domingo, 25 de maio de 2014

'Esperando o impossível', Bélgica tem um time inteiro jogando na Inglaterra

Reprodução
Seleção belga está repleta de jogadores em boa fase
Seleção belga está repleta de jogadores que atuam no futebol inglês
"País pequeno, grandes jogadores; Um time, um sonho; Espere o impossível." Esse é o slogan que estampa o ônibus da seleção da Bélgica, apontada por muitos como a maior candidata à zebra na Copa do Mundo de 2014. A nova geração de ouro, liderada por Courtois, Kompany e Hazard, acredita na possibilidade de fazer história e superar sua melhor participação em Copas.

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Uma característica do elenco que chama a atenção é a quantidade de jogadores que disputam a Premier League, considerada a melhor liga do mundo na atualidade. Ao todo, são 11 dos 24 convocados pelo técnico Marc Wilmots - um dos quatro goleiros será cortado - atuando na Inglaterra. Ao menos seis destes 11, devem ser titulares da equipe.
Agência EFE
Hazard é o principal nome da seleção
Hazard é o principal nome da Bélgica
Os "ingleses" da Bélgica são os seguintes:Mignolet, do Liverpool; Vertonghen,Dembélé e Chadli do Tottenham;Vermaelen, do Arsenal; Kompany, do Manchester City; Fellaini e Januzaj, do Manchester United; Hazard, do Chelsea, eMirallas e Lukaku, do Everton, este último, emprestado pelos Blues.
O número poderia ser ainda maior caso o atacante Benteke, que tinha a convocação assegurada, não tivesse sido cortado após sofrer uma contusão nos treinos do Aston Villa. Quem também não entra na contagem, mas poderia, é o goleiro Courtouis, que, apesar de atuar pelo Atletico de Madrid desde 2011, pertence ao Chelsea.
A última, e talvez única, boa fase da Bélgica teve início em 1980, quando a equipe foi vice-campeã da Eurocopa e se destacava mais pelo físico do que pela técnica, ao contrário da seleção atual. A partir de então, o país emplacou uma sequência de seis Copas disputadas em sequência, tendo sido quarta colocada em 86, sua melhor campanha em Mundiais, e chegado às oitavas em 1990, 1994 e 2002. Durante esses anos, os destaques foram principalmente os goleiros Jean-Marie Pfaff e Michel Preud'homme, o lateral Eric Gerets, o meia Jan Ceulemans, o craque Enzo Scifo e o atacante Luc Nilis.
Getty Images
Bélgica foi eliminada pelo Brasil em 2002
Bélgica foi eliminada pelo Brasil em 2002
Nas eliminatórias europeias para a Copa, os "Diabos Vermelhos", como são chamados, foram sensação ao saírem invictos da competição, com oito vitórias e dois empates, tendo desempenho inferior apenas ao da Alemanha e da Holanda. A campanha serviu para trazer a seleção de volta a uma Copa após 12 anos. Na última oportunidade em 2002, caiu para o Brasil nas oitavas, marcando o término de outra boa geração, que tinha como capitão justamente o atual técnico, Marc Wilmots, e tinha nos atacantes Mpenza e Sonck seus grandes destaques.

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Curiosamente, na última Copa disputada pelos belgas em 2002, eram 15 os convocados atuando em seu próprio país. Em 2014, serão apenas três. Naquela ocasião, os "estrangeiros" eram poucos, e a liga inglesa cedeu apenas um jogador à seleção, Branko Strupare, que jogava no Derby Country, rebaixado na edição de 2002 da Premier League.
Atualmente os "ingleses" são destaques das maiores equipes do país. Mignolet foi titular absoluto do Liverpool vice-campeão nacional, Kompany é capitão - assim como na seleção - e levantou a taça pelo Manchester City. Vertonghen e Dembélé têm moral no Tottenham, Januzaj passou de promessa a realidade no Manchester United e, apesar de poder escolher entre outras cinco seleções, optou em defender a seleção belga, e Hazard é um dos principais nomes do Chelsea.
Getty
Hazard e Kompany que jogam juntos na seleção, são rivais na Premier League
Hazard e Kompany que jogam juntos na seleção, são rivais na Premier League
Os belgas que atuam em terras inglesas, são avaliados em cifras milionárias. Eden Hazard, por exemplo, foi comprado pelo Chelsea em 2012 por 40 milhões de euros (aproximadamente 100 milhões de reais). O atacante do Chelsea é constantemente envolvido em especulações, e o PSG já teria se mostrado disposto a gastar 60 milhões de euros em sua contratação.
Além dos "ingleses" que formam a base da equipe, os "Diabos Vermelhos" possuem outros jogadores em boa fase. Casos do já citado Courtouis, além de Alderweireld, lateral que aparece com certa frequencia na defesa do Atletico de Madrid, o volante Witsel do milionário Zenit da Rússia, Mertens, atacante do Napoli, e De Bruyne, meia do Wolfsburg (também emprestado pelo Chelsea).
Com essa forte equipe, os belgas são cabeça-de-chave do grupo H na Copa ao lado de Rússia, Argélia e Coreia do Sul. Teoricamente um grupo mais fácil, que pode dar a chance da seleção chegar com moral na segunda fase. Caso se classifique em primeiro, deve pegar o segundo colocado do Grupo G, que conta com Alemanha e Portugal, além de Gana e Estados Unidos. A partir daí, a experiência dos jogadores em grandes ligas pode fazer a diferença para a Bélgica brigar com as seleções mais fortes e assim, tentar "realizar o impossível".

Veja a lista completa dos 24 convocados:
Goleiros: Thibaut Courtois (Atlético de Madrid-ESP), Simon Mignolet (Liverpool-ENG), Koen Casteels (Hoffenheim-ALE) e Sammy Bossut (Zulte-Waregem-BEL) - este convocado posteriormente para substituir Silvio Proto (Anderlecht-BEL), cortado após fratura.
Defensores: Vincent Kompany (Manchester City-ENG), Thomas Vermaelen (Arsenal-ENG), Jan Vertonghen (Tottenham-ENG), Toby Alderweireld (Atlético de Madrid-ESP), Daniel van Buyten (Bayern Munich-ALE), Nicolas Lombaerts (Zenit-RUS), Anthony Vanden Borre (Anderlecht-BEL) e Laurent Ciman (Standard Liege-BEL).
Meio-campistas: Marouane Fellaini (Manchester United-ENG), Axel Witsel (Zenit-RUS), Steven Defour (Porto-POR), Moussa Dembelé (Tottenham-ENG), Kevin de Bruyne (Wolfsburg-ALE) e Nacer Chadli (Tottenham-ENG).
Atacantes: Romelu Lukaku (Everton-ENG), Eden Hazard (Chelsea-ENG), Dries Mertens (Napoli-ITA), Adnan Januzaj (Manchester United-ENG), Kevin Mirallas (Everton-ENG) e Divock Origi (Lille-FRA).

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Com gol no apagar das luzes, ex-time de Júlio César volta à primeira divisão do Inglês


Nos acréscimos, veterano Zamora fez o gol que garantiu o retorno do QPR à Premier League; veja
O Queens Park Rangers está de volta à primeira divisão do Campeonato Inglês. Neste domingo, o ex-time do goleiro brasileiro Júlio César venceu o Derby County por 1 a 0, pelosplayoffs da Championship, e assegurou sua vaga na Premier League na próxima temporada. 
O herói do QPR foi o veterano atacante Bobby Zamora, que marcou o tento da vitória já nos acréscimos do segundo tempo, quando seu time jogava com um atleta a menos após a expulsão de O'Neil. Ele aproveitou duas falhas seguidas da zaga alvinegra e bateu bonito de esquerda, sem chances para o goleiro Grant.
Vale lembrar que o predestinado centroavante também fez o gol que recolocou o tradicional West Ham na primeira divisão, em 2005.
A equipe de Londres, aliás, também conta com o volante Joey Barton no elenco. O polêmico meio-campista, que ganhou fama no Brasil por seus ataques verbais e virtuais contra Neymar e Thiago Silva, foi um dos pilares do time treinado por Harry Redknapp.
Além do Queens Park Rangers, Leicester City, que foi o campeão da Segundona, e o vice Burnley também subiram para a elite, enquanto Norwich City, Fulham e Cardiff City foram rebaixados da Premier League para a Championship.
REUTERS/Eddie Keogh
Zamora Comemora Gol QPR Derby County Playoffs Championship 24/05/2014
Zamora comemora o gol que recolocou o QPR na Premier League

Em jogo de chances perdidas, Joinville e Vasco empatam sem gols

Gazeta Press
Edmilson, do Vasco, e Luan, do Joinville, disputam bola no jogo
Edmilson, do Vasco, e Luan, do Joinville, disputam bola no jogo
O jogo marcou a volta do Vasco à Arena Joinville, palco da lamentável guerra entre torcidas no fim do Brasileiro do ano passado. Mas, no presente, o panorama continuou ruim. Em partida com incríveis chances perdidas, Vasco e Joinville empataram sem gols pela sétima rodada da Série B.
Com o resultado, o time catarinense continuou na vice-liderança da tabela, com 14 pontos. Já o Vasco caiu uma posição e está em oitavo lugar, com apenas nove pontos conquistados.
Adilson Batista prometeu e cumpriu. Levou a campo um time com três zagueiros, formado pelo trio Rodrigo, Luan e Douglas Silva. Mas, na prática, complicou. E o esquema acabou desfeito. Ramires, jogador do Chelsea e convocado para a Copa do Mundo, esteve no estádio para acompanhar o Joinville, sua ex-equipe.
O jogo
À primeira vista, o novo esquema de três zagueiros do técnico Adilson Batista parecia dar uma tranquilidade maior ao Vasco na parte defensiva. Mas não. Os alas acabaram expostos. Aos nove minutos, Edigar Junio passou por aquele setor e bateu forte, mas Diogo Silva fez boa defesa.
Em seguida, o Vasco mostrou que estava vivo na partida, mas graças a uma lambança de Ivan, goleiro do Joinville. Ele tentou driblar, na área, Edmílson e perdeu a bola. Mas, a tempo, o goleiro se recuperou e agarrou a bola.
O time catarinense continuava bem superior na partida, dando as cartas sobre um Vasco confuso na tática e que buscava se encontrar. Aos 22 minutos, um contra-ataque fulminante de Edigar Junio pela esquerda só não resultou em gol pela incompetência de Jael, que recebeu a bola frente a frente com Diogo Silva e chutou em cima do arqueiro.
Acuado, o Vasco apostava nos contra-ataques. Diego Renan, aos 30 minutos, invadiu a área pelo lado direito e chutou cruzado. A bola tirou tinta da trave. Aos 45 minutos, a chance mais clara até então. E foi do Vasco. Ivan teve saída ruim do gol e Luan aproveitou para tocar de cabeça. Devagar, a bola quase ia entrando, mas Edson Ratinho salvou na linha, com o peito. E o primeiro tempo chegou ao fim.
Na segunda etapa, Adilson Batista resolveu trocar Rafael Silva por Yago. Melhorou, também, a movimentação no meio de campo, principalmente com Douglas mais acionado. O Vasco, enfim, fez frente ao Joinville. O time, no entanto, perdeu as chances de contra-ataques, embora tivesse mais posse de bola. Girando de um lado para o outro a bola, mas sem assustar, de fato.
Aos 27 minutos, Edigar Junio bateu de fora da área e Diogo Silva salvou o time carioca de sofrer o primeiro gol, em bela espalmada. Adilson, então, desfez o esquema de três zagueiros. Sacou Luan pra a entrada de Guilherme Biteco. Não mudou tanto. O Joinville continou mais perigoso na partida.
Com a proximidade do fim da partida, as equipes passaram a arriscar mais, em busca da vitória. Aos 35 minutos, Edigar Junio entrou pela esquerda e, livre de marcação, chutou cruzado, mas a bola beijou o pé da trave e foi para a linha de fundo. A torcida lamentou. Mas depois suspirou.
Isso porque Edmílson entrou sozinho na área, frente a frente com Ivan, e bateu mal, em cima do goleiro. Suspiros na Arena Joinville. Lamentos de outro lado. Em jogo de chances perdidas por incompetência, ninguém se deu bem.
FICHA TÉCNICA:
JOINVILLE 0 X 0 VASCO
Local: Arena Joinville, em Joinville (SC)
Data: 24 de maio de 2014 (Sábado)
Horário: 16h20(de Brasília)
Árbitro: Luiz Flávio de Oliveira (SP)
Assistentes: Fábio Rogério Baesteiro (SP) e Alberto Poletto Masseira (SP)
Cartões amarelos: Naldo (JOIN), Rodrigo, Doulgas Silva, Diego Renan e Fabrício (VAS)
JOINVILLE: Ivan; Edson Ratinho, Bruno Aguiar, Rafael e Cristian; Naldo, Washington, Tartá (Harrison) e Marcelo Costa (Hugo); Edigar Júnio (Fernando Viana) e Jael
Técnico: Hemerson Maria
VASCO: Diogo Silva; Rodrigo, Luan e Douglas Silva; Diego Renan, Fabrício, Pedro Ken, Douglas e Marlon; Rafael Silva (Yago) e Edmílson
Técnico: Adilson Batista

Bouchard e Puig levantam primeiro troféu de WTA

Nuremberg (Alemanha) - Eugenie Bouchard enfim conquistou neste sábado seu primeiro título de nível WTA. Cabeça 2 e número 19 do ranking, a revelação  canadense superou com dificuldade a jovem tcheca Karolina Pliskova, dois anos mais velha, com parciais de 6/2, 4/6 e 6/3.

Esta foi apenas a segunda final de Bouchard em torneios de primeira linha, depois do vice em Osaka no ano passado. Com a conquista, ela deve subir três posições no ranking. Atual 65ª do mundo, Pliskova fez sua terceira final e buscava o segundo título, depois de Kuala Lumpur em 2013. Esta foi a segunda vitória de Bouchard sobre a tcheca, repetindo o US Open do ano passado.

Já em Estrasburgo, na França, outra jogadora da nova geração brilhou. A porto-riquenha Monica Puig, de 20 anos, derrotou sem grandes sustos a espanhola Silvia Soler, saída do qualificatório, por 6/4 e 6/3, e também conquistou seu primeiro troféu de importância. Foi a primeira final de ambas nesse nível de torneio. Número 56 do ranking, Puig deve subir 10 posições na lista desta segunda-feira.

Bouchard será a cabeça 18 de Roland Garros e fará sua primeira partida contra a experiente Shahar Peer, podendo cruzar com a italiana Flavia Pennetta na terceira rodada. Já Puig terá uma estreia difícil diante da australiana Samantha Stosur, cabeça 19 e finalista de Paris em 2010.