terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Copa São Paulo

  • 14h00

    2 AFC América-SP X Confiança-SE ADC 2

  • 16h00

    2 SAB Sabiá X Fluminense FLU 7

  • 17h00

    3 TBS Taboão da Serra X São Caetano SCA 2


  • 19h00

    0 MAC Marília X Rio Claro RCL 0

  • 19h00

    2 SCR São Carlos X Fluminense-BA FBA 0

  • 19h00

    1 LUV Luverdense X Grêmio GRE 1



  • 21h00

    2 BSB Brasília X Internacional INT 2

  • 21h00

    2 PIA Piauí X Palmeiras PAL 3






Viver não é preciso

Visite Portugal e provavelmente você vai surpreender-se com o quanto se gosta de futebol por lá.
Mais até do que no Brasil, talvez.
E se considerarmos quanto se ganha títulos por aqui e quanto se perde em Lisboa, certamente o amor português será considerado mais incondicional.
Exceto nos tempos de Eusébio.
Dos três jogadores portugueses mais talentosos de todos os tempos, Cristiano Ronaldo e Figo tiveram o prazer das vitórias individuais. Eusébio foi o único a oferecer o gozo do triunfo coletivo.
Foi o Benfica, com Eusébio aos 19 anos, o ganhador da primeira Copa dos Campeões da Europa, o clube a quebrar a hegemonia do Real Madrid. O torneio era diferente, disputado só por campeões nacionais. Mas tirar do Barcelona e do Real Madrid a taça de 1961 foi como se hoje o Benfica levantasse a taça apesar de rivalizar com os maiores clubes ingleses, alemães, espanhóis e italianos.
Editoria de Arte/Folhapress
Naquela época, havia o Milan de Liedholm, a Juventus de Sivori, o Wolverhampton de Wright, os espanhóis do Barça e do Real Madrid.
Eusébio ensinou Portugal a vencer, deu a perspectiva aos portugueses de ser possível ir além-mar pela primeira vez desde as caravelas.
Em 1965, foi eleito pela revista "France Football" o melhor jogador da Europa, antes de Figo (2001) e Cristiano Ronaldo (2008) erguerem o prêmio mundial.
Ele não era o único. Coluna, craque moçambicano, vestia a camisa 10, o cérebro do Benfica bicampeão europeu em 1961 e 1962. Mas o gênio era Eusébio. Por duas vezes, rivalizou com Pelé. Na disputa do Mundial interclubes de 1962, Pelé o atropelou e o Santos goleou o Benfica por 5 x 2, em Lisboa.
Depois, na Copa de 1966, Portugal eliminou o Brasil vencendo por 3 x 1, com Pelé apanhando do zagueiro Vicente até a medula.
"Não, seu avô nunca alimentou a discussão entre Pelé e Eusébio, porque chegamos ao Brasil antes de Eusébio aparecer", disse-me meu pai, santista, ontem à tarde. E também porque meu avô era Belenenses, odiava o Benfica.
Eusébio ia além das questões clubísticas para os portugueses que continuavam a viver por lá, perto da estátua de Dom Pedro IV, nosso Dom Pedro I –diferentemente de meu avô, morador paulistano desde 1955.
Eusébio não é mais o maior jogador português de todos os tempos, unanimemente. Felicidade dos portugueses ter Figo e Cristiano Ronaldo, que alimentam a discussão... e, claro, se há discussão não há unanimidade.
Eusébio também não recebeu a coroa de rei do futebol mundial, mas bateu na trave. Sempre foi súdito de Pelé, a quem venceu na Inglaterra em 1966. Pode não voltar a se sentar no trono em que estiveram Figo e Cristiano Ronaldo. Mas foi quem fez os portugueses entenderem que era possível voltar a navegar.
E a vencer.
Viver não é preciso.

Despedida de Eusébio

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Miguel Riopa/AFP
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Homens carregam o caixão com o corpo de Eusébio no estádio da Luz, em Lisboa
EUSÉRIO E BRASIL
Além de rival de Pelé, outra coincidência com o Brasil. O técnico do Benfica campeão europeu com Eusébio era o húngaro Bela Guttmann, que levou o São Paulo ao título paulista de 57. Bela inspirou Vicente Feola, campeão com Pelé na Copa-58, tão bem descrita por Ruy Castro ontem na Folha.
NOVO TREINADOR


Seedorf reuniu-se com Adriano Galliani, do Milan, no Rio. Não quer dizer nada, mas jornais italianos garantem que é o passo final para ser o técnico milanista no início da temporada 2014/15, em julho. Seedorf não esconde. Quando perguntado se será técnico, responde com um categórico "sim!".

Quanto vale o show?

Na meia esquerda, atacando para o gol do portão principal do Pacaembu, Edmundo driblou o zagueiro, deu um toque para ajeitar a bola e mandou um canhão no ângulo esquerdo do goleiro Ênio, da Portuguesa. O golaço abriu a goleada por 4 x 0 do Palmeiras sobre a Lusa, 21 anos atrás.
Meia hora depois, Edmundo partiu com a bola e não deu o passe a Evair. O centroavante deu uma bronca pública, Edmundo abriu os abraços e o Pacaembu inteiro viu a rota de colisão entre os dois maiores ídolos do time que tiraria o Palmeiras da fila.
Até hoje, Edmundo e Evair negam, mas o noticiário dizia que Evair ganhava salário só do Palmeiras, e bem inferior ao que a Parmalat pagava a Edmundo.
O diretor que aparava arestas naquela época pode receber problemas do mesmo tipo neste ano: José Carlos Brunoro.
O Palmeiras 2014 foi bem ao pobre mercado de jogadores e deu tacadas que podem tornar o time mais forte. A diretoria também ganhou a briga improvável para diminuir o salário de Gilson Kleina e parece receber boas respostas com a política de diminuição dos salários e aumentos dos prêmios por resultados.
Kleina demorou a se convencer com a chegada de Lúcio, mas julga ter um zagueiro motivado depois de ser desprezado no São Paulo. Para receber salário tão alto quanto tinha no Morumbi, Lúcio terá de correr e ganhar títulos. Valdivia, não.
Até agora não se mexeu no maior vespeiro palmeirense. Lúcio, Bruno César, Diogo, França e quem mais chegar terá de levantar taças para aumentar a arrecadação. Administrar o ímpeto destes em contraste com Valdivia entrando e saindo do departamento médico parece tão fácil quanto foi aparar a briga Edmundo x Evair em 1993.
Daquela vez, Brunoro resolveu bem a questão, e o Palmeiras foi campeão depois de 17 anos.
O problema provável –e administrável– escancara a discussão dos salários dos jogadores brasileiros, alimentada por uma declaração do presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio, nesta semana. "Hoje os atletas voltam da Europa para ganhar mais no Brasil."
Vários clubes exorbitaram nos salários depois de ampliarem suas cotas de televisão. Há times que gastam mais do que arrecadam. Não é o caso do São Paulo e do Corinthians, mas não é o do Cruzeiro, campeão brasileiro.
Um jogador vale quanto o mercado paga. Manter um craque no Brasil exige criar receita para remunerá-lo –ou ele vai para a Europa. O Palmeiras pode inovar e mudar o teto salarial no país. Mas só será referência se ficar forte, ganhar títulos e conseguir manter a equipe sólida quando o assédio chegar.


Para tudo isso funcionar, só com uma dose cavalar de paciência para aglutinar os que ganham por bônus, como Lúcio, e os que enchem os bolsos mesmo sem jogar, como Valdivia.

Finalmente! Parabéns, Renan Barão!



Bom, há quem diga que a frase acima deveria ter sido escrita há algum tempo. Penso o mesmo, mas o UFC demorou para isso.
Dominick Cruz lutava contra uma série de contusões desde outubro de 2011, e o UFC foi obrigado a criar um cinturão interino na ausência de seu campeão oficial. Em um duelo contra Urijah Faber, em julho de 2012, o potiguar Renan Barão venceu a disputa e ganhou tal título.
Com isso, era só aguardar Dominick voltar e eles fariam uma luta pela unificação. Mas Dominick não se recuperou e Barão defendeu seu título contra Michael McDonald, Aí sim, viria a luta contra o campeão. Mas Dominick novamente se lesionou e Barão fez sua segunda defesa, desta vez contra Eddie Wineland, quando conquistou um belo nocaute, na mesma noite em que Jon Jones fez uma luta disputadíssima contra Alexander Gustafsson.
Dois anos depois de sua última luta, Dominick Cruz se mantinha como campeão peso galo do UFC. Dana White ouvia críticas de todos os lados, mas deu um ultimato: se Cruz não lutasse até o início de 2014, perderia seu cinturão.
O combate contra Barão foi agendado para o dia 01 de fevereiro e era tão aguardado que deixou José Aldo em segundo plano, fazendo a penúltima luta da noite contra Ricardo Lamas.
E não é que Dominick Cruz se machucou de novo?
Desta vez, Dana não titubeou e tratou de anunciar que ele perdera seu cinturão, passando o posto para Renan Barão, que não foi cortado do show. Agora, defenderá seu cinturão - o oficial - contra Faber, o mesmo que derrotou para conquistar o interino.
Getty
Renan Barão era campeão inteiro do peso galo desde julho de 2012 e agora teve título oficializado
Renan Barão era campeão inteiro do peso galo desde julho de 2012 e agora teve título oficializado
Tremenda infelicidade para Dominick Cruz, sejamos sinceros. Deve ser triste e doloroso para um atleta ficar tanto tempo parado. Eu o encontrei pessoalmente em agosto, no Rio de Janeiro, e achei um tanto estranha a diferença de tamanho de suas pernas, a do joelho lesionado parecia bem mais fina que a outra. Sinceramente, acreditava em um massacre de Barão para o duelo de seu retorno.
Contra Faber, o novo campeão também é favorito, mas terá pela frente um adversário que vem com ritmo de luta e sedento para lhe devolver uma derrota.
Renan Barão é um grande campeão. Costumo dizer que ele não tem a mesma pressão que seu amigo José Aldo, mas é tão bom quanto o campeão dos penas. Digo isso, pois já vi vários de seus treinos e o acompanho bem de perto desde suas lutas em eventos pequenos no Brasil.
Talento, tem de sobra.
O cinturão dos galos, tal qual o dos penas, está em boas mãos, e deve ficar ali por um bom tempo.
André Pederneiras pode não ter os dois campeões mais badalados do UFC, mas, sem dúvida, tem dois lutadores, no sentido mais literal da palavra, e este é um dos motivos por serem atletas tão difíceis de serem batidos.
Enfim, parabéns, Renan Barão! O novo campeão peso galo do UFC!

Benfica abre as portas do Estádio da Luz para fãs darem adeus a Eusébio

Palco da próxima final da Liga dos Campeões, o Estádio da Luz foi, nesta segunda-feira, local de adeus dos portugueses a Eusébio, morto aos 71 anos no último domingo. O Benfica abriu as portas de sua casa ao público para poder realizar o último desejo do maior jogador de futebol da história de Portugal: uma volta diante das arquibancadas.
eusebio funeral estadio da luz benfica (Foto: Reuters)Torcida do Benfica observa 'última volta' de Eusébio no Estádio da Luz (Foto: Reuters)

Depois de ficar exposto no centro do gramado, o caixão do ex-jogador foi colocado em um carro fúnebre e deu a volta diante dos torcedores. Em seguida, seguiu por Lisboa até a Igreja do Seminário, onde foi celebrada uma missa de corpo presente. Por fim, o funeral de Eusébio ocorrerá no cemitério de Lumiar.
Durante a noite do domingo e toda a madrugada, fãs paravam diante da estátua do Pantera Negra, na parte externa do Estádio da Luz, para deixar objetos e homenagear o craque. A Federação Portuguesa de Futebol instalou um painel na fachada de seu prédio com uma foto de Eusébio e uma frase: "Os gênios vivem para sempre".
eusebio funeral estadio da luz benfica (Foto: AFP)Estádio recebeu torcedores na arquibancada para despedida do craque (Foto: AFP)

No velório realizado no salão nobre do clube, equipes dos mais variados esportes do Benfica estiveram no estádio para prestar homenagem ao maior expoente do clube. O elenco do time de futebol, acompanhado do técnico Jorge Jesus, também passou pelo estádio e chegou perto do caixão de Eusébio.
MOSAICO homenagens a Eusebio benfica portugal Estádio da Luz (Foto: Editoria de arte)(Foto: Editoria de arte)

Moçambique relembra início de Eusébio pelo time 'Os brasileiros' e cita 'paz refeita' com sua terra

Reprodução
Site O Sapo fez reportagens especiais para o Pantera Negra
Site O Sapo fez reportagens especiais para o Pantera Negra
Terra natal de Eusébio, Moçambique também chora a morte do ídolo. O ex-jogador nasceu em 25 de janeiro de 1942 em Lourenço Marques, antigo nome da capital do país africano, Maputo, e esteve pela última vez lá em março de 2013, quando gravou depoimentos para uma cinebiografia.
Daúde Maveja, dirigente da Associação Desportiva Mafalala - bairro no qual o atacante da seleção portuguesa foi criado na infância -, afirmou que Eusébio foi bastante solicito com os jovens jogadores e disse até que o Pantera Negra fez as pazes com Moçambique com tal visita.
Reprodução
Jornal O País destaca a infância de Eusébio em Moçambique
Jornal O País destaca a infância de Eusébio em Moçambique
"Ele queria vir rever os amigos, o bairro, fazia tempo que ele queria fazer as pazes com sua terra. Conversou com nossos garotos, falou um pouquinho de sua experiência como jogador de futebol. Foi com muito prazer que os garotos conheceram 'in loco' a grande estrela de Moçambique", falou.
O site SAPO, o principal do país, traz várias reportagens sobre Eusébio, que morreu após uma parada cardiorespiratória na madrugada deste domingo, em Lisboa. "A lenda do Rei", "A paixão de Eusébio (citando o Benfica)", "Mafalala, a terra de Eusébio", além do obituário.
"Morreu Eusébio, o moçambicano que brilhou com a camisola do Benfica e da selecção Portuguesa de futebol", é o que destaca o site do Jornal Verdade. Enquanto isso, o diário O País relembra toda a trajetória de Eusébio em sua infância moçambicana.
"Oriundo de uma família muito modesta, a sua infância foi passada jogando futebol de rua com bolas de trapos. Vendo a necessidade de organizar o futebol dos jovens no Bairro 'Chico', que embora deficiente era fanático por futebol, decide criar uma equipa que deu o nome de 'Os brasileiros'. É nessa equipe que Eusébio estreou jogando aos 11 anos", conta o jornal.
"Aos 18 anos iniciou a carreira a sério no Sporting de Lourenço Marques. Pelo brilhantismo das suas atuações, chamou a atençao de duas grandes equipes portuguesas, nomeadamente o Benfica e o Sporting Lisboa, que entraram numa grande disputa pelo então craque moçambicano. Eusébio optou pelo Benfica, que sem imaginar estava contratando aquele que seria depois considerado o melhor jogador do Benfica e da seleção portuguesa de todos os tempos", diz.

Milhares dão adeus a Eusébio; enterro será às 15h, em Lisboa

EFE
Eusébio posa com a camisa do Benfica, em março de 1970
Eusébio morreu aos 71 anos vítima de uma parada cardiorrespiratória
Não há número exato, mas a imprensa portuguesa informa que milhares de pessoas passaram pela sala do Estádio da Luz, em Lisboa, na qual o corpo do ex-jogador Eusébio está sendo velado para dar-lhe o último adeus. A visitação pública foi encerrada às 21h50 (de Brasília, 23h50 locais) de domingo e será retomada nesta manhã de segunda-feira.

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Getty
Eusébio torce para Benfica rechear ainda mais o museu de troféus
Eusébio será enterrado às 15h (de Brasília), em Lisboa

O enterro do português que tinha 71 anos e nascera em Moçambique está marcado para às 15h (de Brasília, 17h locais) e será no cemitério do Lumiar, também em Lisboa, mas antes estão previstos diversas ações.

Por volta das 11h30 (de Brasília, 13h30 locais), o corpo de Eusébio, como era seu desejo, será levado para dar uma volta em torno do Estádio da Luz, do Benfica, palco e clube pelo qual o "Pantera Negra" brilhou entre 1960 e 1975.

Seguindo a programação, às 13h15 (de brasília, 15h15 locais) sairá o cortejo que passará por vários pontos da cidade. Às 14h (de Brasília, 16h locais), haverá uma missa de corpo presente na Igreja Seminário, no Largo da Luz, último ato antes do sepultamento.
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Luto por Eusébio adia homenagem do Governo português para Cristiano Ronaldo

Getty
Eusébio e Cristiano Ronaldo
Eusébio e Cristiano Ronaldo: os dois maiores jogadores da história do futebol português
Os três dias de luto decretados pelo Governo português em homenagem ao lendário Eusébio, falecido no último domingo, fizeram com que a cerimônia de condecoração da Presidência a Cristiano Ronaldo, craque do Real Madrid, tivesse que ser adiada.
O ato estava marcado para esta quarta-feira, no Palácio de Belém, com a presença do atacante, mas foi remarcada para o próximo dia 20, comunicou a Presidência portuguesa.
Cristiano Ronaldo será condecorado com uma das maiores distinções do Estado luso, o grau de Grande Oficial da Orden do Infante Don Henrique, por seu papel como "símbolo de Portugal" no mundo.
Adeus, Pantera Negra: Maior jogador da história de Portugal, Eusébio morre aos 71 anos
Eusébio da Silva Ferreira, nascido em Moçambique, morreu no domingo aos 71 anos, após sofrer uma parada cardiorrespiratória. Ele foi o maior jogador da história de Portugal, com grande destaque pelo Benfica e pela seleção portuguesa, 3ª colocada na Copa de 1966, com Eusébio de artilheiro.
O enterro do craque está marcado para às 15h (de Brasília, 17h locais) e será no cemitério do Lumiar, também em Lisboa, mas antes estão previstos diversas ações.
Por volta das 11h30 (de Brasília, 13h30 locais), o corpo de Eusébio, como era seu desejo, será levado para dar uma volta em torno do Estádio da Luz, do Benfica, palco e clube pelo qual o "Pantera Negra" brilhou entre 1960 e 1975.
Seguindo a programação, às 13h15 (de brasília, 15h15 locais) sairá o cortejo que passará por vários pontos da cidade. Às 14h (de Brasília, 16h locais), haverá uma missa de corpo presente na Igreja Seminário, no Largo da Luz, último ato antes do sepultamento.
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Ronaldo marca dois em dia de homenagens a Eusébio, e Real segue na caça aos líderes

Assista aos lances de Real Madrid 3 x 0 Celta
O Real Madrid segue na caça aos líderes do Campeonato Espanhol. Em dia de emoção por conta das homenagens pela morte de Eusébio, o time merengue não chegou a ter facilidade, mas conseguiu bater o Celta por 3 a 0. Karim Benzema abriu o placar já no segundo tempo, e Cristiano Ronaldo completou a vitória. Dois gols dedicados ao Pantera Negra.

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Ainda antes de a partida começar, Cristiano Ronaldo ficou claramente emocionado no minuto de silêncio dedicado a Eusébio, que morreu neste domingo. O atacante já havia avisado que pretendia balançar as redes para homenagear o grande ídolo português. E a pretensão virou realidade aos 33 do segundo tempo, após um cruzamento da direita de Carvajal. A bola passou por todo mundo e sobrou para Ronaldo apenas empurrar para o gol vazio.
Já nos acréscimos, Ronaldo ainda marcaria mais um. Em um lance bastante parecido, de novo em um cruzamento pela direita, desta vez de Gareth Bale, que começou o jogo no banco de reservas. Os gols ainda foram históricos ao se tornaram os de número 399 e 400 na carreira de Cristiano.
Antes de tudo, Benzema já havia colocado o Real Madrid na frente do placar. Depois de dominar grande parte da partida, o time merengue finalmente marcou o seu primeiro gol após um chute cruzado de Jesé. A bola veio da esquerda e achou o pé do atacante francês.
A vitória leva o Real Madrid aos 45 pontos, quatro a menos que os líderes do Campeonato Espanhol, Barcelona e Atlético de Madri. O time merengue volta a campo pela Liga no próximo domingo, quando visita o Espanyol. Antes, porém, recebe o Osasuna na quinta-feira, pelas oitavas de final da Copa do Rei.
Já o Celta segue na primeira posição fora da zona de rebaixamento e com os mesmos 16 pontos do Valladolid, o primeiro dentro da degola. Já eliminada da Copa do Rei, a equipe volta a campo no sábado, quando recebe o Valencia pelo Campeonato Espanhol.

De entrevista em entrevista, o pouco da Copa de 50



Já dei entrevista à BBC de Londres, à ESPN americana, à televisões do Uruguai e da Itália. Nesta terça-feira, na Biblioteca Nacional do Rio, falo para a TV pública japonesa. Em português, claro. O assunto é sempre o mesmo: a Copa do Mundo de 1950. Uma das poucas vantagens que a idade nos dá é ter visto o que a maioria das pessoas não viu. O que não quer dizer tanto, já que minhas memórias daquele tempo são muito mais emocionais do que visuais. Lembro-me bem das coisas que senti, no futebol e na vida, mas pouco da forma que tinham. O gol de Ghiggia, por exemplo. Sei mais dele pelo que revejo nos maus filmes da época (não havia televisão e os câmeras de cinema eram péssimos) do que por ter sido uma de suas 200 mil testemunhas oculares.
O que mais sei da Copa de 1950 me veio das leituras posteriores, sobretudo o ufanismo da imprensa que nos fazia crer que o Brasil seria um grande país se se sagrasse campeão. Tínhamos o maior estádio do mundo, a melhor seleção do mundo, o futuro mais promissor do mundo. Tínhamos até Deus como compatriota. Só faltava, para sacramentar tudo, a vitória final e... a taça de ouro.
Muito do que sei devo, também, a personagens daquele terrível epílogo, com os quais conversei sei lá quantas vezes: Zizinho, Ademir, Danilo, Jair, Barbosa e Nílton Santos, este mais um espectador do que personagem. Noventa por cento do que sei sobre os mistérios do futebol (100 por cento ninguem sabe) devo ao que aprendi com a Copa de 1950, à leitura, às conversas, à experiência, mas não ao que vi.
Por isso saio sempre frustrado dessas entrevistas em que gente de fora, indicadas por amigos, quer saber de mim. Nunca tenho a certeza de que passo corretamente a ideia do que me ficou: um país com pouco do que se orgulhar apostando todas as suas fichas de grandeza numa vitória que lhe escapou. Que esses entrevistadores entendam a maior lição que aprendi: o Brasil, ou qualquer outro país, não se torna melhor ou pior por ganhar ou perder a Copa do Mundo. Uma prova? Foi depois de sermos bicampeões mundiais em 1958-1962 que mergulhamos nas trevas por longos 20 anos.

Walcott e a Copa do Mundo, uma estranha relação



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Walcott se choca com goleiro de San Marino e teve que ser levado ao hospital
Walcott nunca disputou um jogo de Copa do Mundo
Theo Walcott terá de esperar, no mínimo, os 29 anos de idade para entrar em um jogo de Copa do Mundo. A grave lesão no joelho sofrida no último fim de semana descarta a possibilidade de vinda ao Brasil este ano, e torna-se mais um capítulo na curiosa relação do jogador do Arsenal com a principal competição de seleções.
Na única Copa para a qual foi convocado, em 2006, sua ida foi um choque para os torcedores e analistas. Quando Sven-Goran Eriksson o incluiu na relação de 23 nomes para o Mundial, Walcott tinha apenas 23 jogos como profissional, nenhum deles pela Premier League. Todos com a camisa do Southampton. Ainda não havia estreado pelo Arsenal, para onde se transferiu no início daquele ano.
Na época, Wayne Rooney e Michael Owen corriam contra o tempo para se recuperar de lesões, o que aumentava a expectativa dos goleadores ingleses do campeonato nacional. Jermain Defoe, Darren Bent e Andy Johnson eram os mais cotados, mas todos foram preteridos para dar espaço a Walcott. Peter Crouch foi o outro atacante no grupo.
Walcott não tinha a menor ideia de que seria chamado, e estava na autoescola quando sua convocação foi anunciada. Eriksson, que já sabia que a Copa do Mundo marcaria sua despedida da seleção, admitiu que se tratava de uma grande aposta, mas confiava no talento e na velocidade do jogador do Arsenal.
A confiança não saiu do discurso. Mesmo com Owen contundido no terceiro jogo da competição, contra a Suécia, o treinador não teve coragem de lançá-lo na competição. A Inglaterra caiu nas quartas-de-final para os portugueses, e Walcott saiu apenas com a experiência de ter feito parte do grupo.
Para se ter uma ideia do quão prematura foi a convocação em 2006, Walcott ainda fez parte de duas fases finais de Europeu sub-21 pela Inglaterra, em 2007 e 2009 - embora, nesta última, já fosse também um membro frequente da seleção principal. Para a Copa do Mundo de 2010, na África do Sul, sua presença no time de Fabio Capello era dada como certa, mas o técnico surpreendeu ao deixá-lo de fora da relação final.
Walcott tinha sofrido com as lesões ao longo da temporada 2009/10, mas já estava plenamente recuperado na época da preparação inglesa para o Mundial. Foi, inclusive, titular nos amistosos de maio contra México e Japão.
Capello teria ficado insatisfeito com a indisciplina tática de Walcott e sua dificuldade em cumprir as orientações. Em um livro publicado posteriormente, o jogador criticou o tratamento dado pelo técnico italiano aos jogadores, e o acusou de instituir um 'regime do medo' no ambiente da seleção.
Em 2012, Walcott disputou sua primeira Eurocopa, sob o comando de Roy Hodgson. Entrou no segundo tempo em todas as partidas, com destaque para a vitória de virada por 3 a 2 sobre a Suécia, na fase de grupos, quando marcou o gol dos 2 a 2 e deu o cruzamento para Danny Welbeck garantir os três pontos.
Desde então, ele melhorou seu rendimento como goleador. Em 2012/13 marcou 21 gols em 43 partidas oficiais pelo Arsenal, seu melhor desempenho na carreira.
Tudo indicava que 2014 seria a oportunidade para acertar as contas com a Copa do Mundo. Ficará para 2018.

Juventus avança para tricampeonato inédito em 79 anos e Roma para sexto vice em treze anos

A vitória da Juventus sobre a Roma por 3 x 0 não teve só momentos de facilidade. A Roma incomodou em parte do primeiro tempo, mas a Juve mostrou outra vez ser o melhor time da Itália -- ao menos em termos domésticos. Dificultou a saída de bola com atuações ótimas de Vidal, Tévez e Pirlo, dos pés de quem saíram dois dos três gols.
Impressionante não é a Juve confirmar o favoritismo, abrir oito pontos e anunciar o tricampeonato italiano que não é seu desde 1935. É a Roma seguir para seu sexto vice-campeonato em treze anos.
Desde o último escudeto conquistado sob o comando de Fabio Capello em 2000/01 (foto), a Roma foi vice em 2002, 2004, 2006, 2007, 2008 e tem enorme chance de ser de novo em 2014.
De todos o mais dramático foi o primeiro, ano em que a Internazionale chegou líder à última rodada, perdeu da Lazio por 4 x 2 e viu Juventus e Roma pularem à sua frente. A Juve foi campeã, a Roma de Capello vice.
Dos 29 escudetos da Juventus, a Roma foi vice em 1935, 1981, 1984, 1986 e 2002.
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Roma 2000/01: o último título
Roma 2000/01: o último título