi o outro classificado.
Caiu numa dura disputa com o San Lorenzo, nos pênaltis após uma vitória de 1 a 0 para cada lado. Vergonha alguma diante do campeão argentino, que depois eliminaria o Cruzeiro, melhor time do Brasil, e está com a vaga na final da Libertadores mais do que encaminhada — enfrenta o Bolívar em La Paz após fazer 5 a 0 em Buenos Aires.
Apesar dos raros tentos, o time de Enderson é o quarto que mais finaliza no Brasileiro. Culpa do técnico se Barcos faz poucos gols e no jogo em que marca dois perde um diante do goleiro, como na derrota para o Coritiba? O Grêmio é o quarto entre os que menos faltas cometem na Série A e o sétimo na lista dos que mais trocam passes certos.
Com indicadores interessantes ao longo de pouco mais de um semestre de trabalho, Enderson, em tese, poderia se recuperar com a equipe. Mas não é uma grife gaúcha como Renato e Felipão. E a torcida, carente, exigia uma dessas. Como a maioria dos cartolas brasileiros, os do Grêmio não bancam, não sustentam o técnico menos conhecido nessas horas. Eles atendem a "voz do povo".
É conveniente, claro. Ilusão coletiva momentâena e crença em dias melhores apoiados no que se passou há quase duas décadas. Pouco (ou nada) racional partindo do torcedor, o que é aceitável, claro. Racional e pouco arrojado (e profissional, talvez) partindo de dirigentes, o que é procedimento velho e lamentável.
Mas Scolari não enfrentará seleções de Copa do Mundo desta vez. E na mediocridade do futebol jogado atualmente no Brasil, pode até chegar a resultados que sejam satisfatórios. Ele terá o direito de errar que Enderson e outros treinadores sem grife não tiveram. Cartolas não protegem esses técnicos. Eles querem nomes que os protejam. Nisso Felipão ainda é bom. Pelo menos no Grêmio.
GAZETA PRESS
Luiz Felipe Scolari embarcou para assumir o Grêmio com festa de torcedores em São Paulo
Luiz Felipe Scolari embarcou para assumir o Grêmio com festa de torcedores em São Paulo


Sistema de registro de jogadores da CBF não é seguro, diz auditor do STJD

PEDRO HENRIQUE TORRE/ESPN.COM.BR
Auditores se reúnem ao redor de um computador para assistir à prova da Portuguesa
Auditores se reúnem durante julgamento da Portuguesa na Série B nacional
As falhas e os erros cometidos pela Confederação Brasileira de Futebol têm atrapalhado os campeonatos por ela organizados, como no caso da Copa Verde, em seu mais recente episódio. Dentro do Superior Tribunal de Justiça Desportiva, no entanto, não há surpresas sobre o assunto, muitos dos problemas do modelo de organização utilizado pela entidade são mais do que conhecidos há anos.
Para o auditor Décio Neuhaus, membro do tribunal indicado pelos atletas e que chegou a disputar a presidência neste ano, o sistema de registros da CBF não é seguro.
"O sistema da CBF não é seguro. Todo mundo sabe que pode apresentar falhas. A questão poderia ser muito facilmente resolvida, mas tem de ter boa vontade para resolver. Mas até agora não houve. A CBF poderia gastar um pedaço que fosse de seu enorme lucro para melhorar isso", afirmou, para o ESPN.com.br.
"O grande problema é que ela acaba atrapalhando os próprios campeonatos que ela organiza, em coisas que poderiam ser resolvidas. O campeonato também fica inseguro", completou.
Outros auditores e advogados ligados de alguma forma ao tribunal também foram ouvidos com a mesma opinião.
Na semana passada, a reportagem apresentou alguns dois últimos graves erros cometidos, que mudaram ou bagunçaram a história das competições. Nessa semana, ao menos provisoriamente, mais um problema: o Brasília perdeu o título da Copa Verde no tribunal, por causa de uma falha no sistema de jogadores, pelo qual a CBF é responsável. Com a decisão, que ainda vai ser julgada no Pleno do STJD, o Paysandu herdou o status de campeão e, por consequência, a vaga na Sul-Americana.
De acordo com apuração do ESPN.com.br, o grave problema do departamento de registros da entidade é que ele não fiscaliza nem controla o que acontece com as fichas dos atletas que recebe, tendo um papel exclusivamente burocrático de apertar botões no computador, sem rever o que tem em mãos.
O envio de contratos de jogadores acontece da seguinte forma:
1) Uma nova contratação: o clube entra no sistema, preenche o contrato online, isso passa pela federação, que não pode mexer, e a papelada chega para a CBF, que não analisa o lhe é passado. Depois desse caminho, o jogador aparece no Boletim Informativo Diário (BID) e, assim, está apto para participar das partidas - tanto regionais quanto nacionais.
2) Prorrogação ou mudança no tipo de contrato: o clube faz as alterações que tem de fazer, avisa a federação, que também tem de intervir no contrato e mexer nele, e então os documentos são repassados à CBF, que mais uma vez não checa o que tem em mãos. É justamente aqui o maior dos problemas. No caso do Cruzeiro, no ano passado, por exemplo, foi a entidade mineira quem cometeu o erro, mais tarde descoberto, que foi parar no tribunal.
A grande crítica, no entanto, é que é a CBF quem dá condições de jogo para os atletas, em qualquer competição do ano, e ela não faz ideia da situação que eles se encontram, segundo pessoas ouvidas pela reportagem. Na maioria dos casos, o departamento de registros só toma conhecimento do problema quando a procuradoria-geral do STJD denuncia alguma irregularidade.


O ESPN.com.br tentou contato com Luiz Gustavo, diretor do departamento de registros, que não quis falar sobre o assunto, especialmente por ter a questão da Copa Verde ainda em andamento.

Nacional-PAR perde do Defensor, mas faz história e vai à decisão da Libertadores


Assista ao gol de Defensor-URU 1 x 0 Nacional-PAR
A história foi escrita mais uma vez nesta terça-feira, e o Nacional (PAR) é o primeiro finalista da Libertadores. O time paraguaio até perdeu para o Defensor por 1 a 0, no Uruguai, mas aproveitou a boa vantagem construída em casa para ir à decisão do principal torneio continental pela primeira vez. O único gol do duelo foi marcado por Adrián Luna.
A classificação, claro, veio no melhor estilo Libertadores: com muito sofrimento. Precisando da vitória, o Defensor atropelou o Nacional durante toda a partida. Com 68% de posse de bola, foram nada menos que 25 finalizações contra apenas duas dos paraguaios. Duas delas não entraram apenas por um detalhe e acabaram estourando na trave.
A classificação transforma o Nacional no primeiro time da história a ir para a final mesmo após ter a pior campanha entre todos os classificados para as oitavas de final. Os paraguaios dividiram o grupo com Atlético-MG, Zamora (VEN) e Independiente Santa Fé (COL). Ganharam duas, empataram duas, perderam outras duas e só se classificaram com uma suadíssima vitória com um gol aos 38 do segundo tempo diante dos colombianos. Foram apenas 8 pontos ganhos, com um saldo negativo de 2 gols.
Em sua sétima participação, o Nacional ainda se transforma no segundo time do Paraguai a ir a uma final da Libertadores. Nem mesmo o Cerro Porteño, segundo maior campeão do país, conseguiu isso. Só o Olimpia, tricampeão continental, teve a honra de decidir - e ganhar - a Libertadores.
E o mais curioso é que a final pode ser disputada justamente entre as duas piores equipes da primeira fase, já que o San Lorenzo também somou apenas 8 pontos, mas teve um saldo positivo de um gol - os argentinos estão com um pé e meio na decisão depois de golearem o Bolívar no duelo de ida da outra semifinal por 5 a 0.
O jogo
Necessitando reverter a vantagem imposta em Assunção, o Defensor iniciou a partida pressionando os visitantes. Aos cinco minutos, o atacante brasileiro Felipe Gedoz cobrou falta e exigiu boa defesa do goleiro Don. No ataque seguinte, em cobrança de escanteio efetuada pelo dianteiro, o experiente meia Nico Olivera ficou com o rebote, mas finalizou, com desvio, para fora.
GETTY
Nacional, de Montenegro, perdeu para o Defensor, mas se classificou à final da Libertadores
Nacional perdeu para o Defensor, mas avançou
Com 32 jogados, o habilidoso camisa 10 De Arrascaeta cobrou escanteio na esquerda e viu Gedoz desviar de cabeça, mas o goleiro adversário, atento, praticou a defesa. Após a intervenção, o jogador ficou caído para ganhar tempo e causou o princípio de um tumulto, já que os atletas violetas tentaram o levantar à força.
Antes dos 45 minutos finais, o Fusionado seguiu em busca do tento inaugural. Acionado por Gedoz com um passe de trivela, De Arrascaeta se esticou e desviou de cabeça. Porém, Don, bem postado, realizou grande intervenção.
Na segunda etapa, a pressão uruguaia se intensificou. Logo aos seis jogados, Risso recebeu cruzamento de Luna, fez o trabalho de pivô e rolou para Nico Olivera. Porém, o meia finalizou para fora. Três minutos mais tarde, o Defensor marcou o primeiro gol. Acionado pelo experiente Fleurquín, De Arrascaeta cruzou rasteiro e viu Adrián Luna, substituto de Cardaccio, desviar para o fundo da rede.
Precisando de mais um tento para encaminhar a disputa às penalidades máximas, o Defensor pressionou e ficou perto de ampliar. Aos 23 minutos, aproveitando cruzamento de Nicolás Correa, Luna serviu Nico Olivera, mas a finalização do camisa 11 encobriu o travessão. No ataque seguinte, Gedoz chutou colocado e acertou a trave esquerda de Don.
Quando o relógio apontou a marca dos 33, Gedoz dominou a bola na entrada da área, ergueu a cabeça e cruzou na área. Por questão de milímetros, Risso não conseguiu se esticar para concluir. Dois minutos mais tarde, o participativo atacante brasileiro finalizou cruzado e viu o goleiro praticar nova defesa. Entretanto, na sequência, sentiu cansaço e acabou substituído por Facundo Castro.
Nos minutos finais, o técnico Fernando Curutchet sacou Risso e promoveu a entrada do centroavante Boghossian, que mede 1,97m. Entretanto, mesmo com uma alta referência ofensiva, o Defensor não conseguiu balançar a rede pela segunda vez. Porém, chegou a carimbar o travessão. Aos 44 minutos, em bola alçada na área por De Arrascaeta, Robert Herrera, com o gol escancarado, desperdiçou, de maneira incrível.
FICHA TÉCNICA:
DEFENSOR-URU 1 x 0 NACIONAL-PAR
Local: Estádio Centenário, em Montevidéu-URU
Data: 26 de julho de 2014, sábado
Horário: 21h15 (de Brasília) 
Árbitro: Ricardo Marques Ribeiro-BRA 
Assistentes: Márcio Eustáquio Santiago-BRA e Cléber Lúcio Gil-BRA
Cartões amarelos: Arias e Malvino (Defensor-URU); Bareiro (Nacional-PAR)
GOL: DEFENSOR-URU: Adrián Luna, aos 9' do 2T
DEFENSOR-URU: Campaña; Ramón Arias, Nicolás Correa, Malvino e Robert Herrera; Fleurquín, Cardaccio (Adrián Luna), Nico Olivera e De Arrascaeta; Felipe Gedoz (Facundo Castro) e Ignacio Risso (Boghossian). Técnico: Fernando Curutchet
NACIONAL-PAR: Don; Raúl Piris, Coronel, José Cáceres e David Mendoza; Torales, Marcos Riveros, Orué (Miers) e Melgarejo; Montenegro (Bareiro) e Julián Benítez (Fabián Balbuena. Técnico: Gustavo Morinigo

Felipão ganha prêmio de R$ 600 mil por ótimos serviços prestados à 'pátria de chuteiras'

Felipão comandou a equipe gaúcha em 1987 e entre 1993/96. Ganhou três Gauchinhos, uma Copa do Brasil, um Brasileirão, uma Libertadores e uma Recopa Sul-americana. No total, comandou o time em 352 jogos.
Certamente aterrissará cheio de ideias novas, como criar pela primeira vez uma ‘família' e instituir uma fábrica de chuveirinhos na área dos coirmãos. Vai pintar o sete. Felipão, 65 anos, era a segunda opção dos cartolas. Tite não quis papo.
‘Até a pé nós iremos/Para o que der e vier/Mas o certo é que nós estaremos/Com o Grêmio, onde o Grêmio estiver...' A dança do chimarrão em 12 anos:
2003: Tite, Dario Pereyra, Nestor Simionatto e Adilson Batista
2004: Adilson Batista, José Luis Plein, Cuca e Cláudio Duarte
2005: Hugo de León e Mano Menezes
2006: Mano Menezes
2007: Mano Menezes e Vagner Mancini
2008: Vagner Mancini e Celso Roth
2009: Celso Roth, Paulo Autuori e Silas
2010: Silas e Renato Gaúcho
2011: Julinho Camargo, Renato Gaúcho e Celso Roth
2012: Caio Júnior e ‘pofexô' Luxemburgo
2013: ‘Pofexô' Luxemburgo e Renato Gaúcho
2014: Enderson Moreira e Felipão
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‘Sargento' na casamata 1. "Ninguém sabe como Felipão reagirá após o atentado que sofreu na Copa" (de Luiz Zini Pires, do ‘Zero Hora'); "O Felipão da década de 90 ganhava de quem queria. Agora, temos que ver qual Felipão estará à frente do Grêmio, já que seu trabalho foi péssimo na Copa" (Pedro Ernesto, narrador da ‘Rádio Gaúcha'); "Lamentável, um presidente fora da realidade traz um técnico totalmente ultrapassado, que ainda pensa que é o cara" (do torcedor Álvaro Almeida).
Caiu na rede. Felipão, uma ótima contratação: desatualizado, nocauteado e fã de comida alemã.

‘Sargento' na casamata 2. "Felipão e o presidente gremista, Fábio Koff, têm laços de sangue. Koff jamais deixaria de convidá-lo porque seria como condenar o técnico ao ostracismo" (de Juca Kfouri , no ‘Uol'); "Não haverá descanso melhor para a mente de Felipão do que voltar ao batente, ainda mais num clube em que sempre se sentiu em casa, local em que seu estilo de treinar tem tudo a ver com a cultura futebolística da região" (do blog do Paulinho); "A confiança que ele transmite é fundamental para ter um grupo unido. Esse trabalho ele faz muito bem." (do pirata Barcos).
Zé Corneta. Gremistas que se preparem: vem aí a tática do apagão.
Bombacha. O Saci colorado não quer saber de conversa mole nem de churrasquinho queimando no Beira-Rio. O preço do ingresso será mantido, apesar da bronca de boa parte da torcida. Se o adversário for de primeira, a facada será maior; se o coirmão for menos badalado, o tilintar das moedas diminuirá. Nos jogos mais atraentes, a cadeira inferior custará R$ 100 (sócio pagará metade), e a superior, R$ 80. Nos duelos sem muito blá-blá-blá, R$ 40 e R$ 60.
Sugismundo Freud. Stress é o espaço de tempo entre uma pescaria e outra.
Bem, amiguinhos. O nobre presidente Paulo Nobre abriu novamente a carteira e emprestou mais R$ 7 milhões aos periquitos em revista a fim de aliviar a pressão dos credores na porta do velho Palestra. O clube já pediu a bênção ao Papai Noel em R$ 105 milhões. Nobre espera ser ressarcido em 10 anos, a partir de 2016. Até lá, jingle bells.
Dona Fifi. Depois de a Alemanha pintar o sete e a Laranja Mecânica esmagar o canarinho, só falta Felipão desfilar em Carro de Bombeiros pelo Guaíba.
Bem, diabinhos. O orçamento das arenas para os Jogos de 2016 sofreu um pequeno reajuste para o cafezinho: pulou dos R$ 5,6 bilhões de janeiro para R$ 6,5 bilhões em julho. Agora, os gastos já chegaram a R$ 37,6 bilhões. A matemática inicial indicava R$ 28,8 bilhões. Como ninguém é de ferro na ‘ilha da fantasia do mestre Tattoo', os números ainda vão devorar muita feijoada, já que 15 obras não têm prazo para colocar o primeiro tijolinho nem custo definido. O pódio é deles, a conta é nossa.
Twitface. Isto é incrível: muda-se o horário do metrô, mas não do jogo. Plim-plim.
Gilete press. De João Carlos Assumpção, no ‘Lance': "O estafe de Neymar não anda muito satisfeito com a nova comissão técnica da seleção, mas o jogador e seu pai não irão se manifestar publicamente. Vão fingir que não estão percebendo as críticas de Gallo, Gilmar Rinaldi e Dunga, que avaliam que ele mais atrapalhou do que ajudou na Copa. Não é de hoje que Gallo vem dizendo que não gosta de bonés e brinquinhos na seleção. Não considera exemplo para a nova geração. Dunga, por sua vez, insiste que o Brasil não pode jogar para Neymar e que é ele que tem de jogar para a equipe. Também tem espinafrado o visual do atleta, que pintou o cabelo na Copa." Lepo lepo.
De chaleira. A Raposa informa: só vende o zagueiro Dedé por 15 milhões de euros, três vezes mais do que pagou ao Vasco. E não se fala mais nisso.
Tititi d'Aline. O deputado Johnathan de Jesus (PRB/Roraima) apresentou projeto de lei na Câmara que tem tudo, e mais um pouco, para morrer numa bela gaveta da capital da ‘ilha da fantasia do mestre Tattoo'. De acordo com o texto, os clubes também passariam a responder pelo comportamento selvagem dos anjinhos organizados no entorno dos estádios. Jesus é um pirilampo.
Você sabia que... a cantora Shakira, mulher o zagueiro Piqué, está esperando o segundo filho?
Bola de ouro. Michele Roberts. Rompeu uma barreira: pela primeira vez na história uma mulher comandará o sindicato dos jogadores da NBA. Ela é promotora. ‘Teremos um time muito forte, de gladiadores', prometeu.
Bola de latão. Inter/Fla. Podem ser punidos com a perda de até 10 mandos de campo por causa da agressão dos anjinhos organizados ao lateral André Santos.
Bola de lixo. Baía da Guanabara. Deve recepcionar os velejadores para um esquenta olímpico em grande estilo: sujeira para dar e vender. O técnico Bruno Di Bernardi comemora: ‘Por mais que falem em programas de limpeza, sabemos que nada vai mudar. Se não fizeram em 20 anos...' Que maravilha!
Bola sete. "Após o retorno de Dunga, Felipão e Luxa, o futebol brasileiro passa a ser transmitido no Viva" (do ‘Olé do Brasil' - pano rápido).
Dúvida pertinente. Grêmio/Felipão: quem vai salvar quem?