terça-feira, 8 de julho de 2014

Polícia prende suspeito de articular venda ilegal de ingressos da Copa-2014

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Ray Whelan
Ray Whelan é suspeito de liderar venda ilegal de ingressos no Mundial
A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu o suspeito de liderar um esquema de venda ilegal de ingressos da Copa do Mundo de 2014.
Diretor da 'Match', empresa exclusivamente autorizada pela Fifa para comercializar pacotes de ingressos e camarotes, Ray Whelan foi preso no Copacabana Palace, nesta segunda-feira, sob a acusação de articular o esquema milionário. O mandado foi expedido pelo Juizado Especial do Torcedor.
Jamil Chade revela prisão de suspeito de liderar venda ilegal de ingressos
A Polícia chegou ao nome do suspeito graças à gravação de 900 registros telefônicos autorizada pela Justiça na 'Operação Jules Rimet', que, na semana passada, já havia levado 11 pessoas à cadeia.
As ligações e mensagens eram originárias ou tinham como destino o número de um celular oficial da Fifa. Nas chamadas rastreadas, foi feita a associação de Whelan com o franco-argelino Lamine Fofana, que até então era tido como o principal líder do esquema
A operação Jules Rimet é resultado de pelo menos um mês de investigações da polícia e do Ministério Público e apreendeu mais de cem ingressos, além de dinheiro e máquinas para pagamento com cartão de créditos.
As entradas eram destinadas a patrocinadores da Fifa, membros de comissões técnicas das seleções e clientes de camarotes.
Segundo a Polícia Civil, o lucro da quadrilha chegava até a R$ 1 milhão por jogo, podendo totalizar R$ 200 mi ao final do Mundial. Todos os envolvidos e presos no caso vão responder por crimes de lavagem de dinheiros, associação criminosa e cambismo.
A Match tem ligação com o sobrinho do presidente da Fifa. Phillipe Blatter é CEO da Infront Sports & Media AG, empresa que detém 5% de participação na Match. Os dois filhos de Ray Whelan são sócios da Match, mas não foram presos.
Copa das Copas? Fora de campo, cambistas acabam com sonhos de torcedores

Na véspera das semis, técnico alemão mostra precaução com violência brasileira

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Joachim Low durante coletiva da seleção alemã
Joachim Low durante coletiva da seleção alemã
"Na Europa, os 22 jogadores não teriam acabado esse jogo", disse nesta segunda-feira, véspera do confronto das semifinais da Copa do Mundo, contra o Brasil, o técnico da Alemanha, Joachim Low.
O comandante germânico se referia á partida entre brasileiros e colombianos pelas quartas de final do Mundial, duelo que ele definiu como uma "luta."
"Essa energia física no jogo com a Colômbia foi além dos limites. Foram faltas brutais, não apenas aquela contra o Neymar, mas faltas cometidas por trás, faltas perigosas, carrinhos por trás e pelo lado. Temos que proteger os jogadores, os atacantes", pediu.
"Que essas faltas muito violentas sejam paradas, senão, não veremos mais Neymar, Messi etc, veremos outros jogadores que vão entrar em campo para destruir", completou Low, que começou a entrevista coletiva no Mineirão desejando boa recuperação à estrela brasileira, fora da Copa depois de fraturar uma vértebra por entrada de Zuñiga na final da partida com a Colômbia.
Apesar de ter levado a pior e perdido Neymar naquele jogo, foi o Brasil quem mais cometeu faltas no duelo da sexta-feira passada, em Fortaleza. Foram 31 infrações do time de Luiz Felipe Scolari e 26 do adversário.
A seleção brasileira é a equipe que mais faltosa do Mundial até aqui, com 96 em cinco confrontos disputados, média de 19,2 por jogo. Os alemães cometeram 56 faltas, 11,2 por partida.
Mistério aqui e lá
Assim como no Brasil Felipão não revela que será o substituto de Neymar, na Alemanha, Low também esconde o time titular. A tendência é que Lahm continue na lateral direita, posição que a imprensa local clamava para que ele fosse escalado e na qual ele entrou na partida passada, contra a França. Mertesacker, assim, ficaria na reserva.
Klose, discreto na partida das quartas, com os franceses, tem a sombra de Schurrle, Podolski e Gotze. 
Os alemães devem jogar com Neuer; Lahm, Boateng, Hummels e Howedes; Schweinsteiger, Khedira e Kroos; Ozil, Klose e Muller.

O jogo entre Brasil e Alemanha acontece nesta terça-feira, às 17h, no Mineirão, em Belo Horizonte, e terá transmissão ao vivo da ESPN Brasil e do WatchESPN, além de transmissão em tempo real do ESPN.com.br. 


Brasil x Alemanha de 2004 teve clima de revanche, obra prima de R. Gaúcho e confusão com R. Carlos; reveja

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Morre Di Stéfano, 88, maior ídolo da história do Real Madrid

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Di Stéfano chega para a coletiva de um livro sobre sua história, em 2010
Di Stéfano chega para a coletiva de um livro sobre sua história, em 2010, em Madrid
Reza a lenda que o futebol espanhol só tem os contornos atuais graças a Don Alfredo Di Stéfano. De um lado, o Real Madrid. Do outro, o Barcelona. Tudo devido a uma briga iniciada na década de 50 pelos gols do La Saeta Rubia (A Flecha Loira), apelido do magistral ponta de lança que abraçou três nacionalidades: argentina, colombiana e espanhola. Uma disputa que transcedeu o campo, ganhou contornos políticos e demonstrou o tamanho de Don Alfredo.
A ESPN vai reexibir o documentário que narra a história de Alfredo Di Stéfano, uma das lendas da história do futebol. O programa vai ao ar nestas segunda e na quarta-feira, às 20h30. "A Lenda Di Stéfano" é um dos episódios da série "Destino Futebol".
Nesta segunda-feira, 7 de julho, a lenda faleceu por complicações resultantes de uma parada cardíaca sofrida no último sábado, em Madri, onde vivia. Aos 88 anos, o craque era visto em cadeira de rodas nos seus últimos dias na capital espanhola. Um contraste com o símbolo de genialidade e vigor físico que encantou o mundo nas décadas de 50 e 60 e atuou até os 40 anos. Um que craque polarizou o futebol espanhol.
Adeus, Di Stéfano! Ídolo do Real Madrid 'voou' alto no futebol; relembre
O início dessa história digna de folhetim ocorreu em 1952. O Millonarios, da Colômbia, recebeu um convite para ser o adversário do poderoso Real Madrid, da Espanha, em comemoração ao cinquentenário merengue. Na bagagem, os colombianos levaram sua grande estrela: Alfredo Di Stéfano, dono de velocidade impressionante, chutes poderosos e capacidade de decisão até então pouco vista em um mundo que ainda não conhecia Pelé. Não deu outra. Com dois gols daquele argentino nascido em Buenos Aires a 4 de julho de 1926, o Millonarios bateu o anfitrião por 4 a 2.
Clube da Catalunha e de olho no jogo festivo, o Barcelona não titubeou: iria contratar aquele craque de 26 anos. Negociou, então, com o River Plate, que detinha seu passe. Mas, com a greve geral no futebol argentino, Di Stéfano fazia suas diabruras com a camisa do Millonaros, por quem disputava a Liga Pirata colombiana. Sedento, o Real Madrid negociou com os colombianos. Quem, afinal, era o dono do passe de Di Stéfano?
Clube da predileção do ditador espanhol, Francisco Franco, o Real Madrid recorreu ao ministério dos esportes. Ali, a decisão: Di Stéfano ficaria quatro anos na Europa. E se alternaria, a cada temporada, entre Barcelona e Real Madrid. Ultrajado com a oferta, os catalães a recusaram e abriram mão de Di Stéfano. E, neste gesto, mudaram a história do futebol. Nascia ali a grande rivalidade do Superclásico espanhol. Reescreveria-se a partir dali a história do Real Madrid.
Com a camisa merengue, Di Stéfano fez por merecer para chegar ao patamar de lenda: arrebatou multidões com seus 307 gols em 371 jogos, de 1953 a 1964. Alçou o clube da capital a um patamar jamais imaginado ao conquistar, de uma tacada só, cinco Champions League consecutivas, metade do número atual, um recorde, entre 1956 e 1960. Foram, também, oito campeonatos nacionais. O Real Madrid de Di Stéfano e o húngaro Puskas virou equipe lendária e ganhou o mundo. Diante do sucesso arrebatador, Don Alfredo vestiu a camisa da seleção espanhola. Mas, pela Fúria, não teve o mesmo sucesso e nunca chegou a disputar uma Copa do Mundo, talvez a maior frustração de sua carreira. Mas tentativas não faltaram. Em época amadora, Di Stéfano foi dos primeiros jogadores a ser um craque mundial. Literalmente.
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Di Stéfano, ao centro, ao lado de Florentino Pérez na apresentação de Ronaldo no Real, em 2002
Ao lado de Florentino e Ronaldo, em 2002
A estreia no futebol profissional ocorreu em 1945, aos 19 anos. Seu talento já era motivo do boca a boca nos corredores do River Plate, mas, ainda garoto, sentiu o peso de entrar em um time apelidado de "La Máquina", que contava com craques como José Manuel Moreno e Juan Carlos Muñoz. Por um ano, acabou emprestado ao Huracán. No retorno a Nuñez, Di Stefáno iniciou, de fato, sua trajetória de lenda do futebol. Em 1947, foi artilheiro e campeão nacional pelo River. Chegara, enfim, à seleção argentina, pela qual disputou seis jogos. Mas nenhuma Copa em uma década que vivenciava a Segunda Guerra Mundial.
A greve generalizada no futebol argentino em 1949, por reivindicações dos jogadores, fez com que Di Stéfano passasse de um Millonarios, apelido do River Plate, para o clube homônimo da Colômbia. Na Liga Pirata, assim denominada por não ter o aval da Fifa ou acordar valores por transferências de atletas, teve a companhia de craques como o brasileiro Heleno de Freitas, este pelo Atlético Nacional, e, claro, encontrou de novo o sucesso. Foram 267 gols em 292 jogos. A fama lhe rendeu o convite para jogar pela seleção colombiana. Mas, como a federação local estava suspensa pela Fifa devido à Liga Pirata, Don Alfredo atuou em apenas três amistosos.
Após escrever a história por meio de gols, dribles e fãs no Real Madrid, Alfredo Di Stefáno deixou o clube merengue aos 38 anos, como o maior ídolo da história. Mas a fome pela bola continuou. Acertou contrato com o Espanyol, também rival do Barcelona, e jogou até os 40 anos, quando, a pedido do filho, decidiu se aposentar às vésperas de ser avô. O mito, no entanto, continuou fora de campo. Reverenciado, manteve-se ligado às quatro linhas ali mesmo, no gramado. Mas do lado de fora, como técnico.
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Hector Rial (2º à esq.) foi destaque na conquista da primeira copa europeia do Real Madrid, em 1956
O Real de Di Stéfano, com a bola, e Puskas, à direita
Passou por clubes pequenos, como Elche e Rayo Vallecano e fez sucesso na sua Argentina, no lado oposto ao seu berço futebolístico: o Boca Juniors, onde foi campeão nacional em 1969, justamente contra o River Plate. Anos mais tarde, em 1981, voltou às origens e alcançou o mesmo êxito pelo clube de Nuñez. O amor de sua vida, no entanto, fora mesmo o Real Madrid. Como técnico, comandou o time duas vezes, entre 82 e 83 e entre 90 e 91.
Depois, não cansou de ser homenageado pela diretoria merengue como o maior jogador da história do clube. Em 2000 se tornou presidente de honra. Nos anos seguintes, o avião que transportava a equipe recebeu seu apelido "La Saeta" (A Flecha) e o pequeno estádio do centro de treinamento Ciudad Real Madrid, em Valdebebas, recebeu o nome de Alfredo Di Stéfano.
Frequentemente, Don Alfredo aparecia em apresentações de craques do clube, principalmente na primeira era de galácticos do presidente Florentino Pérez, de quem era grande amigo. Em 2005, um ataque cardíaco quase resultou em morte e o assustou. Submetido a uma cirurgia de ponte de safena, garantiu, em entrevistas, ter cortado a maioria de bebidas alcóolicas e doces. Mas do vinho, grande paixão, jamais se livrou.
Filhos, teve seis. Todos com Sara Freites, com quem foi casado por 55 anos, até sua morte, em 2005. Em 2013, o ex-jogador causou polêmica com os próprios herdeiros ao declarar que se casaria com sua secretária, Gina González, 50 anos mais jovem. Um raro episódio familiar que o expôs já no fim da vida. González o ajudara em sua biografia, "Gracias, Vieja".


O título foi, também, a inscrição de uma estátua de mármore de uma bola feita em sua casa, em Madrid. "Gracias, Vieja!" (Obrigado, velha!) representava, segundo o próprio, um agradecimento ao que o futebol lhe proporcionara. Mas agora, com Di Stéfano apenas na história, a bola é quem suspira. E, sozinha, pensa em Don Alfredo. Em seus dribles, passes, gols. Em sua lenda, o homem que deu ao futebol espanhol os contornos atuais. E, baixinho, a pelota fala para si mesma: 'Gracias, viejo!'.

Relatório sobre Thomas Muller pode fazer seleção jogar com terceiro volante contra Alemanha

A hipótese de ter três volantes, com Luiz Gustavo, Paulinho e Fernandinho, não é definitiva. Mas o início do treino foi assim. Até Maicon surpreendeu-se com o colete dos reservas e os jogadores ainda não sabem quem vai para o jogo da semifinal.
Uma coisa apenas é certa: Felipão preocupa-se com a movimentação de Thomas Muller. Provável escalado como centroavante, Thomas Muller sai da área para atuar na região dos volantes. E foi esse relatório preparado pelos observadores da seleção o que provocou o teste com os três volantes. Fernandinho, Paulinho e Luiz Gustavo fechariam a cabeça da área.
É uma faca de dois gumes. No amistoso contra a Alemanha, em 2011, Mano Menezes escalou Fernandinho para marcar Phillip Lahm. Chamou ainda mais os alemães para seu campo. Se Fernandinho, Luiz Gustavo e Paulinho jogarem juntos, tem de ser para que haa mais posse de bola, não menos.


A Alemanha classificou-se para todas as semifinais de Eurocopa e Copa do Mundo nos últimos dez anos. Ganhou só uma. Em 2008, a Alemanha venceu a Turquia por 3 x 2 com gol de Phillip Lahm no último minuto da semifinal da Eurocopa disputada na Basiléia. 

Diário alemão da Copa: Dia #32, os pontos fracos da Alemanha

Tenho insistido muito que a preparação da Alemanha para esta Copa é praticamente perfeita. Foco total na competição, mas conseguindo curtir o Brasil. Além disso, com as ausências de Neymar e Thiago Silva, considero natural apontar os alemães faboritos no confronto de semifinal.
E quais são os pontos fracos desse time?
Para começar, a lateral-esquerda. Sem Marcel Schmelzer e sem confiança em Erik Durm, Joachim Löw escolheu Benedikt Höwedes. Fez quatro jogos fracos no Mundial, até ter uma atuação sólida diante da França.
Foi bem porque, na direita, com Philipp Lahm, a Alemanha atacou bem mais, fazendo com que Höwedes atuasse como zagueiro pelo setor esquerdo, ao invés de lateral por ali.
Contra o Brasil, há o "risco" de Lahm retornar ao meio-campo, caso Per Mertesacker volte ao time. Para a Seleção Brasileira seria uma ótima notícia.
Hofman 'escala' Alemanha com Lahm na lateral e Schürrle na vaga de Klose
Além desse problema na lateral-esquerda, muitas vezes o meio-campo deixa a linha de defesa bem desprotegida. Sami Khedira (ou Lahm), Toni Kroos e Bastian Schweinsteiger rodam muito, trocam de posição o tempo todo. Porém, nem sempre a recomposição é rápida, principalmente no segundo tempo, com o time mais cansado.
Aliás, a condição física é algo preocupante para os alemães. Por mais que o jogo contra a França tenha sido menos desgastante do que contra a Argélia, 1/3 do elenco sofreu com gripe nos últimos dias e alguns atletas não chegaram 100% na Copa.
Por fim, no setor ofensivo, Mesut Özil é quem tem rendido menos. Não está mal no Mundial, mas pode render muito mais. Costuma jogar pela direita, mas também troca bastante com Thomas Müller (para pegar o exemplo francês) ou quem estiver aberto do outro lado (Mario Götze, Lukas Podolski ou André Schürrle).
Achar que a seleção alemã vai tremer, sentir o peso de uma semifinal ou se intimidar pela pressão da torcida no Mineirão seria um erro do time brasileiro.
A Alemanha é favorita, mas não é imbatível.

MUSAS DO ESPORTES

Tênis Maria Sharapova troféu Roland Garros (Foto: Agência Getty Images)
Maria Sharapova troféu Roland Garros Torre Eiffel (Foto: Agência Reuters)
Maria Sharapova troféu Roland Garros Torre Eiffel (Foto: Agência Reuters)

Maria Sharapova troféu Roland Garros Torre Eiffel (Foto: Agência Reuters)



Tênis Maria Sharapova troféu Roland Garros (Foto: Agência Getty Images)
maria sharapova quartas de final roland garros  (Foto: Reuters)
Jade Barbosa (Foto: Instagram / Reprodução)
Jade Barbosa (Foto: Instagram / Reprodução)
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Mosaico Erika Coimbra (Foto: Editoria de arte)


Com menos dores, Neymar sonha em jogar decisão; médico da CBF diz: 'nenhuma chance'

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Colombiano Zuñiga lesionou Neymar em partida contra Colômbia, pelas quartas de final
Colombiano Zuñiga lesionou Neymar em partida contra Colômbia, pelas quartas de final
O atacante Neymar está com bem menos dores do que estava neste sábado, dia seguinte à lesão sofrida na vértebra L3 que o tirou da disputa da Copa do Mundo 2014, em lance com o colombiano Zuñiga no fim da vitória do Brasil por 2 a 1 contra a Colômbia. O jogador tem convivido de perto com o fisioterapeuta Rafael Martini, do Santos, e conversado com médicos, amigos e familiares. Foi discutida a possibilidade até de tratamento especial que o possibilite atuar em uma eventual final, mas a participação na decisão é só um sonho do jogador. A CBF rechaçou a hipótese.
"Nenhuma chance de ele jogar a final da Copa do Mundo. Ele pode estar com o grupo até, isso sim, mas em campo nenhuma chance. Não tem como", disse ao ESPN.com.br o médico da CBF, o doutor José Luiz Runco. A reportagem confirmou com fontes ligadas ao caso de que foi colocada em debate a ideia de se realizarem tratamentos alternativos para aliviar a dor de Neymar, em matéria divulgada inicialmente pelo site Globoesporte.com. 
Contudo, não há chance de Neymar jogar em uma eventual final. E deve continuar sem existir essa possibilidade pelos próximos dias, já que a previsão de recuperação varia entre quatro e seis semanas. Mas nada impede o jogador de sonhar em estar na final da Copa do Mundo. Segundo fontes ligadas ao camisa 11, o jogador tem dito aos amigos mais próximos de que a dor diminuiu bastante, apesar de ainda ser grande, e por isso ele acha possível ficar bom até a partida. A possibilidade, entretanto, é nula.
O atleta esteve com o médico Maurício Zenaide, do Santos, neste sábado para uma breve avaliação. "Ele está bem, não tem exame nenhum com ele, está bem melhor, melhorou a dor, está andando, dor bem menor. ele vai melhorar. O fator quantidade de coisas que não consegue fazer vai determinar o retorno dele aos gramados. E isso é mais do que 10, 15 dias, mas acho que a CBF vai com certeza reavaliar e conversar", disse à reportagem Rodrigo Zogaib, outro médico do time santista que conversou com o colega sobre o encontro.
"Nos primeiros dois, três dias dói a fratura, depois o hematoma fica irritando, se não for muito grande consegue fazer bem o movimento de quadril. Alguns dados de exames devem ser feitos de novo e devem dar mais dados para ter essa avaliação que será feita novamente", explicou o médico, dando detalhes de como é feito o tratamento para recuperação de Neymar.
O Brasil encara a Alemanha na próxima terça-feira, em Belo Horizonte, em busca de uma vaga na decisão do Mundial. Caso passe, encara no domingo o vencedor de Argentina e Holanda. Neymar vai esperar até quarta-feira para ver como reage à lesão e decidir se o sonho ainda impossível de atuar na decisão pode, de fato, ser realidade. Mas o médico da CBF, único responsável pela recuperação do atleta no momento, avisou ao ESPN.com.br: "a chance é zero", finalizou José Luiz Runco.
Ortopedista explica lesão que tirou Neymar da Copa e indica tratamento


Médico do Brasil relembra clima após lesão: 'Parecia que tínhamos perdido'

CBF divulga nota, fala em 'ética médica' no caso Neymar e promete tomar medidas

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Neymar não atuará mais na Copa do Mundo após fraturar a vértebra
Neymar não atuará mais na Copa do Mundo após fraturar a vértebra
A divulgação de uma informação equivocada de que Neymar poderia atuar na decisão da Copa do Mundo caso a seleção brasileira passe pela Alemanha gerou burburinho na CBF. A entidade divulgou nota oficial em que promete 'tomar medidas da ética médica', a serem encaminhadas ao Conselho Federal de Medicina.
O entrevero ocorreu depois de matéria veiculada pelo Globoesporte.com em que dizia que Neymar havia recorrido a especialistas para conseguir atuar em uma possível final. O ESPN.com.brantecipou, em seguida, que o departamento médico da CBF rechaçou completamente a ideia e enterrou as chances de Neymar atuar na decisão.
O que teria ocorrido é que, em conversa com médicos do Santos neste sábado, Neymar se animou ao ouvir que poderia realizar um tratamento alternativo com infiltrações de analgésico para isolar a dor e atuar na decisão da Copa. O atleta, aliado ao fato de que já sente dores menos fortes do que sentia neste sábado, passou a sonhar em jogar a final.
Neymar se machucou após jogada com o colombiano Zuñiga, que entrou com o joelho por trás e fraturou a vértebra L3 da coluna do atacante. O tempo de recuperação vai de quatro a seis semanas, e o camisa 10 deve ficar sem jogar por até 45 dias.
Confira, abaixo, nota oficial divulgada pela CBF sobre o tema:
A CBF esclarece que o atleta Neymar, com fratura estável de apófise transversa de L3, com excelente prognóstico à sua vida de atleta, desde que a consolidação da mesma se faça no tempo que a boa prática médica requer, e que condutas açodadas colocam em risco sua vida futura como atleta conforme as propagadas em alguns informes de mídia, por colegas médicos, o que, óbvio, não muda a conduta da comissão médica da Seleção Brasileira.
As medidas da ética médica, que requer o caso, serão encaminhadas à análise do Conselho Federal de Medicina para os procedimentos cabíveis ao caso, ao nosso ver de extrema gravidade aos artigos de nosso código de condutas.


'Linha de Passe' debate se ausência de Neymar pode motivar coletividade do Brasil