sexta-feira, 20 de junho de 2014

Suárez derruba a Inglaterra, mantém Uruguai vivo e faz rival depender de milagre


Veja os melhores momentos de Uruguai 2 x 1 Inglaterra
O craque decidiu. Luis Suárez voltou justamente na 'final' do grupo da morte da Copa do Mundo, o D, fez dois golaços e deu a vitória ao Uruguai por 2 a 1 sobre a Inglaterra nesta quinta-feira na Arena Corinthians, em São Paulo.
Ele, que joga na Inglaterra, no Liverpool, faz os europeus agora dependerem de um verdadeiro milagre para conseguirem a classificação para as oitavas de final. Os sul-americanos, no entanto, terão vida dura também, já que enfrentarão a Itália na rodada que fechará a chave.
Rooney até deu um ar de salvação à Inglaterra quando empatou o jogo aos 30 minutos do segundo tempo, mas Suárez, que já havia aberto o placar aos 38 da primeira etapa, não perdoou aos 40 do segundo e estufou novamente as redes de Hart, definindo o triunfo.
Isto porque o camisa 7 vem de artroscopia no joelho esquerdo há menos de um mês - procedimento foi no dia 22 de maio -, o que o fez perder o jogo inicial por conta da recuperação. 
O Uruguai, que na estreia caiu surpreendentemente para a Costa Rica, foi a três pontos; já os "Three Lions", apelido da seleção inglesa, zerados, chegarão à rodada final com chance de classificação mesmo com o o revés, mas dependem de dois triunfos dos italianos, contra costarriquenhos e uruguaios, e ainda têm de descontarem o saldo de gols. Entenda as contas.
Os ingleses têm -2, enquanto o Uruguai tem -1. Os sul-americanos, no entanto, chegam com uma força psicológica grande para o duelo diante dos italianos, que já podem entrar em campo classificados.
Luis Suárez desmonta defesa inglesa e é o destaque da vitória do Uruguai; veja os lances de 'Luisito
Os critérios de desempate na primeira fase são, nesta ordem:
- número de pontos
- saldo de gols
- número de gols pró
Costa Rica e Inglaterra, no Mineirão, em Belo Horizonte, e Itália e Uruguai, na Arena das Dunas, em Natal, acontecem a partir das 13h (de Brasília) da próxima terça-feira, dia 24, fechando e definindo os classificados dos grupo D para as oitavas de final. . 
O jogo - Logo aos quatro minutos, Suárez cobrou escanteio forte da esquerda do ataque e rasteiro no primeiro pau e quase enganou Hart, que recuperou-se a tempo e mandou a bola para novo tiro de canto.
REUTERS
Wayne Rooney empatou a partida para a Inglaterra, mas não foi o suficiente
Rooney fez seu primeiro gol em uma Copa, mas...
A resposta inglesa aconteceu aos nove, em infração da entrada da área assinalada após Godín impedir a passagem da bola com a mão. Rooney bateu colocado, Muslera só olhou, e a bola passou caprichosamente à sua direita. 
Aos 15, o Uruguai assustou de novo. González cruzou da direita, rasteiro, a zaga afastou mal, Cristian Rodríguez pegou de primeira, cruzado, mas a bola passou raspando a trave direira de Hart.
O Uruguai era melhor, principalmente nas investidas pela direita de seu ataque, Com Cáceres e Gonzáles em cima de Baines, que não tinha cobertura de ninguém do meio-campo inglês. Foi por este lado que aos 25, Suárez cobrou escanteio rasteiro, ensaiado, para Cavani, que pegou de primeira e viu a bola passar bem perto da trave esquerda de Hart.
Aos 31, a chance de gol mais clara da partida até então. Gerrard cobrou falta lateral no segundo pau, Rooney ganhou de Cáceres no alto e cabeceou, mas a bola explodiu na junção da trave esquercda com o travessão. A torcida foi à loucura.
Aos 36, parte da torcida presente na Arena Corinthians começou a gritar "Timão, ê, ô", em referência ao clube alvinegro, dono do estádio, mas logo outra parte do público passou a vaiar. Segundos de duelo local em uma Copa do Mundo.
Aos 38, o Uruguai abriu o placar. E com um belo gol. Em rápido ataque pela esquerda, Cavani levantou na medida do outro lado para Suárez cabecear no lado oposto de Hart e fazer 1 a 0, enquanto Jagielka nada achou em seu salto.
Aos 40, Rooney enfiou ótima bola para Sturridge, que invadiu a área pela esquerda e chutou forte, mas parou na defesa de Muslera, que mandou para escanteio. 
O segundo tempo começou com três ótimas chances para o Uruguai. Aos três, Suárez, de novo, cobrou escanteio rasteiro no primeiro pau e obrigou Hart a fazer ótima defesa; aos cinco, Suárez ficou com saída de bola errada, mas errou o alvo; aos sete, Lodeiro enfiou ótima bola para Cavani, que dominou e tirou do arqueiro inglês, mas tirou também do gol.
A Inglaterra, sem nenhuma substituição, chegou aos nove, quando Rooney dominou cruzamento já à frente da marca do pênalti e chutou no meio do gol para a providencial intervenção de Muslera.     
Aos 19, Roy Hodgson colocou Barkley na vaga de Sterling e, pouco depois, Lallana no de Welbeck na tentativa de mudar. Demorou, mas aos 30 minutos, jogada pela direita do ataque acabou com ótimo cruzamento de Jonhson da direita, a bola passou por toda a área, ninguém do Uruguai apareceu, e Rooney, sozinho, só empurrou para as redes e empatou.  
Aos 40, Suárez foi lançado na direita, outra vez nas costas de Baines, invadou a área e estufou as redes de Hart, fazendo 2 a 1 para o Uruguai. A torcida azul explodiu, e o símbolo da lamentação foi a expressão de Gerrard olhando para o telão após o gol.
Álvaro Pereira leva joelhada, perde os sentidos, mas se recusa a sair de campo
FICHA TÉCNICA:
URUGUAI 2 x 1 INGLATERRA
Local: Arena Corinthians, em São Paulol (SP)
Data: 19 de junho de 2014, quinta-feira
Horário: 16h (de Brasília)
Árbitro: Carlos Velasco Carballo (ESP)
Assistentes: Roberto Alonso Fernandes e Juan Yuste (ambos ESP)
Gol: Suárez (Uruguai), aos 38 minutos do primeiro tempo; Rooney, aos 30 minutos, e Suárez, aos 40 do segundo tempo
Cartões amarelos: Godín (URU), Gerrard (ING)
URUGUAI: Muslera; Cáceres, Giménez, Godín e Álvaro Pereira; Arévalo Rios, Álvaro González, Nicolás Lodeiro (Stuani) e Cristian Rodríguez; Luis Suárez e Edinson Cavani
Técnico: Óscar Tabárez
INGLATERRA: Joe Hart; Glen Johnson, Gary Cahil, Phil Jagielka e Leighton Baines; Steve Gerrard, Jordan Henderson; Raheem Sterling (Barkley), Danny Welbeck (Lallana) e Wayne Rooney; Daniel Sturridge
Técnico: Roy Hodgson

Prazer, febre amarela: com apoio ensurdecedor, Colômbia bate Costa do Marfim e fica perto de vaga

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Máscaras de Cuadrado e do ídolo Valderrama nas mãos dos torcedores colombianos
Máscaras de Cuadrado e do ídolo Valderrama nas mãos dos torcedores colombianos
"Viaja aqui uma nação, não apenas um time".
Essa é a frase que carrega o ônibus colombiano a cada percurso entre os hotéis e os estádios nesta Copa. Dentre todas escolhidas pela Fifa, talvez nenhuma pudesse ser mais verdadeira. É a chamada ‘febre amarela'. Uma febre que passou por Belo Horizonte, chegou nesta quinta-feira a Brasília e não se mostrou abalada nem mesmo com a perda de um de seus principais disseminadores, Radamel Falcão García, cortado por lesão.
A princípio, imaginava-se não haver qualquer antídoto contra os mais de 20 mil ‘afetados' por ela que acompanham a seleção colombiana em suas viagens. Não havia, mesmo: a Costa do Marfim até tentou, mas foi mais uma a sair derrotada e perdeu por 2 a 1 nesta tarde, no Estádio Nacional.
A cada toque na bola marfinense, uma vaia. A cada marcação contrária, um protesto. No hino nacional, a comoção. Ainda assim, os africanos atuavam bem e freavam James Rodríguez e companhia com uma marcação no meio-de-campo que se mostrava inabalada pela pressão e tinha em Die Serey um de seus principais nomes.
Antes do apito inicial de Horward Webb, ele foi protagonista de uma das principais cenas deste Mundial, ao chorar copiosamente durante a execução do hino.
Em campo, o camisa 20 foi ao lado de Cheick Tioté um dos guarda-costas para que Yaya Touré pudesse avançar e mostrar pela primeira vez em gramados brasileiros o futebol da última temporada no Manchester City. Não bastou para travar toda a dinâmica de James Rodríguez, Juan Cuadrado e Victor Ibarbo.
Em cobrança de escanteio de Cuadrado, um dos melhores em campo, James Rodríguez subiu mais alto que todo mundo e abriu o placar de cabeça aos 19 minutos do segundo tempo. A revelação Juan Quintero aumentou em roubada de bola e contra-ataque rápido aos 25. Gervinho ainda diminuiu em seguida, mas ficou nisso.
O técnico francês Sabri Lamouchi se permitiu deixar Didier Drogba, Kolo Touré e Salomon Kalou no banco de reservas em Brasília.
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James Rodriguez comemora gol
James Rodriguez comemora o primeiro gol colombiano
Mesmo enfrentando uma forte marcação, a Colômbia começou em cima e, aos cinco minutos, chegou pela primeira vez em passe de Cuadrado que Teo Gutierrez, substituto de Falcão, não soube aproveitar ao chutar mascado, sem direção.
Em seguida, o meio-campista ainda tentou lance individual, fez fila, mas, na hora de finalizar, foi bloqueado.
A Costa do Marfim ficava presa no meio-de-campo e não tinha ainda Yaya Touré a saída de bola com a qualidade perseguida. Somente aos 20 minutos, a equipe conseguiu, enfim, construir uma jogada com Tioté, que resolveu arriscar de longe e assustou os colombianos.
Não demorou, no entanto, para a resposta vir: Cuadrado, sempre ele, fez excelente lançamento para James Rodríguez, o meia desceu pela esquerda e encontrou Teo Gutiérrez sozinho dentro da área. O centroavante tinha tudo para abrir o placar, porém falhou ao calcular a pontaria.
Yaya Touré, então, surgiu em lindo lance na faixa central, mas não conseguiu progredir. Mesmo com maior posse de bola, a Costa do Marfim não alterava a dinâmica da partida: bastante estudada, concentrada no meio-de-campo e sem grandes chances.
Esse roteiro foi todo ele por baixo na volta do intervalo.
Primeiro, com Victor Ibarbo, que saiu costurando e reanimou a torcida colombiana logo no início do segundo tempo. Depois, aos 14 minutos, a melhor oportunidade, então, da partida, em pedalada de Cuadrado pela direita e chute no ângulo que Barry espalmou para a trave.
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Drogba aquece para entrar em campo contra a Colombia
Drogba aquece para entrar em campo contra a Colômbia
Os marfinenses mandaram, então Didier Drogba para campo, no lugar do sumido Wilfired Bony.
A Colômbia não se acuou com a entrada da estrela do Galatasaray. Aos 18, Cuadrado bateu cobrança de escanteio com força e encontrou James Rodríguez entrando para cabecear e não dar chances a Barry de rebater.
1 a 0 para os sul-americanos e o estádio vinha abaixo.
Mais ainda seis minutos depois, em roubada de bola na intermediária em saída equivocada de Serey e passe de Teo Gutiérrez para Juan Quintero, que apenas escolheu o canto e balançou as redes com um toque rasteiro. O jovem jogador havia entrado no lugar de Ibarbo na etapa complementar.
A resposta marfinense veio rapidamente. Gervinho fez boa jogada individual, partiu sozinho e, aos 28, não deu chances para Ospina reagir soltando uma bomba da entrada da área. Os africanos ainda respiravam, mas não conseguiram furar a retranca do veterano Mario Yepes e companhia.
Com o resultado, a Colômbia dispara na liderança do grupo C, chega a seis pontos e fica perto da vaga nas oitavas de final. A Costa do Marfim permanece com três e ainda sonha com a classificação. Japão e Grécia, que ainda não marcaram nenhum, entram em campo ainda nesta quinta-feira, às 19h (de Brasília), na Arena das Dunas, em Natal.


Na última rodada, na próxima terça-feira, às 17h, a Colômbia tenta um empate contra o Japão na Arena Pantanal, em Cuiabá, para assegurar o seu lugar enquanto que Grécia e Costa do Marfim medem forças na Arena Castelão, em Fortaleza.

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Copa do Mundo

19h00


0 JAP Japão X Grécia GRE 0

Copa do Mundo

16h00


2 URU Uruguai X Inglaterra ING 1

Copa do Mundo

13h00

2 COL Colômbia X Costa do Marfim CMA 1

Olé! Espanha leva baile chileno no Maraca e está eliminada da Copa

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Casillas cabisbaixo após o segundo gol do Chile
Casillas cabisbaixo após o segundo gol do Chile
Um ciclo glorioso teve fim nesta quarta-feira no Maracanã. Atual campeã do mundo, a Espanha, que ganhou tudo nos últimos seis anos, foi eliminada de maneira impiedosa ainda na primeira fase da Copa do Mundo de 2014, diante de um Chile valente, guerreiro, mas também de qualidade. Foi um verdadeiro baile. Com gols de Vargas e Aránguiz, os chilenos venceram, por 2 a 0, no Rio de Janeiro, e já garantiram vaga nas oitavas de final, com direito a gritos de olé e delírio da torcida sul-americana.
De camisas brancas em campo, mas com o apoio de uma massa vermelha nas arquibancadas e ajuda dos torcedores brasileiros, a seleção Chile mostrou que é mesmo a "La Roja" do momento. Marcando firme e com boa troca de passes, os chilenos é quem pareciam ser os donos do tiki-taka e balançaram as redes duas vezes no primeiro tempo.
Pressionados com a goleada sofrida para a Holanda na estreia, os espanhóis mais uma vez não demonstraram o futebol que contagiou o mundo e sofreram. Sofreram para chegar ao ataque, para conter a velocidade adversária, vaias a Diego Costa e no fim ouviram o coro do Maracanã: "eliminados".
Pela terceira vez nas últimas quatro Copas, o campeão da edição anterior foi eliminado ainda na primeira fase. Este ano, a Espanha repetiu o vexame que a França já tinha dado em 2002, e a Itália em 2010. O ciclo vitorioso espanhol, que começou na Eurocopa de 2008, se estendeu pelo Mundial de 2010 e Euro de 2012, foi abalado na Copa das Confederações de 2013 e exterminado agora em 2014. O Maracanã, definitivamente, não dá boas lembranças aos espanhóis, assim como foi no ano passado e em 1950.
Com duas vitórias em dois jogos, o Chile agora soma seis pontos e está na segunda colocação do grupo B, com o mesmo número de pontos da líder Holanda, que leva vantagem no saldo de gols: 5 a 4. Já a Espanha não somou nenhum ponto e, assim como a Austrália, não tem mais chances de classificação.
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Vargas solta o grito após marcar o gol do Chile no primeiro tempo
Vargas solta o grito após marcar o gol do Chile no primeiro tempo

Na próxima segunda-feira, chilenos e holandeses decidem o primeiro lugar do grupo, em São Paulo, enquanto espanhóis e australianos apenas cumprem tabela, em Curitiba (os dois jogos com transmissão ao vivo dos canais ESPN, doWatchESPN e acompanhamento em tempo real no ESPN.com.br)

O jogo
Apesar de teoricamente mais defensivo, o Chile soube não chamar a Espanha para o seu campo, adiantando a primeira linha (formada pelos zagueiros Gonzalo Jara, Gary Medel e Francisco Silva) sempre que possível, especialmente quando o goleiro Bravo ganhava tempo nas reposições de bola. Vez ou outra, um dos zagueiros corria de volta para receber o passe perto da área e despachar a bola.
Além de terem seu campo encurtado, os espanhóis sofriam na saída de bola, com o goleiro Casillas e os zagueiros Sergio Ramos e Javi Martínez (escalado pelo técnico Vicente del Bosque no lugar de Piqué). Xavi também iniciou no banco de reservas, dando lugar a Pedro, o que deixou Iniesta isolado no meio-campo, motivo pelo qual ele encontrou muita dificuldade e teve uma tarde ruim, com irreconhecíveis erros de passe e desarmes bobos.
Tudo dava errado para a Espanha, mas talvez porque o Chile também estivesse se entregando mais em campo. Aos sete minutos, depois de cobrança de falta de Xabi Alonso que resultaria em escanteio, Alexis Sánchez se esforçou, controlou a bola na bandeirinha, evitando que ela saísse pela linha de fundo. Em um raro bom ataque espanhol, Diego Costa prendeu demais a bola e chutou torto. Na sequência da jogada, Xabi Alonso acertou a bola em cima de Bravo.
Aos 19 minutos, o time sul-americano abriu o placar. Alexis Sanchez tomou bola à frente do meio-campo, tabelou pela faixa direita do campo e fez ótimo passe para Aránguiz, dentro da área. O volante atrasou rasteiro para a marca do pênalti, onde Vargas driblou Casillas e chutou para a rede. Entrega, velocidade, técnica e efetividade que sintetizaram em um lance a superioridade sobre os últimos campeões mundiais.
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Diego Costa, substituído no segundo tempo, foi vaiado mais uma vez pela torcida brasileira
Diego Costa foi vaiado mais uma vez pela torcida brasileira

A desvantagem, diante da obrigação mínima do empate para evitar a eliminação, ajudou a desestabilizar a equipe de Del Bosque. A torcida brasileira presente no Maracanã também contribuiu, é verdade, perseguindo Diego Costa, que recusou a chance de disputar o Mundial pelo Brasil e se naturalizou espanhol. O atacante foi lembrado com insultos quando errou e também quando os telões reprisaram lance em que ele recebeu do goleiro Bravo uma bolada na cabeça.
Com o passar do tempo, o nervosismo da Espanha foi ficando ainda mais evidente. Um dos principais jogadores do time, ele passou a cometer faltas de ataque para matar a saída de jogo chilena. Aos 39 minutos, Pedro não conseguiu dominar um longo lançamento e chutou a bola com força em uma placa publicitária. Pouco depois, Xabi Alonso deu uma entrada dura na intermediária defensiva e recebeu corretamente o primeiro cartão amarelo de sua equipe na partida.
O que já era difícil ficou ainda mais aos 42 minutos, quando o Chile, senhor do jogo, ampliou a vantagem. Alexis Sánchez bateu falta no canto esquerdo, e Casillas espalmou para frente. A defesa viu Aránguiz ficar com o rebote dentro da área, ajeitar a bola para a perna direita e dar um bico. O goleiro espanhol saltou, mas não alcançou, para festa dos milhares de torcedores presentes no Maracanã.
No intervalo, Del Bosque sacou Xabi Alonso para a entrada de Koke, mas quem passou impressão de que entraria mesmo no jogo foi Iniesta. Logo aos três minutos do segundo tempo, ele fez uma grande jogada ao achar Diego Costa bem posicionado dentro da área. Mas o atacante hispano-brasileiro não aproveitou o passe, chutou travado em cima da defesa. Quatro minutos mais tarde, ele tentou se redimir ao dar uma bicicleta que Busquets, de frente para o gol, concluiu para fora.
Não era a tarde da Espanha, muito menos a de Diego Costa, que, aos 18 minutos, saiu muitíssimo vaiado para dar lugar a Fernando Torres. Sampaoli respondeu e substituiu Aránguiz por Felipe Gutiérrez, para reforçar seu meio-campo e sustentar o resultado. Mas a vontade dos jogadores era tanta que o Chile teve outras chances de marcar, mas não foi preciso balançar a rede novamente para poder festejar o troco histórico antes mesmo do apito final.


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Viva el Chile! Família animada entoa grito da torcida e espera bom jogo

Romário e as Primas.

Tava tomando cerveja com uns gringos conversando sobre Flamengo quando do nada surgiu o tópico Romário. Um dos gringos foi na veia quando perguntou se a passagem do Baixinho pelo Flamengo tinha sido positiva ou negativa. E então me vi fazendo elogios ao Romário como o cara mais sinistro que eu já tinha visto dentro da área, mas que não era capaz de relaciona-lo à nenhuma grande conquista rubro-negra.
Depois de citar vários de seus golaços que nos valeram pouco mais que um carioqueta invicto acabei chegando à Rainha da Uva em Caxias do Sul e aí o assunto naturalmente descambou pra putaria. Enquanto os gringos faziam elogios entusiasmados à anatomia da brasileira fui lá fora fumar um cigarro e continuei pensando no assunto. Pra quem não viveu aquele momento é dificil acreditar que o Flamengo contratou o maior jogador do mundo da época. Quando voltei pra mesa já tinha me convencido que a maior conquista de Romário pelo Flamengo foi a própria conquista de Romário pelo Flamengo.
E você, o que acha?
Mengão Sempre
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Rubro-negro bem vestido, me ajuda a acabar com os perebas no time do Flamengo. Entra logo no sócio torcedor.

Não teve juiz japonês dessa vez: Croácia faz 4, atropela Camarões e entra na briga por oitavas

GETTY
Mandzukic vibra com gol que marcou contra Camarões
Mandzukic vibra com gol que marcou contra Camarões
90 minutos.
Durante esse período, a Croácia deixou tudo de lado. A memória do juiz japonês Yuichi Nishimura, as condições descritas por sua comissão técnica como ‘desumanas' para atuar em Manaus e até mesmo o escândalo com as fotos de jogadores nus que, segundo o auxiliar Robert Kovac, vinha distraindo o elenco.
A seleção croata retomou a sua concentração por um objetivo maior e, com facilidade, despachou Camarões para casa e goleou por 4 a 0 nesta quarta-feira, na Arena da Amazônia.
Com o resultado, o time entra na última rodada dependendo de si mesmo em confronto decisivo com o México na próxima segunda-feira, na Arena Pernambuco, no Recife, para assegurar vaga nas oitavas de final. No mesmo dia, o Brasil recebe Camarões em situação confortável e tenta afastar qualquer possibilidade de zebra no Estádio Nacional, em Brasília.
Quem passar enfrenta Chile ou Holanda na fase seguinte - ainda depende da posição final de cada grupo.
O baile croata começou com o oportunista Ivica Olic aos 11 minutos do primeiro tempo. Darijo Srna tentou cruzamento para Mandzukic, Nkoulou afastou, mas entregou nos pés de Perisic. O meio-campista passou de primeira para Olic, sozinho, apenas completar para as redes. Na volta do intervalo, Perisic aproveitou falha adversária, bateu a marcação em velocidade e chutou colocado para fazer o segundo aos 2. Mandzukic ainda fez mais dois.
REUTER
Torcedor de Camarões na arquibancada da Arena da Amazônia, em Manaus
Torcedor de Camarões na arquibancada da Arena da Amazônia
Ao contrário do que se esperava, o jogo não contou com o calor infernal do confronto entre Inglaterra e Itália, na semana passada. Choveu durante boa parte do dia em Manaus.
Ainda com um problema no joelho direito, Samuel Eto'o seguiu de fora nesta quarta-feira - ele chegou a entrar em campo no aquecimento, mas teve de se contentar em esquentar o banco de reservas mais uma vez. Na sua ausência, o técnico alemão Volker Finke apostou no jovem jogador Vicent Aboubakar.
O meia-atacante do Lorient respondeu bem.
Foi dele a iniciativa de levar Camarões ao ataque nos primeiros minutos. Em combinações pela direita com Moukandjo, Aboubakar carregava a bola, conseguia tirar a marcação, mas sempre acabava preso na hora de finalizar.
O domínio era quase todo camaronês.
Aos 11 minutos, no entanto, em excelente linha de passe, Perisic pegou sobra de bate-rebate na área e, com extrema inteligência, mandou de bate-pronto para Olic abrir o placar.
A partir de então, os croatas, enfim, fizeram prevalecer a maior qualidade técnica. A vantagem dos europeus poderia ser ainda maior antes da ida para os vestiários. Mandzukic e Perisic, duas vezes, estiveram próximos de ampliar. Ficaram no quase, mas toda essa pressão fez com que o volante do Barcelona, Alexander Song, perdesse os nervos e, na volta de um contra-ataque, acertasse Mandzukic com uma cotovelada nas costas. Não teve conversa: cartão vermelho direto.
REUTERS
Moukandjo sofre falta de Pranjic durante a partida
Moukandjo sofre falta de Pranjic durante a partida
Se a tarefa camaronesa não estava fácil, ela foi praticamente por água abaixo aos 2 minutos do segundo tempo, em saída de bola equivocada de Itandje, corte de cabeça de Perisic e corrida em velocidade do destaque do Wolfsburg para encaminhar a vitória croata com um toque na saída do goleiro.
O brasileiro naturalizado croata Sammir ainda teve boa chance na sequência e chutou na rede pelo lado de fora. Chateado com a finalização, foi vaiado depois de tentar devolver a bola na placa e assustar a torcida.
Mandzukic, que retornava no lugar de Jelavic e vinha fazendo bem o seu papel na área, selou a sua volta em cobrança de escanteio que subiu sozinho no meio da área para colocar nas redes com 16 minutos. Ainda sobrou tempo para o centroavante aproveitar rebote de chute de Eduardo Silva e aumentar a conta aos 27.


O ritmo do encontro diminuiu em seus instantes finais e a Croácia apenas administrou a sua vantagem. Camarões, por sua vez, ainda acertou o travessão com Webo e viu Moukandjo e Ekotto se desentenderem em campo e bateram cabeça com cabeça.