domingo, 13 de julho de 2014

Alemanha vence Argentina na prorrogação, é tetracampeã mundial e consagra geração

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Gotze marcou o primeiro gol do jogo na prorrogação
Gotze marcou o primeiro gol do jogo na prorrogação
O time estrangeiro mais brasileiro da Copa de 2014 agora tem também o título que um dia o Brasil se orgulhou de dizer que tinha: o melhor futebol do mundo. Hoje, o melhor futebol do mundo é da Alemanha, que deu uma verdadeira aula de futebol. A consagração de uma geração brilhante e de um trabalho de anos aconteceu neste domingo, com vitória sobre a Argentina na prorrogação, por 1 a 0, no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro. Com gol do garoto Götze, os alemães conquistaram o tetracampeonato mundial, repetindo os feitos de 1954, 1974 e 1990.
O título nos gramados brasileiros premia com justiça e coloca para sempre na história uma equipe que soube unir jogadores experientes como Lahm, Schweinsteiger e Klose, com mais jovens como Kroos, Hummels, Özil e Götze. Um trabalho que começou com um aprendizado de erros do passado, passou por derrotas nas últimas três Copas e três Eurocopas, mas que, com insistência, acabou dando resultado agora.
Na final deste domingo, o melhor time do mundo teve dificuldades para superar uma Argentina guerreira, sólida defensivamente e que conta Messi, eleito o quatro vezes o melhor jogador do mundo. Higuaín desperdiçou chance incrível de gol no início, a Alemanha teve paciência, tocou bem a bola até conseguir o gol no tempo extra.
No final, a festa nas arquibancadas foi alemã e, claro, também brasileira, para a tristeza dos milhares de barulhentos torcedores aregntinos. O gol do título saiu aos 7 minutos do segundo tempo da prorrogação, com Götze, que tinha deixado o banco de reservas e substituiu Klose. Aos 22 anos, o meia do Bayern de Munique vira símbolo de uma eficiente renovação alemã.
Na campanha do tetra, a Alemanha estreou com vitória sobre Portugal por 4 a 0, empatou com Gana por 2 a 2 e venceu os Estados Unidos por 1 a 0 na primeira fase. Nas oitavas, bateu a Argélia na prorrogação por 2 a 1, fez 1 a 0 na França nas quartas e humilhou o Brasil com uma goleada por 7 a 1 na semifinal, antes de ganhar da Argentina na final.
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Gotze vibra após marcar o gol que deu o tetracampeonato à Alemanha
Gotze vibra após marcar o gol que deu o tetracampeonato à Alemanha
O jogo - Foi a Alemanha que dominou a posse de bola desde o início do jogo, mas era a Argentina que parecia ter o controle mental da partida. Desta forma o equilíbrio das ações ofensivas tornava o jogo imprevisível. Os argentinos não contaram com Di María, que não se recuperou totalmente de lesão na coxa, e os alemães tiveram o desfalque de Khedira. Jogaran Enzo Pérez e Kramer, respectivamente.
Perigosa desde os primeiros minutos, a seleção argentina só não abriu o placar por causa da falta de pontaria de Higuaín. O atacante errou o alvo em duas chances que teve, sendo que na segunda perdeu um gol inacreditável, quando estava cara a cara com o goleiro Neuer após recuo de bola errado de Kroos.
Aos 29 minutos, quando Higuaín acertou o pé e chegou a balançar as redes, a arbitragem corretamente anulou a jogada apontando impedimento depois do cruzamento de Lavezzi. Bem marcado, mas bastante participativo, o craque Messi também teve a sua oportunidade, mas Neuer salvou.
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Messi lamenta na final da Copa do Mundo contra a Alemanha
Messi lamenta na final da Copa do Mundo contra a Alemanha
O jogo era bom e, apesar dos sul-americanos terem assustado primeiro, a Alemanha respondeu à altura. Com uma envolvente troca de passes, os europeus aos poucos foram conseguindo espaço para chegarem próximos da área adversária. E não faltou ousadia. Quando o time perdeu o volante Kramer machucado, o técnico Joachim Löw colocou em campo o atacante Schurrle.
E foi o próprio Schurrle quem exigiu a primeira grande defesa do goleiro Romero, que na sequência ainda pegou chute de Kroos. Antes do intervalo, Höwedes ainda cabeceou uma bola na trave para deixar o duelo ainda mais emocionante.
Para o segundo tempo, o técnico argentino Alejandro Sabella trocou Lavezzi por Agüero.Logo aos 2 minutos, Messi teve boa chance de abrir o placar, mas a bola saiu raspando a trave.Depois disso, porém, a Argentina não conseguiu manter o bom nível ofensivo de antes.
Sem Lavezzi para ajudar na marcação, a Alemanha conseguiu se impôr no meio-campo. Faltava, no entanto, encaixar um bom lance para tirar o zero do placar. Ôzil tentou, mas no melhor deles, Kroos não conseguiu finalizar bem. Sólida na defesa, a Argentina tentava voltar a levar perigo no ataque, Messi insistia, fazia fila de dribles nos marcadores, mas não conseguia passar por todos.
Sabella fez mais duas mudanças. Primeiro, tirou Higuaín para e entrada de Palacio, e depois colocou Gago no lugar de Pérez. Do outro lado, Löw susbstituiu Klose por Gotze, mas o 0 a 0 permaneceu ao final dos 90 minutos.
Em mais 30 minutos de prorrogação, a precaução defensiva falou mais alto do que a ousadia ofensiva. A decisão parecia que ia para os pênaltis, mas aos 7 minutos do segundo tempo, Götze aproveitou cruzamento de Schurrle, matou no peito e chutou cruzado para estufar as redes: Alemanha tetracampeã do mundo.

Ainda à sombra da Copa: Messi fracassa e segue com estigma do título mundial

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Messi lamenta na final da Copa do Mundo contra a Alemanha
Messi lamenta na final da Copa do Mundo contra a Alemanha
Lionel Messi bateu na trave. Levou o prêmio de melhor jogador da Copa, mas não o tri argentino. E, ao menos por mais quatro anos, terá de conviver com a eterna desconfiança sobre um craque que não conquistou a Copa do Mundo. A derrota argentina diante da Alemanha no Maracanã não só adiou o sonho do tricampeonato. Aos 27 anos, no auge, com seus quatro títulos de melhor do mundo, Messi não conseguiu de novo. E nunca foi mesmo fácil.
Cristiano Ronaldo, seu rival nas canchas espanholas e que detém atualmente o título de melhor do mundo de forma oficial, que o diga. Caiu na primeira fase, ao lado de um Portugal esmigalhado. Messi teve no Brasil a terceira chance de levantar a Copa do Mundo. E, diante dos recém-completados 27 anos, provavelmente terá outra oportunidade na Rússia, em 2018. Mas nunca foi mesmo fácil para craques em Copas do Mundo.
A maior referência argentina, Diego Armando Maradona, também sofreu em Mundiais. Em 1978, na Copa em casa, acabou preterido pelo técnico César Menotti. Mesmo decantado como revelação, Maradona foi considerado inexperiente. E deixou de integrar o elenco campeão. Em 1982, já consolidado como craque, levou outra má impressão de um Mundial: acabou expulso por entrada dura em Batista na derrota de 3 a 1 para a seleção brasileira.
A redenção veio em 1986, quando, no auge, soberbo, conduziu a Argentina ao bicampeonato mundial com atuações de gala, como diante da Inglaterra. Ali, Maradona tinha 26 anos. Quase a mesma idade de Messi, que completou 27 durante a disputa da Copa no Brasil. Mas Don Diego Maradona ainda teve outras duas oportunidades na vida. Em 90, chegou à final diante da mesma Alemanha deste domingo e perdeu.
Em 1994, acabou suspenso por doping. E chorou. Messi, em forma e maduro o suficiente, fez de da Copa no Brasil, de longe, o seu melhor mundial. Eleito melhor em campo em quatro jogos, decisivo em partidas, quatro gols assinalados. Mas não foi o suficiente. Na finalíssima, tentou. Deu bons passes, brigou em campo. No último minuto da prorrogação, já com o revés no placar, teve falta em frente à grande área. O telão mostrou sua expressão, tensa. A bola foi nas alturas. O lamento veio em seguida. o sopro de esperança do tricampeonato cessou. Pelo menos por mais quatro anos, Messi ainda não tem uma Copa do Mundo para chamar de sua. 
Confira outros jogadores melhores do mundo durante a disputa de Mundiais:
Pelé: Rei do futebol, disputar Copas do Mundo não foi tão fácil, apesar de ter participado de três conquistas. Em 1958, ainda revelação, fez gol até na final contra a Suécia. Em 1962, saiu machucado ainda na primeira fase e viu o bi mundial longe do campo. Em 1966, nova lesão após o jogo contra a Bulgária, mas o Brasil caiu na primeira fase. Em 1970, Pelé foi o ícone da melhor seleção de todos os tempos, tricampeã mundial no México.
Beckenbauer - Foram três Copas do Mundo do ídolo alemão como jogador. A primeira em 1966, com decepção. Derrota na final por 4 a 2 para a Inglaterra, anfitriã, com direito a desconfiança em um gol inglês que não teria entrado. Em 1970, a Alemanha Ocidental perdeu por 4 a 3, na prorrogação, para a Itália. Em 1974, enfim, a redeção de Beckehnbauer: vitória na Copa disputada em casa, por 2 a 1, contra a famosa Holanda de Cruyff. Capitão, ele levantou a Copa do Mundo. Gesto que repetiria em 1990, na Itália, mas desta vez como técnico.
Romário - Lesionado às vésperas da Copa de 90, foi convocado por Sebastião Lazaroni, mas ficou no banco de reservas. Em 1994, foi o símbolo de talento da seleção brasileira campeã do mundo 24 anos depois, e acabou coroado como melhor daquele ano. Em 1998, foi cortado por lesão por Zagallo e Zico às vésperas da estreia no Mundial. Em 2002, acabou preterido por Felipão da lista de convocados, mesmo após a forte pressão popular.

Ronaldo - três vezes melhor do mundo, o Fenômeno ganhou a primeira Copa sem entrar em campo, aos 17 anos, em 1994. Em 1998, como protagonista, viveu o drama da suposta convulsão antes de entrar em campo, quando o Brasil acabou derrotado por 3 a 0 pela anfitriã França, na final. Em 2002, Ronaldo eve sua maior glória: após lesão no joelho, conduziu, ao lado de Rivaldo, a seleção brasileira ao pentacampeonato, na Copa da Ásia. Foi artilheiro da competição, com sete gols. Quatro anos mais tarde, a Copa derradeira, na Alemanha, não foi agradável: acima do peso e sob críticas, o Fenômeno viu o Brasil ser eliminado mais uma vez pela França de Zidane, por 1 a 0, nas quartas de final.
Zidane - Também consagrado três vezes com o trofeu de melhor do mundo, o camisa 10 francês ganhou fama ao marcar dois gols na vitória de 3 a 0 sobre o Brasil, na final da Copa disputada em casa, em 1998. Dois anos mais tarde, lesionado, o gênio francês pouco pôde ajudar a seleção: entrou em campo com uma proteção na coxa, mas de nada adiantou e a França, então aual campeã, caiu na primeira fase. Em 2006, o enredo era quase perfeito: Zidane conduzia a França com maestria na Copa até a final contra a Alemanha. Mas a cabeçada no peito de Materazzi e a consequente expulsão fez o sonho do bicampeonato mundial ir por água abaixo. O craque teve, no último jogo da carreira, o papel de vilão.


Cruyff, Platini e Zico - Craques de suas gerações, apontados como melhores do mundo. Mas nunca conseguiram vencer uma Copa. Apenas o primeiro chegou a disputar uma final de Mundial.

Tetra alemão, disputa entre brasileiros e argentinos na arquibancada: Maracanã reencontra sua história

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Maracanã durante a final da Copa do Mundo, entre Alemanha e Argentina
Maracanã durante a final da Copa do Mundo, entre Alemanha e Argentina
A exatos três dias do aniversário de 64 anos de sua primeira final de Copa do Mundo, o Maracanã reencontrou sua história. Havia também, um time de branco e um time de azul, como em 1950. Mas nada de Brasil e Uruguai. Alemanha e Argentina. Em pleno duelo no campo e na arquibancada. Fazendo o gigante pulsar. Com direito a grande intromissão dos brasileiros. Uma festa do Templo do futebol.
As camisas verde e amarelas não eram tão abundantes quanto em outros jogos no Maracanã. Mas faziam barulho. Gritavam "pentacampeão", "Mil gols só Pelé". Mais do que provocar os hermanos, era amor próprio. Ainda lambidas nas feridas causadas diante das humilhações impostas por Alemanha e Holanda. Mas, ao seu lado, as camisas albicelestes não se calavam. Pelo contrário.
Destacavam-se com facilidade no anel do Maracanã do novo século. Um estádio que se recusa a se portar como arena. E mandava o recado com provocações ao Brasil, deboche em relação à goleada de 7 a 1 sofrida pela própria Alemanha davam o tom do coro do estádio. Imponente, com o Cristo Redentor ao fundo de sua paisagem, o Maracanã se mostrava belo com o tremular de camisas argentinas e alemãs. Que festa.
A força dos hermanos na arquibancada só era silenciada com um lance alemão em campo. Por segundos. Em seguida, estavam a tornar o novo Maraca em uma das canchas portenhas, pulsante com sentimento que não pode parar. Quando Higuaín, ainda no primeiro tempo, perdeu chance na frente de Neuer, o estádio viu um burburinho tomar conta do ambiente. Houve focos de desentendimento entre brasileiros e argentinos. Provocações mútuas, mais fortes. Mas que não chegaram a estragar a festa. Irritados, alguns brasileiros chegaram a hostilizar a presidente Dilma Rouseff. 
Os alemães, mais tímidos, pouco davam o ar da graça. Pareciam nervosos com o jogo e, ao mesmo tempo, admiravam a briga particular de brasileiros e argentinos. Na prorrogação, tentaram incentivar Schweinsteiger e companhia, mas logo eram abafados pelo sentimento argentino. Parecia que a guerra na arquibancada estava perdida. Mas aí, enfim, o Maracanã se anunciou brasileiro.


Schürrle lançou Götze na área. O camisa 19 matou no peito e tocou no fundo....das almas no Maracanã. Golaço. Gol da Alemanha. Gol da torcida alemã. Os argentinos, em peso, desabaram. O mundo da bola tinha um novo tetracampeão. Os brasileiros, em peso, voltaram a ironizar os hermanos e fazer ode a Pelé. Mil gols. Um gol. Duas finais. Outro Maracanazo. Mas agora argentino. E, no fundo, o estádio suspirou. Foi, de novo, palco do mundo. 13 de julho de 2014. Quase 64 anos depois o Maracanã, enfim, reencontrou sua história.

Copa-2014 se iguala ao Mundial da França em recorde de gols



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gotze gol alemanha argentina
O chute de esquerda de Gotze determinou o gol histórico para a Copa de 2014
A Copa do Mundo de 2014 atingiu mais um marca histórica. O torneio no Brasil igualou o recorde de gols em uma só edição graças ao gol que valeu o título da Alemanha sobre a Argentina, neste domingo, no Maracanã.
Gotze, aos 7 minutos do segundo tempo da prorrogação, foi o responsável pelo 171º gol do Mundial. Ele recebeu cruzamento da esquerda, dominou no peito e chutou no canto esquerdo para marcar e definir o tetracampeonato da Alemanha.

SAIBA MAIS

Os 171 gols foram marcados em 64 partidas, empatando com o número da Copa de 1998, na França. A Copa de 2014 teve média de 2,67 gols e é a maior, por enquanto, desde o Mundial de 1994, que registrou média de 2,71 gols (141 gols em 52 jogos).
A primeira fase é a grande responsável pelo alto número de gols (136), registrando média de 2,83 por partida. Depois disso, foram 18 marcados nas oitavas de final, cinco nas quartas de final e oito na semifinal (todos nos 7 x 1 da Alemanha sobre o Brasil). Na disputa de 3º lugar contra o Brasil, a Holanda colaborou com mais três tentos.
Na história das Copas, o Mundial do Brasil é o 13º com maior média de gols. O torneio perdeu de todos os nove até 1970, além dos de 1978, 1982 e 1994. A Copa de 1954 é a de maior média de gols, com 5,38 (140 gols em 26 partidas).
Outra marca importante da Copa-2014 é a de segundo maior público da história. Ao todo 3.429.873 pessoas assistiram aos jogos, número inferior apenas ao da Copa de 1994.
No Mundial dos Estados Unidos, 3.597.528 pessoas assistiram às 52 partidas da Copa, o que representa média de 69.183 por partida.
A Copa do Brasil teve média de 53.591 espectadores por jogo. Antes da abertura, a expectativa era de que esse número fosse de 53.286 por partida.

Copa do Mundo

16h00


1 ALE Alemanha X Argentina ARG 0

Três surpresas da Copa

O Brasil ganhou fama de bom anfitrião, mas descobriu que não é dono do futebol bonito e já não sabe torcer nas arquibancadas
Foi o Mundial das surpresas este que chega ao fim hoje. Na organização, a Copa 2014 fez até o Comitê Olímpico Internacional mudar de tom nas críticas ao projeto dos Jogos 2016, no Rio. Elogios de delegações e visitantes estrangeiros atestaram o talento dos brasileiros como anfitriões — mais pela hospitalidade do povo do que pela infraestrutura impecável, é verdade. Foi um golaço. Mas duas bolas fora vão assombrar o país por um bom tempo. O Brasil foi massacrado entro do campo, pela Alemanha, e nas arquibancadas, pela Argentina. O torneio em casa desmascarou a pouca intimidade da seleção pentacampeã com o futebol bonito e da torcida canarinho com os estádios. Teve Copa. Faltaram bola e canto.
O lampejo veio naquele 8 de dezembro de 2013, durante o espetáculo de violência protagonizado por torcedores de Vasco da Gama e Atlético Paranaense, na Arena Joinville (SC). Socos e pontapés invadiram a sala, em plena tarde de domingo. Jogadores em campo foram às lágrimas, temendo o pior. A partida foi suspensa por 70 minutos, mas recomeçou. Menos no televisor de casa.
Não fora a primeira evidência do ocaso do futebol brasileiro. Antes dela, houve incontáveis sinais: dos jovens talentos exportados à escassez de títulos nas divisões de base e aos endereços distantes dos amistosos da seleção nacional; da qualidade sofrível dos times às finanças em frangalhos dos clubes. Quadrilhas organizadas tomaram das famílias os estádios. A violência explodiu junto com o preço dos ingressos. Nada foi feito.
Os motivos enfileirados levaram à decisão tão rápida quanto definitiva. “Até aqui cheguei. De agora em diante, Cuba seguirá seu caminho, e eu fico onde estou”, escreveu José Saramago em abril de 2003 sobre o rompimento com o governo de Fidel Castro, após o fuzilamento de três homens que sequestraram um barco para sair da ilha. O manifesto veio à memória para formalizar o destrato com o futebol no Brasil. Ali, começava a ruptura com o esporte nacional, até ele se reinventar.
Foi ato de consumo consciente, adaptado da economia. Se o torcedor parar de assistir pela TV, ir ao estádio, comprar produtos oficiais, clubes, patrocinadores, poder público hão de reorganizar o futebol. A lógica é simples: sem consumidor, não há dinheiro; sem renda não há negócio.
Anos de apagão na organização do futebol deixaram para trás o jogo bonito. Limaram o encanto, como ficou claro naquele 7 a 1 da última terça. Em 2014, os seis times brasileiros foram eliminados da Libertadores da América, até as quartas de final. Foi a primeira vez, desde 1991, que o Brasil ficou fora das semifinais da competição regional. O país anda parando para assistir aos jogos da Liga dos Campeões da Europa.
A torcida já não sabe cantar, porque abandonou os estádios. A família brasileira assiste aos jogos do sofá. É fato que os ingressos para a Copa, caríssimos, inviabilizaram a presença de pobres e remediados nas arenas. Mas a classe média presente repetiria gritos e cantos, se vibrantes campeonatos locais os tivessem inventado.

Diário alemão da Copa: Dia #38, chegou a hora

EPA/THOMAS EISENHUTH
Schweinsteiger é uma das armas da Alemanha na final
Schweinsteiger é uma das armas da Alemanha na final
Manuel Neuer, Philipp Lahm, Mats Hummels, Jérôme Boateng e Benedikt Höwedes; Bastian Schweinsteiger, Sami Kheditra e Toni Kroos; Mesut Özil, Thomas Mülles e Miroslav Klose.
Muito provavelmente esse será o time titular da Alemanha na final da Copa do Mundo de 2014, neste domingo, contra a Argentina no Maracanã. Terceira decisão entre essas duas seleções em Mundiais, algo inédito envolvendo quaisquer equipes.
A Alemanha é favorita. Na opinião deste jornalista, que acompanha de perto esse time há 38 dias, é o melhor da Copa. Tem o melhor conjunto, o melhor jogador e jogou o melhor futebol. Nada extraordinário, mas melhor.
Terá pela frente um adversário duríssimo com o maior jogador de todos na atualidade, Lionel Messi. Adversário que está vacinado pelo 7 a 1.
Os alemães terão mais posse de bola, vão propor o jogo. Enfrentarão um time que vai marcar de maneira bem compacta, com linhas próximas e buscando a recuperação de bola para a ligação rápida com o setor ofensivo. Messi, Higuaín, Lavezzi, talvez Agüero e Di María.
Lahm será muito acionado, o que para o bem da seleção alemã exigirá que Höwedes seja novamente um zagueiro pela esquerda e não um lateral-esquerdo. Boateng treinou normalmente, deve estar recuperado do problema na virilha.
Kroos, Schweinsteiger e Khedira vão rodar o tempo todo, trocando de posições e dificultando ao máximo a marcação adversária. Necessitarão atenção redobrada na recomposição defensiva, lenta em algumas partidas.
No ataque, Klose será a referência que também sai da área. Menos, é verdade, do que Müller, mas com movimentação também, enquanto o jogador do Bayern vai trocar de lado algumas vezes com Özil. O meia do Arsenal, por sua vez, vai deixar o lado de campo para atuar mais centralizado, como prefere, em diversos momentos.
Certamente três jogadores sairão do banco de reservas, assim como nas outras seis partidas alemãs neste Mundial. André Schürrle, Mario Götze, Lukas Podolski, Christoph Kramer, são muitas opções. E olha que Marco Reus, Ilkay Gündogan, Lars e Sven Bender ficaram de fora machucados...
A questão física, desta vez, está ao lado do time europeu. Não está um calor absurdo no Rio, temperatura bem mais amena do que as enfrentadas pelos alemães no Nordeste. Além disso, os jogadores estão com um dia a mais de descanso do que os argentinos, que ainda tiveram uma prorrogação pela frente nas semifinais.


É um time com muitas cicatrizes. Foram algumas decepções nos últimos anos, a injusta fama de amarelões. A mescla de gerações, agora, tem a chance do tetracampeonato. Está preparada para isso.

Nós, jornalistas, também temos parcela de culpa na crise. E quem abraçou Felipão tem que assumir

Luiz Felipe Scolari foi contratado pela CBF no final de 2012 para substituir Mano Menezes com um óbvio objetivo: funcionar como escudo para proteger os cartolas. O resultado foi instantâneo. Seu inegável carisma encheu torcedores e a maioria da imprensa de confiança, apesar dos fracassos do técnico no Chelsea e no Palmeiras.
Veio a conquista da Copa das Confederações - o que eu escrevi a respeito na época você pode conferir clicando aqui - e a massacrante maioria ficou anestesiada. Jornalistas especializados abraçaram Scolari de diversas formas. Defesa incondicional virou algo comum já na Copa das Confederações. O técnico havia conseguido estratégicos aliados.
BRUNO DOMINGOS/MOWA PRESS
Luiz Felipe Scolari no jogo entre Brasil e Holanda pelo terceiro lugar na Copa do Mundo 2014
Luiz Felipe Scolari no jogo entre Brasil e Holanda pelo terceiro lugar na Copa do Mundo 2014
Com a conquista da Copa das Confederações, o prestígio do treinador cresceu e os parceiros se multiplicaram. Quem era crítico do trabalho feito pelo treinador cebeefiano tinha dificuldades para se manifestar em alguns momentos ante a árdua defesa feita pelos scolarianos. E então as coisas pioraram. Ficou grave o quadro.
Agora Felipão se afundou com seu desconhecimento do futebol atual, com suas idéias obsoletas e imensa dificuldade para ficar em sintonia com o que se passa na chamada elite da modalidade. E aliados de outrora se atrevem a lembrar pequenas observações sobre seus equívocos como se tivessem destacado erros graves.
Grande parte da imprensa não enxergou o que estava errado, por simples equívoco, conveniência, conivência, vaidade, covardia ou amizade. É do jogo, podemos acertar e errar. Mas tentar se descolar do aliado e se posicionar, agora, como crítico que não foi é postura patética e que subestima a inteligência das pessoas. Assim é fácil acusar cartolas.
Não que os dirigentes sejam competentes, sabemos que não. Mas apontar seus erros sem reconhecer a recente incapacidade para notar que as coisas iam mal é cômodo demais. Melhor descer do pedestal, seguir abraçando Luiz Felipe Scolari, ser leal, já que não faz muito tempo havia defesa forte e feroz. Se a imprensa percebesse o problema e, em peso, alertasse, o desfecho talvez fosse outro.
O futebol brasileiro precisa de uma reforma. E o jornalismo esportivo de um divã. Mas o analista não será coleguinha algum da cobertura econômica ou política. Até porque veio de tal ala o maior equívoco da cobertura desta Copa. Nós também temos nossa parcela de culpa na atual situação do futebol brasileiro. O motivo? A mídia colocou Scolari num pedestal. E o tombo é grande. Caímos juntos.
Mauro vê jogo atípico contra a Espanha na Copa das Confederações e diz: 'Só acomodou"

Com time titular, Alemanha não perde desde agosto de 2012, quando caiu contra a... Argentina!

A Alemanha não perde há dezessete jogos, desde o amistoso contra os Estados Unidos, disputado com reservas. Naquela partida, em junho de 2013, apenas Höwedes e Klose estavam em campo. Com a equipe titular, a Alemanha não cai desde agosto de 2012. Curiosamente, a última vez que perdeu com os titulares, o rival era o mesmo da final do Maracanã: a Argentina.
Naquele amistoso disputado em Frankfurt, havia seis titulares da tarde do Maracanã: Boateng, Hummels, Khedira, Thomas Muller, Ozil e Klose, além de Höwedes, que entrou no segundo tempo. A Argentina tinha sete titulares atuais: Romero, Zabaleta, Garay, Rojo, Mascherano, Messi e Higuain.
Neuer, Schweinsteiger, Kroos e Lahm não perdem há mais tempo. Desde a semifinal da Eurocopa, em junho de 2012, queda por 2 x 1 contra a Itália.
Com Messi, a Argentina não perde uma partida há 27 jogos, desde 11 de outubro de 2011, quando foi derrotada pela Venezuela.
Abaixo, a ficha da última derrota do time titular da Alemanha:


15/agosto/2012
ALEMANHA 1 x 3 ARGENTINA
Local: Commerzbank Arena (Frankfurt); Juiz: Jonas Eriksson (Suécia); Público: 48.000; Gols: Khedira (contra) 32 do 1º; Messi 7, Di Maria 28, Höwedes 36 do 2º; Cartão amarelo: Zabaleta; Expulsão: Zieler 30 do 1º
ALEMANHA: Zieler, Boateng, Hummels (Höwedes 25 do 1º), Badstuber e Schmelzer; Bender (Götze 29 do 2º) e Khedira (Gundogan 24 do 2º); Thomas Muller (Ter Stegen 32 do 1º), Ozil (Kroos 24 do 2º) e Réus; Klose (Schürle 17 do 2º). Técnico: Joachim Löw
ARGENTINA: Romero, Zabaleta (Campagnaro 20 do 2º), Federico Fernández, Garay e 
Rojo; Sosa (Aguero, intervalo), Gago, Mascherano (Braña 34 do 2º) e Di Maria (Guiñazú 28 do 2º); Messi e Higuain. Técnico: Alejandro Sabella

felipão pede pra sai

Felipão era pra ter pedido pra sir des do dia do sete a um
Na entrevista desse que foi um apacão isso encana opinoao puplica
e otem leva 3 a 0 tambem foi um apacão hoje no jogo contra a Holanda
Pede pra sair felipão por que você já ta queimado na obinião da torcida
Pede pra sai.

Será que a seleção do Brasil

Foi a pior copa do brasil foi mais vergomhosa do mundo  vergonha mundial se continua a sim não se clasificara para cpa de dois mil e dezoito se fica a sim um time sem alma sem coração sem saique nas veias e sem voltade era pra ter caido nas oitavas contra o chile vergonha mundial

Copa do Mundo no Brasil: um primeiro balanço

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O que é pior, o vira-latismo ou o puxa-saquismo?
Se o primeiro se confundir com espírito crítico certamente o segundo é pior, porque mera bajulação.
Comecemos pelo começo: a imagem do Brasil depois da Copa é muito melhor do que, com carradas de motivos, se imaginava antes dela.
Fez-se, em resumo, um bom anúncio do país.
Porque houve a festa que se imaginava que haveria nos estádios e não houve a tensão prevista fora dele.
Por incrível que possa parecer, Joseph Blatter, o poderoso chefão da Fifa, tinha razão: a sedução do futebol falou mais alto, ainda mais porque, paradoxalmente, se a Copa não apresentou nenhuma seleção inesquecível, mostrou jogos formidáveis, como uma homenagem ao país que já foi o do jogo bonito.
Repita-se para suavizar o que virá a seguir: o Brasil ganhou a 20a. Copa do Mundo da Fifa e ainda por cima prendeu gente dela que há décadas atenta contra a economia popular, um legado inestimável, exemplar, digno de ser aplaudido de pé assim como a hospitalidade nacional.
Tamanhas vitórias não escondem as derrotas e aqui não se fará nenhuma menção, além desta, à goleada alemã.
Por falar nisso, em alemães, nossa Copa foi muito melhor que a da África do Sul, mas não foi, como organização, melhor que a de 2006.
Claro, da Alemanha se espera perfeição e a Alemanha esteve perto disso. Do Brasil esperava-se uma catástrofe e o Brasil ficou longe disso.
Contudo, na Alemanha não foram construídos elefantes brancos como os de Manaus, Cuiabá, Natal e Brasília, cujas contas jamais serão pagas a não ser que ocorra mais um milagre brasileiro.
Lá não morreram tantos trabalhadores, nem caiu viaduto com duas mortes, nem se desalojou tantas famílias, nem nada custou tanto a ponto de a nossa Copa ter superado o custo dos três últimos torneios e nenhum estádio foi invadido por torcedores como o Maracanã pelos chilenos. Tampouco faltou luz no jogo de abertura.
Esquecer tais fatos em nome da imagem externa é que é o verdadeiro vira-latismo, como se a aprovação estrangeira nos bastasse.
É verdade sim que o governo federal, um mês antes de a Copa começar, partiu em busca de empatar um jogo que perdia por 4 a 0 e que conseguiu vencer, digamos,por 6 a 5 — o que exige elogios ao ataque assim como críticas à defesa.
Ocorre que há quem queira fazer apenas elogios e outros que só desejam criticar, todos movidos ou por cegueira partidária ou por outros interesses.
Não se trata de negar o sucesso da Copa, mas de dizer que poderia ser melhor.Tudo, aliás, sempre pode ser melhor, por melhor que tenha sido.
Trata-se de não esquecer o quanto custou em vidas e dinheiro, em desalojamentos e atrasos, em remendos de última hora, uma porção de coisas para as quais os estrangeiros não estão nem aí, mas que devem preocupar os que estão aqui e que, enfim, pagarão a conta.
Porque outro legado da Copa é a consciência de que megaeventos são muito bons para quem os promove e para as celebridades que gravitam em torno,mas não são necessariamente bons para quem os recebe, razão pela qual será excelente se os próximos forem submetidos à consulta popular.
O turista que veio não se hospedou nos melhores hotéis nem comeu nos melhores restaurantes, preferiu albergues ou sambódromos, lanchonetes ou churrasquinhos de gato.
Até mesmo os aeroportos inconclusos (o de Brasília é simplesmente espetacular, registre-se) suportaram bem a carga,entre outras razões porque o movimento foi menor que o normal neste período.
Em resumo: o Brasil ganhou a Copa de virada e o resultado pode ser considerado excepcional, digno de comemoração para irritação dos vira-latistas.
Mas não foi de goleada como bimbalham os puxa-sacos.
Além do mais, se o jogo acabou para o mundo, segue correndo no nosso campo.
A um custo que ainda será mais bem apurado.

sábado, 12 de julho de 2014

CBF "vaza" idéia da permanência de Felipão para testar você! Técnico deveria se demitir já


Fala de Felipão em áudio vazado é mais um motivo para que o técnico abandone a seleção; confira
Não sejamos ingênuos. A permanência de Luiz Felipe Scolari é um óbvio absurdo, um desrespeito à seleção brasileira e seus torcedores. Quando a CBF "vaza" tal idéia a intenção é evidente: esperar para ver a reação da imprensa e da opinião pública. Se não constatar grande rejeição, revolta, bronca, vão empurrando com a barriga deixando no cargo o técnico do vexame. Eles já pensam nos amistosos pós-Copa.
Felipão demonstra falta de amor próprio ao silenciar a respeito. Seria digno se ele seguisse os passos de Cesare Prandelli, que se demitiu da Itália assim que sua equipe não se classificou na fase de grupos, mesmo sendo o atual vice-campeão europeu. A queda de Scolari foi muito maior, claro. Sua saída após a decisão do terceiro lugar deveria ter sido anunciada após os 7 a 1. Mas ele parece disposto a seguir. Inacreditável!
REUTERS
Scolari faz, sem querer, o número sete com as mãos: placar do jogo com a Alemanha elimina qualquer argumento pela sua permanência
Scolari faz o número 7 com as mãos: gols da Alemanha inviabilizam permanência 
Mas a comissão técnica não parece disposta a largar o osso. A constrangedora entrevista no dia seguinte ao massacre reforçou a idéia. E a da véspera do cotejo com a Holanda mostrou um Scolari que parecia viver num universo paralelo. Ao repetir que "o trabalho foi bom" após ter sido surrado pelos germânicos, o treinador age de forma dissimulada ou perdeu mesmo a noção da realidade.
A qualidade do futebol do time em jogos oficiais foi ótima mesmo apenas uma vez, nos 3 a 0 sobre a Espanha que valeram o título da Copa das Confederações. Houve, claro, um ou outro bom amistoso, mas nas pelejas que valiam, o time teve várias apresentações fracas ou não mais que razoáveis, como diante de México e Uruguai em 2013. E todas as deste Mundial. As pessoas acreditaram que o time era bom por causa daquela vitória.
Felipão deveria ter vergonha de mostrar números na tentativa de nos convencer que seu trabalho foi satisfatório. Soa patético. Incrível não existir ninguém perto dele para alertá-lo quanto ao ridículo da situação. Até porque depois do jogo (?) diante da Alemanha em Belo Horizonte, quando o Brasil foi humilhado em casa, apenas dois números "dizem" alguma coisa: 7 e 1.
PS: clique aqui e leia o post deste blog publicado após a vitória por 3 a 0 sobre a Espanha que valeu ao Brasil o título da Copa das Confederações
'Até quem não nasceu saberá que um dia, em 2014, o Brasil foi surrado pela Alemanha por 7 a 1', diz